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Capítulo Vinte e Um

- Watch out


Isabelle atravessou o corredor da escola correndo feito uma descompensa na tentativa de alcançar Caitlin, ela seguia com as lideres torcidas entre gargalhos.

-Hey! –ela puxou a amiga pelo braço fazendo todas as lideres de torcida a encararem. –Posso falar com você? –disse as encarando de volta.

-Claro – a menina sorriu e seguiu com Belle. –Enfrentando as vadias da escola, é assim que eu gosto de ver –ela riu enquanto as duas entravam no vestiário feminino que já estava vazio.

-Eu ainda não posso conversar com Justin, será que você poderia mandar um recado pra ele por mim? – a menina pediu meio sem graça.

-Mas é claro pode falar –Caitlin tirou o celular do bolso, mas ainda prestando atenção no que a menina dizia.

-Quero que ele encontre assim que chegar, amanha meu pai estará fora de casa a tarde inteira e seria uma ótima oportunidades de nos encontrarmos –Caitlin encarou a amiga rindo.

-Sem pais, se encontrarem com a tarde inteira livre,sei não hein –ela piscou fazendo Belle rir envergonhada.

-Não é isso que você ta pensando, vai ser um piquenique.

-Então é assim que é chamado agora? –Ela riu deixando a menina mais envergonhada ainda.

-É sério Caitlin, não é nada disso, eu só quero ve-lo mesmo. –Cait se sentou ao lado da amiga.

-Mas nãorola nem um pensamento sórdido passando pela cabeça.

-Ah... –ela riu virando um pimentão.

-Você age como se ainda não tivesse rolado entre vocês –a menina ficou calado e desviou o olhar, no mesmo instante Cait levantou tampando a boca com a mão e abafando um grito –Mentira! Não mesmo.

-Não grita!

-Ah fala sério, a quanto tempo vocês estão junto? Dois meses e uns bucados? –ela deu a volta na sala e sentou rindo – Justin deve gostar mesmo de você, se me contassem eu não acreditaria. Você é a mulher da vida dele mesmo. –elas riram juntas.

***

Quinta a tarde..

Justin saltou do carro na frente da casa de Belle por volta das 2 da tarde, foi direto do aeroporto pra lá. Ele estava louco de saudade da menina, parecia que não a via a mil anos. Bateu na porta e Amélia atendeu, com seu sorriso convidativo a mulher o cumprimentou e o guiou até o jardim onde a menina estava sentada em uma enorme toalha xadrez no meio de dezenas de vasilhas de comida. Ele chegou por trás da menina tampando seus olhos.

-Adivinha quem é? –ele forçou uma voz estranha, mas não deu muito certo.

-Essa foi a sua pior imitação de todos os tempos –ela disse puxando a mão dele e o fazendo sentar a sua frente pra que ela pudesse ter visão do sue lindo rosto –Senti sua falta –ela sussurrou aproximando o rosto do dele.

-Não tanto quanto eu senti –ele colou os lábios no dela entre um fogo de paixão que crescia no peito, ele a queria tanto que mal conseguia pensar.

Eles sentaram um em frente ao outro enquanto comiam e conversavam trocando palavras doces.

-Como foi a viagem? –ela perguntou mordiscando um sanduiche.

-Teria sido melhor se você tivesse ido comigo –ele acariciou o rosto da menina delicadamente e ela fechou os olhos sentindo o toque quente da mão dele em seu rosto. –Como foram esses três dias aqui sem mim, aposto que você fez umas festas bem loucas na escola –ela riu.

-Festas incríveis –ela tirou a mão dele do próprio rosto e se virou deitando em seus braços –Mas eu tenho que dizer que a na biblioteca com o livro de astrologia foi concerteza a melhor.

-Uma pena eu ter ido –eles riram.

-Você queria me contar algo antes de viajar o que era?

-Bem, como agora eu sou praticamente um formando, e com formando eu quero dizer que não vou precisar entrar como penetra no baile de formatura eu queria saber se você. –ele segurou a mão dela –Isabelle Evans aceitaria ir ao baile comigo.

-Mas é claro –ela disse animada com um sorriso gigante no rosto. –Só que tem uma condição.

-Qual?

-Você tem que me tirar pra dançar na quermesse,

-Mas e o seu pai?

-Ele vai estar ocupado demais pra conseguir notar um meteoro cair na barraca de churros, imagine uma dança inocente.

-Então se é isso que você quer, nós vamos dançar na quermesse. –ela beijou a bochecha dele animada. –Fala sério, eu vou dançar numa quermesse com você e tudo que eu ganho é um beijo na bochecha –ele reclamou num tom brincalhão e a menina se virou sentando em seu colo lhe dando um beijo de tirar o fôlego.

Os trocaram beijos abraços e caricias até o sol começar a se por, Justin queria mas não podia ficar mais tempo com a menina, a última coisa que ele queria, era o pai dela os encontrando ali.

Se despediu de Belle e Amélia agradecendo pela ajuda da mulher e seguiu pra casa, passou alguns instantes com seu mãe e seguiu para seu quarto, guardando as malas e aproveitando pra tomar um longo banho. As palavras da amiga ficavam dançando em sua mente "Só se arrisca assim quando é amor Justin, só quando é" , ele não conseguia acreditar na novidade de que talvez ele realmente amasse a menina, não que ele não acreditasse no amo mas depois de tanto tempo sozinho e pegando varias ele não sabia que ainda pudesse sentir isso por alguém. E logo por ela, que vivia na família mais difícil de se lidar no mundo. Ele desligou e chuveiro e saiu ouvindo o celular tocar.

-Alo! –ele atendeu enquanto se vestia.

-Buffalo's hoje?

-Acabei de chegar cara, to destruído. –era Ryan no telefone.

-Fala sério, não é um voo que vai te impedir de sair pra tomar uma com os amigos.

-Sabe que amanha tem aula né?

-Sabe que amanha é sexta né, hoje é o esquenta –ele riu do outra lado da linha. –Vamo lá cara, espairecer um pouco só uns dois copos não fazem mal a ninguém.

Indo pelo que o amigo dizia Justin acabou aceitando, terminou de se vestir e os encontrou em um bar/restaurante chamado Buffalo's que ficava n centro da pequena cidade. Eles sentaram enfileirados na frente da bancada do bar, passava algum jogo na televisão e as mulheres não paravam de olhar pra eles. O rapaz começou com um copo de cerveja, logo dois e horas depois ele falava besteira e contava piadas de baixo calão apostando copos de tequila.

-VIRA VIRA VIRA –os caras gritavam enquanto o rapaz entornava um copo na boca, eles estavam cercados de mulheres que tentavam gritar mais alto que a música que passava.

-Sua vez Justin, escolhe um desafio pro Ryan –eles se entreolharam gargalhando.

-Ok ok –ele disse se apoiando em uma das cadeiras pra ficar em pé -Ryan, você vai ter que tomar um copo de tequila –eles vaiaram –espera ai galera –direto dos peitos dessa gata –ele puxou uma moça do lado dele e a colocou no meio da roda, ela não se opôs e foi logo pegando o copo pra derramar no peitos.

-Agora! –ele gritou atacando os peitos da garota sem dó ali mesmo.

Eles jogaram mais algumas rodadas entre copos de tequila e safadesas a parte.

-Vai lá Jake sua vez de desafiar o Justin e o Chaz. –uma das meninas gritou.

-Ok, Justin eu te desafio a entrar na Igreja e pegar qualquer objeto e Chaz você tem que fazer ao mesmo, os dois ao mesmo tempo.

O rapaz estava tão bêbado que não hesitou em fazer.

-Não se desafia Justin Bieber –ele disse todo pomposo e levantou da cadeira saindo acompanhado pelos amigos e as "novas amigas" eles seguiram de carro ate a igreja de carro e logo saltaram fazendo uma arruaça na rua com o som ligado no volume máximo.

Justin seguiu pela lateral da igreja com o amigo e os dois arrombaram uma das janelas da Igreja e entraram, acenderam as luzes e ficaram encarando o lugar.

-Ta pensando o mesmo que eu ? –o rapaz disse observando tudo mesmo com a visão meio turva.

-A não ser que você esteja pensando que seria uma ofensa a Deus uma orgia na igreja, mas que seria uma experiência louca, eu não sei não.

-Você é um idiota mesmo –ele resmungou. –Esse lugar fica extremamente assustador a noite. –murmurou pra si mesmo percebendo que Chaz já havia sumido da sua vista. Ele olhou em volta e pegou uma vela qualquer em cima de um dos bancos "isso deve servir" ele resmungou. Deu a volta pelos bancos observando o nada e as vezes falando consigo mesmo, o álcool estava agindo no seu sangue como uma balinha de êxtase. De repente ele ouviu gritos, alguém chamava pelo nome dele, correu –tentou –até a janela quebrada vendo Ryan próximo a mesma.

-Sai daí cara a policia ta chegando. –ele gritou pro amigo que se desesperou.

-Chaz a policia, anda logo –em instantes o rapaz apareceu com algo nos braços e eles pularam a janela saindo dali.

A policia estava chegando na esquina quando eles finalmente começavam a acelerar pra longe. 

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