Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

You make me dizzy miss Lizzie

(N/A: Esta da foto é a Lizzie!)

Londres, Inglaterra, 11 de Março, 1936 - Dormitório do The Horrible Who.

P.O.V. Pete Townshend

-- Precisamos ajudá-la... -- Nós quatro dizemos em uníssono. 

-- A Lizzie não pode se casar! -- Moon protesta. Ele possui um semblante muito triste e sério, completamente diferente de sua personalidade. 

-- Mas não há muito o que fazer... Quase todas as opções acabam com o chefe atirando em nós todos! -- John nos lembra. Tento pensar em algo.

-- Bem, podemos deixar para pensar numa forma de evitar este casamento depois... Primeiro, gostaria de achar uma forma de fazer a Lizzie ter um aniversário feliz... -- Comento, já que não consigo pensar em nenhum plano imediato que impeça o casório da moça.

-- O que quer dizer? -- Roger se pronuncia.

-- Quero dizer que... Daqui a dois dias é aniversário de 20 anos de Lizzie, e acho que, como presente, podíamos ajudá-la a realizar alguns sonhos mais simples... Como ir ao cinema! -- Dou a ideia, não conseguindo segurar um sorriso ao imaginar a cara da moça radiante diante de tal surpresa.

-- Ela nunca foi ao cinema? -- Moon pergunta, incrédulo e eu apenas balaço a cabeça positivamente, arregalando um pouco os olhos.

-- Pete... Eu sei que você está aí todo apaixonadinho... -- John fala e eu coro.

-- Ei, não estou não! -- Protesto.

-- É, ele não está não! -- Moon complementa. John nos olha revirando os olhos.

-- É claro que está... Enfim... Pete... Devo te lembrar que... Sua pele foi salva mas em troca você tem que fazer um plano para roubar a Joia da Coroa Real Inglesa... Enfim, você tem que pensar num plano! -- John fala e movimenta os braços, nervosamente.

-- Eu sei, eu sei... Mas o aniversário de Lizzie é logo daqui a dois dias... O plano pode esperar um pouquinho... -- Falo, tentando manter a calma.

-- Desde que nenhum de nós acabe batendo as botas, eu topo! -- Daltrey se manifesta.

-- EU TOPO! -- Keith berra, pulando de um lado para o outro. Olho para John, esperando sua aprovação.

-- Vamos John, por favor... Eu prometo que pensarei num plano pra roubar a coroa... -- Falo.

-- Joia da Coroa Real Inglesa! -- Entwistle me corrige e eu reviro os olhos. -- Ta bom... Eu topo...

-- Então, amigos... VAMOS DEIXAR UMA GAROTA CONTENTE! -- Digo, me sentindo grandioso, erguendo um dos braços no ar. Meus amigos me imitam.

   Passamos o resto da noite planejando como vamos sair daqui com Lizzie, sem que Jack descubra e nos mate. Acabamos chegando à uma conclusão.

-- Certo, rapazes, irei escrever um bilhete para Lizzie e deixá-lo na porta do quarto dela... Aí, no dia treze, John e Roger irão vigiar os corredores e distraírem todos que passarem por lá, INCLUSIVE o Sr. Cooper, enquanto Keith e eu iremos até o quarto de Lizzie para buscá-la, e sairemos de lá sem que ninguém perceba... -- Falo, muito cansado, devido ao horário.

-- Tá bom, tá bom... Mas, será que agora podemos dormir? São quatro da manhã! -- John protesta, enquanto Roger boceja ao seu lado.

--Certo, certo... Vamos dormir... -- Falo, me dirigindo ao beliche que divido com Keith.

