Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

• Capítulo 14 •

Os dias seguiram no mesmo clima estranho. A sensação de dependência me incomodava profundamente. Sempre gostei de fazer as coisas sozinha por mim mesma, e ficar dependente de todos foi uma sensação incômoda. Bastante.

Mas, dentre todas as pessoas, Jimin era o mais fácil de notar o conforto com a situação. O quão feliz ele parecia estar por poder me ajudar. Sabia que ele não ficava feliz ao me ver na cadeira de rodas, mas sim que havia algo sobre depender dele que o deixava feliz. Ele sorria toda vez que chamava seu nome ao precisar de algo. E fico feliz de não ser um incômodo, na verdade. É adorável que ele esteja sendo tão solícito comigo.

E hoje foi mais um dia dele agindo desta mesma forma, além dos pequenos exames, fisioterapia, comer e descansar. Era bom não fazer nada. Mas também era muito incômodo. Os momentos menos frustrantes era conversar com o Jimin, sentada no almoço, comendo, onde eu esquecia que não podia andar. E os piores eram na fisioterapia, quando doía tentar dar um passo à frente sequer. Era estressante e fumegava por dentro, querendo gritar e sair pela porta. Mas não tinha como. Faria uma cena por nada. Seria apenas patético.

Agora estamos eu e Jimin sozinhos no meu quarto. Estou sentada na cama lendo, e Jimin está na janela, olhando o jardim do hospital como faz todos os dias, além de arrumar meu cobertor de 5 em 5 minutos.

- Jimin. - O chamo e ele imediatamente se vira pra mim e se afasta da janela, vindo na minha direção.

- Sim? - Ele responde, sorrindo.

- Podemos conversar? Estou cansada de ler. - Peço. Ele pensa por alguns segundos e assente, dando a volta na cama e se sentando na sua poltrona, do meu lado.

- Pode falar. - Ele recosta, olhando calmamente e com atenção para o meu rosto.

- Bem, eu...não sei se vai soar estranho. Então perdão se soar. Eu só...estava lendo um romance e... - Olho para o meu livro e toco sua capa, pensando se deveria perguntar. E se fosse, como fazer isso sem me sentir boba e sem me constranger. - ...na história, o casal principal se conhece desde a infância. Um príncipe e uma princesa. Eles iam se casar, mas o príncipe se revoltou e se juntou aos rebeldes que eram principalmente contra o governo de sua mãe. E quando se foi, passaram muito tempo sem se ver. Por volta de 10 anos. E quando voltaram a se encontrar em uma situação inusitada, eles se reconheceram e é quando o romance realmente começa. Mas agora os dois são muito diferentes e nada além da aparência física deles parece o mesmo dos 10 anos passados. Ao menos a princípio. E...eu queria saber o que a história dos dois te faz pensar. - Olho pra ele e vejo dúvida no seu olhar. Jimin não parecia entender exatamente o que eu queria dizer com tudo o que acabei de lhe contar. Como se, apesar de entender, não estivesse claro o meu ponto. - Você...o que você acha de todas as circunstâncias atuais deles, o príncipe ter se tornado um rebelde e ela ainda ser parte da corte de um reinado tirano, terem crescido e mudado tanto, mas se amarem. Você acha que...existe esperança pro amor deles?

A pergunta parece bastante repentina pra ele. E realmente era. Trazer toda essa questão é mais curiosidade minha por razões particulares do que qualquer outra coisa. Afinal, acho que não importando que fomos, agora estamos no zero novamente, e tenho medo do que o sentimento que acho que tenho pode significar pra ele. Por isso perguntei o que ele acha da história. Como se comparasse o afastamento e mudança dos dois amantes da história a minha reencarnação e a possibilidade de acontecer algo entre nós.

Não sei se são restos do amor que senti por ele nas minhas últimas 5 vidas, mas existe algo que não consigo ignorar. E quero saber, na monotonia dos últimos dias, se meu sentimento pode ir adiante.

Jimin olha para os seus pés e pigarreia. Parece não estar muito certo do que dizer.

