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Capítulo 19

Eles estão num carro indo atrás de Katherine, mas logo Elena estacionou o carro e eles desceram do mesmo.

—Por que paramos? —Rebekah perguntou fechando a porta do carro.

—Já procuramos em três cidades nas últimas 24 horas. —Elena disse fazendo a mesma coisa que a loira. —Cansei de todas as rádios e estou cheirando a couro.

—E isso é culpa minha? —Rebekah questionou e Thomas revirou os olhos.

—Eu mereço. —Thomas resmungou bufando de raiva.

—Estou com fome. —Elena avisou olhando para uma garota.

—Não viemos aqui pra isso, Elena. —Rebekah falou, mas Elena passou por ela a ignorando. —Eu quero a cura. A Katherine tem. Não vamos parar até encontrar.

—Eu disse daqui a pouco. —Elena disse se virando para a loira.

Então logo ela foi até a garota rapidamente, o que assustou a mesma.

—Ah, meu Deus. Você me assustou. —Ela comentou colocando a mão em cima do coração.

—Foi? —Elena indagou com desdém e logo tentou atacar o pescoço da garota.

—Katherine, está fazendo o quê? —Ela perguntou, fazendo Elena parar. Então todos a olharam surpresos.

—Você me conhece? —Elena questionou se afastando da garota.

—Claro. —Ela concordou. —E eu sei que muita gente prefere que você se alimente no pescoço mas eu te pedi pra ser do pulso, lembra?

—Mas a vagabunda hipnotizou a cidade toda. —Rebekah comentou risonha.

Thomas se aproximou mais delas para escutar melhor e revisou o olhar entre Rebekah e Elena.

—Acho que encontramos a Katherine. —Elena falou encarando a garota. —Qual é meu nome completo?

—Katherine Pierce. —Ela respondeu. —Gostei do novo penteado, falando nisso.

—Como conhece a Katherine? —Rebekah perguntou.

—Como conheço quem? —Ela questionou e eles se entreolharam confusos.

—Eu. Como você me conhece? —Elena apontou para si.

—Cidade pequena. Todos se conhecem. —Ela respondeu sorrindo.

—Então todo mundo aqui conhece a Katherine? —Rebekah perguntou novamente.

—Desculpa, não sei do que está falando.

Thomas sorriu percebendo o que estava acontecendo ali.

—Katherine hipnotizou as pessoas para esquecerem dela a não ser que estejam falando com a própria. Inteligente. —Ele disse, fazendo Rebekah e Elena o olharem.

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Então depois eles foram até uma agência de correios para obter o endereço de Katherine.

—Ei, com licença, eu tenho alguma correspondência hoje? —Elena questionou para um homem de pele negra.

—O que houve com seu cabelo? —Ele perguntou olhando para Elena confuso.

—Cortei. —Elena respondeu depois de revisar o olhar entre Rebekah e Thomas.

—Nos últimos dois minutos?

—Eu estive aqui nos últimos dois minutos? —Elena questionou confusa.

—Está tudo bem, Srta. Pierce? —Ele perguntou risonho.

—Certo, tudo bem. Obrigada. —Elena agradeceu e o homem se afastou.

Então eles perceberam que talvez Katherine podia ainda está por ali, então eles se separaram para procurá-la.

Logo Thomas escutou barulho de lutar e foi até o local, vendo Rebekah derrubando Katherine no chão.

—Você tem razão. —A loira falou. —Você escolheu um ótimo lugar pra morrer.

—É, um lugar muito lindo. —Thomas comentou se aproximando por trás de Katherine.

—Thomas, meu gatinho. Que bom ver você. Será que pode me ajudar?

—Desculpa, linda. Mas eu estou com elas. —Thomas disse pegando o braço de Katherine e a levando a força até uma lanchonete.

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Na lanchonete, Katherine estava sentada ao lado de Rebekah enquanto Thomas estava ao lado de Elena.

—O quê? Sem o discurso "eu vim aqui pra vingar o meu irmão? —Katherine questionou cruzando os braços enquanto encarava Elena.

—Pessoas morrem. A gente segue. —Elena falou sem emoções antes de dar um gole na sua bebida.

—Depois de desligar a humanidade. —Katherine concluiu encarando Elena. —Mas é triste para os meninos. O floquinho de neve da fragilidade, acabou. Bom, se vamos ficar um tempo aqui, eu vou pegar uns cardápios.

Ela tentou se levantar, mas Rebekah pegou um garfo e fincou em sua mão prendendo ela na mesa.

—Não vai à lugar nenhum. —A loira disse encarando a Petrova.

