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De encontro ao passado.

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- Érika?

Tales parece não acreditar que é realmente Érika, quem está bem a sua frente, depois de tanto tempo, ele nota que o olhar dela é decidido e ameaçador.

- Porque está me olhando com essa cara? Você não está vendo fantasma, seu vacilão! Sou eu mesma em carne e osso!

- Quer dizer que depois de tanto tempo desaparecida, e sem dar sinal de vida, você simplesmente volta como se nada tivesse acontecido? Por onde esteve? - Tales parece surpreso, ao mesmo tempo em que passa seus olhos pelo corpo dela, friamente.

- Ela não precisa te dar explicações porque você não é nada dela, Tales! Essa é a casa dela e ponto final! - avisa Eduarda.

- Não te interessa saber da minha vida! - rebate Érika, elevando o tom de voz carregado de ódio, pois os pensamentos antigos já voltam a rondar sua mente.

Tales apenas a olha, sem conseguir dizer uma só palavra e o medo de ela ter contado sobre o passado o açoita.

Nesse momento, Lucy resolve levar Elza para o quarto, pois imagina que toda essa apreensão do momento pode ser ruim para a pequena. Mas logo volta, aparecendo na porta e sentindo- se preocupada com Érika. Já que não faz ideia do que pode acontecer depois desse reencontro.

- O que foi? Não vai dizer nada? Agora você não é mais o homem corajoso de tempos atrás que me fazia e dizia aquelas nojeiras absurdas, achando que eu nunca iria ter coragem de dizer pra minha mãe?

- Mas do que você está falando? - Ele se assusta com a declaração, e tenta negar, dando um sorriso com aparência nervosa.

Em meio a seus pensamentos perturbadores, ele logo se dá conta de que Érika já contou toda a verdade para sua mãe e por esse motivo, ela voltou.

- A Érika já me contou, Tales! É tarde demais... Eu já sei de tudo... - A decepção é nítida nos olhos molhados e amargurados de Eduarda. - Eu fui enganada, traída bem debaixo do meu teto de um jeito tão baixo e sujo que só de pensar meu coração dói!

Eduarda não consegue controlar o ódio em seu coração e num momento muito rápido ela eleva a mão e deixa um tapa forte no rosto de Tales com tanta força que fez um barulho alto.

- E é melhor você nunca ter pensado em fazer nada com a minha irmã enquanto eu estive fora, porque vai ser pior! Você não sabe por onde eu andei, não sabe das coisas que eu fiz e passei, por sua causa, seu merda! Eu até poderia te matar!!

Érika sente o descontrole tomar seu corpo e por um breve instante, ela se entrega a esse sentimento ao mesmo tempo em que vai para vai para cima de Tales, espalmando suas mãos no seu peito e o empurrando com todas as suas forças. Todo o sentimento preso por tanto tempo é libertado de dentro de sua alma.

- Érika!? - Lucy tinha prometido a si mesma, que não iria se meter em um assunto tão sério e delicado para Érika e sua família. Mas quando ela vê que Érika está perdendo o controle, ele resolve segurar sua amiga. - Não Érika!

- Você não sabe nem o começo de tudo o que eu passei nas ruas por sua causa!! - Érika está sem controle, indo pra cima de Tales e o empurrando mais uma vez, enquanto as lágrimas em sua face desabam rapidamente.

- Não perca seu tempo com um cara desses! Você já deu parte dele a polícia! - avisa Lucy, tentando acalmar sua amiga junto a mãe dela.

- O que? - Tales sente o medo tomar conta de seu corpo. - Você fez o que!?

- É isso mesmo que você ouviu! - avisa Eduarda tomando a palavra. E antes de atender a porta eu já tinha acionado a polícia, para o caso de você não querer ir embora daqui, então não adianta você correr porque eles já estão chegando. - avisa Eduarda.

- Eu não vou ficar aqui vendo vocês me acusarem desse jeito! Já chega, eu vou embora! - Ele se vira e sai apressado em direção da rua sem conseguir esconder seu medo de ser pego pela polícia.

Mas Érika percebe que os vizinhos estão se aglomerado na frente de sua casa e estranhando a tal discussão, então Érika age o mais rápido possível e grita:

- Depressa! Peguem esse estrupador! Eu já acionei a polícia, ela já está perto, mas ele está fugindo!

Ela aponta em sua direção, já vendo os vizinhos o agarrarem e gritarem ao mesmo tempo em que a polícia está se aproximando no fim da rua.

- Calma filha, a polícia já o pegou. - Eduarda se aproxima de Érika e passa o braço ao redor do ombro dela, tentando lhe acalmar, enquanto as três assistem de longe, Tales ser levado pela polícia. - O pior já passou.

- Seria melhor que saíssemos dessa casa, caso ele se solte e venha nos procurar - comenta Érika, com os olhos vagos e pensamento distante. Além disso, já não tenho mais motivos para ter boas lembranças nesse casa. - O que acha de alugarmos uma casa menor e pôr esta a venda? - Pergunta a garota, virando o rosto e procurando os olhos de sua mãe.

- Bom, se você acha que pode ser mais reconfortante pra você ter novas recordações em uma outra casa, por mim tudo bem! - Eduarda responde ao mesmo tempo em que lhe sorri.

- Melhor entrarmos, daqui a pouco, a Elza vai sair para nos procurar.

Lucy abre a porta e todas entram.

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Os dias vão passando e levando consigo, o tempo. E o que restou foram apenas dias de paz e calmaria. Dias esses que Érika e Lucy já não viam há muito tempo. Mesmo sabendo que as lembranças ruins rondam as mentes de todos ali vez ou outra, elas estão dispostas a construirem cada vez mais, boas lembranças de agora em diante.

As estações chegaram e se foram bem rápido, que quase nem se percebeu que já se foram vários meses. Aos poucos, os últimos acontecimentos difíceis vão sendo levados pelo tempo e das memorias delas. E para conseguirem fazer isso, suas rotinas mudaram completamente.

Érika já passou por pelo menos três primaveras junto a sua mãe e sua irmã novamente, incluindo Lucy, que praticamente já faz parte da família.
E finalmente, já se completaram três natais que ela passa ao lado de Elza e sua mãe. Assim como havia prometido a pequena.

Érika vai se acostumando a ter novamente sua antiga e boa rotina de volta. Ela está cursando Letras, assim como sempre sonhou. Mesmo sabendo que a saudade de seu pai às vezes vem lhe visitar, ela procura pensar sempre nas partes boas, para seu próprio consolo.

Em uma certa noite em que os termômetros marcam dias frios de inverno, junto a uma chuva fina e gelada que cai, Érika está sentada em sua nova sala. Sobre a sua mesa de estudos, se vêem livros, cadernos e canetas espalhadas. As cenas mostram toda a sua dedicação para essa nova fase de sua vida. As provas de final de semestre vem lhe tirando o sono ultimamente. Mas por um momento ela leva seus olhos até a janela e ao observar a camada fina de chuva que vai vagarosamente, ela lembra que outra coisa, também lhe tira o sono de vez em quando.

Anthony.

Seu olhar fica distante e seus pensamentos viajam por um momento, para a cidade das luzes. Lugar onde o conheceu. Ela observa as luzes lá fora, ao redor das casinhas daquele bairro pequeno e acaba se dando conta de que isso vem acontecendo com mais frequência nos últimos tempos. Lembra-se do bairro nobre em que Anthony morava e o quanto aquele lugar movimentado brilhava em noites frias como essa.

Esse clima frio sempre lhe traz saudades e a leva a ter lembranças boas ao lado de Anthony. Foi numa noite fria e chuvosa de inverno como essa, em que tudo aconteceu. Às vezes, ela se permite pensar como seria se pudesse vê-lo novamente. Se pega perguntando qual seria a reação dele ao reencontra-la. E por fim, o que ele estaria fazendo depois de três anos e meio.

Quem sabe ainda lutando para sair do vício e da opressão presa em sua mente. Ou até mesmo ele estivesse indo bem na empresa dos Smith. Ou em outro caso, já estivesse trabalhando em sua profissão tão desejada, já que a última promessa que ele fez foi para ela, dizendo que voltaria firme para a terapia e para o escritório dessa vez.

Ela tem total consciência das consequências de ter ido embora daquela forma da vida de Anthony, por isso não o culparia, acaso ele não quisesse mais saber dela se ela o procurasse. Mas sabe também que naquele momento, ambos estariam incompletos um ao lado do outro, com seus problemas mal resolvidos. São tantas dúvidas!

Mas logo seus pensamentos são interrompidos por sua mãe, que chega do mercado, abrindo a porta da sala, acompanhada de Lucy e Elza. Eduarda, assim como Lucy, se entreolham percebendo mais uma vez aquela expressão estranha na face de Érika e já imaginam em quem ela deva estar pensando:

- Tá tudo bem, Érika? Parece preocupada com alguma coisa - pergunta Eduarda, enquanto coloca as sacolas sobre a mesa com a ajuda de Lucy.

- Não é nada - responde Érika, meio sem graça.

- Ela deve tá triste porque não levamos ela pro mercado com a gente! - Elza se aproxima de Érika, rápido e lhe entrega uma caixinha de chicletes.

- Obrigada, Elza, era disso o que eu tava precisando. - Érika lhe sorri docemente. - agora vai lá, lavar as mãos! - Pede a mais velha, e a menor corre em direção do banheiro, sem relutar.

- Não adianta tentar disfarçar, eu sei que tem alguma coisa te incomodando já faz dias. Vamos lá! Conta? - Luxy se aproxima de sua amiga.

- Na verdade... - Érika parece relutar com suas palavras, mas logo resolve dizer. - Estou... Lembrando dele. - Seus olhos desviam de forma acanhada e um sorriso singelo toma seus lábios ao lembrar.

- Eu já imaginava - diz Eduarda terminando de ajeitar as sacolas sobre a mesa.

- Tá pensando nele né? - pergunta Lucy, sentando ao lado dela, reconhecendo bem o olhar que toma o rosto de sua amiga.

- Sim, Índia. - Érika ergue os olhos em direção de Lucy e se levanta devagar, com olhar distante. - Eu não consigo parar de pensar em como ele deve estar agora. Queria muito poder ter notícias ou quem sabe... vê-lo novamente.

- Você não tá querendo voltar para lá, né? - Sua mãe se vira, rápido, com os olhos firmes e preocupados em sua filha. - Não agora, que está fazendo tudo diferente, Érika. Agora que finalmente eu estou conseguindo ter momentos de paz nessa casa, com vocês aqui comigo.

- Não é bem assim, mãe. Eu sei bem das condições em que tive que sair daquela cidade, por isso eu... Penso muito nisso e casa vez mais essa situação só me incomoda. Mas queria tanto saber notícias do Antony, também sinto saudades do Eddy. - Érika sorri ao lembrar.

- Sei bem como é, Érika. Também sinto saudades dele. - Lucy também se mostra pensativa. - Mas sabemos que voltar lá ainda pode ser bem arriscado. Mas já que você disse não ter mais o contato do Anthony, porque não liga para o Eddy? Você ainda lembra do telefone do bar né? Quem sabe ele tenha notícias do Anthony e te diga alguma coisa.

- Hum... Sabe que isso pareceu uma boa ideia? - Érika pega seu celular e procura o número do Bar do Eddy, na agenda.

....

Depois de chamar algumas vezes, logo uma voz familiar é ouvida do outro lado da linha:

- Alô?

- Eddy... É você!?

- Quem está falando?

- Sou eu, Eddy. A Érika!

- Érika... Minha nossa! Que saudades! Onde está a Lucy? - Ele parece sorrir do outro lado da linha.

- Tá aqui do meu lado. - Érika sorri em direção da baixinha. - Já passaram três anos e pouquinho!

- Você está certa, o tempo passou bem rápido. - Eddy ainda sorri, com o celular sobre o ouvido. - Então, como andam as coisas?

- Depois de tudo, agora estamos indo bem. Estamos estudando e aproveitando a companhia da minha mãe e da Elza. E por aí?

- Ah, muita coisa mudou, o bairro ficou bem mais tranquilo depois que o Heitor foi preso.

- O Heitor foi preso? Quem será que deu parte dele a polícia?

- Eu. - responde Eddy, de forma rápida. - Em uma ligação anônima, é claro! Eles nunca vão saber que fui eu.

- Então quer dizer que as redondezas da cidade das luzes, estão em paz agora?

- Ah, sim. Como eu disse, muita coisa mudou por aqui depois que eles foram pegos. Não todos, mas o chefe deles e mais alguns comparsas já estão longe das ruas, há mais ou menos três anos.

- Bom. Já que estamos falando sobre notícias... - Ela olha para Lucy antes de perguntar. - Você tem visto o Antony?

- Olha Érika, pra falar a verdade, desde que vocês foram embora, eu nunca mais tive notícias do Anthony. É como se ele tivesse sumido, ou saído da cidade. Nem se quer veio aqui no bar perguntar sobre você.

- Entendi. - É tudo o que Érika consegue falar, e seu olhar se torna meio desapontado.

- Eu sinto saudades de você Eddy! Queria poder te ver um dia, agora que está tudo tranquilo por aí.

Érika ainda termina de falar quando põe os olhos em sua mãe e vê Eduarda negar com as mãos e jeito preocupado.

- Eu não acho uma má idéia. Já faz tempo que a paz reina por aqui. Quem sabe você  encontra o Anthony também?

- Você não sabe o quanto eu queria. - Suas palavras saem carregadas de saudade.

- Então está combinado. Venha passar uma semana aqui comigo, traga Lucy. Me ligue assim que estiver pronta.

Eles se despedem e Érika desliga o celular. Mas ao olhar para sua mãe, percebe que ela não parece satisfeita.

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- 1977 palavras-

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