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Bem vinda a Corte Dos Pesadelos



Zendaya Taflenni 



As lembranças quentes e fervorosas ainda permanecem em minha mente. Seus dedos escorrendo pela minha pele, o toque frio como a morte de seus lábios em meu pescoço. Seus nojentos suspiros de prazer enquanto rasgava minha pele cada vez mais fundo dentro de mim, o sorriso satisfeito deles ao meu redor, famintos pelo que ainda restava de minha humanidade.

Eu ainda lembro disso todas as vezes que fecho meus olhos, como se eles ainda estivessem lá.

A neve abaixo do solar de minhas botas de couro de ovelha quebravam como isopor velho conforme eu caminhava, ainda podia ouvir o eco do estalar das madeiras dos casebres ressoar em minha mente, numa dança harmoniosa com a melodia suave e hipnótica dos instrumentos daquelas bestas asquerosas de pele azul-verde pálido. Estou viva e longe o suficiente para me libertar da influência dos Iphinozoanos, mas o preço por isso foi a escravização das ninfas, sátiros e de minha amada irmã Anika.

Eridanus não é mais minha terra agora, na verdade quando se nasce impura como eu, nenhum lugar é seu lar se verdade, ainda sim a dor de vê-lo sucumbir às chamas foi aterrador.

Sob os tímidos raios solares por entre os galhos ossudos e cinzentos daquele bosque, se mostrou a Corte de Cysgodion. O céu escuro como a alma dos habitantes ali, parecia uma enorme e cintilante galáxia, onde, mesmo cedo ele é de um negro azulado com tons salpicados de roxo e repleto de estrelas, o chão terroso escondido sobre os flocos delicados era ladrilhado de pedras Ônix e calcário que se estendia por toda a região em caminhos diversos, tais como um labirinto traiçoeiro. Os vários e altos carvalhos seguiam a extensão das calçadas pelas laterais dos casebres, bordéis e tabernas. A magia que pulsa viva e abundante me lembra a de Eridanus, porém havia nesta algo mais sombrio e tentador.

Tornei a caminhar seguindo o soar alto de metal, parecia estar havendo uma luta ali, arrumei melhor meu capuz, eu estaria perdida se alguém me reconhecesse pelas madeixas esverdeadas de meus cabelos, todas as Ninfas nascem com cabelos diferenciados, e runas na altura dos olhos e sobrancelhas, já eu sou um caso a parte por não ter nascido pura, não possuo runa alguma e geralmente recebo olhares tortos.

Adentrei no meio daquele mar de pessoas, minha curiosidade era igual pólvora em busca de incêndio. No ar eu o vi, o ser alto, de corpo musculoso dentro daquela armadura cinzenta de adamantiu, os longos cabelos prateados ondulavam no ar como um fantasma, olhos ardentes num vivido escarlate, orelhas pontudas e um sorriso convencido. Ele parou com maestria no chão e avançou numa rapidez impressionante contra a oponente. Aqui e entre os Seis Reinos do continente de Heavenly, eles eram conhecidos como Zicardhianos, uma raça cruel e feroz de Elfos mágicos.

As lâminas frias se chocaram novamente, altas e elétricas como um raio, uma rajada de berros entusiasmados tomaram o lugar, o Zicardhiano lutava injustamente com uma Kalitch, uma Fada. Ele a chutou a fazendo perder o equilíbrio e cair, os olhos dela estavam úmidos pelas lágrimas, seu corpo repleto de cortes e sangue tremia violentamente pelo pânico, a ponta afiada da lâmina do adversário foi posta na frente da garganta dela.

— Parece que isso acaba aqui. — Os olhos dele mostravam um brilho de diversão.

Cerrei meus punhos em meio a indignação de ver aquelas pessoas paradas, aplaudindo a carnificina. Seria medo dele? Não, ele estava sozinho. Varri meus olhos por entre as multidão, eu estava enganada, mais a frente, a cima dos galhos estavam mais dois, observando a luta.

— Por favor.... — Ela Sussurrou em meio aos soluços — Por favor, deixe minha filha. — Berrou com lágrimas caindo como cachoeira dos seus olhos.

— Você conhece as regras aqui — Cuspiu com escárnio embainhando a espada — Sua filha agora é e sempre será uma Slaven.

— NÃO! POR FAVOR! — a Kalitch se agarrou nas pernas dele — Deixe-me ir no lugar dela! É só uma adolescente ainda! ---- Suplicou com o queixo tremendo.

O Zicardhiano o chutou como se ela fosse um lixo.

— Kalitch imunda! — Rosnou entre seus dentes brancos, a pegou pelo pescoço de forma bruta e suspendeu seu corpo ---- De se por satisfeita por eu não a mata-la aqui — E então soltou, o corpo dela caiu, em um som oco e seco.

Precisei de um enorme esforço físico para não perfurar o corpo dele com espinhos, o tipo de atenção que eu atrairia se fizesse isso agora não seria boa.

Virei as costas e sai dali o mais rápido que pude, já tinha problemas demais para querer me envolver com mais um. Todavia ver idiotas como ele tirando proveito de quem não pode contratar deixa meu sangue borbulhando. A magia que corre em minhas veias estava no limite, eu não parei de andar desde que consegui fugir, meu corpo estava exausto e minhas pernas pareciam pedras de tão pesadas.

Porventura um cheiro delicioso rodopiou ao meu redor, fui puxada por ele como um ímã até uma taberna, onde vi um Elférico se deliciar em uma gorda e suculenta coxa de alguma ave qualquer, senti minha boca salivar com o molho que escorria pela lateral da boca dele até descer por sua garganta, onde uma veia pulsava atrativa, não só isso mas também com o cheiro de pão recém saído do forno e torta de franboesa.

Levei um esbarrão de um babaca por não me dar conta de estar parada na frente da porta.

— Ei! Você! — Ouvi um assobio — Vem cá, sente-se.

Olhei o que sereia a dona dali, fui até ela desconfiada e me sentei na bancada de madeira.

— Está com fome, não está? — Meu estômago roncou em resposta, ela sorriu docemente —Espere um pouco, eu volto já!

A mulher de pele cor de cacau e face jovial com olhos violetas, sumiu após passar por um vão. O lugar possuía bastante pessoas, não havia sinal de Zicardhianos com suas Slaven's, ninfas acorrentadas no pescoço, fadadas a servirem aos caprichos deles até sua morte, e pensar que já fomos uma raça tão respeitada e venerada por aqui. A decoração era rústica e simples, com algumas plantas e bichos empalhados, mesas e bancos de madeira vitoriana.

Um refúgio talvez, para o que estava lá fora.

Não demorou muito para a mulher voltar com um pão tostadinho, um pedaço de torta e chá. Colocados no balcão entre nós.

— Para você. — Informou com a voz suave — Pode comer, você deve ter vindo de muito longe.

Não pensei muito e me deliciei com aquele manjar, era isso ou desmaiar de fome.

— Aqui não é Cysgodion? — Questiono com a boca cheia de torta.

— Sim! Por que?

— Pensei que esse fosse o reino dos Voodg. Mas não vi nenhum desde que cheguei.

— Já não é a um bom tempo. — Rebateu com saudade na voz.

Ergui uma sobrancelha terminando de engolir.

— Faz alguns anos desde que os Voodg foram expulsos por esses demônios de cabelos brancos. — Fez uma cara de desgosto. — Alguns estão presos no castelo, é o que as mas línguas dizem.

Abaixei meu olhar para o copo de chá na minha frente. Merda! Se isso for verdade minha vinda aqui foi em vão. Por algum motivo Anika acreditava num guerreiro que morava nestas terras, um Voodg de sangue impuro assim como eu, claramente eu achava isso uma tolice, mas o brilho nos olhos dela sempre que falava o nome dele, do guerreiro que já ganhou mais batalhas do que se era possível contar, aquele que derrotou centenas e prendeu dezenas de Iphinozoanos praticamente sozinho, minha irmã é uma tola, mas as palavras dela ainda dançavam em minha mente.

Ache-o Daya, Ele Vai salvar a todos nós.

Trinquei o maxilar. Acatei o pedido dela, sua única esperança de algum dia ser libertada. A culpa me coroe como ácido por todo o meu corpo, devia ter sido eu a ir e não ela.

— Alguns? E quanto aos outros?

Ela deu de ombros.

— A maioria mortos nas guerras, e outros, bem, se refugiaram no reino Etéreo.

— Até mesmo os Paladinos?

Seus olhos foram tomado por um brilho escuro de tristeza, ela afirmou com um som anasalado.

— Algum motivo especial para querer tanto saber deles?

Engoli a seco, apesar dela parecer gentil, sair assim confiando em estranhos não faz bem o meu estilo.

— Minha irmã gostava das histórias dos grandes guerreiros Elficos, e eu quis vir ver. Mas acho que cheguei em um momento ruim. — Sorri amarelo.

Peguei minha bolsa de pele e retirei dela três valetes de ouro colocando ao lado dos pratos.

— Acho que isso dá.

— Não precisa me pagar, você estava precisando disso, e apesar da maioria aqui ter sucumbido ao medo e a ganância. Ser bom é um diferencial. — Deu uma piscadela amistosa recolhendo os pratos.

Fiquei sem reação por alguns segundos, até ver pelo canto esquerdo do meu olho uma mão, segurei o pulso o torcendo ouvindo o homem gemer de dor.

— Pretendia me roubar? — O fitei de frente agora

— Perdão, pensei que eram minhas. — Riu dolorido.

O soltei vendo ele se afastar alisando o pulso. Ela não mentiu quando falou de ganância, guardei o dinheiro e apoiei meus braços na bancada fria de madeira.

— Aquela prostituta teve o que merecia por ter se metido com eles. — Aquelas palavras atraíram minha atenção.

— Eu ainda acho horrível termos nós rebaixado a meros peões nos jogos deles. — Um outro Sussurrou.

Mordi minha língua para não xingar um palavrão.

— A culpa foi daquele bastardo por ter perdido a guerra! Estamos nessa situação por conta dele. — Retorquiu o primeiro, ele era um draconiano.

— Sim, verdade! Se não fosse por ele, esses Zicardhianos não estavam no comando. — Soluçou outro draconiano.

— Shiiii! Fale baixo seu idiota, eles podem nos ouvir.

Me levantei e fui até a mesa onde eles estavam, todos os três olharam para mim.

— De quem vocês estavam falando? — Indago impaciente.

Os três se entre olharam, logo em seguida me fitaram com curiosidade e cinismo.

— E quem é você para se intrometer na nossa conversa?

— Respondam a pergunta. — Ordeno secamente.

Eles riram. Senti meu sangue ferver novamente.

Respira, respira Zendaya, não perca o controle. Não aqui.

Repeti isso internamente na tentativa de me acalmar.

— Olhe só Calíope, a garotinha está impaciente. — Soluçou ele.

Sorri amarelo para ele, o peguei pema gola da camiseta de algodão, joguei seu corpo de costas na mesa fazendo os talheres tilintaram e cair no chão se espatifando, um dos cacos me serviu para eu colocar próximo ao pescoço dele. Ouvi ofegos de surpresa vindo dos outros dois.

— Que tal me responder agora?

— T-Tudo bem! Ele é o Voodg da rainha! Na última guerra acabou perdendo para os Zicardhianos.

— Onde eu acho ele?

— Você não vai achar ele. — Olhei para o outro draconiano, em pé — Porque ele morreu.

Senti todo o ar sair dos meus pulmões, ouvir aquelas palavras foi como se mil facas tivessem atingido meu coração. Minha única esperança de resgatar minha irmã estava morta? Não podia ser verdade, precisava ser mentira. Merda!

Soltei ele e me afastei zonza.

— Você amassou toda minha blusa sua vadia. — Vociferou se levantando e passando a mão no tecido amarrotado. — Eu devia....

— Devia o que, Felix? — Indagou seria a mulher que me serviu comida — Da minha taberna pra dentro, sou eu quem manda, e se você arrumar briga aqui, pode acreditar que eu vou ser a primeira a chutar essa sua bunda magra até o bosque do homem morto.

Félix a fitou com puro ódio queimando em suas íris, cujas agora pareciam as de dragão, com uma fenda e escamas a baixo das pálpebras inferiores, o mesmo olhar dele foi dirigido a mim, senti minha pele queimar.

— Não vai ter tanta sorte assim da próxima vez, vadia. — Garantiu — Vamos embora daqui.

Os três saíram, eu já estava acostumada a receber ameaças assim, então foi apenas mais uma para a minha lista. Todos os outros seres ali estavam cochichando e olhando para o que acabara de acontecer.

Suspirei. Não era isso o que eu queria por agora.

— Não se preocupe com ele, aquele ali late mas não morde. — Sorriu amigável. — Você é bem durona para uma garota baixinha.

Coloquei a mão na cintura e a encarei.

— Me desculpe pela bagunça, eu vou pagar tudo.

— Não ligue para isso. FELCAN! FELCAN SEU INUTIL VENHA CA! — Berrou — E vocês aí, tão olhando o que? Até parece que nunca viram uma briga, eu hein!

As pessoas ali desviaram o olhar. Um rapaz de pele café com leite, com cabelos escuros como o fundo de um buraco negro e olhos num violeta sobrenatural, parou ao lado da mulher, ele não era tão alto quando os Elféricos.

— O que foi agora?

— Serviço pra você! Vai agora limpar isso.

— Fala sério! De novo briga aqui? Desse jeito é melhor fazer uma arena de luta, ao invez de uma taberna. — Havia um toque de cinismo na voz dele enquanto foi pegar os materiais para limpar.

Mal cheguei aqui e já causei esse problema, talvez as pessoas da aldeia estivessem certas, os problemas me perseguem como um karma. Me virei para sair dali antes que mais alguma coisa acontecesse, porém fui parada por ela.

— Onde vai?

— Aqueles idiotas disseram que Serban está morto, eu não acredito até ver o corpo dele.

Ela arregalou os olhos.

— Já faz mais de um século, nem deve existir mais o corpo dele.

Mordisquei meu lábio, as coisas só pioram. Não tenho escolha se não achar o pergaminho negro, ele está nessa cidade também, em algum lugar. Serban é o único que sabe a localização exata dele, mas se ele está mesmo morto, então terei que fazer isso sozinha.

— Olha, você tem lugar para ficar?

Neguei com a cabeça.

— Posso lhe ceder um quarto em minha casa, era para ser da minha filha mas; — Hesitou, sem conseguir terminar — bem, é simples, caso queira.

— É muita gentileza sua, eu vou querer sim. — Sorri agradecida. 

O rosto dela se iluminou.

— Perfeito! Eu me chamo Saphike Tyverskaya, e aquele é meu filho, Felcan. — Apontou para o garoto varrendo os cacos de vidro.

— Sou Zendaya Taflenni. Se não se importar, eu gostaria de ajudar para pagar por minha hospedagem. — Barganho com firmeza.

Ela toca o queixo pensativa. Saphike era bonita, os lisos cacheados negros eram longos até os seios e raspados na lateral direita, possuia quadris largos por baixo daquele vestido vinho curto até o quadril num couro aparentemente resistente, com forro cinza ao longo do tronco em camadas inferiores próximo ao quadril, curtas mangas. Calças que se estendiam ao longo dos joelhos na cor cinza fosco e botas de inverno com pele de urso. Todos tinham o mesmo tipo de roupa paladina, alternado as cores, como as de Felcan, que eram pretas com tons escuros de azuis, exceto os Zicardhianos, a armadura deles era complexa.

— Se é assim que quer, então tudo bem.

Saphike virou de costas e foi atender uma mulher, pelo balançar de seus longos cabelos castanhos, eu pude ver uma cicatriz terrível no meio de suas costas, onde saia suas asas. Foram arrancadas de forma brutal e dolorosa, a maio humilhação para está espécie. Respirei fundo, usei um pouco de magia contida em meu cristal no pescoço para camuflar minhas características de ninfa, com isso pude retirar meu capuz e o longo casaco de couro que me cobria, amarrei ele na cintura do meu vestido surrado de cor verde musgo, peguei um pano e comecei a limpar as mesas.

— Oi. — O ouvi se aproximar. — Se precisar de qualquer ajuda, pode me chamar.

— Obrigada, Am, Felcan, certo? Eu sou meio ruim com nomes. — Falei envergonhada.

— Você acertou. Não é costume termos forasteiros por essa região. Geralmente eles migram para os outros reinos.

— Pelo que eu vi hoje no caminho para cá, não dá para discordar dessa decisão. — Esfreguei uma mancha de cerveja da madeira — As pessoas se acostumaram com isso?

— Não! — A voz dele era aveludada — Na verdade a maioria delas aqui tem medo deles, e com razão.

Bufei mentalmente.

Zicardhianos se aproveitando da fraqueza e medo da população para terem poder, não são tão diferentes das bestas que tomaram minha audeia.

— Pensei que só Eridanus tinha perecido pela espada do inimigo. — Sussurrei mais para mim do que para ele.

— O que?

— Nada não Felcan. — O fitei sem parecer rude — Já terminei aqui, vou ver se sua mãe precisa de ajuda.

Sai dali. Trabalhar em uma taberna não era bem o que eu esperava quando pensei em vir para Cysgodion, mas já é alguma coisa, aqui é um bom lugar para se obter informações sobre tudo o que acontece neste Reinado, lugares como este tem informações valiosas.



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Zendaya 


Saphike 


Felcan 

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