De Carlos para Clara
— Ei moça! — eu gritei assim que você saiu da igreja. Você virou e me olhou com uma sobrancelha erguida. — Você esqueceu o seu véu. — Ergui o véu e o balancei no ar.
— Esse véu não é meu — você falou de um jeito duro, virando de costas e apressando os passos, até que entrou no fusca e partiu.
Eu sei, o véu não era seu mesmo, eu menti, porque eu precisava ouvir a sua voz, precisava ver os seus olhos em mim.
De Carlos para Clara
1951.
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