- Eu...acho que sim. - Ele responde, por fim, me dando uma leve esperança no peito. - É claro que não sei detalhes pra ter certeza se existe algo que quebraria minha opinião e os revelaria como algum tipo de amor trágico e impossível, mas...se eles sentem algo, eu acho que não importa. Se passaram anos, mas apenas terem um breve contato inicial pôde influenciar o coração deles, eu acho que é possível. Se eles dois se abrirem, eu acho que sim. Afinal, foi um sentimento congelado pela distância, mas que se aqueceu facilmente.

Ele é bom com as palavras. É reconfortante ouvi-lo falar. Seja porque sua opinião faz pleno sentido pra mim, seja porque estou ouvindo o que eu queria ouvir. Que...mesmo com as circunstâncias, é possível trazer o passado ao presente. Mesmo que ele não saiba que estou perguntando isso apenas por curiosidade sobre nós, usando os persongens e sua história como máscara e, no fim, essa resposta não seja sobre nós, ouvir isso ainda me deixa feliz. Ainda é como se ele falasse pra mim que existir um "nós" novamente...é possível. E ao mesmo tempo que parece ridículo pensar nisso e perceber que estou me apaixonando por ele de novo, não posso ignorar um sentimento com tamanha intensidade.

Quanto mais esses dias repentinos ao lado dele se passam e aumentam em número, quanto mais eu me aproximo mais da verdade ao redor dele, ao redor de nós, principalmente agora que tenho minhas memórias, mais eu quero. Não sei dizer exatamente o que quero. É mais de uma coisa. Eu quero tudo. Tudo que tem a ver com ele. Esse homem que está comigo fazem seis reencarnações. Nunca desistiu de mim. Arriscou tudo por uma paixão. Por amor. E agora está me dizendo tais palavras que eu tanto queria ouvir. É muito, mesmo sendo pouco. Acelera meu coração e me transborda de felicidade. Pode ser a magia da ligação que fizemos quando eu era Jasmin, mas certamente não é apenas isso.

Me pego sorrindo sem perceber, mesmo durante o silêncio após ele terminar de falar. Desfaço minha expressão e olho pro meu livro novamente, sem graça.

- Entendo. - Ponho minha mão no peito, sentindo o ritmo descompassado do meu coração.

Uma mão aperta minha outra que estava sobre o livro, e sua presença se torna próxima. Olho pro lado, nervosa.

- Eleanor, tudo bem? Algum problema com seu coração? - Jimin pergunta, próximo do meu rosto, com sua feição preocupada tomando toda minha visão e atenção. - Quer que eu chame a doutora?

É fofo como ele está preocupado comigo. Será apenas o vício de cuidar de mim, ou será que ele sente algo por essa versão de mim também?

- Ah, não. Não precisa. - Sorrio. - Estou bem.

- Tem certeza? Pôs sua mão no peito. Achei que estivesse com dor novamente. - Ele insiste. - Pode falar, certo? Não está atrapalhando. Eu vou ajudar você quando for e quantas vezes precisar. Sem incômodo. Sei que não gosta de fazer as pessoas cuidarem de você, mas você não pode se esforçar agora, okay? - Ele toca meu ombro e olha pra mim de cima a baixo com o mesmo olhar tenso, como se checasse se estou realmente bem.

Antes que possa aprovar essa decisão, toco sua mão que segurava a minha com a que eu tinha sobre meu peito. Então ele volta sua atenção pra mim. E mergulho nos seus olhos.

Uma sensação que já estava me dominando desde que puxei o assunto do livro parece crescer a cada segundo que ele mostra preocupação por mim, cara segundo que ele fica pertinho. E não quero que se afaste. Não quero que se acabe. Por isso, continue olhando pra mim. Fique comigo, Jimin.

- Estou bem, de verdade. O perigo passou. Agora eu estou bem. Meu coração só está...feliz. - Ele parece confuso. Não muito convencido. - Quer checar você mesmo?

Seguro sua mão e ponho sobre o meu peito. Sobre meu coração.

Se ele não entende com palavras, afinal, não sou tão cara de pau pra falar, vou tentar com ações.

Veja como meu coração está, Jimin. Sinta.
Não sei se a magia é forte assim ou se só te amo.
Mas ficar pensando em como me sinto sem resposta é chato. Por isso, sinta-o e me deixe saber. Como você se sente?

Meu coração acelerado é sinal suficiente pra você?

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro