[ 𝄂𝄂𝄂𝄂 ] CAPÍTULO DEZOITO.

〢 ⸺ FACTION GHOSTS.
[CAPÍTULO DEZOITO]
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O caminho inteiro até a localização do Braço Direito — dada por Marcus — foi divertido, visto que os jovens estavam animados por andar de carro pela primeira vez e felizes por não ter que caminhar por dias.
Assim que avistaram a passagem puderam perceber que a mesma estava barrada por mais veículos, Jorge desceu do automóvel junto dos outros encarando a situação a sua frente.
— É, agora ficamos a pé. — ele concluiu.
Eles começaram a andar em completo alerta entre os carros vendo vários com vidros quebrados e completamente vazios dentro.
Enquanto caminhavam entre os mesmos, um tiro soou de origem desconhecida o que fez todos se abaixarem rapidamente escondendo-se em seguida.
Thalia se escondeu junto de Thomas e Jorge, assim que o moreno a puxou para se abaixar junto dele.
— Estão todos bem aí? — a ruiva perguntou alto.
— Estamos. — Teresa respondeu por todos.
— Alguém sabe de onde vêm os tiros? — Newt questionou.
— O desgraçado do Marcus nos mandou para uma emboscada. — o único adulto xingou baixo.
O adolescente ao lado do citado tentou se levantar para ver de onde vinha os tiros mas se abaixou rápido quando um passou perto de si batendo contra o capô do carro que os protegia.
— O que faremos? — o de cabelos escuros indagou.
— Aqui. — ele entregou um objeto para o adolescente. — Segure. Precisamos distraí-los. Se prepare para jogar.
Um som de algo sendo ativado soou assim que o homem pegou o objeto — provavelmente era aquilo que explodiria a bomba caseira —.
— Se preparem para ir para a Bertha! — avisou Jorge. — Tapem os ouvidos!
Thalia se afastou de Thomas para ficar na ponta e tapou os ouvidos no mesmo instante vendo o de cabelos escuros em alerta.
— Pronto? Um, dois...
Antes de ele contar o último número, os três ouviram uma arma sendo recarregada próximo a eles e uma voz feminina soar próximo.
— Largue. — mandou. — Agora!
Eles se viraram para uma mulher de pele morena e cabelos cheio de tranças ao lado de uma loira de pele clara, também apontando uma arma para eles.
— Largue!
O mais velho desativou a bomba sem as encarar diretamente enquanto Thomas colocava o explosivo no chão.
— De pé! Levantem-se! — ordenou e logo fora obedecida. — Para trás! Vocês três agora!
— Depressa!
Elas começaram a tirar os escondidos dos veículos enquanto o trio andava para trás ainda as encarando.
— Aris? — a morena franziu o cenho encarando o loiro ao lado de Teresa.
— Meu Deus! Harriet? — o garoto perguntou assim que ela revelou sua face abaixando a bandana.
— Meu Deus. O que faz aqui? — ela caminhou até ele o abraçando com força.
— Sonya. — a loira caminhou até ele logo o puxando para um aperto também.
— Deu sorte de não atirarmos em você. — ela falou. — Tudo bem, cara?
— O que tá rolando? — Minho questionou.
— Éramos do mesmo labirinto. — explicou o colega.
Logo a tal Harriet colocou os dedos nos lábios e assoviou como um sinal de que estava tudo certo.
— Tudo certo, gente! Podem sair! — avisou.
— Copiado! — logo eles viram várias pessoas nos altos revelando suas figuras.
Realmente, eles tinham apenas duas opções naquele instante se a mulher não tivesse reconhecido o garoto, ou eles morreriam ou eles morreriam.
Ao ouvir a voz da tal Sonya novamente, Thalia encarou o rosto da loira e franziu o cenho ao perceber que alguns traços eram familiares para a mesma. Ela respirou fundo desviando o olhar para Newt que a encarou confuso agora arqueando uma sobrancelha.
Os traços de ambos eram quase iguais, porém ela achou que estava ficando doida o que a fez desviar o olhar.
As duas atravessaram-os no túnel pouco longo e levaram todos até a base — conhecida como a resistência — através de dois veículos para que coubesse o grupo inteiro.
Era um pouco distante de onde estavam, eles desceram dos carros ao chegarem e observaram o acampamento com atenção.
— Planejam isso há mais de um ano. — explicou a morena.
Havia muitas pessoas ali, vivendo normalmente como se não se importassem com nenhum perigo, o que era verdade visto que o local era bastante seguro.
— É tudo por nós. — referiu aos jovens.
— Deram sorte de nos achar agora. — a loira começou. — Nos mudamos ao amanhecer. Cadê o Vince?
— Está para lá. — o homem que passava por ali respondeu.
— Quem é Vince? — Thomas indagou.
— É ele quem decide se vão ficar. — explicou a de tranças.
— Pensei que fossem um exército. — Minho se aproximou da mulher.
— Nós já fomos um. — eles pararam ao ver um homem de cabelos que iam até os ombros se aproximar. — É o que sobrou de nós. Muita gente morreu para chegarmos aqui. Quem são?
— São imunes. — respondeu. — Pegos subindo a montanha.
— Já verificou? — questionou ficando em uma postura de alerta.
— Conheço esse cara, Aris. Confio nele. — Harriet apontou para o garoto
— Eu não. Verifique todos. — ordenou ainda desconfiado.
— Chefe! — um homem se aproximou de Brenda a vendo ofegante.
Logo a mesma caiu no chão o que fez um alarde preocupante começar ali, tanto dos homens armados quanto do grupo — principalmente de Jorge e Pandora —.
— Brenda! — a família da jovem se aproximou da mesma preocupados.
— O que há? — Vince indagou.
Thalia e Thomas continuaram em silêncio vendo o estado da garota que pedia perdão assim que fora colocada no colo do mais velho.
— O que há com ela? — o de cabelos médios se aproximou tocando o ombro do homem.
— Não sei. Você está bem? — Pandora perguntou à garota.
O patriarca tirou o tecido que enfaixava a perna da menor e viu uma mordida ali o que o fez se afastar rapidamente puxando sua arma.
— Merda! Temos um Crank! — ele apontou para a mesma mas logo a ruiva se meteu na frente dos três junto do adolescente ao seu lado.
— Espera! Não atira! — ambos imploraram.
— Se afastem! — ordenou.
— Foi há pouco. Não é perigosa ainda. — Thomas explicou.
— Não deviam tê-la trazido! — exclamou o adulto parecendo nervoso.
— Nós sabemos. — a mais nova assentiu.
— Se ela entrar, o refúgio já era. — falou. — Se afastem!
— Entendo. Escute! — o encarregado de liderar o grupo pediu. — Por favor! Eu disse que você ajudaria. Deve haver algo que possa fazer.
— Sim, posso fazer algo. — ele assentiu vendo-a ofegar solitária no chão. — Acabar com o sofrimento.
— Não! — Pandora gritou mas foi segurada pelos homens assim como Jorge.
— Vince, chega! Podem soltá-los. — uma voz feminina soou e todos olharam para uma mulher de cabelos médios. — Soltem-os.
Os dois foram soltos e principalmente a cacheada encarou os homens mortalmente.
— Ela está infectada, doutora. Não podemos fazer nada por ela. — Vince explicou.
— Não, mas ele pode. — ela olhou Thomas fazendo todos o encarar. — Oi Thomas.
— Me conhece? — questionou.
— Thalia? Interessante... — ela sorriu fazendo a ruiva também ficar confusa. — Faz sentido que os tenham postos no labirinto. Mas admito que tive medo que matassem vocês depois do que fizeram.
Ela se aproximou da garota no chão e tocou o pulso da mesma.
— O que fizemos? — eles perguntaram em uníssono.
— A primeira vez que nos falamos, Thomas, disse que não aguentava mais ver seus amigos morrerem um por um. A última vez que nos falamos, me deu coordenadas de cada complexo, experiência e laboratório. — encarou o garoto e após isso olhou a jovem. — E você... a primeira vez que soube sobre você, foi através de Lizzie. Deve se lembrar dela.
Aquilo chamou a atenção de Jorge e Pandora, mas para a menor, seu mundo parou completamente sentindo seus olhos arderem por alguns segundos antes de começarem a encher lentamente de lágrimas ao se lembrar da amiga.
— Como você...?
— Eu cuidava dela lá dentro. — suspirou. — Era como se fosse minha filha.
A mulher mostrou o colar em seu pescoço, o mesmo que Lizzie usava e nunca sequer o tirava de seu corpo.
— Quando nos falamos, você disse que se sentia culpada pela morte dela. Mas entenda, Thalia. Não foi sua culpa. — murmurou trêmula. — E a última vez que nos falamos, você contou tudo que sabia sobre o CRUEL, tudo que queria poder fazer para não ter que ver mais ninguém sofrer, você tentou causar uma rebelião lá dentro assim que percebeu o que realmente acontecia, tudo que soube através de Lizzie e por si mesma, nos contou.
— Eles foram nossas fontes. — Vince completou..
— Não teríamos conseguido sem eles. Levem-a para a tenda. — ordenou se referindo à Brenda. — Deem roupas quentes a eles. Cuidado.
Ela pediu ao ver Jorge e mais um homem levantando a garota e a carregando até uma tenda.
— É o mínimo que podemos fazer. — disse simpática. — Thomas, venha. Preciso tirar seu sangue.
Ela o chamou e depois olhou para a garota, que ainda estava parada completamente surpresa, dando um sorriso reconfortante.
— Conversarei com você depois, querida. Temos muito a falar. — ela falou em um tom gentil e saiu dali.
Pandora olhou os outros e caminhou junto de Jorge e o homem que carregavam a adolescente com um semblante completamente preocupado.
Thalia conseguiu sair de seus pensamentos profundos e perdidos agora desviando o olhar para os outros, ela franziu levemente o cenho ao perceber que Minho observava a amiga da garota desacordada de longe.
Ao ser pego em flagrante, ele rapidamente raspou a garganta desviando o olhar enquanto um meio sorriso surgia no rosto da amiga.

Um bom tempo havia se passado desde que Thomas, Mary, Brenda e os dois mais próximos da jovem estavam na tenda. Thalia observava tudo com extrema atenção ao lado de seus amigos, algumas vezes desviando o olhar, ela já havia ganhado roupas quentes e estavam sendo alimentada no momento.
Muitas coisas rodeavam sua cabeça, as perguntas de Teresa sobre o que estava rolando dentro do lugar e a forma como ela se aproximava dali, o beijo intenso de Thomas e tudo que ele admitiu naquele momento, a mulher que até então era completamente desconhecida ser responsável de Lizzie e conhecer a garota.
Ela respirou fundo assim que fora tirada de seus pensamentos por Minho que deu um empurrãozinho de leve em seu ombro.
— Quase não está comendo. — comentou preocupado.
— Não é nada. — ela explicou soltando um suspiro. — Só... estou tirando um tempo para pensar.
Ele assentiu com a cabeça e desviou o olhar, logo ela viu todos — exceto Thomas — saírem de dentro da tenda, assim que a doutora avistou a ruiva a mesma apontou para a jovem como se tivesse a chamando.
Rapidamente a adolescente se levantou e caminhou em passos apressados até a mais velha, talvez sua ansiedade estava falando tão alto que controlava seus movimentos.
— Como ela está? — perguntou assim que se aproximou.
— Ela vai ficar bem. — suspirou fundo. — Mas creio que não irá poder vir conosco, é perigoso demais.
Os olhos de Thalia transmitiriam uma decepção que só aparecia quando sabia que alguém que ela gostava estava a beira da morte, tanto que aquele olhar só havia aparecido na morte de seus amigos.
— Eu sinto muito. — respondeu.
— O que queria conversar comigo? — ela indagou.
— Venha. — a mulher tocou as costas da jovem guiando-a ao seu lado.
— Lizzie nunca me falou sobre você. — comentou quebrando o silêncio.
— Takvez ela já tenha comentado, mas você não se lembra direito. Ah, Thalia... você era tão pequena. — sorriu de lado. — Obviamente acertei ao saber que você se tornaria uma grande garota quando crescesse, alguém que soubesse o que fazer. Quando você tentou criar uma "rebelião" no CRUEL, eu soube que uma parte vinha do que Lizzie deixou.
Um sorriso pequeno se formou no rosto da garota que assentiu com a cabeça, ela estava certa.
— Também sei que você se culparia pelo resto de sua vida sobre o que aconteceu. — ela parou ficando na frente da adolescente. — Mas não se sinta assim, sei mais do que ninguém que ela odiaria ver você se culpando todos os dias sobre o acidente. Vocês eram jovens, só estavam tentando fazer o que pensavam que fosse o certo.
Lágrimas brotaram mais uma vez nos olhos cor do oceano da menor que logo foram limpadas pela adulta assim que escorreram pela bochecha dela.
