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• Capítulo 7 •

Fiquei parada por alguns segundos sem saber o que dizer. Ver que ele possuía a mesma marca que eu me deixou um pouco assustada. Me deixou ainda mais neurótica a respeito de nós dois e tudo o que tem acontecido.

Eu nasci com essa marca. Sempre tive ela. E agora alguém que saiu de uma lâmpada que é relíquia e parte da história da minha família também tem uma? Exatamente com o mesmo formato e no mesmo lugar?

- Como você conseguiu isso? - Pergunto, bastante confusa. E ele novamente hesita em responder a pergunta.

- Fazem muitos, muitos anos que carrego essa cicatriz no peito. Ela faz parte do meu destino. É a marca da promessa. - Ele diz, pausadamente, como se cada palavra dele pudesse me amaldiçoar. Não entendo direito o que isso queria dizer.

- Marca da promessa...? Mas é igual a minha...por que? - Se passam alguns segundos e ele não responde. Respiro fundo. - Jimin. Apenas me diga. Isso tem a ver com nós dois? Ou é coincidência?

- Nada disso é coincidência. - Ele diz, até que rápido, como se quisesse anular a possiblidade de eu concluir que é uma coincidência.

- Mas eu não o conheço...como podemos ter a mesma marca...? Como podemos ter algum tipo de ligação? E por que você não pode me dizer nada? Eu tenho tantas perguntas, mas justamente quando eu mais espero por um resposta...eu não recebo uma. Por que? - Cerro os punhos, me sentindo um pouco frustrada. Não o conheço nem nada, mas estou curiosa. Estou estranhando tudo isso. E não posso saber de nada? Mesmo que me envolva?

A essa altura meu coração estava batendo muito mais rápido do que o normal, e com isso um calor começou a tomar conta do meu corpo. Comecei a ficar com medo de desmaiar de novo. Tentei controlar a minha respiração e me acalmar.

- Eu...eu quero muito te contar tudo, Eleanor. Mas eu tenho medo. Se eu falar...algo muito ruim pode acontecer com você. E eu não quero isso de forma alguma. - Olho pra ele, triste e com um pouco de raiva. E seus olhos também carregavam uma tristeza de partir o coração. - Eu juro que eu vou te contar tudo. Aos poucos. E conforme eu sentir que é seguro. Só não quero destruir tudo. - Enquanto ele fala, ele alcança minha mão e a toca com a dele. Quente. Aconchegante. É o toque dele. E pior, é como o toque de um conhecido antigo. É familiar. Reconfortante.

É um toque que acalma meu coração e minha aflição quase que automaticamente.

Suspiro.

- Certo...ok, ok. - E então um pouco de luz parece retornar aos seus olhos. E ele sorri levemente. - Mas eu vou continuar perguntando. Uma hora você vai ter que me dizer. Se não eu jogo a sua lâmpada fora.

- Quê?! Não! Minha casa, Eleanor! - Ele diz, apertando minha mão.

- Sua casa é aqui agora. Até você me dizer tudo o que tem nessa cabeça, você mora comigo! Além de estar me devendo três desejos também. - Digo com convicção, e vejo o rosto dele ruborizar ligeiramente. Ele solta a minha mão e olha para baixo, na direção da mesa, satisfeito por alguma razão. - O que foi?

- Nada. Deixe pra lá. - Ele olha pra mim com uma estranha determinação no olhar. - Ótimo. Então moramos juntos. E servirei você. Como quiser.

- Ah...certo. - Termino de beber meu suco e me levanto pra levar a louça pra pia. Jimin me para e pega a louça da minha mão. - Que isso?

- Eu cuido disso. Não precisa fazer nada. Lavo a louça pra você. - E ele vai na direção da pia com o prato e o copo.

Sem saber o que fazer, vou até o sofá e me sento. Hm...então ele vai ser tipo um servo? Olho pra ele e sorrio. Posso me acostumar com isso. Me deito no sofá de forma que eu tenha visão dele lavando a louça. É claro que...não vou abusar. Mas nunca tive ninguém pra fazer as tarefas de casa pra mim. Não depois que cresci. Menos ainda depois de começar a morar sozinha. Vai ser bom. Além de que...viver sozinha ás vezes é um pouco solitário. Se pudermos nos aproximar um pouco...talvez até criarmos uma amizade...vai ser bom pra cabeça. Ninguém o vê mesmo então não terei problemas tendo que apresentá-lo nem nada. E ele parece tranquilo. Vai ser um bom amigo.

