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Papai ama, papai cuida

🤍 OI, BABYS!!! 💛 Então, tudo bem, meus denguinhos? Como estão? EU VOLTEI!!! E vocês já sabem o que o capítulo tem pra dar hoje, certo? 😈👌

Bem, nenéns KDNSKDDJSSJSKS É, hoje é o dia do nascimento da Seori, e assim como eu não tô preparada, sei que vocês também não estão 😭😭😭

No entanto, forças para nós e vamo que vamo! Qualquer dúvida, podem fazer nos comentários. 💕

Aliás, tão ansioses pro novo MV dos meninos? Eu tô surtando horrores com esses teasers! Cês têm teorias? Eu tô rindo muito as do pessoal no tt.

AH, E ANTES DE QUE EU ME ESQUEÇA, ANTEONTEM FOI HUENINGKAI DAY, ENTÃO HAPPY BIRTHDAY PRO NOSSO BEBÊ!!! 🥳🤍

Enfim, fiquem bem, se cuidem e tenham uma boa leitura! Amo vocês! 😭💛

Meus batimentos cardíacos estavam descompassados e minha respiração entrecortada, enquanto meu corpo todo doía, meus olhos pesavam e uma incomodação leve começava a se apossar do meu baixo-ventre. Mas não era algo o qual dava bola, uma vez que certos braços me rodeavam, confortando-me ao ponto de continuar tentando dormir e não me importar com aquela vontade estranha de ir ao banheiro… Mas por um momento, senti algo molhado entre as minhas pernas e só aí que eu abri meus olhos de uma vez e, ainda tonto pela claridade, olhei para baixo, deparando-me com uma cena de filme de terror:

Tinha sangue por todo lado!

Naquele momento, senti como a adrenalina iniciava seu percurso pelo meu corpo, fazendo um estrago ao eu desferir tapas fortes pelo torso de Soobin, tentando acordá-lo de forma desesperada. Mas não me julguem, ok? Minha bolsa havia estourado dois dias antes do previsto!

A data prevista para a bolsa estourar era 24 de novembro, mas acabou estourando dia 22, então eu precisava correr para o hospital, pois provavelmente, logo estaria em trabalho de parto. E sim, o parto seria uma cesárea.

Após um longo estudo sobre partos, descobri que os normais são mais confortáveis e variam muito de gestante para gestante, de profissional para profissional. Algumas pessoas vão ter partos complicados, mas outras têm uma experiência incrível, além de evitarem sofrer a dor da cicatrização dos pontos de uma cesárea, ou uma violência obstétrica.

Contudo, no caso de homens grávidos, é um pouco difícil explicar, mas basicamente, não tínhamos uma vagina, muito menos o bebê sairia pelo ânus. Então, nossa única opção era uma cesárea e dessa forma seria. Mas estávamos satisfeitos e Soobin estaria ao meu lado o tempo inteiro, gravando e apoiando-me, mesmo que eu não pudesse vê-lo. Só esperava que o bonito não desmaiasse de emoção, o que era bem capaz de acontecer, como naquele momento, ao ele acordar, aparentemente levando alguns segundos para raciocinar aos meus chamados.

— Choi Soobin, caralho, merda, filho de um bom pai, idiota, estúpido, imbencil, bobão, sonso, acorda! Acorda! Acorda! Pelo amor, acorda! — eu gritava igual um louco, continuando a bater no alfa, que ao dirigir seu olhar para baixo, arregalou os olhos, rapidamente reagindo e levantando da cama.

— Jun, meu Deus! Temos que correr para o hospital! Cadê as bolsas? Onde estão as chaves do carro? Você precisa tomar banho? Quer comer algo antes? — disparou diversas perguntas, andando de um lado a outro, não me dando tempo de responder nenhuma, antes de sentir uma pontada na barriga.

— Soobin, por favor, só organiza as coisas. Eu vou descer — pedi, tentando levantar, porém quase caindo. Soobin ao ver isso, logo se aproximou, ajudando-me a sair dali e descer os degraus com cuidado, deixando-me sentado em um dos sofás. Como eu não queria sujar tanto o pano que o cobria, sentei na ponta, respirando fundo e concentrando minha mente em algo que não fosse a dor latente em meu ventre.

O maior não demorou mais que dez minutos para estar pronto e com as duas malas em mãos, mais as chaves do carro e da casa, nós saímos, seguindo apressados para o automóvel, o qual Soobin ligou na maior rapidez já vista por mim. Por acaso meu namorado era o Flash e eu não sabia?

