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(XV) Enxergar além dos limites II


(Jimin POV)

🐇🐤

A senhora Go, que G dragon me perdoe, a cada dia que passava se parecia mais com o José Serra da Coreia do Sul —  já tinha morrido e só esqueceram de avisar —, caminhou a passos lentos, tipo lentos mesmos, até o meio da quadra.

O primeiro e o segundo degrau das arquibancadas estavam lotadas dos alunos que participaram do comitê do baile, e eu, infelizmente, era um deles. Mas, olha só, eu não estava nem um pouco animado para estar no colégio em pleno sábado de manhã para organizar o baile no qual eu provavelmente não vou ganhar o título de rei do evento, mas na minha atual condição tudo era melhor do que ficar em casa, ainda mais sabendo que Jennie estaria o dia todo lá.

—  Ei... —  Taehyung me cutucou, sussurrando baixinho. Ele desbloqueou o telefone e me mostrou uma foto, no começo não entendi nada e quando vi que era um modelo de sunga continuei não entendendo nada. — Você acha que é chamativo demais eu comprar uma dessas e levar pra Jeju?

Tirando o fato que a sunga era para emular um elefante e o espaço da  tromba... bem, deixo para vocês imaginarem o resto. Arqueei as sobrancelhas, com dúvidas maiores na cabeça do que o tamanho da tromba do modelo de sunga.

— Jeju?

— Jeju, Jimin! — ele me devolveu o sussurro, o resto numa careta indignada. — Jeju, lembra?

— Jeju, Jeju? A praia?

— Arrh, é claro! — Taehyung me deu um peteleco na testa. Doeu para um grande caralho, mas só pude amaciar meu cocuruto, todo ressentido por não poder devolver na mesma moeda já que a Senhora Go lançou um olhar mortal em nossa direção.  — A viagem de formatura vai ser lá, esqueceu?

Sim.

— Claro que não esqueci — mostrei a língua. — E você trate de ter pena do seu pau e não compre essa joça.

E pena de Hoseok também, mas isso já estava implícito.

Taehyung e eu fizemos cara de paisagem quando recebemos mais um pedido de silêncio, dessa vez de Yeri na fileira de trás, ela me cutucou com aqueles dedinhos fajutos e fez um "shiiiiu" que saiu mais alto que nossa conversa inteira. Ela me odiava, certeza.

E meu caro amigo, não temendo pela morte, esperou dois segundos inteiros até me cutucar de novo.

—  Por que o Jeongguk não veio?

—  Por que euzinho tenho que saber? — rebati, nervosamente silencioso. Ou quase. — Virei assessor particular dele e não to sabendo? Marca ele aí no grupo do whatsapp, eu ein.

Não era porque estávamos treinando beijos e mãos bobas e… punhetas, e que ele frequentava a minha casa, eu a dele e minha mãe já o trate como "de casa" e Nayeon e Yugyeom começaram a me chamar de tio, flertamos por whatsapp também, tivemos uma conversa sem nos xingarmos pela primeira vez e que eu, talvez, tenha voltando a fazer um novo esboço depois de anos juntamente com a cara dele…

O que eu estava falando mesmo?

Ah, sim não é porque passamos boa parte do tempo juntos que eu preciso saber onde Jeongguk está.

—  Ele vai demorar pra chegar, o metrô atrasou... que foi? —  dei um sopapo quando Taehyung ameaçou rir da minha cara e era um riso que eu via muito no rosto de metade das pessoas quando eu mencionava o nome do pernalonga, um riso meio "hmmmmm sei" que eu começava a odiar. —  Coincidentemente ele me avisou hoje, nada demais.

— Para de graça! —  Taehyung cochichou exasperado. —  Vocês dois...

—  Taehyung e Jimin! —  nos viramos rapidamente, nossos nomes saíram da boca da senhorinha nos encarando sob os óculos de graus enormes (quem sou eu pra julgar né) com as duas mãos na cintura. —  Tem alguma dúvida? Parecem bem animados!

—  Ah, sim... estamos... —  Taehyung tirou uma mecha de cabelo dos olhos. —  Na verdade... eu e Jimin queremos ficar na decoração, sabe...

—  Que?

—  É! —  ele me encarou com um sorriso suplicante. —  Jimin tem fôlego pra... pra soprar coisas!

Um série de risinhos baixos ecoaram pela quadra e eu só queria cavar um buraco e enterrar minha cabeça embaixo do concreto, mas só tapei o rosto com as mãos querendo que um meteoro caísse bem no meio da fuça de Taehyung.

—  Tudo bem, os dois ficam na decoração junto com o grupo do Eunwoo. —  ela apontou para o garoto, e ele acenou para nós dois.

Pelos menos seria com Eunwoo. Meu sábado não estava tão perdido assim...

Esquece o que eu disse, pois logo quando Wendy, uma garota do grupo do Cha, começou a trazer os materiais para a decoração da quadra, o brucutu chegou todo afobado, quase desfalecendo sobre a carteira que nós trouxemos para usar como mesa de trabalho, com os olhos tão arregalados que parecia ter visto um fantasma no meio do caminho. Todo mundo do grupo, um total de seis pessoas, — me incluindo —, passaram a o encarar como se ele fosse um alienígena.

E, de fato, o narigudo parecia. A cara dele estava horrível.

— Desculpa aí, pessoal, o metrô deu pau… — A luta que ele estava fazendo para respirar me dava nos nervos.

Minhas mãos recorreram até a minha cintura e eu fiz careta assim que seus olhos encontraram com os meus.

— Tá, tá, a gente só não está entendo o porquê tu está aqui…? Vai procurar o teu grupo, nego. — Abanei a mão, o expulsando, e eu ouvi um resmungo de alguém no grupo.

— Ah pronto, começou. — Taeyong cochichou com tom de tédio.

Eu e o pernalonga reviramos os olhos, por motivos diferentes.

— Para de ser chato, ex curupira, o Jackson que está dividindo os alunos em grupos e foi ele quem me mandou para cá. — Deu língua. Ah, mas que infantil. — Se eu soubesse que você estava nessa equipe também, não tinha nem chegado perto.

— O Jackson é dos meus… — Ouvi o comentário de Taehyung, e o lancei um olhar mortal por entender ao o que ele se referia.

Será que todos dessa escola fizeram uma seita maligna para ferrar comigo? Não era possível tanta maldição.

— Tanto faz, ninguém liga! — Fiz desdém, o levando a arquear as sobrancelhas, pouco ligando para a plateia que nos assistia como se fôssemos uma peça de teatro. — Se você não fizer o seu trabalho direito, eu vou ser o primeiro a te dar um pé na bunda para longe daqui, não sou obrigado.

Ninguém disse que, só porque eu admiti que as preguinhas nas extremidades dos olhos dele eram legais, que eu iria passar a o tratar como flor.

— Okay, casal, a gente já entendeu que o amor de vocês é lindo… — Eunwoo interviu, sendo debochado e arrancando risos. — mas vamos trabalhar logo que a gente só tem hoje para organizar tudo. — Os outros assentiram, começando a trabalhar.

— Sério, Eunwoo, você é bonitinho demais para falar tanta merda. — Comentei quando ele ia passando por mim para buscar um tnt vermelho no chão, ouvindo a sua gargalhada.

— Não fala assim, senão o seu coelhão me mata, bluezinho.

E eu nem precisei digerir as palavras dele direito, pois logo quando eu olhei para frente Jeongguk me fitava do outro lado com uma expressão que denunciava que ele estava pronto para matar alguém. Okay, confesso que a cara dele me deu uma dor no cu, e não no sentido bom da coisa.

— Bonitinho, é? Bonitinho é o caralho. — Ele rugiu do outro lado, jogando a mochila com força no chão, assustando Taehyung, que desenrolava um rolo de barbante.

Eu não tinha motivos, mas quando ele se virou e foi buscar o papel crepô do outro lado da quadra a passadas duras, eu desatei a rir como um doido.

Era uma delícia deixar Jeongguk para explodir de raiva.

E a manhã passou daquela forma. Todas as vezes que eu chegava a um metro de distância do pernalonga, ele resmungava algo, enfiava a língua na bochecha e se afastava, como se tivesse sido infectado com a raiva de um cachorro.

Okay, não era tão legal deixar o brucutu puto. Eu nem sabia o porquê de tanta raiva… ou ao menos fingia não entender.

— Ei, Jimin, me ajuda a recortar aqui? — Eunwoo se aproximou enquanto eu bebia água, — na verdade eu trocava um olhar árduo com Jeongguk do outro lado — e desmanchei minha pose tensa para sorrir em direção do mais alto, resolvendo o ajudar. — Você está animado para o resultado do rei do baile?

— Sinceramente? Não… — Dei de ombros à medida que recortava alguns coraçãozinhos junto a ele. — Eu ao menos fiz uma campanha…

— Que nada, tenho certeza que você não irá ficar para trás nos votos. Pode contar com o meu já. — Sorriu amigável, e eu o retribui.

— Eu gosto de você.

— Pena que não é do jeito que eu gostaria. — Piscou um dos olhos, e eu acabei rindo pois sabia que ele não era ressentido sobre isso.

— Fazer o que, não é mesmo? Eu sou muito disputado. — Brinquei.

— Mas todos sabemos quem é o único que tem o prazer de ter você.

— O Namjoon é realmente um cara de sorte. — Resolvi ignorar a sua insinuação interior, sorrindo traquino, e o outro arqueou uma sobrancelha, um tanto surpreso.

— Você tem interesse no Namjoon? Kim Namjoon? — A curiosidade era mais do que palpável.

— Sim, quem mais seria? Aquele homem é incrível. — Suspirei, no mínimo de um jeito apaixonadinho demais. Quer dizer, eu achava que era apaixonado.

— De fato, ele é incrível. — Concordou. — Mas eu ainda não entendi o porquê você dá uns pegas no Jeongguk quando gosta do Namjoon???

— Porque nem tudo o que a gente quer a gente pode ter, amigo. Esse meu caso com o Pernalonga é complexo demais para você entender. — O respondi como se, de fato, o que eu e Jeongguk tínhamos era de uma lógica inexplicável.

— Okay, mas eu ainda lembro que, há um mês atrás, você afirmou que o seu caso com o outro lá era de ódio… O que mudou, afinal?

— O que mudou é que você está perguntador demais, mano. Para de fazer perguntas difíceis!

Na verdade, eu sabia que não era um bicho de sete cabeças o responder que eu estava nessa com Jeongguk apenas para tomar um pouco de experiência sexual, mas o problema era que, no fundo, eu tinha consciência que não era tão fácil como eu dizia ser no início, pois agora tudo se tornava complexo e os meus sentimentos estavam estranhos demais para serem explicados.

Mas eu ouvi o risinho sacana do Cha, diferente do que eu achava que seria a sua reação quando o respondi daquela forma.

— Quer saber? Você não precisa me responder, pois eu já sei que vai inventar uma chuva de mentiras para não dizer o que é óbvio. — Ele me fitava de um jeito tão oblíquo e falava de uma maneira tão sábia, que eu comecei a achar que ele era o mestre dos magos versão gigante. — E eu já enxergo o que é óbvio, mas também sei que para você parece um enigma. E isso você terá que desvendar sozinho, bluezinho.

Eunwoo sorriu, apenas deixando a tesoura de lado para juntar todos os corações recortados e logo se levantando para ir até o restante do pessoal. Sozinho, me senti reflexivo, como se o mundo tivesse parado ao redor e eu acabado de entrar como protagonista do seriado “As visões da Raven”.

Eu sentia que algo tinha mudado dentro de mim, mas tampouco sabia desvendar o que era. E quando sai daquele torpor, o primeiro que encontrei foi Jeongguk, continuando a me fitar do outro lado da carteira com emoções demais transbordando os seus olhos de jabuticabas. Expressivo demais para que eu pudesse entender.

— Ai meu deus, Chim, vai até lá. Não aguento ver ele com aquela cara de cachorrinho sem dono. — A voz de Taehyung acabou de me tirar do transe, me fazendo o encarar confuso.

— Ele que está com raiva por zeros motivos, Tae, eu não fiz nada. — Dei de ombros, como se pouco me importasse.

O problema era que eu quase nunca dava o meu braço a torcer.

— Ele está com ciúmes, não é óbvio?

Eu o fitei como se ele fosse um louco dessa vez.

— Jeongguk nunca sentiria ciúmes de mim. — A parte sensata do meu cérebro resolveu falar, e Taehyung esbarrou com o seu ombro no meu.

— Para de se fingir de lerdo. Já está chato essa sua mania de querer fechar os olhos para o que está na sua cara. Te orienta, Jimin. — O tom de bronca dele me fez encolher. — Vai se resolver com ele logo.

— Você não é o meu pai para mandar em mim, e eu não vou me resolver com ninguém. — Cruzei os braços, resolvendo por virar a cara para outro lado a fim de o ignorar.

Ah tá que eu iria deixar com que Taehyung tentasse me manipular a ter uma DR com Jeongguk como se a gente devesse algo ao outro. Me poupe, isso era ridículo. Já ter admitido para mim mesmo que Jeongguk não era tão chato e que ele me fazia se sentir bem já tinha sido muito para que eu pudesse assimilar em apenas uma semana.

Um negócio era gostar dos beijos dele, outra coisa era querer enxergar além do limite imposto por nós dois. Isso eu não me permitiria.

— Tu é um…

— Oi, gente. — Quando eu já estava pronto para meter uma voadora de dois pés no bocarudo do Taehyung, a voz de Namjoon soou por toda a quadra, me fazendo quase quebrar o pescoço quando virei a cabeça rapidamente para o pequeno palco montado no espaço e o vi com um microfone em mãos. Meu crush era tão, tão lindo. — O baile de fim de ano vai ser daqui a dois dias, e, como sabem, não diferente dos anos anteriores, eu sou candidato a rei do baile novamente e espero que possam considerar votar em mim. — Eu só queria gritar ali mesmo que o meu voto, meu corpo e minha alma eram tudo dele. — Eu conto muito com vocês para isso. E digo que o voto de vocês não sairá de graça. Tem lanche grátis lá na praça de alimentação, tudo por minha conta. Aproveitem.

Os gritos de animação que se sucedeu depois da sentença final dele foi tão ensurdecedor que, provavelmente, poderia ser ouvido lá da China. Os alunos ficaram tão absurdamente feliz com a ideia de comerem sem ter que pagar por nada, que uma manada de adolescentes saíram largando todo o trabalho para trás em busca do que Namjoon prometeu.

E, quando eu ainda estava letárgico diante da imagem imponente do homem da minha vida, senti um esbarrão no meu ombro e logo percebi que havia sido o pernalonga, rumando a passadas largas na direção do banheiro da quadra. Claro que havia sido de propósito.

Foi ali que percebi que, de fato, tinha que resolver aquilo com o Arara-azul desbotado.

Ele caminhava a passos de distância de mim, cruzamos o corredor em contrapartida do refeitório, ele sem nem sequer olhava pra trás, e quando eu entrei no banheiro, quem esperava atrás da porta? Isso mesmo, Jeon Jeongguk, quem mais seria?

Ele fechou a porta, se escorando nela e cruzando os braços. Meio que a pose toda de putinho deu lugar a uma envergonhada enquanto eu o encarava na minha melhor expressão de whata fuck?

— Então, estressadinho com o metrô? — eu implorava pra que ele respondesse que sim, ciúmes? Puff!

— É, o metrô. — respondeu, ainda não me encarava nos olhos, acho que fitar o vaso sanitário parecia mais interessante. — O mais estranho é que o metrô não é meu, então eu não deveria ficar "estressadinho" em ver o metrô dando bola pra outro, porque o metrô é livre pra ficar com quem ele quiser e não estava no trato que eu fiz com o metrô.

Eu estava meio… aturdido? Aturdido seria a palavra certa, porque aquele banheiro parecia pequeno demais pra caber nós dois, e Jeongguk suava, o calor dele irradiava. E naquele instante, encarando seus olhinhos semicerrados em ciúmes, porque, era isso, Taehyung estava certo o tempo todo e meu cérebro estava duplamente errado. A língua que fazia relevo nas bochechas e os lábios num biquinho afetado, era tão visível que chegava a incomodar, porque eu sabia que, tecnicamente, não sentimos ciúmes de quem não gostamos.

— Mas… você não tem certeza se o metrô estava ou não dando em cima de outro… vagão? Ai que ridículo… — bati os pés no chão, birrento. — Precisamos mesmo conversar com códigos?

Ele ponderou, mas depois negou com a cabeça.

— É mais seguro.

— O metrô não estava dando em cima de ninguém, Jeongguk! Mesmo que o trato…

— A gente já quebrou o trato faz tempo. — ele cruzou o minúsculo e quase inexistente espaço que nos separava. Me desestabilizando completamente ao agarrar minha cintura com as mãos fortes, colando meu corpo ao dele e talvez, deixarei isso no ar, mas talvez o cheiro o perfume dele seja familiar demais e esteja permanentemente nos meus lençóis essa semana.

— Não estávamos conversando por códigos?

— Esquece a porra dos códigos. — e no mesmo segundo, mordeu meu lábio inferior, antes de começar a me beijar.

Soltei um muxoxo indignado porque, poxa, ninguém tem o direito de beijar tão bem assim e Jeongguk gostava de ser erótico, de morder e brincar com a minha língua, de descer as mãos até apertar minha bunda, prensar meu quadril ao dele para que eu notasse sua ereção, notasse que era isso que eu causava sem fazer muito esforço. E eu gostava, só um pouquinho de saber disso, ainda mais na montanha russa que só ia pra baixo que minha auto estima se encontrava atualmente.