Imagens dos meus sonhos aparecem na minha cabeça e meu rosto esquenta e se avermelha. Aquelas malditas cenas que tomam conta da minha mente desde que ele chegou aqui. Cenas muito erradas. Muito íntimas. Muito...demais. Demais pra minha cabeça. Não, cérebro. Nada disso. Amigos. Amigos. Amigos. Amigos. Pare de me fazer imaginar esse tipo de coisa com o gênio da lâmpada.

O pior de tudo, é que não é que ele não seja atraente nem nada. Mas eu não o conheço direito. Não quero e nem deveria pensar sobre essas coisas com ele. Mas é claro, não tem como eu controlar meus sonhos. E quanto mais tempo eu passo com ele, quanto mais eu converso com ele, piores os sonhos ficam. E eu simplesmente não posso evitar.

Jimin é um rapaz muito belo. Não vou mentir. Ele tem um rosto muito bonito e sobre seu corpo...bom,  não tenho propriedade pra falar. Nunca vi ele sem suas roupas, mas com elas, daqui de onde estou olhando, parece...interessante. Perfeito. Mas...é, chega. Estou chegando num ponto da minha imaginação que já estou me imaginando levantando daqui do sofá e indo bater na bunda dele de tão gostosa que ela parece. Chega. Esse é o limite. Deixa o garoto, Eleanor. Deixa ele.

- Você quer água? - Sua voz me tira da viagem que eu estava de um jeito abrupto, já que eu estava na sétima dimensão pensando na bunda dele. - Que foi? Tem algum problema com a minha roupa?

Sim, ela valoriza sua bunda.

- Eh, não. - Olho pro outro lado, na direção de qualquer coisa. - Tá tudo certo. Viajei, foi mal.

Viajei pro sonho da noite passada que eu chegava e passava os braços ao redor do seu corpo e beijava seu pescoço enquanto você lavava louça. Na ponta dos pés. Se não eu beijaria as suas costas. O que não era uma má ideia também.

- Tem certeza? Estava pensando até em mudar a roupa pra uma comum. Essa roupa de gênio se destaca demais, não acha? - Ele se vira pra mim, mexendo na sua roupa, no cós das suas calças largas de seda e a parte aberta da sua camisa, que era leve e larga como a calça. Olho apenas pelo canto do olho, tentando evitar reparar demais.

O que me faz reparar mais ainda. E de fato, sua roupa era bastante chamativa. Sua calça em um verde escuro azulado com estampa de flores cor salmão e detalhes em dourado.

N/A: Uma estampa mais ou menos como o design dessa lâmpada aqui:

E sua blusa era preta e levemente transparente. Em cada um dos seus pulsos ele tinha um bracelete largo dourado. Daqueles que a gente já viu no gênio da lâmpada de Aladdin. Mas ele também usava outro par como tornozeleiras. E descalço. Isso com seus belos cabelos de príncipe roxos, tem me feito ter todo tipo de sonho errado.

- Você fica bem nessas roupas. E ninguém consegue te ver além de mim mesmo. Não importa. - Digo, ainda sem olhar pra ele, encarando o tapete da sala.

- Hm...ok. Mas acho que ainda vou pensar em algo que eu possa usar que seja mais...da sua época. Mais casual, talvez? Pode ser útil pra algum momento. O que eu poderia usar...?

- Bom, você quem sabe. Eu vou botar o lixo pra fora. Já volto. - Me levanto do sofá e vou tirar o lixo.

Quem sabe assim eu consigo esfriar a cabeça.

Pego minhas chaves e abro a porta. Já com uma das sacolas de lixo na mão, deixo a porta aberta e vou até o final do corredor onde descartávamos o lixo do nosso andar. Ao chegar lá, a porta do apartamento que ficava do lado do descarte se abre.

- Eleanor!! Bom dia! - Me viro e vejo Hanna na minha frente. Uma das vizinhas do andar. Uma garota legal que estudava música e tinha um São Bernardo chamado Félix. Ele era a coisa mais fofa do mundo, e fazia tempo que não via nem ele nem a dona. E logo ouço seu latido, assim que Hanna vem falar comigo.

