|3| sɦɛ?!
— Menininha malvada! Você poderia muito bem ter participado da nossa festinha, não precisava me algemar. — Resmungou a mais velha que estava sentada no sofá da sala.
— Você sabe que cometeu um crime, não é? — Perguntei-a. — Invasão domiciliar.
— Eu que sou a vítima aqui, sua ousada! — Arqueei uma sobrancelha e cruzei os braços. Ela me chamou de ousada? — Os dois gostosões aqui — Apontou. — Roubaram o meu coração. Agora se não se importa, vá embora! — Levantou e me empurrou de leve.
— Olha...— Respirei fundo tentando manter a calma. — Você vai ter grande problemas se continuar me empurrando e me chamando de ousada. Além de invasão domiciliar, vai querer aumentar a sua pena por desacato a autoridade?
— Querida, você fala demais. O que não tem de tamanho tem de língua. — Revirou os olhos e bufou.
— O que?! — Levantei meu tom de voz e logo senti uma mão segurar meu braço. Jungkook, que me encarava, implorava silenciosamente pra que eu não fizesse nada que fosse me arrepender ou me prejudicar depois. Respirando fundo mais uma vez para manter a calma, voltei a encarar a velha maluca. — Você minha senhora — Voltei ao tópico da conversa e andei em sua direção. — Está presa por invasão domiciliar e desacato a autoridade. — Terminei, ficando cara a cara com ela.
— Se conseguir me pegar, pode me levar! — Gritou e começou a correr.
Taehyung, que antes só observava a nossa pequena discussão, tratou de correr na direção oposta que eu fui e logo entendi o que ele queria: Encurralar a doida.
— Por que eu sempre sou a isca?! — Um Jeon frustrado gritou.
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— Adeusinho. — Tae dizia enquanto via os outros policiais levando a vovó do lap dance embora.
— Eu devia receber um aumento! Eu sempre sou a isca, que falta de consideração. — Jungkook resmunga com um biquinho fofo nos lábios. Sorri com a cena.
— Para de reclamar, pelo menos conseguimos pegar ela. — Comentei e tirei um sorriso do acastanhado.
— Tem razão, meu amor. O que eu faria sem você ao meu lado?
— Homem mais cadelinha que esse não tem, Sunny.
— Tu não tem nada pra fazer não, Taehyung? — Jeongguk disse enquanto fuzilava o mesmo com os olhos.
— Agora faz auau. — Debochou e eu ri.
— Até você SunSun! — Exclamou desacreditado. — Nunca mais fala comigo hoje. — Deu meia volta e quando estava prestes a andar dei um tapinha em sua bunda. — Tá doida?! — Gritou enquanto eu ria da sua cara desacreditada.
— Gostosíssimo! — Mandei um beijinho no ar e observei-o entrar dentro de casa para poder voltar a delegacia.
— Vocês não tem jeito mesmo. — Tae comenta rindo fraco e eu apenas sorri.
No caminho de volta para a delegacia, recebi uma mensagem de um dos meus calouros.
— Teteco? — Chamei.
— Sim?
— Acelera o carro. — Ditei séria.
— O que houve? Eu fico com medo quando você fica assim!
— Outro desaparecimento, a mãe da vítima está esperando a nossa chegada pra dar o depoimento. — Suspirei. Quase havia me esquecido desse caso, já que estava insatisfeita por ter que comanda-lo.
— Relaxa, Sunny. Vamos resolver isso como sempre fazemos. — Tentou me confortar. — Somos a melhor equipe, lembra? — Acenti.
Eu sei que somos a melhor equipe de Seul e é exatamente por isso que tenho medo. Quase morremos mais de uma vez em missões e, com a sensação horrível de desconforto que senti ao aceitar o caso, eu não me sinto nem um pouco segura ou confiante.
Assim que pisei na delegacia ouvi gritos e logo tratei de correr para ver quem fazia tanto alvoroço. Chegando lá, avistei uma senhora aparentemente muito brava gritando meu nome e alegando que queria falar comigo.
— Senhora, se acalme. — Falei assim que cheguei.
— Me acalmar? É sério?! Eu não quero falar com você, incompetente! — Gritou em pura fúria. — Eu quero falar com a detetive Lee! Onde ela está?!
— Detetive Lee ChaeSun ao seu dispor. — Me apresentei. — Podemos conversar calmamente em meu escritório agora ou a senhora vai querer que eu espere você acabar o showzinho? — Disse fria. Eu odeio quando pessoas assim vem aqui e ficam fazendo esse tipo de coisa, todos aqui são ótimos profissionais, quem são eles para julga-los?
— Me perdoe...— Se desculpou enquanto baixava a cabeça.
— Não é a mim que você deve desculpas. — Passei por ela indo em direção ao meu escritório. — Só venha conversar comigo quando se desculpar devidamente com todos que você desrespeitou, caso contrário pode ir embora. — Entrei e fechei a porta soltando um suspiro. O dia mal começou e eu já estou ficando sem energias.
Minutos depois a mesma mulher de antes entra em minha sala. Peço para que a mesma se sente, me diga seu nome e explique o que veio fazer aqui e assim ela faz.
— Me chamo Chae Hye Jin. Minha filha, Chae Soo Bin sumiu já tem 24 horas. Ela disse que sua amiga havia a chamado para dormir em sua casa e eu fiz questão de levá-la até lá. — Ouvia atentamente e tomava nota de tudo. — No dia seguinte, ela me ligou dizendo que iria chegar um pouco mais tarde do combinado mas que voltaria para casa ainda ontem.
— Ela não disse o porquê de voltar mais tarde? — Interrompi.
— Não, ela só me disse que tinha um lugar pra ir antes de voltar para casa.
— Certo...Preciso que me diga o nome e endereço da amiga dela. — Pedi enquanto terminava de fazer anotações. Depois de pegar as informações necessárias e mandar uma mensagem a SoHee e Taehyung para me encontrarem do lado de fora da delegacia, olhei a mulher aflita em minha frente. — Fique com meu cartão, meu número está nele. Se acabar se lembrando de algo que possa nos ajudar ou se ela de repente voltar pra casa não hesite em ligar. — Me levantei e fiz uma pequena reverência.
— Tragam a minha filha de volta, por favor.
— Vamos fazer o possível.
Acompanhei-a até a parte de fora do edifício, me despedi e logo avistei minha equipe.
— Chamou, madame? — Tae fala assim que paro na frente deles.
— Temos um interrogatório pra fazer.
— Ué, assim do nada? — SoHee diz com um semblante de confusão.
— Aquela senhora que fez todo aquele alvoroço na verdade está desesperada atrás da filha dela.
— A cada dia a gente ganha mais trabalho por conta desse caso. — Tae reclama. — Mal começamos a trabalhar nele e eu já me sinto esgotado.
Enquanto conversávamos, vejo um casal andar apressadamente e ao me verem, arregalam os olhos.
— Você é Lee ChaeSun? — O homem pergunta.
— Sim?
— A minha filha e a amiga dela sumiram! Por favor, me ajude a encontrar a minha menina! — A mãe da garota fala. Olho para os meus companheiros e vejo Taehyung pegar seu bloquinho e sinaliza para que a mulher comece a falar.
— Antes de começar, pode me dizer se essa garota é a amiga da sua filha? — Mostrei a foto que a senhora Chae havia deixado comigo.
— É ela! Como sabe?!
— A senhora Chae veio aqui pouco antes de vocês chegarem. — Expliquei.
Depois de pegar o depoimento dela — que não era muito diferente do de Chae — pedi que me desse uma foto da garota.
Arregalei os olhos ao reconhecer a garota da foto, completamente chocada. Não precisei falar nada porquê Taehyung havia feito isso por mim.
— É essa Kim So Hyun que desapareceu?! A namorada do Woojin?!
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Oi mores rs
Agora as coisas vão começar! Prestem bastante atenção nos desaparecidos e principalmente nos personagens que já apareceram e nos que vão aparecer.
As nossas vítimas são duas das minhas atrizes preferidas, e eu decidi colocar o nome real delas mesmo.
Espero que tenham gostado desse capítulo e perdoem a demora pra fazer atualização, estava adiantando algumas fanfics que vão sair quando essa estiver na metade e corrigindo outras que serão repostadas!
Não se esqueçam de se hidratar, comentar e deixar a sua estrelinha!
Beijinhos e até o próximo capítulo! 💕
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