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Capítulo 22

HANSEONG — D. JOSEON,
HÁ CERCA DE 600 ANOS

Não houve um momento sequer durante os sete dias que se passaram em que Park Jimin afastou-se do elfo enfermo. Mal conseguiu descansar, não foi capaz de pregar o olho — pelo menos, não mais do que poucos minutos —, embora tentasse relaxar em uma cama improvisada ao lado da maca de Jungkook. As olheiras eram perceptíveis em sua face. A preocupação jamais deixou seu interior, por mais que soubesse que as condições do namorado estavam melhorando aos poucos. Os ferimentos cicatrizavam em um bom ritmo, como deveriam, sem mais sinais de infecções. Havia umedecido cada parte do corpo dele com um tecido molhado em água fria, esfregando-o todas as manhãs. Isso ajudava a melhorar suas condições, prevenindo a febre, além de higienizá-lo.

No entanto, o cansaço lhe vencia cada vez mais. Não suportava a dor por ver seu amor desacordado por tanto tempo. Era terrível, a pior sensação do mundo. Sentia-se solitário, ainda que vários colegas viessem visitar o jovem enfermo, dizendo-lhe palavras de conforto e incentivo, torcendo para o seu bem-estar, mas seria realmente um fato normal? Sete dias praticamente em coma, inconsciente? Torcia para que sim, afinal, às vezes o ser místico dormia por longas 24h apenas para recarregar suas energias. No seu atual estado, 168h talvez eram mesmo necessárias para recuperar os ferimentos e sua fraqueza.

Era o seu dia de sorte. Os deuses não tardaram mais em lhe dar respostas. O elfo estava acordando, finalmente. A primeira coisa que viu foram os olhos avermelhados serem revelados diante de si. Seu coração acelerou, caloroso de felicidade.

Jungkook piscou as pálpebras lentamente, acostumando-se com a claridade pouco a pouco. Assim que fitou o loiro ao seu lado, segurando sua mão com firmeza, abriu um sorriso. Estar diante daquilo lhe fez sentir-se mais feliz do que nunca; um sentimento de euforia inigualável e único. Todo mal que preenchia seu ser esvaiu-se de forma tão rápida como se nunca tivesse penetrado em seu corpo. O alívio lavou sua alma como uma onda repentina do mar.

— Jimin-ssi. — O ouviu murmurar, com a voz ainda rouca, exatamente com o sotaque perfeito que tanto adorava. Era maravilhoso, uma sensação única. Seus olhares se conectaram e tudo entrou em órbita como deveria. Os planetas se alinharam. Os garotos apaixonados estavam juntos mais uma vez e isso era suficiente para que tudo voltasse ao normal. — Obrigado por estar sempre ao meu lado quando acordo — agradeceu. Apertou a textura da pele macia da palma do amado, fazendo carinho ali com os dedos longos.

— Onde mais eu poderia estar? — o outro respondeu, quase indignado. Levantou o dorso da mão quente de Jeon até tocar seus lábios vultosos, deixando ali um selar prolongado e cheio de emoções.

O garoto deixou toda a tristeza de uma semana sofrida fluir do seu corpo, com toda a preocupação esvaindo-se em forma de lágrimas que passaram a transbordar dos seus olhos. Era um misto de alívio com uma pitada de raiva. Sim, poderia estar sendo idiota, mas não achava certo o de orelhas pontudas ter sofrido tanto por sua causa.

— Você me deixou t-tão preocupado, Kookie! Você q-quase morr... — tentou pronunciar, com o tom embargado, mas se interrompeu. Não deveria dizer aquilo. Deveria esquecer todo o desespero que sentiu naquele dia. — Por favor, não faça mais isso comigo! Nunca mais. Me prometa, por favor!

— Não posso fazer uma promessa se não serei capaz de cumprir. — Foi sincero, apesar de saber que não era essa a resposta que o mais velho esperava. Jamais conseguiria deixar de proteger o ser mais amado de todo o infinito, nem que aquilo lhe custasse a própria vida. Não pensaria duas vezes caso tivesse que repetir o que fez. Não sentia sequer uma pontinha de arrependimento. — Irei te proteger para sempre, hyung.

Jimin queria protestar, dizer que era independente e que sabia se defender e proteger-se sozinho, mas sabia que o outro negaria e uma discussão desnecessária seria iniciada. Não iria colocar o garoto enfermo sob estresse justamente quando finalmente acordou depois de tantos dias sem reação. Isso poderia apenas piorar sua situação. Em vez disso, resolveu questionar:

— Como está se sentindo? Sente alguma dor?

— Estou bem. Não sinto dores, não se preocupe. Só estou com um pouco de fome... — pronunciou enquanto sua barriga roncava naquele exato momento, provando sua fala. Isso fez Jimin rir nasalado, deixando seus dentinhos brancos à mostra. Era um bom sinal. Jeon estava mesmo melhorando.

— Espere aqui um momento. Vou buscar algo para o meu príncipe comer. — O médico levou sua mão até os cabelos longos e castanhos do namorado, os bagunçando e fazendo carinho ali ao que fitava sua expressão adorável. Jungkook poderia ser um elfo poderoso e destruidor, contudo, naquele momento simplesmente assemelhava-se a uma criança fofa, com uma expressão adorável.

