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Segredos.

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O fim do dia, passa rápido.
Érika volta para o apartamento, abrindo a porta devagar. Teddy corre ao seu encontro em meio ao silêncio, fazendo a garota abrir um pequeno sorriso e se abaixar pegando-o no colo.

A porta está entreaberta, ela entra caminhando devagar e logo seus olhos vão de encontro ao belo rapaz dormindo. Para em frente a cabeceira, bem perto dele e liga a luminária ao lado da cama. Nota que Anthony parece tão sereno nesse momento.

E com mais acalma, se permite observar melhor suas belas feições, mesmo que ainda com uma aparência desgastada. Ela sabe o quanto Anthony sente-se só. Até se acha parecida com ele, em vários sentidos. Suspira e passa os olhos ao redor do quarto.

Sente o cheiro adocicado da madeira dos móveis, observa cortinas brancas que cobrem todas as janelas. Belos quadros enfeitam as paredes e um tapete preto ao lado da cama. Ela agradece por ele ainda estar limpo apesar da bagunça há horas atrás.

Uma vontade de aproxima-se de seu piano toma conta de seu peito. Devagar ela caminha para perto dele, para observar melhor, mas a movimentação da garota mesmo que singela, faz Anthony abrir o olhos vagarosamente.

- Érika?... - Sua voz aveludada e calma, finalmente ecoa pelo quarto a meia luz, fazendo a garota olhar atenta.

- Anthony... - responde, indo em sua direção. - Eu não deveria te entrado assim.

O rapaz se senta apressado na cama ainda com os olhos presos nela, depois parece meio perdido. Mas nessa hora, sua coberta branca, desce está na altura de sua cintura, fazendo a pele de seu peito e barriga ficarem à mostra.

- Oh!...

Ele se surpreende e levanta a coberta cobrindo o peito, depois passa os olhos por baixo, para ver o que tinha:

- Eu estou apenas d-de cueca! - Comenta em voz baixa, e jeito desconcertado. Se encosta na cabeceira de estofado azul marinho, com olhar pensativo. - Não me diga que você tirou minha roupa e me deu banho?! - pergunta, pressionando os olhos, ainda sem jeito.

- Mais ou menos isso. Você lembra? - Érika caminha pelo quarto em meio a luz baixa do abajur, segurando um sorriso por causa da expressão dele.

- De algumas coisas. - Anthony parece não gostar das memórias que rondam sua mente aleatoriamente nesse momento,  junto a dor de cabeça que começa a lhe incomodar.

- Não se preocupe, não seria algo tão novo pra mim ver um homem nú.

- Eu não... Queria que tivesse me visto daquele jeito - diz, parecendo acanhado e sem querer olhá-la.

- Isso é o de menos. - A garota dá de ombros. - O que mais me preocupa é saber que se você continuar assim, vai acabar com sua saúde. Seu fígado...

- Você... não sabe de nada! - Anthony a interrompe, levantando os olhos e cravando nela, com jeito firme.

- Sei de muita coisa! - responde se virando com rapidez. - Sua irmã já me disse, Anthony - avisa Érika, não contente pela resposta e o silêncio prevalece.

- Ela não tinha o direito de contar... Como sempre se intrometendo em minhas escolhas pelo motivo de eu não estar bem ultimamente.

- Se essas escolhas forem a mesma coisa que se jogar precipício a baixo, talvez não seja tão ruim eles se intrometerem! - opina Érika e Anthony se cala a olhando.

Seus olhos vão no porta retrato, ele o pega e traz para perto de seu rosto, com olhar profundamente triste. Depois fecha os olhos engolindo em seco.

- Ele era meu irmão mais velho e... A única pessoa que eu tinha. Quando minha mãe não estava no escritório, ela passava o resto de seu tempo naquela mansão, cobrando e sofrendo pelas traições do meu pai enquanto ele a maltratava. Eu quase nunca os vi dormirem no mesmo quarto. A bela vida do casal dos diretores bem sucedidos, era bonita só fora de casa.

Explica de forma profundamente dolorosa.

- O Guilherme sempre foi divertido, esperto, falava bem. Meus pais, os professores, todos gostavam dele. Já eu, era o bobão da minha classe, o Nerd idiota! O cérebro de todos, mas o imprestável para as amizades! Tomavam o dinheiro do lanche e me prendiam nas salas escuras. Por várias vezes, tentei dizer aos meus pais, porém nunca sobrava tempo para conversas. Mas quando meu irmão foi estudar lá... Ah, em poucos dias ele virou o dono daquele lugar.

Um olhar saudoso e um pequeno sorriso orgulhoso toma seu rosto:

- A partir dali todos passavam a me respeitar. Porque eu era o irmão do Guilherme! E foi assim nos anos seguintes, no vestibular, na faculdade e com as garotas. Era o único que tinha tempo para me dar forças naquela mansão, mesmo sabendo que ele nunca mostrava suas fragilidades... como se soubesse de tudo, mas tentava poupar minha irmã e eu.

Ele parece mergulhado em seus devaneios.

- Acho que aprendi a viver na sombra do meu irmão - releva ele, não parecendo contente. - Sinto que agora não tenho personalidade, sonhos e prazer em nada!

- Tá tudo bem, Anthony, não precisa falar o restante, porque eu já sei. - Aquilo era triste para Érika também.

- E agora? Minha mãe virou amante do dinheiro, parece que nunca sofreu com a perda de um filho. Meu pai ainda é o mesmo traidor de um figa e minha irmã acha que pode sempre se meter em minha vida! Eu não tenho mais nada agora... a única pessoa que eu tinha foi tirado de mim tão injustamente! De forma cruel, por um cara inconsequente! Não sei mais se consigo fazer tudo o que ele fazia... Sem a ajuda dele.

Suas palavras saem num tom mais alto e amargo enquanto está mergulhado em seus devaneios e seus olhos vão ficando marejados.

- Olha Anthony, eu... Eu sei que tudo isso é bem difícil, mas você precisa seguir. Precisa ser forte...

- Você está me pedindo para ser forte?! - Ele a interrompe, sorrindo com ironia - Você sabe quantas vezes eu já ouvi essa frase!? - Ele fecha os olhos com amargura.

- Qual é Anthony?! - Érika se aproxima. - Acha que só você sente saudade! Que só você sofre com a perda de alguém, hum? Eu também sei o que é perder alguém.

A garota fica pensativa e rapidamente a tristeza toma seu rosto. Odiava falar disso, como se algo cortasse seu peito ferido sempre que tocasse no assunto.

- Pra falar a verdade a Alície se preocupou realmente com você, eu pude notar isso. Ela só me pareceu teimosa em tomar a inciativa de se aproximar de você. Nisso vocês se parecem.

Érika fecha os olhos e sussurra as palavras ao lembrar de sua família.

- Meu pai também se preocupava assim comigo. Ele era tão amoroso. Mesmo sem condições, ele fazia tudo que estivesse ao seu alcance para me ver sempre um sorriso no meu rosto. Às vezes, me levava na biblioteca para eu ler durante o seu expediente, pois sabia o quanto eu amava aquilo. Finalmente ele conseguiu montar a prateleira de madeira no meu quarto para pôr todos os livros que ele fosse me trazendo. Mas infelizmente... ele... Ele ficou doente. Eu havia pedido um presente de aniversário. Era só um livro. Ele me prometeu trazer, mas... Mas. Não deu tempo!... E naquele mesmo ano... eu o perdi.

Ela não aguenta muito tempo e desaba em soluços silenciosos, coloca as mãos no rosto, sacodindo os ombros, enquanto suas lágrimas caem rápidas e quentes, por suas bochechas e respiração ofegante.

Anthony acaba surpreso com tal revelação. Sente seu coração tocado.

- Eu, sinto muito... - diz ele, abaixando a cabeça.

- Isso já não importa mais! - responde alto, em meio ao seu choro, se virando para que ele não a veja assim.

- Qual era o nome do livro? - pergunta Anthony, erguendo os olhos.

- Tanto faz! - responde, sem paciência.

- Me diga, Érika?! - Insiste, firme.

- O nome era: De repente dá certo... Mas ele nunca mais vai poder me trazer!

Ela aperta os olhos e suas lágrimas voltam a cair. Deixado o rapaz sem ação.

- O que ele mais queria era que eu estudasse. E olha quem eu sou hoje... Uma nada!! - Reclama ela, sentindo raiva de si mesma. - E tudo por culpa dele!! - Solta ela por entre os dentes, furiosa.

- Ele quem? Seu pai? - Anthony franze o cenho, confuso.

- Não! Mas isso não vem ao caso agora! - Rebate a garota sem querer entrar em detalhes de seu passado.

- Você não é uma nada! - Anthony a olha por alguns segundos em silêncio.

- Não adianta você negar, porque é o que eu sou!

Diz em voz alta, depois respira fundo e tenta relaxar.

- Mas veja você. É um cara lindo, Anthony! É inteligente, talentoso em tudo o que faz e vai ter um futuro promissor como médico. Sei disso pelo jeito que se preocupou comigo naquele dia sem ao menos me conhecer. Você ainda vai salvar vidas! Corra atrás das coisas que você quer. Você tem dinheiro e oportunidades para isso...

A garota termina, se virando rápido para ir embora, mas sem menos imaginar, Anthony se ergue num movimento rápido, ficando de joelhos na cama, segurando firme em seu pulso. Fazendo sua coberta cair de seu corpo, expondo seu físico bem desenhado, junto á sua pele bonita, coberta apenas pela cueca preta, mas isso não é mais tão importante.

Ele a trás para perto de seu peito, num abraço apertado a deixando sem ação. Érika apenas respira ofegante com o contato de sua pele quente e seu corpo bem feito, então ela fecha os olhos.

Seu coração bate de uma forma absurda, ao se encontrar com o dele e sem se dar conta, ela só deseja que esse tempo não pare nunca mais em seus braços.

- Obrigado, por compartilhar seus segredos, também - diz Anthony, por cima dos ombros dela, olhos fechados, ainda agarrado a bela garota.

- Eu... p-preciso ir agora - ela tenta se soltar enquanto se xinga em pensamento por ter gaguejado vergonhosamente.

Anthony se estica pegando seu celular na mesinha de cabeceira.

- Já é tarde. Fica?!

O olhar do rapaz muda, penetrando no rosto dela profundamente:

- Me faz companhia como aquele dia? Se for possível, te quero bem mais perto dessa vez. - Seus olhos urgentes mostram toda sua necessidade dela. - Sua companhia me faz bem, quando cuidei de você aquele dia, me senti útil e voltei a sentir minha real identidade por um tempo.

Declara, confuso.

- Eu também não posso negar que... gosto de sua companhia. - diz ela.

Anthony se aproxima mais de seus olhos castanhos. Pousa as mãos em seu rosto com delicadeza, descendo os olhos para seus lábios, pintados num batom vinho mate, enquanto percebe o peito dela subir e descer rápido, então tráz seu rosto próximo ao dele.

Érika também aproveita para admirar seu rosto desse jeito, tão perto. Admira seus grandes olhos verdes, descendo para seus lábios rosados e carnudos.

- Agradeço, mas eu já vou indo, Thony! - Ela se afasta rapidamente dele, mas está longe de conseguir disfarçar seu nervoso. - O Guilherme não está mais aqui, mas pode contar comigo se quiser conversar.

Teddy entra no quarto olhando desanimado e a garota se abaixa o pegando nos braços.

O rapaz sorri de leve, admirando o quanto a garota gosta desse filhote. E mais ainda por ter ouvido ela o chamá-lo de Thony.

- Alguém aqui também gostaria muito de sua companhia.

Se aproxima, colocando o cãozinho em sua cama. O pequeno caminha para perto do rapaz e se deita.

- Isso faria muito bem aos dois... Prometo que vai se sentir melhor.

Termina, colocando as mãos nos bolsos e se vira, indo embora.

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Eddy

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