Chapter V
O l h a r
Seul―Coreia do Sul, final de Maio de 2018.
Por que eu me sinto sozinho em um tempo e espaço diferentes? Minha vida tem sido como um filme, o tempo todo! Este pensamento o pertencia e naquele momento, não tinha um assunto ou alguém em específico para arrancar aquela sensação. Um dia órfão de pai, no outro, lutando para vencer a distância. O jantar na mansão dos Lee's passava, todos os familiares da namorada conversavam sobre suas propriedades ou viagens recentes. Mas, na sala de jantar ninguém notara o olhar distante de Jeon que se perdia em seus conflitos.
O jovem sabia que aquelas reuniões longas eram apenas meios que sua Heyoon usava para o deixar mais confortável, porém, os olhos inocentes jamais enxergam as segundas intenções que vem por trás de um mero agrado! A família Lee's estava dividida no ramo autocad, cosméticos e ciências econômicas. Todos, ali presentes tinham uma certa fama, e uma lábia para subirem seus negócios! E fazem ou fariam o que fosse para obter o luxo e o dinheiro.
Ao contrário do herdeiro dos Jeon's que lutou por seu espaço, frequentou os melhores colégios Seul, e cursou a mais renomada universidade de administração da Coreia do Sul! Lee Heyoon morou fora do país, não fez uma universidade propriamente, mas, sim um curso de empreendedorismo nos Estados Unidos, para ampliar a rede CandyLee para outros países. Focou no que sabia de "melhor", assim, não arriscaria seus outros talentos.
Todos os olhares femininos e gananciosos o observavam, de certo o garoto não notava, mas, tinha um alguém que ficará incomodada com aquilo, e buscava conversar com um dos primos para desviar sua atenção. Jamais, um homem se colocaria no lugar de uma mulher. Pensava Heyoon, porém a ruiva estava totalmente errada, quanto aos seus julgamentos precipitados. Pois, ela nenhuma vez se pôs no lugar daquele, que segundo ela é seu "amado"! Sempre colocou seus luxos, em primeiro lugar, para saciar suas birras.
Enquanto, o outro se mantinha em estado neutro, e escasso, um simples fantoche nas mãos das mulheres que ama, desde de cedo o jovem Jeon aprendeu a fazer sacrifícios, que para os outros parecia circunstâncias inúteis e tolas, para ele eram grandes vantagens. Com o início do namoro, aprendeu a usar uma máscara para ocultar suas preocupações, frustrações, medos e dores, para deixar um sorriso engessado tão falso para si, para esconder as lágrimas.
Das vezes que deixou de passar um tempo ao lado de seu appa ou de seu amigo que era mais como um irmão para ele, para esta com Heyoon e sua família, para agrada-lá. No início tinha seu fervor e amor, agora o que restava era uma unilateralidade de um ser frágil e amargurado. Que tinha suas esperanças renovadas ao lembrar de seu girassol europeu. Alguns diriam o que essa flor tem de especial, é um girassol como os outros comum! Mas, não era, porque só ele poderia vê-la, talvez nem ele pudesse justificar a beleza daquele ser que nem conhecia! O tempo parecia passar devagar aos seus olhos, a tela de bloqueio mostravam que eram quase dezenove horas, faltava poucos dias e sua pequena Antonieta estaria com ele.
Só que apesar de suas olhadas rápidas, sua namorada, estava receosa quanto a isso. Ela sabia que alguém iria chegar, e isto a deixava irritada de alguma maneira! E independente de quem fosse temia perder a atenção do mais velho. A tensão pairava no ar, pela troca de olhares de Lee e uma de suas primas que olhava descaradamente para Jungkook.
Sem pensar duas vezes a garota começou a troca carícias com o namorado, que ao receber seus toques, teve a leve sensação de repulsa e susto, já que estavam todos presentes da família ali! Não era algo ruim para Jeon, receber carinho da mais nova, porém ali não era um local adequado para tal circunstância. Em outros locais, diriam são apenas troca de 'acolhimento' entre "apaixonados", porém para aquela nação qualquer troca de afeto daquela maneira soaria mais como algo íntimo e nada respeitador.
