Michael Jackson #1 (Especial Halloween)
Gostosuras ou travessuras? 👻✨️
A ideia para esta imagine estava arquivada há muito tempo, mas ela pedia para ser lançada nesta época. Para quem ainda não está no clima, vai ficar agora. Para quem já está no clima, aproveite a leitura! 🎃🌙🕸
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1983
Estava perto de meia-noite. O frio que corria por aquela rua era quase tão imponente quanto o calor que eu sentia percorrer no corpo. A rua mais calma de Los Angeles com certeza era aquela que levava à minha casa. Apenas o som de nossos passos sendo ouvidos no asfalto, o farfalhar das folhas das árvores e o de algum grilo não muito distante a chiar. Michael e eu caminhávamos em um silêncio mortal.
- Você está com frio? - Ele me pergunta, após ficar cansado de tanto silêncio. Não lhe dirigi qualquer olhar.
Era tentador olhar nos olhos de Michael, principalmente à noite, onde eles pareciam ganhar uma luz cintilante que só podia ser explicada mencionando o sobrenatural. Mas resisti. Estava tentando fazê-lo perceber as consequências dos seus próprios atos.
- Não. - Respondi, cruzando os braços e olhando a rua que nos guiava. Ele estava indo me deixar em casa.
Eu podia estar sendo muito infantil, mas era por uma boa razão.
- Quer um sorvete?
- Não. - Funguei.
Ele para e olha para o céu por um momento.
- A noite está linda, não é? Lua cheia...
- Hm...
- Podemos sentar e assistir um pouco, se você quiser.
- Tanto faz. - Respondi. Os olhos fitos em nada menos que a estrada.
Após um longo suspiro, Michael quebra o silêncio, e eu posso matar a saudade de como sua linda e melodiosa voz ressoa em uma frase longa.
- Tudo bem, você realmente quer fazer isso do modo difícil. - Ele põe as mãos nos bolsos de sua jaqueta vermelha em forma de V com listra preta. Um look bastante boêmio, mas que de certa forma parecia ter sido feito para ele e somente ele. - Ainda está chateada comigo só porque fomos assistir ao Thriller?
Era isso mesmo. Eu poderia até imaginar que em uma noite de Halloween meu namorado me levaria à assistir algum filme do gênero. Mas jamais imaginaria que ele me faria assistir logo ao Thriller - O novo filme de terror do momento que era tão pavoroso quanto tosco.
Cessei meus passos. Ele fez o mesmo, surpreso.
Finalmente, eu me viro para ele e decido quebrar o gelo, olhando em sua face e deixando os leões correrem soltos da minha boca:
- Michael, não é só porque todo mundo esta falando desse filme idiota que você podia ter me enganado para assisti-lo!
- Mas bebê, é Halloween! - Ele ergue as palmas das mãos para o ar. Hábito fofo que ele sempre fazia ao argumentar. - Além do mais, você me disse que não tinha problema com filmes de terror.
- Mas esse filme foi...foi...simplesmente horrível! Eu odiei!
Faço uma cara de nojo e indignação, saindo andando. Como se aquilo fosse resolver tudo. Sempre parecia que resolveria tudo. Mas Michael segurou meu braço, me impedindo de seguir com qualquer movimento.
Em segundos, logo estávamos de frente um para o outro de novo. Mas dessa vez, com um clima diferente.
- Você ficou com medo, não ficou?
Sua voz era sempre doce, mas quando ele queria, ele fazia tudo mais manhoso. Como se me acariciasse com a voz.
- Bom, digamos que...- Instantaneamente, começou a falar suave também. - Odiei porque foi muito violento.
Eu parecia uma criança. Ridiculamente sendo compreendida.
- Mas era só um filme, bebê. - Quando me dou conta, as mãos de Michael já estão enlaçadas na minha cintura, me puxando contra seu peito, fazendo assim, ouvir nitidamente o que sua voz soprosa produzia.
- Mas todo filme é real quando mergulhamos nele...- Continuei a contestar, porém, não mais tão brava. E totalmente perdida na luz que refletia em seus olhos. E nas mãos firmes que eu tinha na minha cintura.
- Ah, é? - Ele deu um sorriso travesso, mordendo o lábio inferior e em seguida sussurra - O que mais você não gostou do filme?
Um arrepio me percorreu toda. Eu havia caído na armadilha dele. Mas para entrar No seu joguinho, me faço de difícil. Ele ama isso.
- A trilha sonora. - Falo, baixinho. - Odiei a trilha sonora...e a sonoplas...
Ele beija o canto da minha, interrompendo um pouco a minha fala, mas a deixando aberta o suficiente para que Eu falasse.
- O que mais? - Ele diz, com a cabeça baixando para beijar meu pescoço.
- E...e...- Eu tentava me concentrar, mas seus beijos eram deliciosamente macios --os atores. Muito sem...sem graça.
Ele agora depositava beijos no meu ouvido, as mãos me puxando ainda para mais perto, até que meu peito estivesse encostando no dele.
--Sim. - Ele dizia entre um beijo e outro - Totalmente sem graça. Nossa como você tá cheirosa.... - Ele disse, assim que saiu da orelha e voltou a cafungar meu pescoço.
- Quer saber? - Falei ansiosa, suspirando até. - Vamos levar isso a um local mais privado.
O puxei pela mão e fomos até um muro que ficava de frente para um pé de carombolas, com folhas secas e alaranjadas, condizentes à estação. Prontamente, Michael me encurralou na parede, podendo assim me beijar com paixão, entrando em contato com a minha língua e corpo, matando o que achava que não teria a noite toda. Ele venceu minha animosidade.
Minhas mãos em seus cabelos cacheados e macios, enquanto nossos lábios se encostavam e desencostavam, parecia o paraíso e nossa respiração ofegante só evidenciava o quanto as pausas eram tão boas quanto continuar.
Enquanto a lua fosse cheia e a rua vazia, éramos só eu e ele.
Há algum tempo, foi exatamente o que fizemos. Assistir a lua.
- Sabe, eu sempre detestei Halloween. - confessei, deitada na grama, em seu peito, com seu casaco Sobre meus ombros.
- Por quê? Por causa dos filmes? - Ele soltou um risinho.
- Não, seu bobo. Porque não vejo como alguém acharia graça em se assustar.
Ele vira o rosto para mim. Eu faço o mesmo a fim de decifrar que expressão está em seu rosto dessa vez.
Mas ele apenas me dá uma cutucada no nariz.
- Eu gosto quando você se assusta.
- Michael!
- Brincadeira! - Ele ri. - Mas a verdade, é que eu gosto um pouco sim. Porque quando você está com medo, se agarra logo em mim.
- Seu safadinho.
Rimos, assistindo o céu. Pouco tempo depois decidimos que era hora de irmos. Ele teria de me deixar em casa, por mais que minha vontade fosse a de ficar ali, até o amanhecer.
Pelo caminho, passamos por um cemitério que era muito antigo, por isso suas lápides pareciam que iriam se quebrar a qualquer momento.
Quando chegamos perto de Ultrapassá-lo, Michael Escorregou e caiu.
- S/n! S/n me ajude! Alguma coisa segurou meu pé!
Seu pé estava mesmo afundado em um monte de arbusto, não dava muito para ver pela pouca iluminação.
Minha primeira reação foi gritar.
- Michael, puxe-o! Talvez tenha sido uma planta...- Eu seguro sua mão e começo a puxar.
- Não, não...parece ser uma mão...- a voz me Michael era fraca, como se ele já estivesse fazendo força o bastante.
Já sentia lágrimas brotarem em meus olhos e o desespero bater à porta. Não sei se foi o pânico, mas comecei a ouvir um zumbido horrível. Comecei a gritar por ajuda.
Foi quando Michael Deu um pulo, se libertando do que lhe segurava segurando minha mão, com uma expressão de pavor. Lhe observei sem nada entender.
- Estou me sentindo estranho.
- O que foi?
- Acho que estou virando...um zumbi.
Dei-lhe um soco forte no ombro.
- Palhaço, não tem graça! - Continuei a lhe socar. Ele ria, que inclinava para trás. As batidas mal funcionaram.
Mas acabei aliviando um pouco a tensão - Ele era bom, precisava admitir - E comecei a rir também.
Momentos assim também faziam parte de se relacionar com Michael. E era uma das coisas que eu mais amava; Quando rimos juntos. Apesar de dessa vez ele ter passado dos limites.
- Como vou me agarrar em você se você é próprio zumbi?
Ele põe o braço ao redor do meu ombro,onde ainda estava sua jaqueta, e eu passo um braço por trás de suas costas, caminhando para o fim da rua. Já podia ver até minha casa ao longe.
- Eu só estava tentando te provar que eu posso te aterrorizar mais...- Ele sorri pretensiosamente - Do que qualquer fantasma poderia ousar tentar.
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Escrever sobre o Michael foi algo que simplesmente amei.
Espero que tenham gostado desta imagine tanto quanto amei escrever! Se quiserem, posso escrever mais imagines do nosso eterno rei do pop, ou algo mais nessa pegada hahaha.
Não sei se vocês já conhecem meu livro de imagines com os Backstreet Boys, mas se sim, devem ter percebido que eu gosto de escrever certas imagines "especiais" dependendo da data comemorativa. Aliás, até fiz um especial de Halloween por lá também. Se você ainda não leu meu livro dos Backstreet, fica o convite.
Não esqueça de curtir, comentar e se preferir, adicionar meu livro na sua lista de leitura.❤️
Até a próxima! Simbora que ainda tenho muita imagine pra escrever. Bjs da K. ✨️
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