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Surpresa!

⚠️ ATENÇÃO! AVISO DE GATILHO! Se não se sente confortável, por favor, não ler ou, então, passe para a outra parte. O parágrafo onde há tal gatilho se inicia em NEGRITO. ⚠️

Oi, bebês! E EU VOLTEI! 🤍🌸💛 Como prometido, estou aqui novamente. Estão bem? Se cuidando? Bebendo água? Espero que sim, viu. Rum, tô de olho em vocês! 👀💛

Mas enfim, eu planejava postar apenas na quarta. Contudo... Não me aguentei. Então, vim aqui, trazendo o capítulo dois e que, de coração, eu espero que gostem! 🤍 MAS ANTES... MUITO OBRIGADA! 🥺💛🌸 Vocês são tudinho pra mim.

Por fim, tenham uma boa leitura e até mais, denguinhos! 🌸

6 meses.

Eu estava, por fim, completando meus seis meses de gestação. Depois da conversa com Soobin, nós capotamos e, no outro dia, ele foi embora de forma estranha, afirmando que tinha algumas coisas importantes para organizar. Apenas me contentei a aceitar e segui meu dia normal, com Beomgyu me ligando a cada cinco minutos para saber como eu estava e mamãe aguentando minhas manhas, já que um certo alfa não estava lá para isso.

Contudo, o que me incomodou realmente foi o fato de que já havia se passado uma semana, o dia tão esperado onde eu completaria os benditos seis meses chegou e Soobin continuava estranho. Poxa, eu entendia que ele tinha outros compromissos... Mas e eu? E Seori? A vontade de chorar era gigantesca. Eu sabia que tinha me tornado um bebê chorão e não me orgulhava nadinha disso.

— Beommmm! — chamei pelo meu amigo, arrastando seu nome no processo de forma manhosa, querendo sua atenção.

Estávamos sentados no sofá, com um filme de comédia romântica passando na televisão. Beomgyu e mamãe eram os únicos impassíveis naquela semana, pois até San e Woo estavam diferentes comigo.

Eu só queria entender o porquê.

— O que foi, Yeon? — respondeu, ainda concentrado em seu caderno de anotações. O de fios castanhos se formou e estava trabalhando como professor do infantil. Ele era simplesmente apaixonado por crianças e algo que comprovava isso era sua determinação em cuidar de mim e me ajudar com tudo em relação a Seori.

Eu não poderia ter escolhido padrinho melhor.

— O Soobin 'tá estranho... Ele não falou comigo e nem veio aqui hoje — comentei, com um bico nos lábios, enfim desabafando algo entalado dentro de mim durante aqueles sete dias sem contato com o alfa.

Eu estava tão feliz, mas tão feliz. Até dei pulinhos de alegria, quando acordei e percebi ser o dia especial — claro que com moderação, pois não era nenhum imbencil de sair saltando igual um atleta e acabar me machucando — e o mês em que eu estava entrando para um processo maior e que em um piscar, os nove logo chegariam. Então, esperei o outro mandar uma mensagem ou até mesmo ir me visitar... Desiludido com sucesso.

Já era de tarde e Soobin não tinha dado um sinal de vida, nem mesmo para me parabenizar. Caramba, era a nossa filhote! Ele não estava feliz? O que tinha acontecido? Ele finalmente tinha se tocado que estava ali apenas por Seori?

Eram tantas perguntas sem respostas que estava me deixando insano.

— Talvez ele só esteja ocupado agora — exclamou, rápido, até mesmo levantando o olhar da folha toda demarcada de marca-texto rosa, azul e amarelo. Sorri pequeno, imaginando que alguns anos a frente eu teria de comprar esses demarcadores para Seori. Mas rapidamente voltei para a realidade, observando Beomgyu me olhando receoso.

Até você, Beom?

— Tudo bem. Chega! — Me exaltei, levantando com fúria. — O que vocês estão aprontando? Eu exijo uma explicação!

Sim, eu estava extremamente chateado e com muita vontade de chorar. Eles estavam fazendo algo sem me incluir, só entre eles, me deixando de lado. Eu já me sentia péssimo, sabendo que estava sendo um peso na vida deles... Mas eu nunca imaginei que seria até um ponto tão extremo. Aquilo partia o meu coração e meu psicológico de tantas formas. Era praticamente uma facada nas costas.

— Yeon... Por favor, senta e me escuta — pediu, quase em uma súplica o outro Choi. Sua expressão nervosa podia ser vista há metros de distância de tão aparente. Suspirei, apenas parando com a birra e sentando ao seu lado mais uma vez, aguardando a explicação.

— Nós não estamos fazendo nada demais, ok? O Soobin só está ocupado organizando algo realmente importante. Por favor, acredite em mim — explicou calmamente. Observei cada vez que sua boca movia, atento a cada palavra proferida.

Eu não era nenhum bobo e sabia que tinha algo a mais. Mas decidi acreditar no meu amigo. No entanto, o sentimento de que estava sendo deixado de lado não saía de mim. Em uma gravidez, já era difícil conviver com o fato de que teria futuramente uma responsabilidade gigantesca e me imaginar fazendo isso sozinho, sem o apoio do alfa, era ainda pior.

Eu só queria ele ali. Naquele dia. Naquela hora.

— Desculpa, Beom... — Fiz um bico, sentindo lágrimas acumulando nos cantos dos olhos. — Eu estou me sentindo péssimo. De verdade, parece que carrego um bebê dentro de mim, que por parte é verdade. Mas não falo nesse sentido. É como se meu nível de imaturidade tivesse aumentado, minhas emoções estão uma loucura e a carência só piora, principalmente essa semana longa sem o Soobin. — Pausei meu desabafo frustrado, rapidamente sentindo meu corpo ser abraçado com cuidado pelo menor. — Eu estou me sentindo um peso na vida de vocês.

— Yeonjun... Você não é e nunca será um peso para nós. Te amamos pela pessoa incrível que você é e demonstra ser. 'Tá tudo bem estar mais imaturo e carente, assim como seu emocional se encontrar descontrolado. Você está grávido e nada disso veio de forma esperada. Foi rápido e mesmo que meses tenham se passado, é uma responsabilidade que você não estava preparado para ter. Nem o Soobin. O Taehyun me conta todas as vezes que ele liga, chorando ou pedindo conselhos para lidar com toda essa carga. — Respirou fundo. — Hoje é um dia especial e eu tenho certeza que o Soobin vai vir aqui. Ele te ama e ama a Seori. Vocês são tudo para ele. Pare de pensar tanto e foque no seu agora. Não seja pessimista. Estamos todos com vocês, apoiando e dando o nosso máximo para sermos o suporte necessário. Vocês serão papais excelentes.

A esse ponto eu já estava em prantos, chorando como se não houvesse amanhã, com a cabeça no ombro do meu amigo, enquanto ao invés do filme, passava um anúncio de biscoito na televisão. Beomgyu era brincalhão quase a todo momento, mas não deixava de ser um conselheiro e amigo absolutamente incrível quando preciso. Eu amava tanto a sua presença. Amava ele por apenas ser ele. Choi Beomgyu, o beta baixinho que me deixava acolhido ao ser recebido por seus braços amorosos.

Senti Seori mexer e soube que ela também estava lá. Minha garotinha, mesmo que ainda dentro da minha barriga, me consolava com sua presença doce e infantil, trazendo a sensação de aconchego que eu tanto precisava em certos momentos, pois encarar o mundo lá fora era difícil e eu sabia tão bem quanto qualquer outra pessoa.

Na realidade, eu aparentava ser um belo mimado e carente exagerado por querer o Soobin comigo praticamente o tempo todo. Mas eu sabia. Sabia que era pelo medo de ser pai solo. Principalmente sendo ômega. Quantos comentários grotescos eu ouviria? O que diriam na escola para Seori? Ela seria destratada por isso? Beomgyu me dizia para não pensar tanto. Mas era quase impossível, quando se tratava da minha filhote e de Soobin. Eles tinham se tornado pessoas importantes demais e tomado uma proporção grande no meu coração. Eu queria protegê-los e ser protegido por eles. Queria que tudo fosse recíproco e, quando Soobin me disse aquelas coisas naquela noite, eu acreditei nele. Após tantas dúvidas, eu venci meus pensamentos e segui meu coração, crendo fielmente que poderíamos tentar.

Mas quando ele simplesmente sumiu, eu fiquei mal. Mal 'pra caramba. Era como se as palavras dóceis tivessem se tornado amargas e aquele momento fosse apenas um surto da minha mente fértil e apaixonada. Era confuso.

— Eu sinto tanto, Beom. — Funguei, me acalmando. — Eu amo vocês. Amo demais, demais, demais. Depois de engravidar, muitas coisas mudaram. Você lembra do dia em que eu tive uma das piores crises de Ansiedade da minha vida ao descobrir sobre a gravidez, certo? Eu estou confuso.

— 'Tá tudo bem, hum? É normal se sentir confuso. Mas sempre que pensamentos do tipo te afligirem, fale comigo. Eu 'tô aqui, Yeonjun. — Acariciou meu cabelo. Quase soltei um ronronar no processo, envolvido no carinho em meus fios.

Talvez eu já não estivesse tão confuso assim.

[...]

Meu corpo doía e minha visão era embaçada. Após mais um pouco de choro — por minha parte, óbvio — e diálogos necessários, Beomgyu foi embora. Mas não antes de se certificar que eu estava bem completamente.

"— Você está realmente bem, certo? Nenhum enjôo? — perguntou, duvidoso. Soltei um riso frouxo, acariciado por sua preocupação.

— Estou sim. Vai, vai."

Contudo, por algum motivo, eu não me encontrava nada bem naquele momento. Minha barriga parecia mais pesada que o comum e todo o meu corpo havia perdido os movimentos de tão exausto. O banheiro onde eu já tinha terminado de me trocar, depois de um belo banho, aparentava estar mais apertado que o comum e sufocava meus pulmões com falta de ar, me levando a escorregar pela parede branca lentamente. Sentia o desespero subir pelas artérias e se infiltrar em meus olhos, fazendo com que pequenas gotas de água se acumulassem ali.

Soobin! Mamãe! Beom! San! Kai!

Tentava chamar por alguém, mas apenas em meus pensamentos minha voz ecoava. Meu corpo já tremia de nervosismo, no entanto, sem que eu conseguisse mexer um mínimo músculo. Então, me alarmei ainda mais ao perceber que sangue se agrupava em minha parte íntima.

Não! Isso não! Por favor, não!

Já chorava. Chorava de dor, sentindo que uma parte de mim poderia estar sendo arrancada, que eu iria morrer ali e por tantos outros motivos. E, no auge do sofrimento, eu chamei pelo alfa. Chamei por Soobin em meio aos pensamentos pessimistas, esperando que de alguma forma ele viesse me salvar.

— Yeonjun?

Silêncio. Eu não conseguia respondê-lo, sentindo meus olhos fechando aos poucos.

— Yeonjun?! Yeonjun! Cadê você?!

E, enfim, a porta do banheiro abriu com força. Eu não tinha mais forças para nada e a única coisa que pude fazer foi fechar os olhos de uma vez, desmaiando, enquanto sentia o outro me acolher em seus braços aconchegantes.

[...]

Acordei.

Observei o teto branco diante dos meus olhos e após lembrar de todo ocorrido, levei minha mão para a minha barriga, ainda sentindo a quentura presente ali e percebendo os fios coloridos conectados ao meu braço. Por um momento, eu pensei que morreria. Mas o que mais doeu foi pensar que minha pequena morreria.

Doeu como uma queimadura exposta ao sol.

— Está tudo bem. Vocês estão bem. — Soobin apareceu ali, com um sorriso cansado, mas dócil, no rosto. Sua expressão de alívio era perceptível. Entretanto, o que destacava-o naquele momento eram os seus olhos inchados, olheiras fundas e nariz avermelhado.

Ele havia chorado.

— Me abraça, por favor — implorei, abrindo meus braços. O outro não demorou nem dois segundos a se aconchegar em meu peito e nem um segundo foi preciso para eu sentir suas lágrimas quentes molharem minha roupa hospitalar.

Também não me contive, começando a chorar. Tinha sido horrível para mim e eu sabia que para ele não foi diferente.

Nossos corpos estavam conectados na noite em que Seori brotou em meu ventre. Nós podíamos não estar juntos em um relacionamento, mas nossos sentimentos e mentes já pertenciam um ao outro desde que nos vimos pela primeira vez. E aquilo doía. Imaginar perder minha garotinha doía como uma facada no peito para mim. E para Soobin, eu nem poderia dizer o quão angustiante foi me encontrar naquela situação deplorável e ser forte, ainda que se corroendo por dentro ao pensar em perder Seori ou... a mim.

