Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

🌈X. Jimin e Jeongguk tiveram os deles.


Olhando para o cômodo vazio, Jimin encheu-se de recordações. Era estranho e engraçado lembrar de Jungkook e de todos os momentos que passara com ele ao invés de Somin. Mas de certa forma era reconfortante, afinal, naquela manhã havia acordado com uma disposição surreal, não sabia dizer se era por ter finalmente resolvido as coisas com a sua agora ex-mulher ou pelo fato de estar começando uma nova vida. Porque, para Jimin, era isso o que aquela mudança significava: uma nova vida. Parecia impossível se sentir mais feliz, céus.

Girou seu corpo, observando detalhadamente o que estava deixando para trás e sinceramente, não poderia se importar menos. Finalmente conseguira a sua independência tão sonhada e não sentiria falta de nada do que representava o seu passado. Se esse fosse o preço para ter uma vida ao lado de Jungkook, estava até que barato demais.

Não conseguindo esconder a sua alegria, deu um sorrisinho e respirou aliviado.

— Já ‘tá tudo pronto, anjo? — Um Jeon ofegante por ter carregado diversas caixas por aí em um prédio enorme de treze andares chegara no batente da porta aberta. — Está tudo bem?

Jimin sentiu a presença do corpo ao seu lado e ainda assim não parou de admirar o cômodo alheio.

— Ah, sim, sim. Tá sim. — Respondeu, com um pequeno sorriso. Agora, apreciando o céu limpinho da manhã. Ambos permaneciam de frente para a grande janela escancarada, com o sol se fazendo mais presente do que nunca.

— Tem certeza? Parece que alguém te hipnotizou ou, sei lá, viu um oásis no meio do nada. — O Jeon disse, mirando o loiro com um olhar curioso e este acabara rindo fraquinho.

Jimin finalmente olhou para Jungkook, que arregalou um pouquinho os olhos amendoados e não conseguiu parar de fitar os semelhantes que mais pareciam um gigantesco oceano. Aquela sensação de se sentir mergulhado era única e diferente a cada momento que o moreno a sentia chegar. Não era justo, Park Jimin realmente sabia como deixá-lo maravilhado com tão pouco. Movimentou sua boca, como alguém que quisesse dizer algo, mas nada saiu. Esse era o efeito do outro sobre si, não podia simplesmente ignorar aqueles olhos de oceano.

— Você que parece estar hipnotizado. — Sorriu pequeno, observando a boca de lábios finos e vermelhinhos permanecer meio entreaberta para logo deixar um selinho. — Fecha a boca porque senão entra mosquito, Ju.

Saiu do cômodo, deixando Jungkook parado apenas o acompanhando com o olhar. Droga, o efeito Park Jimin realmente era muito eficaz. Balançou a cabeça, acordando de seu transe para segui-lo. E, ambos do lado de fora, olharam uma última vez para dentro. Ao passo que Jimin girava a chave para fechar a porta, um peso enorme parecia finalmente sair de suas costas. Ele estava se sentindo livre, quiçá pudesse sair por aí ao lado de Jungkook voando para vários lugares em Lucie. Logo, assim que se virou para o corredor, notou que o moreno estava com sua mão levantada, chamando o Park que não hesitou e a agarrou com sua semelhante.

E fora exatamente desse jeitinho que ambos chegaram na recepção, de mãos dadas como se definitivamente houvessem se tornado apenas um só. No entanto, antes que pudessem dar adeus de vez para aquele lugar, um rapaz esguio, com covinhas aparentes se fez presente.

— Sr. Park! Então é verdade que você e a Sra. Somin se separaram porque vocês dois chifraram um ao outro? — Perguntou animado, como se aquilo fosse uma notícia de caráter mundial.

Jimin e Jungkook se deixaram levar pelas altas gargalhadas, não acreditando na capacidade que Namjoon tinha de ficar sabendo rápido demais das coisas. Assim, segurando um pouco a risada, o loiro levantara a mão que estava entrelaçada com a do moreno e disse:
— Bem, eu acho que é verdade sim.

O porteiro olhou para ambas as mãos com o rosto um tanto surpreso.

— Só um minuto, você disse que “os dois chifraram um ao outro”? — Jungkook questionou enquanto limpava uma lágrima que temeu a sair após tanto rir. — Sim! A Sra. Somin passou por aqui ontem a noite toda saltitante e foi embora em um conversível vermelho com um estrangeiro bonitão. Ele era realmente muito bonito, todo fortão e essas coisas do tipo, eu fiquei “wow”. — Proferiu com uma das mãos no queixo, parecendo tentar se lembrar de cada detalhe.

Jungkook imediatamente parou de sorrir, olhando preocupado para o loiro. Não demorou para que o visse jogando seu corpo em cima de si, continuado a dar altas risadas. Qualé, com o que o Jeon teria que se preocupar? Seu anjo parecia tão feliz que nada mais parecia importar e sabia como a relação dele com Somin estava mais para amizade do que qualquer outra coisa.

— Jesus, — O loiro disse ofegante, segurando em sua própria barriga. — a labareda que existe dentro de Somin nunca vai apagar, essa é a única certeza que eu tenho em minha vida. — completou, brincalhão, e acabou por arrancar risadas dos outros dois.

— Enfim, fico feliz por vocês! Parece que tudo acabou dando certo no final.

O Park e o Jeon se entreolharam, sabendo que o que o Kim acabara de dizer também era uma grande verdade. Eles realmente deram certo no final, apesar do caminho difícil que envolveu muito receio, ambos estavam felizes e, o mais importante, estavam juntos. Talvez, essa também fosse uma das poucas certezas que Jimin tinha em sua vida.

Após se despedirem do porteiro Kim, saíram do edifício. Havia sido questão de tempo para que Jungkook agarrasse o loiro ali mesmo do lado de fora, sem dar a mínima para aqueles que podiam olhar. E, quer saber? Que olhassem mesmo, o amor deles era bonito demais para não ser admirado. Qualquer forma de amor sempre irá ser fascinante demais para não ser contemplada. Era exatamente isso o que Jimin aprendera nesses últimos meses convivendo e amando Jeon Jungkook; que nenhuma forma de amor deve ser discriminada. Para ele, o tempo voava demais para que simplesmente parasse de viver tudo o que há para viver, e era por isso que ao lado de Jungkook iria se permitir de todas as maneiras.

                                   (...)

Jeon Jeongguk! — Seu grito reverberou por todo o cômodo, e foi fácil chegar até os ouvidos do moreno quando a sua casa ainda era tão pequena.

E, bom, ele ao menos tinha se assustado com a potência aguda da voz do seu namorido. No último ano havia se tornado comum que Jimin gritasse 24 por dia, totalmente em tempo integral.

Era uma tortura, diga-se de passagem. Jeon teve que revirar os olhos às escondidas — Park os arrancaram fora caso o fizesse em sua presença. Jeongguk se perguntava o que fizera daquela vez para despertar a ira do pequeno, o que não era muito difícil de se acontecer.

Viver uma vida a dois era realmente complicado. Mas a sua filosofia era “Enquanto existisse amor, ele poderia suportar tudo, menos toalhas molhadas em cima da cama e louças acumuladas na pia”.

— O que foi, Jimin? — Seu tom de voz era tremendamente cansado quando o loiro brotou em sua frente soltando fogo pelas ventas.

Era domingo, estavam aproveitando o dia inteiro de folga visto que não seria necessário bater ponto na boate, mas o Park já se mostrava tão estressado logo pela manhã. Seu plano de fazer amorzinho naquele dia estava indo por água abaixo.

— O que foi, Jimin? — Grunhiu, desdenhoso. Jeongguk franziu o cenho. Park estava se tornando um grande de um encrequeiro. Já na cabeça do loiro, ele tinha total razão para se mostrar tão puto. Qual é, viver com seu namorado era uma maravilha, mas tudo que falava para ele entrava por um ouvido e saía pelo outro, caramba. — Eu já te disse que o Bear não é mais bebê pra tomar leite, Jeongguk! — Brandou.

Aquele era o tópico número um da lista de motivos pelo qual eles brigavam: Bear, o filhinho deles. O mais mimado da casa que havia chegado a seis meses atrás e que os deixavam de cabelo brancos. Como toda criança, o danadinho era muito do bagunceiro e a especialidade dele era sair quebrando coisas por aí.

— Mas, amor…

— Mas amor, nada! Caramba, ele precisa de legumes para ficar fortinho! Como você quer que o nosso filho cresça com saúde? Além de você dar leite toda hora a ele, vai matar o garoto de diabetes e lombrigas de tão doce! Não são nem 11 horas da manhã e você já encheu Bear de açúcar.

Jeongguk não conseguiu conter a risada, deixando Jimin ainda mais vermelho de raiva.

— Caralho, vocês brigando assim nem parece que estão falando de um coelho. — Ambos nem precisavam olhar para saber de quem se tratava, mas lá estava Taehyung no batente da porta segurando Bear em mãos, o filhotinho preto do casal-DR.

Era comum o moreno aparecer na casa deles assim, do nada, sem ter sido convidado e anunciado antes de entrar. Jimin e Jeongguk já estavam acostumados, não só com a folga de Tae, mas também do namorado dele e de Seokjin. Já estar acostumado não impediu que o loiro bufasse.

Mas logo sua expressão se desmanchou ao ver seu pequeno Bear o olhar com um bigodinho de leite no rostinho, os mirantes brilhosos tão grandes e alarmados como se tivesse sido pego no flagra por seu papai loiro.

O Park não resistia tamanha fofura.

— O que você está fazendo aqui? — Se encaminhou para pegar o pequeno bebê do colo do outro, deixando nítido o seu ciúmes. Seu filho era mais importante do qualquer coisa, e Taehyung acabou gargalhando pela acidez do mais baixo. A vida de casado estava afetando no humor do seu amigo e ele ainda nem tinha um anel no dedo.

— É assim que você costuma tratar as visitas? — Estalou a língua no céu da boca, provocativo, e Jimin fez careta ao o ver pular em cima da sua cama e se juntar ao seu namorado folgado.

— Você não é mais visita, Tae. Você é encosto. — Sua expressão era de desdém, mas o outro não poupou a risada. O loiro havia se tornado a risco, mas isso não era um problema para o seu amigo, ele achava divertido até. — Acho que a chave reserva deveria ser sua, vive mais aqui do que na sua própria casa.

— Está vendo como ele está? — Jeongguk quis pôr lenha na fogueira, tentando não rir ao que o Kim fez uma cara incrédula para si também; falso. — Um gatinho raivoso.

— Jimin se tornou um linguarudo sem causa. — Ele e Jeongguk haviam se tornado uma bela dupla em arrancar a paciência do Park, este que pedia clemência e paz a Deus.

— Se gostam tanto de falar de mim juntos, estarei me retirando para que fiquem mais à vontade. — Grunhiu, resolvendo seguir até a cozinha para pedir o almoço por serviço delivery, mas foi interrompido pelo Kim antes que o fizesse.

— Sua mãe me procurou novamente. — A voz dele soou hesitante, então Jimin prendeu a respiração. Estava se tornando comum que o mais alto aparecesse com aquele assunto. — Queria saber sobre você.

Jeongguk estava calado no mesmo lugar. Nunca tinha nada para falar sobre aquilo, sabia que mexia muito com Jimin tal assunto, embora já houvesse se passado um ano desde que a vida dele mudou. O Park ainda sofria muito, e Jeon sentia que deveria mudar aquela situação, mas o seu futuro marido ainda era orgulhoso em relação ao que aconteceu no passado, e o moreno não o julgava por isso.

— Eu ainda não entendo o porquê você insiste em me falar sobre isso, Taehyung. — Resmungou, virando para ele outra vez, que sentou-se na cama. — Aquela mulher não me diz respeito.

— Eu sei que ela te magoou muito, Jimin. — Ponderou. — Mas dá pra ver que ela te ama muito e só está à espera de um sinal para se aproximar novamente. Ela também já foi muito maldosa comigo, porém está tentando se redimir.

O Park, por sua vez, riu nasalado. Ele não conseguia confiar em uma pessoa que nunca o respeitou de verdade.

