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(X) A matemática de nós dois

(POV JEONGGUK)

🐇🐤

Eu admito que, depois que Jimin me deixou sozinho para ir embora com aquele molde de boneco Ken da 25 de março, talvez, só... talvez, eu tenha bebido um pouco também. E não era porque eu estava irrefutavelmente criticando todas as minhas decisões recentes de encurtar o pouco espaço que me impedia de estrangular Jimin e, bem na hora que eu tinha a faca e o queijo na mão, — vulgo, Jimin todo bobão gemendo pertinho de mim — eu joguei o queijo fora e enfiei a faca no cu.

Essa nova estratégia de irritar o ex curupira era realmente engraçada, porque ele espera tudo vindo de mim, menos que eu flerte com ele, então quando acontece resulta num Park Jimin mais estabanado que o normal, surtadinho e com as bochechas vermelhas. Foi hilário a reação dele quando descobriu que eu não estava bêbado. Mas agora eu estava, e culpava ele, claro! Porque me culpar pelos meus próprios atos quando eu poderia culpar Jimin?

A propósito, a raiva que eu sentia por ele ter fugido com o Ken falsificado, e do Ken falsificado, por me tirar uma das únicas alegrias que eu ainda tinha em ver Park Jimin sem reação, se amenizou um pouco durante a festa, passei a me preocupar com coisas mais importantes tipo, conseguir ficar de pé, e buscar mais cerveja — eu era uma vergonha a comunidade gay por ter um hábito de beber como um hetero top — mas, assim que eu entrei na cozinha caí em um outro rolê aleatório protagonizado por Kim Taehyung, gente mostrando a teta e partes íntimas num jogo da garrafa. Infelizmente nenhuma daquelas pessoas eram Namjoon, e pra piorar, tive o desprazer de ver o casal maravilha sentado na piscininha de plástico do lado de fora.

"Cha Eunwoo" falei o nome dele com desdém, quem é ele na fila do pão?

— Cada um que me aparece... — murmurei, bebendo o último gole de cerveja, pronto para sair daquela depravação humana alá Sodoma e Gomorra, mas a noite não tinha acabado ainda, não quando Taehyung entrou com um Jimin a tiracolo, junto do playboy de condomínio empata foda, e não que eu queira foder alguém, muito menos o porteiro de maquete, mas acho que deu pra entender.

— Vamos jogar verdade ou consequência!

— Taehyung, já tá todo mundo jogando! — alguém grita, mas o garoto não pareceu chateado, na verdade, seu sorriso cresceu e ele começou a organizar uma nova rodada do jogo com uma dedicação que eu duvidava que teria para fazer qualquer coisa relacionada ao colégio.

Jimin parecia meio fora de órbita, fazia um esforço ou para não peidar ou para não me encarar, fiquei em dúvida sobre qual dos dois era, e eu só estava encarando de volta porque precisava saber todos os detalhes para zoá-lo quando estivesse sóbrio. Seria fantástico.

— Perdeu alguma coisa aqui, palerma?

O esforço era para não me encarar, sabia.

— Não sei, me diga você. — Sorri debochado, levantando o copo num cumprimento para Eunwoo. — E aí, gente fina?

Ele semicerrou os olhos, desconfiado, levantando o copo também. O momento a seguir foi constrangedor para um grande caralho, nós três nos encarando, sem saber o que dizer.

— Eunwoo, pode ajudar Jackson a arrastar aquela mesa lá pra fora? Vamos fazer um círculo no meio da cozinha. — Taehyung pediu, voltando a tirar os copos do chão, por um segundo deixei um sorriso escapar, observando o garoto se afastar. Jimin o fitou com as sobrancelhas juntas, como se perdesse seu escudo.

— Smurfette, chega aqui, rapidão.

— Eu não vou a lugar nenhum com você, tarado.

Revirei os olhos, encarando Eunwoo de lado para saber se a barra estava limpa.

— Park Jimin! — sussurrei exasperado. — Anda logo! — apontei para fora da cozinha.

Não precisei olhar para trás para saber que ele vinha, quando saí da cozinha para um corredor não tão movimentado, mas nem tão limpo, esperei paciente ele chegar. O corredor estava escuro, se iluminou quando Jimin abriu a porta, mas a fechou novamente, se encostando do outro lado da parede.

Nos encaramos no breu, a boca dele estava semiaberta, molhada e saindo lufadas de ar, preenchendo o silêncio entre nós dois. Os cabelos estavam uma bagunça azul, o suor brilhava no pescoço e o cheiro de bebida era algo que tínhamos em comum. Mas a maneira como os olhos dele reluziam, piscando lentamente ao me encarar tão perto, a calça apertada, a camisa desabotoada até metade do peito exalando o perfume doce demais que já era familiar... todo esse conjunto de fatores, fez com que aparecesse uma cosquinha leve na minha barriga, algo besta, uma nova forma de ódio.

— O que você quer? Não lembra o que eu disse? Não quero te ver próximo de mim...

— Para com essa merda estúpida de me evitar! — esbravejei.

Jimin bateu o pé, indo com a mão para abrir porta.

— Espera, espera aí... — o impedi. — Só queria saber se você e o Eun Alguma Coisa...

— Eunwoo.

— É. Isso aí.

Ele arqueou as sobrancelhas, bufando.

— Isso aí o quê, Jeongguk? — Fez um estalo com a boca, impaciente. — Eu ainda não consigo ler mentes.

O jeito que meu nome saía dos lábios bêbados dele, prolongando o "gguk" mais do que deveria, me fez querer tê-lo me chamando assim mais vezes, o pensamento apareceu antes que eu pudesse resistir e balancei a cabeça, tentando tirar manualmente.

— Você sabe.

— Não, porra, eu não sei! — ele bateu o pé de novo, numa birra, bagunçando os cabelos com as mãos. Eu ainda estava assustado porque o palavrão saiu tão natural que eu esqueci que era Jimin ali, o mesmo cabeçudo irritadiço, com óculos fundos de garrafas (sentia falta deles) e ofensas tiradas de um dicionários dos anos 80. — Para de falar em códigos, meus neurônios agora são compostos por 70% álcool e... DO QUE VOCÊ TA RINDO, PERNALONGA?!

Tapei a boca com a mão, levantando a outra num "desculpa" fajuto.

— Gostei do "porra" que acabou de dizer, aprendeu com quem?

— Você não é o único que fala palavrão.

— Uhum.

— Olha, eu não sei qual é a sua, mas o mundo não gira em torno do seu pau. — Ele se aproximou mais, o dedo em haste bem na minha cara, e eu não deixei o sorriso morrer porque era tão legal vê-lo irritadinho, o ar abafado, copos de cerveja sujos debaixo dos nossos pés e cheiro de suor. — Para de fazer isso — ameaçou.

— Eu? — apontei para o meu próprio peito, com um bico nos lábios. — Fazendo o que, Jimin-ssi?

— ISSO!

A luz quase nos cegou e o Park pulou de susto, colocando a mão no coração. Encarei a porta aberta, segurando um palavrão na garganta vendo os traços bonitinhos do burguês safado, Eun Alguma Coisa pegou as mãos de Jimin, me ignorando totalmente no meio deles.

— Taehyung tá chamando todo mundo pra jogar verdade ou consequência.

A cozinha estava limpa, nos limites que um bando de bêbados que nunca lavaram o próprio copo sabem limpar. Hoseok tinha aparecido e me surpreendi ao vê-lo tão taciturno, dei um tapinha em suas costas e ele me lançou um joinha, murmurando um "lança a braba".

O Jung bêbado parecia sóbrio e sóbrio parecia bêbado, vê se pode?

Sentei ao lado de duas líderes de torcida, Sana e seus cabelos loiros, mexendo num Iphone perolado e mascando chiclete, e Chaeyoung, uma mistura badgirl de jaqueta de couro e rímel escorrendo. Elas me davam medo por motivos diferentes. Taehyung e Hoseok sentaram juntos, as mãos descansando sob o joelho um do outro, e nas minhas lembranças fez total sentido quando Hoseok pareceu tão experiente falando sobre sexo gay comigo e Jimin.

Eles começaram rodando a garrafa, e eu tentava não ligar para Jimin e Eunwoo, sentados tão próximos.

— Dá pra parar de encostar em mim?

— Ué, estamos sentados numa roda, não tem espaço, você queria o que? — cochichei de volta, e mesmo que o hálito dele fosse uma mistura de gambá morto e skol beats 150bpm da Anitta, eu continuava gostando, desde do corredor.

— Você poderia muito bem sentar prá lá, porque logo do meu lado!?

Fingi pensar por alguns segundos, mas só estava aproveitando nossos braços encostados. Era uma proximidade que as roupas não impediam como deveriam, e mesmo que imperceptível, eu sentia Jimin tremer. Me inclinei até seu ouvido para dizer.

— Acho que ficar perto de você virou meu novo vício. — Sorri. — Perdeu alguma coisa aqui, Eunwoo?

— Nada. — Ele sorriu, voltando a beber.

Qual era daquele cara?

Nesse meio tempo, Jackson, o quarterback do time do Namjoon com os ombros largos e um tanquinho que eu queria ter lavado roupa alguma vezes — e eu só sabia disso porque ele fez questão de tirar a camisa. Foi desafiado por Jisoo a beijar Hoseok. Taehyung parecia.... bizarramente feliz?

Balancei a cabeça, confuso.

Mais uma rodada para encher os copos.

A mesma garota de antes, Jisoo, que eu só sabia o nome porque Lisa fazia dupla com ela nas aulas de biologia, rodou a garrafa novamente.

— Aposto vintão que você é o próximo — cochichei para Jimin.

Ele gargalhou, jogando a cabeça para trás e tudo.

— Você tá birutinha, vara de catar manga.

— Olha, variedade de apeli... espera, o quê?

— Se ferrou! — Jimin rebateu.

Fitei a bundinha da garrafa apontada para mim e desesperado, para Jisoo. Ela parecia tão ingênua, pura e legal, com aqueles óculos redondinhos e franjinhas, ela não me zoaria tanto assim, né? Embora, Taehyung parecesse o capetinha sentado no ombro dela, me fitando com a cara mais devassa que sabia fazer. Ele se inclinou, sussurrou no ouvido da garota e eles se encararam por alguns segundos.

Quando Jisoo me perguntou "verdade ou consequência?" a gritaria era tanta que eu só consegui entender por leitura labial. Era como ter a pílula azul e vermelha do Matrix, a diferença era que eu estaria na merda independe de qual escolhesse.

— Consequência!

— Desafio você a beijar o Jimin. — Ela sorriu maliciosa para Taehyung, como dois gênios do crime.

— Filha da put... — bati as mãos no chão, gritando tão alto que ultrapassou a barreira do som. — Nem morto!

— Não sabia que podia recusar desafio! — Sana me cutucou, como se fossemos muito íntimos.

— Só acho que Taehyung não tem que meter o bedelho, era pra Jisoo escolher. — Jimin me ajudou, jogando um copo de plástico no amigo enquanto isso.

— Quem disse que eu não escolhi? — Jisoo se defendeu.

— Taetae só deu uma ideia, não vejo nada demais...

— O corote já acabou com o seu cérebro, Jackson, cala a boca! — lamuriei, levantando as mãos como se esperasse ser levado por Deus naquele exato momento.

— Não manda ele calar a boca!

— Hoseok, até você? — perguntei, desolado.

A gritaria era tanta que entrava pelo meus ouvidos, queimando minha cabeça, fitei meu copo vermelho, bebendo todo o conteúdo de uma só vez.

— Achei uma boa ideia!

— Eunwoo? Pelo amor de... — Jimin continuava guerreando, parecia um aliado da minha cavalaria, ajudando a rebater todas incitações daquele pedido. Nós dois estávamos sendo traídos por pessoas que nunca imaginamos, a vida tem dessas.

— Mas ele tá certo, ué — Chaeyoung resmungou. — Quero ver beijo...

— ESPERA AÍ! — Jimin gritou, todo mundo parou um segundo, porque era raras as vezes que a voz do pitoquinho saía tão grossa. — Ninguém me perguntou se eu quero beijar essa boca de caçapa! Eu fui trazido a esse jogo contra a minha vontade, não mereço tamanho castigo!

— Militou errado, volte três casas. — Taehyung levantou o dedo indicador, passando na língua e encostando no dedo de Jackson, os dois fazendo "tzzzzz" como se tivesse queimado, igual duas patricinhas de filme americano.

— Tá, tá! Eu troco o desafio! — Jisoo tinha as mãos em haste, tentando apaziguar os ânimos. — Um shot de tequila na pancinha dele, então.

Jimin apertou a barriga, ofendido, eu maneei a cabeça num "até que não é tão ruim" pelo menos não teria troca de saliva e de bônus: tequila, e pouparia minha pasta de dente pois se tivesse beijo eu passaria a noite toda tentando tirar os resquícios dele da minha boca.

— Fechado — murmurei.

Deitaram o Park no meio da roda, se tivesse velas e um frango assado pareceria um ritual de magia, já tínhamos o virgem e a bebida. Eu até poderia zoar a situação toda, mas meu mau humor era tanto que eu só fiquei indignado por estar passando por tamanha afronta. Não foi para isso que eu saí de casa, primeiramente esperava beijar a boquinha do Namjoon, mas o capitão sumiu igual o Mestre dos Magos e acabei sendo obrigado a beijar a pancinha do carcereiro de gaiola.

— Tá preparado?

— Olha a minha cara, Taehyung, não, absolutamente não. — Me ajoelhei ao lado do sacrifício, que para um sacrifício tinha uma barriga muito da bonitinha, parecia um pão que o padeiro tirou cedo demais no forno. No momento que eu me ajoelhei na frente do Jimin, a bebida que eu tomei no curto período de tempo fez questão de fazer efeito de uma só vez. O corpo dele se tornou três e eu tive que fechar o olho forte, voltei a abrir, meio zonzo.