   Todos nos aprontamos para dormir, e, pouco depois, é possível escutar os roncos exagerados de Moon, os roncos silenciosos de John e os roncos contínuos de Roger. De olhos fechados, tento pegar no sono, mas, como de costume, este se recusa a vir. Tentando não fazer barulho e nem balançar o beliche, pulo da cama de cima ao chão. Sento na escrivaninha improvisada, ao lado da porta, acendo uma vela com os fósforos que Roger usa para acender seus cigarros, pego uma folha limpa, meio amassada, no meio de tantas outras espalhadas pela mesa, e uma caneta tinteiro velha e melada. Penso em escrever o bilhete para Lizzie, mas ainda não decidi todos os detalhes com os meninos, como por exemplo, o horário. Mas, de qualquer forma, penso na garota... Aqueles olhos que me deixam tonto... Que até o ar me fazem faltar! Quando me dou conta, estou escrevendo no papel... Não apenas meus pensamentos, mas sim, um poema...

"Você tirou o fôlego que eu estava guardando para o nascer do sol
Você aparece e a manhã parece monótona nos meus olhos
E novamente eu vou recusar o amor
Depois de ter te visto novamente
Mais uma vez você irá desaparecer
Minha manhã ficará envergonhada
Ás vezes tenho medo de que isto continue na minha vida
Cada dia que passo numa visão ecoada de você
E novamente eu vou recusar o amor
Lembrando do seu sorriso
Todos os meus dias são gastos
Pensando em você o tempo todo
As vezes que me deixei pra baixo
Minha cabeça está girando
Meus olhos vêem só você
As chances que eu perdi
Oportunidades jogadas
Longe e dentro da tristeza"

   E, pensando nesta garota que invade meus pensamentos a todo momento, adormeço sobre a mesa. Acordo assustado, com Roger me chacoalhando.

-- Hey, Pete... A corneta já soou! Já são sete da matina! -- O loiro fala, sonolento, enquanto abro meus olhos devagar. Me levanto meio tonto. Logo, John vem com o cenho franzido até a mesa, pegando o papel sobre esta.

-- O que é isto, Pete? -- Ele pergunta, lendo. Demoro a raciocinar sobre o papel, mas quando o faço, tento tirá-lo da mão de Entwistle, que possui um sorriso maroto nos lábios.

-- Um poema de amor! Sabia! Ninguém me engana! -- Ele fala e noto, pelo canto dos olhos, Moon fazendo cara feia.

-- Me dá! Isso... Isso não é nada! -- Falo, finalmente conseguindo pegar o papel da mão do homem. 

-- Sei... Hum, se arrume, poeta... Vamos lá, tá na hora do rango! -- John responde, saindo do quarto com Roger e Keith atrás.

   Me arrumo rapidamente e vou atrás dos três. Durante o café, conversamos sobre os últimos detalhes para a noite especial de Lizzie, e quando voltamos ao quarto, sento-me na escrivaninha para escrever o bilhete. Levanto os olhos, curioso, ao ver Moon arrastando uma cadeira e se sentando ao meu lado.

-- Eu só... Vim ajudar... -- Ele fala, arqueando as grossas sobrancelhas. Dou de ombros e começo a escrever.

"Lizzie,

Achamos que não é justo você passar seu aniversário de 20 anos trancada neste lugar, por isso, temos uma surpresa! Esteja pronta as 20h do dia 13, no seu quarto, passaremos aí pra te pegar. Mas, por favor, não comente com ninguém!

Assinado, Peter Townshend"

Leio a carta em voz alta para Keith, que logo protesta.

-- Ei! Eu ajudei também! Coloque meu nome aí! -- Reviro os olhos diante de suas palavras, já que o maluco não ajudou em nada. Mas, para evitar conflitos, escrevo Keith Moon ao lado de meu nome.

-- Epa, e a gente? -- Desta vez é Roger que se pronuncia, apontando para si próprio e para John, enquanto jogam baralho na cama de John.

-- Ah, meu Deus... Tá, tá... -- Falo, impaciente, adicionando os nomes dos meus outros dois companheiros no bilhete. -- Mais alguma objeção? -- Pergunto ironicamente e meus colegas chacoalham as cabeças negativamente. -- Bem, já que não há mais objeções, irei levar o bilhete até o quarto de Lizzie.

-- Eu vou junto! -- Moon afirma, e juntos, vamos em direção à porta da garota, tomando muito cuidado para não sermos vistos por Jack Cooper.

P.O.V. Elizabeth Cooper

   Mais um dia tedioso que se passa... Mais um dia como qualquer outro. Estou deitada em minha cama, lendo pela quinta vez o meu livro preferido, O Cão Dos Baskerville. Por mais que eu ame este livro do fundo do meu coração, gostaria de ter mais opções de livros para ler, quero dizer, tenho cinco livros em minha estante, e já li cada um deles umas quatro vezes.

-- Ah, Sherlock... -- Sussurro enquanto leio, mas passos apressados no corredor chamam minha atenção, desviando esta do livro. Logo, escuto uma voz engraçada e conhecida vindo do lado de fora do meu quarto.

-- Certo, cabeção, se a gente deixar este bilhete aqui, o Sr. Cooper pode pegar e nos matar!

-- Cabeção é você, Keith! Não irei simplesmente deixar o bilhete aqui do lado de fora! Pra que você acha que existe o vão lá em baixo? -- Seguro risadas diante do diálogo, e me seguro para não ir abrir a porta.

-- Tá bom, Senhor Sabe Tudo! Mas e se Lizzie não estiver aqui e não ver o bilhete quando chegar? Pior ainda, e se o chefe estiver aí dentro?

-- Quer relaxar e calar a boca? Está tudo sobre controle, só irei jogar o bilhete por baixo e pronto! Assim, ó... -- E, após isso, vejo um pedaço de papel aparecer por debaixo da minha porta.

-- Se o chefe me matar, eu te mato, Pete!

-- Tá... Agora vamos voltar e encontrar aqueles dois preguiçosos que só ficam jogando cartas o dia todo! -- E desta forma, o som de passos reaparece, diminuindo até sumirem por completo.

    Me levanto curiosa de minha cama, e pego apressadamente o pedaço de papel do chão, o lendo em seguida, sem conseguir conter um enorme sorriso com seu conteúdo... É bom ver que, no meio de toda essa muvuca, alguém se importa comigo... Ver que tenho amigos... Eu sei que pareço uma menininha de 10 anos falando isso... Mas isso não importa, afinal, os rapazes prepararam alguma coisa pro meu aniversário, e eu estou muito feliz!

   Confesso que mal consegui dormir na noite do dia doze para o dia treze... Mas também devo confessar que, inconscientemente, fiquei o dia doze inteiro tentando escolher uma roupa descente para usar... Acabo encontrando uma caixa fechada escondida na última prateleira do meu guarda-roupa... A caixa de pertences de minha mãe! A última vez em que esta foi aberta foi no dia seguinte à morte da mamãe... Algumas lágrimas ameaçam escapar, mas consigo contê-las. Abro a caixa e sorrio com uma lembrança súbita do rosto sorridente de minha mãe.

   Acho alguns colares muito bonitos, o perfume favorito dela, algumas fotos dela comigo e... Um diário! Arregalo os olhos e pego este, passo minha mão sobre sua capa revestida em couro, meio empoeirada, abro na primeira página, onde se lê "Anne Josephine Carter", o nome de solteira de minha mãe, em uma letra cursiva impecável. Hesito um pouco, pensando se devo mesmo ler o diário de mamãe... Decido ler, mas antes que eu possa virar a página, algumas batidas bruscas na porta de meu quarto me interrompem.

-- JÁ VAI! -- Respondo, guardando desesperadamente o diário na caixa e a caixa no guarda roupa. Quando vejo que está tudo no lugar, abro a porta, revelando a face de meu pai, com seu charuto entre os lábios.

-- Oi, Lizzie, querida! -- Ele fala, passando a mão no meu cabelo.

-- Oi pai... -- Respondo, meio sem paciência.

-- Vim ver como estão as coisas por aqui... Já que, amanhã é seu aniversário e... Bem... Você vai fazer 20 anos... E, eu vim informar que, seu casamento está marcado para o dia 30 de Março... -- Ele fala ligeiramente, conforme eu vou ficando cada vez mais irritada.

-- De novo essa história do casamento? -- Pergunto, cruzando os braços.

-- Elizabeth, você vai se casar e ponto final! -- Meu pai fala, soltando fumaça na minha cara. Eu tusso.

-- Eu não quero me casar! -- Protesto, quase gritando.

-- Quem decide se você vai se casar ou não sou eu! Este casamento será muito importante para nós!

-- Eu não ligo! -- Respondo e vejo meu pai ficar vermelho, furioso. Ele perde a paciência e dá um tapa em minha boca. Olho boquiaberta para o homem. Por mais bravo que ele fosse, ele nunca bateu em mim.

-- Isso é para você aprender a respeitar seu pai! -- Sua voz soa vingativa. Respiro fundo para não chorar na frente deste e o olho desafiadora, batendo a porta com força logo em seguida, trancando-a. Ele bate nesta e chama meu nome algumas vezes. -- Elizabeth! Amanhã colocaremos um fim nesta conversa! -- E assim, escuto seus passos pelo corredor. 

   Deito em minha cama e choro. Xingo meu pai de todos os nomes obscenos que conheço e, exausta e rouca, pego no sono, sonhando com dias melhores... Sonhando com Pete. Imagino o garoto me envolvendo em um beijo apaixonado, e acordo, na manhã seguinte, pensando se foi real ou não, desejando que tivesse sido real. Levanto com a maior animação, afinal, este promete ser o melhor aniversário que já tive!

   Me lembro que ainda preciso arranjar uma roupa para sair com os meninos, então me dirijo até o guarda roupa para procurar, e subitamente me lembro do diário. O coloco junto com meus outros livros, para me lembrar de lê-lo mais tarde. Finalmente acho alguns vestidos apresentáveis, que pertencia a minha mãe.

   Passo o dia evitando meu pai. Fico trancada em meu quarto, provando os vestidos, até que acho um que me cai melhor, roxo escuro, quase preto. Como de costume, almoço sozinha em meu quarto. Meu pai tentou falar comigo, mas não o respondi e nem abri a porta. Depois do almoço, pego o diário de minha mãe e decido lê-lo.

" Dia 23 de Outubro de 1914.
Querido diário, três meses atrás papai se juntou ao exército inglês para lutar na grande guerra que está ocorrendo. Esta história é muito assustadora para mim e minhas irmãs, todos os dias recebemos notícias de conhecidos que faleceram em combate e semana passada um avião sobrevoou Londres e derrubou um míssil na rua vizinha à rua da escola onde eu estudo. Por causa disso, as aulas foram suspensas. Mamãe acha que eu não preciso mais voltar, já que já tenho 17 anos. Ela acha que é hora de eu começar a procurar um marido para me sustentar e esse tipo de coisa. Eu disse que não estou preparada e que quero me formar na escola, mas não adianta eu falar. E para piorar a situação, meu pai foi ferido em combate e quase morreu, mas pela graça de Deus continua vivo, ele até voltou para Londres, onde eu e minhas irmãs, Louisie e Bertille, estamos ajudando nossa mãe a cuidar dele. Ele está muito doente, deve ter pego uma infecção devido à ferida... Só sei que estamos falidos e não sabemos como vamos conseguir pagar o tratamento médico de papai. Meu pai procurou uns homens muito estranhos, envolvidos com coisas erradas, que dizem que podem ajudar a financiar todas estas necessidades... Mas, tudo isso tem um preço... O preço é o casamento do chefe com uma das filhas de meu pai, mas, um pequeno detalhe... Tem que ser a filha que o homem quiser... E eu estou realmente nervosa, já que, se meu pai não o pagar com a mão de sua filha, vai pagar com a vida da família toda!"

    Fecho o diário, nervosa. Guardo este em minha estante mas não consigo parar de pensar nas palavras escritas. Parece que estou revivendo a vida de minha mãe, mas, claro, sem a parte da guerra e do pai doente... 

   Confiro um relógio e vejo que já está na hora de ir me arrumar.

P.O.V. Pete Townshend

    Passei o dia todo pensando em um presente para dar à Lizzie... Então, numa memória repentina, me lembro do poema que escrevi na madrugada anterior para a garota. Reescrevo o poema em uma outra folha, caprichando ao máximo, e o guardo num envelope que encontrei no meio de tantas tralhas jogadas na gaveta do quarto que divido com os meninos. A seguir, guardo envelope em uma bolsa de pano que uso para guardar o pouco de dinheiro que possuo. 

   Apresso os meninos para se arrumarem.

-- Vamos rapazes, já são seis da tarde! Temos que estar apresentáveis para quando Lizzie nos encontrar! 

   Eles murmuram e protestam, mas vão se arrumar. Tomo um banho no desconfortável banheiro comunitário. Quando volto para o dormitório, procuro no meio de roupas surradas e furadas, algo que posso usar. Consigo achar calças limpas e sem furos, uma camiseta um pouco mais apresentável e, para ajudar a manter a calça dois números mais larga sem cair, encontro um suspensório no fundo da gaveta. Me arrumo e espero os outros ficarem prontos.

-- Roger, já dissemos que seu cabelo está bom! Não estamos indo encontrar a rainha! Deixe do jeito que está! -- John fala, sem paciência.

-- Ai, tá, tá... Já estou quase pronto! -- O loiro responde, em frente ao espelho.

-- Faltam cinco minutos pras oito... -- Falo, olhando no relógio preso na parede.

-- Pronto! -- Roger anuncia. Nos juntamos para iniciar o plano.

-- Certo, eu e Keith vamos até o quarto Lizzie... John, Roger, vão na frente e não deixem ninguém ficar no corredor... Na hora que eu e Moon chegarmos ao quarto dela, fiquem no corredor para não deixar ninguém se aproximar... -- Recapitulo o plano. Os três bala,çam a cabeça afirmativamente. Começamos a colocar o plano em prática, e quando John volta ao quarto para avisar que a barra está limpa, eu e Keith vamos até o quarto da garota.

   Uma onda de nervosismo atinge meu corpo. Moon parece bem menos despreocupado. Olho para ele, que retribui o olhar e sorri. Volto a encarar a porta. Respiro fundo e... Quando estou prestes a bater, Moon se apressa e bate na porta, fazendo a maior barulheira. O repreendo com o olhar, e ele apenas revira os olhos. Logo, o som de passos indicam que a garota está se aproximando. A maçaneta gira e... Lá está ela, linda como sempre. A olho maravilhado. 

-- Oi meninos! -- Ela fala, mas só consigo ver seus lábios mexendo, já que fico, provavelmente que nem um tonto, a encarando sem palavras.

-- Oi, minha querida Lizzie! Meus parabéns! -- Keith a abraça exageradamente, e isso me faz acordar de meus devaneios. Quando o rapaz a solta, ela olha para mim... Aqueles lindos olhos me encarando.

-- Oi Lizzie... Eu... Hum... Hãn... Feliz aniversário... -- Digo, timidamente, sentindo meu rosto queimando.

-- Obrigada Pete... -- Ela responde com um sorriso e deposita um beijo em minha bochecha. A encaro, vermelho, sorrindo abobalhadamente. Moon pigarreia ao nosso lado, nos fazendo desviar os olhares um do outro. Tudo estava correndo de acordo com o plano, quando, de repente, alguém começa a bater na outra porta do quarto da garota.

-- Elizabeth! Elizabeth, abra esta porta! Já é a quinta vez hoje que venho falar com você e você não abre a porcaria desta! -- A voz grossa de Jack faz com que a menina arregale os olhos e faça um sinal de silêncio para a gente. -- Se você não abrir esta porta agora, eu vou arrombá-la!

-- Precisamos sair daqui logo! -- Ela murmura quase sem som. Apenas acinto com a cabeça e puxo Moon pelo braço para que ele saia junto comigo. A menina sai atrás, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho. Roger e John esperam mais à frente, próximos à saída, e fazem sinais indicando que a barra está limpa.  Corremos até eles e, todos juntos, vamos até a entrada do esconderijo. Assim que saímos no beco escuro, perdido no meio das ruas londrinas, um vento cortante passa por nós, e vejo a garota estremecer ao meu lado. 

-- Está com frio? -- Pergunto, preocupado.

-- Ah, na verdade, não... Senti saudades de sentir esse ar fresco de Londres... -- Ela responde, sorrindo.

-- Galera, vamos logo... O filme começa daqui a quinze minutos! -- John nos apressa. -- Ah, a propósito, feliz aniversário, Elizabeth!

-- Sim! Feliz aniversário, querida! -- Roger a cumprimenta, dando uma piscadela.

-- Obrigada, meninos! -- Ela os agradece,e, logo após, caminhamos rapidamente até o cinema local. Quando chegamos, Lizzie olha maravilhada para a fachada do lugar. 

-- Esperem aqui que vou comprar os ingressos... -- Digo, pegando a bolsa de pano contendo minhas moedas. 

    Vou até a bilheteria e compro cinco ingressos para o filme da sessão das 20h30, "A Boneca do Demônio"... Pergunto se não há algum outro filme, mas a resposta foi "Não!"... Bem, espero que não seja tão assustador, a última coisa que quero é deixar Lizzie traumatizada... Volto para onde os outros me esperam e vejo a garota rindo de alguma piada de Keith, assim como meus outros dois colegas. Sinto uma pontada de ciúmes, que fica ainda maior quando Keith oferece o braço para a moça, e esta enlaça o seu neste. John parece perceber, já que olha para mim, revira os olhos e solta uma pequena gargalhada.

-- Vem galera, vamos entrar... -- John fala, indo na frente, Keith e Lizzie, de braços enlaçados, logo atrás, e Roger, antes de seguir também, me dá um tapinha nas costas. Vou atrás destes. 

   Na sala mal iluminada, nos posicionamos nas cadeiras. Keith senta na ponta, Lizzie ao seu lado. John está prestes a ocupar o outro lado da moça, mas olha para mim, dá uma piscadela e deixa o lugar livre para mim. Me sento, calado, ao lado da garota. Ela continua dando risada de Moon e eu permaneço cabisbaixo ao seu lado. Quando eu menos espero, sinto uma leve tocada em meu braço. Ergo os olhos e dou de cara com o sorriso de Lizzie.

-- Então, Pete... Que filme iremos ver? -- Ela pergunta e eu pigarreio antes de responder.

-- Bem... Chama-se "A Boneca do Demônio"... Tentei ver se não tinha outro... Mas este era o único... Bem, se você não quiser... -- Respondo, meio vermelho e hesitante.

-- Ei, ei Pete... Relaxa... Vai ser ótimo! Eu estou adorando, e olha que o filme nem começou! Obrigada... -- Ela me corta suavemente, dando um beijo no meu rosto.

-- Você merece... -- Digo, segundos antes de todas as luzes na sala se apagarem de vez. Sinto a garota, que ainda possui a mão pousada sobre meu braço, apertar este neste momento. A lanço um olhar tranquilizador e a vejo sorrir, recebendo uma nova luz nos olhos.

