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Capítulo 21

AVISO: Este capítulo contém cenas que podem causar certo gatilho em pessoas que estão passando por depressão ou transtornos psicológicos que envolvam pensamentos suicidas. Se for o seu caso, por favor, não leia, ou pule estas cenas. Ajude-se! Procure orientação psicológica.

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Momentos antes do confronto histórico, Seokjin encontrava-se nos jardins do palácio, repletos de flores de diversas cores, segurando em suas mãos um pedaço de papel que parecia mais importante do que qualquer joia preciosa. Fitava, ao longe, os guerreiros se organizando para a guerra, andando de um lado para o outro. Vários deles passaram próximo a si, ignorando sua presença. Era assim com quase todas as pessoas que convivia ao seu redor. Dentre os garotos do reino, apenas um lhe dava atenção e carinho.

E por esse motivo, ansiava, mais que tudo, ver logo o destinatário do bilhete que havia escrito. E, para a sua felicidade, ele não demorou a aparecer diante de si. Fez um gesto para chamar o garoto, e ele assim se aproximou. O sorriso largo no rosto, evidenciando a alegria por ver aquele por quem havia se apaixonado.

Namjoon, como de costume, gesticulou uma das poucas frases que sabia na linguagem de sinais: "Como você está?"

Seokjin então respondeu: "Estou melhor com você aqui comigo". E por ter quase certeza que o maior não entenderia, simplesmente se aproximou, esticando seus braços para lhe entregar o pedaço de papel. Por mais nervoso que estivesse acerca da provável reação do soldado, não poderia desistir agora que já havia treinado sua caligrafia para lhe transmitir tais palavras. Depois, tímido, desviou os olhos para as rosas bonitas que tanto adorava. Amava rosas cor-de-rosa.

O Kim mais novo recebeu o bilhete com extrema curiosidade. Sem delongas, o abriu, percebendo ali as letras bem delineadas. Por mais iniciante que Seokjin fosse na prática da escrita, o rapaz não deixou de admirar-se com a beleza de tal caligrafia.

"Estou bem. Sempre estou bem se estou com você, Kim Namjoon. Gosto muito de você, Kim Namjoon". Os olhos castanhos do guerreiro liam tais palavras enquanto o sorriso crescia cada vez mais em sua face. "Kim Namjoon é um nome lindo. E Kim Namjoon também é muito lindo!"

O garoto vestido em armadura sentiu seu interior explodir em faíscas que faziam sua pele toda se arrepiar involuntariamente. Seokjin gostava dele. Seokjin achava seu nome bonito. Seokjin o achava bonito. Queria gritar isso até que os deuses fossem capazes de lhe ouvir. Queria dizer-lhe que também gostava de Kim Seokjin, que também achava lindo o seu nome, assim como ele mesmo. Mas não sabia como comunicar isso ao rapaz.

Droga! Por que nunca tinha tempo para aprender decentemente a língua dos sinais? Culpava-se eternamente por aquilo.

Porém, seu corpo e mente agiram por impulso nos instantes seguintes. Só havia uma única maneira de retribuí-lo, e assim o fez.

Levou uma das mãos ao queixo de Seokjin, o fazendo levantar o rosto. Viu suas bochechas rosadas, e não pode deixar de derreter-se de amores. Aos poucos, aproximou seu corpo, juntando os calores, até seus lábios irem de encontro aos dele, lhe dando um selinho longo e amoroso. Percebeu os olhos do outro Kim se arregalarem em surpresa, poucos segundos antes das suas próprias pálpebras se fecharem involuntariamente. Era fofo. Extremamente fofo!

Sentiu seu próprio coração acelerar até quase saltar por sua garganta. E mais arrepios por toda a derme. Era a melhor sensação que já sentira em toda vida.

Céus! Como gostaria de ter tempo para levar Seokjin a um passeio. Ou até mesmo ficar no ócio juntos, sem fazer nada, apenas observando um ao outro por muito, muito tempo, sem serem interrompidos. Todavia, apesar de simples, parecia um sonho inviável no momento.

— Soldado Kim, temos que ir. Os inimigos estão próximos! — Ouviu um dos outros guerreiros proferir próximo a si, fazendo o garoto se decepcionar. Poxa, não podia ter sequer um instante de privacidade. Agora finalmente entendia a Majestade quando o interrompia em momentos íntimos como aquele. Respondeu com um breve "já vou" assim que se afastou da boca de Seokjin, fazendo um carinho suave em seu rosto quente.

— Seokjinnie! Tenho que ir — pronunciou pausadamente em voz alta enquanto tentava gesticular algo que parecesse uma tradução na língua dos sinais a fim de que o outro entendesse. — Me encontre na cozinha mais tarde, quando tudo estiver mais calmo!

E assim deixou o garoto que amava, com a promessa mental que voltaria em breve para se declarar a Kim Seokjin.

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HANSEONG — D. JOSEON,
HÁ CERCA DE 600 ANOS

Min Yoongi adentrou a enfermaria praticamente correndo com Hoseok o seguindo logo atrás. Seus olhos percorreram o espaço, vendo ali cerca de duas dezenas de feridos, alguns em estado grave. Seu coração se encontrava a mil.

Com mais alguns segundos olhando ao redor, ele o encontrou. Estava finalizando um curativo em um dos homens feridos. Analisou-o dos pés à cabeça, e aparentava estar bem. Assim que ele terminou o que estava fazendo, não foi capaz de controlar suas pernas, que logo avançaram em direção ao curandeiro real, pulando em seu colo de maneira repentina, ainda vestido na armadura de ferro. Taehyung assustou-se, e acabou se desequilibrando um pouco, mas não demorou a se estabilizar e o segurou com firmeza. O nobre enlaçou o pescoço do garoto com seus braços, e enterrou o rosto contra seu peitoral confortável e quente.

— Taetae... Você está bem? Não se machucou? Não está ferido? — O bombardeou de perguntas cheias de preocupação.

— Eu estou bem, Majestade. Não me feri, não se preocupe — respondeu, fazendo carinho em seus cabelos. Permitiu-se abrir o seu típico sorriso quadrado ao constatar que seu amor não havia se machucado. — E Vossa Majestade? Como está se sentindo? — Não eram apenas ferimentos expostos que poderiam prejudicar o jovem rei, e Taehyung sabia disso. O seu psicológico era algo sensível e importante que poderia estar abalado.

Dito e feito. Yoongi sentia-se péssimo, destruído.

— Não me sinto muito bem ainda, mas vou ficar... porque você está comigo, Taehyungie. — O jovem se aconchegou melhor nos braços do moreno, recebendo uma onda de alívio por todo seu corpo apenas com o carinho simples do seu amor.

Logo depois, o nobre segurou o braço de Yoona, juntando a garota em um abraço triplo. Eram as pessoas que mais amava e tudo parecia resolvido por estarem bem diante de si. Vivos.

— Acabou? Não há mais ataques? — Jimin, que assistia a cena até então em silêncio, questionou, ainda angustiado. Tentava estancar o sangramento de um dos soldados feridos ao que fitava as Majestades e o outro curador.

— Acredito que sim. Está tudo silencioso agora — palpitou Hoseok, um pouco mais relaxado.

— Kookie... Onde está ele? — Jimin tinha seu interior totalmente imerso em pensamentos negativos. Precisava localizar o elfo, pois suas condições eram péssimas quando partiu em busca do rei. — Ele estava indo proteger Vossa Majestade.

— Não sei, não o vi desde que chegou — Yoongi revelou, achando estranho. Àquela altura, o mais alto já havia colocado Min no chão, e o nobre andava de um lado ao outro. — Mas deve estar bem, ele é um elfo com poderes.

O de cabelos claros sentiu a saliva arranhar a garganta. Seu coração batia forte contra a parede interna do corpo, o deixando cada vez mais aflito.

— Jungkook não está bem. Ele perdeu seus poderes em Elfland e se feriu quando lutou contra os ninjas. Estou preocupado!

— O q-quê?

— É uma longa história — o curador celestial murmurou, melancólico. E então tomou uma decisão. — Taehyung, continue cuidando dos pacientes. Vou procurá-lo. Preciso encontrá-lo! — Seu tom de voz era urgente, como se tal fato fosse a condição para o manter vivo, o que de fato era.

Sem nem mesmo olhar para trás, o garoto caminhou para fora da enfermaria, em direção aos corredores do palácio. Ouviu um "Eu vou junto", sendo proferido pela rainha, que logo o seguiu.

Nunca havia sentido tanto medo em sua vida. Nem mesmo quando o demônio o sequestrou na terra dos elfos. Nada superaria a preocupação com seu namorado agora. Só queria vê-lo bem e saudável. Desejava ver os poderes do ser místico voltarem para que pudesse curar-se sozinho, mas tinha certeza: nada seria tão fácil como sua mente especulava.

Tudo se tornou mais difícil em sua vida desde que atravessara o portal que o trouxe de volta ao passado. Ainda assim, não havia arrependimentos, faria tudo de novo apenas para poder encontrar a sua alma gêmea mais uma vez. Tudo valeria à pena se estivesse ao lado de Jeon Jungkook.

Seus pés continuaram caminhando, atrapalhados, as pernas um tanto trêmulas, e vez ou outra encontrava pilhas de cadáveres em meio a passagem. Era triste ver alguns rostos conhecidos agora sem vida. Por semanas presenciou o general treinando aqueles homens, que se encontravam mortos naquele momento, todavia, grande parte dos mortos eram inimigos, que ainda assim, também não eram totalmente culpados. Estavam ali para proteger suas famílias, lutando na guerra, com a promessa de retornarem vitoriosos e assim trazer sustento aos filhos.

Alguns metros depois, avistaram a cozinha, adentrando o espaço ali. Porém, assim que presenciou a cena, seus olhos praticamente saltaram para fora, mais arregalados do que nunca. Sua mão foi de encontro a sua boca, tapando seus lábios involuntariamente. Aquilo era terrível. Era uma cena devastadora. Não sabia nem o que dizer.

A garota, logo atrás de si, assim que a visão captou a tragédia, soltou um grito de horror e tristeza.

— NÃO! Não pode ser! — Yoona desabou de joelhos diante do corpo já sem vida de Kim Namjoon. Havia uma poça de sangue ao redor do garoto, que encharcou as vestes sedosas da rainha. Ela olhou ao redor e viu algo ainda mais aterrorizante. Não era apenas o guerreiro que jazia ali. Kim Seokjin estava deitado ao seu lado, segurando uma das mãos do maior, com os dedos entrelaçados. Uma lâmina grande e afiada estava enterrada no peitoral do cozinheiro, na altura do coração. — Não, não, não, não!!! NÃO! Por favor, que eu esteja apenas delirando. Isso não pode estar acontecendo! NÃO! — a garota gritou, enquanto as lágrimas fluíam de seus olhos.

Yoona sempre fez de tudo para ajudar Seokjin. Ele era um dos seus melhores amigos, uma das pessoas que mais poderia confiar. Era sempre alegre e cativante. Era praticamente impossível encontrá-lo triste ou carrancudo, estava sempre com um sorriso no rosto, exercendo sua profissão que o deixava feliz e orgulhoso. Tinha aprendido a língua de sinais apenas para comunicar-se com ele, pois era injusto ver o garoto tão sozinho. Também havia o ensinado a ler e a escrever, e sabia que nos últimos dias se encontrava animado para terminar uma carta de declaração de amor ao outro Kim. Sabia que estava apaixonado e era lindo ver os dois interagindo de maneira tão adorável.

Mas estava tudo acabado.

Levantou-se, cambaleando. Ainda não conseguia acreditar que tal tragédia fosse real. Foi só então que percebeu um pedaço de papel amassado e dobrado na mão livre de Seokjin. Então, agachou-se apenas para pegar o bilhete. Estava um pouco sujo de sangue, mas ainda assim era possível ler a caligrafia um tanto torta, porém adorável.

"Majestade... Por favor, me perdoe! Ele salvou minha vida e disse que me ama, então preciso agradecer e dizer que o amo também. Não fique triste, pois estarei feliz ao lado dele, prometo. Eu não poderia viver em um mundo sem Kim Namjoon."

Jimin, que ainda se encontrava surpreso e sem saber o que dizer, apenas se aproximou da morena, a abraçando por trás. Sabia o quão sensível e emocional sua irmã poderia ser, por isso, tudo o que precisava agora era de um abraço reconfortante e o seu apoio. Ela sempre fora alguém muito gentil e apegada a aqueles que amava, então aceitar a morte dos amigos seria uma fase muito difícil.

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O médico não queria ter que deixar sua noona para trás nas atuais circunstâncias, mas era preciso. Ainda não havia encontrado o elfo, e precisava saber se ele estava bem. Tudo parecia um caos naquele lugar. Quanto mais andava, mais sangue encontrava. Era um pesadelo. Caminhou por mais alguns minutos, chamando pelo seu namorado, sem obter resposta alguma. A cada segundo que passava, seus nervos lhe corroíam ainda mais.

— Jungkook? — gritou, mais uma vez — Jungkook, meu amor? Onde está você?

Não estava mais suportando aquela aflição e sabia que a qualquer momento teria um ataque de pânico. Suas mãos suavam, trêmulas. A falta de ar lhe deixava tonto, mas não desistiria até encontrar o seu amado bem. Precisava dele mais do que tudo. Ele era sua única razão de existência.

De certo modo, entendeu a ação de Seokjin. Sabia que faria o mesmo naquelas circunstâncias. O cozinheiro real amava o soldado Kim com todas as suas forças, ele era a razão da sua felicidade. Assim como Jeon Jungkook era a sua. Quais outras razões existiriam para continuar vivendo se não fosse por ele? Simplesmente não havia.

E foi enquanto devaneava sobre aquilo que o encontrou.

Alguns rastros de sangue escuro o levaram até ele. Suas íris acastanhadas captaram o elfo caído sobre o chão, desacordado, no final da trilha, e não havia palavras exatas para descrever a sensação de horror que invadiu seu ser por dentro. Era um tsunami repentino de terror e angústia. Sentou-se imediatamente ao lado dele e tocou sua mão, levando um susto com a temperatura fria do seu corpo. O ser místico, sempre tão quente, jamais esteve tão gelado como agora.

Jimin então, foi rápido ao pressionar o indicador e o segundo dedo contra o pulso do moreno. Por alguns segundos, seu coração quase arrancou seu peitoral para fora, pois não foi capaz de sentir sequer uma pulsação ali. Porém, aos poucos, depois de mexer os dedos ali diversas vezes em posições diferentes, conseguiu captar o que pareceu ser a batida do seu órgão cardíaco lentamente, mais lento que o normal, lento até demais. Estava fraco, extremamente fraco. Poderia perder sua pulsação a qualquer momento.

— Jimin, ele está bem? — A voz da garota nobre ecoou ali próximo.

— Ainda está vivo... Só não sei por quanto tempo. Por favor, chame o Taehyung. Preciso de ajuda para o levar à enfermaria!

A garota logo correu, o mais rápido que suas pernas conseguiam.

Enquanto isso, Park tentava pensar no que fazer. Estava desesperado. Seus olhos aguados não o deixavam ter a visão completa do amado. Nada o permitia raciocinar com coerência, no entanto, ao vislumbrar o peito do maior, viu que ele não se movia. Ele não respirava, estava perdendo o oxigênio. Não sabia até que ponto poderia aplicar seus conhecimentos de medicina em um elfo, mas lembrou-se de que parte deste elfo era humana.

Sem mais delongas, o curador posicionou-se confortavelmente, e realizou o procedimento da forma tradicional. Inclinou o queixo de Jeon, para facilitar a respiração, e então abriu os lábios dele e colou os seus ali, jogando ar para dentro da boca do rapaz desacordado, com a força dos seus pulmões. Aproximou seu rosto do nariz do outro, tentando captar algum ar ali, mas sem sucesso. Sendo assim, posicionou-se ao lado do peitoral dele, ajoelhado, e colocou ambas suas mãos entrelaçadas sob o seu tórax, entre os mamilos, iniciando a massagem cardíaca.

Repetiu o procedimento algumas vezes, até finalmente sentir o ar saindo das narinas de Jungkook, para o seu alívio. Instantes depois, Taehyung surgiu ali, com o que parecia uma maca, para poder transportar o enfermo ao local onde tratariam os seus ferimentos.

— Kookie. P-Por favor, aguente firme — Jimin murmurou, próximo à orelha pontuda do elfo, como se ele fosse capaz de ouvi-lo.

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Assim que posicionaram o corpo de Jeon sob a cama na enfermaria, virado de lado, Jimin tratou de analisar as feridas nas costas do moreno. Eram consideravelmente grandes e ainda soltavam sangue, apesar do fluxo parecer ter diminuído agora. O médico então tratou de esterilizar as mãos e seus utensílios, e em seguida vestiu luvas descartáveis que ainda possuía dos objetos que trouxera do futuro. Vestiu os óculos especiais, e com o auxílio de Taehyung, tirou alguns pedacinhos de metal das flechas, ainda encravados na carne do rapaz machucado, usando uma pinça. Por menores que fossem os metais, estavam prejudicando Jungkook.

Foram alguns minutos naquele procedimento. Caso o enfermo estivesse acordado, provavelmente gritaria com a dor. Nesse ponto, Jimin tinha que admitir que estava aliviado por ele estar inconsciente. Não queria que seu amor sentisse mais dores e sofrimento.

Após higienizarem ambos os machucados, Park iniciou o procedimento de sutura, usando sua agulha profissional. Não levou muito tempo. Era um processo simples, e Jimin estava acostumado a fazer este tipo de trabalho no hospital onde fazia residência em sua especialização de medicina, mas sabia que o general não teve o tratamento adequado a tempo. Haviam se passado horas desde o momento em que foi ferido, e perdeu muito sangue durante esse processo. Por isso estava fraco.

Agora tudo o que podia fazer pelo amado era esperar e monitorar suas reações. E isso era uma tortura. Só queria poder vê-lo acordado, dizendo que estava tudo bem, acalmando sua alma.

Por que um ser tão amável quanto Jeon Jungkook tinha que sofrer tanto? Ele não merecia a crueldade daquele mundo. Era uma vida injusta.

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No dia seguinte, uma cerimônia de funeral coletiva foi preparada em homenagem aos que perderam suas vidas na batalha. Os corpos seriam carregados até o rio, onde seriam deixados para a correnteza lavar suas almas. Era uma tradição para os antigos daquela época. Os cadáveres foram todos devidamente limpos e vestidos propriamente, sendo enrolados em tecido. Grande parte deles encontravam-se gravemente feridos, e expô-los seria um tanto quanto cruel.

Jimin não poderia participar da cerimônia, pois se dispôs a cuidar dos enfermos durante o evento, e jamais sairia do lado de Jungkook até que ele acordasse, no entanto, teve tempo para deixar uma bela flor sob cada um dos corpos dos seus amigos. Apesar de não terem um relacionamento tão próximo, o loiro estava profundamente abalado com a perda dos dois, principalmente porque sabia que eles eram importantes para Yoona, Yoongi, Hoseok, Taehyung e para o general. Deixou uma flor amarela para Namjoon e outra rosa cor-de-rosa para Seokjin.

Era impossível não se emocionar com a cena, e simplesmente deixou que o choro fluísse. Os rapazes se encontravam lado a lado, como se pertencessem um ao outro. O palanquim de ambos era o mais bonito de todos, decorado com tecidos coloridos e com detalhes especiais entalhados nas madeiras.

Taehyung e Hoseok estavam carregando os dois corpos junto a dois outros soldados que Park nem sequer conhecia os nomes, mas era visível que se tratava de pessoas próximas aos garotos mortos. Todos derramavam lágrimas naquele dia triste.

Jimin teve que voltar ao seu posto de curador, porém a cerimônia continuou.

Caminharam cerca de dois quilômetros até chegarem diante do rio Han. Aos poucos, os corpos eram deixados para flutuar na água, enquanto velas acesas eram deixadas rente aos cadáveres. A vista, com o pôr do sol, poderia até ser muito bonita, entretanto as circunstâncias apenas deixavam tudo muito melancólico. Momentos antes da vez de Namjoon e Seokjin, as Majestades se colocaram diante de todos os familiares e colegas das vítimas, entristecidos, devastados, para prestar uma última homenagem ao casal.

— Kim Namjoon — Yoongi proferiu, com a voz trêmula. — Você não era apenas nosso melhor soldado... você... — Era difícil expor os sentimentos daquele jeito. Apesar de ter várias oportunidades para conversar diretamente com o Kim, nunca o fez, e arrependia-se amargamente agora. Lembrou-se de cada momento em que Namjoon acabou o flagrando enquanto se relacionava intimamente com algum homem da corte, como se irritava quando ele chegava correndo apenas para lhe dar notícias importantes e que claramente podiam esperar para serem ditas, mas ele decidia que era urgente e deveria interromper o rei no que estivesse fazendo. Nunca mais seria interrompido por Kim Namjoon. E isso doía horrores. — Você era um amigo, um irmão. Alguém importante da minha família. — Suas bochechas encontravam-se úmidas, porém tentou fungar em silêncio, sem sucesso. — Obrigado por tudo. Eu sinto muito. Sinto muito por ter sido tão rude com você. Nunca quis lhe entristecer, sabe... Vou sentir sua falta, Namjoon!

Daquele ponto em diante, o rei não foi mais capaz de disfarçar seu choro. Apenas deixou-o fluir livremente. A morena o abraçou, o confortando e sabendo que precisava de conforto também.

— Oh, Seokjinnie! — Agora era a vez de Yoona daro seu discurso, com o tom tão embargado que não sabia se sua voz estava audível para todos ali presentes. Sabia, no entanto, que seria suficiente para que as almas dos garotos ouvissem com clareza. Apesar disso, ela também acompanhava sua fala com gestos da língua de sinais, em respeito e admiração. — Você é o menino mais contente que já conheci. Seu sorriso me fascina, me encanta, me alegra. Todos os dias, apesar de nem sempre acordar feliz, bastava te encontrar sorridente para que eu retribuísse com um sorriso genuíno e verdadeiro, e tudo ficava colorido mais uma vez. — Ela gesticulava, sentindo o frio da umidade das lágrimas em seu rosto. — Eu sei, não estou sorrindo agora, não é mesmo? Sei que se estivesse fisicamente aqui conosco agora, com certeza estaria dizendo algo como "Sorria, Majestade. Você fica mais bonita sorrindo!" — Era doloroso conversar com ele daquela forma, mas não havia nenhuma outra maneira eficiente.— Me perdoe. Vou voltar a sorrir, prometo! Não vou ficar triste para sempre, ok? Sei que teve seus motivos e sei que vai estar feliz ao lado dele, onde quer que estejam. Nós te amamos muito, Seokjin e Namjoon!

#TeveNamjinSIM

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