— Pare de chorar, seu bobão. Estamos bem. — Deixei um beijo no topo da sua cabeça, sentindo seu cheiro de shampoo de baunilha se expandir em minhas narinas. Ele fungou e foi parando de chorar aos poucos.

— O médico disse que isso aconteceu por conta do estresse. Você está muito estressado ultimamente e isso acabou gerando um aborto espontâneo, mas que foi pequeno e não o bastante para perdermos nossa garotinha — explicou, e eu sentia meu coração aquecer com sua voz carinhosa e palavras escolhidas especialmente para não me magoar.

Contudo, foi quase impossível não me debulhar em lágrimas mais uma vez. O sentimento de culpa florindo em meu interior. Eu sabia bem que em uma gravidez todo cuidado é pouco e, ainda assim, permiti que Seori quase fosse arrancada de mim por conta dos meus pensamentos conturbados e preocupações bestas.

— Ei, ei... — O alfa tentava me acalmar, acolhendo meu corpo em seus braços. — Não se culpe, por favor. Está tudo bem agora. O médico logo virá e poderemos voltar para a casa. Ele disse que é bastante comum, principalmente quando é uma gravidez inesperada, pois afeta o psicólogico da pessoa grávida.

Soobin parecia um algodão doce derretendo na boca. Ele era quente, açúcarado e suave. Sempre que ele estava comigo, eu sentia que poderia desmoronar e ele nunca, em hipótese alguma, me julgaria. Ao contrário, ele me abraçaria. Sorriria e afagaria minha bochecha, ditando palavras dóceis e calmantes. Soobin era a pessoa mais dócil existente e eu não poderia não me emocionar ao ver que mesmo após quase perder sua filha, ele estava ali, me apoiando em seu abraço.

— Eu senti tanta raiva de você esses dias. Muita mesmo. Você me disse que poderíamos tentar e depois, simplesmente sumiu. Você sabe o quão mal eu fiquei? — Olhei em seus olhos. Consegui enxergar o oceano. — Eu te amo também, Soobin. Eu só queria que você tivesse me mandado uma mensagem. Hoje eu fiz seis meses de gravidez e você não foi lá. Se não fosse por Beomgyu, eu teria surtado. Mamãe também não conseguiu ficar comigo hoje, pois teve pendências no trabalho... A única pessoa que estava comigo era Beomgyu e eu me senti tão... Vazio. Ainda que eu ame Beom, eu precisava de você.

— Desculpa, Yeonjun. Me perdoa. Eu não esperava que fosse se sentir assim... — Suspirou, separando o abraço e sentando ao meu lado. Ele mordia o lábio, com um semblante pensativo e receoso. Para confortá-lo, agarrei sua mão e entrelacei nossos dedos. — Estávamos planejando algo especial para hoje. Seria uma festa em comemoração aos seis meses... Eu sinto muito, Jun. Eu te amo também e amo Seori. Fiquei com tanto medo de perder vocês.

E mais uma crise de choro por parte de ambos se iniciava. Parecia que as lágrimas não iriam acabar nunca. Éramos dois bebês chorões. Mas foi assim, naquele quarto de hospital, que nós despejamos tudo que estava acumulado em nossos interiores. Era doloroso e amedrontador. Contudo, estávamos juntos e isso bastava.

Estar com Soobin e Seori bastava para mim.

[...]

— Surpresa!

Foi o que eu escutei, assim que adentrei a casa de Soobin. Todos estavam ali. Mamãe, San, Wooyoung, Beomgyu, Yebin, Seojun, Taehyun, Kai, até minha avó, Miyeon, e sua esposa, Soyeon, e, por fim, a avó de Soobin, Soojin. Eu estava em choque. Completamente emocionado com o que via diante dos meus olhos. Tinham muitos balões amarelos, adesivos de unicórnio e rosas azuis espalhados pela casa, pendurados nas paredes com fita ou jogados pelo chão. Os sofás tinham sido afastados e no centro, colocada uma mesa grande — vulgo a da cozinha —, com um bolo de coloração azul em cima e docinhos rodeando-o. No bolo estava escrito: "Seis meses da feto!", enquanto um unicórnio de brinquedo era posto ao lado. Eu permiti uma risadinha frouxa escapar pelos meus lábios ao terminar de ler. Contudo, em seguida, meus olhos automaticamente se encheram de água, não contendo as lágrimas, dessa vez, de felicidade.

