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Epílogo

|My heart is really, really
Hot like chilly, chilly
I keep being silly
I am a girl in love
— Girls, Nature

"— Yubin, minha querida. — Ouviu a voz da mãe, quase tão longe que poderia imaginar ser apenas uma impressão. — Filha, já está na hora de acordar.

A jovem se sentou repentinamente, assustando a própria mãe. Estava confusa e não sabia o que fazer ou pensar, apenas lembrava de tantos detalhes daquele sonho estranho que começava a se desesperar, mas repetiu para si mesma ser apenas algo bobo, de sua própria imaginação. Focada em não irritar sua mãe que estava de tão bom humor, decidiu que iria colaborar e se arrumar para a aula. Nem ao menos tomou café da manhã, apenas correu para o colégio desviando de todas as pessoas apressadas e agradecendo por morar tão perto da instituição.

Cumprimentou o porteiro ainda agitada pela corrida como todos os dias fazia e seguiu até o pátio do lugar dando tchauzinhos para as pessoas conhecidas, até trocando algumas poucas palavras com amigos mais próximos. Quando ouviu seu nome ser gritado por um garoto a poucos metros de distância, parou de andar e ficou no mesmo lugar, aguardando que ele se aproximasse.

Nem ao menos soube bem reagir ao pedido para saírem juntos, gostava dele, mas nunca teria imaginado ter seus sentimentos retribuídos. Deu um abraço tão apertado quanto pôde, saindo dele quando ouviu o sinal bater indicando a primeira aula. Passou o resto do dia avoada, não prestou atenção nas matérias, mas já tinha passado de ano de qualquer jeito. Estava entediada e ansiosa, não sentia fome na hora da almoço e também escolheu não comer nada quando chegou em casa, apenas pegou um copo cheio com achocolatado e foi para o quarto escolher alguma roupa.

Pegou um vestido que era fino e branco, mesmo sabendo que sentiria frio ele era de longe a melhor opção para passar o dia em uma sorveteria. Depois de colocar o copo na pia da cozinha e se trocar, Yubin saiu de casa tão animada que sentia o coração batendo acelerado dentro do peito, em ritmo descompassado e agitado como o som de uma bateria, estrondoso e altíssimo, mas gostava da sensação. Não era algo novo, apenas uma situação comum colocada em outra perspetiva e condição.

Subiu a escada de madeira da casa seis e bateu na porta, esperando ansiosamente que alguém abrisse. Mas não, tudo o que recebeu foi silêncio. Sentou-se no último degrau e ficou ali, apenas aguardando alguém aparecer e, por sorte, fosse quem ela queria encontrar. Não sabia quanto tempo ficou ali, apenas pareceu muito mais do que imaginava quando ouviu a mesma voz de mais cedo.

— O que está fazendo aí?

Yubin levantou-se rápido e limpou a saia, correndo pelos degraus que pareciam meio instáveis e parando de frente para a pessoa na calçada.

— Essa não é a sua casa?

— Não, fica a três depois dessa. — Ele disse rindo e pegou a mão dela. — Mas já que você está aqui, podemos ir para a sorveteria.

O céu estava nublado e cinza, uma tempestade poderia acontecer a qualquer momento como foi dito na previsão do tempo durante o jornal, Yubin imaginava que isso não teria tanta importância assim, mas quando reparou que já andavam a tempo demais e ficava cada vez mais escuro, começou a se preocupar. Tentou se convencer de que era apenas pelo tempo chuvoso de primavera, então relaxou.

— Já estamos chegando? — Perguntou quando passaram por um parque vazio, com exceção deles dois.

— Já chegamos. — Disse se sentando no chão, mas ainda segurava a mão de Yubin.

— O que está aprontando? Veja só, eu não saí da minha casa para isso. — Tentou se soltar, mas apenas foi puxada para cima do garoto. — Eu vou embora.

Ele riu e segurou mais forte, puxou um objeto do bolso e sussurrou no ouvido dela:

— Tudo bem, tudo bem. Mas antes, faremos um jogo. — Encostou a ponta da faca em uma parte da cintura dela. — Apenas não grite."

Yubin novamente batia na porta marrom da casa número seis, sentindo o vestido molhado pela chuva e pelo sangue se juntar cada vez mais em seu corpo e não conseguia descrever como aquilo era desconfortável. Tinha vontade de chorar e certeza de que nutria agora um profundo ódio por si mesma, por ter sido tão ingênua e boba ao acreditar que ele realmente tinha boas intenções. Serviu seu próprio coração partido e cortado em um prato de porcelana branca que foi manchada pelo seu amor.

Saerok, que já sabia o que tinha acontecido assim que viu pela janela, tão longe quanto podia ver, uma garota de vestido branco com partes vermelhas, estava aguardando as batidas na porta. Quando abriu, apenas deu espaço para a garota passar, sem ter certeza de que ela se lembrava ou não do sonho, mas pensava que sim, pois sabia bem os caminhos que deveria seguir pelos corredores sem precisar ser guiada pela loira. Logo as outras meninas já estavam reunidas em torno de Yubin, confusas e melancólicas.

— Sem pressão, mas você precisa contar. — Haru disse segurando a mão dela, fazendo um carinho fraco.— É estranho, eu sei, mas depois você se acostuma.

A chuva do lado de fora caía tão rápida quanto as lágrimas rolando pelo rosto de Yubin, que em algum momento no meio da situação tinha desistido de impedi-las e então continuaram a descer. Precisava de tempo. Tempo para superar aquilo, tempo para entender tudo, para ficar tranquila e aceitar que nada mais poderia ser feito, nem lamentos e o mais intenso sofrimento seria capaz de fazer com que voltasse. Sentia ódio e raiva, desejava que ele pagasse pelo feito, mas não tinha coragem de encarar o mundo de outro lado, em uma perspectiva tão peculiar comprarando a que vivia anteriormente. Era assim que elas se sentiam? Pensou de repente, e a resposta era sim.

— Isso é tão estranho. — Sohee falou se encostando na parde. Para ela foi apenas um sonho, mas para nós realmente aconteceu.

— Mas também não é a primeira vez que acontece, lembra? — Minjung disse olhando para os pés. — Saerok e Haru também sonharam conosco antes de morrerem.

— Tínhamos envolvimento com o orfanato, Yubin não. Ela é nova, tem o quê? Uns quinze anos? O orfanato fechou já faz muito mais de vinte anos.

— Vejam, ela precisa de calma, assim vocês vão assustá-la. — Hayoung disse colocando as mãos nos ombros de Yubin. — Vou levá-la para o último quarto e discutimos isso.

Perguntas seguiam rondando a mente de todas, mesmo sabendo que não teriam respostas. Afinal, como poderiam saber dos mistérios de um universo tão vasto? Sim, impossível, eu sei. Poderia explicá-las com a mesma calma que agora conto a história delas para quem lê essas palavras agora. Fecharam um ciclo, conseguiram concluir completamente o que a mãe de Yubin, minha querida Jaehwa, felizmente não fez, foi feliz com o falecido marido e não morreu por amá-lo. Mas a filha não teve a mesma sorte.

No outro lado da cidade onde fica o casarão do fim da rua, que um dia foi um orfanato repleto pelas crianças, a resposta está. Quando elas estiverem prontas para descobrirem o destino, saberão onde estou.

Explicação:
Toda a fanfic foi narrada pela mãe da Sohee, que também era dona do orfanato onde a Haru morava, o lugar era a própria casa onde ela morava com a filha.

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