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(XII) Starman

(POV Jeongguk)

🐇🐤

— O que você tanto vê nesse celular? — Lisa tentou pegá-lo de mim, mas levantei meu braço.

— Nada ué, não posso mexer no Instagram em paz?

Ela rolou os olhos, sem paciência ao cruzar os braços e me encarar com tédio. Nós tínhamos muita coisa para fazer naquela semana, o dever de matemática avançada estava todo espalhado pela mesa da cozinha e era a primeira vez que mexer no Instagram parecia mais interessante. Eu me culpava por isso, pois, quem em sã consciência prefere ficar mexendo nas redes sociais ao invés de fazer o dever de matemática? A melhor ciência já inventada depois daquela que possibilitou o Vin Diesel segurar um helicóptero com a mão em Velozes e Furiosos 8?

— Você pode fazer o que quiser, Jeon, contanto que me ajude a terminar isso até amanhã.

— E quando é pra entregar?

— Hm.. deixa eu ver... — Ela fingiu pensar. — AMANHÃ!

— Mas que porra! — Passei as mãos pelo cabelo, me debruçando na mesa. — E você não me avisou?

— Eu estou avisando há uma semana, nesse meio tempo você foi em festas, ficou popular no Instagram, tirou o bv do Jimin...

— Mas, tecnicamente, isso foi na festa...

— Cala a porra da boca! — Ela me lançou um olhar mortal. — Só se concentra na tangente!

Fechei os olhos, respirando fundo e colocando meu celular em modo avião, peguei a lapiseira como se fosse uma velha amiga. Lisa jogou alguns papéis na minha cara, porque eu sabia que ela amava fazer cena de novela das nove e estava apenas esperando esse momento chegar, aceitei o papel de vilão enquanto tentava fazer a primeira atividade.

Mas, assim... falando em questão, eu tinha muitas questões na cabeça, nenhuma delas começava com Park e terminava com Jimin, nenhuma delas tinha uma boquinha cheia e convidativa e barriga de pão cru... foco, Jeongguk, foco... Namjoon tinha muito foco! Ele era o capitão do time de futebol americano, foco era o que ele mais tinha... e uma barriga de tanquinho, mas eu nunca fui ligado nessas coisas de tanquinho... droga, tarde demais! lembranças bêbadas da minha boca na barriga de pochete do Jimin...

Pochete era um troço legal nos anos 90.

— JEONGGUK!

— QUE FOI?

— Tem dez minutos que você tá encarando essa folha em branco! — Lisa me dá um chute debaixo da mesa e não me deixa curtir a dor tempo suficiente, ela pega a folha do exercício e joga na minha cara de novo. — E por que você desenhou um monte de beijinhos ao invés da resposta?

— Me dá isso aqui! — Tomei a folha das mãos dela. — To viciado naquela música da Larissa Manoela sabe qual é...? Ah, não me olha com essa cara! — sorri — ... beijo, beijo, beijo, beijo beijinho, beijão...

— Vai pra puta que te pariu, sinceramente? Não dá, Jeongguk. — Esperei uma chave de braço ou um soco no olho esquerdo mas ela só se levantou, pegando a alça da bolsa que antes estava pendurada na cadeira.

— Lisa, é só uma brincadeira, juro! — esperneei. — Você tá muito estressada esses dias.

— Ah, você sabe muito bem porque estou estressada esses dias.

Franzi as sobrancelhas, confuso.

— Ãn... eu realmente não sei.

— Você é tão inteligente pra umas coisas e tão burro pra outras...

— Quê?

Encarei o rosto impaciente dela, esperando uma resposta convincente para todo esse bafafá sem pé nem cabeça. Não que eu estivesse sendo chato, tudo bem... eu tenho um leve problema em assumir meus erros, mas eu até poderia assumi-los se Lisa voltasse a ser como antes, tinha alguma coisa errada entre nós dois.

— Guuuuk! Terminei! — Nayeon gritou, nos tirando do transe encara-encara sem sentido.

— Já to indo! — Me levantei. — Promete que vai ficar aqui pra conversarmos isso... — apontei para nós dois, alternadamente. — Direito, tá bom?

— Te dou cinco minutos.

Corri como um desembestado até o banheiro, minha forma física tinha melhorado bastante desde que comecei a treinar com Hoseok. Bati três vezes na porta, ecoando um remexer de penicos.

— Posso entrar?

— Pooode!

Nayeon pegou uma mania meio estranha de prolongar as vogais mais do que o necessário, dei de ombros, abrindo a porta do banheiro e encontrando meus dois irmãos sentados nos peniquinhos laranja e roxo — nada de azul e rosa, você quer Ministra? — porque estranhamente, iogurtes de ameixas soltam o intestino, pois é rapaz, quem poderia imaginar um negócio desses?

— Cadê a Lisa? — Ela arregalou os olhos, chorosa.

— Como assim "cadê a Lisa"? Eu vim limpar vocês.

— Yug não terminou e eu quero que Lisa me limpe.

Segurei mais um palavrão e eu estava segurando palavrões demais ultimamente, tipo espirros, um dia poderia estourar uma veia do meu cérebro.

Tive que chamar Lisa para me ajudar a limpá-los.

Eu sabia que ela era uma boa melhor amiga só por vê-lá limpar a bunda das minhas crias com um sorriso no rosto, e sim, eu tinha o direito de chamá-las de "minhas crias" só pelas vezes que precisava levá-las para meu expediente no posto como uma mãe solteira ou ensinar o para-casa todo santo dia e botar para dormir e... longa lista, me deu sede.

— Como você não sabia que enchê-los de iogurte de ameixa ia dar ruim? — Ela tinha as mangas da blusa arregaçadas, como as minhas, porque no fim o banho pareceu mais plausível.

— Eu não sabia! Juro.

— Mas que mentiroso! — Yugyeom semicerrou os olhinhos, jogando água na minha cara. — Ouviu isso, Na?

— Calem a boca os dois!

— Não os mande calar a boca.

— Isso aí, Lisa! — Nayeon sorriu orgulhosa. — Você é a melhor irmã mais velha que temos.

— Ela nem é irmã de vocês! Eu sou! — Apontei o dedo lotado de espuma para mim mesmo. Lisa riu, jogando mais sabão em mim e quase me desequilibrando dentro do boxer.

— Mas você tá mentindo, Guk. — Nayeon ressurgiu com a conversa de novo, mesmo que eu a encarasse com os olhos esbugalhados num claro "não me fode, garota" .

— Por que ele está mentindo? — Lisa perguntou, curiosa.

— Nayeon bateu a cabeça ontem, te falei? Ta meio birutinha...

— Nayeon bateu a cabeça ontem!? Foi no posto? — Yugyeom perguntou, os olhos arregalados procurando um galo na cabeça da irmã.

— Então você teve que levá-los pro expediente? — Ela tirou Nayeon do banho, enrolando-a na toalha e secando os cabelos dela com o capuz, fiz a mesma coisa com Yugyeom.

— Sabe como é... meus pais tiveram que fazer hora extra na lavanderia...

— Sim! Foi muito legal! — Minha irmã arregalou os olhinhos, batendo palmas de animação.

— Teve até aquele seu namorado azul! — Yugyeom gritou, eu tentei tapar a boca dele com a toalha, mas fui lento demais.

Lisa ia pegar Nayeon no colo, mas parou na metade do caminho, me encarando com as sobrancelhas erguidas.

— Você encontrou o Jimin ontem?

— Ô se encontrou, eles pareciam casalzinho de dorama... — Yugyeom coçou a barriga, como se fosse muito adulto.

— Para de conversa fiada, garoto. — Dei um peteleco na cabeça dele. — Jimin apareceu e... foi uma loucura, mas nada demais. — Não tive como ver a expressão de Lisa, ela pegou Nayeon no colo e saiu do banheiro.

Meus pais chegaram meia hora depois, trazendo comida e paz, posso dizer. Com eles em casa, nos perguntando como estava as "coisas do colégio" e fazendo Lisa sorrir e contar sobre algo que aconteceu há meses atrás, porque quase não tínhamos novidades para contar agora, me fez lembrar quando as "as coisas do colégio" eram mais fáceis.

Quando Jimin era só um garoto que eu odiava.

Ela lavou as vasilhas e eu as sequei, e assim que a soneca pós almoço nos atingiu, pedi que ficássemos no balanço nos fundos da casa, que agora eram de Yugyeom e Nayeon, mas não muito tempo atrás era nosso.

— Você passou tanto tempo afastado, por causa dos treinos, o que aconteceu? — ela me perguntou, baixinho.

— Aconteceu que não deu em nada, não consegui passar no time de basquete, mas agora Hoseok é meu parça... então, acho que não foi tempo perdido.

Lisa riu, e achei que o silêncio se estenderia novamente, mas ela acrescentou:

— E o Jimin?

— O que tem o mordedor de tornozelo?

— O que tá rolando entre você e Jimin, ué!?

— Ah.. — Fiz um bico. — Não é como se tivesse "rolando" alguma coisa, eu nunca me sujeitaria a isso. Eu e o Jimin só vamos treinar algumas coisas...

— Coisas tipo beijo?

— É, tipo beijo! — exclamei, inusitadamente animado. — Eu preciso conquistar o capitão e fiquei sabendo que ele gosta de caras experientes, a única experiência que eu tenho é com Amor Doce e o Jimin não é lá..

— Espera. — Lisa levantou uma mão, em choque. — Você tá me dizendo que vai pegar o Jimin?

Abri a boca, depois fechei, então abri de novo e no fim dei de ombros, com pouco caso, ou fingindo pouco caso, fica a cargo subjetivo.

— Falando assim até parece que vou mesmo "pegar" aquele smurf, mas não é bem assim, nós nos odiamos, lembra? E eu vou usá-lo para conquistar meus objetivos. — O sorriso morreu bem rápido no meu rosto quando falei a palavra "usar" porque não era bem no intuito de usá-lo que eu fiz tudo o que eu fiz, mas também não conseguia imaginar um nome que descrevesse o porque eu fiz tudo que eu fiz.

— Eu disse mais cedo e vou dizer de novo: você é tão inteligente em algumas coisas e burro em outras, tá na cara que esse rolo entre você e Jimin é mais do que está me contando. — Ela parou o balanço, o braço resvalava no meu. — Tanto para você como para ele, tá na cara o quanto se gostam, dá para perceber isso no meio de todas as brigas e provocações.

— Não, definitivamente não! — falei alto, mas depois me controlei, meus pais estavam em casa. — Não acha que eu perceberia se tivesse alguém gostando de mim?

— Jeongguk... — Ela suspirou, resignada. — Lembra quando éramos pequenos e andavamos de patins naquela praça perto daqui e eu caí e me machuquei? Foi só um ralado mas você agiu como se eu estivesse morrendo.

— Pra minha defesa eu tinha 10 anos, o que você esperava? Era sangue!

— Você é um chorão isso sim. — Lisa me empurrou, rindo. — Teve aquela vez que você chegou em casa chorando tanto que demorou quase uma hora para conseguir falar... e quando falou o motivo...

— Eu tinha beijado um menino da escola — sussurrei, o clima foi de ameno para sufocante. Talvez Lisa estivesse certa e eu fosse um chorão, porque ali, lágrimas enchiam meus olhos.

— Eu perguntei se tinha doído, se ele tinha te machucado por que eu estava pronta para te defender... e você chorou ainda mais, porque na verdade, tinha sido bom. — Ela me lançou um sorriso triste. — E mesmo com medo, a única coisa que você perguntou era se eu continuaria sendo sua melhor amiga.

Encarei o céu pincelado de branco e azul, querendo que as lágrimas não escorressem. Eu tinha a teoria que a gente perde um pouquinho de dignidade toda vez que chora na companhia de alguém e eu não sabia onde Lisa queria chegar com aquilo, mas meu coração passou a doer. Nós nunca tocamos nesse assunto antes.

— Então você me abraçou e disse que sempre estaria do meu lado, que eu merecia todo o amor desse mundo... ser amado genuinamente, o resto não tinha muita importância — sorri —, onde você aprendeu o que significava "genuinamente" com 12 anos?

Lisa sorriu, ficamos encarando os nossos pés, balançando como a brisa.

— Mas eu não te contei o que aconteceu quando você foi embora... eu virei uma chorona também. Chorei a noite toda, porque eu menti quando disse que o resto não tinha importância, pra mim tinha, Jeongguk, queria que fosse eu a dar todo o amor desse mundo pra você. — E ela continuou, quando viu que eu não tinha palavras para dizer. — Eu não quero que sinta pena de mim ou se culpe por isso. Eu só precisava dizer para que você pudesse enxergar além, me entende? Não conte com os seus dotes para perceber se tem alguém gostando de você ou não. Você é bom em coisas exatas, pensamento lógico e só acredita em algo quando pode ver, mas nem sempre as coisas são tão concretas assim. As pessoas não são problemas matemáticos.

Ela sorriu em meio às lágrimas e foi embora, quando me encarou uma última vez antes de sair porta afora, eu soube que era um adeus, de alguma forma esquisita, nós não éramos mais os melhores amigos que precisávamos.

E naqueles 320 attosegundos que duram um instante, foram os mais angustiantes da minha vida. Porque se o mundo fosse fácil como nos doramas que mamãe assistia, eu teria me apaixonado pela garota que me salvou de uma briga aos 6 anos e seria o mundo fictício perfeito. Eu cresceria recebendo seu amor genuíno e todos esses clichês idiotas, mas o mundo era difícil, os desejos estão muito além de variáveis que eu poderia contar, e talvez o ponto mais difícil de se amar alguém é esse, você só pode esperar que ela o ame na mesma intensidade e se fracassar a culpa continuará sendo sua, por deixar seu coração nas mãos erradas.

(...)

Eu me sentia igual a Gretchen quando desistiu da Fazenda, apertou o botão vermelho e caiu no chão, desolada, abraçando aquele monte de feno e nos proporcionando o melhor meme da história da internet.

Eu não estava num reality show de quinta categoria, nem era minimamente famoso, troque o feno por um balcão e um uniforme de canarinho, e tenha em mente que era eu naquele fim de tarde.

Tudo porque o que Lisa me disse antes fez mais sentido do que deveria. Me fez pensar em Namjoon e no que eu achava que sentia por Namjoon, tudo ao mesmo tempo. Quando entrei no Saint School tinha acabado de me aceitar gay e o capitão apareceu como o sonho de consumo do colégio. Ele era o que eu queria ser quando crescesse, o cara que todo mundo gostava e admirava, que continuava a ser visto como um homem mesmo gostando de outros homens, que era respeitado e confiante, como se nunca tivesse sofrido na vida.

Mas e se eu tivesse confundido as coisas? Seria possível?

— Óbvio que não — respondi a minha própria pergunta, desbloqueando o celular para da uma conferida. — Okay Google, é possível confundir admiração por amor romântico? — Bloqueei antes que aparecesse as respostas, olhei para os lados, verificando o quão louco eu poderia parecer se alguém me visse assim. — Okay Google, Marilia Mendonça "Me apaixonei pelo que inventei de você MP3"

Não preciso nem dizer quem estava do outro lado da porta de vidro, me encarando com as duas mãos na frente da boca, tapando um riso.

Jimin não era Maria mas estava cheio de graça, além de uma decisão na ponta da língua e um nariz arrebitado que me surpreendeu. Parecia decidido, eu gostava dessa versão também. Ele me esperou trocar de roupa e no fim, o térreo da loja pareceu um bom lugar para conversarmos.

Fechei o zíper do casaco assim que subi os degraus que faltavam, o vento estava forte, bagunçando meus cabelos. Estendi a mão para Jimin pegar, a fim de ajudá-lo a subir, mas ele a recusou com um repuxar de lábios, murmurando um apelido sobre minha altura antes de subir com as próprias pernas.

Eu me sentia como um cantor de rock levando sua garota para ouvir fitas num disquete depois do trabalho, poderia acender um cigarro e recitar poemas idiotas.

— Aqui é bem legal — ele disse, caminhando até a beirada. — Acho que posso ver o abrigo de Taehyung... aquela marquise bem ali. — Apontou com os dedinhos — Consegue ver?

— Óbvio que não, pequeno... tá escuro.

— Okay, você tá estranho — murmurou, caminhando pelo terraço até encontrar um lugar para sentar, eu o acompanhei.

— Gosta de David Bowie? Tem uma música dele que combina com nós dois aqui em cima... e seu sei que é bizarro pra caralho...

There's a starman waiting in the sky... — Jimin cantarolou. — He's told us not to blow it... eu amo essa música... que foi?

— Nunca pensei que gostasse.

— Ué, foi você que perguntou — ele se justificou, dando de ombros. — Seulgi cantava para mim na hora de dormir.

— Seulgi?

— É, minha mãe.

— Ah, sim. — Encarei minhas mãos suadas e, de repente, ver Jimin ali com os costumeiros moletons e os cabelos azuis, que era desastrado e se embolava nas palavras, que voltou a usar os óculos e agora empurrava eles com o dedinho enfaixado por band aid, não era o mesmo que eu via todo dia na escola, que eu beijei na festa e que eu descobri agora gostar de David Bowie. Era como se ele tivesse mudado ou a forma que eu o via tivesse mudado. — Essa é oficialmente a primeira coisa que temos em comum, além do Namjoon — disse, cruzando os braços quando o vento aumentou. A noite fazia com que os pontos de luz dos postes lá embaixo parecessem vagalumes.

— Não é a primeira coisa, gostamos de função exponencial.

— Quê?

— Quê o quê, pernalonga? — Ele me encarou nervoso, os olhos esbugalhados. — Qual o seu problema? Porque você não pode me chamar aqui e dizer aquelas piadinhas horríveis e me chamar por algum apelido idiota? Tipo... "porrinha" ou... ou sei lá! Então eu vou responder do mesmo jeito e vamos brigar? É assim que funciona! Porque você tá com esse ar cult e pensativo, me perguntando sobre gostos musicais e falando o que temos em comum, droga! Vamos usar um ao outro, esse era o trato!?

— Tava zoando com a sua cara, abestalhado. — Dei um peteleco na testa dele, escondendo o rosto antes que ele visse que não estava soando convincente.

— Te chamei aqui para fazermos um contrato, pra isso dar certo, como a Anastasia e o Christian Grey em Cinquenta Tons de Cinza.

— Se citar esse filme mais uma vez eu me mato, tá me ouvindo? Mas... sim. Tudo bem.

— Perfeito. — Ele parecia animado, tirou o celular do bolso, erguendo a mão quando tentei futricar suas notas. — "Primeiro: Nada de se apaixonar" entendido? Sei que sou irresistível.

— Ah caralho... me dá isso aqui. — Tomei o celular das mãos dele. — "Segundo: Nada de encontros em público?" Quem você pensa que é? Um integrante do BTS? — perguntei, chocado — Um adendo, encontros duplos em público tá liberado.

— O que você está insinuando? — Ele tomou o celular das minhas mãos. — "Terceiro: precisamos treinar beijos uma vez por semana".

— Duas vezes por semana, porrinha — argumentei. — E na sua casa, a menos que você queira ser interrompido por dois pirralhos na minha.

— Okay, pode ser — ele respondeu, com um bico indignado nos lábios. — Estou esquecendo de mais alguma coisa?

— Não que eu me lembre, podemos começar oficialmente. — Sorri, debochado.

— É, eu acho que podemos... — Jimin soou incerto, antes de me encarar com os olhos semicerrados. Ele conseguia enxergar daquele jeito? — Mas não se engane com a minha baixa estatura, eu realmente treinei artes marciais e não me importo de usar — ameaçou, e eu sufoquei um riso porque, porra, eu me forçava a não pensar de tal forma, mas QUE PITOQUINHO FOFO DO CARALHO! — Se você inventar de me trapacear, ô... — Então fez um sinal de faca passando pelo pescoço.

Oh, deveras amedrontador, pode crer.

— Se você souber me colocar nas rédeas, estamos combinados. — Tsc, minha especialidade era provocar Park Jimin.

Acho que só vim ao mundo para isso, aliás.

— Jeon Jeongguk...

— Tá tá, cadê? Por onde começamos? — Vamos fingir que eu o questionei sobre aquilo com total desinteresse, tá bem? Porque a minha cara de bunda expressava o quanto eu estava me sacrificando naquele acordo.

— Hoje não. — Quebrando as minhas expectativas, ele se pôs de pé, abraçando o próprio tronco, me fazendo franzir o cenho. — Eu tenho que me preparar psicologicamente para o trauma que estou prestes a passar. — Abri a boca para o xingar porque suas palavras foram claramente um insulto a minha pessoa, mas o porrinha me sorriu todo galanteador, me arrancando a língua solta.

Um post-it foi grudado na minha testa de repente, e eu me pus de pé.

— O quê?

— Se considere um infeliz sortudo, Jeongguk, não são todos que tem o meu número na lista de contato.

E sim, quando eu tomei o papelzinho rosa em mãos, havia o número do pitoquinho anotado numa caligrafia caprichada e bonitinha. Pisquei confuso, como se aqueles dígitos fossem um código difícil para ser compreendido.

Puts, aquilo era muito para assimilar, e quando eu voltei a olhar para frente, apenas o horizonte tomado por estrelas em conjunto das luzes da cidade fazia parte da minha visão.

O azul tinha desaparecido de vista, porém, agora, eu tinha o contato dele em mãos.

Continua»»»

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