Eu realmente não esperava que mesmo após o que aconteceu, iriam realizar a festa.

E agradecia por isso, pois a emoção, de uma forma positiva, não poderia ter sido maior.

— V-vocês... — gaguejei, tentando parar de chorar. Não demorou muito para Soobin aparecer, já que até o momento ele estava paralisado na porta de entrada. — Muito obrigado... Muito, muito obrigado. Eu 'tô tão feliz.

Quase caí de joelhos, se não fosse pela mão do mais velho em minha cintura, me segurando com prontidão.

— Yeon... Na verdade, tia Yeri estava organizando o restante das coisas com Soobin hoje. Todo mundo havia fingido indiferença para que você não percebesse nada — exclamou HueningKai, meu amigo, que tinha viajado para a cidade natal e voltado apenas há alguns dias. Seu sorriso era radiante. — Sentimos muito mesmo. Não queríamos que nada desse errado e acabamos esquecendo que você é uma pessoa com sentimentos e, principalmente, tem outra pessoinha crescendo dentro de você.

Eu não sabia mais de onde tanto choro vinha. Simplesmente não conseguia parar. Soobin afagava minhas costas com tanto carinho, enquanto todos sorriam para mim.

Acolhedor.

— Filho... Está tudo bem agora. Todos estamos aqui com você e Soobin. — Mamãe saiu detrás da mesa e veio em minha direção, abraçando meu tronco com sutileza, compreendendo que aquela parte ainda era uma área sensível para mim, depois da situação anterior.

Abracei-a de volta e, logo, todo mundo estava em cima de mim, me apertando em um abraço caloroso e gentil. O sorriso em meu rosto iria rasgar a qualquer instante de tão aberto. No entanto, tivemos de parar com o momento de carinho para comer e eu expliquei mais calmo para eles sobre a experiência dolorosa de horas antes. Soobin não tinha se pronunciado ainda, mas sempre se mantinha ao meu alcance, acarinhando meus fios ou meus ombros gostosamente.

Vovó Soojin e vovó Miyeon se deram super bem, enquanto Soyeon conversava com Seojun. Dariam um belo quarteto.

— Você está muito lindo — disse Yebin, ao se aproximar e sentar ao meu lado. Como uma pessoa carregando um ser na barriga, eu ficava cansado rápido e preferia me manter sentado.

— Você bebeu? — perguntei, sem nenhuma ironia. Eu realmente estava um desastre. O alfa tinha levado roupas apresentáveis para mim no hospital, que consistia em uma blusa branca de mangas longas e uma calça moletom de coloração cinza. Contudo, ainda não estava com uma aparência boa. Pelo menos, era o que eu achava.

— Não diga isso, Yeonjun. Você é lindo. Soobin está babando ali no canto, aliás — brincou a morena de fios castanhos e olhos apertados. Eu arregalei os olhos, rapidamente direcionando minha visão ao cujo, que na verdade, não estava babando, mas sim me olhando carinhoso.

Como sempre.

— Jun, diz 'pro Beomgyu que Seori terá um padrinho preferido sim e esse será eu — Wooyoung falou, surgindo ali com uma expressão debochada, enquanto o Choi mais novo lhe dava língua.

— Deixe de ser convencido. O preferido serei eu! — Beom apontou para si mesmo. Colocando mais lenha na fogueira, Yebin foi atrás de San, confrontá-lo sobre quem seria o tio preferido da pequena Choi.

Sorri abertamente e ri das brincadeiras deles. Mamãe estava apenas comendo, enquanto conversava com alguém no celular, provavelmente contando sobre aquele dia.

Tudo que eu precisava era essa dose gigantesca de amor para perceber que todos ali me amavam e era recíproco.

— Você está lindo mesmo. Seori tem que ter seus olhos... — exclamou Soobin, de repente, ao chegar sorrateiro e sentar onde sua irmã estava anteriormente. Deixei que meu coração controlasse minhas atitudes a partir dali e segurei sua mão firmemente. As digitais se tocando, transmitindo um choque para dentro de mim, levando desde a espinha até os fios pequenos do corpo arrepiados, me faziam querer suspirar.

Eu estava confortável.

— Ok. Mas só se ela tiver sua boca. — Corei como um adolescente se declarando para o "crush". — Ela tem um formato adorável.

— Então você repara nela? — Sorriu ladino, me olhando divertido. Bati em seu braço, fazendo-o soltar um murmúrio de dor.

— Pare com isso.

— Com o quê? — indagou de volta, aproximando o corpo do meu e encostando sua outra mão na parte mais baixa das minhas costas, bem próxima ao cós da calça que eu usava.

— S-Soo...

Fui atrapalhado pelo chamado escandaloso de San e vovó Miyeon para que fossemos tirar fotos. O alfa se afastou, mas ainda segurando minha mão, e levantamos.

— Vamos! Vamos! — Miyeon e San repetiam com euforia. Eram verdadeiros fanáticos por fotografia. Tanto é que o meu irmão trabalhava com isso e vovó já tinha se aposentado da sua carreira de fotógrafa.

Nos posicionamos juntos, comigo no centro e Soobin ao meu lado, mais específicamente atrás de mim, segurando a minha cintura com cuidado e sorrindo lindamente para a câmera que Soyeon havia posicionado no tripé que San tinha trago.

Então, click! E nossa primeira foto foi tirada. Em seguida, novas vieram e cada uma melhor que a outra. Em uma, Wooyoung saiu de olhos fechados e Seojun coçando o nariz. Na outra, Soojin tinha os cabelos para cima, enquanto Kai e Taehyun sorriam torto. Além de outras que foram extremamente engraçadas.

O dia tinha sido cheio de emoções. Mas se no final dele, eu pudesse sempre encontrar as melhores pessoas da minha vida e apreciar o abraço e entrelaçar de mãos com Soobin, eu nunca reclamaria.

Contudo, nem tudo é um conto de fadas e saber que quase perdi a minha garotinha ainda seria um grande desafio a superar. Eu sabia disso. Soobin sabia. Todos sabiam. E estavam dispostos a me ajudar e superarmos juntos.

— Eu amo vocês. Muito obrigado. Não sei o que seria de mim sem tanto apoio como o que estão me dando. Vocês são incríveis e eu só consigo agradecer e chorar de tanto amor que sinto. Foi difícil passar por aquilo... — Respirei e inspirei, tentando controlar a respiração. O alfa acariciava meu braço, me estimulando a continuar. — Mas assim que me deparei com tudo isso, não pude parar de pensar o quanto estou rodeado de pessoas que me amam, se preocupam e que, mesmo que as vezes eu surte, é recíproco. Eu amo cada um aqui.

E esse foi meu discurso final, pois alguns já iriam embora, como os mais velhos, Yebin, San, Wooyoung, mamãe, Beomgyu, Taehyun e Kai. Só sobraria eu e Soobin.

Depois de diversos beijos, conversas leves e abraços de urso, eles se foram. Ainda na porta, vendo os carros seguindo seu percurso do lado de fora da casa, Seori mexeu, animada. Sorri ao senti-la. Soobin, parecendo perceber, rapidamente deixou um casto beijo em meus fios loiros, com um sorriso de orelha a orelha e encostando a mão levemente no barrigão que eu possuía.

— Ela gosta da sua presença — sussurrei, como se fosse um segredo. Ele assentiu com a cabeça, iniciando um afago em meu umbigo por cima da blusa. — E eu também.

Ele congelou, parando o carinho e arregalando os olhos. Minha confissão tinha surtido efeito e eu estava eufórico por dentro. Mas sem que eu pudesse ao menos prever, ele me virou de frente para si sem nenhuma brutalidade — já que eu estava de lado — e selou seus lábios aos meus.

Mas dessa vez, foi um beijo real. Ele pediu passagem, que logo foi concedida, e nós iniciamos aquela troca de afeto entre nossas línguas enroscadas e molhadas, formando uma falta de ar que nos impediu de continuar o contato por mais tempo.

Respirei fundo, com dificuldade.

— Eu só quero que saiba uma coisa... — falou, engolindo em seco.

— O quê?

— Se Seori tiver seus olhos e minha boca, ela será a combinação mais perfeita existente.

O que acharam? Foi bem forte, né? Eu fiquei de coração partido, chorei horrores. 😔🤍 Mas vai dar tudo certo. Prometo para vocês! 💛 Se cuidem, fiquem bem, bebam água e até o próximo capítulo, bebês. 🌸

AMO VOCÊS!!!!! 🤍🌸💛

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