Capítulo 13
HANSEONG — D. JOSEON,
HÁ CERCA DE 600 ANOS
Yoona se encontrava no salão principal rodeada de crianças de todas as idades e classes sociais. Ela contava histórias em um tom alegre e animado, fazendo com que os pequenos ficassem tão atentos e concentrados que nem sequer piscavam. O brilho no olhar deles era intenso. Era como uma aula, uma aula extremamente interessante, que os deixavam completamente entretidos.
— E então, o rei ficou muito triste, porque por mais que ele amasse a rainha, não conseguia gostar dela da maneira que deveria. Na verdade, ele gostava de garotos! — ela proferiu, colocando todo o tom dramático que podia em sua voz, principalmente na última frase, como se contasse um segredo. Viu algumas crianças franzindo o cenho, talvez confusas com a ideia que estava tentando passar. Muitas delas não tinham uma educação adequada, e não entendiam conceitos fora do usual de seus cotidianos.
— Majestade? — Uma menina levantou a mão. Era uma criança um pouco mais velha, que provavelmente já tinha ideias pré-concebidas vindas dos seus pais e família. — Isso não seria errado? Um garoto gostar de outro garoto?
— De jeito nenhum, florzinha! Por acaso o amor é errado?
— Não, o amor não é errado, Majestade — a pequena respondeu, finalmente compreendendo o que a rainha quis dizer. Abriu um sorriso banguela, orgulhosa por aprender algo novo.
— Sendo assim, o rei se relacionava com outros homens numa tentativa de achar a pessoa ideal na qual dividiria a metade do seu coração. — A morena fez uma pausa dramática e todos a fitavam silenciosos, com curiosidade para o que viria a seguir naquela história. — Porém, ele já estava perdendo as esperanças, achando que nunca encontraria um amor verdadeiro. A rainha sempre tentava animá-lo, sendo carinhosa com ele, contando histórias como essa para que ele pudesse dormir relaxado. — Mais uma pausa curta, e alguns dos mais novos já começavam a roer as unhas de ansiedade. — Até que certo dia, um rapaz, que retornara de uma longa viagem, decidiu invadir o castelo para rever um amigo antigo.
— Ah, meu Deus! Ele não pode invadir o castelo assim! É considerado crime e ele pode ser morto! — um menino esperto comentou, fazendo com que um breve alvoroço surgisse entre as crianças.
"Ele vai morrer," algumas delas murmuravam enquanto fechavam os olhinhos numa tentativa de não ver aquilo acontecendo.
— Acalmem-se, pequenos! Nada disso aconteceu — Yoona tentou tranquilizá-los.
— Não?
— Não, mas quase. Quando o rei descobriu que alguém havia invadido o palácio, ele ficou furioso e imediatamente pediu que o prendessem até poder julgá-lo. E quando o fez, estava prestes a sentenciá-lo à morte... — Novamente, a pausa apavorou os menores. — Entretanto... algo o impediu.
— O que aconteceu, Majestade?
— A rainha surgiu e não deixou que isso ocorresse. Ela revelou que na verdade, aquele rapaz era amigo de infância das Majestades, e por isso deveria ter misericórdia para com ele, ainda que tenha cometido um ato considerado criminoso.
— Ufa! E o rei aceitou isso tranquilamente?
— Mais ou menos. O rei odiava que fossem contra suas ordens, mas a rainha sabia que ele pouparia a vida daquele rapaz, pois o amava nos tempos passados e o amaria também a partir daquele dia.
— Awwn! — uma garota de cabelos longos e castanhos exclamou, totalmente envolvida com a história. — Então eles ficaram juntos?
— Sim! O jovem tornou-se curandeiro real do palácio e conviveu com o rei todos os dias que se seguiram. Os dois se apaixonavam cada vez mais e o amor deles era sempre incentivado pela rainha. Os dois nobres viveram felizes para sempre! — ela concluiu, e a maioria dos pequenos nem sequer imaginava que a história era de fato verídica, com algumas poucas alterações.
— E a rainha? Ela não ficou com ciúmes do rei? — o mesmo garoto sábio questionou, curioso para desvendar alguns detalhes não revelados sobre o relato. — A relação dos garotos não era uma traição do rei contra a rainha?
— Não e não. Simplesmente porque o amor da rainha para com o rei era diferente de qualquer outro amor. Era especial. Ela o amava como melhor amiga. Uma melhor amiga que faria de tudo para vê-lo sempre feliz! Daria até mesmo a sua vida por ele! — Yoona respondeu, emocionada, pois cada palavra dita ali era a mais pura verdade sobre seus sentimentos em relação a Min Yoongi. Cuidaria do rei com todo seu carinho e atenção por toda a eternidade, onde quer que estivesse.
— E qual foi o final da rainha? Ela também merece ser feliz! — A menina acastanhada quis saber, ansiosa.
— Eu também acho! Uma pessoa incrível como ela também precisa achar a sua outra metade do coração.
A mais velha se surpreendeu, jamais imaginaria que aquelas criaturas pequenas fossem ter esse tipo de pensamento. Ela ficou desconcertada, sem saber o que responder, e suas bochechas ficaram levemente rosadas. Nunca pensou em ninguém daquela forma, pois a única coisa que se concentrava era na felicidade do garoto que governava aquele país e não na felicidade própria.
Foi naquele momento que um ruído lhe despertou dos seus devaneios. E quando voltou a si, percebeu o rapaz alto timidamente se curvando e o rei logo ao seu lado. As crianças ali pareciam espantadas e ao mesmo tempo totalmente encantadas. Levantaram-se para prestar reverências.
— Vossa Majestade! — elas saudaram, um tanto temerosas.
Os dedos entrelaçados entre Yoongi e Taehyung eram perceptíveis, pois o nobre não queria esconder isso de ninguém, muito pelo contrário. Seu desejo era exibir tal fato para os deuses e todos os reinos do universo.
— Sejam bem-vindos ao palácio, crianças. — Não sabia muito bem como se comunicar com os pequenos, já que Min não tinha muitas habilidades com crianças. — Yoona-ssi estava contando histórias para vocês?
— Sim! — a menina curiosa e tagarela que sempre fazia perguntas a rainha durante a história teve a iniciativa de responder o rei. — Ela contou a história de um rei que gostava de garot... — comentou, mas foi interrompida pela morena maior, que logo colocou a mão na boca da pequena garota falante, a interrompendo antes de completar a frase. Im abriu um sorriso torto para o melhor amigo, tentando disfarçar.
— Uma história sobre o final feliz de um rei muito adorável — ela completou rapidamente.
Por mais que estivesse um tanto desconfiado da amiga, Yoongi deu de ombros por hora, pois estava ansioso demais para perder mais tempo.
— Prestem muita atenção nela, pois as histórias da rainha são as melhores — finalizou, abrindo um sorriso meigo para a garota. E logo depois se apressou para sair dali, puxando Kim Taehyung consigo, até desaparecer pelos corredores.
Quando quase todas as crianças já tinham ido embora, a pequena de cabelos castanho-claros e longos foi até Yoona, e lhe encarou serenamente, com um sorriso nos lábios:
— Essa história é real, não é, Majestade?
— É sim, meu amor — a mais velha revelou, por fim, já entendendo o sentido da pergunta, acariciando os fios cor de caramelo.
❨♔♚♔❩
O monarca continuou caminhando de mãos dadas com Taehyung até chegar ao local que tanto queria. Não se importava com o julgamento alheio, pois só gostaria de aproveitar momentos a sós com seu amado. A ansiedade estava entranhada em seu interior e estampada em sua testa. Dois de seus criados abriram a porta do seu quarto, assim que lhe avistaram, e ele não demorou a puxar o maior para dentro o mais rápido possível. A passagem voltou a ser fechada, e eles finalmente se encontravam sozinhos ali.
Yoongi se virou para Taehyung, segurando suas grandes mãos. Pela expressão dele, estava um tanto tímido e nervoso, mas tinha um sorriso adorável nos lábios. Então, o rei ergueu o braço até conseguir acariciar a pele bronzeada do amado, sentindo arrepios começarem a energizar seu corpo apenas com tal simples ato. Por mais que já tivesse se relacionado com vários homens, nunca foi capaz de ter essas reações antes e nunca se sentiu tão feliz. Ergueu-se na ponta dos pés, deixando um selinho demorado na boca do seu treinador, o que o fez curvar o tronco um pouco, abaixando-se até quase a mesma altura do Min.
— Tae Tae... — murmurou durante o beijo, ainda fazendo carinho em seu rosto. — Eu quero...
— E-Eu também q-quero, Majestade! — Kim completou a frase, já entendendo do que se tratava. Seu coração estava tão acelerado que parecia mais um beija-flor batendo as asas freneticamente. Respirou profundamente, tentando acalmar seus nervos. — Mas eu nunca fiz isso — revelou o que já era óbvio, e sentiu um calor repentino surgir do seu peitoral e espalhar-se até a ponta de seus dedos.
— Não se preocupe, meu amor. Vou te guiar... — Agora, o menor já tinha seus finos lábios no pescoço esticado do guerreiro, descendo cada vez mais, deixando uma trilha de beijos ali, e provavelmente uma marca avermelhada. Todavia, algo estava atrapalhando o seu caminho. — Tire a armadura — ordenou, de um jeito autoritário, ao se afastar para assistir a cena.
Taehyung tremeu na base. O tom de voz de Yoongi havia mudado repentinamente e isso lhe deixou... excitado. A maneira que ele passou a lhe fitar, tão intensamente, sendo capaz de notar até mesmo as vibrações de suas pupilas, lhe deixou completamente... submisso. Não teve outra escolha a não ser obedecer. Por mais que seus braços tremessem, ele desencaixou as peças que protegiam seus braços e peitoral, uma a uma, até retirar de si todo aquele metal pesado, o deixando sob o chão. Quando apenas uma camada fina de tecido cobria seu corpo, ele parou, voltando a fitar os belos olhos do rei em expectativa.
— Agora tire toda a sua roupa. — O próximo passo foi ditado pelo monarca, que observava a cena com muito deleite. Afinal, o belo corpo definido e delineado do seu amado começava a ser revelado para si, pouco a pouco.
A saliva desceu arranhando a garganta do Kim, que começou a retirar a parte superior do tecido. E no meio do processo, acabou sentindo a costura rasgar-se um pouco. Já não sabia mais controlar sua força, pois o nervosismo já havia tomado conta de si por completo. Livrou-se da peça de roupa, a jogando para um canto qualquer e viu um sorriso malicioso estampado na expressão do jovem monarca. A orquestra que era o seu órgão cardíaco definitivamente não ficaria silenciosa por um segundo sequer naquela manhã.
Yoongi se aproximou novamente do médico, e dessa vez ousou tocar os músculos rígidos do peito vasto dele. Escorregou seus dedos por toda a pele exposta dali, até descer próximo à virilha. Ergueu o rosto até encontrar o olhar do maior.
— Tão lindo... — sussurrou, completamente hipnotizado pela beleza de Taehyung. Viu os fios compridos dos cabelos acastanhados caírem sobre os ombros largos dele e concluiu que essa era a visão mais paradisíaca que poderia ter em toda a vida. Já o rapaz submisso gostaria de dizer que sua Majestade era ainda mais bonito, entretanto sabia que nada coerente fluiria de seus lábios naquele momento. — Deixe-me te ajudar com a parte de baixo... — Min continuou.
E quando as mãos mágicas do soberano passaram a abaixar sua peça de roupa inferior, ele sentia que estava prestes a explodir de tesão. Sentiu um formigamento intenso na área íntima, junto a uma sensação quente capaz de queimar todo seu ser.
Os olhos de Yoongi arregalaram-se ao ver o tamanho do dote do mais novo. Era definitivamente maior do que imaginava em suas fantasias. Maior do que qualquer outro garoto com quem já tinha se envolvido. E estava ali exposto somente para si.
Sentia-se o garoto mais sortudo do universo.
❨♔♚♔❩
Naquele momento, o curador celestial estava concentrado dando pontos no ferimento de uma criança que havia se acidentado ao cair do cavalo em uma de suas aulas. O médico havia utilizado a técnica de anestesia misturando ópio e mandrágora¹, plantas medicinais que Taehyung costumava cultivar em seu ambulatório. Com calma, ele finalizou a breve operação, e por fim colocou um curativo sobre o corte agora fechado.
— Muito obrigado, ahjussi — o menino agradeceu, sorrindo e sentindo-se aliviado. — Achei que eu ia morrer, mas você me salvou! — Ele se jogou contra o corpo do médico, enroscando os bracinhos ao redor do corpo dele. Park sabia que o pequeno estava exagerando um pouco, afinal, só tinha tido alguns arranhões nos braços e um corte mais profundo no joelho, nada que ameaçasse sua vida, mas achou extremamente fofo e riu graciosamente ao retribuir o abraço.
— Cuide-se bem e tome cuidado da próxima vez. Volte em dez dias para tirar os pontos, tudo bem? — orientou e viu a criança concordar animadamente ao sair da enfermaria mancando levemente.
Segundos depois, Jimin se surpreendeu ao ver que alguém muito grande havia acabado de atravessar a porta logo depois do menino desaparecer. Alguém com olhos vermelhos e orelhas pontudas. Ele tinha um sorriso estampado na face e as mãos escondidas atrás das costas.
— Kookie! O que está fazendo aqui? Está doente também? — Jimin questionou, brincalhão, tirando suas luvas e deixando seu jaleco branco de lado, para não sujar.
Viu um biquinho formar-se em seus lábios e teve que conter sua vontade de apertá-lo.
— Sim, eu estou doente! E só você pode me curar, Jimin-ssi.
— E o que você está sentindo, grandão?
— Sinto saudades do meu hyung — revelou, adoravelmente, fazendo o humano derreter-se de amores. O loiro então enroscou seus braços ao redor da cintura do general, enterrando o rosto no peitoral dele em um abraço caloroso, mas percebeu que ele não estava correspondendo, pois seus braços continuavam para trás. Afastou-se então e essa era a vez de Jimin fazer um biquinho manhoso.
— Aigoo, se está com saudades, por que não me abraça?
Em vez de responder com palavras, Jungkook então trouxe suas mãos para frente, revelando uma flor ali, mas uma flor sem cores.
— Uma flor murcha, Kookie? — Uma ruga surgiu em cima do seu nariz, confuso.
O elfo fechou seus olhos, concentrando-se ao extremo, até que uma aura vibrante surgiu ao redor do humanoide, fazendo os cabelos claros de Park ficarem bagunçados com o vento que surgiu ali, sem motivo aparente. Ficou boquiaberto com tal fato e surpreendeu-se ainda mais ao ver as cores surgindo na flor, pouco a pouco, enquanto seu caule tornava-se vivo novamente. E ali estava, uma pequena rosa-de-saron lilás, colorida e vibrante.
— Uau! Isso é incrível! Como fez isso?! — exclamou em dúvida, totalmente estupefato.
— Não sei. Descobri esse poder há pouco tempo — Jeon revelou, prendendo a flor na pequena orelha do médico. — Ficou linda em você, hyung.
— Obrigado — agradeceu, encantado. E tal fato fez sua curiosidade aumentar ainda mais. — Quantos poderes você tem, Kookie? Sei que você pode correr muito rápido, tem força muito maior do que um humano, pode curar a si mesmo em segundos, além de curar pessoas com o seu sangue... E tem também o poder de fogo! E o seu fogo pode queimar coisas impossíveis de se queimar, inclusive embaixo d'água.
— É um fogo élfico. Aqui no mundo dos humanos não há nada que esse fogo não possa queimar — explicou o ser místico.
— Isso significa que no mundo dos elfos os seus poderes são diferentes?
— Mais ou menos. Na verdade, em Elfland, há outros poderes que poderiam combater os meus. Existem também materiais, substâncias e criaturas que não seriam capazes de se manter ou sobreviver no mundo dos humanos.
— Que tipo de criaturas, por exemplo? — Jimin, curioso, quis saber. Havia segurado a mão de Jungkook, fazendo carinho nela.
— Dragões e unicórnios, por exemplo — citou, como se fosse a coisa mais normal do universo.
No entanto, a reação do loiro foi justamente o contrário.
— Espera. Você disse... unicórnios? — Os olhos do médico brilhavam em excitação, mais do que nunca.
— Sim!
— Ai, meus deuses! Eu sempre quis ver um unicórnio de verdade! — Ele se empolgou, dando pulinhos animados, imaginando-se montado em um animal mágico e colorido de um chifre só. Com toda certeza seus pelos seriam extremamente macios e cheirosos. — Kookie, você poderia me levar a Elfland algum dia? Por favor! Por favorzinho!!! — implorou, feito uma criança manhosa.
— Eu não sei, hyung. Acho que esse lugar seria muito perigoso para você — temeu.
— Mas você vai me proteger e eu prometo nunca sair de perto. Por favor!!! Please! — Usou até mesmo uma palavra estrangeira que Jeon não fazia ideia do significado. Olhou para a expressão pidona do seu amado e não foi capaz de resistir.
— Tudo bem, porém só por algumas horas. E temos que pedir autorização de Vossa Majestade antes.
Jimin ficou tão feliz que abraçou o elfo com o máximo de força que conseguia, abrindo o sorriso mais adorável e belo que o moreno poderia presenciar, e ele faria de tudo para continuar causando esse tipo de sentimento no seu humano. Os dois passaram os próximos minutos conversando sobre os poderes místicos de Jungkook.
❨♔♚♔❩
Kim Namjoon caminhava rapidamente à procura do monarca e estava afoito. Ao seu lado se encontrava o ser místico, que também não tinha uma expressão muito relaxada em sua face. Eles pararam diante da porta da sauna e pediram ao servo que a porta fosse aberta. Não queriam atrapalhar a privacidade de Min, mas era um assunto de vida ou morte.
O soldado se colocou à frente, entrando no local e encontrando o rei e o curandeiro real submersos em uma das grandes banheiras de água quente. Os olhos de Taehyung se arregalaram, mas Yoongi se mostrou natural diante da situação.
— Me perdoe, Majestade — o guerreiro disse, mantendo a cabeça baixa para não fitar os corpos desnudos dos dois jovens. — Mas algo urgente surgiu.
O soberano bufou internamente. Namjoon era de fato especialista em atrapalhar os bons momentos da sua vida.
— Se não for urgente, vou pedir para o Jungkook queimar a sua língua, garoto! — esbravejou. Não queria ter que sair daquele momento gostoso que estava tendo com seu parceiro.
— Acredite nele, Majestade. É urgente! — dessa vez foi o elfo quem se manifestou.
Ok. Agora o monarca finalmente acreditou e seu coração começou a palpitar forte contra o peito, imaginando que estava prestes a ficar em perigo. Levantou-se, sem vergonha de ter seu corpo exposto, até colocar suas vestes vermelhas com dourado. Taehyung fez o mesmo, vestindo suas roupas de seda arroxeadas.
— O que está acontecendo?
— São os elfos. Eles estão próximos... — o soldado revelou, e tal informação fez com que o corpo todo de Min se amolecesse. — Mas não são tantos como da última vez. Creio que sejam cerca de dez deles.
— O que eles querem, inferno? — Yoongi caminhou até Taehyung e segurou sua mão, entrelaçando os dedos. Precisava de um amparo, e aquele era um gesto que ao menos lhe fazia sentir-se mais seguro. — Acho que fugir não é uma opção agora. Precisamos conversar e tentar um acordo.
— Posso conversar com eles, se me permitir, Majestade. Conheço o líder. — O de orelhas pontudas tomou a iniciativa, ainda que estivesse um tanto receoso sobre sua própria ideia.
— Você faria isso, Jungkook?
❨♔♚♔❩
Os elfos se encontravam parados diante do portão principal do Gyeongbokgung, montando seus cavalos. Suas expressões eram sérias, irredutíveis. Aguardariam ali por dias se fosse preciso, até conseguir o que almejavam.
O general Jeon caminhava em direção a saída, ainda do lado de dentro do palácio. Estava sozinho e não fazia ideia do que poderia encontrar do lado de fora, e de certa forma, fora uma das primeiras vezes que sentira medo. Jimin havia teimado consigo para ir junto, mas conseguiu convencê-lo a ficar com os outros, em um lugar seguro. Prometeu que voltaria bem, então precisava tomar coragem para resolver a situação de uma vez por todas.
Quando por fim chegou ao grande portão, respirou profundamente e deu sinal para que os servos o abrissem.
Ao ver as criaturas do clã Huihuai, ele estremeceu. Eram como ele, tinham poderes especiais e, apesar de conhecer o líder, não fazia ideia de quem eram os demais indivíduos ali presentes, sendo assim, não sabia quais eram as suas habilidades mágicas. Eram oito homens e duas mulheres, a maioria de cabelos loiros e compridos, cada qual tinha uma cor diferente de olhos: azul, amarelo, violeta, verde, rosa. As vestes eram diferentes das suas, pois pareciam ter um brilho a mais, além de cores vibrantes.
Um deles desceu, deixando o cavalo de lado e caminhando na direção de Jungkook. Era um elfo relativamente baixo em relação ao de fogo; seus olhos eram azulados e seus cabelos tão platinados que quase tornavam-se brancos. O sorriso sádico era presente em seus lábios, até parar diante do maior e lhe fitar dos pés à cabeça.
— Você cresceu bastante, irmãozinho!
— Wei Yee-Ka?
¹ Plantas medicinais analgésicas e anestésicas.
Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro