Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

(XXII) O príncipe azul

(Jeongguk POV)

🐇🐤


Encarar o teto do quarto dos meus irmãos cheio de adesivos fluorescentes da Turma da Mônica (que me deu um trabalhão para pregar) fazia um sorriso sereno aparecer no meu rosto.

Eles tinham cheirinho de Johnson's Baby depois do banho e seus corpinhos quentinhos se deitaram grudados no meu. As mãos de Nayeon na minha bochecha e os cabelos de tigelinha de Yugyeom fazendo cosquinhas no meu pescoço.

Ultimamente, chegar do trabalho e me deitar com meus irmãos era a única coisa que me fazia dormir. Eles tinham as próprias camas, é claro, mas nos últimos dias se acostumaram a empurrar os colchãozinhos para o chão, a fim de me caber no meio.

— Eu posso escolher meu príncipe dessa vez? Pra história? —  Nayeon levantou a cabeça, os olhinhos brilhantes no escuro.

— Okay, dessa vez pode.

— Então eu quero também! —  Yugyeom protestou, mesmo com a voz embargada de sono estava pronto para arrumar briga.

— Tudo bem, os dois podem escolher — cedi, puxando a coberta para nos embrulhar melhor.

— Eu quero que a minha princesa seja a Lisa!

Sorri, pensando no que Yoongi acharia dessa escolha de Yugyeom.

—  E você, Na?

—  O meu príncipe vai ser o bluezinho...

—  O QUE? —  Arregalei os olhos, recebendo o olhar alarmado dos meus irmãos. — O que? —  repeti baixinho. —  Você sabe de quem é esse apelido?

—  Do seu namorado azul, ué.

Olhei Nayeon com uma carranca e ela encheu os olhos d'água, estava em uma fase que tudo que eu dissesse a fazia chorar copiosamente, e me abraçou mais forte.

—  Desculpa, Ggukie! Você vive chamando ele de bluezinho, eu não sabia que ele não gostava!

A abracei de volta, um pouco culpado pela cena.

— Não é isso... na verdade, Jimin gosta muito do apelido e vai gostar de saber que você escolheu ele como príncipe.

Ela sorriu sapeca, limpando as lágrimas de crocodilo na minha blusa de pijama. Yugyeom, que até então reinava quietinho, apenas ouvindo tudo ou já cansado demais pelo sono, se intrometeu na conversa.

—  O bluezinho é o príncipe do Ggukie. Você vai ter que pedir ele emprestado.

Irmãos... como eu começo a explicar meus irmãos?

— Quer saber? Vamos começar essa história logo, vocês precisam dormir. —  Apertei os dois contra mim. Eles se alinharam, as mãozinhas agora agarradas na minha blusa e Yugyeom, um pouco mais folgado, com as perninhas em cima da minha barriga.

— Era uma vez uma princesa muito, muito bonita, chamada Lalisa. Ela era forte e esperta, mas tinha um forte em se apaixonar por bobos da corte de cabelos verde. —  Yugyeom fez uma careta com a fala. —  Ela morava em um castelo de diamante...

—  Igualzinho o da Barbieee —  Nayeon comentou baixinho, admirada.

— Exato. E tinha também esse príncipe... príncipe Jimin, que era um baixinho marrento e... e esnobe. Ruivo, mas não se contentando com isso preferiu imitar um camponês de um reino distante, muito mais bonito e inteligente que ele... e que gostava de azul também. Então o príncipe Jimin virou o príncipe azul. Mas o príncipe azul-copião-bonitão-Jimin era muito obstinado, e prometendo conquistar o coração do capitão...

— Capitão? —  Yugyeom perguntou, confuso.

—  Er... da princesa Nayeon!

—  Melhor. —  Minha irmã concordou.

— Continuando, ele tramou um plano maléfico contra esse camponês do reino tão-tão distante, roubando o coração dele e depois deixando-o em frangalhos... —  funguei, sentindo as lágrimas acumularem na beirada dos olhos, porque eu era muito intenso quando contava histórias infantis. — Esse camponês do reino tão-tão distante deu tudo pro príncipe azul, seu coração, sua primeira vez, sua bund... quer dizer... boca.

—  O que é primeira vez? — Yugyeom se remexeu.

— Não gostei dessa história. —  Nayeon concluiu. —  Você ia dizer bunda?

—  Vocês não estão colaborando!

— Ggukie, você é que não tá! —  Nayeon se sentou em posição de índio e cruzou os braços. Seu pijama todo amassado pelo corpinho infantil e o rosto emburrado no escuro. — Você precisa contar uma história decente antes de partir!

Rolei os olhos, me sentando. Yugyeom bufou, se sentando também, um pouco atordoado pelo sono e cansado do falatório meu e de Nayeon, seus olhinhos eram tão pequenos que pareciam dois risquinhos e tinha baba do lado da boca.

—  Eu já expliquei pra vocês, eu não vou embora assim, da noite pro dia!

A pior coisa que decidi fazer foi contar aos meus irmãos que iria ir embora. Não que fosse 100% decidido, mas eu queria, queria muito. Havia três dias que eu estava com as cartas de admissão das faculdades que passei guardadas ainda no lacre debaixo do travesseiro, com medo de abrir e ver o resultado.

Era um sonho querer fazer faculdade, foi por isso que fiz inscrição para a Saint School primeiramente, para ter melhores oportunidades. Acontece que, foi agora que percebi que era só isso, um sonho.

A primeira admissão foi em Seul, onde eu realmente queria ir. Mas ficava longe de Busan, longe o suficiente para não ter como trabalhar na loja de conveniência.

A segunda? Daegu. Yoongi me disse que a única coisa boa que aconteceu naquela cidade foi o nascimento dele.

A terceira opção? HongKong, isso mesmo, na China. Tudo bem, era um puta privilégio ganhar um intercâmbio para fora do país, mas parecia utópico demais. Todas elas pareciam.

Conversar com os meus pais e ter a resposta positiva deles para entrar na universidade de Seul foi um alívio nem tão alívio assim, já que eles não falariam a verdade, se minha ida os impactam ou não. Já meus irmãos, depois que souberam, começaram fielmente a acreditar que eu iria sumir em um piscar de olhos. Talvez seja por isso que aguentam minhas histórias horríveis e dormem tão grudados em mim.

Não seria uma péssima ideia se eu fosse para Seul em um passe de mágica, deixar todos os problemas aqui e recomeçar. E quando digo “problemas” quero dizer Jimin, que é só um, mas preenche a cota de muitos. No fim, respirei fundo, cansado de tê-lo em meus pensamentos mesmo quando não deveria estar e deitei meus irmãos novamente.

— Prometo contar uma história boa dessa vez. — Sorri, e eles sorriram de volta, dentinhos faltando e bochechas grandes. — Era uma vez dois príncipes, eles se odiavam… ou achavam que se odiavam...

Fechei a porta do quarto devagarinho, observando-os dormir calmamente. Essa noite em específico algo atazanava minha cabeça e não me deixava descansar de jeito nenhum, preferi não importuná-los, pois ficaria inquieto e me remexendo até acordá-los sem querer.

E minha cama sentia a minha falta.

Será que Jimin sentia também?

Assim que levantei os olhos, tomei um susto ao ver meus pais na porta do meu quarto. Os dois, me encarando no escuro como dois fantasminhas. Aparentemente, não era só eu com insônia.

— Algum problema? — cochichei.

Eles se entreolharam, sem saber como responder, até meu pai tomar a frente.

— Jeongguk, precisamos conversar.

Meu amigo, se você é hetero, temo lhe informar que você nunca vai saber como essa pequena frase, que não parece nada perigosa, pode gelar a espinha de um LGBT. Minhas pernas tremelicaram, comecei a suar frio e o barulho do meu coração era tão alto que achei que meus pais também ouviam. Não sei como arrumei coragem para ir até eles, mas quando percebi já estava dentro do quarto, sentado na minha cama com os olhos baixos, igualzinho quando era criança e era pego fazendo bagunça.

Meus ombros estavam encolhidos e só percebi isso quando meu pai passou a mão por eles, e me encolhi ainda mais, obrigando-me a olhar para cima, para os dois, que me fitavam com um olhar difícil de decifrar.

Minha mãe não sabia o que fazer com as mãos, alisava a camisola com elas. Sentou ao meu lado na cama e fez um carinho rápido nos meus cabelos, depois nas minhas bochechas e sua respiração era tão rápida quanto a minha. Éramos parecidos em muitas coisas, o formato dos olhos, os dentes da frente que Jimin vivia comparando com os de um coelho e, principalmente, em perseverança. Mesmo que o tempo não tenha sido bom com ela e minha mãe pareça mais velha do que realmente é, ela ainda conseguia ser obstinada e amorosa, ainda faria tudo por nós.

Acho que puxei o orgulho do meu pai, ele é um homem forte que agora se senta à minha frente, os olhos semicerrados como se quisesse ver algo em mim que não tinha notado antes. Ele é prático, tem mãos calejadas e de muitas maneiras me vejo nele, desde a dificuldade de perceber quando alguém gosta de mim — mamãe fala que teve que literalmente escrever que gostava dele, para que meu pai enfim entendesse — até a mania de mexer a língua dentro da boca quando está com ciúmes.

— Quando você estava trabalhando durante a semana, um menino sempre aparecia aqui para te ver. — Ele começou e eu me afundei ainda mais na cama. “É agora” pensei, relutante. — No começo a gente pensou que fosse um amiguinho lá da sua escola, sabe, agora que vocês se formaram não podem se ver todos os dias. Mas com o passar dos dias ele começou a ser persistente demais.

Uma pausa mais longa do que eu gostaria, se estendeu. Eu não conseguia me mover, estava com o cu na mão e, mesmo se quisesse falar alguma coisa, minha voz tinha sumido. Eu só conseguia encarar o chão do quarto com medo demais de ver o tipo de olhar que meus pais me davam.

— Ele gosta muito de você, não é? — Minha mãe recomeçou. — Dava pra perceber. Ele entrou a última vez, pediu água e gosta muito da galinha de cerâmica na mesa da cozinha.

Eu ri, foi então que percebi que chorava também. Minhas mãos trêmulas foram apertadas com força pela minha mãe.

— Quando ele foi embora… — ela respirou fundo e disse de uma vez. —  Nayeon contou que ele é o seu namorado azul.

Fechei os olhos com força, o silêncio foi tanto que pensei ter parado no tempo. Eu não me mexia, meus pais não se mexiam, nós três parecíamos esperar alguma conclusão estranha, a fita ser rebobinada novamente ou uma palavra mágica ser dita, como nos desenhos dos pequenos.

— Ele era o meu namorado azul — falei baixinho, em meio às lágrimas.

Não sei como consegui arrumar forças para encará-los de cabeça erguida, minha mãe maneou devagar, como se já soubesse, meu pai passou a mão pelo rosto, relutante.

— Mas e a menina dos Manoban?

— Lalisa é minha melhor amiga, nós não… nunca tivemos nada romântico  — confessei. — Seria impossível, porque eu sou gay... eu gosto de garotos, pai. Eu sei que não era isso que vocês esperavam, e agora eu posso ter jogado fora todos os anos onde sentiram orgulho de mim...  mas eu tentei, eu juro que tentei por muito tempo não ser assim, até entender que não tem como escolher. Eu sou assim. Sou gay.

Só abri os olhos ao sentir o abraço da minha mãe, seu corpo pequeno não mostrava a força dos seus braços, me prendendo contra si como se quisesse me fazer voltar para dentro da barriga. Meu pai se levantou, depois se sentou novamente e quando vi, também estava chorando.

Não sei quanto tempo se passou, com nós três debulhados em lágrimas, mas minha mãe me soltou por tempo o suficiente para se virar para o meu pai.

— Vem logo, homem! O que você tá esperando pra dar um abraço no seu filho?

Chorei até não restar mais lágrimas para chorar, e nunca me senti tão amado em toda a minha vida.

(...)

Lalalalisa: [E aí eles ficaram de boa???]

[Se pensar que eu achei que fosse ser espancado e despejado de casa?

Eles aceitaram numa boa.]

Lalalalisa: [AAAAAAA JEONGGUK!]

[Quer dizer, minha mãe foi mais receptiva.