O carro se deslocava veloz pelas ruas, mas ainda assim, aquela dor continuava e continuava, e eu só queria acalmá-la um pouco, então liguei o som do carro, passando algumas músicas com dificuldade pela posição, até chegar na que eu queria. Aquela melodia começou a tocar e tudo o que eu mais queria era ser agraciado com ela para sempre, uma vez que acompanhava aquele cantor há mais de quatro anos. Ele me tranquilizava de uma forma surreal, e tudo conseguiu melhorar no momento que Soobin começou a cantar junto, sua voz encaixando perfeitamente com a batida.

E foi dessa forma que chegamos ao hospital.

O obstetra que cuidaria do parto não seria Jungkook, mas sim um amigo próximo desse, Kim Taehyung, ou melhor, o marido do meu psicólogo, Hoseok. Havia conhecido o Kim uma semana antes e esse demonstrou ser um excelente profissional, além de atencioso e cuidadoso em seus trabalhos, sempre muito bem realizados. Estava ansioso, não mentiria, porém confiava em Jungkook e sabia que Soobin me protegeria de qualquer ocasião ruim.

Sorri pequeno antes de adentrar totalmente a área hospitalar, segurando fortemente a mão do meu alfa, enquanto esse equilibrava super bem uma bolsa no ombro — a de Seori, que não era de rodinhas —, sustentando a outra de rodinhas na mão livre e ainda me demonstrando apoio em seu agarre forte.

Como eu amava esse homem. Amava tanto, tanto. Seori tinha um pai incrível, e eu, um futuro marido incrível.

Ah, contei? Choi Soobin me pediu em noivado. Foi em um domingo, com nós dois deitados na cama, distraídos em nosso aconchego...

"— Bebê, 'tá tudo bem? — perguntei, estranhando as expressões estranhas que o alfa fazia. Ele já estava assim há alguns dias e eu realmente não sabia o que o atormentava tanto.

Mas sua resposta seguinte foi ainda mais estranha e inesperada:

— Eu quero te pedir algo, amor.

Sua feição era tão séria que me surpreendeu um pouco, mas tentei manter tranquilidade, sorrindo e fazendo um movimento com a cabeça, afirmando que ele poderia continuar.

— Bem, como falar isso? — Riu baixinho, e eu franzi as sobrancelhas, não entendendo onde ele queria chegar. — Olha como o dia 'tá lindo, bebê… Lindo como no primeiro dia que te vi, e isso foi há três anos. Faz tanto tempo que até posso estar errado. Mas mesmo que não consiga lembrar do período exato, eu lembro detalhadamente de todas as vezes em que te admirei e amei em segredo, ansioso, expectante, curioso por mais de você. Eu realmente não esperava que, um dia, estaríamos juntos, com você carregando um fruto de uma noite que deveria ser apenas isso, uma noite. Mas que passou disso e agora, pode se tornar uma eternidade… Mas isso depende de você…

Eu já tinha lágrimas despejando de meus olhos, finalmente compreendendo o que o maior dizia.

— Choi Yeonjun, quer casar comigo?"

Ah, mas eu chorei igual um condenado nesse dia. E é óbvio, não preciso nem dizer qual foi a minha resposta, pois claro que eu aceitei de coração aberto. Sempre foi uma das coisas mais esperadas e desejadas por mim, e poder realizá-la era tão gratificante, especialmente ao ser depois de já estar com minha pequena em meus cuidados.

Contudo, naquele instante, a única coisa que se passava pela minha mente era:

Por favor, sai logo de mim, garota!

De verdade, o tanto que eu amei estar grávido, o tanto que amei poder sentir seus chutes, o tanto que amei tê-la em minha barriga e o tanto que eu amei os momentos com aquela barrigona… todos passavam como um filme em minha mente, antes de me encontrar praticamente desmaiado sobre uma maca, sendo levado às pressas para a sala de parto. Enfim, não foram precisos mais que alguns poucos minutos para já estar dopado, só aguardando o doutor, que foi rápido em entrar ali e conversar um pouco comigo, explicando mais uma vez o processo e acalmando-me quanto aos riscos.

Soobin estava do meu lado, já com aquela roupa típica de quem está dentro de uma sala operatória, sorrindo abertamente para mim e deixando castos selos em meus lábios, bochechas e testa, acalentando ambas áreas com sua calorosa essência.

Eu estava no céu. Me sentia nas nuvens, cada vez mais aprofundado naquela macia sensação, naquele doce algodão… E tudo se tornou um borrão por minutos, por mais que minha mente estivesse presente ali o tempo todo.

Eu estava, por fim, pronto o suficiente para o início do parto.

[...]

Um choro alto e estrondoso foi ouvido por todos daquela sala, por mim, por Soobin, pelo doutor, pelos auxiliares. Todos nós escutamos com claridade como a minha pequena bebê chorava, sendo esse o seu primeiro contato com o mundo aqui fora. Então, o cordão umbilical foi cortado e Soobin, que permanecia ao meu lado, mas agora abraçando meus ombros, deixou as lágrimas rolarem soltas, juntamente a mim, que, cansado, soltei um último suspiro, dessa vez, não apenas de cansaço, como de alívio.

Tudo havia ocorrido bem.

O Kim se aproximou com minha neném em seus braços, mostrando-a rapidamente para mim e Soobin, pois precisava levá-la para limpeza.

Seu rostinho era precioso, suas bochechas volumosas, seus lábios finos como os de Soobin, e seus olhos castanhos e grandes como os meus. Ela era uma mistura adorável de nós dois, ao mesmo tempo que tinha uma marca própria, totalmente dela.

E ali estava, recém-nascida, nossa filha, Choi Seori.

Bem-vinda ao mundo, minha RiRi — sussurrei perto do seu rostinho, fazendo uma espécie de mágica ao vê-la abrir um sorriso banguelinha e parar de chorar por poucos segundos, até ser levada com pressa.

Eu e o alfa nos despedimos da pequena com palavras carinhosas e após, eu caí em um sono profundo, descansando depois de uma hora na sala de parto.

[...]

Acordei, provavelmente, umas duas horas depois, já limpo e trocado, visualizando de cara um Soobin sorridente ao meu lado, segurando um bolinho envolvido em uma manta rosada e amarelada com todo o cuidado do mundo. Era uma visão adoravelmente adorável.

— B-Binnie… — chamei, sentindo minha garganta seca, tendo rapidamente a visão do maior sobre mim. — Água…

Ele não demorou muito para pegar a jarra em cima da mesinha do lado da cama, logo enchendo um copo com a água dentro dessa, ainda segurando cautelosamente aquele montinho, o qual eu sabia bem o que era, e entregou-me o objeto. Logo bebi o líquido dali, refrescando minha garganta e sentindo-me revigorado.

Em seguida, deixei o objeto em cima da mesinha novamente, tomando o devido cuidado para não me esforçar tanto e acabar machucando minha cicatriz. Depois, vidrei meu olhar nas minhas duas maiores preciosidades, sorrindo feliz.

— Obrigado, amor — agradeci, me ajeitando melhor na cama. O sorriso do outro poderia rasgar sua face a qualquer momento.

— Você fez um ótimo trabalho, meu anjo — exclamou, observando-me com um carinho tão explícito que senti minhas orelhas queimarem. — Seori quer te ver…

Apertei os lábios, contendo as lágrimas que desejavam descer. Soobin aproximou-se ainda mais, curvando um pouco o corpo e me permitindo a visão completa do rostinho daquele serzinho minúsculo. Após, esticou os braços, entregando-me devagarinho a neném, a minha neném, a qual peguei cuidadosamente com todo o carinho do mundo, enrolando meus braços ao seu redor e encostando-a em meu peito. Balancei levemente seu corpinho e não sei ao certo por quantos minutos fiquei naquela posição, mimando-a e admirando-a com todo o meu ser.

E com aquele quentinho no coração, lembrei de quando, uma vez, quando era pequeno, disse para meu pai que não desejava ter filhos, pois crianças só faziam chorar.

Papai riu e respondeu: "— Querido, você vai entender em algum momento, mas mesmo com todos os problemas que um pai enfrenta com um filho, ele continua amando-o. Sabe o porquê? Porque o amor de um pai, de uma mãe, não acabam, pequeno. Sempre vamos cuidar daquilo que é extremamente valioso para nós."

Na época, eu era só uma criança, então não compreendi e só ri de suas palavras, chamando-o depois para brincar de pique-esconde. Mas naquele exato instante, olhando bem para o rosto da minha Seori, da minha filha, eu só poderia concordar com o meu pai.

Papai te ama, papai te cuida, meu bebê — murmurei, bem baixinho, apenas para ela escutar, assim como fazia quando ainda estava dentro de mim, e surtiu efeito, pois logo em seguida, suas pálpebras foram descolando-se e suas íris focando nas minhas, mantendo aquela conexão única ali.

Um sorriso sapeca brotou e finalmente pude notar suas adoráveis covinhas, iguais as de Soobin.

— Olha, amor, ela tem covinhas como você — comentei, e o maior, que estava mexendo no celular, se voltou para mim, logo observando a pequena e sorrindo grandioso.

— É verdade. — Sentado junto a mim, esticou a mão, até um de seus dedos afundar na covinha direita de Seori, provocando-lhe um riso fofo. Nós dois nos derretemos.

Contudo, de repente, a porta abriu-se em um estrondo, assustando-nos e despertando o instinto protetor em mim e Soobin, ao que eu abracei Seori, e o alfa nos abraçou, analisando quem surgiria ali.

Porém, felizmente, três presenças conhecidas adentraram o local.

— Cadê minha netinha, filho? Deixa eu ver ela! — mamãe pediu, mais para suplicou, assim que chegou próxima a maca.

— Opa, tia, eu também quero ver minha sobrinha! — quem falou dessa vez, foi Beomgyu, cruzando os braços e franzindo o cenho.

— Mas ela é minha neta!

— E minha sobrinha de consideração!

No entanto, enquanto os dois brigavam, HueningKai foi mais rápido e aproximou-se sorrateiramente, com uma curiosidade e alegria estampadas em sua face.

— Como você está, Yeon? — perguntou, sorridente, e eu sorri de volta, balançando a cabeça positivamente. — E a bebê, está bem? — Seu tom mudou, aparentando um pouco mais de preocupação.

— Não precisa se preocupar, Kai, estamos bem.

Assim, tranquilizei-o e nossa tarde seguiu. Todos tiveram oportunidade de carregar Seori — incluindo Yebin, Seojun, Wooyoung e San, que entraram depois — no colo, mimá-la e apreciá-la, sempre afirmando o mesmo: "Ela parece a mescla de vocês dois", no caso, eu e Soobin.

No entanto, logo a noite chegou, e Soobin teve de voltar para casa, pois como combinado, quem ficaria comigo era mamãe. Eu estava exausto, já havia tomado banho, me limpado e passado pelos exames necessários, então só precisava descansar do dia cansativo. Seori já deveria estar no quinto sono na área dos bebês, enquanto mamãe tinha saído para tomar um café e espairecer.

Com isso, aproveitei para refletir um pouco também. Duas coisas importantes após o nascimento de uma criança: seu registro — o que faríamos assim que saíssemos do hospital — e a amamentação. Do que eu tinha mais medo? O último tópico, claro. Era um pouquinho assustador pensar em meus mamilos inchados e vazando leite, mas era uma experiência que eu queria ter, além de confortar Seori.

E pensando nisso, dormi. Dessa vez, sonhei com dois rostinhos, um era de Seori, o outro, também de um bebê… Mas estava tão borrado...

Porém, logo Soobin apareceu e eu voltei a relaxar, aprofundado-me em sonhos doces como algodão doce.

[...]

Dois dias descansando ali, com mamãe cuidando de mim e instruindo-me em muitas atividades, tendo visitas frequentes dos meus amigos e do meu namorado, e claro, apreciando minha bebê com tudo de mim. Já havia dado banho nela, trocado sua fralda e botado-a para dormir.

Só que, falando assim, parece até que foram as coisas mais fáceis do mundo.

Mas não, foram bem difíceis, principalmente pela dor dos pontos abaixo da minha barriga, mais do que eu imaginava. Entretanto, tanto mamãe quanto Soobin, e às vezes Beomgyu, me ajudaram e foram os melhores auxiliares do mundo! Enfim, finalmente estávamos voltando para casa, após registrarmos nossa pequena e revisado todos os exames necessários com os médicos, os quais, tanto o Jeon quanto o Kim, estavam morrendo de amores por Seori. Era divertido vê-los conversando com ela e fazendo caretas, arrancando boas gargalhadas da bebê. Seori era animada, risonha e fofa, uma perfeita sintonia de amor.

Além do mais, naquele dia, estava bastante dorminhoca, o que nos possibilitava alguns minutos de descanso. Era incrível ser pai, experimentar tantas emoções novas, porém, também era exaustivo, deixando-nos em extremo cansaço.

E já podíamos dizer isso estando há quatro dias com nossa neném, nascida de 50 centímetros e 3.255 gramas, uma bebê extremamente graciosa e saudável, porém manhosa quando dava-lhe na telha.

Enfim, chegamos em casa e arrumamos as coisas da bebê de volta em seu lugar. Mamãe tinha lavado suas roupinhas sujas, então tudo se encontrava limpo, assim como as roupas que eu usei. Por fim, colocamos ela no berço e a deixamos dormir, uma vez que aparentava um sono profundo. Em seguida, saímos do quarto em passos silenciosos, indo até o nosso quarto e nos jogando no colchão acolchoado, em conchinha, comigo sendo a conchinha menor daquela vez, por conta da minha barriga, ainda inchada e sensível.

