☁┊vinte
Assim que Minho e Jisung se arrumaram e terminaram todos os toques de última hora, eles finalmente estavam a caminho do restaurante. A viagem de carro foi tranquila e confortável. Havia música tocando no fundo que não estava muito alta e Jisung estava observando as árvores se transformarem em prédios altos enquanto Minho se concentrava na estrada.
— É o restaurante da minha família.. — Minho disse do nada, trazendo a atenção de Jisung diretamente para ele. — Pensei que você devesse saber.
— O quê? D-Da s-sua família? Merda! Eu deveria ter me vestido melhor, Min~ — Jisung começou a enlouquecer com um beicinho no rosto.
Minho riu do beicinho de Jisung e suas bochechas estufadas. — Bebê, não se preocupe. Você está incrível, mesmo se você usasse um saco de lixo, literalmente, você ainda ficaria parecendo incrível. — Minho segurou a mão de Jisung e beijou as costas dela, dando-lhe um sorriso reconfortante.
— Obrigado.. — Jisung murmurou baixinho, corando pelo elogio que tinha recebido.
O mais velho deixa um sorriso atingir seu rosto enquanto olha para o mais novo. Ele não podia acreditar que existia alguém tão bonito quanto Jisung. O cabelo castanho de Jisung caía livremente sobre sua testa, sua pele sempre brilhava com o reflexo da lua ou do sol, como ele sempre levantava os óculos ou mordia os lábios rosados quando estava nervoso. Tudo era tão etéreo aos olhos de Minho, como se ele tivesse acabado de ver a beleza de um deus.
ೃ࿔₊
Eles chegaram em frente a um bom restaurante que tinha um toldo vermelho acima das portas de vidro com um nome escrito em cursivo e em um idioma diferente.
As pessoas que entravam estavam bem vestidas, com camisas de botão, vestidos de festa e outras roupas bonitas. Não era nada muito formal, mas ainda fazia Jisung se sentir mal vestido.
Minho percebeu a insegurança no garoto e como ele se sentia em relação à forma como estava vestido. Então ele segurou a mão de Jisung e apertou-a levemente. — Podemos ir a outro lugar se você quiser.
— N-Não! Está tudo bem... só estou nervoso. — Jisung riu timidamente, abaixando a cabeça.
O mais velho ergueu a mão para segurar o queixo de Jisung e fez seus olhos entrarem em contato. — Não fique nervoso, bebê, ok? Tudo vai ficar bem. — Ele sorriu confortavelmente.
Jisung não pôde evitar o pequeno sorriso e o rubor que surgiu em seu rosto por causa do quão doce Minho é. Ele acenou com a cabeça suavemente, fazendo Minho sorrir para ele.
— Então vamos, meu amor! — Minho exclamou antes de sair do carro, deixando Jisung em puro choque.
E-Ele acabou de me chamar de seu 'amor'?
Jisung foi arrancado de seu transe quando Minho abriu a porta para ele. — Vamos lá, vamos entrar. — Minho sorriu enquanto estendia a mão para Jisung pegar.
O mais novo acenou com a cabeça, incapaz de deixar qualquer palavra sair de sua boca no momento. Ele apenas segurou a mão de Minho e se deixou ser conduzido para fora do carro e para dentro do bom restaurante.
Eles foram recebidos por uma mulher vestida com um lindo vestido preto e o cabelo amarrado. Jisung presumiu que ela era uma garçonete, já que tinha um crachá e estava atrás da mesa que recebia todos.
Eles se aproximaram dela e Minho deu-lhe seu nome. Ela ficou tensa e pareceu enlouquecer um pouco antes de digitar em seu tablet bem rápido e em seguida, olhar de volta para cima com um sorriso. — Por aqui, Sr. Lee. Temos uma sala privada reservada apenas para sua família.
— Obrigado. — Minho disse abruptamente, exibindo sua fachada de "ceo frio".
Jisung não pôde deixar de rir para si mesmo, porque agora que tinha visto o lado suave de Minho, o lado frio parecia estranho.
Eles passaram por muitas mesas cheias de mulheres e homens vestidos com belas roupas e joias, e isso fez com que Jisung se sentisse realmente pequeno entre todos. Ele sentiu como se todos estivessem olhando para ele e o julgando enquanto ele caminhava ao lado de Minho.
Ele correu até Minho e segurou a mão dele como se fosse uma criança que não queria perder a mãe na loja de frutas. Minho riu do garoto e apertou com mais força a mão de Jisung para mostrar que estava orgulhoso de segurar sua mão.
Depois de caminhar o que parecia ser por todo o restaurante, eles finalmente chegaram a um corredor com portas de cada lado. A garçonete os encaminhou para uma que estava aberta e os deixou entrar. Minho foi para o mesmo lado de Jisung, puxando a cadeira para que ele se sentasse antes de ir para seu próprio assento, em frente ao mais novo.
— Aqui estão seus menus. Posso começar com alguma bebida? — Perguntou a garçonete.
Minho olhou para o mais novo, gesticulando para que ele falasse primeiro. — Uhm- Uma água só, por favor.
— Ok, e para você, senhor?
— Beberei água e uísque. — Minho disse ao abrir o cardápio para olhar a comida.
— Tudo bem, seu garçom vai trazer isso para vocês e ele também vai anotar seus pedidos. Aproveitem seu tempo aqui. — A mulher fez uma reverência antes de sair da sala.
— Ela parecia nervosa. — Jisung riu, olhando para Minho.
— Eu não a culpo. As pessoas geralmente surtam sempre que alguém da minha família aparece. Principalmente porque eles sabem que vão perder seu trabalho se forem um pouco rudes. — Minho explica.
— Nossa, não gostaria de trabalhar para vocês. — Jisung zombou.
Minho riu alto. — Bebê... — Ele continuou rindo. — ...você trabalha para mim. — Ele cobriu a boca, tentando acalmar o riso com a expressão facial perplexa de Jisung.
As bochechas do mais novo coraram e ele olhou para baixo com vergonha. — C-Cale a boca! S-Simplesmente não sinto como se eu trabalhasse. — Jisung estufou as bochechas de frustração.
As risadas do mais velho morreram e ele apenas sorriu largamente para Jisung. — Eu sei o que você quis dizer, bebê. Não são todos os nossos trabalhadores que têm a chance de namorar com os Lee. — Minho piscou.
— Tanto faz, garotão. — Jisung revirou os olhos para a petulância de Minho e voltou a olhar seu menu.
Eles se sentaram em um silêncio confortável enquanto examinavam a seleção de alimentos. Minho havia decidido o que queria, então ele só sentou lá, olhando para Jisung com pura admiração. Ele ansiava por ter tempo para apenas olhar para Jisung como se fosse a última vez que ele veria o garoto. Ele simplesmente não conseguia evitar! O calor que sentia no peito toda vez que via o rosto de Jisung mudar de vez em quando, ou o friozinho na barriga ao ouvir as doces risadas e gargalhadas de Jisung. Ele adorava absolutamente e inegavelmente o mais novo.
— Eu posso literalmente sentir você me olhando. — Jisung ergueu os olhos do menu e o baixou.
— Bem, eu não estava tentando esconder. — Minho sorriu.
— Claramente.
Minho riu e recostou-se na cadeira. — Sabe o que quer?
— Sim.. Só vou pegar a salada garden. — Jisung deu de ombros.
— Ok, parece bom. — Minho acenou com a cabeça.
E timing perfeito! O garçom entrou na sala com suas bebidas, colocando-as na mesa e tirando seu bloco de notas em seguida. — Desculpem a espera... mas o que posso fazer por vocês essa noite?
— Eu quero o bife e ele a salada garden. — Minho fez o pedido para os dois e entregou os cardápios depois.
— É tudo? — O garçom perguntou para ter certeza.
Minho olhou para Jisung para ver se ele precisava de mais alguma coisa, o mais novo respondeu com um pequeno aceno de cabeça.
— Tudo bem! Trarei tudo aqui em um instante. — O garçom sorriu e saiu para preparar a comida.
Os dois homens recostaram-se em seus assentos, olhando um para o outro sem falar. Provavelmente parecia estranho, mas eles não se importaram, não parecia estranho para eles. Foi um momento simples para aproveitar a presença um do outro, e isso não precisava envolver conversa.
Jisung estava pronto para quebrar o silêncio, mas uma batida na porta o ganhou nisso.
Minho pigarreou e chamou a pessoa para entrar. A porta se abriu para revelar a garçonete de antes com um pequeno sorriso.
Ela baixou a cabeça respeitosamente. — Desculpe interromper, Sr. Lee.. mas tem uma mulher aqui que diz conhecer você e que gostaria de dizer olá. Devo deixá-la entrar?
— Qual o nome dela? — Minho franziu suas sobrancelhas.
— Ela disse que seu nome é Park Soo-jin.
Qualquer um podia ver claramente a mudança na linguagem corporal de Minho e o quão rápido sua atitude mudou. Quase como se ele tivesse se tornado extremamente desconfortável.
— Devo deixá-la entrar, senhor? — A garçonete perguntou de novo.
O mais velho engoliu e olhou em volta enquanto tentava reunir seus pensamentos, que Jisung poderia ver que estavam enlouquecendo na cabeça de Minho.
— Uh.. c-claro. Você pode deixá-la entrar...
Jisung deu um olhar confuso para Minho. O mais velho tinha gaguejado e você poderia claramente ver como ele tinha acabado de ficar desconfortável.
O mais novo chamou a atenção de Minho chamando o nome dele. — Min? Você está bem?
— Huh? — Minho olhou rapidamente para cima em direção a Jisung. Você podia ver claramente uma camada de suor no topo da sua testa e o leve brilho aterrorizado nos olhos do mais velho.
— Perguntei se você está bem? — Jisung estava além de preocupado e estava meio que começando a surtar. Ele nunca tinha visto Minho assim e isso o assustou pra caramba.
— S-Sim.. sim, estou bem. — Minho pigarreou e respirou fundo. Ele deu a Jisung um sorriso para mostrar que estava bem e um pequeno aceno de cabeça.
O mais novo apenas deu uma olhada preocupada e deixou pra lá, já que Minho claramente não iria dizer nada a ele agora.
Alguns segundos depois, uma mulher entrou. Ela devia ter cerca de 40 anos? Seu cabelo era preto e caía curto sobre os ombros. Ela estava vestida com um lindo vestido preto que deixava seus ombros completamente expostos. Ela parecia muito jovem para sua idade, sua pele ainda parecia bastante jovem e ela provavelmente ainda poderia usar uma roupa reveladora como se tivesse 20 anos.
— Olá, Minho. — Sua voz não continha nenhuma emoção, exceto diversão. Ela tinha um sorriso provocador no rosto.
— Olá, Sra. Park. Como você está? — Minho sentou-se o mais reto que pôde, quase como se estivesse tentando ser intimidante.
— Estou bem, Minho, e você?
— Estou indo muito bem. — Minho sorriu, olhando para Jisung.
O mais novo enrijeceu com a atenção e sorriu de volta timidamente.
Sra. Park olhou para o garoto na frente de Minho com um sorriso brincalhão que não aparecia em seu rosto desde que ela entrou na sala. — E quem é esse?
— Ele é meu namorado, Jisung. — Minho disse antes que Jisung pudesse se apresentar. Então o mais novo apenas sorriu para a mulher mais velha e acenou com a cabeça.
— Olá, Jisung, eu sou a Sra. Park. Eu costumava cuidar de Minho quando ele era mais novo. — Ela estendeu a mão para Jisung apertar, o que esse hesitantemente pegou enquanto olhava para Minho e apertava a mão dela suavemente.
— Você era a babá dele? — Jisung perguntou inocentemente.
— Não exatamente. Ele era um pouco velho para eu ser sua babá. Mas eu tinha que ficar em casa com ele e seus irmãos sempre que seus pais iam em viagens de negócios. Eu sou uma boa amiga da família, podemos dizer.
— Ahh, entendi. — Jisung acenou com a cabeça. Ele se sentiu muito estranho no momento, como se estivesse interrompendo alguma coisa? Havia algum tipo de tensão na sala que causou arrepios na pele dele, e não de um jeito bom. De um jeito muito ruim, isso o deixou muito desconfortável. Era como se algo estivesse rastejando sobre sua pele e ele só quisesse tirar.
— Bem, eu não gostaria de interromper a vossa refeição por mais tempo. — Sra. Park sorriu e caminhou até Minho. Ela colocou a mão em seu ombro, o que o fez estremecer ligeiramente. Ela sussurrou algo em seu ouvido que Jisung não foi capaz de entender.
Ela se endireitou e deu um tapinha no ombro de Minho. — Eu vou indo agora. Foi um prazer conhecê-lo, Jisung. — Ela sorriu.
— Prazer em conhecê-la também, Sra. Park.. — Jisung forçou um sorriso crível para cobrir o quão desconfortável ele se sentia no momento.
Ela sorriu uma última vez para o casal antes de sair da sala. E assim que as portas se fecharam, Minho soltou um suspiro trêmulo e suas mãos foram para a mesa para se equilibrar.
— Droga. Droga. Droga. — Ele murmurou repetidamente sob sua respiração.
Jisung estendeu o braço por cima da mesa e segurou a mão trêmula de Minho, acariciando-a com força.. — Min? V-Você está bem?
Minho ergueu os olhos e engoliu em seco, não conseguindo formar palavras e apenas balançando a cabeça 'não' como resposta.
— Você quer ir embora? — Jisung perguntou, preocupação em suas palavras.
O mais velho assentiu rapidamente, tentando respirar fundo. Jisung levantou-se rapidamente de seu assento e abriu a porta da sala privada, procurando o garçom. Que felizmente estava caminhando para a sala deles no momento.
O mais novo se aproximou do trabalhador com um sorriso tímido. — Com licença? Podemos pegar o cheque e uma caixinha pra levar a comida?
— Claro. E não se preocupe com o cheque, não temos permissão para cobrar os Lee quando eles nos visitam.
Normalmente, Jisung argumentaria sobre o pagamento da refeição, mas ele estava em uma situação muito ruim, então simplesmente deixou passar. Ele estava honestamente enlouquecendo. Ele nunca tinha visto Minho em um estado como esse e isso o assustou. Ele não sabia o que fazer, nem mesmo tinha uma simples ideia para tentar confortar o mais velho. A única coisa que ele conseguia pensar é tirar Minho de lá, rápido.
Decidiu ligar para Leo, já que Minho obviamente não estava com a cabeça no sítio certo para dirigir e ele mesmo estava com muito medo de dirigir o carro de Minho.
Com as mãos trêmulas, Jisung pegou o celular e discou o número de Leo. Trazendo-o ao ouvido, esperando apenas alguns toques até que o homem atendesse.
— Olá? Sr. Han? — A voz de Leo tocou no celular.
— Leo? Eu sinto muito por incomodar você nesse momento, mas você pode, por favor, vir me buscar a mim e Minho? — A voz de Jisung estava cheia de pânico e urgência.
— Sim sim, claro! Estou saindo agora, apenas me envie sua localização. — Você podia ouvir Leo arrastando os pés do outro lado da linha, provavelmente calçando os sapatos.
— Ok.. por favor, se apresse. — Jisung desligou e imediatamente enviou sua localização para Leo. Depois de fazer isso, ele rapidamente voltou a entrar na sala privada.
Minho estava em uma posição diferente agora. Seus cotovelos estavam apoiados na mesa e seu rosto estava enterrado nas mãos, ele respirava pesadamente e todo o seu corpo tremia.
Ele está tendo um ataque de pânico?
Jisung correu até Minho e segurou os ombros do mais velho, tentando chamar sua atenção. — Min? Minho? Levante a cabeça para mim, por favor.
Jisung tentou agarrar o rosto de Minho com suas pequenas mãos, mas Minho continuou movendo sua cabeça para longe de seu toque. — N-Não! Pare! Não me toque! — Minho tentou levantar a voz, mas os soluços que escapavam de sua boca impediram que soasse alto, resultando em apenas um sussurro.
O mais novo estava em puro choque com o estado de Minho. Ele ficou chocado ao ver o mais velho assim e ele nunca pensou que o veria assim. E o pior de tudo, ele se sentia um inútil e não estava ajudando em nada com Minho, isso o fez se sentir péssimo.
— Min? Você pode, por favor, olhar para mim? Eu não vou tocar em você, ok? — Jisung ergueu as mãos para mostrar que Minho podia confiar que não haveria contato físico.
Minho ergueu lentamente a cabeça e viu Jisung com as mãos levantadas e um rosto cheio de preocupação.
— Me tire daqui.. por favor. — A voz de Minho saiu tão desesperada e necessitada.
— Eu vou. Leo estará aqui em breve para nos levar de volta para casa, ok? Você acha que pode aguentar apenas mais alguns minutos? — Jisung perguntou calmamente.
Minho hesitantemente acenou com a cabeça enquanto mordia o lábio para se impedir de chorar mais.
— Boa. — Jisung sorriu confortavelmente. — Enquanto isso, você acha que pode respirar fundo algumas vezes comigo?
O mais velho pensou por um segundo, pensando que poderia não ser capaz de fazer isso, mas ainda acenou com a cabeça. Ele queria tentar pelo menos se acalmar até que Leo chegasse lá, e Jisung definitivamente poderia ajudá-lo com isso.
— S-Sim. — Minho sussurrou com a respiração mais constante que conseguiu.
— Ok, ótimo. Apenas me acompanhe, ok?
Minho acenou com a cabeça em resposta. Eles respiraram fundo algumas vezes juntos, mas Jisung percebeu que não estava ajudando Minho a se acalmar.
— Tudo bem se eu tocar em você? — Jisung perguntou timidamente, não querendo ultrapassar nenhum limite.
A mão de Minho automaticamente se fechou em um punho e ele balançou a cabeça em um 'não'. Ele não podia ser tocado agora, isso só faria sua pele arrepiar. E ele odiava aquele sentimento, ele só queria lavar tudo, mas ele nunca seria capaz de se limpar do nojo que sentia e que se espalhava por seu corpo.
O mais novo engoliu em seco, sabia ia ser difícil acalmar Minho. Especialmente porque parecia que isso não acontecia com frequência, então Minho nem sabia como lidar com isso. Jisung estava tentando descobrir como ajudar, mas não conseguia pensar em nada além de segurar Minho.
— C-Chan... — Minho sussurrou.
Jisung se aproximou, mas não muito perto, para que pudesse ouvir melhor. — O que falou?
— Ligue para C-Chan... P-Por favor.. — Minho engasgou, seu ar parecia estar ficando cada vez mais curto a cada segundo.
O mais novo levantou-se em um salto, procurando o celular de Minho ao redor da sala e o encontrando na mesa de jantar. Ele o agarrou e foi sentar na frente de Minho. — Min? eu preciso da sua senha..
— É-É... é 0914. — Ele conseguiu dizer.
Jisung rapidamente digitou o código, ignorando o fato de que era seu aniversário, indo direto para os contatos e rolando até encontrar o contato de Chan. Ele pressionou o botão de chamada e levou o celular ao ouvido.
Chan respondeu depois de apenas alguns toques. — Olá? Min? Está tudo bem?
— Chan? Oi.. é Jisung.
— Oh! Oi, Jisung! O que está acontecendo?
— E-Eu acho que Minho está tendo um ataque de pânico... e-e eu não sei o que fazer! Ele me disse para ligar para você e está perguntando por você. — A voz em pânico de Jisung ecoou pelo celular.
— Whoa whoa, devagar, Jisung. Por que ele está tendo um ataque de pânico?
— E-Eu não sei... ele estava bem, mas então uma senhora veio e falou connosco, e assim que ela saiu, ele entrou em pânico ou algo assim. — Jisung estava à beira das lágrimas. Ele estava pirando ao ver Minho assim e estava apavorado porque não estava fazendo nada para ajudar.
— Merda.. — Murmurou Chan. — Vocês estão em casa?
— N-Não.. Estamos no restaurante de sua família... Você sabe o que está acontecendo, Chan?
— Eu estarei aí em breve para pegar vocês... e sim, eu sei.. — Chan suspirou, você podia ouvi-lo se mexendo e pegando suas chaves.
— Leo já está vindo nos buscar. Você pode ir direto para a casa de Minho? — Quando Jisung disse isso, seu celular tocou em seu bolso. Era uma mensagem de Leo dizendo que ele estava lá para eles.
— Sim, vejo vocês em breve. — Chan rapidamente disse e Jisung desligou, voltando para Minho.
— Ei, Min, Leo está aqui para nós e Chan está esperando em sua casa... você pode ir para o carro sozinho ou posso ajudá-lo?
— Eu mesmo. — Minho respondeu trêmulo, tentando se levantar, mas suas pernas bambas falharam, fazendo-o gritar de frustração e puxar seu cabelo.
— M-Min, por favor? — Jisung perguntou desesperadamente, algumas lágrimas escorrendo pelo rosto. — Deixe-me ajudar. — Ele estendeu a mão para Minho.
O mais velho mordeu o lábio, olhando para Jisung sem saber o que fazer. Ele queria deixar Jisung ajudar, realmente queria, mas não podia, ele não conseguia aguentar qualquer toque físico no momento. Mas se é isso que ele tem que fazer para sair de lá, então ele vai ter que aguentar.
Minho estendeu as mãos trêmulas para Jisung pegar. O mais novo lentamente o ajudou a se levantar de seu assento e ajudou a manter Minho em pé. Ele os conduziu cuidadosamente para fora da sala e perguntou a um funcionário onde ficava a porta dos fundos.
A pessoa os acompanhou até a porta dos fundos, onde Jisung disse a Leo para ir ter em vez da da frente. Leo veio correndo quando viu o estado de Minho, tentando ajudar.
— N-Não! — Minho gritou quando Leo estendeu a mão para agarrar seu braço.
Leo olhou para Jisung em confusão, Jisung apenas balançou a cabeça. Então Leo se afastou e foi abrir a porta para eles. Jisung ajudou Minho gentilmente a entrar no carro, deslizando ao lado dele.
Minho fugiu para o canto mais afastado do carro, inclinando a cabeça contra a janela e fechando os olhos, tentando se acalmar. O mais novo sentou-se a apenas alguns metros de distância, certificando-se de ficar de olho em Minho.
A viagem foi tensa.
Quando eles finalmente chegaram, Chan já estava lá esperando por eles. Ele correu até o carro e abriu o lado em que Minho estava, Minho agarrou-se a Chan e caiu sobre ele. Jisung saiu pela mesma porta, olhando para a cena de partir o coração.
Minho estava se agarrando a Chan como se isso fosse salvar sua vida e o rosto de Chan estava cheio de terror e preocupação.
— Min? O que aconteceu?
— C-Chan... — Minho olhou para o irmão. — E-Era ela.
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☀️
Esse é como um capítulo de transição e acho que o tornei DEMASIADO dramático, mas tudo bem, nós amamos o efeito 🤗
Também, o próximo capítulo será sobre o passado de Minho.. então vocês querem tipo um flashback ou eles conversando sobre isso?
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「 𝐚𝐮𝐭𝐡𝐨𝐫 • mInMiNcutieguy 」
「 𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐥𝐚𝐭𝐢𝐨𝐧 • 𝐦𝐢𝐧𝐦𝐢𝐧𝐬𝐜𝐞𝐧𝐭𝐭 」
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