|7| ʟoνє, ċօғғє aռɖ ıռνєsţɨɢaţɨօռs
Nossos corpos colados, o suor se misturando, seus gemidos manhosos e baixos em meu ouvido e a confirmação daquilo que tanto eu quanto Jungkook sentíamos: amor.
A nossa forma mais clara, pura e transparente de mostrar aquilo que sentimos. As juras de amor, o carinho e o seu toque, tudo me transmitia sua paixão.
Depois de chegar ao seu ápice e fazer com que eu atingisse outro orgasmo, ele se deita ao meu lado e me puxa para deitar em seu peitoral. Faço carinho naquela região enquanto ouço as batidas desgovernadas de seu coração e sua respiração ainda ofegante.
— Eu te amo.
— Eu te amo, Gguk-ah. — Respondi.
•°•°•°•
No dia seguinte, acordei com o celular tocando. Olhei para o lado oposto vendo meu homem dormindo serenamente e tratei de atender a chamada o mais rápido possível, não queria acordá-lo. Peguei meu celular indo direto para a varanda.
— Alô? — Atendi sem ao menos olhar quem ligava.
— Sunny, o resultado da amostra de sangue saiu. — Reconheci a voz grossa do outro lado da linha e franzi o cenho.
— Tae?
— Eu mesmo. O Jeon tá aí com você? — Perguntou.
— Sim. — Respondi enquanto o encarava.
— Já sei porquê se atrasou então.
— O que?! — Falei mas acho que acabei elevando demais o tom já que Taehyung reclamou do outro lado da linha e Jeon levantou assustado.
— Tá doida, Sunny? — Disse o moreno com a mão no coração.
— Desculpa, meu amor. — Sorri sem graça e fechei a porta da varanda.
— Vocês me fazem de tocha olímpica até por ligação, que tristeza. — Ri fraco e revirei os olhos com a fala do Kim. Resolvi checar o horário e ainda eram 08:00 horas.
— Deixa de ser reclamão, e não estamos atrasados.
— Eu sei, agora se apressem e vão ver o resultado da análise do sangue.
Ele poderia muito bem ter pego o resultado, todos têm autorização para recolher provas, depoimentos e informações. Por que ele mesmo não faz isso?
— Por-
— Antes que pergunte — Me interrompe. — Eu e SoHee estamos ocupados investigando o motivo verdadeiro para a loja ter pegado fogo. Todos sabemos que aquilo foi tudo uma distração mas queremos saber se os donos também estão envolvidos nisso.
— Certo. — Digo. — Eu e Jeon vamos cuidar disso.
Me despedi de Taehyung e voltei para o quarto chamando por Jungkook que havia voltado a dormir.
Depois de tomar café da manhã e nos aprontarmos, fomos pegar a análise e agora estamos à caminho da delegacia.
— Não pensei que o caso fosse ser tão complicado. — Comento com o envelope em mãos.
— Estamos acostumados com coisas difíceis. — Jungkook diz enquanto dá de ombros. — Confesso que fiquei surpreso com a armadilha da perseguição.
— Todos ficamos. Nenhum de nós estava preparado para aquilo.
Assim que chegamos na delegacia, vejo a minha equipe trabalhando e reparo que Woojin já está de volta, porém, sua aparência está diferente. Seus olhos estão com olheiras fundas e um pouco inchados, seu rosto está mais magro e mais pálido.
Sinto meu celular vibrar e vejo uma mensagem de SoHee.
Hee-ah
Ele não fala com ninguém desde que voltou, nem tente. [09:12]
Olhei para SoHee e apenas acenti com a cabeça e fui em direção à minha sala para finalmente ver o resultado da amostra, achar o culpado e resolver esse caso.
Realizado no dia 11 de Dezembro de 2020, às 19 horas e 51 minutos, procedimento de coleta de fluidos para análise, o paciente não possui documentação sendo o mesmo indigente*¹.
— Não, não, não! Como assim um indigente?! — Disse completamente desacreditada.
— O que houve? — SoHee entra em minha sala.
— O sangue é de um indigente.
— Tá brincando! — Ela então pega o papel de minha mão e começa a ler. Seus olhos logo se arregalam e logo se voltam para mim. — Sunny...
— Vá avisar os meninos, eu acho uma solução para isso. — Suspiro e sento na cadeira enquanto massageio minhas têmporas.
SoHee somente sai da sala fechando a porta e me deixando sozinha novamente. Tudo estava indo de mal a pior, desde a loja em chamas até à amostra de sangue. Nada conspirava ao nosso favor, nada.
Pensando sobre o que fazer em relação a análise uma hipótese surge em minha mente: E se o sequestrador conseguiu uma amostra de sangue em um hospital? As únicas pessoas que têm contato com as amostras são médicos, enfermeiros, patologistas*²...E se o sequestrador trabalhar em um hospital?
Levantei apressadamente e fui até a saída de meu escritório para chamar SoHee, Taehyung, Jungkook e Woojin.
— Quero todos na minha sala.
— Sim, senhora. — Disseram em uníssono.
Esperei que todos entrassem para que possamos discutir juntos sobre a hipótese.
— Como todos sabemos o sangue é de um indigente. — Começo. — As únicas pessoas que têm acesso à amostras de sangue e coisas do gênero trabalham em hospitais ou em análises forenses*³.
— Isso quer dizer que a pessoa por trás dos sequestros trabalha em um hospital? — Woojin pergunta.
— É uma hipótese.
— Isso são apenas teorias, hipóteses. Não podemos guiar a investigação com base no seu achismo.
— Eu sei, Woojin. Mas como não temos pistas que nos ajudem, então meu achismo é bem válido nessa circunstância.
— Você sabe quantos hospitais existem em Seul? Imagine quantos funcionários trabalham em um único hospital! É um tiro no escuro, Lee! — Retruca.
— E você tem uma hipótese melhor? — Não há resposta. — Foi o que eu pensei.
— Isso é loucura, estamos andando no escuro e aposto que nem você está tão segura dessa teoria! — Esbraveja. Quando ia me pronunciar, Taehyung intervém.
— Já chega! A menos que você tenha uma hipótese melhor, não abra essa boca! Lee é sua chefe, se ela disser algo apenas obedeça.
Após a fala de Taehyung todos ficaram em silêncio e o clima ficou um pouco mais tenso.
— Eu tenho coisas para resolver, com licença. — Dito isso, Woojin apenas saiu da sala sem olhar para trás ou dizer se voltava para nos ajudar.
— Continuando. — Quebro o silêncio. — As análises de DNA geralmente está empregada a técnica de fingerprint*⁴. Podemos usar isso ao nosso favor já que os hospitais também usam essa técnica.
— Podemos achar o hospital de onde o sequestrador pegou a amostra através da impressão do DNA. — Jungkook completa.
— Exato. A parte mais difícil nisso tudo vai ser encontrar o hospital que tenha feito a análise do DNA.
— O que estamos esperando então? Quanto mais cedo começarmos, mais cedo terminamos. — SoHee diz já pegando seu notebook.
— Precisamos de um mandato para acessar o banco de dados dos hospitais, Hee.
— Eu consigo o mandato. — Nos viramos para a porta e nosso chefe estava ali. — Podem começar, eu comunico os hospitais sobre o ocorrido e peço sigilo. — Disse e se retira.
— Vamos começar então. — Digo.
É, o dia vai ser longo.
•°•°•°•
02:03 AM
Ainda estávamos pesquisando e trabalhando tanto nas análises quanto nas gravações das câmeras de segurança — gravações essas que SoHee insistia em ter algo errado. Jungkook, Taehyung e eu pesquisavamos sobre os testes de DNA enquanto SoHee assistia as gravações e as analisava minuciosamente.
Woojin não voltou depois de ter saído e talvez tenha sido melhor. Ele não está bem, ainda está afetado com o sumiço da namorada e acaba afetando o desempenho da equipe.
— Eu vou buscar mais café, alguém quer? — Tae pergunta enquanto se levanta.
— Você já sabe o que eu vou querer. — Respondi sem tirar os olhos do computador.
— Mais alguém? — Jeon e Hee negam. — Já volto.
Deixei um suspiro escapar depois de procurar em tantos bancos de dados, estava com dor de cabeça. Joguei a cabeça para trás, fechando os olhos, enquanto encostava na cadeira giratória em que me encontrava sentada. Havia muito o que fazer e eu sabia que não estava nem perto do fim.
— Eu sabia! — SoHee fala empolgada. — Sunny, as gravações que pegaram não são as oficiais, foram manipuladas!
— Me deixa ver.
Peguei o notebook de SoHee e ela me mostrou a parte em que foi manipulada a gravação. Era imperceptível.
— Isso é ótimo Hee-ah. — Jungkook diz e faz um high five com SoHee. — Mas não temos um mandato.
— E quem disse que precisamos de um? — Ela retruca.
— O que quer dizer?
— Eles não vão nos dar as gravações, isso é um fato e vocês dois já tentaram antes. — Concordamos. — Então vamos entrar lá de madrugada sem que ninguém veja, pegamos as gravações originais e problema resolvido.
— É arriscado, não é Sunny? — Jeongguk questiona e pensando sobre a nossa situação atual, não é como se tivéssemos muitas opções. — Você está mesmo cogitando fazer isso?
— Não temos outras opções, ou é isso ou não saímos do lugar.
— Isso! — SoHee comemora. — Podemos fazer isso hoje mesmo, ouvi o pessoal comentando que no turno da madrugada tem menos guardas no departamento.
— Vou avisar o Kim. — O moreno diz pegando o celular.
— Me avisar o que?
Explicamos tudo e sem nem pensar duas vezes ele aceitou o plano e ainda disse que faria questão de nos levar até lá. Jeongguk ainda estava meio receoso mas também disse que iria nos levar, junto com Taehyung.
Pegamos nossos pertences e seguimos para o departamento de segurança, estacionando na parte traseira do prédio. As únicas que iriam entrar era eu e SoHee, os meninos ficariam no carro caso fosse preciso fugir as pressas.
Saímos do carro e entramos no edifício. Seguimos pelo corredor principal e não demorou muito para encontramos a sala das gravações.
Nela havia uma prateleira cheia de caixas que julguei ser de outras gravações, documentos e fios para manutenção dos computadores que se encontrava na mesa posicionada no meio da sala.
— Parece que eu faço parte das três espiãs demais! — A garota ao meu lado sussura empolgada e eu limito-me a apenas sorrir com seu comentário e animação.
— Parece que o prédio está vazio. — Digo olhando em volta.
— Isso é bom, SunSun. Vigia a porta e eu vou pegar as gravações. — Fala pegando o pendrive de dentro do bolso do moletom que usava e o conectando em um dos CPU's.
Estava vigiando a porta quando vejo, no fim do corredor, dois seguranças conversando e vindo em nossa direção.
— SoHee, já pegou as gravações?
— Tá quase acabando de fazer o download, eram muitas pastas.
— Agiliza aí ou vamos ter companhia.
— Droga. — Pragueja.
Os homens estavam chegando cada vez mais perto e o download ainda não tinha terminado. Pensando no que fazer para atrasa-los, fechei a porta e procurei por uma chave ao redor da sala. Assim que achei a mesma, tranquei a porta o mais rápido possível.
— Isso deve nos dar tempo. — Falei e caminhei até SoHee.
Ouvimos a maçaneta da porta girar e em seguida a voz dos seguranças.
— Não quer abrir.
— Você trancou a porta?
— Não lembro...Acho que não.
— Então por que não abre?
— Eu sei lá! Me dá a chave aí.
Eu e SoHee nos olhamos com os olhos arregalados. Íamos ser pegas.
— Me fala que essa merda já acabou! — Sussurro.
— Tá quase!
Faltava apenas alguns segundos para terminar o download das gravações mas já não tínhamos mais tempo.
— Ainda não quer abrir!
— Me dá essa porcaria. — Um deles diz aparentemente irritado. — É a chave errada, bocó!
— E eu ia saber?!
Enquanto eles discutiam, SoHee já havia conseguido pegar as gravações e agora estava deixando o computador do jeito que encontramos e de repente a porta abre. Puxei-a e nos escondemos atrás de uma das prateleiras da sala.
— Da próxima vez as chaves ficam comigo e vê se não tranca a porta.
Aproveitamos que ambos estavam de costas e saímos da sala. Quando ia em direção à saída, a fala seguinte me chamou a atenção e SoHee logo parou para escutar também.
— Mudando de assunto. — O outro diz. — Você ficou sabendo que a equipe da detetive ChaeSun pegou o caso dos desaparecimentos?
— E como você sabe?
— Ela veio ao departamento atrás das gravações originais mas não deixamos que pegasse.
— Mas ela não tinha um mandato?
— Não, mas depois enviamos as gravações manipuladas assim como Jiwoon pediu.
Esse nome não me é estranho.
SoHee imediatamente pega em minha mão e me guia para a saída. Já do lado de fora do prédio, ela me solta e me olha.
— Jiwoon. — Começo. — Esse nome soa familiar pra você também?
— Sim, SunSun. Não me lembro quando ou onde, mas eu já ouvi esse nome.
Pensando um pouco mais, logo me lembro quem é Jiwoon:
Presidente de todos os departamentos da nossa companhia.
•°•°•°•°•°•°•°•°•°•
🍒
Vocabulário:
*¹ Indigente: É uma pessoa que não possui documentos que comprovam sua existência, como por exemplo, RG, CPF e etc.
*² Patologistas: Patologia é um ramo da biologia e medicina dedicado à análise e estudo de órgãos, tecidos e fluidos corporais, com a finalidade de fazer um diagnóstico das doenças.
*³ Análise Forense: Análise forense é a análise aplicada no âmbito do foro judicial ou a elementos que se lhe refiram, quer seja realizada dentro dos domínios de um foro judicial, quer seja realizada fora dele, mas que com ele guarde a necessária relação jurídica.
*⁴ Fingerprint: Fingerprint ou impressão genética é uma técnica empregada por cientistas forenses para a identificação de indivíduos com base nos seus respectivos perfis de DNA.
FONTE: Google né amores.
🍒
Oi meus amores!
Esse capítulo também me deu um pouco de trabalho pra fazer já que eu tive que pesquisar bastante pra não trazer informações erradas pra vocês!
Não foi dessa vez que teve hot KKKKK suas safadas, tô de olho!
Nossa Sunny ficou em um impasse outra vez, tadinha :(
O Woojin todo revoltado, Tae colocando ele na casinha...
Espero que tenham gostado do capítulo! Semana que vem estou de férias e vou adiantar mais alguns capítulos e vou tentar regularizar as att pra vocês.
Obrigada pelo carinho e pelos votos, eu amo vocês!
Até o próximo capítulo 🍒
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