— Estava com saudades daqui, sabia? — comentei de repente, ouvindo um murmurar afirmativo do alfa, ao que sentia seu nariz em minhas costas, inspirando meu cheiro. — De você também…

— Também estava com muita saudade de ti, amor — falou, colando seu torso ainda mais em mim.

— Então, quer tomar um banho comigo? — indaguei, levantando e tirando o casaco de Soobin que levava por cima da camisa. — Quero uma massagem. Depois a gente pode deitar mais um pouquinho e comer alguma coisa, até a hora da neném acordar.

— Vejo como uma ótima sugestão. Vamos, bebê. — Levantou também, passando direto por mim, mas não sem antes deixar seu típico tapa estalado em minha bunda, correndo para fora do quarto aos risos.

— Seu idiota! Sua filha está no quarto ao lado! — gritei, saindo atrás de si, evitando correr, mas seguindo-o preparado para lhe devolver o tapa.

No final, acabamos nus dentro do box, com a água do chuveiro caindo sobre nossas cabeças enquanto nos beijávamos, ao mesmo tempo que eu tentava batê-lo, mas ele segurava meus braços, envolvidos em nossa própria bolha de melosidade. Contudo, não demorou tanto, pois ainda tínhamos uma criança para cuidar, então terminamos o banho, nos arrumamos e descemos em direção a cozinha. Só preparamos alguns sanduíches, já que havíamos almoçado no hospital mesmo, e ficamos um tempinho na sala, abraçados, assistindo a um programa de variedades.

Então, quando menos se esperava, o característico choro de bebê ecoou pelas paredes. Nos olhamos e sorrimos cansados.

— Eu vou — disse, eu acatei e após alguns segundos, ele voltou com Seori, já calma e rindo até do teto.

Tão lindinha.

Como odiar uma criaturinha dessa?

— Acho que ela quer comer — falou, me entregando o montinho coberto por um macacão de girafinhas e uma manta azul clara.

Confirmei com um aceno a sua hipótese, e passei o dedo por cima do narizinho da menor, proporcionando um sorriso aberto por parte dela. Sorri de volta.

— Então eu vou amamentá-la, Binnie.

— Ok, Junnie. Vou pegar o lenço. — Logo saiu dali, indo em busca do pano que servia para cobrir o peito e o rosto do bebê ao alimentar em público, e também para limpar os resquícios de leite que ficam.

Outro problema no mundo dos papais e mamães que amamentam: ter que cobrir o próprio peito em público, pois alguns seres podem se "excitar" ao ver um pai ou mãe amamentando.

Que nojo. Apenas nojo. Poxa, tinha que cobrir o rosto da minha filha e o meu próprio corpo para não lidar com idiotas? Por que eu tinha que fazer isso, e não eles serem expulsos do local? Sociedade antiquada e sem noção. Pelo menos, esperava não ter que enfrentar algum babaca por aí, quando tivesse de alimentá-la em lugares públicos.

Mas logo saí dos meus pensamentos, ao que Soobin sentou-se do meu lado, me dando o lenço e sorrindo aberto para mim, confortando meu coração.

— Eu estou aqui, só me chamar. Você consegue, ok? Eu só vou subir por uns minutos para organizar algumas coisas do trabalho, mas já volto — explicou, deixando um selo em minha testa e, em seguida, sumindo entre as escadas.

Suspirei, engolindo em seco e respirando fundo. Eu precisava de coragem, de ânimo, e as palavras do maior ajudaram bastante, porém, o que melhor funcionou foi a carinha calma e ao mesmo tempo risonha de Seori, me olhando como se eu fosse a maior obra de arte do mundo. E talvez, para os bebês, os pais fossem isso mesmo.

Por fim, levantei um pouco mais a blusa — o mamilo automaticamente enrijecendo pelo frio da tarde —, fiquei em uma posição mais confortável e aproximei a bebê da parte direita, onde o mamilo já vazava um pouco de leite. Sua boquinha abocanhou meu mamilo e começou a chupar. Uma dor aguda passou por mim ao sentir o contato frio, mas nada que não desse para aguentar.

Amamentar doía, principalmente para aquelas crianças que já possuem dentinhos e acabam mordendo os seios de suas mães ou os peitos de seus pais, mas era um momento mágico, só entre você e o bebê, onde sentia-se tão bem em poder estar alimentando-o, cuidando para que não ficasse com fome… Era íntimo.

E o que eu mais queria era poder ser um bom papai para Seori, assim como meu pai foi um dia para mim.

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