-- Ah, é agora! -- Ela comenta, excitada.

   No decorrer do filme, olho em volta para observar meus amigos. John possui o seu semblante de sempre, um misto de tédio e ironia. Roger parece intrigado com o enredo do filme. Moon acabou dormindo. Lizzie parece maravilhada. De repente, a sala se enche de gritos, devido à cena, e um destes parte da garota ao meu lado, que abraça muito apertado o meu braço e esconde a cara em meu ombro. Para tranquilizá-la, passo minha mão livre em seus cabelos.

-- Calma... É só um filme... -- Falo tranquilamente. Então, uma cena cômica me faz cair na gargalhada. Olho para o lado e me deparo com John e Roger, abraçados. Roger chora como uma criancinha e John está pálido, com os olhos arregalados, olhando para a tela. Moon continua em seu sono profundo. 

   A menina passada o resto do filme abraçada ao meu braço. Quando este acaba, saímos do meio da multidão. Conto para Keith sobre a cena de John e Roger morrendo de medo e este, assim como eu, quase tem um ataque de tanto rir. John nos lança um gesto obsceno com uma das mãos.

-- Parou de palhaçada! Onde vamos comer? Estou com fome! -- Roger se pronuncia.

-- Oh, sim... Claro... Isso faz parte da surpresa também... -- Vou respondendo. Olho para Lizzie. -- Bem, Lizzie... Vamos comer pizza! 

-- Brincou? Sério? Rapazes, vocês são os melhores! -- Elizabeth dá pulinhos de alegria. Eu os guio até uma pizzaria bem simplória. John, Roger e Keith murmuram algumas reclamações mas entram. Lizzie está prestes a entrar, quando a peço para esperar.

-- Lizzie, não consegui te comprar nada, mas, por outro lado, escrevi um poema para você, e... Bem... Espero que o aceite como presente... -- Falo, sem graça, coçando minha cabeça. Pego o envelope de dentro da bolsa de moedas e o entrego à Lizzie. Ela sorri, pega o envelope, o abre com cuidado, tira o papel de dentro e o lê. Permaneço envergonhado diante da moça. Quando ela termina de ler, levanta os olhos e esboça um sorriso até meio sensual.

-- Você fala sério? -- Ela pergunta, arqueando uma sobrancelha.

-- É claro que falo sério... -- Respondo, quando sinto uma explosão de sentimentos tomar conta de mim. -- Meu Deus, Lizzie, você me deixa maluco! 

     E a garota só me enlouquece mais, já que morde o lábio inferior. Estamos muito próximos, cada vez chegando mais perto. Num súbito movimento, como dois imãs opostos, nossos lábios se unem, como se nossas vidas dependessem disso. Enquanto nossos lábios se movimentam, Lizzie leva suas mãos ao meu pescoço, sinto seus dedos brincarem com meus cabelos e arranharem minha nuca. Eu, para ajudar a diminuir a ainda mais a distância já quase inexistente, deslizo as mãos para a cintura fina da garota, agarrando-a, como se a qualquer momento ela pudesse escapar. Nossos lábios continuam se movimentando, um contra o outro, freneticamente. O ar nos falta e, ofegantes, afastamos nossos rostos, mas permanecemos abraçados. Olho fundo em seus olhos e sorrio. Estou prestes a unir nossos lábios novamente, quando sou atrapalhado por uma voz incrédula. 

-- Que merda está acontecendo aqui? -- Keith Moon pergunta, de olhos arregalados, como se tivesse acabado de ver uma assombração.



&&&&&&&&&&&&&&&&&

Demorou tipo uma eternidade para eu atualizar, massss... O que importa é que atualizei hehe... Enfim, capítulo que vem, crise de ciúmes do Moonie!! Tadinho, gosto tanto dele... Mas né, Lizte (ou Pezzie) é muito meu shipp... É issoooo!!! Beijooos galeraaaa!!!

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro