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(XX) O início de um sonho

(JEONGGUK P.O.V)
🐇🐤


Não posso dizer com precisão quando o fogo do meu rabo, que antes era controlável, passou rapidamente para o meme do Faustão gritando “tá pegando fogo, bixo” ao passo que Jimin aprofundava nosso beijo.

Acontece que é fácil levantar o garotão quando, ao contrário da nossa primeira vez, em pé em um espaço que mal cabia meu braço esticado, passou a ser uma cama macia, com um travesseiro mais macio ainda e o corpo de Jimin, que vagarosamente ocupava espaço acima do meu.

A língua dele, que antes era calma, se tornou ainda mais gostosa ao se esfregar contra a minha e, com isso, prolongar o estalo molhado pelo cômodo. Tudo parecia combinar com aquela lentidão gostosa, desde a luz regulada baixinha, trazendo um clima ameno ou pelas mãos dele que estavam firmes na minha cintura, pequenas e quentes, as vezes arranhando minha pele acompanhando o movimento do beijo. Eu quase poderia pedir para parar, a fim de colocar minha playlist de sexo que eu usava anteriormente para lavar vasilhas, mas resolvi deixar pra outro momento, porque, ao parar o beijo e encarar o rosto de Jimin, salpicado de vermelho, a boca inchadinha e molhada soltando pequenas lufadas de ar que batia com as minhas, percebi que se tornaria um pecado sair voluntariamente dali.

Crime passível de prisão perpétua, bro.

— Se encaixe no meio das minhas pernas — pedi, abrindo-as como um convite para que Jimin acabasse de fazer o resto.

Ele engoliu em seco, as bochechas ficando ainda mais rubras ao perceber o que eu queria. E não que “sexo” estivesse estampado na minha testa, nada disso (talvez sim), mas, uma coisa era dizer que não precisávamos mais de desculpas para fazer o que quiséssemos um com outro, outra coisa era de fato botar isso em prática. Muitas variáveis poderiam somar aos fatores, como a que me fez dá uma lavadinha no toba antes da nossa conversa, pensando que talvez eu tivesse sorte com o resultado daquela noite, como eu estava tendo até naquele momento.

Jimin se arrastou para ficar em cima de mim, no meio das minhas coxas, no segundo depois que pedi. Eu provavelmente parecia animado demais, a boca aberta e arfando, sentindo-o desperto igual a mim por debaixo do shorts. Aquela fricção chegava a ser melhor do que qualquer outra coisa que eu já experimentei na vida, corrigindo, segunda melhor coisa: a primeira era estar dentro dele.

E mudando o que estávamos fazendo antes, Jimin não voltou a beijar a minha boca, passou a atenção ao meu pescoço, deixando estalos molhados por toda a extensão até a orelha, chupando, lambendo, mordendo para logo depois soltarmos uma risadinha um tanto quanto acanhados com a situação toda. Continuei apertando seus fios, inquieto e solicitando por meio dos gemidos que o contato fosse mais intenso.

Mas Jimin pretendia fazer aquilo de outra maneira, eu soube só por senti-lo quente em cima de mim, a respiração baixinha causando um solavanco na minha barriga, como provavelmente na dele também. Porém, ao invés de apressar as coisas, acabar com aquele soft porn, tirar minha roupa e me foder com a força que eu implorava, resolveu se atentar as preliminares. A refazer o caminho do meu maxilar com a boca, respirar fundo no meu ouvido, logo depois voltou a prensar a ereção com a minha, devagar demais pro meu gosto mas quase perto dos movimentos que faria quando estivesse dentro. Mordi os lábios, me contendo o máximo que consegui, prolongando a sensação de formigamento que tomava todo o meu corpo.

Era diferente quando a situação não era montada, quando não estávamos só aproveitando a circunstância de estarmos dentro de um armário pequeno. Era diferente porque nossos sentimentos foram postos na mesa minutos antes. Jimin deixava meu pescoço molhado de saliva, se recusando a largar minha cintura enquanto mexia a ereção em contato com a minha, não me restando outra alternativa a não ser contar as tábuas de madeira do teto, qualquer coisa que colocasse um pouquinho de dignidade na minha cabeça, já que eu sentia perder um pouco dela toda vez que gemia baixinho no ouvido dele.

O suor começou a brotar na minha testa, alguns fios de cabelos azuis nas minhas mãos por apertar tanto o cabelo dele, ainda mais firme quando Jimin decidiu voltar a me beijar loucamente. Esqueça o ritmo lento e demorado que começamos, agora era dedo no cu e gritaria — não literalmente — até porque não seria ruim se fosse.

Se tornou muita informação para processar, era esfrega esfrega, mão no cabelo, mão na cintura, boca boca, dente batendo em dente, quase uma segunda versão daquela música infantil da Xuxa, mas o clima de piadinhas acabou ali mesmo, porque todo meu senso de humor se foi no segundo que Jimin desceu com a palma para debaixo do meu shorts, apertando com força.

Foi meu primeiro gemido alto e a constatação que existia um pouquinho de dor misturada ao prazer.

Ele parou, arregalando os olhos.

— Te machuquei?

— Não, de jeito nenhum... — Ergui a cabeça, desejoso. — Continua, por favor.

Jimin sorriu sapeca, percebendo como aquilo poderia ser usado contra mim e resolveu não fazer. Gemi frustrado, descontando a raiva em seus cabelos quando ele voltou a me beijar, brincando com a minha sanidade ao passar a palma levemente por cima das minhas coxas, arrepiando todos os pelinhos do meu corpo.

— Jeongguk, o que acabou de acontecer aqui?

Respirei fundo entre arfares, por um segundo esqueci meu próprio nome.

— O-o quê…?

— Você pediu “por favor.” — Ele tinha um semblante risonho, petulante e irritantemente odioso como eu secretamente sempre gostei. — Peça de novo.

Naquele momento percebi que estava livre — para dizer e pensar —  que vê-lo me obrigar aquilo, com os olhos semicerrados e um tom jocoso, era tremendamente gostoso. Poderia dizer “au au” se me pedisse de novo.

— Bate uma pra mim, por favor, Jimin-ssi. — Fiz um biquinho manhoso, porque eu também sabia brincar quando queria e pareceu ter funcionado. Jimin se remexeu e piscou rápido, em gay panic total, me fazendo ganhar aquela mini batalha, porque sim, até no sexo éramos competitivos. 

Senti suas mãos adentrarem novamente a minha bermuda, geladas e talvez um pouco trêmulas, iniciando um movimento que eu conhecia bem, mas não deixava de ser gostoso todas as vezes. Nós não nos beijávamos, Jimin apenas encostou sua testa na minha, nossas bocas próximas, quase coladas enquanto eu despejava jatos de ar quentes à medida que o ritmo se tornava mais rápido. Ter o corpo dele em cima do meu, o toque me causando arrepios, seria o suficiente para me fazer gozar sem esforço.

Jimin era habilidoso naquilo, eu havia percebido desde a primeira vez, mas nunca havia me acostumado com os dedos dele por toda a minha extensão, indo rápido para depois parar, passar calmamente pela minha cabeça e recomeçar, as falanges quentes e secas, que ele retirou apenas para levá-las a boca para cuspir, antes de continuar o que fazia.

Fechei os olhos com força, arfando, o movimento ainda mais gradativo até que numa quase explosão Jimin voltou a me beijar, interrompendo o que fazia antes.

— Me desculpa — cochichou entre nosso beijo caótico. — Você fica lindo assim. Não me aguentei.

Nós rimos, abri os olhos para encarar suas orbes desejosas e bochechas vermelhas. O suor naquele momento era compartilhado por nós dois, como um fio invisível que nos unia, junto aos beijos e toques. Minha blusa foi parar no chão e aproveitei para puxar a dele também, os troncos nus em um novo contato ainda melhor que o anterior.

Não sei dizer quando todas as nossas roupas estavam no chão, mas aconteceu num período de tempo que eu não pude prestar atenção em  mais nada a não ser o corpo dele no meu. O encaixe de nós dois era tão perfeito que me vi com dificuldades de descrever, mas minhas mãos faziam um ótimo trabalho ao apertar a bunda dele o mais forte que conseguia, sentindo nossas ereções se encontrando e causando um choque de sensações que interrompia os nossos beijos.

A pegada de Jimin é algo que nunca falei muito até agora, mas poxa… o pitoquinho levava jeito. As mãos eram fortes na minha cintura, quase como se tivesse medo que eu o largasse. Ele não podia imaginar como eu amava ser dominado assim, nem eu imaginava que poderia gostar tanto. Era uma sensação nova das milhões que descobri naqueles minutos, muito além de ter o corpo dele em cima de mim, era saber e ansiar que me fodesse com força.

— Eu não aguento mais, porra — rugi, agarrando o rosto dele junto ao meu. Suor, arfar, calor, tudo tão real que poderíamos tocar. — Come o meu...

— Jeongguk!? — Jimin me interrompeu. Eu achei graça por ele estar envergonhado na situação em que nos colocamos.

— Você entendeu. — Sorri, passando a língua pelos lábios.

Jimin pareceu nervoso de uma hora pra outra, como se tivesse percebido naquele momento que nunca tinha feito isso na vida. Me arrastei até conseguir pegar a carteira em cima da escrivaninha. Caiu notas de dois reais coladas com durex, fotos 3x4 dos meus irmãos e até minha identidade bem na minha cara, enquanto procurava a bendita da camisinha e do lubrificante.

Era um trocinho em sachê, como um ketchup. A comparação é meio estranha, mas com aquilo nos dedos fiquei com medo de não ser o suficiente. Balancei entre os dedos, Jimin levantou uma sobrancelha, pensando o mesmo que eu.

— Qualquer coisa tem cuspe.

— Que nojo. — Fiz uma careta, e ele voltou a ficar por cima de mim.

— Já fizemos coisas mais nojentas que isso na vida. — Piscou divertido antes de voltar a me beijar.

O mundo pareceu ficar um pouco mais lento e o frio na minha barriga chegou ao ponto de incomodar. A ansiedade, diferente de todas as outras ocasiões, só me mostrou que, independente de quantas vezes dissesse a mim mesmo que aquilo não era importante, em um resquício do meu falso ódio por Jimin, não era o suficiente para me convencer verdadeiramente. A pequena frase que começava com “Te” e terminava com “amo” quase escorregou da minha língua, ficou presa na ponta, e engoli em seco.

— Está tudo bem? — Jimin juntou as sobrancelhas, ele estava pronto, eu podia sentir tanto emocionalmente como lá em baixo, mas talvez meu rosto estivesse numa mistura de sentimentos que nem eu mesmo conseguia entender.

— Tá tudo ótimo… perfeito… o que você tá esperando? Me fode lo- Aí meu… dEUS? — encarei Jimin, chocado.

Ele enfiou mesmo.

Queria ter uma descrição engraçadinha ou inusitada para descrever como é ter um pau dentro de você, mas a dor nublou meus pensamentos por alguns segundos. Não que Jimin tivesse ido com sede no pote, talvez tenha ido, mas era uma sensação estranha demais que quase me fez broxar —  nota-se o quase.

— Relaxa, Jeongguk… — Jimin sussurrou, os lábios mexendo vagarosamente encostando no lóbulo da minha orelha e uma nova onda de calor apossou meu corpo.

— É fácil pra você falar. — Finquei minhas unhas na sua cintura, numa forma de vingança.

— Eu já passei por isso, você confia em mim, não é? Vai ficar gostoso.

Ele me encarou, os olhos chamuscando um brilho difícil de decifrar e, bem devagar, se mexeu dentro de mim. Fechei os olhos com força, soltando uma respiração ruidosa pela boca, mas Jimin voltou a me beijar, misturando nossas línguas com arfares.

Não sabia se era frescura minha, porque ele pareceu bem mais adepto na nossa primeira vez, mas Jimin foi paciente comigo, começando devagar e quando vi, não tinha motivo nenhum para não confiar nele, como sempre, o bluezinho estava certo.

Aquilo estava ficando gostoso para um senhor caralho! Na verdade, eu nem sei se aquela mera palavra era o suficiente para descrever o quão bem eu estava me sentindo sob ele aquela hora.

Jimin se apoiou melhor entre minhas pernas afastadas, tomando distância de mim o suficiente para que seu quadril viesse de encontro às minhas nádegas, com um movimento intenso, quase inteiramente certeiro, que me fez resfolegar em surpresa, a boca abrindo por completo para que o meu ruído de prazer o fizesse sorrir ladino; safado.

    — Oh meu Deus, Jimin. — O tom de choque em minha voz foi cômico, e logo ele soltou um risinho, que me fez sorrir em conjunto. Ansioso por mais daquela sensação deliciosa que serpenteou por todo o meu corpo, eu instintivamente apoiei meu corpo em meus cotovelos, tirando o meu tronco do colchão ao passo que afastava ao máximo minhas pernas.

Dessa altura, eu fitei cada mínimo detalhe do seu rosto que por tanto tempo apontei cheios de defeitos, porém que, dessa vez, eu via como uma compilação perfeita de traços delicados e lindos. Jimin era lindo e, agora, ele era meu. Eu não tirei os olhos deles, mesmo que a cada movimentação dentro do meu íntimo meus olhos tentassem insistentemente fechar, decorrente ao deleite.

— Está gostoso, uh? — Eu analisava uma gotinha de seu suor que escorria até a sua clavícula, contemplando ele por inteiro como se fosse um Deus. Quando Jimin me fez olhá-lo nos olhos novamente, nossos narizes se tocavam a cada estocada firme dele, que me revirava todo.

— Muito. — Eu lambi os lábios no automático, com água na boca à medida que acenava com a cabeça como um louco. Não queria que ele parasse de forma alguma. — Isso, continua…

Eu não conseguia falar com clareza, os gemidos me embargava a voz, as palavras saíam como se eu estivesse prestes a chorar. A força me faltou de um segundo a outro quando Jimin investiu com mais firmeza e eu desabei de volta na cama, rapidamente o puxando para perto à medida que enrolava o seu pescoço com os braços, nervoso.

Meus olhos se fecharam, mas eu conseguia o sentir ainda mais perto quando sua boquinha macia deslizou sobre a tez da minha clavícula, e lá chupou tão forte que a dor me deu uma satisfação tão grande, da qual acreditei que nunca sentiria. Eu estava entregue, querendo me fundir a ele como um louco, porque minhas pernas enroladas à sua cintura e seu corpo grudado ao meu não parecia o suficiente.

— Senta em mim, bebê? — Ele disse baixinho contra o meu ouvido, me deixando uma cosquinha arrepiante na bochecha. Minha resposta foi um sorriso, depois que o azulado puxou o meu lóbulo entre os dentes e saiu cuidadosamente de mim, para se sentar próximo a cabeceira, no lugar que eu ocupava antes.

Jimin sabia que não era do meu feitio se envergonhar por pouca coisa, mesmo que isso envolvesse um momento íntimo como aquele, contudo, o mais baixo parecia prestes a colapsar com as bochechas vermelhas quando eu segurei seus ombros e me agachei sobre si, me preparando para sentar propriamente. E quando eu segurei seu dito cujo em mãos, a risada quis subir a garganta assim que percebi que Jimin praticamente quebrava o pescoço para não olhar para mim.

— O que foi? — Risonho, interrompi meus planos para o forçar a olhar pra mim novamente, percebendo suas bochechas mais avermelhadas do que pimenta. Era estranho, durante toda a sua performance anterior ele não pareceu tão sem jeito dessa forma. — Foi você que me pediu para sentar, não foi?

— É-é que você é muito pra mim. — Eu gargalhei. — Você se preparando para sentar em mim tá obsceno demais, é além do que eu poderia imaginar. Eu poderia gozar só te vendo assim.

— Não, bluezinho, você só vai gozar quando eu começar a quicar em você. — Mordi a sua bochecha quente, antes de beijá-la.

— Você é muito, mas muito safado, Jeongguk. — Ele me puxou mais pra baixo, e eu pude sentir quando a sua glande voltou a se arrastar por minha entrada novamente. Prendi o lábio inferior entre os dentes em antecipação.

— Você gosta. — Essa foi a deixa para que eu iniciasse a penetração, a dor incômoda inicial dando as caras novamente. — Depois quem vai sentar em mim é você, e eu não vou ter pena, Jimin. Tô me sentindo todo arrombado aqui.

— Jeongguk! — Ele praguejou, me fazendo sorrir por ter conseguido o deixar sem jeito outra vez, mas um gemido atrapalhou a graça que eu estava vendo.

Puts, dessa vez eu o senti fundo, quase fiquei sem ar pela sensação nova.

— Porra, Ji... — Minhas mãos estavam em seu pescoço e a vontade de sentir seu pau ir fundo novamente me instruiu a pôr forças nas pernas e subir devagar, no meio do caminho puxei sua cabeça de encontro a minha para que nossas bocas se atracassem e assim, minha bunda se chocasse contra a sua pélvis em um barulho explicitamente molhado. Meu gemido estridente perdeu forças contra a sua língua. — Tão gostoso, Ji-jimin. — Um fio de saliva nos ligava até que minha testa encontrasse descanso na sua e minhas mãos se emaranhava em seu cabelo.

— Rebola pra mim. — Seu dedos se marcaram em minha bunda num tapa forte, me lavando a resfolegar gostoso. Seu rosto se enfiou contra o meu tórax, e eu logo aceitei seu pedido e ondulei minhas nádegas, derretido pelo prazer que aquilo me acometeu.

Outro barulho indecente saía pelos meus lábios, e Jimin não poupou o seu gemer dessa vez.

Éramos uma bagunça de beijos interrompidos pelos movimentos afobados e arfares quente contra os lábios um do outro. Meus músculos ardiam pelo sobe e desce árduo, meu sangue pulsando nas veias em combustão no segundo que eu também fitava o seu estado catatônico. Eu apenas sairia de cima dele depois de o fazer chegar em seu limite, essa era a minha meta.

Eu me sentia frágil, prestes a quebrar. Molengo igual a uma geleia (eu amava comparações) sem forças e no pico da minha desordem mental, ainda que as mãos de Jimin estivessem em meus tornozelos, me auxiliando nos meus movimentos.

Mas eu ainda sentia que não era o suficiente, queria o sentir mais forte dentro de mim. Lágrimas se acumulavam nas extremidades do meus olhos na mesma medida que o tesão me subia ainda mais. Sentei com mais força, me sentindo arrepiar dos pés a cabeça, como um calafrio que atinge o corpo e nos faz se contorcer por inteiro.

— Caramba. — O mais baixo grunhiu rouco, chupando o meu pescoço logo em seguida.

— Me fode… — Ao contrário do seu tom de voz, o meu se tornava agudo, manhoso.

Às minhas ordens, ele me instruiu a me sustentar um pouco acima de si e se chocou contra mim, investindo seu quadril para cima, seu pau entrando e saindo numa sequência não tão certa, mas prazerosa o bastante para me fazer gritar vergonhosamente. Até eu me dar conta que outras pessoas poderiam ouvir e a sensatez falou mais alto para me fazer engolir os gemidos.

Nos tornamos febris, um ardor queimava os nossos corpos à medida que o odor do sexo subia em nossas narinas. Minhas pernas tremiam, quase me fazendo fraquejar sem forças, e eu não durei muito, não quando ele me fitou luxurioso e outro espasmo me atacou.

— Por favor, Jimin, por favor... — Minha voz se tornou embargada, e a constatação de que lágrimas vinham a tona, se deu quando ele se afastou minimamente e me fitou confuso.

— Está doendo, Ggukie? — A voz dele se tornou alta, cheia de preocupação, e eu fui rápido em negar quando não entendi o calor gritante que subia em meu peito, junto a uma necessidade de algo que eu desconhecia. — Eu te machuquei, bebê?

— Não… Só, só me toca assim — sussurrei, chorando por algo que eu sabia ser prazer. Levei suas mãos para o meu tórax, fazendo-o apertar meus mamilos em retaliação ao mesmo tempo que suspirava, porque o contato quente de suas palmas em mim me deixava mais satisfeito do que tudo. — Não tira as mãos de mim, Jimin.

— Eu não vou tirar.

E foi com sua voz sussurrada em meu ouvido e mais um gemido indecente que me senti vir entre tremores incontroláveis, sujando nossos abdomens. Lágrimas escorriam pelo meu rosto no mesmo instante que voltava a rebolar, para prolongar o prazer, sentindo-o vir quente na camisinha dentro de mim segundos depois.

— Isso foi incrível. — Sorri cansado, expulsando para trás a franja grudada pelo suor em minha testa.

— Você foi incrível — ele murmurou, me puxando para um outro beijo, dessa vez, lento e preguiçoso.

         

O dia amanheceu com um raio cegante atingindo minhas costas nuas, responsável por me fazer remexer inquieto — no minúsculo espaço vago que não estava preenchido pelo corpo de Jimin — para encarar o sol, culpando ele por me fazer acordar tão cedo em um dia que eu não precisava acordar tão cedo. O bluezinho ainda estava com a bochecha amassada pelo travesseiro, os cabelos numa bagunça inominável e pelado, e como eu amava me lembrar do porque ele tava pelado. Sorri idiota, passando os dedos pelas costas desnudas dele, relembrando a mesma trilha que meus dedos seguiram ontem.

Era um dos motivos que eu não reclamei nadinha por estar espremido naquela cama.

Assim que me virei, deitando de barriga pra cima, uma dorzinha chata nasceu na minha bunda. Juntei as sobrancelhas, remexendo um pouco mais. Será que Jimin também…? Encarei ele de novo, tentado a acordá-lo para perguntar, provável que fosse normal, mas que era estranho era.

— Bom dia, o sol já nasceu lá na fazendinha…. — A voz de Taehyung apareceu abafada do outro lado da porta. O garoto propenso a se perder no mato e com perda de QI progressiva estava obstinado a nos encher a paciência. — Acorda o bezerro e a vaquinha…

— TAEHYUUUNG!? — Jimin gritou, ainda de olhos fechados, e socou o travesseiro.

— Você estava acordado esse tempo todo? — Arregalei os olhos.

— Talvez? — Ele sorriu preguiçoso.

A cantoria do melhor amigo dele ainda continuava. Era melhor levantarmos antes que mais alguém se junte a ele, porque mesmo que todo o andar tivesse sido reservado para o nosso colégio, ainda sim, pelos olhares das atendentes e arrumadeiras assim que chegamos ontem, eu tinha sérias desconfianças que eles só esperavam a gota d’água para nos expulsar.

Quando descemos para a área aberta, o tempo fresco ameaçava ficar insuportável mais tarde. Todos já tomavam café da manhã, posto em uma mesa de várias cadeiras ao redor da piscina. Alguns estavam mais acordados que outros, desde Yeri que já estava montada para um safári até Lisa que babava em cima do seu pãozinho.

Um “hmmmmmm” sonoro foi ouvido quando Jimin e eu nos sentamos, tentando não chamar atenção e falhando miseravelmente. Me remexi para conseguir uma posição confortável na cadeira enquanto o bluezinho parecia muito concentrado no suco de maracujá, mas foi em vão, já que todos nos encaravam com aquela cara como se soubesse o que fizemos no verão passado.

— Jimin, foi bem legal o que você fez ontem a noite. Seu coração é tão bondoso... — Jackson começou, o semblante falsamente caridoso.

— Não é qualquer um que fica a noite toda dando aula de canto pro Jeongguk! — Yoongi completou, com uma cara deslavada.

— Os agudos tão ótimos, bro! — Hoseok imitou um dó, com o dedo na garganta e tudo. Pareceu mais um galinho afogado, mas eles riram.

— Que tal todo mundo cuidar da própria vida??? — Jimin interrompeu a zoeira e o que restou foi só os cochichos de Hoseok, tentando me dizer algo na língua do “pê” por trás de Taehyung.

(...)

Não tinha Lisa e eu, Jimin, Lisa e eu, Taehyung e Hoseok… e todo o resto. Nós éramos a “galera”, somente a galera curtindo o último encontro do resto das nossas vidas. Porque Taehyung e Hoseok vão morar em Tóquio, Jackson vai passar um ano sabático no Brasil e Lisa ganhou uma bolsa para voltar ao país natal. Fora os diversos outros planos que incluíam viagens permanentes. Naquele curto período de tempo podíamos ser somente a galera que não se importa com o que quer ser quando crescer, quando é a hora de casar ou se o curso que escolhemos na faculdade é o que realmente queremos fazer.

Ali nós ainda nos preocupamos com notas, olimpíadas e formatura, ainda tínhamos uma quedinha por Namjoon e amores não resolvidos resolvidos no mictório do banheiro masculino.

Era quase como se eu quisesse tê-los conhecido antes, mas como Jimin deixou implícito ontem, tudo teve seu tempo. Parecia mais minha vó deixando tudo “nas mãos de Deus”, mas eu realmente acredito que as coisas se desenrolaram da forma como deveria, mesmo que talvez tenha demorado um pouquinho.

Olhando todos em volta da piscina, e a mão de Jimin agarrada na minha, pedi que aquele momento durasse mais um pouco.

— Dedo no cu e gritaria, galeraaa! — Eunwoo gritou e logo depois, pulamos na água.

Meus pés tocaram o fundo da piscina e emergi ainda afobado, rindo e engolindo água ao mesmo tempo que Jimin passou os braços pelos meus ombros, me puxando para um beijo. Minha roupa grudava pelo corpo, como a dele também. Todos nós, em um último ato de rebeldia incitados por Hoseok, decidimos pular na água depois de comer.

Provavelmente depois disso, alguma mãe quase teve um ataque cardíaco.

— O que quer fazer agora? — Jimin sussurrou no meu ouvido.

Era difícil entender ou ter uma conversa amena com tanto barulho de água, milk afogando o comparsa, meninas em cima dos ombros dos pseudo Leo Stronda brincando de lutinha e eu e Jimin, agarrados naquele cantinho perto da escada.

— Tomar um banho e talvez alm-

— Não estou falando sobre isso, seu bocó. — Ele me deu um peteleco na testa, rindo. — Estou falando quando voltarmos.

— Nada de conversar sobre o futuro agora, agora eu sou só seu, que tal?

— Gostei — ele ponderou. — Mas eu ainda quero saber, Jeongguk.

Ainda não havia me acostumado a vê-lo me chamar pelo nome, mas me acostumaria fácil em como saía manhoso pelos lábios levemente trêmulos. Talvez eu não quisesse tocar nesse assunto por não querer pensar nas reminiscências dele, como a probabilidade de não queremos cursar na mesma faculdade.

— É difícil para mim dizer isso em voz alta mas, você é inteligente, consegue adivinhar.

Jimin semicerrou os olhos, me apertando ainda mais. Ele amava um desafio, não pude deixar de sorrir ou imaginar sua cabecinha trabalhando.

— Não é como se você escondesse sua predileção por matemática… apesar que nós dois sabemos que existe matérias melhores — ele dizia baixinho, como se pensasse em voz alta. — Você nunca foi bom em escolher coisas, Velozes e Furiosos, sério, Jeongguk?

Me aproximei do seu rosto pensante.

— Como ousa falar mal dessa obra prima?

— Você é mesmo gay? Quer dizer, é difícil acreditar… — Jimin riu, dando um selinho rápido nos meus lábios ao continuar: — Arh… engenharia mecânica? Elétrica? Aeroespacial?

Maneei a cabeça em negação para todas.

— Você está voando muito alto. Não complique tanto as coisas.

— Matemática?

Sorri grande e vi o rosto do pitoquinho se animar também.

— Eu pensava demais nas possibilidades, quando a solução estava bem na minha cara.

— Você não está falando só sobre matemática, não é?

Maneei a cabeça em negação, não aguentando deixar meus lábios tanto tempo longe dos dele.

Ficamos tanto na piscina que nossos dedos já enrrugavam e queixos batendo virou algo comum. É estranho como não dá para sentir fome dentro da água, mas tudo parece voltar quando se sai dela. Meus músculos pareciam feitos de amoeba e meu estômago roncou mais alto que o chevette do Taehyung — eu também poderia beber tanto quanto o automóvel, mas isso era informação para outra hora.

— Pega o meu celular, a câmera é melhor! — Taeil gritou da piscina, apontando para uma das cadeira de praia.

Todos formaram um bolinho ao redor da piscina e eu fui o designado a tentar tirar uma selfie onde todos pudessem aparecer. Mal sabiam eles que minhas fotos eram com a mesma pose de joinha enquanto a outra segurava o celular, rezando para não sair tremida.

— Nem pensar! Você demora mil anos pra mandar as fotos! — Lisa interviu e os outros concordaram.

— Eu ganhei o novo s21! Tira a foto com ele! — Taeyoung gritou mais alto.

— Como você ganhou o s21 se nem lançou ainda? Mentiroso. — Hoseok empurrou o garoto, e eles começaram uma lutinha até Taeyoung dizer:

— A minha mãe é a dona da Samsung, querido!

A maioria riu, Jimin só rolou os olhos e chegou até a beirada da piscina.

— O meu tá mais perto, Jeongguk, ali. — Apontou para outra cadeira, e mesmo que não fosse verdade e seu aparelho fosse o mais distante, preferi pegá-lo mesmo assim.

— O favoritismo tem dessas… — ouvi Taehyung murmurar, debochado.

Fui saltitando como um pinto no lixo até onde Jimin apontou, secando as mãos na toalha dele antes de pegar o celular, ainda trêmulo pelo ventinho gelado que me atingiu assim que saí da piscina.

Tive a má sorte — ou não — de pegar o aparelho no mesmo momento que ele vibrava e a tela se acendeu. Não foi invasão de privacidade, já que por descuido as palavras estavam na minha frente e me vi sem outra alternativa a não ser ler, antes que a tela voltasse a se apagar.

[Nam����]: Jimin, sei que deve está curtindo a viagem e vai demorar a ver essas mensagens… precisamos conversar, pessoalmente.

[Nam����]: Eu vi as cartas que você escreveu para mim, que bom que resolveu me entregar… Jimin, eu juro que não sabia. Mas quero resolver isso quando você chegar, estou ansioso, ok?

Precisei de alguns — lê-se muitos — minutos para conseguir digerir o conteúdo das mensagens, a tela se apagou e meus olhos ainda estavam em foco, sem conseguir me mexer ou ao menos acreditar naquelas palavras, porque, se eu acreditasse nelas, as que Jimin me confidenciou ontem não passariam de mentiras.

Mas era a prova ali, as mensagens eram do próprio Namjoon, sem piadinhas por trás dessa vez. Park Jimin ainda guardava sentimentos pelo capitão, talvez com medo de me contar que, diferente de mim, a atração que sentia por ele era real, com medo de perder a segunda opção, que no caso, seria eu.

— O que aconteceu?

Me assustei, jogando o celular para o alto, caiu em cima da cadeira e rolou para o chão.

Me virei, olhando Jimin com as sobrancelhas juntas, confuso.

— E-eu…

— Tava todo mundo te gritando pra andar logo! — Ele se agachou, pegando o aparelho no chão.

— Jimin...

— Não liga pra isso, eu compro outro quando voltarmos, precisava comprar mesmo... —A tela do celular havia trincado do início ao fim. Jimin só jogou ele de volta na cadeira, desatento demais ao meu estado catatônico, ou pensando que eu estava triste por tê-lo quebrado. — Taeil, vou pegar o seu celular mesmo! E Taeyoung, fala pra sua mãe me dar um…

Ele parou, olhando para trás, para mim, ainda petrificado ao lado da cadeira de praia, o braço suspenso como se ainda estivesse segurando o telefone.

— Jeongguk, vamos…?

— Jimin, quer saber? Acho que vou subir… eu… preciso ficar um pouco sozinho.

Meu coração apertou, como se tivesse quebrado com a mesma proporção da tela do celular. Se eu permanecesse mais um segundo ali não aguentaria mais mentir para Jimin, ele não ficaria bem até saber o motivo das minhas lágrimas e eu não podia — e não queria — dá-lo essa satisfação.

— Tá passando mal? O que-

— Nada! Na verdade… acho que tô um pouco mal sim. Não precisa vir comigo, chame Lisa para me fazer companhia.

Antes que ele pudesse contestar ou me seguir, rodei os calcanhares, caminhando apressadamente para dentro do hotel. As lágrimas ao menos me esperaram chegar na entrada antes de descerem quentes pela minha bochecha.

Ouvi a galera chamando Jimin e assim que olhei de soslaio, ele já havia voltado a piscina.

⚪Continua»»»

O início de um sonho/ Deu tudo errado KJNKKKKJKK Desculpem, fomos um pouco sádica agora, mas espero que nos perdoem, a vida tem dessas.

Amo vocês, até quarta

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