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           O homem de dreadlocks dourados chora aos prantos, debruçado sobre a calçada à frente dos grandes portões do Centro Arco íris Sem Cor, soluça dolorosamente e entrega o buquê de flores nas mãos delicadas de Megan. Ela não queria terminar as coisas daquela forma, mas estava de saco cheio de tentar fugir das investidas de Ramon, sua única opção foi dizer não ao seu pedido de casamento, pela quinta vez. Alguns homens simplesmente não entendem o básico.

Agarrou o buquê de flores afastando do seu rosto imediatamente. Nenhum dos seus ex-namorados parecia saber o óbvio. Sua alergia. Fungou e tentou manter o sorriso complacente, não queria desfazer da dor do rapaz, mas tinha mais o que fazer naquele horário. Fitou o relógio no pulso tornando-se impaciente com o choramingo.

— Ramon, querido.— chamou sua atenção gesticulando com a ponta dos dedos longos com unhas naturalmente da mesma forma. — Tratamos dos detalhes do nosso término depois, mando suas coisas para o seu endereço o mais rápido possível. — fungou outra vez olhando feio para as flores. — E devolvo o anel de compromisso se quiser também.

— Não quero. — bradou ferido. — Quero você, o nosso futuro juntos.

Respirou fundo e mediu as palavras ao máximo que sua mente lhe permitia antes de falar qualquer coisa.

— Isso não será possível, querido.— soou com o tom passivo agressivo de sempre.

— Como pode dizer isso depois de tudo que vivemos?

— Exatamente, vivemos, no passado. — gesticulou alinhando os ombros e ajeitando a própria postura. — No futuro a nossa relação simplesmente não me interessa mais. — soltou sem dar-se conta do peso das próprias palavras.

— Eu te amo, isso não significa nada?

Aquela não era a primeira vez que ouvia aquelas três palavras sendo declamadas com tanto carinho e afeto e simplesmente não se sentia atingida. Não fazia efeito, e ano após ano se tornavam menos eficientes, mesmo no ápice de suas paixões. O amor era uma utopia criada para os tolos. O que não era o seu caso.

— Vai passar, tenho certeza. — aconselhou girando o corpo voluptuoso sobre os saltos finos. — Tenha uma boa vida Ramon.

— Você é realmente fria. — sentenciou. — Como pude me apaixonar por você? — questionou-se em um tom magoado.

— Todos vocês perguntam isso no final. — murmurou indiferente.

Dirigiu-se ao interior do Centro em passos calmos, arremessou as flores no primeiro latão de lixo que encontrou, seus dedos formigam indicando que precisaria tomar um anti-histamínico para ter um dia agradável. Os seguranças abriram espaço destrancando as grades para que pudesse transpassar.

Apesar da alta segurança, o centro de detenção para menores não era um lugar verdadeiramente perigoso. As crianças e adolescentes que eram encaminhadas até ali, eram nada mesmo que mal afortunados, que não tiveram tanta sorte na vida ou foram desviados por falsas glórias. Megan não temia nenhum deles, na verdade, era bem o contrário.

Enquanto forasteiros se arriscavam a dizer que a mulher tinha um papel quase materno em suas vidas, a verdade é que ela era A Coronel do Centro Arco-íris-sem-cor. Pulso firme e muita dedicação aquele lugar e aqueles garotos. Adentrou o refeitório sem chamar muita atenção, estavam acostumados com a presença dela nos corredores e se não estivessem fazendo nada de errado, não havia o que temer.

Esse era o problema, eles sempre estavam fazendo algo.

— Pedro! — bravejou cruzando os braços sobre a blusa de lã marrom que vestia. — Venha aqui.

O menino de olhos esverdeados e cabelo raspado caminhou, com toda marra do mundo em sua direção.

— Sim, senhora? — os amigos continham risinhos nas suas costas.

— Ouvi dizer que estava intimidando os mais novos hoje, outra vez.

— Quem foi o X9, hein? Merece perder a língua. — tagarelou cheio de trejeitos, como se fosse dono do pedaço. Aquele comportamento não agradou em nada a mais velha, sabia que bastava um passo em falso para todo seu trabalho ir por água abaixo.

— Não importa, quero saber seus motivos para ter ido contra as regras.

— Ou o que? — levantou o queixo a enfrentando. — Vai me deixar de castigo, mamãe?

— Se eu fosse sua mãe você estaria com a bunda roxa garoto. — falou baixo para que só ele escutasse. — As coisas aqui são diferentes, eu não coloco de castigo nem dou palmadas, ou você segue as regras ou esta fora. — os olhos antes cheios de braveza oscilaram. — Você quer mesmo perder sua cama quente e a comida boa? Sem falar na educação, a sala de jogos, o trato? — estreitou os olhos. — Quer mesmo ter o mesmo destino do seu pai só porque não sabe respeitar os outros?

— Não senhora. — respondeu baixo, depois de meio segundo em silêncio, engolindo as próprias palavras.

— Imagino que não. — o puxou pelo ombro ficando de frente aos amigos. — Ser intimidado na frente dos outros não é tão divertido quanto parece, né? — deu dois tapinhas em seu ombro. — Isso é um lembrete a você e a todos que tentam bancar donos do pedaço. — soltou o garoto indicando que voltasse ao seu lugar. — Eu sou a manda chuva aqui e ninguém mais. Vocês estão no mesmo patamar e se não quiserem ir para um lugar bem pior, recomendo que passem a seguir as regras.

O refeitório em silêncio observa a mulher ditar outra vez as regras do lugar e relembrá-los que aquilo não era uma colônia de férias, menos ainda uma filme de gangues. Eram jovens infratores e seriam tratados daquela forma até mudarem seus comportamentos.

Parados na segunda entrada do refeitório MinHyuk e seu advogado Seo Joon assistiam tudo atentamente. Min tinha um brilho excêntrico nos olhos grandes e amendoados. Como uma criança observando a queima de fogos pela primeira vez, exceto que o queimava era a paciência de Megan.

— É neste quartel general que vai me deixar? — murmurou ao advogado e amigo de longa data.

— Deveria me agradecer por não estar na prisão. — rebateu ajeitando a gravata.

A mulher de voz imponente e corporatura estonteante não passa despercebida a nenhum deles. Nem mesmo quando some entre os corredores gradeados e são obriga-los a segui-la como cãezinhos caídos da mudança. Seo Joon chamou a vendo virar em um corredor, os dois trocaram olhares como quem perguntava como ela podia ser tão rápida naqueles saltos.

Não demorou muito a se perderem e serem resgatados pela secretária Kimberly, Kim para os mais próximos como ela havia especificado. Ambos seguiram a mulher de 1,90 e saia justa. Kim abriu a porta e avisou a diretora do centro sobre a chegada deles.

— Esperar até terminar o almoço? — reclamou Minhyuk levando as mãos em desagrado a cintura. — Isso é absurdo, ela sabe quem eu sou para me deixar esperando?

— Não acho que ela se importe com isso senhor Lee.— disse Kim sentado à sua mesa ao lado da entrada da sala.

— Mas que merda. — andou de um lado para o outro bravo. — Eu não vou esperar porra nenhuma.

E no final das contas esperou, os exatos trinta minutos que Megan havia tirado para se alimentar. Retocou o batom no espelho após escovar os dentes e saiu do banheiro que havia em sua sala mandando Kim deixar o homem e seu advogado entrar.

Entornou um copo de água com as vitaminas que quase sempre esquecia de tomar e sentou-se na sua cadeira fazendo menção para os dois homens fizessem o mesmo a sua frente.

— Sejam bem vindo ao Centro Arco-íris-sem-cor. — apresentou um sorriso alinhado e bonito. — Me refresquem a memória, o que os trazem aqui mesmo?

A diretora do centro não era dada a julgar por aparências, por isso deixou que se apresentassem, a primeira coisa que passou a cabeça foi um pai indo internar seu filho, afinal o de menor estatura entre eles tinha os cabelos até a altura da orelha mal tingidos de laranja, aparentava ter dezessete ou dezoito anos. E com um achismo tão barato ela se viu de boca aberta com suas apresentações. Ele não era um jovem infrator, menos ainda jovem.

— Esse é o meu cliente Lee Minhyuk, recentemente foi sentenciado a cumprir trabalho voluntário em troca da sua liberdade condicional. — explica o advogado Park Seo Joon, como havia se apresentado. — Há algum tempo preenchemos os formulários e recebemos a resposta ontem sobre a aprovação do seu perfil.

— Sim claro, poucas pessoas se inscrevem para fazer trabalhos voluntários em lugares como aqui, foi uma surpresa. — comentou encarando o dono de fios alaranjados que evitava contato visual .

— Imagino que sim, bem, estamos aqui e gostaria de assinar o contrato de prestação de serviço voluntário e receber sua lista de atribuições.

Megan vasculhou sobre a mesa o contrato que precisaria, sabia que sua secretária havia deixado em algum lugar, lembrava de ter a ouvido dizer algo do tipo antes de ir até os portões terminar com Ramon. Achou o papel e no mesmo instante se surpreendeu com o tom hostil do rapaz.

— Aposto que está curiosa para saber o que me trouxe até aqui.

— Não, eu não estou. — esticou o punhado de folhas grampeadas em direção ao homem que começava a lhe irritar com os olhares cruzados e bufadas de ar impaciente que dava. — Só precisam assinar a última folha, podem levar uma cópia se quiserem.

MinHyuk estava incomodado, não sabia o real motivo mas sentia-se asfixiando naquela sala, sobre o olhar penetrante e indiferente de Megan, estava aflito por dentro e irritadiço por fora. A mulher simplesmente não demonstrava qualquer reação com a sua presença. Era quase como se ele fosse um qualquer.

— Troque alguns desses horários, tenho coisas a fazer e não quero mudar minha rotina.

— A sua grade foi feita de acordo com o horário dos meninos, não posso mudá-los simplesmente por que deseja.

Ele ri pelas narinas com ar superior, o tipo que causava asco na diretora.

— Isso não é problema meu, por acaso faz ideia de quem eu sou? — articulou pretensiosamente.— Tenho mais o que fazer do que ficar preso aqui no meio desses trombadinhas.

— Não tem não.— respondeu calma, cruzou os braços e recostou em sua cadeira de couro. — Se realmente tivesse mais o que fazer não teria se envolvido em uma merda tão grande a ponto de estar se voluntariado em um centro de delinquentes esquecido pela mídia. Você precisa estar aqui senhor Min, agora como vai fazer isso já não é problema meu mesmo.

— Como pode falar assim comigo? Nem sabe o inferno que passei para me livrar daquela condenação, onde está sua empatia? — jogou com a voz mais branda. Aqueles joguinhos sempre eram divertidos.

— Oh, pobrezinho, devo te oferecer um abraço e um ombro para chorar? Deve ser mesmo difícil fazer merda e conseguir se livrar. — levantou-se esticando o vestido até o joelho que usava. — Preciso fazer vistoria das duas horas. — ditou andando em direção a porta da sala. — Podem deixar o documento assinado com Kim, esteja aqui amanhã ás 08 em ponto, os banheiros estão imundos. — abriu a porta e parou o vendo se esgoelar mudando outra vez o tom de voz.

— Se pensa que vou voltar aqui amanhã está muito enganada.

— Faça um corte e tire essa cor ridícula do cabelo, parece o baterista de uma boy banda do ensino fundamental falida. — aconselhou antes de sumir porta a fora.



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