—Esqueci como você é agradável. —Katherine comentou com desdém.

—É uma surpresa você se lembrar de mim já que estava sempre ocupada se revezando entre meus irmãos. —Rebekah falou.

—Meu Deus! O que aconteceu? —Uma garçonete perguntou se aproximando.

Elena chutou a perna de Katherine e indicou a mulher com a cabeça.

—Estou bem, Jolene. Você não viu nada. —Katherine usou a compulsão e a mulher sorriu antes de se afastar.

—Cada minuto que vocês desperdiçam é mais um minuto que damos para o Stefan e o Damon nos acharem. —Elena sussurrou.

—Cadê a cura? —Rebekah questionou pegando o rosto de Katherine e forçando-a a encará-la.

—Desculpa, estou usando verbena. —Katherine avisou sorrindo debochadamente.

—Vamos torturar você. Legal. —Rebekah disse e soltou o rosto de Katherine. —Tá escondendo a cura para usá-la para matar meu irmão?

—Eu passei os últimos 500 anos fugindo do seu irmão. —Katherine a lembrou. —Eu não tenho intenção de chegar nem perto dele. Mas como pode ser usada contra ele eu sei que ele deve estar se coçando pra colocar as mãos nela. Eu dou a cura, ele me dá a liberdade.

—Podre vítima. —Elena debochou. —E a parte do seu plano em que você ferra a gente e alguém morre?

—Não tenho motivo pra ferrar vocês. —Katherine falou. —Eu sei que não acredita em mim, mas é verdade. As pessoas mudam. Eu não sou quem vocês acham.

Elena negou com a cabeça e Rebekah sorriu para Katherine antes de roubar seu celular e jogar para Elena.

—Quem é Em? —A Gilbert perguntou ainda olhando para o celular.

—Amigo. —Katherine respondeu suspirando.

—O encontro está marcado às 14h. —Elena disse lendo no celular. —Eu acho que vou ter que encontrar Em.

Rebekah sorriu para a Gilbert e Thomas ficou pensativo, imaginando as possibilidades daquilo dar errado.

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—O que acham? —Elena questionou depois de voltar do banheiro.

—Está quase. Mas está pouco vulgar. Acho que precisa de mais delineador. —Rebekah respondeu.

—Eu vou precisar de roupas suas. —Elena falou olhando para Katherine.

—É. Vai acontecer. —Katherine zombou rindo.

—Está bem. —Elena concordou. —Pulseira, relógio, brinco. Me dá.

Então Elena tirou o garfo da mão dela e Katherine começou a entregá-la as coisas.

Apesar de tudo, Thomas estavam se divertindo com aquilo.

—Nunca vai dar certo, sabe? —Katherine começou a falar enquanto ela e Elena tiravam suas jaquetas. —Esse cabelo, olhos doces. Você nunca vai se passar por mim. —Concluiu jogando sua jaqueta em Elena.

—Você nunca vai se passar por mim. —Elena imitou e Thomas segurou a risada.

—Mais gutural. Mais grosso. —Rebekah orientou.

—Você nunca vai se passar por mim. —Elena tentou novamente, e na cabeça de Thomas, aquilo era ridículo. Rebekah sorriu.

—Vocês duas são patéticas. —Katherine comentou com desdém.

—Vocês duas são patéticas. —Elena repetiu enquanto colocava a jaqueta de Katherine.

—Ah, perfeito. O nível certo de desprezo e insegurança oculta. —Rebekah disse.

Thomas não sabia o por quê, mas estava começando a sentir pena de Katherine.

—Quase lá. Está faltando alguma coisa. —Elena falou olhando num espelho de mão, então ela olhou para os pés de Katherine. —O sapato. Quero o seu sapato.

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Depois que Elena saiu, Thomas ficou sozinho com Rebekah e Katherine.

—Sabe, eu sempre invejei um pouco a lenda que é Katherine Pierce. —Rebekah começou a dizer, encarando Katherine. —O jeito com que domina os homens sem esforço. Como Elijah traiu o Klaus por você. Como os irmãos Salvatore sempre foram alucinados por você. Mas aqui estamos todos esses anos depois em uma cidade em que teve que hipnotizar as pessoas para gostarem de você. —Ela riu enquanto comia cerejas. —Desculpa. Eu não devia rir. É mais triste do que engraçado.

—Sabe que não pode dividir a cura com a Elena, não é? —Katherine perguntou encarando a loira.

—Ela não quer. —Rebekah disse.

—Ah, não? —Katherine indagou. —Mas você quer? Você quer tomar? Você é burra assim mesmo ou só loura natural?

—Quero ter uma vida normal de novo. —Rebekah falou.

—Quer dizer que quer um recomeço. —Katherine rebateu. —Bom, adivinha? Não pode ter. A cura só vai tirar a sua imortalidade. Tudo que você odeia em si mesma, ainda vai acordar com você de manhã. —Rebekah fechou a cara. —E você não vai conseguir nem hipnotizar alguém pra ter amigos.

Katherine tentou pegar uma cereja, mas Rebekah pegou o pulso dela e começou a torcer.

—Oi, gente. —Stefan cumprimentou se aproximando junto com Damon.

Rebekah soltou o pulso de Katherine e os dois Salvatore se sentaram. Damon encarou os olhos de Thomas, esse que deu de ombros.

—Lá vai a minha área. —Katherine resmungou.

—Estou vendo que já pegaram a Katherine. —Damon disse revisando o olhar entre Rebekah e Thomas antes de encarar a Petrova. —Está perdendo o jeito, malvadona.

—Cadê a Elena? —Stefan questionou encarando Rebekah.

—Então, me deixa entender: eu digo onde a Elena está e vocês enfiam a cura goela abaixo dela, e aí acabo em um caixão, certo? —Rebekah sugeriu. —Eu acho que não.

—E você aí, risadinha? —Damon perguntou olhando para Katherine que estava rindo. —Sabe onde ela está?

—Posso dar uma dica. —Ela falou, fazendo todos a encararem. —Começa pelo necrotério da cidade, ela deve estar morta.

Todos ficaram em silêncio enquanto se entreolhavam, mas logo Katherine voltou à dizer.

—Ela foi se encontrar com um amigo meu. Será que vocês conhecem? Um irmão Original, gosto impecável?

—Elijah? —Rebekah franziu o cenho e Thomas se remexeu no seu acento.

—Elijah está aqui? —Damon questionou com uma careta.

—Bom, dá pra questionar o gosto impecável do Elijah se ele é seu amigo. —Stefan comentou risonho enquanto olhava para Katherine.

—Ah, e quando eu digo "amigo", eu digo, " amigo ". —Katherine falou e todos (menos Thomas) fizeram barulho de nojo. —Por que estão fazendo barulho de nojo? Não me lembro do Thomas reclamando quando nós dormimos juntos, não é meu gatinho?

Thomas se remexeu novamente no acento, sentindo o olhares de todos sobre ele.

—Você dormiu com ela? —Damon perguntou e o garoto deu de ombros.

—Dormi. —Ele concordou. —Por quê? Qual é o problema?

—Ela é uma manipuladora, uma falsa e várias outras coisas. —Damon respondeu e Thomas deu de ombros novamente.

—Isso não a deixar menos bonita.

—Obrigada, meu gatinho. —Katherine agradeceu sorrindo enquanto o olhava. —Mas voltando, Elijah deve ter levado 10 segundos pra perceber que ela não sou eu e aí deve ter arrancado o coração dela na mesma hora.

—Está bem, cadê eles? —Stefan questionou, mas Katherine deu de ombros. —Rebekah, você sabe que se acontecer alguma coisa com a Elena você não tem chance de encontrar a cura, certo?

—Está bem. —A loira disse, fazendo Katherine arregalar os olhos. —Eles iam se encontrar no coreto do parque.

Stefan ia se levantar para ir atrás de Elena, mas Katherine começou a falar.

—A cura é minha única chance de fazer Klaus devolver minha liberdade.

—Você vai tentar um acordo com o Klaus? —Damon perguntou.

—Não. —Stefan foi quem respondeu. —Ela vai mandar Elijah negociar por ela. —Todos ficaram quietos e Stefan encarou Katherine. —Por isso precisava do seu amigo, não é? Algumas coisas nunca mudam, Katherine.

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Depois Stefan foi atrás de Elena enquanto Damon e Rebekah forçavam Katherine à levá-los para onde estava a cura.

—Vocês querem saber? —Thomas questionou parando de andar, fazendo os outros três também pararem. —Eu não sei porque eu estou seguindo vocês. Eu não quero essa cura, então tchau pra vocês.

Ele deu as costas para eles e começou a andar, mas logo sentiu alguém segurando seu pulso. Ele se virou e viu que era Damon.

—É só isso? —O Salvatore perguntou e Thomas franziu o cenho. —Não vai pedir desculpas por ter me manipulado e me traído?

—Não, não vou. —Thomas negou balançando a cabeça negativamente. —Agora você sabe qual é a sensação, então me diga: como é ser manipulado e traído por alguém que você confiar muito?

Damon não respondeu e Thomas sorriu antes de se soltar dele e ir embora.

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