— Não, não chore. — pediu de uma forma calma. — Ela não a culpa por isso, muito menos eu. Eu senti quando ela se foi, senti bastante, me disseram que... ela se machucou acidentalmente e não resistiu mas eu sei que não foi por isso, sei que tinha dedo do CRUEL metido nisso, eu sei que eles tiraram a vida daquela que considerei minha filha.
Logo ela acariciou o rosto da jovem franzindo o cenho levemente.
— Oh querida, você aguentou tanto, sempre soube que era mais forte do que pensava. — afirmou.
— Eu aprendi com ela, aprendi a ser forte com Lizzie. — falou dando um sorriso.
— Eu sei, ela tinha um grande coração. Sempre ajudando os outros e quando viu você naquele canto chorando, soube que precisava te ajudar e soube que seriam como irmãs inseparáveis. — completou. — Obrigada por fazer minha pequena Lizzie sorrir novamente, eu não via aquela garota dar um mínimo sorriso há muito tempo. Vocês duas iluminaram a vida uma da outra.
— É, mas se eu não tivesse aceitado fugir ela ainda estaria viva. — suspirou fundo.
— Ela morreria do mesmo jeito, Thalia. Assim como todos nós alguma hora. — disse baixo. — Iriam a achar e se não morresse por tortura, o que acho que aconteceria já que ela era muito forte, morreria pela fuga. Você tem muita sorte de ter sobrevivido.
— Acha que isso é sorte? — soltou uma risada nasal. — Talvez eu estaria mais feliz se não estivesse passando por tudo isso.
— Nem com Thomas? Ou com seus amigos? — perguntou.
— Eles estão passando por isso por culpa minha, Mary. Eu os mandei para cá. — respirou profundamente.
— Mas não foi sozinha, não foi apenas você. Como eu disse, pare de se culpar tanto. — ela tocou o ombro da jovem. — Você é apenas uma criança, não é sua culpa.
Se a mulher não tivesse a abraçado naquele momento, Thalia teria desabado no chão assim que deixou tudo que guardava sair através das lágrimas. Ela retribuiu o abraço da mais velha afundando o rosto no ombro dela enquanto chorava alto, nunca ninguém havia se oferecido como um ombro para que a garota pudesse descontar todo o seu grito, toda sua dor e culpa.
— Me desculpa. Me desculpa. — ela murmurou contra o tecido da roupa da mais velha que acariciava o cabelo ruivo da pequena.
— Está tudo bem, querida. Está tudo bem. — a confortou baixo. — Você está protegida agora. Não precisa mais se preocupar com tudo isso.
Thomas, que havia saído da tenda, pôde ver o exato momento no qual Mary abraçava a adolescente, ele sabia que ela estava chorando então a lembrança daquelas palavras que disse a ela no deserto veio a tona o que o fez ir até os amigos cabisbaixo, ele precisava conversar com ela.

Thalia estava bem melhor do que quando chegou após conversar com a adulta que foi como uma mãe para ela, assim como foi para Lizzie.
A mesma estava de braços cruzados olhado o além podendo ver o sol querendo desaparecer lentamente, mesmo que estivesse descontado toda sua dor nas lágrimas ela ainda estava pensativa.
— E aí? — a voz familiar soou ao seu lado a fazendo virar a cabeça e observar Thomas. — Como está?
— Oi... — ela deu um meio sorriso. — Estou bem, e você? Como está Brenda?
— Ela está bem. — ele assentiu com a cabeça. — Acordou e agora está com Jorge e Pandora, descansando.
A ruiva assentiu e desviou o olhar voltando a encarar o norte.
— Vi você conversando com Mary, parecia triste. — iniciou parecendo curioso e preocupado. — Está tudo bem mesmo?
— Estou, Thomas. Obrigada. — ela falou rápida evitando ter que lembrar do momento e voltar a pensar em tudo aquilo.
— Eu devo desculpas a você, fui um completo babaca ao dizer aquelas coisas no deserto. Eu sei. — suspirou. — Sei que pedi desculpas por isso mas... dessa vez estou completamente sóbrio e pedindo perdão direito, sem nenhuma gota de álcool em meu corpo.
Ela voltou a encarar o adolescente e assentiu com a cabeça porém ainda séria.
O de cabelos escuros não havia entendido então apenas franziu o cenho e arqueou a sobrancelha rapidamente esperando alguma resposta da mesma.
— Tá perdoado... — falou o que o fez soltar um suspiro aliviado. — Apenas se você se ajoelhar na minha frente implorando por perdão. Foi cruel o que disse.
