Poemas - p/1
Vai ter um pouco de +18 no final, nada demais. Porém se não gosta é só pular a última parte.
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Abro meus olhos de uma vez quando o despertador toca.
Levanto da cama e me dirijo até o banheiro, faço minha higiene matinal e coloco um vestido simples - porém bonito - e desço as escadas para tomar meu café antes de ir para a escola. Rosalya havia dito que me encontraria antes do parque para irmos juntas, com a desculpa de que precisava conversar sobre "coisas de menina".
Do jeito que Rosalya é, será provável que conversemos sobre lingeries e afins.
Depois que termino meu desjejum, me apresso para sair de casa e encontro um bilhete na porta com a escrita chamativa de minha mãe dizendo que ela e papai passariam o dia em reuniões importantes e que se eu precisasse de algo era só ligar para minha tia Miranda. Totalmente normal, eles sempre são tão ocupados com o trabalho que as vezes parecem esquecer que são meus pais e que também tem responsabilidades, porém quando finalmente estão em casa, eles triplicam a proteção e sempre me enchem de perguntas se quero fazer algo.
Começo a andar em direção ao parque, ele fica a poucas quadras de minha casa, é um lugar bem grande e aconchegante. Tenho ótimas lembranças deste lugar, e quase todas são com Lysandre; Ele me proporcionou diversos momentos que jamais esquecerei.
— SOPHIA!
Rosalya vem correndo em minha direção e as poucas pessoas em volta olham a cena com desaprovação - afinal ninguém gosta de ouvir "gritaria adolescente" tão cedo - ela me abraça e me puxa para continuar andando.
— Tudo bem Rosa, sobre o que especificamente você quer falar?
Ela olha para os lados antes de continuar.
— Precisamos falar sobre garotos...e eu sei que você não vai gostar do assunto.
— Espera Rosalya - disse enquanto levantei uma sobrancelha - Do que exatamente você quer falar dos garotos?
— Eu sei que você já "deu" pro Lysandre.
Essa conversa já começou muito errada. Ela ainda usou o termo deu para piorar.
— Eu também sei que você tem aquela regra de não ler o bloco de notas do Lys-fofo - Ela parou bruscamente - Mas você deveria ler na próxima oportunidade que aparecer!
— Por que eu deveria fazer isso? O que foi que descobriu Rosalya?!
— Eu não posso te contar. Foi constrangedor demais quando li e será pior para falar...principalmente agora.
Cruzei os braços e olhei para ela com raiva.
Fala sério! Rosa havia feito aceitar deixá-la vir comigo até a escola, depois me conta uma coisa dessas e me diz que simplesmente não pode me falar nada?!
Será que é uma coisa boa? Ou será algo ruim? Ela até usou o verbo "deu", então com toda certeza tem algo a ver comigo e com você sabe.
— Me dá uma dica Rosa! - Fiz uma carinha fofa para ajudar - Por favor amiga!
— Você sabe que isso não funciona comigo. - "Droga" pensei - Mas espero que sua mente inocente esteja preparada psicologicamente para a perversidade de seu namorado.
Eu não sou tão inocente assim...isso é mais o que todos acham de mim antes saberem o que passa pela minha mente. Você pode achar uma coisa maliciosa aqui e ali.
— Olha, eu vou pensar sobre o que você falou. Mas não garanto nada!
— Vai descobrir o que seu namorado acha.
Esse definitivamente é um ótimo argumento. Quer dizer, qual garota nunca quis saber o que se passava pela mente do seu namorado? Principalmente se fosse sobre ela.
— Tudo bem. Só me prometa que não vai tentar me ajudar!
Rosa fez o juramento do dedo mindinho comigo. Podia ser infantil, mas pelo menos pode garantir que ela vai cumprir a promessa. Eu acho.
Conversamos o resto do caminho sobre ela e o Leigh, já que Rosa sentiu que precisava falar comigo sobre todas as loucuras que ela faz com ele, algo que eu realmente não queria saber.
Nós nos separamos quando chegamos ao colégio, cada uma foi ao seu armário e ficava distante um do outro.
Coloquei os livros que iria usar na minha bolsa e segui para procurar meu namorado. Eu estou muito curiosa sobre o que ele escreve, eu sempre tive certa curiosidade mas esquecia toda vez que me cantava musicas ou me recitava poemas.
O encontrei no jardim - escrevendo como de costume - e observei como ele sorria cada vez que escrevia algo. Eu me pergunto como eu consegui um garoto tão lindo...mas também quero saber o que ele está escrevendo.
Rosalya é uma péssima influência.
— Oi Lys.
Lysandre escondeu o bloco antes que eu tivesse sequer a oportunidade de dar uma espiada. Parecia um pouco suspeito...Não, eu devo estar ficando maluca.
— Oi Sophi - ele acariciou minha bochecha - Você está linda.
— Você me diz isso todos os dias. - Disse sorrindo, quer dizer, isso é tão fofo. Ele sempre diz como eu sou linda, eu realmente não sei o que fiz de tão bom no mundo pra merecer isso.
— O que eu posso fazer se você está linda todos os dias?
Sentei em seu colo antes de beija-lo. Nosso beijo me fazia perder o fôlego em segundos, ele colocou as mãos em minha cintura e eu puxei a gola de seu sobretudo o trazendo mais para perto; Nossas línguas estão numa batalha, em que ambos sabemos que os dois sairão ganhando; Abri seu sobretudo e explorei seu peitoral por baixo da camisa, Lysandre levou uma de suas mãos até minha coxa e em seguida apertou a minha bunda por debaixo do vestido.
— AÍ MEU DEUS ARRANJEM UM QUARTO!
Nos separamos bruscamente e encontrei Alexy, Rosalya e Violette nos olhando. Violette parecia completamente em choque, já Rosa e Alexy sorriam de um jeito malicioso.
— Eu sei que vocês estão namorando, mas por favor, nem todos aqui queremos saber das "putarias" que fazem juntos!
Fiquei mais vermelha do que antes com o comentário de Alexy, me levantei ajeitando qualquer parte do vestido que pudesse estar levantada. Lysandre fechou o casaco e pude perceber que estava vermelho, porém vermelho de raiva, acho que ele estava - apesar de seu cavalheirismo vitoriano - xingando os intrusos em pensamento.
Não podia culpa-lo. Eu também estava realmente curtindo o momento.
— Estávamos procurando vocês em todos os lugares! - exclamou Rosalya - Eu pensei que tinham se perdido por aí já que os dois são tão esquecidos.
Não é legal judiar de seus amigos só porque se esquecem das coisas, Okay?! Okay.
Violette ainda esta quieta e olha espantada para o nada enquanto andamos. Isso de fato foi muita informação para ela, isso sim é ser inocente, uma pessoa inocente não estaria se pegando com seu namorado no jardim da escola. Um lugar onde muitos poderiam ver.
— Está vendo o que fizeram com ela seus pervertidos?!
Peguei a mão de Lysandre e revirei os olhos pro comentário de Rosa, eu sei muito bem que ela não é uma santa e sei também que foi "irresponsável" o que fizemos mas não precisa jogar na cara.
— Eu não acredito que vocês iam transar em público! - Arregalei os olhos e quase quis matar a Rosa por falar isso tão alto - Nunca pensei que o casal mais "inocente" de Sweet Amoris faria isso.
— Nós não íamos fazer isso em público!
Rosa e Alexy me responderam um "aham, sei, quer me enganar me compre jujuba" que me fez ficar mais envergonhada ainda.
— Vocês poderiam, por favor, parar de comentar sobre isso? - Lysandre ainda parecia um pouco bravo - É algo pessoal e vocês não deveriam ter aparecido daquele jeito.
Eles se calaram e seguimos todos para sala de aula. Eu me sentei entre Rosalya e Alexy - na verdade, eles quase me obrigaram a escolher aquele lugar - e Lysandre se sentou ao meu lado, mas Castiel começou logo a falar com ele.
— Hey Sophi. Você já fez o que eu te falei?
— O que?
Rosalya revira os olhos e olha pra mim descentre.
— Não acredito que você já se esqueceu! O bloco de notas lerdinha.
Oh, esse assunto. Talvez eu tenha esquecido só um pouquinho, mas quando você está com seu namorado a última coisa que vai pensar é uma coisa dessas.
— Fala mais baixo! - disse sussurrando - você quer que ele escute?
— Posso saber do que vocês estão falando?
O professor entra na sala e Rosa fez um sinal de "depois eu te conto" para Alexy.
Acho que agora todo mundo vai ficar sabendo, menos eu.
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O sinal do término das aulas toca. Agora estamos todos livres para ir pra casa.
Eu estaria se Rosalya não estivesse me mantendo presa na sala de aula.
— Aí Rosa, me deixa ir embora vai.
— Não, não e não. O Lysandre sempre esquece o bloco de notas na escola no fim do dia, e como você sempre acha...
Ele não era tão esquecido assim, mas é verdade que eu sempre acabo achando o bloco em algum lugar. É como se ele sempre voltasse pra mim...
Esperamos até a escola ficar mais silenciosa e Rosa foi ver se o Lys já tinha ido embora. Recebi uma mensagem pouco tempo depois dizendo que a barra estava limpa e fui procurar o bendito bloco de notas.
Rosalya me ajudou e conseguimos o encontrar perto de seu armário, embora pareça estranho dizer isso, tenho que admitir que acho fofo quando ele esquece as coisas. Faz parte do seu charme.
— Agora você vai pra casa e faz o que eu te mandei!
Me despedi e fui embora.
Não quero fazer aquilo de verdade mas a curiosidade esta falando mais alto. Talvez eu me arrependa de ler...mas o que é que pode ser para não deixar a Rosalya me contar?!
Chego em casa e corro pro meu quarto, me tranco dentro dele e penso mais um pouco antes de ler...
Ele não vai ficar sabendo mesmo, eu posso devolvê-lo e pronto, problema resolvido. Certo?
Peguei o bloco e abri a procura de alguma coisa...Eu não acredito que a Rosalya leu isso.
Talvez eu seja mesmo inocente...
"Desejos proibidos, lascívia, tesão
Teu sexo em minha boca
Meu sexo em tua mão
Você já quase louca
Caindo em tentação
Assim fica difícil, não quero mais parar
Vou nessa com você
Onde você está?
Não quero nem saber
Mas eu quero jogar
Um jogo sem regras e sem nenhum juiz
Onde eu posso ser louco
Mesmo só por um triz
Fazer de tudo um pouco
Sem medo de ser feliz"
"Esse corpo desnudo
descoberto pela vergonha
me deixa mudo
ao sentir seu calor
Quero o teu tudo
até o que você sonha
deixe que eu me iludo
ao sentir seu amor
Perfume de flor
cheiro de corpo suado
me perco nesse odor
ao tentar te tocar
Lhe tomo esse valor
o teu corpo adequado
não deixo tu sentir dor
O que quero é só te amar."
"Deixe-me
Explorar teu corpo por inteiro
com as mãos, com os lábios,
com a língua, com os dentes...
Deixe-me
Mergulhar no líquido viscoso
e saboroso que inunda o teu sexo quente
lubrificando tua alma de amor..."
"Nua debaixo do edredom, te faço minha. Se estica e suplica pelo meu toque. Dobra os joelhos e espera minha vinda. É minha e de mais ninguém. Esta entregue no calor do meu ninho, com os seios descobertos, esfregando a minha face. E você, que me beija com gosto de vinho e não se tarda para o encontro, aperto sua cintura e desço a mão pelos seus quadris. Te toco suave e depois forte. Te acaricio, te maltrato, te amo. No final paro e te olho assim... Nua."
"Para: Sophia"
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Oi gente, mais um capítulo.
Eu ia posta-lo ontem, porém decidi dividi-lo de última hora e tive que fazer de uma maneira que não ficasse confuso ou estranho.
A parte dois vai sair em breve, obrigada pelos votos e pelos comentários, peço que comentem e votem novamente nesse. Significa mesmo muito pra mim ^^
P.S: Esses poemas são da internet, não meus, só fiz alterações no último mas nada que mude a obra. Se pesquisarem poderão acha-los facilmente.
Eu experimentei escrever no presente, já que eu sempre escrevo no pretérito, não sei se ficou tão bom. Poderiam dizer se preferem no presente ou no pretérito? Obrigada.
Enfim, espero que tenham gostado e até a parte 2.
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