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(IX) Resolvendo Questões

(POV JIMIN)

🐇🐤

Voltamos com mais um capítulo fresquinho.

Queremos saber se vocês ainda estão gostando de acompanhar a fic? Esperamos que sim.

Boa leitura 💜

    Eu saí do mato completamente desnorteado, sem saber como agir ou ao menos pensar direito. O tópico “Jeongguk era um filho da puta que jogou o presente que me daria no fogo” desceu de patamar na minha lista mental e o “Taehyung estava perdido na floresta à noite passando frio e fome” subiu em capslock em sinal de alerta vermelho.

    PUTA QUE PARIU, o meu amigo iria morrer devorado por um bicho antes mesmo da gente comprar uma mansão em Dubai! Não que eu quisesse uma mansão em Dubai, mas esse sempre foi o sonho de consumo do Kim, e se ele saísse vivo dessa, eu estaria disposto a comprar uma mansão em Dubai para ele depois dessa experiência de quase morte!

    Jeongguk vinha logo atrás na maior afobação depois que eu deixei ele e Lisa para trás correndo igual um foguete, comprovando que as minhas pernas curtas desafiavam a própria lei da física agora.

    — Jimin, espera! — A Manoban gritou quando a área aberta da cachoeira já despontava a poucos metros à frente.

    O resto que sobrou das lenhas da falecida fogueira ainda estavam lá, esquecidas, enquanto um bom grupo se reunia no espaço. Eu sabia que essa ideia de vir acampar não iria dar certo. Eu deveria ter ficado junto aos outros estudantes no hotel, assim eu teria evitado que essa festa virasse enterro!

    Porque agora não havia amigo oculto, nem música ruim ao redor da fogueira, histórias sem graça e sacanagens até altas horas da noite. Eu estava morrendo de raiva do pernalonga, eu juro! Tudo começou quando ele achou uma boa ideia ser um orgulhoso.

    — Eu não sei, cara, a gente foi brincar no meio do mato, cê sabe, né? Eu fechei os olhos e ele sumiu!

    Cheguei perto o suficiente para pegar parte do relato vergonhoso de Hoseok, e me enfureci!

    — Desprovido de inteligência! — ralhei, o pegando de surpresa, que virou em minha direção com os olhos arregalados. — Não foi você quem disse que quem transa nos matos são os primeiros a morrer?!

    — Isso aqui não é um filme de terror, Jimin. — Jisoo mascava um chiclete em tédio, e eu bufei.

    Onde merda ela tinha arrumado um chiclete numa fucking floresta em Jeju???

    — Então me explica a mão do Eunwoo queimada e o meu amigo perdido sozinho correndo o risco de ser comido por algum bicho?! — Me exasperei, falando mais rápido quanto o rap do Changbin em Miroh. — A gente está protagonizando um filme de terror, sim!

    — Então culpe seu namoradinho e seu amigo — Yeri deu de ombros. — Foram eles que tornaram o nosso rolê num velório.

    Tá, eu não tinha como negar. A Maria Joaquina não mentiu.

    Jeongguk tinha parado a um metro de distância do pico da confusão, com os braços cruzados e um carinha de cachorro que não me faria ter pena dele tão cedo… na verdade, eu me perguntava se fui tão duro com ele o chamando de escroto orgulhoso, mas ao mesmo tempo imaginava que deveria ser assim para que ele se tocasse que sim, algumas de suas atitudes passaram a ter o poder de me magoar para caralho. Ele podia ser inteligente para saber que eu me importo sobre suas ações depois de ter chorado vergonhosamente em sua frente.

    Eu nunca gostei de mostrar fragilidade em frente de ninguém, nem mesmo de Taehyung e Seulgi, e chorar daquele jeito em sua presença por ouvir que o primeiro presente que ele tinha me comprado era insignificante mostrou até mesmo para eu próprio que Jeongguk tinha mais poder sobre mim do que eu imaginava, sem deixar de citar da vez em que eu chorei por ele ter insinuado que eu estava com ciúmes dele porque, sim, no fundo, eu sabia que eu sempre senti ciúmes justamente… dele.

    Era tão claro quanto água. Tudo que nos fez chegar até aqui como dois cegos que figiam desconhecer o óbvio. Há muito tempo as coisas pararam de ser sobre Kim Namjoon, e se tornaram sobre Park Jimin e Jeon Jeongguk, como dois pólos opostos, atraídos, mas que não aceitavam que tudo se tornasse tão diferente do habitual porque nós dois éramos acostumado a se odiar, e não nos sentir atraídos.

    E eu aceitava isso agora. Aceitava que ele mexia com cada mínima célula existente em mim mesmo que isso não estivesse no script porque, nesse momento, gostar dele não se mostrava tão absurdo assim.

    Agora, eu deveria estar mantendo a raiva que senti sobre as últimas atitudes dele, mas eu era como aquelas criancinhas que brigavam, porém uns cinco minutos depois estavam brincando juntas novamente.

    Ao contrário de meses atrás, eu não conseguia sustentar tanta raiva sobre ele, ainda mais vendo o modo que ele parecia, sim, culpado pelo que fez. Jeongguk era um garotinho orgulhoso, assim como eu também fui esse tempo todo, mas saber que o Jeon comprou um presente que era, sim, significativo para mim, me desmontava todo, embora eu não conseguisse anular tão facilmente que o pernalonga o arremessou na fogueira, mesmo sabendo como ele se sentia sobre isso tudo.

    — Foquem aqui no pai, galera! — Jackson aumentou o tom de voz, me arrancado dos pensamentos sobre o garoto que agora estava deixando seus fios negros despontar por entre a tintura azul. — O melhor que a gente faz é se separar em duplas e ir atrás do Kim Fujão.

    Todos pareceram concordar com a ideia do Wang, até porque parecia a única viável naquela hora, né.

    Mais lanternas foram acesas, e o Rambo versão chinesa começou com a sua liderança, como ele sempre fazia, separando as duplas e, como para evitar que o fogo se inflamasse novamente entre eu e Jeongguk, nem cogitaram a ideia de nos mandar juntos nessa missão, e eu acabei formando dupla com Eunwoo, que havia ganhado um pedaço de pano enrolado na mão levemente queimada.

    Eu sentia algo queimar em minhas costas, mas ignorava completamente por saber que era o olhar do arara-azul em mim assim que eu fui para o lado do Cha, brevemente o questionando se ele estava bem.

    — Taeyong pode fazer dupla com o Hose… — Tirei minha atenção do boneco Ken (Jeongguk o chamava assim nas horas vagas, e eu talvez tenha me adequado a sua mania) quando percebi que a fala de Jackson foi cortada bruscamente e entrei em alerta. — Puta que pariu, pessoal, cadê aquele foguinho dos infernos!

    Quando todo mundo se encarou se dando conta do que estava acontecendo, ou melhor, o que estava faltando ali, suspiramos em cansaço.

    — Hobi sumiu, gente. — Foi Eunwoo que deu a constatação verbal que todo mundo já tinha, e os murmúrios se iniciaram.

    Ah vá se foder também!

    Tá, a gente deveria ter agido mil vezes mais rápido depois que percebemos que Hoseok também tinha sumido, mas só conseguimos passar cinco minutos em puro pane. Para mim, era pior, talvez a gente nem conseguisse voltar a tempo de chegar na hora do jantar no hotel, e eu estava possesso por isso.

    Maldito seja Kim Taehyung, seu namoradinho e todos esses palermas!

    Mas acho que toda aquela demora para agir tinha um propósito, e isso se concretizou quando ouvimos um barulho de algo se mexendo entre as moitas e surpreendentemente os dois bocós saíram dentre as árvores, botando a cara no sol que já tinha indo embora há anos luz aquela hora.

    — Eles voltaram! — Lisa gritou, e eu suspirei audível.

    — Você ficou louco?! — Jackson indagou a Hoseok, raivoso. — A gente já estava desesperado por causa do Taehyung, e você some também?!

    Eu não poderia prestar atenção na missão de Jackson em dar uma dura no jogador de basquete ao correr até o meu amigo e o abraçar como se não tivesse o visto há anos. Ao avaliar seu estado, consegui respirar mais facilmente ao constatar que ele estava bem antes de o meter um tapão, que o fez resmungar e pedir clemência. Ele teria que nos dar boas explicações para esse sumiço de merda.

    — Você não entende, cara! — Hoseok elevou as voz, como se tivesse direito de defesa. — Eu que o perdi, eu que teria que salvá-lo!

    Eu grunhi só em ouvir tanta baboseira.

    — Ah pronto! — Pela primeira vez nos últimos 20 minutos, Jeongguk se pronunciou. — Falou o Cavaleiro de Pégaso protetor de Atena, o herói da Marvel, o príncipe da Disney, o Cirilo colocando o casaco na poça de lama para a Maria Joaquina passar! Você foi muito sem noção, brother! — Ele gesticulava exageradamente com as mãos, e não só eu como todo o pessoal ao redor pareceu prender o riso.

    Eu estava puto, ele não poderia me fazer querer rir assim.

    — Não precisa agredir, queimador de presente alheio! — O Jung rebateu, e eu revirei os olhos quando Jeongguk semicerrou os seus.

    — Olha que tu não me tira de tempo…

    — Só estou vendo você dois de ceninha aí enquanto a madame Kim ainda não revelou como ele sumiu por quase 40 minutos, porra. — Yoongi deu fim às provocações dos “brothers” para questionar o que todo mundo queria saber.

    No entanto, o Kim deu de ombros assim que todos se viraram em sua direção esperando pela resposta.

    — Consegui fotos novas, vou atualizar meu feed no instagram amanhã, pessoal. — O sorriso quadrado era característico de Taehyung, só não entendemos porque o boboca sorriu naquela hora.

    — O que você está falando, seu besta? — Minhas mãos foram até a minha cintura enquanto eu franzia o cenho.

    — Então, galera… — Virei para Hoseok, o dando a atenção que ele parecia querer. — Achei o mozão no mesmo lugar que a gente tava antes. Basicamente, o Tae seguiu um macaquinho comendo manga para tirar fotos dele e não achou o caminho de volta pra cá depois.

    Silêncio.

    — Tomar no centro do seu orifício anal! — Yoongi gritou.

    Mas logo a onda de indignação se sucedeu com questionamentos, xingamentos e atiramentos de sapatos no Kim. Sinceramente, eu não estava surpreso.

    — Ai! — O fresco gritou alto quando Yeri conseguiu o acertar com um graveto bem no meio da testa. — Não me crucifiquem! O Diabinho era muito fofinho chupando manga, tive que registrar!

    — Você é um desserviço para a humanidade, isso sim! — Jackson gritou, em contrapartida.

    — Fodeu com o nosso rolê — Lisa adicionou.

    — É! Agora vamos ter que voltar para o hotel. Eu não passo nem mais um minuto presa com vocês aqui! — Jisoo decretou. — É isso. Falou, tchau.

    A gente parou só para ver os dois carrapatinhos dela, mais conhecidos como Taeyong e Taeil, se preparando para segui-la.

    — Vamos esperar vocês lá na picape. — Taeil foi o único a informar antes de acender uma lanterna e desaparecer junto dos outros dois.

    — É isso, galera, juntem seus trapos e vamos embora logo daqui. — Wang praguejou, conformado.

    — Só um kitkat para me acalmar numa hora dessas, viu, só um kitkat… — Eu resmungava à medida que ia buscar a minha mochilinha perto de uma barraca grande que tínhamos montado anteriormente.

(...)

    Incrivelmente conseguimos chegar até a área onde as duas picapes alugadas haviam ficado estacionadas (já com Jisoo, Taeyong e Taeil à espera), embora Tae não tivesse inventado de se perder ou aprontar mais nenhuma peripécia com Hoseok, a cantoria de Yoongi e o próprio Jung estava sendo o auge daquele dia que deu tudo errado. Me sentia o próprio Shrek com o Burro e o Gato de Botas cantarolando Livin' La Vida Loca no pé do meu ouvido.

    Haja paciência.

    — Isso só pode ser castigo por eu não ter cumprido a promessa de que faria dieta, só pode — resmunguei, mas Eunwoo, que vinha logo atrás, riu baixo.

    — Acho que a minha mão queimada também é castigo, mas eu não lembro de ter deixado de cumprir promessa nenhuma — comentou, tomando a frente ao entrar na picape de trás e se acomodando ao lado de Taeil.

    — Você é louco. Quem enfia a mão no fogo para pegar um presente que nem para você era? — questionei, com um sorriso pequeno no rosto, ainda cabisbaixo com aquilo. No automático, sentei no banco de trás, no pequeno espaço ao seu lado, e o mais alto deu de ombros.

    — Só percebi que o seu olhar estava desapontado demais para algo que o coelho protótipo de academia julgava apenas como uma lembrancinha boba.

Eu apenas sorri amarelo.

    Não tinha muito o que responder, ele já tinha pego tudo nas entrelinhas. Suspirei ao que ele veio e deu tapinhas na minha coxa, como se me confortasse, até que a descansou lá.

    Taehyung tomou o banco de motorista e Hoseok foi ao seu lado, todo montado na cantoria mesmo que seu parceiro de berro não estivesse mais consigo. Com uma olhada rápida pro lado para ver quem tinha sentado no minúsculo espaço ali, suspirei ao dar conta que era Jackson guardando o seu facão no piso do automóvel enquanto se virava em três para caber ao meu lado.

    — O negócio tá amolado, Jiminnie, toma cuidado com os teus cambitos. — O Wang levantou a cabeça ao perceber que eu o olhava, então acabei rindo pelo modo que ele falou, já percebendo que Tae ligava o motor do carro para dar partida.

    Porém, após um segundo de espera, ele buzinou alto, parecendo impaciente com o pessoal do carro da frente.

    Mas o riso não demorou muito quando eu percebi uma comoção pela janela do carro, e a porta ao lado de Jackson foi aberta de supetão.

    O dente de roedor me encarava firme agora, até descer o olhar às minhas coxas e arquear as sobrancelhas. Eunwoo retirou as mãos de lá em frações de segundos.

    — Vamos, Jimin.

    Chamou com autoridade, como se ele mandasse em algo aqui, ou melhor, como se tivesse poder sobre mim.

    — Ir para onde, idiota?! Volte para o carro, não está vendo que todos nós estamos querendo voltar para o hotel o mais rápido possível?! — Bufei em conjunto que ele fez o mesmo.

    — Agora fodeu… — Uma voz praguejou em tédio.

    — Pare de ser assim, olhe como você está apertado aí! — Todos estavam com a maior cara de confusão aquela hora, e Jeongguk ainda debatia comigo com a maior careta de dor de barriga.

    Eu conhecia ele, estava todo se mordendo por dentro por causa de Eunwoo.

    — E você se importa? — rebati, o que o fez recuar um passo para trás, mordendo o lábio inferior, receoso.

    O carro da frente buzinou.

    — Iiiih… — Jackson olhava para mim e Jeongguk, risonho.

    — Não se faz de bobo! — Ele gesticulou sem parar, antes de aquietar as mãos nervosas na cintura. — Não tem espaço para você aí.

    — E não tem espaço para mim lá! — Devolvi, o que era fato já que, se eu fosse para o outro carro, iria exceder o número de passageiros também.

    — Okay, já que você prefere assim, eu posso ir aqui de boa no colo do Jackson! — Ele fez questão de prolongar o nome do Wang ao que montou no colo dele num piscar de olhos bem em frente da minha salada.

    Infantilidade era o segundo nome do pernalonga.

    — Que delícia, cara! — Jackson jogou mais lenha na fogueira para que todos ao nosso redor começasse a gargalhar.

    Em contrapartida, eu fuzilava Jeongguk com os olhos.

    — Você está me testando? Já não basta o que você fez mais cedo?!

    — Eu estou querendo ficar bem, mas você não coopera. — Devolveu, como se realmente tivesse alguma razão ali.

    — Quando você parar de falar em códigos e aprender a pedir desculpas, a gente conversa — falei sério, sem tirar nem pôr, e pela expressão dele, o pernalonga pareceu dar conta de que eu não estava brincando.

    Por segundos, tudo ao redor se manteve em silêncio à medida que eu e o Jeon iniciamos uma troca de olhares inflamada, até que o percebi engolir em seco e assentir lentamente com a cabeça.

    — Okay.

    Então ele voltou a se pôr de pé e saiu pela porta sem dizer mais nada, indo até o carro da frente. Os outros cinco ao meu redor pararam para me olhar com a maior cara de bocós, e os fitei de volta com uma careta.

    — O que estão olhando? — Levei a minha franja para trás, incomodado. — Vamos voltar para o hotel.

  

    O jantar foi delicioso, mas eu não conseguia me livrar do bolo na garganta por todo o decorrer da refeição. Uma mesa gigante estava posta, vários alunos reunido pelo restaurante do hotel compartilhando de conversas bobas e baderna, e eu só pensava na droga de Jeon Jeongguk e como ele conseguiu dominar meus pensamentos no que parecia tão pouco tempo.

    Ele não veio até aqui, e fiquei sabendo por Taehyung que o pernalonga disse que não estava a fim de comer. Eu me perguntava o porquê sendo que a gente não comeu nada pelo resto da tarde inteira a não ser besteiras, marshmallow e besteiras. Eu até poderia ter o perguntado quando saí do banho e ele estava lá, deitado em sua cama no canto da parede de costas para mim, mas eu não estava a fim de conversa, e ele também parecia que não depois do episódio de logo mais cedo.

    E, sim, eu e ele estávamos dividindo uma suíte, com duas camas, claro. Não porque eu queria passar mais tempo respirando o mesmo ar que Pernalonga assim, mas fui obrigado ao ter que economizar o dinheiro da minha mãe porque, qual é, não era barato arcar com duas passagens para Jeju, hospedagem e outras despesas, isso pagando tudo em dobro para a escola, que dizia encarregada de organizar a viagem.

    A Saint School era uma merda, só inventava aquele tipo de viagem para os formandos pagar as despesas dela pelo próximo ano que a gente não estudaria mais lá.

    Mas eu não estava suportando aquele barulho alá final de copa do mundo, e logo estava pegando o elevador de volta para o quarto só na ideia de que eu iria entrar, me jogar na cama e dormir, esperando que amanhã fosse um dia melhor, assim como os professores que vieram com a gente para viagem nos liberassem para sair e a praia fosse o meu destino pelo dia todo.

    Sem estresse e brigas com Jeongguk.

    No meio do caminho, eu reformulava todos os acontecimentos. Como eu passei de um garotinho insuportável doido para ficar com Namjoon e me tornei o garotinho que chorava na frente de Jeongguk porque não sabia lidar com o fato de que ele tinha jogado meu presente na fogueira. Eu estava batendo demais nessa tecla, meus caros, talvez estava criando muitas expectativas sobre o dentucinho depois que aceitei que não conseguiria me manter afastado…

    Isso até depois da colação de grau, onde a gente daria nosso discurso motivacional, jogaríamos nossos chapéus para o alto e a escola não mais fosse a interligação de nossa convivência.

    Eu não sei se quero de fato dar adeus a isso tudo e seguir de vez para a vida adulta. Eu não tenho certeza se quero continuar nesse joguinho de gato e rato com o Pernalonga e continuar a ser conhecido pelos nossos amigos como o “casalzinho fim-de-festa”.

    Foi assim que eu usei o cartão para abrir a porta do quarto e a primeira visão que tive foi de Jeongguk, já trocado de roupa, sentado em minha cama no mesmo segundo que virava para me olhar.

    — A gente pode conversar agora?

    Tirando alguns segundos que passamos nos olhando, eu finalmente entrei de vez no quarto e fechei a porta, ouvindo a sua pergunta mansa.

    Não tinha o porquê eu o negar aquilo, a gente levava esse lance que tínhamos a base de conversas tortas, das quais a gente, querendo ou não, passamos a nos entender e resolver. Isso parecia dar certo.

    — Eu quero conversar com você. — Ao contrário do que queria, passei por ele e sentei encostado a cabeceira da cama, longe o suficiente para fitar as suas costas, enquanto ele se mantinha de frente para a porta.

    — Me desculpa. — Ainda sem me olhar, ele sussurrou, e quase que eu não teria ouvido se o quarto não estivesse tão silencioso.

    — Jeongguk…

    — Não, é sério, Jimin. — A voz dele se tornou mais alta dessa vez. — Me deixa falar antes que eu perca a coragem.

    — Okay. — O dei a deixa, fitando seus ombros caídos sem a coragem de pedir para que ele me olhasse de volta.

    — Eu tenho me sentido diferente há muito tempo, há tempo o suficiente para perceber que isso não era como eu imaginava. — Com “isso” eu sabia que ele se referia ao que se passava entre nós dois e também queria dizer que eu me sentia igual, mas resolvi não o atrapalhar. — Mas no baile foi quando tudo se confirmou.

    Uma ansiedade se expandiu por todo o meu corpo, e eu prendi a respiração no automático.

    — Eu não queria encontrar outro alguém que não fosse você dentro daquele armário de limpeza… eu não queria que você dissesse que iria se afastar depois da nossa transa. — Se tornava cada vez difícil ficar calado aquela hora. — mas você tinha razão quando disse que eu sou um orgulhoso turrão, porque eu sei que sou, Jimin, mas você me faz agir estranho. Eu não me reconheço quando estou com você, porque ao mesmo tempo que eu me torno um louco pela forma que você me faz sentir, eu fico inseguro porque para você tudo parece ser o Namjoon.

    Naquele momento, ouvindo a sua confissão, eu tive a certeza de que ele não era o único a pedir desculpas entre nós.

    — Você realmente mostrava estar comigo apenas porque, no final, queria o Namjoon, enquanto eu parecia cada vez mais desinteressado sobre o nosso trato. Queria parar de fingir que não estava a fim de te beijar a qualquer momento sem precisar dar uma desculpa para isso. Eu queria você, Jimin, desde o dia que brinquei sobre você ter ciúmes de mim. Naquele dia, eu percebi inconscientemente que, na verdade, eu que sentia ciúmes, embora continuasse a negar. — Ele soltou um riso nasalado, como se não acreditasse que estava realmente falando aquilo e, naquele momento, eu não pude evitar não sorrir, embora me martirizasse por ter o feito se sentir daquela forma.

    — Então, depois disso, tudo pareceu ruir, eu me sentia incomodado com os caras que te pediam seu número. Eu me sinto incomodado com o Eunwoo quando sei que não tenho o direito de te cobrar nada!

    Meu coração estava tão acelerado no peito que eu acreditava fielmente que uma hora ele iria entrar em curto-circuito em minha caixa torácica. Parecia improvável que Jeon Jeongguk confessasse sentimentos por mim que não entrasse na definição de ódio e desprezo, mas estávamos ali, naquele universo distópico, onde ele, pela segunda vez, falava sobre si e dizia o que sentia.

    E eu estava feliz, não apenas por saber que nós poderíamos continuar dali para frente com o que sentimos resolvido, e sim, também, porque ele estava ultrapassando a barreira do orgulho para dizer o que sentia por mim, não por outra pessoa, unicamente por mim. E eu não quis mais me manter longe. Não hesitei um minuto até engatinhar sobre a cama vagarosamente e abrir espaço por entre seus braços até conseguir o abraçar pela cintura, por trás, sentindo seu corpo tensionado.

    — Eu me importo com você, Jeongguk...— Sussurrei contra a sua orelha ao descansar a minha bochecha contra seu ombro, lutando para não me tornar um chorão novamente quando ele, pela primeira vez, me fitou de volta com os olhos embargados. — Eu me importo quando a gente briga por besteiras, quando você também finge não gostar de mim e diz estar só me usando — adicionei, sentindo um peso descomunal sair dos meus ombros, fitando minimamente cada detalhe dos seus olhinhos redondos e brilhantes como pequenas jabuticabas que, sim, eu achava tão lindinhas.

    — Eu sou idiota. — Ele riu, inoportuno, ainda que eu o sentisse tremer em nervoso sobre o meu toque. — Eu sempre te achei areia demais para o meu carrinho de mão. — Foi a minha vez de gargalhar, não acreditando que ele estava me dizendo isso, embora que, pelas primeira vez, eu tivesse a imagem das suas bochechas avermelhadas. — Ainda mais quando eu percebi que, por trás de todo o seu faniquito e chatisse, você era um pitoquinho legal que não se importou com o kider-ovo que eu chamava de casa e até gostou da galinha de cerâmica que minha mãe comprou na mercearia. — Era impróprio que eu desejasse tanto o beijar mesmo depois de ele ter dito que eu era chato? Porque só Deus para me tirar essa vontade. Em contrapartida, eu beijei seu ombro castamente, o fazendo voltar seu olhar para a porta por vergonha. — Me sinto tão injusto por um dia achar que você e a galera eram como os outros; riquinhos e egocêntricos. Eu realmente fui um orgulhoso idiota. Vocês se tornaram os amigos que há muito tempo eu não sabia o que era ter além da Lisa, mesmo com toda a confusão que é quando estamos juntos.

    — Eu não te julgo por ter tido uma imagem tão distorcida de mim no começo, não mesmo. As pessoas são assim, e você não é uma exceção disso. Acho que eu também me apontaria como um fresquinho caso não me conhecesse, pernalonga, até porque reconheço que eu eu sou um mimadinho amostrado, mas eu fico feliz que tenha mudado sua opinião — Meu outro braço largou a sua cintura para circular o seu pescoço. — Eu também sempre tive essa ideia de te odiar quando, sinceramente, todos os meus argumentos pareciam infundados demais. Você foi até a minha casa quando eu estive mal, lembra? Aquela foi a primeira vez que eu senti que você se importava comigo, que eu vi que gostava de você quando dizia que não deveria. — Eu suspirei, cogitando se não iria me jogar da janela antes de dizer:

    — Ninguém passa tanto tempo pensando em outra pessoa quando se diz não gostar dela, mas eu passava 24 horas do meu dia pensando em você, tanto que o seu rosto nos meus pensamentos resultaram naquilo que eu iria te dar hoje mais cedo, mas… você sabe.

    — Jimin, me desculpa, eu não queria ter feito aquilo, mas eu me senti em pânico quando imaginei que você iria odiar o presente simples que eu comprei para você. — Ele voltou a me olhar rapidamente, choroso, e eu neguei com a cabeça, sorrindo reconfortante.

    — Eu entendo você, Gguk. — Não deixei de notar os olhinhos levementes arregalados dele diante ao apelido que eu soltei genuinamente por entre os lábios, então não me contive em acariciar seus fios desbotados. Sinceramente, o Jimin também orgulhoso estava querendo me matar por dentro com toda aquela boiolisse, mas ele não teria vez aquela hora. — Mas o acontecimento anterior não pode me proibir de te dar o seu presente do amigo oculto. — Eu pulei da cama, mas sua mão alcançou meu pulso assim que me pus de pé diante dele.

    — Não, isso seria injusto com você, Jimin.

    — Você está sendo orgulhoso de novo, Jeongguk. Esse presente é muito importante para mim, me deixa te entregar ele. — Com as minhas palavras, ele finalmente assentiu e deixou que eu fosse até o embrulho caprichado de tamanho mediano.

    Pelo formato plano e fino, não era difícil imaginar do que se tratava, mas eu ainda fui todo serelepe em direção do Jeon com o presente em mãos, cobrindo parcialmente meu rosto.

    Os olhos deles se tornaram curiosos quando eu parei em sua frente, para só então entregá-lo em suas mãos.

    — Eu fiz pensando em você. — Sorri, sem conter a timidez. A última vez que agi tão bobamente assim foi quando eu colori uma pedra e um cartãozinho na escola e entreguei para Seulgi nos dias das mães. — Pode abrir. — Instrui, sentindo como milhões de fogos de artifícios se estouravam em meu estômago pela ansiedade gritante.

    — Você fez pra mim? — Eu assenti euforicamente, prestando atenção em cada mínimo detalhe à medida que ele abria o embrulho.

    Até que ele finalmente revelou o presente em mãos, me fazendo arfar em expectativas. Será que ele gostaria?

    — Você desenhou o meu rosto, Jimin? — O seu cenho estava franzido, e eu me autosabotei quando deduzi que a sua expressão indicava que ele tinha odiado o presente.

    — Sim… Você sabe, não está lá dos melhores, eu não tenho tanta prática como antes, até porque faz algum tempo que eu não mexo com isso, mas… — Eu continuaria a deixar a ansiedade falar por mim, se ele não tivesse me interrompido.

    — Eu amei! — O tom maravilhado com qual ele usou ao fitar tão fixamente a tela me deixou respirar novamente, por fim sorrindo aliviado. — É o desenho mais lindo que eu já vi, não que eu me ache o cara mais lindo do mundo, até porque eu não sou, qual é, olha esse narigão aqui! — Ele riu abobado, então eu não evitei o riso que acompanhou o seu à medida que sentava ao seu lado no colchão. — Você é um artista incrível, Jimin. — Ele me encarou, com um turbilhão de sentimentos que brilhavam em suas íris, os quais, com certeza, eu retribuía a todos.

    — Eu gosto de você… — Depois de um tempo, a sua voz soou sobre o silêncio que havia se instalado entre nós, mansa e tímida (timidez essa que parecia destoante para imagem do Jeon Jeongguk que eu sempre acreditei conhecer) — eu não queria gostar, mas eu gosto. Mas, o que eu faço se eu gosto de você, inferno?

    — Você está…? — Eu pisquei, confuso, até perceber de fato que o Jeon caía em lágrimas diante a mim. — Jeongguk, você está chorando porque está admitindo gostar de mim?

    — Essa não é a primeira vez que isso acontece, não se ache! — Eu não pude conter a gargalhada explosiva que subiu por minha garganta, me jogando em seus braços por não conseguir segurar a felicidade gritante dentro de mim. — Está vendo? Por isso que eu não queria falar! Você está zombando de mim.

    — Para de ser fofo, inferno! — Eu me recompus, sem saber lidar com aquela nova faceta que me era apresentada do garoto que sempre foi provocante e me chamava de pitoquinho em tempo integral — e eu que achava que era o único chorão entre nós dois. — O cutuquei, sorrindo, mas ele ainda tentava conter as lágrimas.

    Eu deveria filmá-lo e mandar para Lisa, ela com certeza iria amar ver o seu amigo chorão.

    — Cala a boca, eu não suporto suas provocações. — Ele grunhiu, passando o dorso das mãos nos olhos, se afastando para guardar o quadro num cantinho do quarto até se jogar em minha cama, como o folgado que era.

    Eu sorri, sem me intimidar com a sua falsa raiva, indo até o garotinho choroso que se encolhia de lado na cama como se não fosse do tamanho de uma girafa.

    Porém, como anteriormente, eu fui até lá. Eu o devia algo. Por isso, não senti vergonha nenhuma quando voltei a engatinhar sobre a cama e deitei ao seu lado, o abraçando por trás novamente, sentindo o cheirinho de sabonete em minhas narinas quando enfiei meu rosto entre a curva do seu pescocinho cheiroso.

    — Me desculpa…— Sussurrei, íntimo. — me desculpa por ter dito que a gente não poderia continuar ficando, por sempre fingir que tudo é sobre Namjoon, que eu não me importo, que eu não gosto quando você me beija em qualquer banheiro sujo da escola.. porque eu gosto… — Eu beijei a sua nuca, o sentindo se arrepiar sob mim, antes de o fazer virar na cama, assim, ficando cara a cara consigo. Ele ainda ostentava o nariz de batatinha avermelhado em conjunto dos olhos inchados pelo vestígio do choro. Aquele Jeongguk sensível era o meu conceito favorito dentre todos os outros. — Eu gosto de você assim. Eu gosto dos nós de agora, finalmente admitindo que sempre estivemos atraídos um pelo o outro. Eu quero te beijar e fazer tudo com você sem ter um porquê, Jeongguk. — O puxei mais próximo, sem encontrar relutância nenhuma vindo dele, como se fossêmos parte de um mesmo quebra cabeça que finalmente poderiam estar juntos. — Você quer?

    — Eu quero, Jimin.

    Eu finalmente pude perceber que, em como todas as histórias clichês, as malditas borboletas estavam lá, pisoteando meu estômago à medida que a forma que nos beijavamos agora se mostrava diferente de todas as outras, como se de fato o objetivo fosse nos conhecer nos mínimos detalhes. Eu gostava daquele jeito que estávamos recomeçando, como se estivéssemos nos encontrando da forma certa naquele momento. Amava o conceito das borboletas revirando tudo em meu ventre a ponto de me dar uma dor de barriga unicamente por causa de Jeon Jeongguk.

    E, bom, eu aceitava isso agora.

⚪Continua»»»

É isto, chegamos ao capítulo em que os jikooks confessaram a boiolisse que sentem um pelo outro real oficial haha

O pior é que eu estou boiolinha igual, não acreditando que esse momento finalmente chegou aaah Aliás, estamos entrando na reta final da fic, falta muito pouco para acabar, but ainda tem algumas coisinhas para acontecer na história. Esperamos que vocês não nos abandonem no resto do caminho e comentem, sim?

Amamos vocês 💛💜

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