Talvez aquilo fosse um pressentimento do que viria em seguida, algo que o deixaria magoado e a outra frustrada por uma tentativa falha. Jeon vendo as iterações de Heyoon para chamar sua atenção, a respondeu de uma maneira cavalheiresca pondo sua mão sobre a dela. Tal atitude o levou a imaginar se isso ocorreria com frequência quando sua Antonieta chegasse! Que o fez sorrir, pela primeira vez naquela noite. Em um ato de vitória ou dissimulação, a herdeira dos Lee's soltou uma breve risada, chamando a atenção do outro.
―O que foi engraçadinha?―Pergunta em tom brincalhão.
―Você que estava rindo para o nada!―Fala a outra em meia verdade, mas ao ver seu namorado desviar seu olhar para o celular se irrita.―Estou achando que o celular é sua namorada e não eu!―Diz irônica. Deixando Jungkook um pouco envergonhado e desconfortado, soltando um riso abafado para descontrair, até seu celular ser tirado de sua mão.―Uma foto nossa Kook.
Claro que ele tiraria, qualquer pedido da mais jovem, ele faria! Porém mal sabia que aquilo fazia parte de um joguinho de farpas entre duas crianças, uma ruiva e outra loira. As coisas pareciam fluir bem entre os dois, mas, às vezes o destino põe a prova o equilíbrio emocional das pessoas.
―Vou pegar chapping.
Diz e sai em direção ao outro lado da sala, deixando seu namorado brincando com os dedos sobre a taça, sem reparar que seu celular estava com sua namora! Que faria algo que o deixaria irritado. Enquanto o outro estava distraído, Heyoon caminhava sentiu o celular vibrar em sua mão, por mais que tentasse se conter para não olhar para o número da chamada seu instinto se afastou do local, independente de quem fosse ela iria dar um jeito.
Enquanto, He finalizava todas as chamadas recebidas e a outra pessoa da linha, perdia o ânimo, e ansiava pela voz de Jeon, o rapaz aguardava a volta da amada até nota outra presença fora a sua!
―Jungkook, e como estão seus negócios?―Pergunta um até então desconhecido que estava acompanhado por uma loira.
―Estão bem, Sr.Morg, creio que estou conseguindo expandir os negócios no ocidente de certa maneira.―Diz após provar o vinho.
―Soube por um de meus empre... por um funcionário, pela manhã que pretende passar o setor burocrático para o desembargador Wong.―Diz em tom de descaso com um assunto, que até então, deveria ser sigiloso para os desconhecidos que não eram filiados a empresa.
―É ultimamente, tenho revisado o setor e ele precisa de uma atenção especial!
De fato, o jovem CEO, buscava cada vez mais expandir sua empresa, além de organizar seus horários para quando sua maknae chegasse ele pudesse se dedicar a ela.
―Ah... Mas, porque um desembargador!― Indaga. ―Poderia contratar uma pessoa formada em gestão ou em administração? Como Kiara!―Diz indicando a loira ao seu lado.
Fazendo o moreno falar 'ah', uma das coisas que estava em sua lista de desgostos era ser questionado por suas escolhas! O que o fez se adaptar a ter respostas na ponta da língua.
― Já sou formado em Administração, além de ter outros acréscimos! Não é dizendo ou fazendo descaso, mas, Wong é um excelente profissional, conhece a lei com a palma da própria mão.
―Concordo com Jungkook, meu moranguinho sabe o que faz!―Finaliza em segredo. Após desvia seu olhar para a prima em sua frente, que fazia caras e bocas para provocá-la.
―Foi apenas uma ideia, priminha!―Argumenta a loira que cruza as pernas magras.―Se precisa de alguém na área de consultoria pode me chamar, ou indicar.―Diz apontando para si.
―Tenho certeza que outras empresas precisam.―Diz Jungkook.
―Talvez uma boate.―Fala em tom baixo a mais nova. Que coloca a mão sobre a coxa do namorado.―Seu celular amor!―A ruiva diz em tom bem audível para a outra ouvi e alerta a loira, que o moreno já tinha alguém.
―Obrigado, He.