❨♔♚♔❩

— Olha o aviãozinho... — Park segurou a colher de madeira cheia de sopa no ar, fazendo uma volta até chegar próximo da boca do ser místico, mas ele tinha a testa franzida e era como se dois pontos de interrogação estivessem estampados no lugar dos seus olhos. — Abra a boca, Kookie! — o curador celestial pediu, achando uma graça a expressão dele.

— O que é um "aviãozinho", hyung? — indagou, intrigado e curioso. No entanto, aproveitou para abocanhar o alimento no talher, quase mordendo os dedos do loiro ao beber a sopa. A fome falava mais alto do que a curiosidade e aquele alimento cheirava tão bem que provocava fortes golpes em seu estômago.

Jimin às vezes se esquecia da falta de conhecimento do elfo acerca das coisas do futuro. Era deveras engraçado ver o interesse dele quando começava a fazer as perguntas.

— Hmm... — O garoto pensou em uma maneira simples e eficiente para explicar aquilo. — Bom, aviões são grandes máquinas que transportam pessoas a vários lugares do mundo pelos ares... — começou a esclarecer, não tendo certeza se Jungkook entenderia. E então, uma ideia genial se passou por sua mente. — São quase como dragões.

— Oh! Que incrível, hyung! — Jungkook exclamou, maravilhado. — Tem isso no futuro? — Viu o humano concordar, e pareceu ainda mais fascinado com a ideia. Seus olhos brilhavam em empolgação. — Isso é demais! Quero muito montar em um avião algum dia! — Era adorável percebê-lo tão animado com algo que para si não passava de algo simples e corriqueiro. — Falando nisso, hyung, eu sonhei que estava no futuro.

— Oh, é mesmo? — O de cabelos claros levou mais uma colher de sopa até os lábios do de orelhas pontudas, que comeu com muita vontade. Estava mesmo faminto. Havia até pego uma coxa de frango com uma das mãos, mordiscando entre uma colherada e outra, saboreando afoito. — E como foi?

— Não foi muito feliz porque você estava longe de mim. — Fez um biquinho que brilhou pela gordura da carne que comia. — Mas eu segui você, hyung. Eu continuei te seguindo, todos os dias. A todo momento. Sempre!

— Você me perseguia, então?

— Não no mau sentido, sabe? Eu queria te proteger de alguma forma... — explicou. — Só não entendi por que nunca fui falar com você. Parecia até que eu estava me escondendo. Não faz sentido? — questionou-se, incrédulo, com uma ruga entre as duas sobrancelhas, lembrando de cada acontecimento que suas memórias podiam captar. — Tenho certeza que a primeira coisa que faria seria conversar com você, hyung. Não acha?

— Sonhos às vezes só não tem sentido, Kookie. — Relembrou os próprios sonhos, que na maioria das vezes não significavam nada, sendo a maior parte dos casos apenas desconexos e totalmente malucos.

Depois de alguns minutos com Jungkook devorando cada colherada da sopa enquanto descrevia o quão bonito Jimin estava em seu sonho — deixando o rosto do loiro avermelhado com cada um dos elogios — não tardou em terminar a refeição, deixando o prato praticamente brilhando de tão limpo. Disse que a comida estava muito boa e ficou ainda mais feliz e orgulhoso ao descobrir que fora o próprio curador celestial quem preparou a sopa. Seu namorado era realmente bom em muitas coisas, e cozinhar era uma delas.

Continuaram conversando bastante sobre o mundo do qual Park viera, e Jungkook tinha cada vez mais vontade de se tornar tão humano quanto o garoto que amava para poder conviver com ele no futuro. Era o que mais desejava. Era seu sonho.

— Então robôs são fortes como os elfos? Mais inteligente que humanos? E são feitos de metal? Como isso é possível, hyung? — perguntou, realmente intrigado com toda aquela conversa. Seu cérebro parecia estar derretendo com tantas informações curiosas. — Isso existe mesmo no futuro?

— Nos filmes. Esse tipo de robôs só existe nos filmes, Jungkook, assim como os elfos.

Mais uma vez, a ruga se encontrava presente na testa de Jeon. Provavelmente era a vigésima vez que isso ocorria durante a conversa, e Jimin ria adoravelmente toda vez que presenciava a cena.

— O que são filmes, mesmo? — o rapaz questionou, lembrando da palavra, mas sem ser capaz de se recordar do seu significado. Estava aprendendo muitos termos novos naquela tarde e tudo ficou confuso. Era uma aula cansativa.

Jimin explicou novamente, mas Jungkook não parecia ter entendido de fato. Como os humanos poderiam fingir emoções em uma história inventada para ser exibida para outros humanos em telas coloridas cheias de luzes?

Depois de horas e horas naquela conversa, o elfo por fim lembrou-se do porquê de estar naquela cama da enfermaria. Recordou-se da batalha contra os ninjas japoneses. Sabia que haviam vencido a guerra, pois do contrário com certeza não estariam mais no palácio do reino de Min. No entanto, não sabia o que havia ocorrido após desmaiar e quase perder a vida no campo de batalha. Era general do exército e tinha um trabalho a cumprir. Com isso em mente, impulsionou seu corpo, sentando-se sobre os lençóis de seda. Estava prestes a se levantar, contudo foi interrompido.

O médico, que estava atendendo outro rapaz enfermo no momento, virou seu rosto na direção do elfo por reflexo, o repreendendo apenas com seu olhar.

— Ei! O que pensa que está fazendo? — Finalizou o curativo no braço de um dos outros guerreiros machucados, e logo se direcionou até o ser místico.

— Preciso voltar ao trabalho e treinar. Conversar com os soldados, com Kim Namjoon. Preciso saber o que ocorreu com detalhes — disse, tentando ficar de pé mais uma vez, no entanto, sentiu sua cabeça latejar pelo movimento repentino ao soltar um gemido de dor e logo viu as mãos do loiro contra seu peitoral, o empurrando de volta para a cama.

— O que você realmente precisa é de descanso, meu amor. — Park sentiu seu coração se apertar repentinamente, porque sabia que deveria dar-lhe as más notícias. — Você não pode se colocar ao extremo mais uma vez. Ainda está fraco e só com paciência irá recuperar seus poderes. — Viu o outro com uma expressão um tanto emburrada, mas sabia que estava fazendo o certo. Respirou fundo e tentou tomar coragem. — Posso lhe contar tudo o que aconteceu naquele dia com detalhes, tudo bem?

Viu o moreno balançar a cabeça em concordância e então relatou tudo. Tudo, sem esconder um fato sequer.

E quando soube que o soldado Kim havia perdido a vida durante o confronto, Jungkook ficou paralisado, fitando o nada, com todo o seu pesar. Permaneceu assim, relembrando dos momentos que vivera ao lado de um dos humanos mais corajosos e persistentes que já conhecera em toda sua vida. Um dos únicos que lhe acolheu quando chegou à terra dos humanos, tão diferente do seu habitat natal, sem quaisquer preconceitos. Seu conselheiro, seu tutor, seu colega de trabalho, seu irmão mais velho. Com toda a certeza, fora o seu melhor amigo.

As lágrimas foram inevitáveis, assim como a dor que sentiu. Saber que o amor de Namjoon entregou-se à morte apenas para nunca se separarem também o emocionou. Por mais que não fosse tão próximo de Seokjin, o considerava alguém extremamente importante para si, assim como cada um dos humanos que trabalhavam naquele palácio — ainda que nem sempre fosse recíproco.

O elfo se apegava fácil às pessoas, apesar de antigamente parecer sério demais. Em anos passados, o sorriso de Jeon era uma raridade. Os indivíduos o tratavam com desprezo ou indiferença por o acharem perigoso ou diferente. Ninguém o conhecia verdadeiramente. Na verdade, o que ninguém sabia é que o coração desse ser místico, sempre tão maltratado, na verdade, é um dos mais puros e bondosos de toda a existência. Os únicos humanos privilegiados eram Jimin, Yoongi, Yoona, Taehyung, Hoseok... e os dois garotos falecidos, Seokjin e Namjoon. Eram os únicos que enxergavam quem Jungkook realmente era.

E esse era o motivo pelo qual daria a sua vida para lutar a favor daqueles que amava.

❨♔♚♔❩

Dias depois, as coisas pareciam finalmente ter se estabilizado no palácio. O elfo também estava melhor, cada vez mais forte. Park podia perceber claramente a diferença — os olhos avermelhados que tanto amava faiscavam de forma mais vibrante a cada dia que se passava. Ele havia até mesmo voltado às suas atividades normais, treinando os soldados do exército. Suas feridas agora estavam praticamente curadas, deixando apenas cicatrizes como lembrança.

Naquele exato momento, Jimin segurava uma marmita de tamanho médio em suas mãos e caminhava pelos corredores em direção aos fundos, até o pátio onde sabia que encontraria seu príncipe. E foi o que de fato ocorreu. Seus olhos castanhos captaram a bela visão do elfo praticando movimentos e golpes com a espada.

Abriu um sorriso que não cabia em seus lábios. Escondeu-se atrás do tronco de uma árvore e ficou espiando o namorado. Ouviu os gritos que fluíam da garganta do ser místico ao que saltava e chocava sua lâmina contra um boneco de palha feito para treino. O coitado já se encontrava praticamente aos pedaços. O suor escorria pelo pescoço do rapaz, e o médico notou as veias saltadas ali. Sentiu arrepios até sua alma, coisos infinitos capazes de fazer sua derme inteira tremer. E tudo isso apenas com a visão daquele corpo.

Pelos deuses! Como podia ser tão impecável?

Inspirou o ar, e com uma das mãos foi obrigado a se abanar, já que o calor lhe dominava. Olhou para os pés, tentando se recompor. Como era possível exaltar-se assim tão facilmente quando se tratava de Jeon Jungkook? Era assim tão fraco?

Sim, era mesmo fraco por Jeon Jungkook. Era impossível não ser.

— Jimin-ssi!

Pulou de imediato, quase deixando a marmita cair sobre o chão de terra. Seu órgão cardíaco se acelerou quase tão rápido quanto o coração de um beija-flor.

— Jungkook! Você quase me matou de susto! — O garoto involuntariamente levou a mão livre ao peitoral, na altura do coração, como se aquilo fosse capaz de acalmá-lo.

— Me perdoe, hyung. Não sabia que estava distraído — murmurou, mexendo nas madeixas loiras do garoto que tanto amava, fazendo carinho ali. Ao perceber que havia se estabilizado, continuou. — O que veio fazer aqui? Veio me ver? Estava com saudades? — proferiu com os dentes expostos em um sorriso empolgado.

Jimin por fim ergueu o olhar, encarando aqueles olhos intensos que lhe tiravam do chão. Era sempre esse o efeito que o vermelho lhe causava. Sempre como se fosse a primeira vez.

— Vim trazer seu almoço. Está com fome? — Esperou pela confirmação do outro e então continuou. — E sim. Eu sempre estarei com saudades de você enquanto estivermos longe um do outro.

— Eu também! Queria estar sempre perto do hyung para nunca sentir saudades. — Seus dedos longos desceram até afagar as bochechas quentes e róseas do humano. Adorava o quão macia e gostosa era aquela pele. — Odeio sentir saudades. É uma sensação muito ruim. — O típico biquinho insistiu em moldar os lábios finos do de orelhas pontudas. Era uma mania adorável que tinha adotado.

— Concordo! Então... — Jimin entregou a marmita ao namorado e ficou com vergonha repentinamente por tomar tal iniciativa. Por essa razão, interrompeu-se. Seus olhos vacilaram e ele abaixou o rosto e fitou as botas de couro do guerreiro.

Jungkook então segurou o queixo de Park, o erguendo para voltar a admirar as belas íris cor-de-cacau. Era lindo.

— Então... o quê? O que ia dizer, Jimin-ssi?

— Então... é que eu ia... eu ia... — O garoto estava tentando. Estava realmente tentando, mas os dedos do elfo agora encontravam-se em sua nuca, massageando a área, eriçando cada pelinho da sua derme, o deixando totalmente arrepiado, e consequentemente, atrapalhado. — V-Você quer ir a um encontro c-comigo hoje à noite, Kookie? — Sua voz tremeu consideravelmente ao que gaguejava um pouco. Por que estava tão nervoso? Era apenas um convite. Tudo bem, era um convite com certas intenções, mas ainda assim apenas um convite. — Ouvi falar que o festival das lanternas vai começar hoje.

Jungkook, em suas memórias, tentou localizar o conceito da palavra "encontro", de acordo com os termos do futuro. Não demorou muito e um sorriso sem igual apoderou-se da sua expressão facial. Lembrou-se sobre o significado romântico dessa palavra.

— O hyung quer mesmo ir a um encontro comigo? — Seu sorriso aumentou quando o outro timidamente concordou com a cabeça.

— Me encontre em frente à barraca do Sr. Gong no pôr-do-sol — foi só o que disse antes de desaparecer da visão de Jungkook. Somente o que restou em suas mãos era a marmita recheada de comida.

❨♔♚♔❩

Naquela tarde, Park Jimin encontrava-se andando de um lado para o outro em seu quarto, analisando três conjuntos de roupa que havia escolhido para o evento daquela noite. Sentia-se indeciso, e seu coração não parava de batucar contra a parede interna do seu peitoral. Não sabia explicar o porquê, mas o nervosismo estava lhe consumindo. Seria o primeiro encontro oficial que teria com seu namorado, e isso lhe deixava ansioso ao extremo. Pensava em inúmeras possibilidades que poderiam acontecer durante o festival, e todas elas faziam suas bochechas queimarem.

— Oi! Posso entrar? — Sobressaltou-se ao ouvir uma voz feminina, que o fez despertar-lhe do momento de devaneio. Ao se virar, constatou que se tratava da rainha.

— É claro, noona.

— Jungkook me disse que vai sair com você hoje à noite. Então vim aqui ver se precisa de ajuda. — A morena tinha um sorriso de orelha a orelha, e parecia ter previsto que o garoto estava tendo dificuldades para se preparar para o encontro. — Estou tão feliz por vocês dois. São tão perfeitos juntos! Jikook com certeza é um dos meus casais preferidos — gabou-se, com os olhinhos brilhando, totalmente empolgada.

— Jikook?

— Sim. É a junção dos nomes. Jimin e Jungkook. Jikook.

Jimin não poderia estar mais vermelho. Paralisou por completo, pensando naquilo. Im Yoona era de fato extremamente parecida com sua irmã mais velha, principalmente em lhe deixar coisado com suas falas. Depois de alguns longos segundos, finalmente esboçou uma reação de entendimento, e, para desconversar, logo pediu a opinião dela sobre qual traje vestir para aquela noite tão especial.

Eram três conjuntos de hanbok masculino de tecido brilhoso, sedoso, como de costume, sendo um em tons pastéis de azul e verde, outro mais colorido e vibrante, e o último, branco. O branco poderia parecer simples, mas tinha detalhes em dourado que faziam toda a diferença, dando um ar nobre e angelical ao visual.

— Todos são perfeitamente compatíveis com você, Jimin. Porém, acho que esse aqui vai ficar ainda mais incrível — palpitou, segurando a referida roupa, a estendendo no ar e imaginando o quão bonito e adorável o rapaz ficaria ao vesti-la.

O médico, então, confiou na opinião da rainha de imediato. Segurou o tecido em suas mãos e correu para se arrumar, pois já estava começando a entardecer e logo o sol se poria.

No fim, Yoona até mesmo ajudou o garoto a se maquiar com alguns pós naturais de maquiagem existentes naquela época. Ela parecia quase mais empolgada do que o loiro, mas a verdade era que quanto mais minutos se passavam, mais o garoto ficava tenso. Sabia que não havia motivos, mas era impossível controlar os nervos. O festival das lanternas era considerado o lugar ideal para os casais, um local romântico, e só queria que tudo desse certo.

Noona, você também vai ao festival? — tentou puxar assunto para distrair-se da sua angústia sem muito fundamento.

— Hmmm. Não sei... — A garota, antes tão animada, arregalou seus olhos levemente, um tanto receosa sobre expor seus sentimentos. No entanto, como se tratava de Park, continuou. — Sabe, o Hoseok me convidou para ir com ele, mas não sei se devo ir.

— E por que não?

— Bom... como posso dizer isso? — Ela enrolou uma mecha em seus dedos. — Bom, há alguns dias o Hoseok se confessou para mim...

— Uau! Você está falando sério? — Os lábios do médico circundaram-se em um perfeito 'O'. Viu a outra balançar a cabeça em sinal positivo, e ainda continuava estupefato com a descoberta.

— Acabei não o correspondendo nesse dia, mas desde então venho me questionando sobre o que sinto por ele. — Fez uma pausa e olhou para baixo, para as mãos enquanto brincava com as unhas. — É estranho pensar nisso. Nunca me imaginei em um relacionamento. Adoro romance, mas não sou uma pessoa muito romântica, me entende? Aish, eu sou uma confusão! — Riu, nervosa.

— Claro que não, noona. Só precisa organizar tudo o que está aí dentro. — O jovem apontou para a linha do coração da morena ao tentar dar um conselho, ainda que não fosse tão exemplar assim no que concerne relacionados; não tinha muita experiência. — O que você sente pelo Hoseok?

Im olhou para o alto, para o teto, ao tentar colocar seus sentimentos em palavras.

— Gosto dele... gosto muito! Ele é como um sol que aquece minha alma. — Sorriu, lembrando-se de todas as vezes que o rapaz lhe fez sentir alegria sincera. — Mas não sei ainda se esse afeto que tenho por ele é um sentimento de amizade ou paixão. Não consigo definir, sabe?

— Não acha que o festival pode ser uma oportunidade para desvendar isso? — Jimin palpitou, querendo que sua noona pudesse se entregar de vez à felicidade.

A rainha era, sem tirar nem pôr, igual a sua irmã mais velha. Sabia que era uma mulher bondosa, com um coração enorme que sempre faz de tudo para ver as pessoas ao seu redor felizes, mas que acaba sempre esquecendo de si própria, deixando seus sentimentos de lado, os isolando, como se não fossem importantes.

— Está na hora de você ser feliz, noona. Você merece. Entregue-se ao amor.

❨♔♚♔❩

O general Jeon já se encontrava no referido local combinado, esperando ansiosamente pelo namorado. Segurava um pequeno objeto em suas mãos, ao esboçar um sorrisinho labial, pensando se Jimin iria gostar do seu presente. Havia feito com carinho e dedicação então estava curioso para ver a reação do amado. Ergueu o rosto, procurando o garoto com sua visão panorâmica, mas avistando apenas centenas de cabeças de cabelos escuros — nenhum loiro ainda.

Praticamente todos os habitantes daquele reino pareciam ter saído de suas casas a fim de passar um tempo de lazer com suas famílias e amigos no festival das lanternas, então o local estava bastante movimentado. Os comerciantes que ali trabalhavam conseguiam obter bastante lucro com as vendas das suas comidas de rua e artesanatos, entre outras coisas.

Os minutos se prolongavam, e nada do médico aparecer. O sol já estava quase se escondendo nas montanhas e Jungkook preocupou-se. Será que Jimin havia se perdido? O elfo pensava em possibilidades para aquele atraso. Será que seu amor havia desistido daquele encontro? Ou será que algo havia acontecido? Será que deveria ir procurá-lo? Sua mente estava quase entrando em combustão com tantas dúvidas.

Resolveu aguardar mais um pouco, mas quando seus nervos estavam prestes a fazê-lo perambular pelos arredores à procura do Park, seus olhos avermelhados se encontraram com a cabeleira de fios claros e cintilantes. Seus cabelos, agora mais compridos, caíam sobre sua testa, perfeitamente alinhados em um penteado estonteante em que a franja se encontrava levemente dividida. Desceu o olhar e viu os olhos do garoto um tanto perdidos, provavelmente procurando por ele. Sua pele alva e macia parecia ter um toque diferente do usual e seus lábios rechonchudos estavam mais rosados naquele fim de tarde; suas bochechas, coradas artificialmente, de um jeito adorável. Mais abaixo, as vestes claras de seda do garoto reluziam contra os raios do sol, o deixando magicamente brilhante e perfeito. Sim, Park Jimin estava perfeito naquelas roupas brancas.

O coração do ser místico vacilou com tal fato, acelerando e se aquecendo enquanto suas pernas avançavam em direção ao humano bonito. O que Jungkook sentia era inexplicável; tratava-se de algo incontrolável e forte. Era uma paixão ardente, incomparável. Achava impossível alguém amar uma pessoa tanto quanto amava Park Jimin.

Caminhou mais alguns passos, mas o loiro ainda não parecia tê-lo notado — o que era um tanto estranho, visto o grande tamanho do elfo. Riu de maneira nasalada ao constatar o quão distraído seu namorado estava. Ele olhava de um lado para o outro, provavelmente espantado com a quantidade de pessoas ao seu redor.

— Jimin-ssi! — chamou, iniciando o diálogo como sempre adorou. Soltou uma risadinha quando o garoto à sua frente arregalou os olhos erguendo a cabeça para o fitar. Parecia um pouco assustado. Ou surpreso. Park tinha seu órgão cardíaco quase saltando pela garganta. Estava concentrado procurando pelo elfo e ele, na verdade, encontrava-se bem a sua frente. — Você parece um anjo, hyung. Não, você é um anjo. Um anjo perfeito! O meu anjo!

O médico corou até a raiz dos cabelos ao ouvir aquele elogio. Ficou tímido, sem jeito. Havia acabado de chegar e Jungkook já estava detonando a sua sanidade. E foi ao descer seu olhar que tudo pareceu explodir ainda mais dentro de si, como se TNTs fossem ativadas em cada um dos seus nervos.

Analisou cada detalhe do maior, e foi a primeira vez que o viu em roupas coloridas. Não eram as vestes cinzentas e escuras que estava acostumado a trajar no seu dia a dia. Eram tecidos cintilantes em vermelho e azul, dando um toque especial ao visual de Jeon. Os cabelos longos castanho-escuros estavam presos em um rabo de cavalo, com alguns fios soltos caindo sobre seus ombros.

— Kookie... você... você é o deus da beleza! — conseguiu balbuciar, com o corpo trêmulo. Sentia como se fosse desmanchar a qualquer momento.

Os dois permaneceram observando um ao outro, absorvendo suas belezas, iniciando uma discussão sobre quem era o mais bonito. Até chegarem à conclusão que isso não importava. O importante era estarem juntos, e assim, o casal assistiu ao pôr do sol.

Jungkook segurou a mão do médico, a envolvendo por completo, fazendo calafrios percorrerem ambos os corpos apenas com tal contato. Era como tocar em uma lâmpada de plasma, recebendo o leve choque do raio. Ademais, os sorrisos de ambos eram radiantes, iluminados. Os feixes de luz alaranjados refletiam contra seus rostos, fazendo com que a cena se tornasse uma obra de arte.

— Adoro o pôr do sol. É tão bonito! Só não é mais bonito que o hyung! — Riu, sentindo-se o rapaz mais feliz e sortudo do universo por ter um anjo ao seu lado.

Olhou para suas mãos entrelaçadas, e as balançou de maneira suave e animada. Viu, com o canto dos olhos, que o humano parecia estar coisado, e o achou extremamente fofo. Queria enchê-lo de beijinhos ali mesmo, na frente de todos, mas não sabia ainda se o outro garoto iria se sentir confortável com isso, portanto, resolveu esperar o momento certo. Depois que o astro brilhante havia desaparecido no horizonte, as sombras dos montes cobriram aquela vila, trazendo o início da escuridão daquela noite.

— Tenho um presente para você... — Jungkook disse, um tanto receoso.

— Oh, um presente? — Jimin ficou surpreso. — Se eu soubesse, teria te comprado um presente também, Kookie — falou, amuado. Não achava justo receber algo sem dar outra coisa em troca.

— Não comprei. Eu fiz o presente. E não precisa me dar nada em troca. — Trouxe o loiro para um local mais afastado, e ficou de frente para o rapaz, fitando seus olhos brilhantes. Então, pegou o objeto do seu bolso e estendeu para Jimin, abrindo sua palma e revelando ali uma miniatura de madeira.

Era claramente um menino, vestido em roupas longas, como um jaleco. Os cabelos eram curtos, assim como os do médico. Apesar de não conter cores, Park entendeu que se tratava de uma representação de si mesmo.

— Espero que goste, hyung. Fiz com todo meu amor por você!

O sorriso estampado no rosto do mais velho ia de orelha a orelha. Seu coração se aqueceu, preenchido de felicidade. Segurou o objeto em suas mãos com toda a delicadeza possível, percebendo que parecia menor que a miniatura do elfo que Jungkook lhe deu há alguns meses.

— Gostar? Gostar é pouco. — Jimin impulsionou seu corpo para frente, jogando-se contra o peitoral vasto do outro, enroscando seus braços ao redor de sua cintura. — Eu amei! É perfeito! — Sua voz saiu abafada contra as vestes do elfo, todavia, mais do que suficiente para as orelhas pontudas dele captarem. — Obrigado, Kookie. Você é incrivelmente talentoso.

Era tão bom estar ali com seu namorado. Park ponderou, ali agarrado ao corpo dele, relembrando os dias em que passava trancado em seu quarto, assistindo a séries, desejando ter um romance perfeito como o das ficções. Agora, tinha seu desejo realizado, e não poderia estar mais feliz. Tudo estava perfeito demais. Tão formoso que começava a se questionar se tudo era de fato real. Como poderia existir um ser tão maravilhoso como Jeon Jungkook? Ele definitivamente parecia imaginário, fantástico demais para ser real.

Jungkook era como um personagem de conto de fadas, perfeito.

Será que tudo o que estava vivendo não passava de algo inventado por sua mente? Um sonho longo, detalhado e vívido, talvez? Se não fosse real, como poderia senti-lo de forma tão realista?

Aish, tire esses pensamentos malucos da sua cabeça e apenas aproveite o encontro, Jimin!

Por fim afastou-se do corpo de Jungkook, apenas para fitá-lo nos olhos vermelhos. Sua roupa estava combinando com a cor das suas íris e era lindo de se ver.

Guardou o presente em seu bolso com muito cuidado, como se fosse quebrar a qualquer instante, e buscou segurar as grandes mãos do mais novo. E então, o casal passeou pelo vilarejo, caminhando bastante e observando as lindas lanternas que brilhavam cada vez mais à medida que o céu ficava mais e mais escuro.

Havia diversos formatos, tamanhos e cores para elas. Algumas imitavam animais, como gatos, cavalos ou garças, outras tinham a forma de humanos, dando homenagem a pessoas importantes e, por fim, as mais tradicionais e coloridas, arredondadas, com desenhos e caracteres orientais em sua circunferência. Os detalhes eram muitos. Elas eram penduradas nas varandas das casas e templos, iluminando e embelezando a paisagem noturna daquele lugar. Eram fascinantes! Jimin estava encantado com cada uma que via.

O general conseguia ver o brilho das lanternas refletindo nos olhos do curador celestial. Ele ficava ainda mais belo quando feliz assim, encantado com tudo aquilo. E nada mais importava. Só tinha olhos para o seu amor. O chão poderia tremer, o mundo ruir, as estrelas cair, e nada mais importava além de Park Jimin.

— Orelhudo, está com fome? Quer comer algo? — Ouviu Jimin o convidar e logo aceitou. Sua barriga já começava a clamar por comida.

Sendo assim, os dois se dirigiram até as barraquinhas dos comerciantes próximas ao rio Han, onde havia uma variedade infinita de especiarias, no entanto, acabaram por escolher espetinhos. Jimin pediu um de legumes enquanto Jeon saiu de lá com três espetinhos recheados de carne. E talvez não fossem suficientes para saciar toda a fome que sentia.

Sentaram-se em uma rocha perfeitamente esculpida que parecia praticamente um banco, e ali deliciaram-se com suas refeições. O loiro foi obrigado a rir, pois Jungkook terminou os três espetinhos quando ainda estava na metade do seu único. Deu dinheiro para o elfo comprar mais comida, e ele sorriu agradecido. Quando o viu voltar, tinha mais três espetinhos quentinhos em mãos.

— Tem certeza que vai comer só esse, hyung? — o moreno perguntou com a boca cheia. Suas bochechas estavam rechonchudas. Viu o humano concordar com um aceno. — Você come tão pouco...

Após terminarem de comer, continuaram onde estavam, observando o belo céu estrelado. E naquela noite clara, sem nuvens, o céu estava repleto de constelações cintilantes. Jimin recostou sua cabeça no ombro confortável do namorado, segurando suas mãos e fazendo carinho leve ali.

— Oh, olhe só! — Jungkook ficou fascinado de repente, olhando para o céu, e logo ergueu o braço, apontando para algo. Jimin endireitou-se, voltando a sentar de maneira ereta na rocha. — A junção daquelas estrelas brilhantes parece um homem lutando com uma espada e um escudo. — Riu nasalado sobre aquele formato inusitado.

— Sim. É a constelação de Orion — Park explicou. Adorava astrologia, então sempre buscava conhecimento sobre o tema. — De acordo com a mitologia grega, Orion era um guerreiro, um tipo de caçador gigante que foi colocado nas estrelas por Zeus após sua morte. Orion era o filho de Poseidon, o deus do mar, de quem ele herdou a habilidade de andar na água. Após atravessar o mar até a ilha de Chios, onde atacou a filha do governante da ilha, Orion foi cegado como punição, porém, depois foi curado por Helios, a personificação grega do sol.

— Há nomes para constelações? — Jungkook ficou maravilhado, e se entreteve pelos próximos minutos com Jimin lhe explicando sobre diversas constelações. Algumas ele até conseguia lhe mostrar no céu, já outras não eram tão visíveis.

Mais tarde, outra atração chamou a atenção dos garotos. As centenas de pessoas que passeavam pela vila agora se aproximavam do rio também, para lançarem lanternas que flutuariam sob as águas e pelos ares. Era uma tradição.

— Jungkook, vamos. Também quero uma lanterna. — Jimin se levantou, animado, puxando o elfo com força. Empolgou-se tanto que tropeçou e só não caiu porque segurava firmemente a mão do de orelhas pontudas.

Ao chegarem à margem do rio, alguns comerciantes ambulantes vendiam modelos de lanternas de papel amarelas. Eram simples, porém muito bonitas.

— Aqui. Compre duas. Uma para você e outra para mim. — Jeon estendeu duas moedas ao namorado. Eram as únicas que havia trazido consigo, e as guardou especialmente para a ocasião.

— Posso pagar, Kookie. Não se preocupe.

— Não, hyung. Quero comprar para você. Trouxe justamente para isso. — Segurou as mãos do jovem, colocando o dinheiro sob suas palmas. — Por favor.

Sem discutir, pois era difícil resistir aos olhos pidões do amado, o garoto foi até um dos homens, escolhendo as mais brilhosas lanternas que avistou. Pagou, e as trouxe, segurando na alça, uma em cada mão. Estendeu uma delas ao general, e ambos se dirigiram ao rio, entrando em uma canoa. Jungkook sentou-se primeiro, deixando a lanterna de lado para ajudar o outro a equilibrar-se no pequeno barco. Jimin então, devido à falta de espaço, sentou-se no colo confortável do elfo. Aconchegou-se ali, observando a bela paisagem das luzes misturadas às estrelas cintilantes. Era bom estar ali, juntinho do garoto que mais amou em sua vida. Jimin achava que era impossível sentir-se mais feliz do que naquele instante. Era um êxtase sem igual.

Após remar até estarem a uma boa distância da margem, Jeon recostou o queixo sob o ombro do loiro, e relaxou ali. Não era necessário a troca de palavras, pois o silêncio naquele momento já significava uma explosão de sentimentos. Era como se estivesse explícito que nenhum dos garotos jamais estaria disposto a deixar o outro ir, porque eram um só. Pertenciam um ao outro. Park Jimin era Jeon Jungkook. E Jeon Jungkook era Park Jimin.

Navegaram naquele clima, sentindo um ao outro, tão próximos que jamais poderiam ser separados. Nem mesmo o tempo os separaria. Nada era capaz de quebrar a conexão entre duas almas que se pertenciam.

— Acho que devemos soltar as lanternas agora, Jimin.

O loiro estendeu primeiro a lanterna de Jungkook, entregando-a para ele e depois pegou a sua própria.

— Espere! — gritou de repente, ao ver que o elfo quase soltara o objeto ao céu. — Precisa fazer um pedido antes.

— Oh. Certo. — O moreno pensou, e depois voltou a falar: — Desejo que o Jihy... — O curador colocou a mão sob os lábios finos do mais novo, enquanto o encarava com os olhos levemente esbugalhados.

— Você não pode revelar seu desejo em voz alta, Kookie. Tem que ser em segredo, no seu coração, ou nunca irá se realizar.

Assim que compreendeu, então, fechou as pálpebras para se concentrar, e mentalizou o que mais desejava com todo seu ser.

"Desejo que o hyung fique sempre em segurança, não importa o que aconteça. Quero poder protegê-lo para sempre."

Voltou a abrir os olhos e viu Jimin concentrado também, fazendo seu desejo:

"Desejo amar Jeon Jungkook e ser amado por Jeon Jungkook por toda a eternidade, em todas as nossas vidas. Para sempre!"

Abriu as pálpebras e o vermelho lhe encurralou mais uma vez.

Quando os olhares se conectaram, tudo ficou mais intenso. Apesar da euforia que sentiam, suas expressões eram sérias, mas não porque estavam tensos, muito pelo contrário, era um dos momentos mais felizes de suas vidas.

Poucos instantes depois, arremessaram as lanternas para o céu, uma após a outra, e as deixaram flutuar e misturar-se no mar de luzes. Era tão bonito de se ver. Como se muitos vagalumes estivessem ali aglomerados.

Era perfeito. Estar ali com a pessoa amada, naquele exato minuto, fazia tudo ficar ainda mais especial. E foi com isso em mente que Park tomou a iniciativa. Esperava por aquilo há dias. Virou seu tronco, jogou seus braços sob os ombros largos do ser místico, e com todo o seu desejo, esticou-se até alcançar os lábios finos do namorado com os seus próprios, fazendo uma corrente elétrica se propagar por toda sua derme assim que entrou em contato com ele. Seu órgão cardíaco se agitou, inquieto. Fazia tempo que não se beijavam de forma tão entregue quanto agora. Era praticamente a mesma sensação do primeiro beijo — avassaladora ao extremo. O loiro aproveitou para mexer seus dedos pela nuca do outro, o fazendo tremer na base, literalmente. O barco balançou um pouco, mas não se importaram. Continuaram se beijando por longos minutos enquanto passeavam pelo rio iluminado.

Hyung. O que acha de voltarmos para o palácio agora? — propôs Jungkook, quando as coisas começaram a esquentar entre eles, esperando que Jimin entendesse o porquê daquela decisão repentina. Tudo o que queria era ter privacidade para continuar o que começaram ali. Sem ser capaz de expressar-se em palavras, o rapaz simplesmente balançou a cabeça inúmeras vezes, vendo Jeon logo segurar o remo e guiar o pequeno barco de volta à margem.

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