Capítulo onze
Beneath Your Beautiful
Há horas o sol já não iluminava o quarto da menina, ela permanecia deitada agarrada em travesseiro tentando abafar o barulho de seu choro. Já havia deixado as luzes desligadas e não queria que ninguém a incomodasse. O barulho de pedrinhas batendo em sua janela quebrou o silêncio que se instalara ate então. Ela levantou fungando e olhou pela janela procurando quem jogava tais pedrinhas. Abriu a janela e fitou o jardim –quintal –até por os olhos no rapaz. Ele sorriu quando a viu, mas ela não retribuiu.
-O que ta fazendo aqui? –ela sussurrou do parapeito da janela.
-Se afasta que eu vou subir –ele disse a assim ela fez.
Ele escalou as paredes como um gato e entrou no quarto da menina que estava sentada em sua cama. Ele se aproximou e ascendeu o abajur perto da sua cama. Quando encarou a menina ele percebeu que ela chorava.
-Belle –ele tentou toca-la mas ela recuou.
-Por que veio aqui? –perguntou tentando conter o choro.
-Eu vim ver como você esta, eu não ia aguentar até amanhã. –ele estava um pouco nervoso em vê-la chorando.
-Eu não quero que você fique aqui... –ele levantou a encarando.
-Por que não?
-Eu vou ser a piada da escola pelos próximos dois meses no mínimo, eu não quero que você se prejudique. –ele riu se aproximando dela que dessa vez não recuou e limpou as lágrimas que escorriam pelo seu rosto.
-Eu não me importo com isso, só me importo com você. –de repente ela se moveu tirando a mão dele do rosto dela e mudou sua expressão parecendo brava. Isabelle estava tão confusa que mal conseguia distinguir seus sentimentos.
-Pois você deveria, o que passou pela sua cabeça quando você resolveu ficar comigo? Eu sou a piada da escola por um bom motivo, eu não sou nem metade das garotas com quem você já ficou, se por acaso você só ta comigo por uma brincadeira ou coisa do tipo diz agora por que eu não quero ficar pior do que eu já to –ela levantou caminhando até a janela. –O que você viu em mim? Eu sou feia, eu sou sem graça, eu sou boba... Por esse e por outros motivos eu não te tiro o razão de ter vergonha de andar comigo por ai, de ter vergonha de dizer que nós estamos juntos. –ela voltara a chorar.
Naquele instante Justin sentiu como se estivesse levando um belo e estalado tapa na cara, ele sabia de seus sentimentos e seus cuidados quando ao seu relacionamento com ela, mas não tinha nenhum noção que ela tinha essa percepção sobre o que acontecia. A última coisa que ele queria era que ela por um momento sequer pensasse que ele sentia vergonha de estar com ela, por que apesar de ter um certo medo do que seus amigos diriam ele não tinha exatamente vergonha. Esse sentimento era diferente pelo menos ma cabeça dele e ele não queria que ela o visse assim.
-Por que diabos você ta dizendo isso? –ele foi em sua direção e a prendeu em seus braços com tanta força que parecia que ele tinha medo que ela fugisse. –Eu não sinto vergonha de estar com você, eu adoro e me sinto privilegiado de poder estar ao seu lado. Gosto de você como eu nunca gostei de ninguém e nenhum daqueles babacas da escola vai fazer isso mudar. Eu te adoro Isabelle nunca se esqueça disso. –ele separou um pouco seus corpos e encarou os olhos da menina –Você é a garota mais linda que eu já vi na minha vida, cada detalhe seu é lindo, dos pés a cabeça você é perfeita. –ele sorriu fraco a afundou o rosto no peito do rapaz.
Depois de alguns minutos abraçados, Justin puxou a menina pra cama onde eles trocaram algumas palavras carinhosas até ela cair no sono. Naquele instante ele se sentiu tão responsável por ela que daria qualquer coisa para que aquelas lágrimas cessarem, ela chorava e ele parecia sentir a mesma dor. Aos olhos dele ela era tão pura e tão frágil que ele tinha a sensação de que se fizesse um movimento errado poderia quebra-la em mil pedacinhos.
Os dois estavam tão confortáveis deitados ali que Justin acabou pegando no sono como a menina.
***
O sol entrava pela janela aberta deixando o quarto totalmente iluminado, o latido de um cachorro no meio da rua fez com os dois acordassem ao mesmo tempo. Ambos ainda sonolentos se encaravam enquanto ainda estavam deitados.
-Não acredito que dormiu aqui –ela murmurou tentando abrir os olhos completamente.
-Nem eu acredito, que horas são. –ele se espreguiçou encarando o relógio ao seu lado. –Puta merda eu tenho que ir. –exclamou levantando a cama vagarosamente e procurando seus sapatos. Isabelle ficou deitada o observando, ele era tão lindo ainda mais com aquela cara de bebe. Irresistível, naquele instante ela agradeceu por ter dormido se não ela nem imagina o que poderia ter acontecido, na verdade imaginava só que não queria ser levada pela tentação de tê-lo assim tão perto.
-Você vai ficar bem –ele perguntou chamando atenção da menina. Voltou a sentar na beirada da cama a encarando.
-Claro que vou, ter você por perto deixa tudo melhor –ele riu se debruçando por cima da menina e beijando seus lábios.
-Queria poder ficar aqui com você. –ele sussurrou roçando os lábios nos dela.
-Também queria. –passou a mão pelo rosto dele observando seus lindos olhos castanhos.
O barulho de batidas na porta os deixou em alerta.
-Quem é? –ela perguntou apertando a mão do rapaz enquanto ficavam imóveis.
-Sou eu, a mamãe Isabelle, esta se sentindo melhor? –a garota encarou Justin com um sorriso sorrateiro no rosto.
-Nunca estive melhor mãe. –Justin ameaçou rir e ela tampou a boca dele. –quieto –ela sussurrou.
-Bem, eu só vim saber se estava bem e se já tinha acordado. –sua mãe fez um pausa por alguns instantes como quem desconfiava do que estava havendo dentro do quarto. –O café já esta na mesa e tem uma amiga sua esperando na sala.
-Amiga? –ela perguntou sem entender do que se tratava.
-Sim, se apronte logo e desça. –ela disse e sumiu voltando a cozinha.
Quando Isabelle tirou a mão da boca de Justin ele danou a rir vendo a expressão de vergonha misturada com a de quem estava aprontando algo e gostando estampada no rosto de Isabelle.
-Isso não tem graça –ela reclamou jogando um travesseiro nele. –Você esta me transformando em uma pecadora.
-Não é pecado gostar de alguém –ele respondeu a beijando mais uma vez.
-Segundo o meu pai é pecado até olhar pra alguém, imagina gostar.
-Quando o assunto é o seu pai nada pode ser realmente levado a sério Belle.
-Gosto disso – ele sorriu de canto.
-Disso o que?
-Você perto de mim, me chamando de Belle. –ele riu se sentindo meio bobo.
-Agora eu realmente tenho que ir – depois de mais um longo beijo de despedida ele se levantou e caminhou até a janela sem tirar os olhos dela deitada na cama. –Te vejo mais tarde. –ele piscou de um jeito tão sexy que Belle sentiu um comichão no meio das pernas. Benditos pensamentos.
Ele pulou a janela sem ser notado e logo tirou o celular do bolso discando o numero de sua mãe, a essa hora ela deveria ter colocado o FBI atrás dele.
Após permanecer por mais alguns minutos deitados Isabelle resolveu levantar e ver quem a esperava, passou rápido no banheiro e pediu a sua mãe que mandasse a tal amiga subir. Surpreendentemente ela era Caitlin.
-Elvis! –ela disse assim que pôs os pés no quarto da menina. –Ela era muito gato –disse se sentando em uma cadeira de desenho colonial perto de uma penteadeira.
-O que veio fazer aqui a essa hora? –Belle perguntou enquanto procurava seu suéter rosa dentro o armário.
-Bom dia pra você também. –Caitlin observou cada pedaço do quarto. –Queria saber se já tinha superado aquela bad e o que vestiria hoje.
-Superado o que? –ela se virou assim que encontrou o suéter.
-Fala sério, você não vai assim na escola né. –ela levantou imediatamente fitando a garota.
-O que você espera que eu vista?
-Qualquer coisa menos esse suéter –ela reclamou pegando o suéter da menina. –Você me odiaria muito se eu queimasse ele.