- Bom dia Hanna! Bom dia Félix! - Cumprimento os dois assim que os vejo lado a lado. - Como estão?

- Trabalhando muito. Consegui um estágio e tem sido difícil cuidar do Félix, estudar e trabalhar ao mesmo tempo. Mas estamos levando. Estávamos saindo agora pra passear. - Hanna diz, com uma expressão cansada, mas feliz de certa forma. Sei o quanto ela queria um estágio faz tempo.

- Entendo. Qualquer dia, se precisar de ajuda com o Félix, eu posso ficar com ele. Se for ajudar. - Digo e uma luz parece se acender na vida de Hanna.

- Faria isso por mim?? - Ela pergunta.

- Claro! Eu trabalho em casa, então não deve me trazer problema. Sei lidar com cães grandes também. Tínhamos muitos na fazenda do vovô. - Digo, sorrindo enquanto me abaixo pra fazer carinho no Félix.

- Cara, você vai salvar minha vida. Muito obrigada mesmo. Félix é muito carente e chora muito quando fica sozinho. Mas está impossível dividir meu tempo de uma forma melhor que essa recentemente. Então eu vou aceitar a sua ajuda. - Ela diz, com um grande sorriso no rosto.

- Sem problemas. Só deixar ele lá em casa. Ah, e falando nisso, eu trouxa algumas roupas da loja dos meus irmãos pra você. Você tinha dito que se eles quisessem se livrar de algum estoque antigo, você estava aceitando. - Digo, me levantando do chão.

- Aah, eu me lembro! Podemos pegar agora? Hoje eu to com tempo pra ver essas coisas.

- Sim, sim. Chega aí. Estão no meu quarto. - Chamo ela e então Hanna vem sendo seguida por Félix, que parece muito mais animado que o normal, provavelmente porque ia passear.

Entramos todos no meu apartamento e estranho não ver Jimin por lá. Olho ao redor, mas como estava com Hanna, tento agir de forma natural e continuo a fazer o que ia fazer. Então vou direto pro meu quarto pegar as roupas pra ela.

E assim que entro no meu quarto, dou de cara com o Jimin, com uma calça justa e sem camisa. Ele olha pra mim, surpreso, e eu de volta, surpresa também. Arregalo os olhos e fico paralisada por uns três segundos. Ele estava na beira da minha cama, me olhando por cima do ombro. Olho pro lado e vou direto pro meu armário pra procurar a sacola de roupas que trouxe pra Hanna.

- Eu juro que eu só tava escolhendo uma roupa casual pra usar e não consegui pensar em uma camisa. - Ele diz, com uma voz tensa de quem sentia que precisava se explicar.

- Não, não. Não precisa se explicar. Fica a vontade. Eu não vi nada. - Pego a sacola de roupas e quando vou me virar, ouço Jimin.

- Um cachorro? - Ele diz e quando me viro, vejo Félix atrás de mim.

Ele vem me seguindo e eu andando na direção da cama. O Félix estava bem agitado da mesma forma como entrou aqui.

- Félix? Por que você entrou aqui, rapaz? Deixou mamãe lá fora? - Digo com aquela voz fina que todo mundo faz pra falar com cachorros e Félix pula com suas duas patas dianteiras em mim e me empurra pra trás. Na hora esbarro no Jimin e caímos os dois na minha cama. Eu em cima dele, e Félix fica latindo. Jimin olha pra mim e eu pra ele. E sinto que minha alma saiu do meu corpo.

Que visão. Puta merda, que visão.

- Eleanor...tudo bem? - Jimin me pergunta, com a voz hesitante.

Nunca estive tão bem na vida.

- Eu...é...

Antes que eu conseguisse encontrar algo pra dizer, uma sombra tampa a única luz que recaía sobre nós dois, e ambos olhamos na direção dela. Na porta do quarto estava Hanna, com uma expressão extremamente chocada no rosto.

- É...eu...atrapalhei alguma coisa? - Hanna diz.

Olho pra ela e depois para Jimin algumas vezes, sem acreditar no que estava acontecendo.

- Ela pode te ver?!?!?!

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