O tempo passava em milésimos e as atitudes de Heyoon só progrediram, a cada movimento de Kiara Morg, Lee Heyoon se sentia desafiada por sua parente que mais parecia uma adversária disputando uma vaga no paraíso! Carícias, puxões ou brincadeiras com cabelos os fios negros, beijos roubados e toques exagerados, aquilo foi o suficiente para em um gesto o jovem CEO pedisse para ambos se retirarem da sala de maneira discreta, causando um olhar raivoso a uma e a outra um sorriso malicioso contido! Mal sabia a ruiva que o filho do desembargador estava se sentindo sufocado naquele círculo, com aquela palhaçada das primas que o disputavam como um objeto ou pedaço de carne qualificada. Enquanto caminhavam até o jardim da mansão que estava vazio, assim teriam um pouco de privacidade para o que ele tinha a lhe fala, cada passo, um sentimento de culpa e uma busca por uma resposta para o porquê de está ali e não em casa fazendo mais um desenho bobo! Devia ser um basta?
Já na residência dos Jeon's, a nova moradora já se fazia presente, a jovem admirava a bela paisagem verde que brilhava ao luar da frente. O senhor de fios grisalhos já estava fora de seu veículo prata ao lado do porta malas, ainda surpreso com a leve aparência de Dawson com a jovem do passado e seu falecido amigo. De certo a beleza da afilhada é única! Tentou verificar a caixa postal e nada do afilhado, pensava na possibilidade dele estar no escritório ou com Lee, a segunda opção era a mais correta, o melhor seria não ser, pois naquele momento Lee e Jeon discutiam veementemente!Apesar disso, Wong imaginava Jungkook de alguma forma ficaria desapontado por sua pequena semente, já era uma flor, tal comparação o fez sorrir e seguir em frente até a garota que estava dentro do carro.
―Provavelmente, seu irmão não estará em casa, mas a senhora Kim está! Ela é uma pessoa sútil, porém, não deixa de ser agradável!―Diz arrancando um sorriso triste da jovem que aguardava conhecer o irmão.―Vamos.―Diz e a jovem põe a mochila em suas costas e pega sua mala de mão. Ao sair do carro pós um pouco desconfortável com o desconhecido, que a todo instante tentava lhe transmite confiança.―Ninguém irá lhe maltratar Antonieta, lhe prometo. Todos ansiavam por sua chegada.
De fato, era uma meia verdade, até os funcionários da casa se perguntavam e imaginavam como seria a jovem, no quão o jovem Jeon idolatrava e arrumava o quarto, e não permitia que outros o vissem!
―Está pronta?―Pergunta o desembargador.
―Acho que a vida me preparou para este momento!―Fala a mais nova.
Ao tocar a campainha o silêncio foi instalado, e ambos aguardavam alguém atender a porta. Após aguardarem por breves minutos, a porta é aberta por uma senhora de estatura média e de fios curtos quase grisalhos aparecer.
―Boa noite Senhor Desembargador.―Diz em um tom calmo em reverência.―Entre.
―Boa noite Senhora Min.
Diz e dá espaço para a garota que estava atrás de si sobre a sombra da noite aparecesse para a 'governanta' da casa a visse. De maneira rápida mais ágil, a senhora a percebeu e a cumprimentou gentilmente.
―Boa noite Sra.Min, sou Antonieta a irmã do Senhor Jeon.
Então aquela era a criança, que seu menino falava. Pensou a idosa.
―Seja bem vinda. Sentem se, Yona vá chamar Chan para pegar as malas da senhorita vou chamar a Sra.Kim!
A governanta se retirou da sala para subir, no entanto, suas passadas não foram rápidas o suficiente, para conter sua patroa que já estava na escada. Observando a ação!
―Que vozes são essas Dae.―Pergunta a mulher, que ao notar a movimentação em sua residência.
―Ainda estar acordada Senhora, já iria lhe chamar para recepcionar o Senhor Wong que veio deixar a Senhorita Jeon.
―Recepcionar a bastarda, o que o futuro me reserva ainda!―Disse em baixo tom de desprezo a desconhecida, que não merecia tal descaso, já que sua existência veio logo após um ano de divórcio.―Vá preparar um chá para bebermos na sala de visitas!
A pobre empregada, apenas deu uma meia volta para ir preparar o chá para os presentes! A tão renomada Ex-Jeon, repôs sua postura e tratou logo de pôr um rosto sereno e passivo para conhecer a filha do falecido ex-marido. Como era possível chegar a tal nível de receber a "intrusa", mas, só fazia isso para não perder o seu precioso filho para pirralha, como era possível uma mulher de alto nível se rebaixar a tais atitudes . Ao entrar na sala a primeira imagem que buscou foi a da garota infantil, mas, o que encontrou de certa forma foi um alívio e desespero. A menina já estava feita, logo exerceria seu papel como herdeira! Agora mais do que nunca deveria tomar cuidado com cada um de seus passos! Em sútileza se aproximou dos recém chegados.
―Como vai Desembargador? Espero que bem!―Disse após se curva e sentar em uma poltrona ao lado do homem, e seus olhos caírem sobre a jovem pérola do luar―Você deve ser a filha de meu falecido esposo! Carismática como ele.―Diz após reparar cada pedacinho da garota e a jovem Dawson sorrir em afeto. ―A viagem deve ter sido cansativa, Dae venha aqui, leve a senhorita ao quarto dela!
A velha de certo modo queria a garota longe, para ter a liberdade de dizer algumas coisas ao padrinho. Após a afilhada sair ao lado de Dae, a mãe do primogênito pós um semblante sério.
―Ela chegou antes do previsto, o tutor dela entrou em contato comigo a meia hora atrás. Disse que ligou tanto para Jungkook e para mansão no entanto ninguém o atendeu.
―Meu estar com a He-ssi, provavelmente não voltará para casa.―Após se pronunciar um breve sorriso surgir.―Porque não a deixou em algum hotel?
―Pois, um hotel não se igualar ao conforto de uma família! Soye, sei que não é algo fácil nessas circunstâncias. Creio que seu ego não permite aceitar a garota, antes de fazer julgamentos. Antonieta aparenta ter o gênio do Jeon! Antes que eu esqueça, não brinque de ser a falsa amiga da menina, ela é realmente genuína, o que vale para meu sobrinho!
Ditas estas palavras, a socialite parecia ofendida com tais palavras que foram desferidas debaixo de seu teto. E buscava ver a que papel aquele desembargador prestava. E com um leve gesto e um olhar espantado baixou sua xícara.
―Não compreendo Wong.
―Cuide bem de meus afilhados, tenho que ir, vim somente entregar a jovem em sua casa! Passar bem Soye.
Diz e se levanta para sair, dando as costas para a conhecida que por dentro se mexia como uma víbora. A passos largos, logo chegar na entrada o que o deixava calmo por sua protegida está em casa e preocupado parcialmente por ela sofre tal descaso. Antes de dar partida ligou e deixou uma mensagem de voz para o mais novo ouve quando pudesse. Mas, algo em seu interior lhe dizia que sua missão acabava de começar.
Após sua partida, no corredor principal Dae tentava pegar uma das bagagens, porém, Antonieta negava veementemente até chegarem próximas ao quarto que seria dela e um jovem desempelhava as malas com um pouco de dificuldade.
―Este é seu quarto Senhorita Jeon.―Diz o tal Chan, enquanto a observava de maneira sonolenta e sorridente, mas acordou ao ver que a mais velha bater em sua mão.―O que foi?
―Deixe a Senhorita Jeon abrir!
―A claro, não quero imaginar novamente a reação do seu irmão como na última vez!
Aquilo de certo o arrepiava e mais também fora cômico, ver o próprio patrão ajudando a trazer ou montar os móveis do local. A menina de fios castanhos teve a ideia de perguntar quão tinha sido a reação do irmão, mas preferiu guardar a dúvida para si, e ser mais ágil pois, apesar de ali residir sua nova residência aquelas pessoas deveriam descansar.
Ao tocar a maçaneta de alguma maneira sentiu algo diferente dos outros cômodos que havia passado, de modo que sentia o conforto transpirar! Quando pôs seu pé direito no quarto e começou a caminhar pela escuridão do quarto, até a luz de LED do cômodo ser acessa, lhe dando à vista mais perfeita do quarto, a garota queria fazer piruetas, mas, se conteve e apenas sorriu sem jeito enquanto controlava suas lágrimas, por estar em sua Neverland! Poderia ter ficado apenas observando os cantinhos, mas, reservou o tempo para depois que todos se recolhessem. Ao notar que os outros colocavam sua bagagem no cômodo, pôs sua mochila e a mala sobre a cama e foi ajudá-los.
―Não precisa ajudar Senhorita, esse é o nosso trabalho.―Ditaram uníssono os funcionários.
De maneira rápida e angelical a garota os olhou.
―Eu ajudo sim, creio que devam estar cansados, minha mãe sempre dizia que uma ajuda não pode e nem deve ser recusada! E me chamem de Antonieta.―Diz e pega o restante das malas.
―Acho que o seu falecido teve uma filha com deusa Athena, pois, essa tem uma santa paciência!―Diz o motorista e leva um leve tapa.
―Mais respeito. ―Diz a governanta que puxava uma das malas.
Ao entrarem no quarto a mais nova luz dos Jeon's arrumava suas coisas nos lugares apropriados, enquanto apreciava aquela arte de vênus.
―Obrigada por me ajudarem a trazerem as bagagens e pela recepção Sra.Min e...
―Chan.―Diz o rapaz de sorriso amarelo.
―Precisa de nossa ajuda para arrumar seus pertences?
―Não, Sra.
―Que alguma comida ou preparar um banho?
Pergunta a senhora Min em prestatividade, mas a jovem nega, o que a surpreende, ela de certo impressionaria ainda mais.
―Obrigada Sra. e você rapaz, mas, creio que vou descansar e vocês também.
―Claro, boa noite senhorita.
Após se retirarem, cada um foi para um lado oposto, enquanto, a jovem estava sentada viu que não era só as paredes que a inspiração que a lembravam as flores mas, também o teto que transbordava o celestial. Provavelmente foram dias e noites de dedicação naquele espaço, o que a fez sorrir por tal pensamento! Será que ele demoraria para voltar? Pensou enquanto pressionava os lábios em repreensão.
Já eram quase nove e meia da noite, quando a porta da frente foi aberta pelo jovem CEO que carregava consigo um rosto de exaustão e devastação. Esperava que sua mãe ou outra pessoa notasse sua presença.
―Pensei que fosse ficar na mansão com sua noiva!―O moreno se surpreendeu com a voz da mais velha quando subia mais um degrau.
―Não somos noivos Omma, além de que estou cansado.
―Podemos conversar?
―Amanhã!
Ditou enquanto prosseguia o caminho para seu quarto, o que menos queria naquele instante, apesar de tentarem chamar sua atenção ele apenas ignorava, algo de seu fetiche! Ao chegar no corredor apenas olhou de relance para a porta opostas a sua, era inacreditável que em menos de dois meses para algo que ele ansiava a tempos. Os minutos foram poucos, para em seguida entrar em seu cômodo. E uma certa dor em si surgir, o que fez bater na parede que ecoou para aqueles do corredor, além de espalhar alguns que estavam em um birô.
―Droga! Eu não mereço isso!
Aquela frase o despedaçava, ao lembrar da discussão com sua namorada, o que ele evitava era o imprescindível! A irmã que tateava o quadro em seu quarto ao ouvir o barulho de vidros sendo quebrados, poderia ir mas se fosse outra coisa, sendo apenas um engano, somente ficou parada se o som persistente continua se ela iria atrás! O silêncio se instalou, a pessoa que causava aquilo já estava na cama, seus olhos ardiam, não tinha lágrimas em seus olhos pois, já estavam secas, o que restava era apenas um olhar vazio e arrependido.
Na manhã seguinte, Após sua noite mal dormida o rapaz se levantou, tentou relaxar e tomar algum remédio guardado, um banho para esfriar a cabeça. A água quente percorria o corpo frio e gélido, que ansiava por um dia melhor! Quando saiu do banheiro, olhou o cômodo que estava uma bagunça devido a sua impaciência da noite anterior, iria arrumar antes de ir trabalhar. Sentou se na cama e começou a checar o celular, que havia inúmeras mensagens perdidas.
Omma: Filho, sou eu sua omma, quando poder retorne minha ligação!
Número desconhecido: Boa noite, meu nome Jorge Banty tutor de sua irmã, já liguei inúmeras vezes para sua residência e para você, mas ninguém me atende, bem, as coisas foram resolvidas com antecedência e sua irmã chegará hoje no último voo em Incheon as oito!
Aquilo não podia estar acontecendo, os horários coincidiam com a discussão e ele ficava aflito.
Número desconhecido: Liguei para um amigo da sua família, o desembargador Wong prometeu ir buscá-la, creio ela já deva ter desembarcado.
Tio Wong: Jungkook, sua irmã chegou mais cedo, fui buscá-la, e ela já estar em casa, ela é bastante gentil e parecida com você! Creio que ela logo vá se famializar com vocês...
O rapaz não esperou finalizar a chamada, quando deu por si já estava na frente da porta do quarto de sua flor, bateu na porta mas, ela não foi aberta, provavelmente estivesse dormindo, ainda era cedo, porém ele não conhecia os hábitos da mais nova, que saiu logo cedo para realizar sua matrícula na universidade de Seoul!
―Sra.Min, minha irmã ainda estar dormindo?
―Não senhor, saiu mais cedo para fazer a matrícula no colégio!
―Sozinha?
―Não, o motorista a levou.
―Ah!.
Jungkook estava triste, primeiro por não ter ido buscá-la e segundo por se lembrar que ela possa ter ouvido, e logo na primeira noite pensar que o irmão é um perturbado! Caminhou para o escritório, tomaria café lá, enquanto organizaria algumas papeladas da empresa, pelo menos algo para distrai-lo pelo dia. Passou praticamente em chamadas ou videoconferências que lhe tiravam ainda mais o juízo, as vezes se perguntava o porque ter entrado na indústria tecnológica. Já iriam dar quase três horas da tarde quando se levantou da cadeira acolchoada para fazer uma pausa e se deparar com a antiga governanta com uma bandeja de comida em suas mãos.
―Para onde estar indo Sra.Min?
―Vou levar algo para a menina Antonieta comer, desde da hora que chegou foi para o quarto estudar!
―Eu levo, já iria subir!
―Obrigada menino Jeon.
E entrega a bandeja voltando logo em seguida para a cozinha, o menino segurava firme o apoiador, parecia que suas fraquezas estavam dispesas e não o abatiam. Os corredores pareciam tão paralelos para si, o coração acelerava descontinuamente, era algo indescritível! Seus pensamentos, eram constante Parecia que estava preso a um sonho que se tornava realidade, se ele permanecesse sozinho, A decepcionaria? Mas, só saberia como ela é se batesse na porta, antes que aquela tortura o matasse. Empurrou a porta e colocou a bandeja sobre uma das comodas próximo a entrada. Ao se vira para seu olhar pairou sobre a escrivaninha que estava ocupada por um algum que ele não imaginava, talvez fosse um engano, tentou sair sem ser notado, mas, fora percebido pela jovem que se levantou rapidamente para cumprimenta-lo.
―Oi, você deve ser o Jungkook. É um prazer em conhecê-lo...―Sorridente. E ambos deram mais um passo.―Estava muito ansiosa para conhece te...
―Mas, quem é você? Onde estar minha irmã?
Aquela pergunta rodopiava sua mente.
―Já esperava essa reação!―Falou baixo. Como se tentasse encontrar o olhar do irmão com seus olhos castanhos se igualassem as orbes negras no rapaz.―Devo me apresentar formalmente, No Colégio das freiras costumavam me chamar por Dawson.― O coração do rapaz aos poucos se agitava ainda mais ―mas, creio que me conheça como Antonieta!
Naquele instante, o único intruso entre aquelas crianças era apenas o curto espaço entre eles, que logo foi quebrada por Jungkook, que via um paradoxo ali. O impulso para abraça-lá foi mais forte, seus braços sentiam transbordar carinho e extroversão! Pensava que seu ato não fosse ser correspondido, mas não, Antonieta aos poucos voltou seus braços pela cintura do mais velho que liberava lágrimas silenciosas, não era só ele que chorava e gritava internamente. O rapaz sussurava palavras indecifráveis, porém a mais jovem, apenas retribuia com palavras de afeto, Após alguns instantes se separavam e Jeon pode admira a irmã que tinha um olhar mais marcante que o azul do mar!
―Me perdoe por não ter ido te buscar!
―Não se preocupe com isso, Eu cheguei e tão cedo não vamos nos separar, vamos recuperar juntos todo o tempo que perdemos!
Porque aquelas palavras confortaram aquele coração duro e de alguma maneira ele não queria deixar ela sair de seus braços. A história deles tinha apenas começado!
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Então o que acharam desse encontro ai?
Vou deixar a fotinha dela aqui com outra do jeon
Antonieta Jeon Dawson
Jeon Jungkook
Extra: Lee Heyoon, imaginem ela ruiva.
Espero ler os comentários de vocês
Não esqueçam a estrelinha
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