O beijo se tornou mais intenso, minhas mãos agarram seus cabelos, e a falta de hidratação que o fazia ter um aspecto bem palha de aço nem me incomodou, era uma das únicas coisas que eu podia descontar, a não ser seus lábios, o ofurô interno que me causava. Enquanto suas mãos subiam, taciturnas, para dentro da minha blusa, arranhando minha pele no processo.

— Puta merda... — sussurrei, revirando os olhos porque a boca dele desprendeu da minha por segundos para ir até meu pescoço, chupando e lambendo minha orelha.

— O que você disse? — Jeongguk cochichou rouco no meu ouvido.

— Nada… pernal… que saco, continua. — empurrei-o de novo e a risada dele foi abafada por mais um beijo, dessa vez casto, bem na voltinha do meu pescoço.

O Jubileu tá esquisito hoje, tenho medo.

E pelo olhar que ele me lançou antes de me dar repetidos selinhos nos lábios realmente me assustou, estava tudo acelerado, maluco, caótico para dá uma desacelerada dessas? É fácil não pensar em nada quando Jeongguk me deixava sem fôlego, acontecia o contrário quando ele me surpreendia com beijinhos e olhares intensos.

— Espera… o quê? AI MEU DEUS?

— Jimin, cala a porra da boca! — ele me encarou por baixo, porque é isso mesmo, o pernalonga tinha se ajoelhado na minha frente, a mão afoita na barra da calça do meu moletom, descendo-a até meus joelhos.

— Você vai mesmo…? — ele não me respondeu, levou o indicador na frente dos lábios, murmurando um "shiiiiu" antes de beijar minha ereção, em cima da cueca.

Meus pensamentos viraram uma massa branca indecifrável na minha mente, suspirei fundo, apoiando as mãos na porta porque esse ditado de "se cair do chão não passa" não se habilita a minha pessoa.

Jeon continuava com os beijinhos, encarando-me sem ao menos piscar, eu tentava não quebrar o contato, mas a cada selar suas mãos desciam mais um pouquinho minha cueca e eu fechava os olhos forte, controlando minha respiração, prendendo os gemidos o máximo que conseguia e o "carambolas" que se repetiam diversas vezes na minha cabeça, pois eu não conseguia, segundos antes, imaginar um lugar melhor para a boca do Jeongguk a não ser grudada na minha, mas ali eu começava a imaginar outra opção.

Ele sorriu, ainda um pouco tímido, mas safado o suficiente, quando finalmente desceu minha cueca de uma vez. Eu não precisava perguntar, estava intrínseco para nós dois que era sua primeira vez fazendo aquilo, mas a forma com que ele agarrou meu pau, respirando pesado antes de tocá-lo com a língua, achei que não pudesse haver jeito melhor.

Não consegui deixar de gemer quando senti sua língua começando, ainda lenta e suave por toda a minha extensão e mordi a manga do casaco, me encontrando numa indecisão: se continuava controlando os gemidos com os olhos fechados ou se os abria, para não perder nenhum movimento dele.

Acho que nem preciso colocar enquete no twitter, a segunda opção venceu em disparada.

Jeongguk não me encarava mais, estava concentrado no que fazia, colocou-o inteiro na boca antes de descer os lábios, lambendo e chupando em baixo, em cima, em tudo meu Deus do céu, outro gemido inapropriado, eu seria excomungado.

A saliva escorria pelo queixo dele, tornava nós dois um só, e quando pensei não suportar vê-lo antes de gozar cedo demais, Jeongguk agarrou minha mão, levando-a para os seus cabelos num pedido mudo que eu ditasse os movimentos, e foi o que eu fiz.

O banheiro que já parecia quente como o calçadão em pleno verão, passou a ser preenchido pelo barulho da boca dele subindo e descendo, guiada por minhas mãos, meus gemidos e seus arfares inoportunos. Em outra ocasião, eu já estaria de joelhos me martirizando com um chicote em mãos assim como a Tonya em um episódio de “Todo mundo odeia o Chris” porque não era possível que um dia eu chegasse a gemer tanto por um boquete de Jeon Jeongguk.

O quão improvável era isso tudo?

Eu não sabia explicar e nem queria quando a minha mente era tomada por uma névoa, inebriada pelo prazer que ele me proporcionava tão facilmente que as minhas pernas tremiam vergonhosamente. Enquanto a sua cabeça ia e vinha no meu pau, naquela imagem explícita entre um engasgo e outro e sucções barulhentas, eu definia que aquele era o melhor boquete da minha vida, embora não tivesse recebido nenhum outro.

Talvez eu fosse precisar que ele me chupasse outras vezes também para que eu pudesse comparar.

Por hora, meus olhos reviram sob as pálpebras fechadas, meu coração batia mais forte do que bateria na Sapucaí quando, num ato impensado e tão afobado quanto, eu senti o famigerado comichão, que sempre senti numa punheta, vir ainda mais intenso ao que meu pênis pulsava dentro da boquinha extremamente quente e molhadinha do Jeon.

Foi aí que o meu aperto nos seus fios azuis se tornou mais forte e um esparmos percorreu todo o meu corpo, me fazendo arquear o meu tronco em busca de ar diante um orgasmo tão arrebatador.

Em toda a minha indústria vital, nunca poderia imaginar que Jeongguk engolindo a minha porra à medida que os seus olhos de águias me fitavam de um modo tão depravado iria se tornar a minha imagem favorita no mundo. Eu realmente queria gravar aquela cena não só em minha mente, mas numa tela enorme pendurada na parede do meu quarto, o que seria perfeito.

Eu o encarei por segundos, nossas respirações e o palpitar do meu coração enchendo meus ouvidos, o suor escorria, como se eu tivesse feito cinquenta flexões ininterruptas. Quando Jeongguk viu meu estado catatônico, subiu minhas calças e eu sentei no chão, ao seu lado, observando nossas pernas espremidas no curto espaço do banheiro. Eu não sabia o que dizer, o desespero pós gozo embaralhava a minha cabeça, porém eu não precisaria nem de óculos para notar que a barraca no meio das pernas dele poderia facilmente ultrapassar a estratosfera.

E, certo, o meu ego estava bem massageado ao saber que aquela barraca do tamanho de um carro alegórico tinha sido montado unicamente por mim, e eu não me limitei em querer fazer daquele momento uma festa de carnaval quando tentei levar a minha mão sorrateiramente até a sua protuberância, meu desejo se tornando alarmante só pelo modo que eu mordiscava ansioso o meu lábio inferior.

Sentia como o seu olhar queimava sobre a minha ação, mas a minha alegria foi de pobre e ela não durou muito tempo.

    — Não precisa retribuir...— Sua mão segurou firmemente o meu pulso, e eu elevei o meu olhar até encarar o seu rosto, me sentindo renegado por dentro. Ele não gostava dos meus toques, então? Eu era tão ruim que ele ao menos me queria o ajudando? Meus ombros se encolheram diante a interrupção dele aos meus planos. — Não temos muito tempo, precisamos voltar a trabalhar no comitê.

    Se explicou com um sorriso pequeno no rosto, mas eu ainda me sentia como uma criança que havia acabado de perder seu doce favorito.

    — Você que sabe. — Dei de ombros. Talvez eu tivesse me tornado bom em fingir indiferença. — Talvez o Namjoon vai ter sorte…

    Deixei no ar. Eu só queria espantar aquele desconforto. No mínimo, ele precisava saber que o trabalho dele foi proveitoso, mas eu não queria falar com todas as letras. Porém, ele continuava com uma expressão impassível no rosto, como se estivesse pensando demais em tudo, ao mesmo tempo que em nada.

    Só que, daí, ele me fitou.

    — O que disse?

    — O Namjoon terá sorte em, sabe, você fez muito bem. — Eu estava constrangido, mas o olhar dele me fez querer sumir da face da terra.

    Eu apenas achei que ele fosse gostar do que ouviu, porém quando Jeongguk se pôs rapidamente de pé, mais ofegante do que quando trabalhava em mim e me fitou com aquelas íris negras com pupilas dilatadas, eu senti que tinha feito algo muito errado.

    — Você… — Ele apontou o dedo indicador para mim, abriu e fechou a boca várias vezes para só, no final, não dizer nada.

Apenas me castigou ainda mais com aquele fitar que me revirava todo por dentro e, naquela metamorfose de acontecimentos, me deixou para trás sem ter me xingado ou ao menos apontado o que eu tinha dito ou feito de errado.

Apenas fui capaz de ouvir o baque alto da porta batendo em sua saída. Eu não conseguia compreender nada, somente tinha conhecimento que Jeongguk me bagunçava por inteiro com muito pouco.

Continua»»»

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A partir de quarta as atualizações vão se igualar ao mesmo número de capítulos que estarão sendo postados no spirit 💛 até quarta😗✌️

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