IP do horror
CARMELLA NARRANDO
Com muito esforço e quase perdendo o ar, consigo segurar no cabo da faca ainda presa na garota, a giro fazendo ela berrar de dor e me soltar, dei algumas tossidas quando o ar voltou para meus pulmões. CARAIO QUE SAUDADES DO CONVENTO.
Corro ate o Ben que estava se contorcendo no chão, sangue misturado a água saia de sua boca, igualmente nos olhos. Mano ele é um morto, como pode isso acontecer? Tá que ele pode não morrer novamente, mas vê-lo sendo torturado assim me da agonia. Não gosto de ver gente sofrendo e não poder fazer nada.
Pego a tal da Zero pelo cachecol, minha paciência já estava nas ultimas.
Carmella: Onde está a porra do jogo, caralho?
Zero: Que boquinha suja para quem veio de um convento.
Dou um tapa estralado na cara dela. Peguem a referencias amores.
Carmella: Você não é uma assassina, é um moleque! Agora DIGA ONDE ESTÁ A MERDA DO JOGO!
Ela ri. MANO EU VOU METE A PORRADA NESSA IDIOTA!
Zero: Não tenho porque lhe contar. Ele vai sofrer até ficar sem forças.
Dou outro tapa. Ela rosna e me chuta, acabo caiando pra trás. Giro por lado antes de receber uma marretada dela. Tentei pegar a espada dele, mas ela era pesada para um caralho.
Zero: Quem você pensa que é para tocar na minha cara? -- Vocifera me chutando com tanta força que meu corpo sai um pouco do chão, e volta.
Carmella: Só a melhor hacker do mundo -- Sorrio debochada. Meu celular apita indicando onde exatamente estava o jogo do Ben. -- Obrigada por perder seu tempo comigo.
Enquanto a tapada da Zero a esquerda estava ocupada demais comigo, eu sorrateiramente enquanto cai no chão peguei o celular por onde eu e o Drowned passamos, eu só precisei rastrear o IP dele que é o mesmo do jogo e pronto, simples assim eu achei o bagulho.
Zero: Sua vadia! -- Rosna
A sirene da policia tirou a atenção dela, aproveito para pegar a corda que amarrava Julie e amarrei a Zero. Rapidamente fui seguindo o gps do jogo até dar em uma sala coberta de corpos mutilados e pedaços de orgãos. NOJO SUPREMOOO!! Quer saber? Morre Ben, foda-se! Não estou sendo paga para isso.
Ouso ele agonizando na outra sala.
Carmella: Cacete. -- Contra minha vontade entro na sala.
O cheiro de carne em decomposição quase me fez desmaiar, ou talvez seja a falta de hemácias no meu sangue. Acabei escorregando num pulmão e cai de costas num monte de tripas. MANO ALGUÉM JOGA ALCOOL EM MIM E TACA FOGO POR FAVOR? Minhas costas ficaram cobertas de sangue, até meu cabelo lilas. Respiro fundo tentando me manter concentrada. Meu celular apitou. Aparentemente o jogo estava dentro de um estomago recém costurado. Peguei um caco de vidro, e quase vomitando eu abri o orgão. Peguei o jogo e corri para o loiro de olhos vermelhos. Claro que acabei escorregando em um cérebro e cai novamente no chão, dessa vez de frente.
Quero morrer depois dessa.
Corro para a sala onde está o Ben. Já podia ouvir os policias arrombando as portas.
Zero: Ele está muito fraco para isso. -- Debocha ela -- Tarde demais.
Carmella: Fica na tua ai oh cosplay de mosquito da dengue. -- Me ajoelho perto dele -- Ben, hey fala comigo.
Ele me olhou, fiquei surpresa ao ver medo nos olhos dela, foi o primeiro sentimento que consegui detectar.
Carmella: Rápido, você tem que estrar aqui. -- Coloco o jogo na frente dele.
Ben: N..ao..da.. -- Diz com dificuldades.
Carmella: Dá sim cara, você é um puta de um jogador, consegue fazer isso. Vamos, por favor cara. Eu enfrentei uma sala cheia de corpos por você cara, eu pisei num cérebro e abri um estomago. Se você não entrar nesse jogo agora, eu juro pela Arianna Grande que enfio no seu cu isso aqui.
Ben fechou os olhos, então aconteceu, ele começou a sumir como mine vagalumes brilhando ao meu redor.
Zero: Isso é impossível.
Carmella: Só se você acreditar. -- Rebato
Foi a coisa mais incrível que eu já vi na vida. Ele entrou no jogo, um sentimento de alivio tomou meu corpo. Então os policiais arrombaram a porta.
Julie e eu fomos levadas para o hospital as pressas, eu estava com anemia grave, e ela com machucados profundos. Sinto que ela vai me matar quando acordar. Ela teve que passar por algumas cirurgias enquanto eu tomava sangue.
Policial: Que isso Carmella, menstruou tanto assim?
Carmella: Por que? Que um absorvente também Carlos?
Ele fecha a cara para mim.
Carlos: Você sabia que está sendo procurada pela morte de dois idosos e das freiras no convento?
Carmella: Não me diga -- Falo preguiçosa. -- Você sabe que eu não fiz isso.
Carlos: Eu não, mas os oficiais acreditam que sim. Por que não conta a historia toda?
Carmella: Você, e ninguém iriam acreditar. Vão me mantar de volta para o psiquiatra.
Cês não sabiam? Eu já frequentei psiquiatras apos começar a trabalhar para os policias, foi uma época difícil, onde eu acabei me deixando ser manipulada por um dos assassinos que tinha que prender, por isso me jogaram naquele convento de bosta onde mofei até recentemente. Ah e digamos que também porque tentei me matar quando quem eu pensei que fosse minha família me abandonou e jogou na minha cara que eu era um lixo e devia morrer mesmo.
Enfim, sou problemática, fazer o que?
Carlos: Talvez você devesse.
Olho irritada para ele.
Carmella: Posso ir ver minha amiga?
Carlos: Vá. -- Diz depois de ficar um tempo em silencio e coçar a barba grossa
Levanto apos tomar duas bolsas de sangue. Me sinto uma vampira agora. E tonta. Parece até que fumei.
Entro no quarto e um travesseiro voador me acerta bem na cara.
Julie: VACA! SAI DAQUI!
Seguro o travesseiro e entro no quarto mesmo diante aos protestos dela.
Camella: Sei que está querendo me matar, e eu até mereço.
Julie: Ainda bem que sabe -- Bufa cruzando os braços -- Eu perdi um rim, e quase perdi a vida por sua causa!
Carmella: Não grita garota! -- Suspiro -- Entendo se não quiser me ajudar mais. Só...sinto muito.
Caminho para fora.
Julie: Espera. -- Paro -- Eu devia lhe enfiar a porra por isso. Mas sei que você não vai achar outra jogadora como eu. -- Sorrio e me viro para ela
Carmella: Vai me ajudar?
Julie: Vou, se me disser por que você quer isso. Está sendo manipulada novamente?
Talvez.
Carmella: Não. Dessa vez estou sob ameaças mesmo. -- Brinco, mas paro quando vejo a cara séria dela -- Eu só, quero ajudar o elfo. Você sabe como gosto de ajudar as pessoas.
Julie: Ele é um assassino, não uma pessoa.
Carmella: É o que você acha, e não eu. -- Dou de ombros -- Eu vi o medo nos olhos dele, eu sei o que é isso, e você também sabe. -- Ela abaixa o olhar -- Por isso não posso deixar passar.
Julie: Nós só estamos vivas hoje porque deixamos para lá.
Carmella: Não, nós fugimos, por isso estamos vivas. -- Corrijo
Julie: Você está arriscando a nos duas novamente por causa dessa sua bondade e impulsividade.
Carmella: Confia em mim Julie. Eu estou cansada de ignorar tudo ao meu redor. Você não está?
Julie: Não quando é minha vida que corre perigo.
Me calo.
Não a culpo por isso, eu meti a nós duas em muitos problemas, me admiro por ela ainda continuar me ajudando. Digamos que nossa infância não foi bonitinha como é muitas por ai, sofremos muito e tivemos que aprender a sobreviver sozinhas.
Julie: Eu espero que dessa vez você sabia onde está se metendo.
Ela estende a mão e lhe entrego o jogo.
Carmella: Eu sei.
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