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Capítulo 11

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Acabou que no final das contas Graham nem veio para o bar conosco, ele foi barrado pelo Fábio que estava no pé dele. Pois querendo ou não ele era o anfitrião do evento. Assim que entrei no carro ele me falou que não ia poder vir comigo pois tinha que cumprir mais umas horas no evento e bla, bla, bla... não estava mentindo pois ele me mostrou Fábio e sua equipe atrás dele como loucos. O motorista dele me trouxe até o bar.
 
Agora quase duas da manhã eu estou quase bêbada, já chorei pra caramba abraçada no Matheus depois de ter contado tudo pra ele, sobre o fim do meu relacionamento com o Nathan e dos meus chifres também. Dancei muito e cantei também, mas óbvio sem sair da pose. O evento da empresa de Graham havia terminado há uma hora atrás ele me ligou perguntando onde eu estava, mas eu o despachei dizendo que não queria mais, me fiz de difícil e já me arrependi pois agora estou com tesão, seria mais fácil ter um boy aqui pra matar essa vontade. Me sento na mesa onde Larissa, Felipa e Matheus estão sentados.

— Quero transar. — Digo chorosa e Matheus solta uma gargalhada.

— Amiga tem vários boys aqui.

— Falei que quando tu bebe você fica toda piranhona. — Larissa diz e eu reviro os olhos. Nem estou bêbada.

— Larrisa vai chupar um canavial de rola, vai. — Digo a fazendo da risada e Felipa acompanha. As duas parecem até carrapato, agarradas. É lindo mas irritante quando você acabou de terminar com um traidor.

Eu estava com aquele negócio de viver o luto do ex relacionamento, deixar passar um tempo para dar em cima de outras pessoas mas parando pra pensar, Nathan não esperou nem terminar comigo para enfiar o pau em outro buraco, o luto que se foda irei guarda-lo para uma ocasião melhor.

Acabo me encostando na cadeira e indo mexer no celular. Estou passando os status do povo no Whatsapp quando vem um do Graham. Ele tirou foto de uma taça de vinho em cima de um balcão, e meus olhos de águia voam sobre a imagem. E eu pego o nome do local no guardanapo que está dobrado sobre o balcão. Clube Sky, pois é pra lá que eu vou. Me levanto pegando minha bolsa com Larissa.

— O que foi maluca? – Felipa pergunta.

— Estou indo atrás de uma foda casual. Beijos lindas. — Saio do Point Barra, direto pra casa que fica perto dali. É óbvio que a mamãe gostosa aqui tem que tomar um banho rápido para não fazer feio.

Look ainda preto agora com alcinha e brilhoso, salto fino prata e cabelo bem jogado finalizando com um batom vermelho.
 
Consigo fazer isso em menos de duas horas, porra eu sou o flash só pode pois pra ficar gostosa assim desse jeito normalmente eu iria precisar de mais algumas horas mas quando a mulher quer dar, ela consegue se arrumar em dois tempos.
 
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Meia hora depois mais ou menos de sair de casa eu entro pela porta do tal Clube Sky.

Uau nunca tinha estado em uma boate tão chique, não é tão cheia a luz é suave um vermelho sexy, depois roxo, azul... e por aí vai. Vários sofás pequenos de couro, um enorme bar com várias garrafas de bebidas. Dou uma super olhada em volta e pela primeira vez eu consigo sentir e detectar vários olhares sobre mim. Porém nem olho para o lado, vou direto para o bar, preciso de álcool e depois irei encontrar Graham, espero que ele ainda esteja aqui. Não da nem dois minutos que eu sentei na banqueta, um homem já senta ao meu lado.

— Boa noite. — Ele diz e me olha de cima abaixo sem pudor nenhum. Ele é bonitinho, não tanto mas da para olhar.

— Boa noite. — Respondo e faço o pedido de uma caipirinha, preciso dela bem gelada e forte.

— Você está acompanhada?

— Não, estou sozinha. — Ele sorri e se aproxima mais um pouco.

— Parece que estou com sorte, também estou sozinho. Você está procurando um parceiro para essa noite? Eu posso ser seu acompanhante. — Mas do que diabos esse cara ta falando? Será que ele é um prostituto?

Eu não estou tão necessitada assim, jamais pagaria por sexo quando eu posso tê-lo de graça. Ainda mais com um nem tão bonito assim.

— Eu realmente não estou a procura de um acompanhante. — Digo e chupo o canudo fazendo o líquido gelado da caipirinha encher toda a minha boca – sim eu chupei o canudo e não o pau do cara – o homem sorrir mas não se da por vencido.

— Então veio para um solo? Eu gostaria de assistir, se você permitir é claro. — Eu estou prestes a mandar o cara se foder quando Graham se materializa ao meu lado. Parece que ele também trocou de roupa, agora está com uma calça preta e blusa de botão preta e branca aberta em cima mostrando um pouco de pele.

— Amigo, ela está comigo. — O homem olha para ele e concorda saindo de perto e indo até um casal ao lado.

— O que você está fazendo aqui? — Ele pergunta enquanto me avalia.

— O mesmo que você, bebendo e querendo dançar. — O infeliz da uma gargalhada e olha em volta.

— Você ainda não percebeu que isso aqui não é bem uma boate? Sabe aquele cara? Ele estava doido para ser escolhido por você, não só ele como vários outros. Isso aqui é um clube para adultos, que estão a procura de diversão sexual baby. — Olha só que surpresa.

Eu realmente não desconfiei, que inocente eu sou. Então o carinha ali não era prostituto, ele só queria transar comigo pois estamos em um lugar que as pessoas vem para isso. Graham está com um meio sorriso nos lábios, e eu estou excitada pois uau eu nunca estive em um lugar como esse. Sempre tive curiosidade mas nunca tive coragem.

— Posso transar com qualquer um que me queira? — Pergunto curiosa o fazendo se aproximar e ficar entre as minhas pernas.

— É só você apontar o dedo baby, ninguém iria recusar ficar com você. Eu te vi entrar, eu te vi sentar aqui e vi também vários te comendo com os olhos querendo ser os escolhidos. Eu sou um deles, quero muito te levar para um reservado e te foder bem forte. — Eu não sei se é o ambiente, este homem ou saber que estou em um lugar onde as pessoas vem para fazer sexo com estranhos e se divertir, mas a minha excitação está a mil.

Mas aí eu lembro que Graham não veio comigo, então fico com raiva dele e o afasto.

— Você já estava aqui, duvido que já não tenha transado com alguém. Agora irei escolher outro, deixa eu dar uma olhada nas minhas opções. — Digo ficando de costas para o balcão e olhando ao redor.

Tem bastante homem bonito, casais, mulheres sozinhas... Estava na cara também o tempo todo que isso aqui não era uma boate convencional.

— Não transei com ninguém Amanda. Estava conversando com uns amigos, as vezes viemos só curtir o ambiente mesmo. Depende do quanto estamos afim.

— Me leva pra conhecer o lugar, certeza que tem outros ambientes. Eu já li livros sobre isso e já ouvi relatos, agora quero tirar minhas próprias conclusões.

— Você que manda. — Ele estende a mão pra mim e entrelaça nossos dedos me puxando para dar um beijo em meu pescoço que me arrepia toda.
Eu pego meu copo com um novo drink e sigo Graham pelas escadarias do lugar. Ele me mostra quase todo o clube.

Tem vários ambientes, quartos privados, quartos compartilhados, um lugar que com certeza é uma boatezinha. A cada passo o tesão vai tomando mais conta de mim quando chegamos no terceiro andar Graham me encosta em uma parede em um corredor com uma luz azul.

— E aí vamos entrar em qual quarto? — Ele pergunta e eu abro um sorriso. Vejo três pessoas passarem ao meu lado, dois caras e uma mulher, um dos homens está agarrado na mulher beijando seu pescoço enquanto andam e dão risada o outro passa olhando para Graham e eu e pisca para mim.
Eu sinceramente achei que ficaria super assustada vendo tudo isso, mas só o que sinto é vontade de experimentar e matar a curiosidade.

— Você já transou com um homem? — Pergunto e ele nega com a cabeça.

— Não diretamente, “compartilhamos” a mesma mulher no quarto. Mas ele bem longe de mim e eu bem longe dele, não curto essas coisas.

— Nem um fio terra?

— Não Amanda.

— Ok, vamos achar uma terceira pessoa, baby. — Eu quero um boy, tenho curiosidade e estou excitada o suficiente para entrar em alguma suruba por aqui afora, quem dirá de fazer um menagé com dois boys gostosos.

— Terceira pessoa? Qual é Amanda, vamos entrar nesse reservado e acabar logo com isso. Só nós dois. — Ele diz e me beija, me prende contra a parede e passa a mão pela minha perna levantando meu vestido de um dos lados e apertando minha bunda.

Me agarro em seu pescoço e retribuo o beijo com um fogo jamais visto, porém me desvencilho dele.

— Vamos lá, eu quero experimentar como é transar a três. — Só não vou querer esse negócio de dupla penetração, pois quando eu tentei fazer anal, eu acabei desmaiando... foi a maior humilhação.

— Ok, você escolhe. Vai lá eu te espero aqui.

— Você não vem comigo? Precisa dar sua opinião também.

— Amanda, eu não estou nem um pouco interessado em dar minha opinião sobre algum homem. Meu único interesse aqui é você, por mim não teria essa terceira pessoa. 

— Já volto, ou não. Talvez eu me perca pelo caminho. — Provoco e saio andando.

— Tá bom eu vou com você, só por garantia baby.  

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Uiiii sexo casual, não só amo como adorooo. Amandinha superou rapidinho né?

O que será que vai rolar no próximo? 🙈

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