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Capítulo 1


Era ele, Gabriel. Eu sabia. Eu sentia. Estava assustada. Meu corpo tremendo, mas mesmo assim meu coração reagiu ao vê-lo. O rosto intacto sem queimaduras. A pele lisa. Os olhos cinzentos.

— Gabriel. O que houve? — perguntei a ele.

Mas Gabriel estava estranho. Olhava-me com estranheza. Parecia confuso. Suas roupas eram bem diferentes. Eram mais sofisticadas apesar de as barras da sua calça estarem sujas. Até mesmo o seu cheiro era diferente agora. Ele exalava um perfume amadeirado e caro. Era tão parecido com o meu Gabriel, mas tão diferente.

Ele afundou as mãos nos cabelos negros e começou a andar em círculos. Mordiscou o lábio inferior e depois cruzou os braços e respirou fundo.

— Meu nome é Dominic

Ele disse deixando-me ainda mais confusa. Não poderia ser... Ele era Gabriel. O meu Gabriel. O Meu menino homem marcado pela ditadura.

— O quê? — perguntei sem fôlego, as mãos deslizando pela grade fria. Aquela cela era muito pequena para nós dois.

— Sim, meu nome é Dominic. Não sou esse Gabriel... Sou Dominic. E você é Sofia Bittencourt.

Eu olhei para ele assustada. Agora eu me lembrava. Era o nome dele que estava escrito naquela estrela de papel que eu encontrara alguns dias atrás. Mas como? Como ele sabia quem eu era? E por que ele era tão parecido com o Gabriel? Eram tantas perguntas sufocando o meu coração e os meus pensamentos que eu sentei no chão frio sentindo-me zonza e fraca. Minha cabeça doía. Eram muitas informações e eu ainda não sabia como eu havia parado ali. Na casa cinza. A tão famosa casa cinza. Senti um calafrio por todo o meu corpo. Não sabia se sairia dali viva.

— Depois conversamos sobre isso — ele disse para mim. Dominic parecia preocupado e não parava de andar em círculos aproximou-se da grade e as sacudiu com raiva. — Mas que inferno! Como eu vim parar aqui?

— Eu... — comecei a dizer sentindo-me fraca. Era tudo tão confuso. — Eu também não sei como vir parar aqui. Eu estava no concurso. No concurso... Eu...

Não consegui terminar. Queria sair dali. Dominic me olhava como se eu fosse uma ilusão, uma estranha assombração.

— Que dia é hoje? — ele perguntou de repente como se estivesse descoberto algo importante.

— Trinta de maio.

— Trinta de maio? Trinta de maio... — Ele olhou para o meu relógio de pulso. —Que horas são?

— 13:50 — eu o respondi. Ele ficou preocupado e chutou as grades que nos prendiam.

— Está quase na hora. Temos que dar um jeito de sair daqui. — ele disse desesperado olhando para a cela, a inspecionando como se estivesse procurando uma saída.

Levantei do chão, ainda fraca. Eu estava com a mesma roupa de ontem. Revisitei minhas memórias não consegui dormir na noite passada. Eram tantas informações para processar ao mesmo tempo. Fui praticamente arrastada para o concurso. Não fiz questão de tirar a camiseta vermelha, a saia preta e a meia 3/4 escura de estudante. Em um segundo eu estava no camarim ajudando Cida a se arrumar, procurando Anita por entre as garotas, desesperada pensando em Monstro e no padre Lazaro. E então em um piscar de olhos eu fui parar naquele lugar amaldiçoado. Que tinha cheiro de sangue. Vim parar aqui com esse estranho que se parecia tanto com o meu Gabriel.

Ele olhou para o feixe de luz que nos iluminou e banhou os nossos rostos de dourado. Um pequeno vitrô. Franziu as sobrancelhas, estava encucado e praguejou baixinho.

— Escute não tem como fugir sem passar por eles.

— E o que você sugere?

— Quando eles chegarem vamos ter que lutar — ele disse pela primeira vez se aproximando mais de mim. Vamos ter que bater nos filhos da puta.

— E se explicarmos a situação... Talvez eles entendam. Eu não fiz nada. Vim parar aqui nem sei como...

— Escute, Sofia. — Ele me olhou com o rosto cheio de preocupação, pela primeira vez olhei para o seu rosto com atenção. Era idêntico ao Gabriel, mas não tinha as queimaduras e parecia mais velho. Tinha um porte mais maduro. Será que eles eram irmãos? Mas eles teriam que ser gêmeos, pois eram idênticos.

— Sofia, preste atenção em mim — ele disse acordando-me dos meus devaneios. — Vamos ter que lutar. Vou fazer o possível pra você escapar entendeu?

Assenti. Ok. Eu iria lutar. Faria qualquer coisa para continuar viva. Precisava saber onde Monstro estava. Precisava entender o que acontecia comigo.

Dominic se aproximou das grades e gritou:

— Ei!Ei! Nos tirem daqui seus filhos da puta!

Foi então que ouvimos um choro, era um choro de uma criança pequena e ela parecia estar perto de nós, na cela do lado. Eu olhei para ele e Dominic parecia não estar acreditando naquilo tudo.

— Eu não acredito que aqueles merdas prenderam uma criança aqui! — ele cuspiu essas palavras furioso.

Ele virou-se de costas para mim, absorto em pensamentos e então disse para a criança que não parava de chorar:

— Fique calmo, amiguinho. Vamos tirar você daqui. — Pela primeira vez ele falou suavemente.

Eu olhei para ele. Eu o conhecia. Havia o visto no meu último lapso de memória. Havia o visto de costas exatamente como ele estava para mim naquele momento. Estava quase entrando em pânico quando ouvi passos no corredor.

— Eles estão vindo — eu disse a ele com os olhos marejados. O medo invadiu cada poro do meu rosto. Eu estava extasiada de pavor.

— Lembre-se, Sofia. Vamos ter que lutar. E você precisa fugir. Precisa correr o mais rápido que puder.

— E a criança?

— Daremos um jeito depois, mas você precisa fugir.

Ele sussurrou essas últimas palavras para mim.

Os passos foram se aproximando ainda mais até que o coronel Rangel estivesse me encarando estupefato.

— Mas que porra é essa? — Ele olhou para os dois guardas que estava do seu lado.

— Senhor, estamos tão surpresos quanto o senhor. Viemos para cá por causa da criança e aí nos deparamos com essa garota dormindo tranquilamente na cela, mas esse homem não estava aí na hora que a encontramos.

Coronel Rangel observou o rosto de Dominic.

— Gabriel — ele disse cheio de ódio.

— Meu nome é Dominic — o estranho retribuiu raivoso.

— Tirem a garota da cela e a levem para o meu gabinete. Enquanto a ele... Finalmente vamos ter uma conversinha.

— Senhor. — Apressei-me em dizer. — Gabriel é inocente. Lucas confessou na frente de todos que matou Melissa. Anita viu. Ela não contou para o senhor?

O coronel me olhou confuso. Pelo visto Anita não havia falado nada.

— Tirem a garota daqui eu e ele temos que conversar.

Dominic me olhou como se estivesse dizendo que aquele era o momento. Um dos soldados apanhou a chave da prisão. Do nosso lado a criança voltara a chorar.

— Pelo amor de Deus deem um jeito desse moleque calar a boca.

Eu olhei para Dominic. Sim. Vamos lutar.

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