— Faça isso rápido, se não eu mato você! — Jimin me encarou com os olhos em chamas.

— Eu disse que você ia se arrepender do que fez comigo nas olimpíadas!

Taehyung derramou a tequila, e eu não me lembro de mais nada depois de sentir minha língua na pele dele.

No mesmo segundo que acordei, minha cabeça despontou em dor, fechei os olhos, o sol era como um grande raio de tortura.

— Mas que merda... — xinguei.

Uma brisa leve atingia meu corpo, a sensação de estar seminu numa superfície lisa que parecia muito com uma banheira era o pior pesadelo para mim, que acreditava fielmente na história da menina que acordou numa banheira de gelo sem os rins.

Apalpei meu corpo, suspirando aliviado ao saber que meus órgãos estavam bem... talvez o fígado nem tanto, então abri os olhos, ainda semicerrados, encarei minhas pernas, a cueca do Homem de Ferro e... e eu não estava sozinho.

Me remexi na banheira, como se tivesse visto uma barata, mas não era uma barata, porra! Queria que fosse uma barata, porque se fosse uma barata ali não seria o Jimin ali, só de cueca, o rosto em total serenidade, dormindo, as coxas desnudas e... o que aconteceu noite passada?

Passei as mãos pelos cabelos.

— O sangue de Jesus tem poder... tem poder... — Me agarrei na beirada da banheira, olhando sem piscar a cabeleira azul dele. Eu começava a hiperventilar, tentando me lembrar de algo que não seja minha boca na barriga dele, será que foi parar em outro lugar? Aí, santo Namjoon, será que...?

Jimin se mexeu eu me encolhi. Esperava que ele tivesse alguma resposta que eu não tinha, mas era tão inexplicável o sentimento que aparecia depois do desespero, da confusão e total descrença. Minhas sobrancelhas estavam arqueadas e minha respiração ainda saía em jatos fortes, mas eu não estava triste, decepcionado ou minimamente arrependido.

— Isso não faz o menor sentido — murmurei, encarando o banheiro vazio.

Os azulejos brancos estavam sujos, com marca de pés, barro e comida, maneei a cabeça, pelo menos parecia ser o apê do Hoseok.

Devagar, como se tivesse em frente a uma bomba relógio, me inclinei até Jimin, vendo seu peito subir e descer, os olhinhos fechados e os cílios pequenos. As bochechas estavam coradas e os lábios num leve biquinho, toquei os cabelos dele e cochichei um palavrão, porque estavam mais sedosos que o meu.

— Maldito, será que produto ele usa pra hidratar?

Voltei para o rosto dele e prendi a respiração.

Jimin me encarava com os olhos arregalados, a respiração aumentou, batendo de encontro a minha, quentinha e levemente fedorenta, mas meu bafo não estava dos melhores também, poderia ser o culpado por acordá-lo, aliás.

E, inusitadamente, tê-lo ali sem se mexer, me encarando tão profundamente com as pupilas inquietas, percorrendo todo o canto do meu rosto, eu meio que perdi a cabeça.

Quando percebi meus lábios estavam a milímetros dos dele. O calor apossava meu corpo, subindo até as bochechas, e com um suspirar fundo findei o espaço que os separava.

Jimin tinha gosto de ressaca, kit kat e possibilidades, e nenhum desses três se misturavam ou faziam sequer sentido, mas a língua dele era ávida, buscando contato com a minha com uma inexperiência gostosa e viciante. Suspirei de novo, extasiado, e o gemido dele saiu longo, quase como um orgasmo auditivo.

Voltei a beijá-lo dessa vez puxando seu lábio inferior com os dentes, porque eu precisava disso mais do que gostaria de admitir, porque tudo que compunha a língua dele descobrindo a minha, os gemidos inoportunos e a bagunça dos fios azuis era uma probabilidade que eu não pensei antes. Logo eu, que sempre fui tão bom em matemática.

Senti a pele de Jimin se contrair à medida que subia meus dedos pelo peitoral quente, os pelos arrepiados, minha mão encontrando morada na sua nuca, e era eletrizante, barulhento, numa mistura de dentes e...

As mãos dele subiram para a minha cabeça, me empurrando de uma só vez, interrompendo o beijo numa iminente crescente de calor.

Fitei os olhos arregalados, a respiração descompassada e a expressão passar de assustada para indignada. Jimin apertou mais forte a palma da mão nas minhas bochechas quando disse:

— Que... porra... acabou de acontecer?

— Eu... não... sei?

— Você tem dois segundos pra sair de cima de mim antes que eu comece a gritar.

Ele cumpriu a promessa, eu tapei os ouvidos.

Continua»»»

Olha aqui capítulo novinho pra ocês, irrá. Aproveitem😊

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