-Qual é o seu problema com esse suéter? –ela tentou pegar de volta mais Cait não deixou.
-Não só meu, mas da escola inteira, você usa esse suéter desde a sétima série. Chega querida! –ela disse como quem fazia um alvoroço e jogou o suéter em cima da cama convencendo a garota.
-Ta então o que eu visto? –Isabelle foi praticamente lançada pro lado enquanto Caitlin invadia seu closet e procurava algo para ela vestir.
Depois de dezenas de peças de roupas jogavas no chão Caitlin parecia cansada.
-Tem alguma chance de eu te levar até a minha casa e te colocar em um conjunto cropped?
-Não mesmo! –Cait bufou derrotada.
-Foi o que pensei. –depois de reclamar e jogar mais algumas peças pra fora ela deu um gritinho histérico de felicidade anunciando que havia encontrado algo. –Esse vestido, você tem sapatilhas vermelhas? –perguntou jogando o vestido em cima da menina.
-Não, e eu nunca usei esse vestido. Minha mãe diz que ele é muito chamativo pra minha idade. –um vestido preto de bolinhas brancas com gola Peter pan, seu cumprimento ia até o joelho.
-Mais um belo motivo pra você usar. –ela mexeu nos sapatos da menina –Não tem vermelha, mas a preta vale. –entregou pra menina enquanto ela olhava tudo meio desconfiada. –O Justin vai adorar –ela adicionou convencendo completamente Isabelle.
Ela se trocou e em menos de cinco minutos já estava vestida, mas ao olhar de Caitlin ainda faltava algo.
-O que foi agora?
-Você já usou o cabelo soltou alguma vez?
-Não, pelo menos não na escola.
-Então vamos dar um jeito nisso, e pelo menos um brilho. –Caitlin agia de um jeito espalhafatoso e divertido que fazia Isabelle rir internamente sempre que ela abria a boca.
Quando finalmente tudo terminou ela pode se olhar no espelho. Diferente, ela pensou. Nunca se vira assim antes. Seus cabelos estavam metade presos e caindo pelas laterais de seu rosto, o brilho rosa claro que havia passado havia dado um pouco de vida ao seu rosto. Pela primeira vez essa se sentia como uma das suas colegas, se sentia bonita.
-Branca de neve nós temos que ir pra escola –Caitlin a alertou pegando sua bolsa -ouvi sua mãe falar algo sobre café da manhã? –ela riu abrindo a porta.
Elas desceram e foram até a cozinha, tomaram um café rápido e logo iam saindo quando foram paradas por Amélia.
-Isabelle –ela encarou a menina dos pés a cabeça –Esta linda –ela disse deixando a menina passar. As duas quase tiveram um ataque do coração.
***
Dentro da sala de aula poucos repararam em Isabelle, talvez o radar de invisível deles estivessem no modo automático. Quando finalmente o sinal do intervalo tocou ela saiu da sala sentindo os olhares em cima dela. Alguns vinham acompanhados com sorriso vislumbrados e outros com cochichos. Mais a sua frente estavam as lideres de torcida, quando a viram elas pareciam estar em formação de ataque. Ela podia ouvir de longe as gargalhadas delas misturada com alguns comentários de garotos que passavam por ela. De onde você veio princesa ou nossa senhora gatinha ou até mesmo deus abençoe a puritana.
A centímetros das lideres de torcida a garota fechou os olhos se preparando emocionalmente para passar por elas. Uma mão quente segurou a dela, no mesmo instante ela abriu os olhos o fitando e percebendo a repercussão que aquilo causará. As lideres de torcida haviam se calado e consequentemente ficado boquiabertas, os meninos se conteram e o corredor inteiro parecia estar congelado os observando passar por eles.
-Já te disseram o quão linda esta hoje? –ele disse como se não percebesse o que estava acontecendo ali.
-Você é louco de segurar a minha mão no meio de todos.
-De qualquer forma eu já imaginava que ia pro inferno mesmo –eles riram enquanto caminham sem se importar com os olhares curiosos, indo em direção a cantina.
Notas FinaisMúsica que me inspirou o capítulo
https://youtu.be/bqIxCtEveG8
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