003
— Você é Lee Minho? — Essa pergunta, dirigida ao garoto de cabelos laranja que esperava do lado de fora da porta da sala de interrogatório, permaneceu sem resposta. O garoto de cabelo laranja não parecia ouvir mesmo estando perto.
Quando o oficial do departamento percebeu que não poderia fazer aquele adolescente, que era contraditório em todos os sentidos, ouvir sua voz, encontrou a solução tocando seu ombro. O garoto de cabelo laranja tirou os fones de ouvido e se virou rapidamente.
— Lee Minho?
— Sim. — Em resposta, o oficial do departamento estendeu a mão em direção à porta da sala de interrogatório. Minho deu um breve aceno de cabeça para o homem na frente dele e entrou.
Lugares escuros e sufocantes nunca gostaram de Minho. Ele se sente entediado com a escuridão, a cada minuto que passa.
O homem sentado em um lado da mesa no meio da sala é familiar para ele. O que Park Chanyeol está fazendo aqui?
— Sente-se, por favor, Minho. — O garoto de cabelo laranja puxa a cadeira em frente a Park Chanyeol e se senta depois de colocar seus fones de ouvido no bolso. Sentir o estresse e a complexidade do homem à sua frente, escapando de seu silêncio, lhe dá um certo alívio. — Você sabe por que está aqui, Lee Minho. — Park Chanyeol diz enquanto folheia o arquivo vermelho na frente dele. — O que aconteceu entre você e Jung Wooyoung? — Minho não pode deixar de ficar com raiva quando perguntado uma pergunta irritante.
— Ele era meu colega de classe, negócios normais da escola. — falou rapidamente, querendo pular essa pergunta em especifico. Não gostava de Jung Wooyoung. Porque ninguém via como ele realmente era.
— O que você vai dizer sobre a luta? — A verdadeira resposta para essa pergunta já estava girando na mente de Minho. Ele sabia que a verdade sempre era dolorosa. Ao mesmo tempo, eles causaram muita dor.
— Eu estava bêbado, nem me lembro. — sabia que o homem à sua frente se esforçava para não rir.
— Talvez não seja assim que você se lembre do assassinato que cometeu, Lee. — Agora era Minho que estava se segurando para não rir.
Honestamente, quão engraçado foi o realismo por trás dessa frase.
— Talvez. — disse Minho.
Park Chanyeol ergueu os olhos da pasta vermelha e olhou para Minho. Os conceitos de mentira e realidade que ele procurava em seus olhos estavam escondidos. Minho era um mágico quando se tratava desse assunto.
— Quando você vai parar de suspeitar de mim por causa da minha aparência e estilo? — Park Chanyeol revirou os olhos com a pergunta feita.
— Na verdade, me disseram que você era contra. Você sempre chamou a atenção com os cabelos coloridos e piercings. Todo mundo costumava te chamar de bad boy na escola, mas você não fazia nada disso.
Minho riu baixinho, percebendo que a atenção de Park Chanyeol estava inteiramente nele.
— Eu sou o bad boy da escola por causa dos meus cabelos tingidos e meu respeito pela justiça. Eu bati em Jung Wooyoung por dizer palavras que não deveriam ser faladas e ele continuou, mesmo depois que eu o avisei. — fez uma pausa e olhou para o homem à sua frente. — De repente me tornei um assassino por causa dos boatos sobre meu pai e minha mãe circulando na escola. — olhou para sua mão. — Sempre fui culpado de viver contrário a este mundo. Enquanto minha mãe costumava me dizer que não é crime ser diferente.
— Ser diferente não é crime, Minho, mas você sempre foi culpado se está escondendo algo para ser diferente.
— Às vezes, você tem que olhar para o invisível, não para aquele que parece ser o culpado, Sr. Park. — Park Chanyeol franziu a testa para Minho, apesar da frase dirigida a ele. — Então talvez você deva começar com o garoto que ouviu palavrões de Jung Wooyoung e a quem estou tentando proteger. — Minho se levantou da cadeira e se curvou respeitosamente para o homem à sua frente. Park Chanyeol respirou fundo e se levantou da cadeira.
Desta vez foi Park Chanyeol que se curvou respeitosamente. Os policiais que assistiam ao interrogatório atrás do vidro congelaram quando viram Park Chanyeol se curvando a alguém mais jovem que ele.
— Han Jisung. — Minho sussurrou e saiu da sala.
Lee Minho adorava agir assim.
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