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Reencontro.

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Aos poucos, a tarde vai se findando. O sol vai se pondo vagarosamente, atrás de nuvens brilhantes e robustas, sob os poucos prédios mais altos das redondezas.

Os passos de Érika, acompanhados pelos passos de sua amiga, Lucy, vão cada vez mais apressados, em direção de casa finalmente. Um misto de sentimentos vão se abrigando cada vez mais no íntimo de seu peito, mesmo sentindo seu corpo exausto, pela viagem e caminhada até sua cidade natal.

Elas entram na rua estreita e movimentada, toda feita de paralelepípedos. Rua essa, bem conhecida por Érika. Crianças passam correndo por elas e sentimentos familiares tomam lugar em sua mente, a fazendo se dar conta de que esse lugar é realmente acolhedor.

Lucy luta para a acompanhar, caminhando rápido ao lado dela, notando a ansiedade estampar nos olhos de sua melhor amiga cada vez mais.

- Não sabe a nostalgia que sinto ao estar esse lugar, Lucy! - Érika, olha animada em direção da baixinha. - Quero tanto ver minha mãe e minha irmãzinha!

Porém, inevitávelmente, as lembranças ruins também tomam um lugar fundo em sua mente:

- Mas agora. Me lembrando do momento exato em que meu pai se foi... Tudo por aqui mudou tanto. Quando... aquele homem, veio morar com a minha mãe, foi como se minha vida antiga nunca tivesse existido. É como se os momentos bons naquela casa tivessem sido apenas um sonho distante na minha memória. Lembro-me dos últimos momentos antes de eu fugir... Àqueles foram os piores. - declara Erika, sentindo a amargura tomar sua face.

- Sei que foram as circunstâncias que a levaram a fazer tudo o que fez, Érika. Agora creio que as coisas vão ser bem diferentes. - Lucy tenta fazer Érika se acalmar perante toda a situação, mesmo sabendo que sua vida também anda como um vendaval, já há um bom tempo.

- É essa casa, índia - avisa Érika, olhando apreensiva, agarrando-se ao portão verde, enquanto a saudade e a ansiedade aumenta cada vez mais em seu peito.

Ela encosta a mão sobre a campainha já amarelada pelo tempo e a toca. Enquanto espera, seus olhos observam atentos o quintal grande, num piso de cerâmica vermelha, repleto de plantas e flores. Lembra-se bem que ela mesma, também ajudou sua mãe a planta-las.

Como esperado, uma mulher aparece na porta. Seus olhos grandes, vão de encontro ao portão e rapidamente, ficam confusos, enquanto olha mais atenta em direção das duas garotas. Tempo suficiente para um pequeno sorriso singelo, tomar a face de Érika. A garota reconheceria aquele vestido estampado, em qualquer lugar. Os cabelos lisos e presos em um rabo de cavalo, são a marca registrada de sua mãe.

- É a minha mãe, Lucy! - avisa Érika, sentindo a euforia invadir seu peito, levando uma mão à boca, ao mesmo tempo em que lágrimas se juntam em seus olhos, de forma rápida.

- Ela é bonita! Se parece muito com você - comenta a morena, em voz baixa, dando uma conferida nas feições das duas.

Sua mãe franze o cenho ainda parecendo perdida, mas finalmente, um sorriso saudoso vai se formando na face que tanto lembra as características de sua filha. Quando cai na realidade que é Érika, quem está ali na sua frente, ela escancara a porta de madeira, de forma rápida e corre na direção de sua filha. Abre o portão apressada e a puxa para dentro de seu abraço de um jeito único e forte.

- Érika! - diz apressada. - Eu nem acredito que está de volta pra mim! - Sua mãe a aperta cada vez mais forte, ainda tentando acreditar no que está acontecendo. - Por onde esteve, minha filha! Te procurei por todo lugar, imaginei tanta coisa terrível! - Ela se afasta e encosta as mãos em suas bochechas, olhando mais uma vez em seu rosto. E logo depois, volta a abraçar, apressada.

- Mãe... Me perdoe!. Eu juro que tentei voltar tantas vezes! - diz Érika, ainda agarrada a sua mãe, enquanto limpa suas lágrimas que escorrem rápido por suas bochecha.

- Vamos entrar e lá dentro conversamos melhor. - Sua mãe a puxa pela mão.

- Espera, mãe. - Érika a interrompe. - Antes, quero que conheça a Lucy. - Érika aponta para a baixinha parada no portão, que nesse momento, tem os olhos apreensivos. - Ela é minha melhor amiga e eu não poderia vir sem ela, pois... Ela não tem mais ninguém - avisa com olhar tristonho.

- Claro que sim, Érika. Olá, Lucy. Me chamo Eduarda - Sua mãe se apresenta de forma sorridente. Se for amiga da minha filha, então é bem vinda aqui em casa. Vamos entrar, já passamos tanto tempo longe uma da outra.

Enquanto entram, Lucy passa os olhos em tudo o que consegue ver e se dá conta de que a casa de Érika é um lugar confortável e aconchegante. Uma sala pequena, com um jogo de sofá, uma tv e um tapete cinza, felpudo. De frente para a sala, fica a entrada da escada que dá acesso aos quartos. E nota que o lugar combina perfeitamente com a cara de Erika. Exatamente do jeito que ela imaginou.

- Onde está, Elza, mãe? Eu quero muito vê-la novamente. - Érika pede, ainda agarrada a sua mochila, com os olhos ansiosos sobre a escada e imaginando o quanto sua irmã já esteja crescida.

- Elza! Venha ver quem está aqui? - Eduarda chama por sua filha caçula, na direção do andar de cima, enquanto tem os olhos presos em sua filha mais velha, com satisfação.

Logo uma garotinha magra, de cabelos longos e presos num rabo de cavalo, aparece no topo da escada. Lucy observa a garotinha, quase não acreditando na semelhança entre as duas irmãs.

- Érika! - A pequena garota abre um sorriso animado, ao descer rapidamente as escadas.

- Vá com calma, filha, ou pode cair da escada - adverte Eduarda, ao ver a pequena com tanta pressa, parando de frente para a irmã mais velha.

Érika se abaixa vagarosamente, de frente para a menor, seu olhar se torna profundamente desapontado consigo mesma por tê-la deixado, enquanto sente lágrimas cobrirem seus olhos. Ela sabe o quanto sentiu falta dessa pequena.

Mas o peso da culpa e vergonha a deixaram longe por tanto tempo. Seu olhar penetra o acastanhado olhar da pequena Elza, e isso corta seu peito. A mesma culpa de ter sido uma fraca e ter fugido, a deixando. Assim como deixou sua mãe.

Agora tudo vai se transformando em vergonha. Mas ela logo sai de seus pensamentos mais profundos e olhar cabisbaixo, quando a mais nova lhe agarra num abraço apertado. A pegando desprevenida.

- Onde você estava, Érika? Eu estava com saudades! - declara a pequena Elza, ainda agarrada ao pescoço de sua irmã, com firmeza. - Você se foi logo depois do Natal. - A pequena se afasta, procurando os olhos da irmã maior, de forma ansiosa. - E já é quase Natal de novo! - Ela lhe cobra.

- Sim, Elza. Já é quase... Natal de novo. - Érika abaixa os olhos, parecendo sem jeito. - Mas prometo que vamos passar todos os Natais juntas de agora em diante! - avisa ela, encontrando as pequenas mãos da menor, e jeito mais animador.

- Oba! - Elza sorri, erguendo as mãos em uma comemoração bastante animada.

- Agora eu quero te pedir um favor. - Érika se levanta, olhando para Lucy. - Quero que você leve minha amiga, Lucy, para o seu quarto. Preciso conversar com a mamãe, agora. Tudo bem? Mostre suas bonecas e o que mais você quiser. Sei que ela vai amar - termina Érika, sorrindo gentil em direção da morena.

- Tá bom! Vem, Lucy. - Elza agarra a mão dela, a puxando em direção das escadas. - Você é amiga da Érika?

- Sim. Elza. Mas eu quero ser a sua amiga também. Você aceita? - pergunta Lucy, subindo as escadas na companhia da menor.

- Sim! - responde rapidamente a pequena, se mostrando animada, até sumirem de vista, em direção ao andar de cima.

...

Erika gira a maçaneta e abre a porta, entrando vagarosamente em seu quarto, que ficou vago por todo esse tempo. Depois de um bom banho relaxante, ela pode enfim reencontrar seu cantinho que estava guardado em sua memória.

Ela passa os olhos por tudo ao seu redor, com certa nostalgia, observando e relembrando-se de cada detalhe e de bons momentos vividos nesse lugar. Logo se aproxima calmamente da mesinha ao lado da cama, pega o porta retratos onde observa sua mãe, seu pai, sua irmã e ela, ainda muito pequenas.

Mas um giro da maçaneta a faz sair de seus pensamentos, ela vê que é sua mãe, que também entra. Érika sabe que ela veio em busca de alguma explicação finalmente, sobre esse tempo em que ela esteve fora.

E logo ela se dá conta de que precisa aceitar sua realidade e lhe revelar de uma vez por todas, os motivos para ter feito isso, mesmo que tudo o que lhe disser não seja justificativa plausível. Ela sabe o quando errou. Mas naqueles dias, ela não sabia que aquela decisão seria a mais errada.

Mãe e filha finalmente sentam-se para uma difícil conversa, quem sabe a mais importante e delicada até agora. E que depois disso, suas vidas naquela casa, mudarão completamente.

Mesmo com um nó na garganta, e lágrimas incansáveis, finalmente Érika consegue aos poucos, tirar do fundo do peito, seus segredos mais ocultos. Como se tivesse mexendo em uma ferida. Revelando suas dores e medos, declarando todos os acontecimentos e abusos que sofreu de Tales, seu padrasto.

A princípio, ficou durante pouco tempo nas redondezas da cidade, mas logo a vergonha de si mesma e o ódio daquele homem foram agarrando-se a ela a um ponto que foi insuportável cogitar voltar para casa.

Por alguns momentos, sua mãe a olha parecendo assustada, outra hora, se mostra desapontada e até mesmo culpada consigo mesma. E ao final das palavras de Érika, sua mãe se levanta e a abraça apertado. E as duas choram juntas, dolorosamente.

Eduarda lhe pede perdão por não ter conseguido perceber tudo isso antes e diz estar arrependida por ter trazido esse crápula para dentro de sua casa, confiante que poderia ser feliz com ele, um dia. E as duas se perdoam.

Eduarda também disse que na última semana, Tales e ela, vinham tendo muitas brigas e ele estava longe de casa há uns dias. Mas agora Eduarda já tem total certeza de que Tales não voltará a pisar um só pé dentro daquela casa, mas sim para a delegacia, pois as duas decidem dar parte dele a polícia.

...

Já é noite. Todos na casa de Érika estão na sala, juntas. Principalmente Lucy, que ainda está tentando se acostumar com a mais nova rotina. Tudo é tão novo, porém gostoso de viver.

- A janta estava uma delícia Dona Eduarda. Fazia dias que eu não comia nada tão bom. Apesar de que o Eddy também cozinhava muito bem. Ele fazia um macarrão com calabresa que não dava pra comparar com nada. Ele só era muito ocupado com as coisas do bar - declara a morena com olhar pensativo.

- Já disse que não precisa me chamar de Dona, Lucy - pede Eduarda, com olhar carinhoso. - Quero que me chame de Eduarda.

- É verdade, Lucy - concorda Érika, sentada perto de sua irmãzinha, enquanto trança os cabelos da pequena. - Os cafés dele também eram muito bons!

- Então quer dizer que esse Eddy, é dono de um bar? - pergunta Eduarda.

- Ah... Sim, mãe - responde Érika desviando os olhos na direção de Lucy. - Mas nós nem ficávamos lá dentro do bar direito, ficávamos no andar em cima, pode ficar tranquila.

Érika acalma sua mãe, enquanto tenta afastar qualquer oportunidade de declarar suas ações comprometedoras junto com Lucy durante o tempo em que esteve fora.

Mas sem ninguém esperar, justamente essa noite, Tales aparece em casa, batendo na porta com certa pressa.

- Eduarda, abra a porta! - pede ele, batendo novamente, se mostrando inquieto.

Érika se levanta bem rápido, como num pulo e sua expressão muda drasticamente. Sente seu coração acelerar e todos os sentimentos antigos voltam para seu peito.

- Calma filha. - Eduarda se aproxima de Érika.

- Está tudo bem, mãe. Eu vou lá fora com você. Não vou te deixar resolver isso sozinha - pede Érika, olhando firme em direção da porta, porém seus olhos mostram apreensão.

- Não precisa, eu já volto. - Eduarda sai decidida e apressada em direção da entrada, enquanto Tales bate apressado na porta, mais uma vez.

Eduarda abre a porta de forma rápida. Sua expressão se torna séria, ao encontrar os olhos castanhos e grandes de Tales. Nesse momento vem a tona as revelações que Érika lhe fez, quando conversaram e seu sangue esquenta nas veias. Sua vontade é ir para cima dele e lhe esbofetear até suas mãos não aguentarem mais.

- Olá, querida. - Tales procura manter a voz baixa.

- O que você pensa que está fazendo aqui? Achei que fui clara quando disse que já chega!

- Calma, Eduarda. - Tales estende as mãos em sua direção. - Não achei que ainda estivesse tão chateada. Você até parece outra pessoa. Posso pelo menos entrar para poder conversarmos melhor?

- Não! Já está decidido. Aqui você não pisa mais seus pés! Não quero nunca mais ter que olhar na sua cara de novo!

- Mas o que pensa que está fazendo? Acha que pode me mandar sumir assim? - Tales não consegue entender o comportamento tão diferente dela.

- Eu não pretendo mais te dar satisfação da minha vida, só quero que você pegue suas coisas e suma da minha vida pra sempre!

- Escuta aqui! - Tales se aproxima rápido pegando os braços de Eduarda e a pressionando na parede gelada com força. - Você acha que vai simplesmente se livrar de mim assim tão rápido? Vai me por pra fora sem direito a nada?

- Me solta Tales? Você está machucando meus braços! - Eduarda tenta se soltar.

Mas em um momento muito rápido, Érika abre a porta repentinamente e sai apressada ao encontro de sua mãe.

- Solta a minha mãe agora, seu merda!!!

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– 2300 palavras –

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