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(XXI) Realizações e Frustrações


Dêem amor deixando uma estrelinha💛

“REALIZAÇÕES E FRUSTRAÇÕES”

(JIMIN POV)
🐇🐤

Voltamos da viagem há uma semana atrás, e a expressão “foi bom enquanto durou” se aplica a essa situação. É engraçado como o universo tem mestrado em me foder! O que eu não entendia o porquê, pois bem, eu nunca fui um garoto mal. A minha única rebeldia quando criança foi ter roubado as moedinhas da bolsa da minha mãe para comprar Kitkat na vendinha da escola.

Isso não é algo tão errado a ponto que um karma se alastrasse em minha vida, era?

Não poderia ser...

E eu tô ligado que você não está entendendo esse meu monólogo aqui e que, agora, está me xingando mentalmente para que eu conte sobre o porquê Jeongguk agiu estranho no último dia da viagem. E eu posso te dizer que: eu não sei!

Sério, tudo estava indo num mar de rosas, então de repente voltamos a estaca a zero. Porque agora Jeongguk descobriu que seu melhor dom era me ignorar em todo e em qualquer minuto, sem me explicar bulhufas nenhuma.

Eu sei que ele tem motivos de sobras para me odiar, até porque, né, eu já fui muito filho da mãe com ele, mas isso foi antes...

Antes da gente se beijar sem precisar dar uma razão para isso além do desejo de empurrarmos Namjoon para fora dos nossos interesses de vez. Mas agora parece que ele achou legal imitar a Marília Mendonça e dar a filosofia de que “Para um bom entendedor, meia ausência basta”, e eu tenho certeza que ele escutou aquela música rotineiramente porque eu conseguia ver a playlist de Jeongguk no Spotify e ela me assustava. Mas, qual é? Eu não era tão bom em ler mentes, e a ausência dele estava me matando!

—  JIMIN, PERAÍ! —  Taehyung levantou as duas mãos e me obrigou a respirar fundo.

Eu quase parecia um louco (quase, viu?) trancado naquele quarto escuro, descabelado e com marca de chocolate no pijamas. O último chocolate do meu estoque de Kitkats, (porque talvez minha mãe tenha me proibido de comer depois que completei a marca de dois dias acordado), com um quadro negro pregado na parede cheio de linhas e intercessões feitas de barbante.

Eu estava louco?

— Taehyung, eu estou louco? —  perguntei em voz alta, depois de perceber que meu amigo não sabia ler mentes.

Ele ainda estava parado na porta do quarto, mal tinha passado do batente e foi atingido pelo falatório de um chocólatra em abstinência. Taehyung estava com os olhos arregalados, e a mochila escorregou dos ombros e caiu no chão.

—  É claro que está! —  Ele acabou de entrar no quarto, fechando a porta atrás de si. —  Eu só vim assistir a live do Bruno e Marrone com você, que PORRA ta acontecendo aqui? Meu deus...? O que morreu dentro desse quarto... espera, aquilo é um... Kitkat?

Prendi a respiração. Taehyung provavelmente percebeu o erro ao me ver formar uma posição de ataque, como uma onça pronta para brigar pelo último pedaço de carne. É claro que o Kim era mais atlético que eu e também estava na vantagem por ter tido uma boa noite de sono, mas ele não contava com a minha astúcia.

Paramos no meio do cômodo, em um duelo silencioso. Ele sabia que eu não tinha consciência de onde ele tinha visto o maldito Kitkat, já que depois de um dia meu quarto virou uma bagunça que até minha cama era difícil de se encontrar, mas, devagarinho, suas pupilas o denunciaram e se moveram para o meu guarda roupa.

O Kitkat estava colado numa das portas.

Corremos no mesmo segundo de tempo. Lembram do que eu disse sobre astúcia? Os obstáculos nos chãos —  que iam de tênis a roupas não lavadas — foram fáceis de ser ultrapassados por mim. Taehyung, no entanto, se embolou em uma das minhas cuecas e só ouvi o barulho alto da sua cara batendo no chão, precedido de um "AI MEU DEUS TÁ SUJA" servindo de plano de fundo para a minha vitória, no topo da montanha da glória, quando minhas mãos tiraram o Kitkat grudado na porta do guarda roupa.

Minha mente clareou, foi como receber um banho depois de brigar na lama. Lambi os dedos, satisfeito, e por aqueles minutos esqueci do porquê estava naquele estado. Taehyung se levantou, as bochechas vermelhas pelo contato no chão e uma meia presa nos cabelos castanhos.

—  Por que tem um quadro cheio de fotos do Jeongguk na parede e... você tá mesmo lambendo a porta do guarda roupa?

Voltei com a língua para dentro da boca, limpando os dedos de chocolate no pijama.

—  Você tem notícias dele? —  perguntei baixinho, inusitadamente, aquele era meu único motivo de vergonha.

—  Foi pra Nárnia. —  Taehyung olhava com nojo para o quarto, tirou um bocado de roupa de uma cadeira para se sentar. —  Pelo menos é o que parece. Ninguém consegue falar com ele.

—  Tae, eu... Eu corri atrás, liguei várias vezes à cobrar do celular de Sunmin e até mesmo fui na droga da casa dele. Foi tão ridículo o meu papel deprimente enquanto eu gritava no portão para que ele aceitasse falar comigo, mas fui ignorado. Eu sabia que ele estava lá dentro, Jeongguk não tem nenhum outro lugar para ir no qual eu também não esteja marcando presença, já que ultimamente nós praticamente vivemos a vida um do outro... —  Me ajoelhei, para deixar a performance mais dramática. — Eu estava prestes a fazer uma serenata para ele, lutando pelo seu perdão, embora eu não soubesse onde errei dessa vez! Foi uma fucking semana! Você não acha injusto e infantil da parte do Jeongguk não ter olhado nos meus olhos e dito o que aconteceu para que tivéssemos chegado a esse ponto? Qual é! Tudo parecia estar seguindo o rumo certo, e eu ainda acreditei que depois da viagem ia rolar algo mais sério entre nós.

Taehyung parecia pensar, imaginei que estivesse procurando no google uma solução para o meu problema, mas depois vi que ele só estava colocando na Live do Bruno e Marrone.

—  Você sabe que depois da colação de grau provavelmente nós vamos ter que nos separar, né? A vida adulta já tá batendo na porta. Talvez Jeongguk não goste de despedidas.

Eu só achei engraçado que foi o próprio Taehyung que me aconselhou a entrar de nessa cabeça, então agora ele me vem com esse papinho?

Não que Taehyung estivesse errado, ele não estava nem um pouco, mas quando "Mariane você me perdeu..." encheu o quarto, pensei que poderia pensar nisso depois e curtir um pouco a sofrência.

(...)

O novo Tiktoker do grupo, Hoseok, gravava o meu rosto na maior expectativa, Taehyung sorria igualmente empolgado ao seu lado à medida que eu, sentado sobre o meu colchão e com duas cartas em mão, fitava atordoado o celular apontado em meu rosto.

— É isso, pessoal, conheçam o mais novo estudante de artes do grupo. Ele, Park Picasso Jimin!

    — Não que ele tenha o pinto grande… mas vocês entenderam a referência. — Taehyung comentou em paralelo com seu namorado, para o vídeo, e meus olhos se arregalaram.

    — Filhos da mãe… — grunhi, sem paciência para as brincadeirinhas alheias, ainda que soubesse que aquele vídeo apenas iria parar no grupo do WhatsApp dos nossos amigos.

    — Diz aí, Jimin. — Hoseok ignorou a minha cara de raiva, e riu. — Como é ser aceito nas duas  maiores faculdades de Seul?

    Faculdade. Maiores. Seul.

    É, eu tinha passado nas duas maiores faculdades de Seul, mas por que em meio a sensação de felicidade coexistia com uma amargura? Eu não estava mais na fossa, meu quarto não parecia uma selva e eu já havia guardado o quadro da investigação que fiz sobre Jeongguk atrás da porta do meu banheiro, de costas pra parede, de modo que eu só visse o resquício da minha loucura quando estivesse tomando banho.

    Tae chacoalhou meus ombros, me tirando da inércia que eu nem sabia ter me colocado, e eu sorri pequeno.

    Finalmente o meu cérebro conseguia assimilar as informações. Eu havia conseguido porra, eu iria fazer artes em Seul!

    — Eu não esperava menos de alguém como eu. — Me gabei, e ambos gargalharam. Eu não era tão egocêntrico assim. — Eu tô feliz pra caralho, isso é muito bom — suspirei, deixando que toda a tensão anterior se escondesse em algum lugar do meu corpo.

    — Estamos felizes por você — Tae disse de volta, com o seu típico sorriso retangular radiante.

    Eu também estava feliz por ele, que depois da viagem a Paris com Hoseok, iriam cursar em Tokyo suas respectivas faculdades de medicina e medicina veterinária. Parecia perfeito para eles, já que Hoseok finalmente estaria de volta ao seu país com um namorado a tiracolo.

    — Sabe o que isso está merecendo? Party! — Hobi terminou de gravar, pulando no assoalho como uma pulga.

    Minha desconfiança de que ele sofria de hiperatividade estava se confirmando cada vez mais.

    — É isso! Vamos sair! — Taehyung decretou do outro lado, e eu bufei.

    Tá que eu apaguei todos os vestígios da minha obsessão, mas eu ainda estava obsessivo em descobrir do porquê Jeongguk havia se afastado! Eles deveriam me ajudar nessa, não me arrastarem para o cabaré. O mínimo que eles poderiam fazer era me inscrever no quadro “Te quero de volta” do Rodrigo Faro, poxa.

    — Não, eu tô de boa, galera. — Gesticulei com a mão, voltando com aquela expressão de cachorro abandonado que eu vinha fazendo nos últimos dias. — Vou dar uma reprise na live da Marília Mendonça.

    É, eu iria me torturar ouvindo as músicas dela, chorar pelo pernalonga enquanto me afogava em achocolatado.

    — Uhm… Me parece tentador também… — Taehyung pareceu ponderar. — Mas, não, nós vamos sair desse quarto fedorento e ir rebolar o esqueleto em qualquer lugar longe daqui e daquele quadro horrendo que você pendurou na porta do banheiro fingindo que não, quando eu sei que pendurou sim!

    Fui pego com a boca na botija! Não acredito.

    — Sem chances, eu não vou sair daqui — Neguei mais uma vez, porém Tae estalou a língua no céu da boca de um jeito tão desdenhoso que eu soube que deveria ficar em alerta quando ele começou a se aproximar de mim.

    — Tu se decide se quer ir bonito ou com essa tua calça de moletom mesmo. — Ele me ameaçou. — Eu não irei me importar de te levar desse jeito. Não sou eu que vou passar vergonha não, viu, Park Jimin?

    Antes que eu relutasse ainda mais por sua insistência do inferno, o cachorro começou a me puxar de cima da cama tão facilmente que minha dignidade morreu, pois eu não tinha força para resistir ao seu ataque.

    — Ô mãe! Mãeeeeee! — Comecei a me esguelar quando minhas pernas foram agarradas por Hoseok e ambos me ergueram como se eu fosse um rede ridícula entre eles. — Me soltem, eu vou chamar a mãe! Taehyung!

    — Tu não vai fazer o Jeongguk voltar se deprimindo desse jeito, Jimin. — Hoseok comentou, e eu quis chorar ainda mais por causa da cena ridícula que eu estava protagonizando.

    — E não é indo pro puteiro que eu vou achar ele! Eu não quero outra pessoa, eu quero ele. — Esbravejei, e eles riram alto.

    Eu era mesmo uma piada.

    — Por Deus, se acalma, uma hora ou outra seu amorzinho volta!

    — Taehyung, já se passou uma semana! Eu não consigo falar com ele. Tem algo errado. Jeongguk não iria se afastar assim, eu preciso descobrir o que aconteceu! — Grunhi. Eu só precisava de compreensão, poxa! — Foi você que me aconselhou a me resolver com ele, mas agora você age como se o afastamento dele não devesse ser nada demais pra mim, cara. — Com o meu tom de voz mudando para chateação, acho que eles perceberam que eu não estava de brincadeira, e acabaram me soltando para que eu sentasse no chão, completamente cabisbaixo.

    — Nos desculpa. — Hoseok disse, deixando o sorriso de lado. — Eu também estava estranhando o comportamento dele, mas eu encontrei com Lisa e Yoongi ontem e eles apenas disseram que Jeongguk anda ocupado demais com o trabalho. Agora que a escola acabou, ele está trabalhando o dia inteiro e repondo em horas extras os dias que viajou com a gente. — Completou, e eu franzi o cenho.

    Saber aquilo me deixou mais tranquilo, mas ainda não justificava ele não ter entrado em contato comigo por todos esses dias. Certo que eu ainda estava sem celular, mas ainda existiam outras formas para que pudéssemos nos falar.

    Ou será que Jeongguk realmente estava disposto a cortar todos os laços comigo?

    — Nós sabemos que você está confuso com isso tudo, Jiminnie, mas você também não pode deixar de comemorar as suas conquistas assim. Já ficou na bad demais, garoto. — Taehyung completou, sentando-se ao meu lado, no chão. — Que tal se nos deixar te animar hoje?

O Bar tinha sido a nossa escolha, como todas as outras vezes. No entanto, como era de conhecimento público e point da Saint School, não foi surpresa encontrar alguns rostos conhecidos, outros mais conhecidos ainda. Eunwoo foi o primeiro a se levantar, nos abraçando como se estivéssemos ilhados esse tempo todo. Estava dividindo a mesa com o casal sensação, os Kim’s, que ao menos precisavam mudar o sobrenome se casassem — o que eu não duvidava acontecer em breve — e, para completar meu ofurô interno, Yoongi e Lisa. Ver a garota ali, sem Jeongguk, me trouxe um aperto no peito difícil de descrever. Primeiro que vê-los separados era como ver gêmeos siameses depois da cirurgia, segundo que aquilo era um recado mudo de como o pernalonga quer enterrar todo contato que teve no ensino médio.

— Vi que seu resultado saiu hoje! Veio comemorar também? — Eunwoo disse depois do abraço. Namjoon pediu que providenciassem mais três cadeiras e litrões de cerveja.

— Todo mundo ficou sabendo hoje também? — Me sentei, um pouco encolhido ao lado de Taehyung.

— Aparentemente, sim. — Eunwoo confirmou. — Marcamos com mais gente, devem estar chegando.

Encarei os lados, realmente, a mesa ainda estava vazia, faltava os cabelos loiros de Jackson e as marias chiquinhas de Yeri, tirando Jisoo e seus dois ficantes.

— Minha passagem de Seul já foi comprada. — Lisa sorriu, se encolhendo nos braços do namorado.

— A nossa, quer dizer. — Yoongi corrigiu.

— Espera, vocês também? — Seokjin bateu palmas. — Podemos ficar no mesmo alojamento, o que acham?

— Vai reduzir gastos, né? Seria uma boa pra vocês. — Hoseok comentou, a boca cheia de amendoins.

— E o Jeongguk?

Saiu mais rápido do que eu poderia prever, foi como se eu chamasse o capiroto de tão calada que a mesa ficou.

Todos me olharam com os olhos arregalados, alguns mais espantados que outros, Eunwoo era o único que encarava a mão queimada do incidente passado. Um fio de suor brotou na minha testa, ameaçando acabar com a minha make babadeira. Nem quando minha mãe me obrigava a falar no telefone me lembro de ter ficado tão nervoso assim. Qual era o problema, afinal?

Taehyung pegou a deixa e me deu tapinhas nas costas, rindo sem graça.

— Esse… esse Jimin é fogo, né?

— Ô loco, bicho. — Seokjin começou a rir da própria piada sem graça (que era muito engraçada só na sua cabeça) e todo mundo passou a rir também, porque era impossível ficar inerte ouvindo a risada de limpador de vidro do Kim.

Até que Namjoon apertou quase que discretamente a mão do namorado por cima da mesa. Discreto se eu não tivesse percebido. Ele e Seokjin trocaram um olhar breve antes do nadador assentir em direção do outro, este que, ao receber a confirmação muda de algo que eu não sabia a respeito, olhou diretamente pra mim, e eu prendi o fôlego.

Não que o olhar de Namjoon ainda mexesse comigo, mas, daquela vez, eu senti que ele me falaria algo sério. A mesa ficou silenciosa de repente.

— Jimin — Ele me chamou com cautela, senti como se o Kim estivesse me preparando para o abate. — Você recebeu a mensagem que te mandei?

Eu franzi as sobrancelhas, calado demais, levando os olhos a cada um ao redor me perguntando o porquê caralhos todos estavam tão tensos de repente.

— Não, eu… Você me mandou uma mensagem? Quando?

— Uma semana atrás, no seu último dia de viagem. — Ele foi rápido em responder, e eu voltei a negar com a cabeça.

— Ah não, Jeongguk quebrou ele naquele dia sem querer e… puta que pariu. — Minhas mãos foram direto a minha cabeça e eu comecei a teorizar demais. — Você nunca me manda mensagem! Você salvou meu número? O quê? Que tipo de mensagem você me mandou?!

— Pedi para que se encontrasse comigo depois da viagem.

Okay, eu poderia estar calmo, aquilo não era nada demais, se eu não tivesse a certeza de que essa tal mensagem não tinha sido a razão pelo meu celular quebrado e a mudança de Jeongguk para comigo.

— É isso, não é? Jeongguk viu essa mensagem e confundiu tudo, não foi? — Eu indaguei diretamente a Lalisa, como um investigador de um crime difícil de ser solucionado, e pelo olhos arregalados dela, eu tive a confirmação. Puta que pariu, eu precisava esclarecer as coisas para ele agora. — Eu vou atrás dele, ele vai ter que falar comigo. — Eu me levantei da cadeira decidido, em seguida de todos os outros, que me fitavam surpresos.

Pelo modo que estavam agindo, tinha algo a mais que eu não estava sabendo. Até que Namjoon voltou a falar:

— Jimin, eu recebi as cartas.

Eu estanquei no lugar, voltando a encará-lo com o medo pairando a boca do estômago.

— O que você está falando?! — Minha voz não deveria ter saído tão alterada daquela forma, entretanto não tive como controlá-la.

— Semana passada chegou uma caixa na minha casa com várias cartinhas assinadas com o seu nome. — Ele explicou sério, e a tensão que pairava ali bateu no teto. — Todas elas declaravam amor a… mim. — Puta que pariu, eu já estava pronto para morrer.

Como assim, mano? Só poderia ser uma brincadeira de mau gosto! Eu lembro de ter jogado todos aqueles papéis fora, não tinha como as cartas terem ido parar nas mãos de Namjoon!

— Não tem como, eu não enviei nada a você!

— Jimin, eu…

— Não, Namjoon, isso não está certo! — Grunhi, sem saber o que fazer.

— Chim...— Taehyung tentou me conter, então eu o olhei, finalmente percebendo o porquê ele vinha agindo como se a minha agonia para reencontrar com Jeongguk fosse besteira.

Claro, ele estava sabendo sobre a história das cartas e achou que eu ainda acreditava nutrir algo pelo jogador. O que eles não sabiam é que eu nunca faria isso estando com Jeongguk de verdade.

— Eu estou com muita raiva agora. — Desabei contra a cadeira, atordoado. — Namjoon, me desculpa, mas eu nem gosto de você mais, cara, e eu tinha jogado essa caixa fora, não tinha como ela ter parado na sua mão dessa forma. — Me expliquei, o fitando com seriedade assim como ele assentiu de volta, compreensível.

— Eu estou de boa, só queria falar com você para resolver isso. Você sabe,  eu e Jinnie estamos juntos há tempo o suficiente para eu contestar levar as suas cartas a sério.

— Ai que vergonha… — murmurei, esfregando minha mão contra o rosto ao passo que sentia Hoseok passando as mãos em meus ombros como forma de reconforto. — Eu gosto de Jeongguk agora e essas cartas foram escritas há muito tempo atrás. Eu não sei quem te entregou.

— Não é muito difícil saber quem fez isso, Jimin, em vista de quem dormia no mesmo teto que você há uma semana atrás. — Taehyung plantou a sementinha, e eu fui rápido em colher.

Pareceu que conversamos em telepatia até que os meus pensamentos se externassem:

— Jennie — murmurei, com desgosto. — Ela não iria tão longe assim.

— Ah, iria sim — comentou. Eu sabia que iria, só não queria acreditar. — Ela voltou para o Japão e essa foi a discórdia que ela quis deixar de lembrança.

— Eu estou com tanta raiva!

Me sentia impotente. Um injustiçado por ter sido acusado por algo que eu não fiz, então eu voltei a olhar Lalisa com os olhos que eu sabia estarem pidões.

— Lisa, por favor, você é a melhor amiga dele — choraminguei, como um cachorrinho que há muito tempo não sabia o que era carinho. — Eu gosto dele, nunca faria isso com ele depois que a gente se resolveu na viagem. Me ajuda.

Ela pareceu fria diante o meu pedido sôfrego, com certeza também tinha tirado conclusões precipitadas sobre o lance das cartas, mas a massagem que Yoongi fez em seu braço pareceu amolecê-la.

— Eu estava tão puta que queria te quebrar em pedacinhos por ter deixado meu amigo daquele jeito, Jimin, mas ainda bem que isso foi um engano, caso contrário eu seria obrigada a te dar uma voadora de dois pés. — Me encolhi, porque me imaginar apanhado da Manoban não foi muito bom. — Porém eu vou te ajudar com ele sim. Amanhã eu tento convencê-lo a falar com você, mas logo te adianto que não vai ser fácil não, viu?

— Inferno. Eu sou um bosta.

— Ei, Jimin, não fica assim. — Eunwoo se pronunciou. — Não foi culpa sua toda essa confusão. Vamos esquecer um pouco isso.

Eu suspirei. É, não tinha o que fazer por agora.

— Vamos beber um pouco para esfriar os ânimos, gente. — Seokjin sorriu, e eu realmente queria driblar a tensão com tanta facilidade assim como ele.

A mesa estava cheia de litrões de cerveja, e eu achei mais viável beber para esquecer mesmo.

O primeiro stories é tão family friend que poderia passar no intervalo do Discovery Kids. Um grupo de amigos bebendo em um sábado a noite, sorrisos ternos e abraços apertados, a voz do Hoseok ao fundo pedindo pra todo mundo dizer “comi o cu do Jimin” pra tirar a foto.

O segundo já era um nível mais baixo. Cascos de cerveja vazio nas mesas, sorrisos debilóide, bochechas coradas, piadas sem graças de Seokjin e Eunwoo vomitando na plantinha decorativa.

A segunda foto a maioria de nós ficou com os olhos fechados.

O terceiro stories, o limite de, ao contar uma história, falamos “até aí tudo bem” aparece Jackson sem camisa, Hoseok e Taehyung se beijando com muita língua e pouco beijo, Lisa caída no meio do bar e eu? Eu em cima da mesa. Dançando Wesley Safadão, as antigas, por favor, da época do Calcinha Preta.

A terceira foto parece de um grupo de sobreviventes de guerra.

O próximo stories não aconteceu no Bar, porque fomos expulsos do Bar.

Mas no escuro da calçada, posso ver uma versão bêbada de mim rodando a blusa acima da cabeça. Yoongi arrotando “eu te amo” pras formiguinhas doceiras tentando comer o último amendoim que Hoseok conseguiu pegar antes de sermos enxotados e toda a minha dignidade, escorraçada da pior maneira quando gritei “Jeongguuuuk” na mesma entonação de “Pyong Leeeeee” antes de cair vergonhosamente na calçada.

Tapei a boca com a mão, totalmente chocado, perplexo, sentindo todo o sangue ser treinado do meu rosto. Ainda no meio das cobertas, com o celular na mão reprisando aquele stories no perfil do Namjoon, só consegui dizer, baixinho.

— Fodeu, berg.

⚪Continua»»»

Deixei aí o seu “Fodeu, berg” kjkjkk

Até quarta, meus docinhos💛

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