Meu pai precisa do tempo dele pra entender, mas disse que mesmo não entendendo me ama.

Acredita nisso? Nem eu to acreditando.]

Tirei o celular do carregador, rolando até ficar de barriga para baixo. Ainda não havia levantado da cama, mas já era tarde. As cortinas não faziam um bom serviço em tapar o sol, de modo que um raio quente atingia minhas pernas.

Eu estava admirado por não ter sido acordado por Nayeon e Yugyeom logo cedo, nem meus pais apareceram para me mandar comprar pão. Esse era um dos únicos resquícios que a noite de ontem não foi um delírio coletivo: eles me deixaram dormir até tarde.

Lalalalisa: [Eu to meio mal ainda, vomitei minhas tripas hoje cedo, mas precisamos comemorar.]

[Comemorar o quê? Você ainda tá de ressaca, sua cachaceira.]

Lalalalisa: [Cachaceira é quem fabrica pinga, eu sou só consumidora]

[ÁGUA Lisa, bebe muita água!] 

Bufei, será que eu perderia essa menina pro mundo? Foi só começar a se engraçar com Yoongi, onde já se viu?

Saí do Whatsapp, indo pela milésima vez no Instagram do capitão, não que eu não fizesse isso antes, já stalkiei tanto o perfil dele que conheço as fotos postadas por data, um pouco obsessivo? Talvez. Mas dessa vez em questão, não foi para secar o feed organizado e fotos sem camisa e/ou suado do treino, nada disso, meus dedinhos curiosos clicaram mais uma vez no stories, tinha tantos que no topo do meu celular as linhas eram pontinhos.

Quando chegou nos últimos, com Jimin mamado na cachaça gritando “Jeongguuuuk” como Dom Pedro I gritou nas margens do Ipiranga, coloquei meu dedo na tela para impedir que o próximo vídeo aparecesse. Ele parecia tão bem sem mim que um estranho ressentimento não deixava de dar as caras.

O som do desenho de Nayeon e Yugyeom chegava até o meu quarto, meu tormento, Masha e o Urso. Minha mãe lavava pratos na cozinha, provavelmente para que meu pai começasse a fazer o almoço, quando um novo som surgiu: à porta principal se abrindo.

Me sentei, curioso. Quem tinha chegado aquela hora?

— Oi seu Jeon, como o senhor está? — A voz abafada pelos gritos dos meus irmãos soou.

— Maldita Lalisa — praguejei.

Ela levou a história de comemoração a sério.

Ainda muito atento ao que acontecia na sala, deitei de novo. Uma hora ou outra Lisa chegaria ao meu quarto e eu estava com preguiça de recepcioná-la na sala, ela já era de casa.

— Esse é o meu namorado, é, Yoongi.

— Merda… ela trouxe o mentinha… — Arregalei os olhos, chocado.

— Meu irmão disse que você é um bobo da corte de cabelo verde.

— Eu vou matar o Yugyeom! — Pensei em trancar a porta do quarto antes que eles entrassem, porém, quando me levantei para isso, a porta se abriu em um estrondo e a luz que chegou fez Yoongi parecer um anjo hipster com olheiras demais nos olhos.

— Você me chamou de quê? — perguntou ele.

— Jeongguuuk! — Lisa cortou a fala do namorado, empurrando-o e correndo até minha cama, caindo em cima de mim.

— Lisa, Lisaaaaa, minha bexiga, eu quero fazer xixi! — Me debati, mas ela me apertou com os braços magros e fortes, não me dando outra escapatória a não ser abraçá-la de volta.

Minha pequena cama de solteiro virou um coletivo no horário de pico. Yoongi tirou os tênis fedorentos e se sentava na beirada da cama, Lisa se deitou espremida ao meu lado. Meus irmãos chegaram em bando e tomaram o espaço restante, de modo que se eu me movesse não conseguia mais voltar ao lugar.

— Então o Gguk arrumou a casa toda e quando o bluezinho chegou ele ficou todo amostrado! — Nayeon riu, com a mão na barriga e tudo. Lisa já sabia da história, mas Yoongi gargalhava.

— Como eu não conheci ela antes? Sua irmã é tão mais divertida que você! — Ele me cutucou.

Yoongi mal percebeu que Yugyeom o encarava com fogo no olhos, como se o mentinha tivesse roubado sua princesa e agora tentava roubar a sua irmã.

— Hahaha, ótimo. Nayeon encontrou outra pessoa para dividir o veneno, agora, todos vocês — me sentei. — Saiam do meu quarto!

— Na verdade, viemos aqui para ter uma conversa séria com você. — Lisa se acomodou, como se não fosse sair dali tão cedo.

— Sobre o Jimin. — Yoongi completou.

Meus irmãos se entreolharam, quase pude ouvi-los dizer “conversa de adulto” antes de saírem do quarto. Meu bom humor tinha ido embora há muito tempo, ficou pior ao ouvir o nome dele.

— Lisa, eu já disse — suspirei, cansado. — Não quero que você quebre o braço do Jimin, sei que era o meu sonho antes, mas agora não quero ver ele sem o braço, imagina só…

— Não! Não é isso, na verdade, eu mudei minha opinião sobre o Jimin.

Fitei a tailandesa, os olhos enormes me encarando de forma sincera.

— O que uns copos de cerveja não fazem, né? — Yoongi se espreguiçou, deitando, e nós três ficamos espremidos na minha cama de solteiro.

Eu me sentia um pouco estranho no meio dos dois, com os braços cruzados em cima da barriga bem pose de defunto no caixão, enquanto sentia o olhar deles sobre mim. Essa intimidade não era o que eu esperava em um domingo de manhã, mas não vou mentir, era gostosinho.

Ser encochado pela minha melhor amiga e o namorado dela era a minha nova meta de amizade, Hoseok que lute.

— Ele realmente ama você, Jeongguk. — Lisa estendeu o braço e chegou até Yoongi, do meu lado, abraçando nós dois.

— Ele gritou seu nome ouvindo Marília Mendonça, acredita? — Yoongi também colocou o braço por cima de mim e de Lisa. Eles eram a minha camisa de força.

— Se ele me amasse, não teria…

— As cartas foram escritas naquela época, a mesma época que você estava disposto a abrir as pernas pro Namjoon, seu bocó. Jimin jogou as cartas fora, mas adivinha? Jennie pegou e mandou pro capitão — Yoongi esclareceu.

— E o Namjoon só mandou aquelas mensagens porque queria deixar claro que está com Seokjin, e o Jimin não fazia ideia que havia recebido elas, nem que o Namjoon tinha recebido as cartas. — A voz de Lisa era impaciente no meu ouvido.

Demorei alguns minutos para processar tudo aquilo. Eu tinha feito tempestade em copo d’água? Eu poderia ter resolvido essa história apenas conversando com o pitoquinho? Tudo parecia muito real quando li aquelas mensagens, a insegurança bateu forte. Jimin havia me dito sobre seus sentimentos um dia antes, havíamos passado uma noite maravilhosa, mas algo dentro de mim sempre espera que o pior aconteça, por isso foi tão fácil acreditar que, na verdade, eu não era a primeira opção do bluezinho, ainda mais sabendo que ele amou Namjoon por todos esses anos e até o último momento, parecia querê-lo.

— Então quer dizer…

— Que tudo não passou de um mal entendido, essa é a hora do filme que você corre atrás do seu homem — Lisa disse. — Sei lá, para o avião antes de decolar, faz serenata na frente da janela dele…

Fiz uma cara de choro, me achando muito burro por não ter procurado-o antes.

Eu estava pronto para encontrar Jimin, tentar conversar e pedir desculpas igual um mocinho de comédia romântica, mas um pigarreio recaiu sobre o quarto. Nós três levantamos a cabeça, Yoongi e Lisa ainda me abraçavam desengonçadamente.

— Vocês querem… tomar um café? — Minha mãe nos encarava de um jeito estranho.

— Hm… quer um espacinho aqui também, senhora Jeon? — Lisa sorriu amarelo.

Continua»»»

Irrá, mds, esse capítulo me deixa fraca porque os pais do Jeon acolhendo ele é tudo pra mim assim como eu já estou sensível porque só nos faltam mais três capítulos para nos despedimos. Então é isso, dêem amor aqui por favor💜

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro