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(XVI) Azul é a cor mais quente

(Jeongguk POV)

🐇🐤
   

A última vez que precisei usar terno foi aos 8 anos de idade, quando meus pais viraram testemunhas de Jeová. E o trauma de bater na porta das pessoas em pleno domingo de manhã e usar gravata borboleta me acompanha para todo o sempre.

Até hoje tenho medo de tudo que aperta meu pescoço desde golas rolês, gargantilhas e claro, a maldita gravata.

Mas, naquela noite eu teria que aguentar por tempo indeterminado, ou pelo menos até começarmos a ficar bêbados e já não ser tão importante assim ficar bonito pras fotos.

Sim, meu amigos, o tão aguardado baile de formatura. Eu já estava no pique para dar adeus ao ensino médio (que se foda todo mundo, nunca gostei de vocês mesmo) e que venha o chefão aka a faculdade.

— Ansioso?

— Tá brincando né? Tô suando igual um condenado. — Afrouxei a gravata, esperando Lisa arrumar a saia do vestido para entrarmos juntos.

Me virei para olhar a entrada dos fundos do colegio, cheia de balões e corações pendurados —  meu dedão doía há dois dias ininterruptos por ter cortado aquilo só com a ajuda da minha fiel tesourinha cega. E a rua lotada mais parecia o tapete vermelho de alguma premiação que eu via na TV, carros de luxo e limusines parados no acostamento.

O nosso uber só parecia sem graça no meio deles.

Lisa segurou minha mão suada com a sua e eu me permiti sorrir, porque ela também sorria, nervosa. Era uma fase importante que passamos juntos.

Eu me sentia pateta demais passando a mão nos meus fios desbotados com uma só unha azul, que eu havia pintado essa manhã num novo ritual de sorte, esperando que o baile dê bons frutos. Porque, depois da raiva que passei no sábado por uma caralhada de fatores, todos eles com o tokinho envolvido, eu merecia ter uma boa festa. Queria me distrair do meu tormento mental que se chamava Park Jimin, aquele que se tornou o meu pior — ler-se gostoso — pesadelo.

Contrataram uma equipe de fotógrafos a serviço dos alunos e também cabines para fotos instantâneas, mas a fila para tirá-las estava lotada demais para esperar, então demos a volta e entramos direto no baile.

O pancadão do MC Kevinho já tomava conta na quadra de futebol americano — a maior do colégio e a que foi escolhida para sediar o baile —, devidamente decorada, obrigado. As mesas de comida foram espalhadas pelos quatro cantos do lugar e era só nelas que eu me importava naquele momento, mas logo o empurra-empurra me fez pensar que talvez, ficar em casa assistindo a nova temporada do De férias com o Ex, teria sido mais proveitoso.

— Larga o celular! — Lisa gritou no meu ouvido. O aparelho estava tão grudado na minha mão que poderia se transformar em uma extensão dos meus dedos.

E longe de mim estar com ele na mão esse tempo todo olhando as notificações de cinco em cinco minutos esperando algo que eu nem sabia direito o que era. Não sou esse tipo de cara.

Porra, olhei de novo.

— É que tô meio preocupado com os meus irmãos.

— Mentiroso! — Ela me puxou, entramos com tudo no meio do pessoal dançando e tenho certeza absoluta que recebi uma sarrada assim… de graça. — Seus irmãos estão muito bem seguros com o seus pais.

Lisa parou no meio da pista de dança, logo me puxando com mais força quando voltou a andar.

Yoongi estava perto da mesa de frios, com um terno branco composto por uma camisa florida em conjunto de uma gravata vermelha e amarela. De alguma forma bizarra, tudo ornava. O Min era o tipo de cara que ficaria bonito com o meu uniforme do posto e ainda lançaria tendência.

Ele sorriu quando nos viu, correção, quando a viu, e eu só cumpri meu papel de vela.

— Jeongguk está chato demais, será que pode animá-lo um pouco? — Lisa se aninhou nos braços do garoto e eu arqueei as sobrancelhas, chocado.

Por que o amor deixa as pessoas tão boiolas? Lalisa poderia quebrar o braço de alguém com a força do ódio, e aquele magricela estiloso a deixava parecida com um bebê carente. E eles estavam ficando ao que… menos de um mês?!

— O Jimin chegou! — Ele sorriu para mim.

— Onde? — arfei, olhando pros lados.

— É mentira!

Os dois gargalharam. Patético isso.

— Engraçado seu novo namorado, Lisa, tão abrindo vagas pra narrador de festa junina.

Ela me mostrou a língua.

— Eu só fiz o que a minha xuxuzinha mandou. — Yoongi deu um beijo na bochecha dela.

— Ah, Meu Deus! — Fechei os olhos com força. — Parem com isso, tá me dando gatilho! — Apertei minha gravata, na altura do campeonato já completamente amassada de tão desconfortável que me fazia ficar.

Dei um tchauzinho rápido pros dois, esbarrei em mais duas meninas sem querer no processo e só parei quando vi Hoseok do outro lado da pista de dança, muito suspeito por: a) Sem a companhia de Taehyung; b) Com uma garrafinha de algo alcoólico escondido no terno e c) Sem a companhia de Taehyung.

Minhas opções não eram as melhores. Ficar de vela não era uma delas, então a única que sobrou foi ir atrás do Jung.

— Peguei no pulo! Parado aí! — gritei e ele se abaixou, os olhos arregalados diminuindo de tamanho assim que me viu. Hoseok suspirou, aliviado.

— Cara, nunca mais faz isso. — Se apoiou em um dos meus ombros, tirou a garrafinha do terno e voltou a jogar mais um pouco no ponche. — Quer saber o que é?

— Quanto menos eu souber, melhor. — Puxei um dos copos de plástico vermelho, colocando um pouco do ponche adulterado e tomando um gole — Arh, que porra é essa? — Segurei o vômito, o terno era alugado.

Hoseok me encarou como se eu fosse uma completa decepção, então deu de ombros, abrindo mais uma das garrafinhas e jogando o líquido no ponche.

— Nós a apelidamos de "Derruba", foi feita com Corote de pêssego, 51, Catuaba selvagem e xixi de gato.

