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Come be my teacher

- HATHAWAY -

Eu pensei que iria demorar pra voltar pra casa, mas eu estava enganada. Taehyung estava atrás de um emprego há algum tempo e nós fomos acordados com a resposta de uma das empresas a qual ele fez a entrevista. Eu fiquei feliz por isso, mas só nos fez voltar pra realidade outra vez.

- Você vai ficar atarefado agora Taehyung, não posso ficar aqui me aproveitando.

Estávamos deitados em sua cama depois de ele ter encerrado a ligação com seu empregador.

- Você se aproveitando? Quem está se aproveitando sou eu Akemi. - Ele falou com a voz manhosa enquanto enterrava a cabeça em meu pescoço.

- Eu tó falando sério bebezão. - O puxei pelos cabelos até que me encarasse.

- Eu que tô falando sério, me acostumei com você morando aqui, quem vai me impedir de morrer de fome agora? Quem vai escutar minhas paranóias? Quem vai puxar meu cabelo sem me achar um estranho masoquista?

- Não é por muito tempo, eu já queria morar na capital antes disso, agora tenho um motivo muito bom pra vir pra cá.

Taehyung se sentou na cama e me puxou pra cima, me sentei entre suas pernas e deitei meu peso em seu peito.

- Prometa que não vai me abandonar dessa vez.

- Eu nunca teria te abandonado por vontade própria Tae.

Taehyung deu leves beijos no meu pescoço e eu me arrepiei tanto que ele mesmo percebeu.

- Vou sentir sua falta.

- Eu vou sentir mais. - Virei pra trás e encontrei nossos lábios em um beijo lento.

Foi aí que eu tive certeza que voltaria.

De uma forma ou de outra.

***

Taehyung e eu mantivemos contato sempre, mas fazia mais de três meses que eu não o via, e isso estava me matando. Dois dias depois de ele ter recebido a proposta de emprego eu voltei pra Nagoya, gostaria de ter ido pra Tóquio mais cedo mas eu iniciei meu tratamento com um neurologista aqui da cidade.

Eu estava bem disposta a recuperar minha memória.

As coisas estavam progredindo, não a ponto de tudo voltar na minha cabeça como um filme mas toda vez que estávamos juntos em casa, minha irmã meus pais e eu e alguma coisa remetia ao passado eu me lembrava, tanto que uma vez que minha mãe deixou o pote de açucar cair eu perguntei se ela lembrava quando eu fui inventar de fazer um bolo sozinha e quebrei o vidro de margarina.

Minha mãe quase chorou quando ouviu isso.

Eu também estava fazendo progressos com Taehyung, ele sempre tinha uma história nova pra contar todos os dias, e era sempre da nossa época de acampamento, dessa vez as imagens do que passamos estavam bem nítidas em minha cabeça, ele falava sobre o momento e eu sabia até as roupas que estávamos usando naquele dia.

Mas me lembrar por mim mesma eu não conseguia, sempre precisava de um gatilho emocional.

Mas era melhor do que nada.

Minhas sessões com o médico encerraram ontem, como eu já havia avisado meus pais, assim que as consultas terminassem eu me mudaria. Pedi pra Taehyung tomar conta das pontas por mim lá na capital e me arranjar um apartamento simples, já que minha mãe nunca me deixaria ir pra lá se fosse pra morar com algum garoto.

E sim, todos em casa sabiam de Taehyung, inclusive Sayuri que me bateu dizendo que se ela soubesse da existência dele, seria a primeira coisa que teria me contado quando eu saí do coma.

Descobri também o porquê de eu não ter falado nada de Taehyung pra ninguém.

Eu queria um segredo só meu, algo que ninguém tirasse de mim... E olhe só, um maldito carro batendo contra o meu tirou.

Carma é uma vadia.

Eu estava terminando de arrumar minhas coisas quando Taehyung ligou.

- Por que você não me contou Akemi?

- Não contei o que? - Saí com o celular entre o ombro e o ouvido enquanto Sayuri me ajudava a levar as malas pro carro.

- Que tinha se inscrito pra faculdade de música!

Eis algo que eu realmente não o havia contado. Já que eu estava finalmente tocando minha vida pra frente eu pensei em começar a estudar, amo tocar piano e Taehyung já ter feito esse curso me deu um pouco mais de segurança para escolhe-lo. Meu medo era não passar, então só contaria pra Taehyung quando eu recebesse o resultado.

E se ele fosse positivo.

- Eu ia te contar... Depois...

- Depois você vai me contar por que escondeu. De qualquer forma, o edital saiu hoje, eu acabei de ver seu nome na lista de aprovados, por isso liguei.

Quase deixei as malas caírem

- Eu passei?