Thomas até pensou em retrucar mas respirou profundamente apoiando as mãos em seus joelhos pronto para ajoelhar-se na frente da menor que arregalou os olhos soltando uma risada.
— Estou brincando, não faça isso por favor. — pediu envergonhada ao olhar ao seu redor.
Um sorriso bobo surgiu no rosto do adolescente que logo riu baixo junto dela.
Um silêncio instalou-se ali novamente e então Thomas se aproximou mais uma vez ficando ao lado dela, quase completamente colado.
— Quer falar sobre o que houve naquele lugar? — ele indagou referindo-se ao beijo deles enquanto encarava o norte também.
— Eu... — gaguejou. — Bem, acho que estávamos bêbados demais naquele momento porém... uma parte de mim estava completamente sóbria então, sim, eu queria, se é essa a sua pergunta.
— Na verdade você acertou. — ele soltou mais uma risada baixa. — Mas queria saber se estava tudo bem, fomos bastante intensos naquele momento.
— Com certeza fomos. — ela assentiu com a cabeça deixando uma risada nasal escapar.
— Concordo plenamente com você, eu estava bêbado mas uma parte de mim queria aquilo mais que tudo na vida. — explicou. — Acho que nunca tive coragem o suficiente para dizer isso a você.
— Já teve coragem de atirar em um cara e matar um verdugo mas nunca teve coragem de se declarar para mim? — ela soltou uma risada e encarou o garoto que virou-se de frente para ela sorrindo.
— Acho que sim.
— Trolho. — murmurou baixo o vendo levar a mão até o peito.
— Assim você me ofende. — riu. — Está aprendendo com Minho, não é?
— Até que combina com você. — ela brincou e os dois riram.
— É, acho que sim. — ele diminuiu aos poucos o tom de voz e depois se aproximou dela. — Posso te falar a verdade? Sabia que meu coração parou no momento em que vi você caída no chão quando foi atingida pelo raio? Acho que... eu não saberia o que fazer se tivesse perdido você. Principalmente sem ao menos me desculpar pelo que falei.
— Mas não perdeu, estou aqui. — sorriu.
Aquele sorriso, aquele sorriso que sempre alegrava os dias do adolescente quando sabia que era direcionado a ele.
— É onde deve estar. — falou.
— É onde eu sempre estarei. — completou.
— Por que não se beijam logo? — eles ouviram a voz de Caçarola de longe o que fez direcionar os olhares a eles.
Logo o citado recebeu um pescotapa de Newt que negou com a cabeça rindo em seguida ao ouvir o mesmo reclamar.
— Eles sabem como estragar o clima. — Thomas riu.
— Pois é. — Thalia continuou curta sentindo suas bochechas queimarem. — Bem... vou ir falar com eles.
— Tudo bem, eu vou atrás de Teresa. Não a vi. — explicou se afastando sem desviar o olhar.
— Ok... — Thalia deu alguns passos para trás, porém antes que ela se afastasse completamente a mesma foi puxada pelo garoto que segurou o rosto dela e deixou um selinho demorado em seus lábios.
Os dois ouviram os gritos alegres de seus amigos o que fez ambos afastarem-se rindo, a ruiva finalmente deu as costas e se afastou do moreno caminhando até os amigos xingando-os mentalmente.

▌O DESABAFO DA THALIA, MARY CUIDANDO DA LIZZIE, SELINHO DE THOMALIA, QUE ISSO?
▌Oi oi vidocas, como vão?
▌O que acabaram do novo e penúltimo capítulo do ato 2? Espero muito que tenham gostado!
▌Assim, hoje foi mais equilibrado KKKKKK tivemos brincadeiras, novas descobertas, e tristeza e selinho do nosso casal
▌Minho encarando a Pandora? Completamente suspeito, assim como o Newt encarando o Atlas KKKKKKKKKK é de amizade mesmo, começou com o Thomas encarando a Thalia, depois foi para o Newt e depois para o Minho
▌E a conversa entre a Mary e a Thalia? Ai amores, sério, eu falo que adoro traumatizar nossa bebê mas fico tão mal enquanto escrevo ela triste e se sentindo culpada por algo que não foi por conta dela
▌Realmente, ela precisava dessa conversa com a querida Mary
▌Enfim amores, estejam preparados para quarta-feira que sairá o último capítulo do ato 2! Beijos!
▌Votem e comentem, se puderem por favor! Amo os comentários de vocês!
all the love, yas
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