— Xixi de QUÊ?

— Jimin chegou, alá!

— Onde? — Me virei, atormentado. — Arh, caí nessa de novo… ah não, pera, ele chegou mesmo — sussurrei, dessa vez mais atormentado que antes.

Jimin tinha acabado de passar pelo portal de balões e senti como se a música tivesse parado. Ele sorria, passou a mão pelos cabelos azuis, jogando-os para trás e fazendo uma dancinha animada junto de Taehyung.

Quando ele se mexia de nada parecia um bonecão do posto igual o melhor amigo, mas sim, um modelo de catálogo de revista da Avon, aquelas que nossa mãe insiste em perguntar se, ao comprar o perfume, o modelo vem junto.

E falando sobre mães, eu só conseguia pensar no que a minha acreditava, que existia dois tipos de homem no mundo: os que ficavam bonitos de roupa social e o resto.

Todos os caras daquele lugar, incluindo eu, eram o resto, menos Park Jimin. Poxa, eu era muito baitola mesmo, pior, estava me tornando mais baitolão justamente por… ele e isso nem andava me assustando mais, igual os monstros que Nayeon jurava ter embaixo da cama dela.

— Seu cabeção! — Hoseok me deu um peteleco, alarmado, se abaixando atrás da mesa de bebidas. — Jackson e eu precisamos batizar essas bebidas, não deixa Taehyung me ver!

Uma parte de mim queria que Taehyung o visse, porque assim Jimin também veria e bom, o resto vocês já sabem. Mas eu estava com raiva do pitoquinho então me virei, tomando uma das garrafinhas de Hoseok direto do bico. Troço horrível, sentia meu fígado implorando clemência enquanto o líquido descia pela minha garganta.

Me abaixei para entrar debaixo da mesa, puxando o pé do Jung no processo. O forro azul fazia cócegas no meu rosto, mas não liguei o suficiente, já Hoseok achou que fosse uma barata e deu um pequeno chilique.

— Você acredita em amor à primeira chupada? — perguntei, temeroso. Hoseok arregalou os olhos e seus lábios tremeram, segurando uma risada. — Bro, é sério. — Puxei sua gravata.

Nós dois, próximos demais, debaixo da mesa com várias garrafinhas de uma mistura alcoólica suspeita jogadas aos nossos pés, enquanto sentia uma linha de suor descer para o meu brioco. Não era bem assim que eu imaginava passar o baile de formatura.

— Prossiga. — Ele se sentou e eu fiz o mesmo.

— Okay, como eu posso começar… ah! Já sei. — Bati palmas. — Tem uma amiga minha, você conhece, a Lisa. Ela disse que fez boquete em um cara...

— Vocês são bem próximos, né?

— Hoseok, foco. — Lancei um olhar ameaçador. — Ela disse que fez o boquete no cara em um banheiro do colégio, era o primeiro dela, só que eles brigaram depois e ela não consegue tirar o… dele da cabeça.

— O Pau?

— O órgão erétil e copulador do aparelho reprodutor masculino.

— Chame do que quiser, gosto mais da definição do Mc Pedrinho.

— Não é essa a pergunta! O que eu quero saber é se você acredita que alguém possa se apaixonar mamando alguém.

Hoseok realmente parou para pensar. Eu rezava para não demorar muito porque ali embaixo era um mormaço do caralho, eu suava todinho, meu topete já estava todo bagunçado e pareceu uma boa ideia tomar mais um gole da bebida de Hoseok, enquanto ele alisava os pelinhos que cresciam no cavanhaque como um Michelangelo fajuto.

— Talvez “Lisa” já estivesse apaixonada por esse cara antes do ato, já pensou nessa hipótese?

— Hipoteticamente?

— Hipoteticamente.

— Sim, pode ter passado pela cabeça dela…

— Então fala pra ela ficar de olho na Síndrome do Cabaço.

Arregalei os olhos, como um louco me arrastando ainda mais para perto de Hoseok, daqui a pouco estaria no colo dele.

— Me conte t-u-d-o.

Ele fez uma cara de sabichão, fingindo tirar uma sujeira invisível do terno.

— A Síndrome do Cabaço foi catalogada pela primeira vez no ano 5 antes de Cristo. Desde então foi comprovado cientificamente pela renomada fonte "Vozes da Minha Cabeça" que todo mundo se apaixona perdidamente pela pessoa que tirou a sua virgindade, conhecida popularmente como "cabaço". — Ele deu um sorrisinho. — Essa última expressão tirada também do dicionário de significados do Mc Pedrinho, mas… continuando. — Apontou o dedo indicador no meu peito. — Se eu fosse a "Lisa" tomaria cuidado com a Síndrome do Cabaço, fortemente aliada com a Síndrome da Primeira Mamada, e não confundir com aquele meme "Amada?" porque é outra coisa, mas, voltando ao primeiro termo, é preciso de mais estudos para ser popularmente comprovado.

— Você é um GÊNIO! — Sorri, beijando a testa de Hoseok. — Então tem uma explicação científica! Lisa vai ficar felizona.

— Tudo tem explicação científica. — Ele concordou, se arrastando junto comigo para sairmos debaixo da mesa.

Me levantei e respirei fundo, agraciado com o ar cheio de gelo seco, perfume caro e presunto — a mesa dos frios ficava perto de onde estávamos. Hoseok também estava suado e parecíamos ter saído de uma sauna, mas minha noite tinha melhorado 100% graças a nossa conversa.

Meu celular vibrou no bolso do smoke e pedi licença um segundo para ver  quem era, minhas mãos tremeram ao pegar o aparelho porque não conseguia enxergar Jimin na multidão. Meu coração palpitou, quase saindo do peito, um sorriso idiota nascia no meu rosto.

Morreu no mesmo instante que vi a mensagem.

Não era para eu ter sorrido? Porque a caixa de mensagens estava vazia, nenhuma mensagem trocada a não ser a que recebi agora "Vou realizar seu desejo hoje a noite, me encontre no armário de limpeza atrás da quadra de basquete" e a foto de Namjoon no icon.

(...)

A expressão "com o cu na mão" nunca me definiu tanto. Eu suava como um porco indo pro abate (desculpe a referência, veganos) mas era um fato. Enquanto caminhava com as pernas tremendo igual pau de laranjeira, eu me perguntava se era isso mesmo que eu queria, quer dizer, as chances de ser o capitão era quase ínfimas. Poderia ser uma zueira do time de futebol, um bug do Whatsapp, até mesmo o próprio Mark Zuckerberg querendo me comer.

Mas, e se fosse Namjoon?

Acho que eu gostava do fato dele ser inatingível, o nível máximo de homem gostoso & pauzudo que eu poderia alcançar, o crush eterno e bobo que todos temos no colegial e não vai pra frente, porque como dizia a filósofa contemporânea, Marilia Mendonça: "Me apaixonei pelo que eu inventei de você" era verdade e fazia muito sentido nessa ocasião. O que Namjoon tinha de especial para ser tão necessário me tirar o cabaço? Gostos musicais parecidos? Raso demais. Bonitão? Mas nem fazia o meu tipo. E eu ao menos conversei por dez minutos ininterruptos com ele para ter uma opinião mais profunda.

Será que Namjoon ficaria chateado se eu o recusasse usando uma frase de música sertaneja?

Mas será que é o Namjoon?

Respirei fundo, encarando a porta do armário de limpeza da quadra de basquete, meu estômago embrulhado, sangue, suor e lágrimas, tirando a parte do sangue.

Então apertei a maçaneta gelada e abri a porta.

Jimin me encarou espantado, e minha expressão não deveria ser diferente.

— Mas que porra…?

— Digo eu! — Observei a quadra vazia e entrei no armário,  cheiro de alvejante de eucalipto e água sanitária irritava minhas narinas, mas encostei precariamente a porta atrás de mim e Jimin deu passos curtos, porque o espaço não ajudava, e trombou em alguns esparadrapos. — O que você tá fazendo aqui?

— Namjoon me mandou essa mensagem! — Ele estendeu o telefone.

— Ai, droga. — Mostrei a mesma mensagem para ele, eram iguais, nem uma vírgula diferente. — Fomos trollados.

— Tá bom, Lucas Neto, pode aparecer agora! — Jimin fechou os olhos com força e tapou os ouvidos.

Encarei aquela cena sem saber se ria ou se achava fofo.

Ah, é, me esqueci, estava puto com ele.

— Ei, para de palhaçada! — Dei um tapa nas suas mãos e ele abriu os olhinhos devagar, me encarando como uma criança com medo do escuro. — Acabou, Jimin.

Era difícil dizer isso com todas as palavras sem deixar que um tantinho de decepção aparecesse na minha voz.

A atração que eu tinha por Namjoon era tão utópica que, quando caí na real, parecia até piada. Desde os meus 10 anos quando descobri que a admiração que eu sentia pelo Justin Bieber era muito mais que amor de fãs brothers heterossexuais que ouviam "Baby" escondido e, consequentemente, meu selinho desajeitado com um menino na igreja. Então, desde que me olhei na frente do espelho e me assumi gay em voz alta, eu não sentia essa indecisão maluca na ponta do estômago que o Jimin me fazia sentir, essa teimosia em esconder um desejo que era inato a mim.

— O que tá tentando dizer? — Ele tinha um ponta de frustração na voz, e era difícil pensar direito com ele tão perto de mim.

—  O que estou tentando dizer é que o ano acabou, Jimin, nos formamos, e eu estou cansado de fingir que realmente estou dando uma foda pelo Namjoon. Na real, você não percebeu que isso tudo só contribuiu para que nós dois nos pegássemos? O que me assusta é que, talvez, eu não me arrependa de nada.

Tá, eu não deveria ter lançado a braba daquele jeito, mas, se o meu pônei já estava na chuva, era para se molhar, né não?

O negócio foi que a coragem deu o ar da graça só para eu jogar aquele discurso rapidão ali mesmo, pois eu tive que engolir em seco quando Jimin não me deu resposta nenhuma. Na real, ele apenas estancou no lugar com os olhos arregalados e se manteve daquela forma igual uma estátua. Não o julgo, também ficaria em choque se estivesse no lugar dele. Não era fácil ouvir que o seu pseudo-inimigo, que te atazanou durante todo o colegial, agora admitia que queria comer o seu cu — não que eu apenas quisesse só isso, literalmente, não me entendam mal.

Mas, ao contrário do que imaginei, não ganhei um soco ou um beijo do pitoquinho, dois extremos quais apostava cegamente que seria a sua reação. Na realidade, a tragédia se mostrou presente quando os olhos dele só transmitiam chateação, como se eu tivesse o magoado, o que me confundiu por segundos.

— Mas gente...? — Ele riu nasalmente, me pegando de surpresa — Dessa vez você se superou. Nem a Pabllo Vittar conseguiria ir tão longe...— Eu neguei rapidamente com a cabeça, sabendo quais seriam suas acusações. — Legal a sua nova maneira de tirar uma com a minha cara, mas eu não estou a fim de servir de palhaço para você.

Me desesperei quando ele rumou decidido até a porta do pequeno armário e tive que segurá-lo pelo braço, antes que saísse por completo.

— O que você está falando, meu Deus?! — questionei, beirando o surto.

Okay, eu não esperava que ele ficasse feliz com a minha confissão, mas ao menos gostaria que acreditasse em mim. Porém, no final, eu só parecia um babaca.

— Pare de se fingir de sonso, eu sei que isso tudo foi armado por você, Jeongguk. Sinceramente, eu sei que não poderia esperar menos vindo de você, mas me mandar uma mensagem fingindo ser o Namjoon pra zoar com a minha cara foi a gota d'água. — Ele cuspiu na minha cara, e por um momento a teoria de que, claramente, aquele meu desejo era unilateral quase me fez soltar o seu pulso e o deixar ir embora.

Mas, quer saber? Dane-se a sensatez. A parte do meu cérebro que adorava se iludir resolveu agir e me mostrar que, se no mínimo Jimin não sentisse tesão em mim, ele nunca me deixaria o tocar e gemeria do jeito que gemeu para mim. Eu não estava pedindo para que ele me amasse, eu só queria um sinal verde para que eu pudesse avançar na outra faceta do nosso relacionamento — isso se eu pudesse chamar assim — que não envolvia ataques e nem planos fracassados de ter Kim Namjoon.

— Jimin, eu não sei quem nos mandou essa mensagem, eu não sei, porra! — grunhi — Mas que se dane também. O que eu falei não é mentira e eu não estou querendo bancar o malandro para cima de você! Não brincaria com os seus sentimentos dessa forma — suspirei, finalmente soltando o seu pulso, embora ele continuasse a segurar a porta aberta com uma mão, hesitante.

Eu queria que ele ficasse, pois não era fácil, nem para mim mesmo, o fato de querê-lo tanto assim.

Mas, se ele não me queria nem para dar uns pegas dali em diante, fazer o que né, clã?

— Por que eu acreditaria em você? — Suas íris caçaram cada detalhe em meu rosto, como se buscasse algum sinal do que eu falava era brincadeira, mas eu me mantinha firme, sincero. — Quem vai me garantir que você não está tentando me confundir para me ter fora da jogada?

— Porque eu estou foda-se para o Namjoon. — Dei de ombros, o fazendo comprimir a boquinha protótipo da Angelina Jolie. — E quer saber? Isso aqui… — Apontei para mim e para ele, alternadamente. — Não é mais um jogo para mim faz tempo, eu finalmente pude perceber isso.

Os olhinhos levementes saltados e a suavização de sua expressão — antes desconfiada —, me mostraram que eu não era tão mal com as palavras. Talvez eu poderia ser um bom publicitário, se eu quisesse. Sabia vender meu peixe, embora não estivesse tentando vender meus reais sentimentos para ele.

Se Jimin quisesse, ele os teriam de graça. Ewn, ewn que meloso, Jeongguk, a que pinto você chegou?!

— Então, o que você espera de mim? — O bluezinho pareceu mais calmo, deixando as acusações de lado, mas ainda de cenho franzido. Talvez o tempo de convivência me fez o ler bem o suficiente para reconhecer quando ele estava em guerra em seu interior.

Se eu tinha uma chance de entrar real oficial nessa jogada que não envolvia Kim Namjoon e uma parcela tão grande de ódio, eu entraria com o pé direito.

— Espero que você feche essa porta e me deixe te mostrar que a gente pode aproveitar essa festa da melhor forma… apenas nós dois, sozinhos, aqui. Amanhã você pode voltar a fingir que me odeia, e eu farei o mesmo. Mas agora, nós dois podemos fazer o que quisermos aqui, Jimin, e ninguém precisa ficar sabendo.

Quando proferi tais palavras em um sussurro quase rouco, mas cheio de cautela, sabia que ele havia sido pego de surpresa assim que soprou o ar de maneira ruidosa, como se estivesse com dificuldades para respirar.

Eu não agi diferente, caso ele aceitasse a minha proposta, estava pronto para não deixá-lo se arrepender.

Minha mente voava alto, criando várias situações e eu não poderia garantir que em nenhuma dessas me envolvia agarrado no corpinho gostoso de Jimin por toda a noite, e sabia que ele já imaginava que iria acontecer da mesma forma caso ficasse.

Continuamos nos fitando sob a penumbra do quartinho sem iluminação, me lembrando como eu adorava ambientes assim na presença de Jimin, com sentimentos demais sendo compartilhados. Enquanto que, num segundo eu agradecia a Hoseok por ter me ajudado a confirmar o que eu já desconfiava estar sentindo, no outro, o baque da porta se fechando me assustou.

Por um segundo perdi a visão, entrando em desespero, e isso não envolvia o fato de que eu não conseguia enxergar direito por causa da porta completamente fechada. Meus batimentos aceleraram drasticamente quando senti pequenos jatos quentes atingirem meu rosto, até que o seu abraço quente me capturou.

Jimin estava aqui. E eu não sei o que tinha o feito ficar de fato, mas eu não queria saber naquele momento.

Eu só sabia que os braços dele estavam enrolados sobre os meus ombros enquanto o seu rosto fazia cócegas contra a pele do meu pescoço. O agarrei forte de volta.

— Depois de hoje, a gente não vai manter nenhum contato… eu não quero mais continuar assim. — Ao ouvir a voz firme soar contra o meu ouvido, eu senti que uma pedra de gelo se quebrou sobre a minha cabeça, me trazendo novamente para a realidade.

Eu não sabia como reagir, tampouco o que dizer. O engolir em seco que se sucedeu foi mais doloroso e barulhento do que eu pude calcular. Foi aí que tomei a decisão que me levava a estaca zero novamente.

— Combinado. Não é tão importante para mim. — Me convenci.

    De todos os meus defeitos, o pior de todos era o orgulho.

Meu coração tamborilava forte na caixa torácica e, em outra situação, me envergonharia caso ele percebesse o meu estado tão afetado, mas agora eu apenas encostei meu nariz em sua bochecha à medida que segurava em sua nuca, num convite mudo para que ele finalmente me beijasse. E graças a Deus que os meus olhos se adaptaram à escuridão, pois foi lindo o modo que Jimin ergueu a cabeça novamente, me fitou de um jeito que eu não soube decifrar para depois selar a minha boca com a sua.

Nossas respirações densas e ruidosas se encontraram novamente em um selinho anestesiante para mim. Por segundos, apenas nos mantivemos naquele encostar casto, sentindo a textura dos lábios do outro, até que eu tomei a iniciativa de capturar seu inferior e o chupar com vontade.

Um suspiro o escapou quando voltei a repetir o ato, sugando o lábio farto para depois o massagear com a língua. Jimin tomou rédeas da situação e inclinou a cabeça para o lado, a fim de encaixar melhor nossas bocas e engatar um ritmo profundo ao nosso beijo. Minhas mãos ansiosas encontraram morada em suas nádegas, como sempre, quase levando-o a ficar na ponta dos pés ao aplicar força demais na apalpada, o instruindo a soltar o primeiro gemido da noite; contido, quase sôfrego, capaz de me arrepiar até os dedinhos do pé.

Em contrapartida, nossas línguas se encontraram bruscamente, o fluxo de saliva trocado se tornando ruidoso em nossos ouvidos. Eu sentia como o ósculo ia se tornando cada vez mais febril quando Jimin praticamente estrangulava meu braço com as mãos, descontando toda a euforia em minha carne.

E eu que jurei que o pitoquinho era fracote. Ah vá!

Quando a sua boca fugiu da minha de uma hora para outra, só percebi que ele chupava o meu maxilar e queixo assim que o toque dos resquícios da saliva desceram pelo meu pescoço, me dando calafrios, me fazendo levar minhas mãos até seus cabelos que, ao contrário dos meus, eram sedosos. Os puxei, descontrolado, desmontando o topete. Eu não sabia como amenizar meu desespero, minha boca entreaberta e a cabeça jogada para trás enquanto ele mordia e sugava deliciosamente a minha pele mostrava o quanto eu gostava daquele tipo de atenção.

— Porra, Jimin… — Não era para eu ter soado tão afetado, mas mandei a descrição para a puta que pariu à medida que ele passou a marcar meu pescoço com desejo. Ao tempo que tinha as bandas de minhas nádegas bem firmes em mãos.

Pelo visto, ele pareceu gostar da minha bunda da mesma forma que eu gostava da dele. Estávamos em um impasse aqui, mas nada que precise se preocupar.

Minhas mãos resolveram, sorrateiramente, encontrar caminho em seus quadris, rapidamente puxando a camisa social branca para fora da calça enquanto ele continuava seu trabalho, dessa vez de desabotoar minha camisa. Ao fitar o seu lábio inferior preso entre os dentes dianteiros à medida que fitava o meu tronco exposto. Não me contive em me inclinar e plantar um beijo sobre a sua orelha, inalando a fragrância como um drogado antes de capturar o lóbulo com os dentes, chupando e o encharcado de saliva, fazendo Jimin se contorcer em meus braços.

Quando ele conseguiu fazer com que a minha camisa caísse em conjunto do blazer no chão, finalmente pude completar a minha vontade e o choquei contra a porta do armário. Um amontoado de entulho caiu no chão pelo impacto brusco. O Park gemeu surpreso, mas apenas me atentei em puxá-lo pela cintura com posse, esfregando minha virilha com tudo na dele.

Ele estava ofegante, a pele queimava sobre o meu toque, e eu logo fiz questão de arrancar a parte de cima da roupa, sentindo um lapso gostoso de prazer ao grudar nossos troncos nus, misturando o suor que aos poucos se formava em nossos poros.

— Você é muito gostoso, sabia? — Quando vim perceber, já tinha sussurrado aquilo contra o ouvido dele, como se segredasse algo, brincando com sua orelha enquanto sentia seus tremores constantes. Suas mãos subiram até a minha nuca, se emarranhando entre os fios, me deixando totalmente sedento para arrancar todas as roupas e vê-lo totalmente nu.

Com certeza Park Jimin sem roupa era um espetáculo.

— V-você tem certeza disso? — Ele gemia entre a sentença, deixando entrecortada enquanto eu chupava a pele leitosa do seu pescocinho (e pense num pescocinho cheiroso). — Eu não tenho o tipo de corpo daquela Gisele lá, a modelo brasileira…

— Jimin, não fode — Interrompi o falatório que eu já sabia que iria vir. Beijei seu maxilar quando vi seu olhar vacilar. — Eu não espero que você tenha o corpo de uma modelo, que tipo de ideia é essa? Se eu quisesse, iria atrás de uma mulher — disse o óbvio.

— Meu buchinho ainda é de doce.

— O buchinho de doce mais legal que eu já vi, pode crer.

— Não estou acostumado a te ouvir me elogiando assim. — Ele soltou um risinho, e eu não tive como ficar puto de ter quebrado um pouco o clima. O porrinha era bonitinho demais quando ria, relevem.

— Eu também não… mas a gente se acostuma, né?

— É, eu acho que sim… — Aquela foi a deixa certa para voltar a beijá-lo com um fogo no rabo que o falatório no meio do pré vuco-vuco não foi capaz de esfriar. Mas, na hora que eu ia, ele vinha com o mesmo entusiasmo, e o resultado foi certo quando as nossas testas se acertaram, gememos alto, dessa vez, de dor.

— Meu Deus, me desculpa! — Depois de uns segundos ele começou a rir, com a mão na testa, o que me levou a fazer o mesmo.

Já poderíamos ser cotados para regravar a versão 2020 dos “Os trapalhões” da Globo.

— Tudo bem, tudo bem. — Mantive a calma, mesmo que meu amiguinho lá embaixo estivesse mais feliz do que moleque em época de festa junina. — Eu estou louco para fazer isso com você logo…

Voltei a me aproximar, mais sedento do que tudo, e o seu risinho cessou para dar lugar a ansiedade novamente. Eu pude jurar que fogos de artifícios explodiram por trás de minhas pálpebras assim que as fechei e o beijei novamente.

Voltamos ao clima quente de antes, só que dessa vez com uma nova ansiedade batendo na boca do estômago, porque primeiras vezes ainda são primeiras vezes mesmo se forem boas, no entanto, não deixei que o medo de fazer feio me estressasse. Eu mal tinha tempo pra pensar com Jimin tirando todo o meu fôlego num só selar.

E as mãos inquietas dele largaram a minha bunda para explorar um lugar mais perigoso, chegando sorrateiras até agarraram meu cinto. Gemi por antecipação pensando no que aconteceria se elas descessem mais um pouquinho.

Jimin findou o beijo, mas não deixou de manter a boca quase colada a minha, compartilhamos nossas respirações ofegantes e o rosto dele misturado em uma expressão maliciosa me pegou de jeito. Ele lambeu os lábios, mordendo o inferior quando adentrou a mão por dentro da minha calça, massageando minha ereção.

Arfei vergonhosamente, com a boca grudada na dele, sentindo-o começar um vai e vem com as mãos habilidosas por toda a minha extensão. Eu me achava bom na punheta até experimentar Jimin fazendo, tanto lá em casa como aqui, e descobrir que era mediano a vida toda.

— Gosta assim? — Ele passou o dedão demoradamente pela minha cabeça, prolongando meus gemidos. Eu tinha as mãos bem fortes na nuca dele quando o beijei, lascivo e necessitado antes de sussurrar:

— Gostaria mais se fizesse com a boca.

Jimin resfolegou, os lábios vermelhos tanto pelas minhas mordidas e selares, como as que ele infligia em si mesmo. Eu poderia facilmente gozar só por imaginá-las ao redor do meu pau.

As mãos dele saíram da minha calça para subir até meu tronco nu, empurrando-me para o armário atrás de nós. Engoli o seco, meu coração quase saindo do peito. O pedido anterior foi feito no calor do momento, por um Jeongguk pensando exclusivamente — e literalmente — com a cabeça de baixo, mas Jimin levou a sério e se ajoelhou, os olhos semicerrados ainda presos nos meus enquanto desafivelava meu cinto, a boca começando a trabalhar por cima do tecido da calça, com beijinhos, soltando lufadas quentes, e eu não pude mais encarar aquilo, era tentação demais.

Puxei mais forte o cabelo dele, agarrando os fios macios e fitando o teto, desesperando. Ao passo que ele abaixou minhas calça pensei na escalação Brasil x Alemanha na copa em 2014, pensei até no Galvão Bueno de calcinha quando senti meu pau ser abraçado pela boca dele.

Diferente de toda a preliminar de antes, Jimin foi com sede ao gol, chupando toda a minha extensão e se engasgando no processo. Pensei em avisá-lo para ir mais devagar na minha pouca experiencia em boquetes que adquiri chupando ele semana passada. Mas Jimin não me deixou ao menos abrir a boca para tentar, continuou no mesmo ritmo de antes e só parou para respirar fundo, o peito subindo e descendo quando sorriu, a saliva escorrendo pelo queixo e um fio único me ligando a ele.

Aquela visão era demais para mim, me tirava mais fôlego do que perdi na primeira tentativa. Os lábios avermelhados e a expressão pervertida que ele ostentava me tirava dos eixos. Os nossos treinamentos anteriores pareciam de grande valia agora, Jimin se mostrava um rei do sexo, tirando os engasgos e testas se batendo.

Meu dedo escorregou pelas extremidades da boca dele, recolhendo a saliva que lhe escapou à medida que sorrimos um para o outro, com um toque de luxúria que eu, como um cara virgem de 18 anos, acreditava não possuir.

Mas, então, Jimin voltou a massagear meu falo com uma euforia incontrolável, descendo o punho rapidamente pelo meu pau como se estivesse desafiando-se a me fazer gozar o mais rápido possível. E eu não poderia garantir que iria demorar para vir quando me contorcia e gemia estridente sob o toque forte e hábil o suficiente para me fazer ver estrelas.

E lá estava a cavidade quente me recebendo, dessa vez, hesitante, porém mais cautelosa do que antes. Ele chupava de um jeito tão gostoso que o combo “ver” e “sentir” eram demais para mim. Eu tive que optar por fechar os olhos e rezar para não gozar tão rápido, queria prolongar aquela delicia até que eu saísse daqui desmaiado (apesar que esse tipo de pensamento era bizarro demais).

Com uma sucção forte barra lambidinha inesperada na minha glande, me convenci que meu pensamento era o mais provável. Foi ali que quase gritei “Jesus Cristo”, olhei para baixo e comecei a tremer sem nenhum controle motor.

— Que gostoso… porra — gemi entredentes, revirando os olhos ao sentir a risadinha que ele soltou vibrar em meu pênis. A boquinha inchada indo e vindo no pau todo encharcado de saliva foi muito para mim. Eu não conseguiria com tanto.

Era muita areia para o meu caminhãozinho.

—  Jimin... espera, espera um pouco... — sussurrei, afastando-o para ter um pouco de raciocínio lógico, o que a cavidade molhada dele somada ao calor e a iminência do que aconteceria não me deixava ter. —  Quem vai...?

—  Quê?

—  Você sabe... —  Revirei os olhos. —  Não sei porque tô falando em código, tô querendo saber quem vai comer quem.

—  Ah... —  Jimin lambeu os lábios, os olhos inquietos antes de voltar a me encarar, ainda ajoelhado ao meus pés.

Tive que puxá-lo para ficar de pé antes da tentação de bater meu pau nas bochechas fartas e coradas dele fosse mais forte que eu.

Admito que fiquei com medo de ter acabado com o clima, dele não está preparado para transar ou até mesmo que eu pareça um idiota com as calças arriadas com o pau duro dentro de um quartinho de limpeza.

Se eu pensasse demais, acabaria broxando.

—  Eu quero —  ele murmurou, a voz baixinha e rouca bem pertinho de mim. —  Quer dizer, podemos mudar depois, mas quero você me fodendo hoje.

Se alguém contasse ao Jeongguk do começo do ano que Park Jimin diria essas palavras, exatamente com essa intenção e em voz alta, eu nunca teria acreditado.

Sorri entre o beijo que nos tomou segundos depois, buscando desabotoar a  calça social dele de uma vez por todas, em contrapartida que chutava para longe a minha, nos meus tornozelos. Era muita coisa para administrar ao mesmo tempo, mas eu não iria largar da boca de Jimin durante o processo. Os lábios dele eram como imãs, era difícil soltá-lo enquanto nossas línguas se embolavam e permitiam que a saliva externasse para fora das nossas bocas.

Os estalos molhados dos beijos, os ofegos e gemidos criavam todo o clima necessário para que eu descesse meus dedos ansiosos até o seu membro, agora totalmente livre, e o agarrasse, tentando o retribuir um pouco de prazer. Porém, quando já estava pronto para ajoelhar e rezar, ele me atrapalhou no processo.

— Vamos l-logo com isso… — sussurrou contra a minha boca, sem ar. — eu vou explodir de tesão.

Aquela confissão foi altamente desconcertante para mim, meu cérebro entrou em pane.

Ai meu G-dragon, o que eu faço agora???

— Vira pra mim… — Eu não sabia o que estava fazendo, nem que direcionamento dar as minhas mãos. Só sei que, quando ele atendeu o meu pedido, se virou e encostou contra a porta espalmando as mãos na madeira, meu cérebro entrou em curto circuito. Desci meu olhar para baixo e vi toda aquela montanha branquinha empinada unicamente para mim. — Jimin… — salivei, meus olhos tão fixos que nem piscavam, direcionados àquela visão do paraíso.

Ele me olhou confuso sobre os ombros, e eu logo engoli em seco, fitando-o de volta.

Foi ali que eu fui me encostando no corpo dele como se fosse um criminoso em ação. Nada me preparou para sentir o corpo nu de Jimin colado ao meu. O melhor foi quando meu pau se encaixou automaticamente entre as nádegas fartas dele e nós dois gememos em uníssono pelo contato delicioso.

Era muito para ser assimilado de uma hora para outra. Meu pau latejava por tanta libido acumulada. Eu conseguia sentir meu membro exatamente onde deveria estar, nossas mãos espalmadas na porta, unidas e suadas, além das lufadas de ar que saíam quentes a apressadas e batiam nos cabelos.

E o perfume de Park Jimin... aquela mistura intrínseca doce, azul e quente demais para colocar em palavras, me fez tomar uma decisão de última hora.

Desci com as mãos pelos braços dele, sentindo os pelinhos arrepiados ao chegar às costas desnudas e suadas, um tapa ecoou quando acertei a palma em cheio numa das nádegas. Jimin resfolegou, gemendo gostoso quanto acertei a outra, abrindo-as para que minha boca se encaixasse ali.

Sei que ele me pediu para adiantar as coisas, mas aquele rabetão não havia entrado em jogo ainda, e eu precisava prová-lo antes, era tudo que eu mais desejava ao beijar, de uma maneira até muito casta, a bunda dele. Dentro de mim uma euforia imensa, misturada a ansiedade, me dava água na boca à medida que encurtava o espaço entre meus lábios e sua entrada. Quando cheguei no local desejado e comecei a lamber, sentindo a pele rugosa na ponta da língua, Jimin era uma inconstância de gemidos incompreensíveis e arfares sofridos.

Ele não parava quieto de jeito nenhum, então acertei sua bunda com outra palmada, apertando a carne farta ao recomeçar com a língua. Ouvi um muxoxo pedinte, o que me deu mais vontade de continuar, dessa vez simulando com a língua uma vai e vem que premeditava movimentos futuros.

A saliva escorria, lambuzando todo o meu queixo e as nádegas dele e, com isso, me afastei, observando a pele macia cheia de pontinhos tortuosos, vermelhos e latentes, onde chupei. A marca dos meus dedos também se encaixava numa das bandas.

Sorri, passando o dorso da mão para limpar a boca, até que o pior dos problemas me assolou. Franzi o cenhos, um tanto quanto desesperado ao sussurrar:

— Eu estou sem lubrificante e camisinha aqui — cheguei a conclusão, envergonhado. Jimin parecia no mesmo estado que o meu quando me fitou de cima, as bochechas coradas.

Não o julgo. Em que momento da minha vida eu me imaginaria ajoelhado com o rosto praticamente enfiado no meio das pernas de alguém? Principalmente de Jimin? Era distópico demais toda aquela situação, mas isso não quer dizer que eu não estava gostando. Pelo contrário, em meio ao tropeços, até que eu pegava gosto pela coisa.

— Tem no bolso do meu terno… — murmurou de volta, eu o encarei, confuso.

— Você estava planejando transar com alguém?

— O quê? Não! O Tae me mandou guardar para ele.

Meu pai, o Jimin era lerdo que só o caramba.

— Agora tudo tá explicado! Arh… aqueles dois…

— Como assim?

— Nada! — exclamei, me levantando. — Nada, bebê, onde paramos? — sussurrei bem no ouvido dele, ainda com a palma em sua bunda porque, pessoal, descobri um novo descanso de mão maravilhoso.

Ele sorriu, voltando a ficar inquieto assim que os beijos desceram por seus ombros e meus dedos cheios de saliva estimularam sua entrada. Tentei puxar o terno com os pés, mas me faltava prática, então tive que me desgrudar daquele corpinho delícia para puxar o blazer e balançá-lo no ar até ouvir o baque fraco do lubrificante e da camisinha caindo no chão.

Minhas mãos tremiam, era quase como se eu entrasse em um ataque epilético junto com o meu pau — não chegava a tremer, senão eu teria sérios problemas médicos — mas eu o sentia pulsar, como se tivesse vida própria e sabia o que aconteceria agora.

— Anda logo, Jeon… — Jimin lamuriou e eu, desesperado e as ordens,  apertei com mais força o lubrificante que não saia nem por reza.

Até que deu merda.

— AAAAH… Espirrou lubrificante no meu olho!

Ardia tanto que comecei a sobrar a esmo, o pior é que eu não podia limpar, minha mão estava lotada do líquido pegajoso e de mais alguns outros fluidos, claro.

— Deixa que eu resolvo. — Jimin se virou, achei que ele fosse tentar abrir meus olhos, perguntar se estava tudo bem, me ajudar a limpar aquela bagunça, mas ele tomou a camisinha da minha mão e ainda de olhos fechados senti quando soprou e logo depois a encaixou no meu pau. — Pronto. Agora vamos.

— Valeu pela parte que me toca. — Abri devagar um olho, devia estar vermelho como um drogado, mas já não ardia tanto.

Eu tinha coisa muito melhor para fazer do que dar um google e perguntar se lubrificante cega, na verdade, quando encaixei Jimin novamente em mim, sentindo o roçar das suas nádegas com o meu amigão, meu filho, se o amor é cego, prazer, amor.

Segurei meu pau firmando-o entre o indicador e o polegar, brincando um pouco com a sanidade mental dele como ele também fez comigo — e também porque eu sabia que colocar tudo de uma vez não era lá muito bom na primeira vez —  e não que eu fosse expert em suposições, mas Jimin também parecia mais relaxado ao se inclinar aos poucos, a respiração espaçada e ritmada. Soltei uma lufada de ar assim que entrei, um pouco, nele.

O corpo de Jimin endureceu quando enfiei totalmente, nosso gemido saiu em uníssono. Finalmente éramos um só.

Aumentei os movimentos, ainda receoso, mas recebendo o aval de Jimin para continuar. Eu me sentia quente, principalmente nas partes baixas, sentindo o encaixe perfeito de nós dois. Os gemidos longos e roucos dele junto aos meus preencheram todo o cômodo, tornando tudo uma bagunça de suor, pele e o barulho obsceno ao me chocar contra o quadril dele.

Quando os movimentos aumentaram tive que me introduzir novamente, porque éramos como loucos sem controle, doidos para aumentar a adrenalina que fisgava as nossas barrigas, igual ao friozinho antes da montanha russa cair, só que troque o chão por um penhasco.

Jimin arranhava a porta com as unhas pequenas, até voltar com elas aos meus braços, querendo que meu corpo se choque mais ao dele — o que era impossível —, porém, aquela sensação também me assolava. Eu só conseguia pensar porque caralhos eu não tinha feito isso antes.

—... Tá gostoso dentro de mim, hm?

— Porra, Jimin...

Golpe baixo do caralho.

Os gemidos dele se tornaram mais indecentes, sobrepondo aos meus. Não conseguimos dizer mais nada que fizesse sentido. Minhas pernas começaram a tremer, sentia meus dedos se contorcendo e minhas mãos quentes, apertando sua cintura suada.

Eu queria virá-lo, beijar a boca dele como um louco em abstinência, e Jimin pareceu sentir a mesma necessidade que eu quando, naquele alavancar incontrolável de movimentos febris e gemidos obscenos, virou seu rosto para o lado e puxou o meu de encontro ao seu, esfregando nossas línguas numa imagem totalmente sem pudor algum.

Eu gostava daquilo. Amava a forma que parecíamos à beira de um colapso de tanto tesão um pelo outro, no momento em que estávamos mais juntos do que nunca. Minhas mãos escorregaram entre nossos troncos suados, meus dedos dedilhando suas costas úmidas pelos movimentos constantes dos nossos corpos. Seu cansaço de gemer sendo provocados unicamente por mim.

— Awn, Jeongguk… — Sua boca se afastou da minha só para que ele soltasse seu gemido manhoso, revirando todo o meu estômago com o arrepio que a voz dengosa dele causou em meu corpo. Estávamos sensíveis, como se fossemos derreter no mesmo segundo que eu rebolei meu quadril contra sua bundinha gostosa e ele suspirou contra o meu rosto.

Nossas testas unidas, cabelos grudados pelo suor, sem que deixássemos de nos encarar por um segundo sequer.

— Tão b-bom, Jeon… — Seus olhos se fecharam lentamente, como se fosse pesado demais suportar todo aquele prazer. E a minha ação foi a mesma, junto de um grunhido trêmulo quando o estoquei com mais força, vendo suas nádegas se inclinarem mais de encontro aos meus quadris.

— Eu sei que você tem medo, Jimin, mas nós sabemos que você é meu. — Me limitei a chupar o seu pescoço, sem fôlego, me deleitando na sorte de ter Jimin pra mim naquele estado tão nu e cru.

E ele sorriu, cansadinho, daquele jeito bonito e que me arrepiava toda espinha.

Então o comichão veio, meus dedos se contorcendo em conjunto dos seus à medida que minhas mãos voltaram a se juntar às suas contra a porta, e o entra e sai do meu pau em sua cavidade era hábil, quente e sem nenhum controle.

Buscávamos um único objetivo. Loucos, sem ar e fracos por mais. Nossos dedos entrelaçados era o meu único ponto de apoio quando me desfiz dentro dele, trêmulo e sem forças. Eu me sentia zonzo. Era a minha primeira vez, mas eu sentia que precisava ter mais daquela transa com Jimin para viver.

E só foi eu levantar os olhos, inebriado e puxando o ar naquele atmosfera que cheirava a sexo, que ver Jimin me olhando enquanto chegava ao ápice seria, com certeza, a melhor imagem que eu teria por um bom tempo.

Era imutável.

A calmaria que se seguiu foi bem vinda, apenas nós dois buscando ar puro quando o cheiro de sexo era tudo     que sentíamos. E por um segundo, quando Jimin me deu um leve empurrão para se sentar no chão, com os olhos semicerrados quase fechados, a pele brilhando de suor igual a minha, me fez cair na real.

A constatação que eu gostei daquilo mais do que deveria desceu tremenda, me deixando sem ar.

Seria difícil encará-lo depois disso, ainda mais com o que ele disse minutos atrás martelando em minha cabeça.

Foi inevitável não fechar fortemente os olhos quando percebi a sua movimentação, já sabendo que ele se vestia novamente. Eu não queria fazer daquele momento um conto de fadas, a realidade não era dessa forma nem tampouco eu e Jimin estávamos ali para agirmos como num “faz de conta”. Mas era no mínimo decepcionante saber que a minha primeira vez, depois de um orgasmos de sensações tão boas, terminaria daquela forma.

— Eu não vejo mais motivo para continuar, Jeongguk… — Saí do meu torpor quando a voz dele se fez presente, quase sussurrada. Já sei como terminaria aquilo e nunca imaginei que eu me sentiria tão mal. Porra, eu deveria estar feliz por finalmente me ver livre. — Você nem gosta mais dele, a gente não precisa mais disso. — Eu queria negar e dizer que não precisava ser assim, mas meu orgulho mais uma vez me calou. — A gente precisa voltar a ser como meses atrás, manter distância antes que isso se torne confuso demais. Você entende, não é? — Pela primeira vez, ele pareceu agir com cautela, e fui obrigado a olhá-lo pela primeira vez depois que gozamos.

O pior é que nada estava confuso para mim. Estava claro como água, mas eu não queria acreditar que tinha me entregado tão fácil como agora. Jimin queria fingir que nada tinha acontecido.

— Eu entendi, smurffet, não precisa se preocupar. O nosso combinado está desfeito.

⚪Continua»»»


Esse capítulo foi dedo no cu e gritaria, esperamos que vocês tenham feito a chuca, galera! (palavras da bunny, não minhas, Gennifer) kkkkk brincadeiras a parte, gostamos muito desse capítulo em especial e esperamos que vocês também!

Ultimamente os leitores andam muito revoltado com o Ji kkk então dou palco para vocês também:




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