- Você não sabia? - Ele perguntou rindo.

- Mãe eu passei! - Voltei pra dentro de casa correndo, eu só conseguia ouvir a risada gostosa de Taehyung.

Depois de meus pais e minha irmã me parabenizarem eu voltei a dar atenção ao Tae.

- Você já está vindo Akemi? Eu tô com saudades.

- Estou chegando.

- Vou te esperar no metrô, tenho duas surpresas.

Eu estava curiosa demais, mas não perguntei.

- Amo você Tae, a gente se vê daqui a pouco.

- Também te amo.

Desliguei o celular e o guardei no bolso, depois foi só questão de tempo até que tudo estivesse dentro do carro e eu me despedisse da minha família.

Confesso que eu chorei, chorei como um bebê chorão. Eles eram tudo o que eu tinha, mas eu precisava seguir em frente, fazer minhas escolhas e tocar a vida finalmente.

Passei muito tempo parada por causa da amnesia.

Entrei no carro e o motorista me deixou no metrô, minhas bagagens foram guardadas e eu me sentei sozinha em um canto, relembrando da vez eu que eu vim na cara e na coragem sem saber que reencontraria Taehyung, sem nem saber que ele existia.

A cada minuto que passava eu ficava mais ansiosa, não pude aproveitar muito meu tempo com Taehyung porque logo depois que nos declaramos eu voltei pra casa.

Mas foram os melhores três dias da minha vida.

Ele não havia me pedido em namoro, mas eu acho que já nem era necessário... Ações pra mim eram mais importantes, ele viver mandando mensagem, me ligar todos os dias depois de acordar e antes de dormir, pedir socorro em chamada de vídeo pra fazer comida.

Ele é um amor.

Quando as portas do metrô se abriram eu respirei fundo e apertei a fita roxa que prendia meu cabelo, fui até o lugar que estavam as bagagens e finalmente respirei o ar de Tóquio.

Meu novo lar.

- Eu conheço você? - Alguém perguntou atrás de mim, eu poderia ficar assustada mas sabia quem era ali, dessa vez eu realmente sabia.

- Minha memória não é tão boa, talvez você deva refrescar ela.

Taehyung riu e deu um beijo em minha cabeça, se possível ele parecia ainda mais alto, envolvi meu braços ao redor dele e o abracei.

- O segurança vai nos expulsar se eu te beijar aqui, vamos pro carro.

- Você comprou um carro? - Ele riu e segurou minha mão.

- Não, Jimin comprou um carro... Essa era uma das surpresas, ele tá fugindo da ex namorada então comprou um carro pra nós três usarmos, em troca ele pode ficar o tempo que quiser lá em casa.

- Ele está aqui? - Perguntei olhando pra todos os lados, vi também que minhas malas sumiram.

- Ele acabou de levar suas coisas pro carro, vem que eu vou te apresentar pra ele, e seja legal, o japonês dele não é muito bom.

Andei de mãos dadas com Taehyung até o carro, um garoto de cabelos negros estava sentado no banco do motorista.

- Hey Taehyung, me apresente sua garota. - Ele abriu a porta e saiu do carro quando nos viu.

- Jiminnie essa é a Akemi, amor esse é o Jimin. - Jimin me cumprimentou com um aceno e eu devolvi.

- Você parece ser legal, por favor fale devagar comigo se não eu não vou te entender.

- Vou ter isso em mente. - Respondi sorrindo.

Jimin falou algo em coreano para o Tae e ele começou a rir entrando comigo no banco de trás.

- O que ele disse Tae?

- Que hoje ele iria dirigir e nós podíamos nos beijar a vontade aqui atrás.

Taehyung se aproximou pra me beijar mas eu coloquei um dedo em sua boca.

- Ainda precisa me contar a outra surpresa.

- Ah... Sim... - Ele coçou a cabeça como se estivesse nervoso. - Lembra do meu emprego lá na faculdade?

- Como assistente do coordenador de curso? Sim.

- Então, ele descobriu que eu fiz licenciatura junto com a faculdade de música, e como o antigo professor de estruturação musical se aposentou...

- Não brinca!!! - Falei quase pulando em cima dele.

- É... Eu fui promovido a professor de uma faculdade, sabe o que é isso???

- Estou tão orgulhosa de você! - Lhe dei um beijo estalado na boca sem nem me importar com a risada de Jimin no banco da frente.

- Vai ter aulas comigo meu bem, e eu não vou pegar leve. - Olhei em seus olhos.

- Não sei como vou aguentar aquelas aulas sem pular em você.

- Digo o mesmo...

Só sei que sinto pena do Jimin por ter aturado toda a nossa melação de reencontro até chegarmos no meu apartamento.

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