— Eu não consigo, Taehyung. Um dia quando eu sentir que devo deixá-la provar que se arrepende pelo que disse e fez, eu o farei.

E foi isso. Essa era a sua decisão desde que a mágoa o fez mais frio em relação a sua família. Agora ele tinha mais prioridades em sua vida, essas como cuidar do seu filhote e tentar passar um dia sem querer arrancar o cabelo por discutir tanto com Jeongguk.

                                 (...)

Jeon estava em uma pilha de nervos. Um relógio cronometrado prestes a explodir, e o motivo era Park Jimin. A) porque o bom andamento dos seus planos dependiam unicamente dele, b) o Park parecia ainda mais estressado aquela tarde e com aptidão extra para discutir e c) já falou que seu plano envolvia unicamente Park Jimin?

Era isso. Hoje era um grande dia, e o moreno estava planejando esta noite a milênios, mas tudo estava indo por água abaixo porque Hoseok acreditou ser um bom plano fazer Jeongguk fingir que esqueceu o aniversário de namoro entre ele e Jimin para deixar o dia ainda mais emocionante.

Porém, como já era o esperado, o baixinho estava o acusado de tanto quanto era nome aquela hora que o moreno jurava que já estava quase desistindo da surpresa.

Desde quando Jimin havia se tornado tão arisco aquele nível? Era torturante, porém era ainda mais o desejo infindável que Jeon sentia de colocar um anel no dedinho daquele cantor que agora se mostrava rabugento. Jeongguk sustentava a teoria de que a falta da presença de seus pais estava o afetando mais do que tudo.

E, bom, ele resolveria isso porque sabia que a felicidade do homem que amava era mais importante do que qualquer coisa.

— Eu não acredito que você me tirou de casa, me pediu em namoro, me fez morar com você para se esquecer do nosso primeiro ano de namoro, Jeon. — Ele trouxe a sua raiva a tona novamente, batendo na mesma tecla desde que chegou às 18 horas da tarde e Jeongguk começou a se arrumar para ir a boate.

O que também estava deixando Jimin rangendo os dentes porque resolveu tirar o seu dia de folga para ter uma noite especial com o cara que dizia lhe amar, mas este estava mais preocupado em se exibir na boate.

— Eu já pedi desculpas, amor. — O moreno choramingou diante o espelho, se vestindo bem demais para quem apenas iria ficar praticamente pelado para uma multidão de gente, mas, bom, Jimin não tinha reparado nisso. — Por isso que eu estou te chamando para a gente ir comemorar lá na boate também. Você sabe, o Jackson libera as bebidas de graça para o funcionários.

O loiro ficou incrédulo.

— Eu lembro que você já foi mais romântico antes. — Cruzou os braços vendo o outro se embelezar todo. — Acho que já se acostumou por me ter tão fácil. Quero ver quando você me perder. — Resmungou, e o moreno sorriu antes de se virar por completo e tentar abraçar o pequeno, encontrando uma falsa resistência da parte dele.

— Nós nos amamos, e eu sei que você nunca seria capaz de me deixar assim porque eu nunca irei te deixar também, anjo. — Sibilou, Jeongguk sabia o quanto aquele apelido amolecia Jimin. Ambos lembravam de antes quando a paixão que eles sentiam um pelo outro era um misto de sensações novas e arrebatadoras. — Vamos, se vista com a sua melhor roupa. Te prometo que você não irá se arrepender de hoje à noite.

No fundo dos olhos amendoados, Jeongguk conseguiu encontrar um brilho de curiosidade e selou a boca carnuda do seu amor. Sabia que o tinha o convencido mais fácil do que imaginou. O Jeon não era mais um safado em ascensão depois de conhecer o Park, e hoje, se tudo desse certo, ele seria um homem com um anel no dedo anelar. Ainda mais compromissado com seu amor.

E esperava estar fazendo tudo certo e boas escolhas quando inventou para o loiro que Taehyung e Hoseok haviam levado Bear para passar um tempo com a lontra que eles haviam adotado. Era uma amizade pouco provável de dar certo, mas Jimin dava uma trégua na rigidez pois sabia que as fotos que Tae o enviaria desse encontro depois seriam as mais fofas do mundo.
 
Bom, naquele dia, Bear iria encontrar Boo, mas não no ambiente do apartamento do casal-escândalo.

Na boate, nada estava diferente do habitual. Tinha pessoas de fora do âmbito de convivência deles, mas todos ali, de alguma forma improvável, conhecia o gogoboy que havia se tornado o novo gerente da boate e o cantor real oficial do estabelecimento, que agora já havia ganho um contrato com uma boa gravadora e que em breve estaria lançando seu primeiro álbum.

Jeon lembrava dos vários momentos de felicidade que viveu com seu pequeno nesse meio tempo. Desde que o Park se livrou das amarras do preconceito, ele estava vivendo novos horizontes. Foi um passo para que uma gravadora tivesse conhecimento do seu trabalho e entrasse em contato consigo. Jimin havia ficado tão feliz e surpreso naquele dia que Jeongguk jurou que ele teria uma parada cardíaca. Seu amor estava se tornando cada vez mais reconhecido e, como um exibicionista que era, Jeon tinha orgulho de mostrar o seu nenê aos quatro cantos.

Agora ele finalmente estava seguindo de vez o seu sonho. O engraçado foi a surpresa que Jimin disse ter ao descobrir que o produtor musical que trabalharia consigo era Min Yoongi, o tal do morador macabro do 203 que o Park jurava ser um sádico perigoso. E, bom, ele não negou que seria, mas o casal amou tê-lo conhecido além dos boatos, afinal, o sorrisinho gengival do Min desmanchava qualquer receio que antes tiveram em relação aos seus fetiches que o fofoqueiro Namjoon continuamente contava ao Park.

Então, de forma inusitada, todos que ligeiramente foram citados na história deles deveriam fazer parte daquele momento aos olhos de Jeongguk. Ao entrar no espaço iluminado por um globo de luzes e pessoas espalhadas pelo recinto, Jeon sorriu por reconhecer cada um presente ali. Uns mais distantes do convívio deles, e outros tão importantes quanto.

Jimin, por outro lado, se sentiu confuso quando seus olhos pairaram em Somin, que agora se mostrava como uma raposa ruiva que figuramente deveria ser, ao lado de um homem alto e forte que lhe sorriu como se o conhecesse há tempos. A surpresa o bateu forte ao também reconhecer Namjoon, Yoongi e a esposa dele naquele meio além dos seus amigos e seu pequeno bebê nos braços de Taehyung.

Fitou Jeongguk, perdido, sabendo naquele momento que o seu namorado estava o aprontando algo. Suas sobrancelhas estavam franzidas, porém o loiro sorria.

— Nada mais justo do que convidar os nossos amigos para uma noite tão importante quanto essa, não acha? — Ditou diante a expressão do outro, apertando ainda mais ambas as palmas juntas, o puxando para a grande mesa onde todos os outros estavam reunidos em meio ao salão. Ao passar por entre algumas pessoas, seus colegas de trabalho, entre eles Jackson, o sorriram com uma expectativa transbordando os olhos.

Jeongguk não conseguiu conter a alegria.

E foi assim que puxou uma cadeira para o seu homem, ao redor de todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que eles chegassem a aquele momento tão importante na vida deles.

— Meu Deus, que surpresa — O Park sentou-se fitando catatônico cada um ali ao seu redor. — Não esperava ver vocês reunidos assim tão cedo.

— Não poderíamos deixar de reivindicar a nossa presença em cada momento importante da sua vida, bobinho. — Somin soou brincalhona, e só naquele momento que o Park se deu conta do quanto sentia, de alguma forma, falta da, agora ruiva, em sua vida.

— Meu aniversário de namoro é tão importante assim para vocês? — Ele riu, antes de apontar para o moreno ao seu lado. — Percebo que esse daqui nem parece ser o meu namorado então.

Jeongguk semicerrou os olhos em direção ao outro, que sorriu sapeca.

— Vejamos que eu já estou sendo esculachado mais cedo do que eu esperava. — Descontraiu, antes que o Park o sibilasse que não estava brincando.    

Quem diria Jeongguk, o homem que jurou não gostar de se envolver e que não queria pensar demais no loiro enrustido, agora estava prestes a se ajoelhar e o questionar com a frase que deixava qualquer cara nervoso por aí. Era um misto de sensações novas, mas tão boas quanto qualquer outra. Então lá estava, Jimin o olhando com um meio sorriso no rosto, em surpresa total, porém com as íris brilhando no que o Jeon sabia ser felicidade. Não mais precisava de hesitações e amarras, era justamente aquilo que desejavam. Nunca antes Jeongguk teve tanta certeza diante uma proposta, e Jimin já sabia qual seria sua resposta para o que estava esperando.

Certo do que queriam, como se ambas as mentes se comunicassem por telepatia, o Park se pôs de pé assim que o moreno gentilmente o pediu para fazer, levando ambos os corações a uma injeção de ansiedade em seus peitos. Foi em frações de segundos que todo o barulho ao redor se cessou, mas fitares se voltaram para eles, e ambos trocaram sorrisos cúmplices.

Jeon estava certo de si quando se ajoelhou diante do seu futuro marido, e este soltou uma risadinha que confirmava a todos que ele não estava totalmente surpreso pelo pedido. Além disso, se sentia alegre demais para discenir qualquer coisa que não fosse a resposta que já estava pronta para escorregar da sua boca, quando a pergunta lhe foi feita:

— Park Jimin, — Jeongguk não conseguiu conter seu riso frouxo, tamanha a satisfação que tomava o peito — eu não preciso te dizer que estive te amando por mais dias do que um dia eu achei que seria capaz de amar alguém. Você sabe, eu cheguei na sua vida de repente, te puxando para mim com intenções que não eram totalmente iguais a que eu tenho hoje porque você me conquistou além da carne. Você me tem para si de corpo e alma agora. Pois, se antes era apenas o desejo de te beijar enlouquecidamente, hoje eu quero te beijar e ter você por completo enlouquecidamente. Eu quero que sejamos oficialmente um do outro, carreguemos um pedacinho um do outro por aí e que sejamos conhecidos pelo mesmo sobrenome. Por isso, meu amor, você aceita se casar comigo?

O barulho que tomou todo o ambiente fora ensurdecedor, e Jeon não precisava limpar as lágrimas que borravam a sua visão para ver claramente que Jimin também chorava em conjunto consigo. Era algo inesplicavel. Tudo ali era tão clichê, Jimin já viu aquela cena mais de mil vezes em filmes de romance por aí, mas nunca acreditou que um dia ele estaria ali, naquela posição, e não numa cena forçada que o deixava com o peito dolorido, e sim como se encontrava agora sabendo que, sim, ele poderia ser inteiramente feliz. Ele tinha esse direito. Ainda mais de se sentir realizado ao lado do homem que amava.

Diante disso, não tardou para que Jimin desse voz a sua maior certeza. Agora ele tinha mais um momento feliz para sobrepor a todos os outros de choro. Porque Jeongguk o ofereceu uma infinidade de acontecimentos que só o proporcionava alegria, e ele nunca mais iria deixar de agarrar cada uma delas com unhas e dentes. Então, esse era o seu:
   
— Jeon Jeongguk, eu aceito tudo quando se é estar do seu lado. — Suas lágrimas permeavam o seu sorriso. Seu choro não deixaria de existir, porém, era claro para si, ele só choraria de alegria. — Você sabe a resposta. Milhões de vezes sim, eu aceito me casar com você.
   
Porém, enquanto eles se mantinham no próprio mundinho à medida que palmas se reverberavam por todo o salão, outra presença se fez sem que ambos tivesse consciência, a não ser os seus amigos.
      
— Cheguei muito tarde?
      
Não precisava de muito para que Jimin reconhecesse aquela voz fraca. Fazia um ano, mas ele nunca seria capaz de desconhecer a voz dela.
   
Então, não querendo, por peça do destino, se enganar com suas próprias ilusões, sua cabeça se virou lentamente para trás. Mas não era uma mera ilusão. Jihoon estava lá, bem vestida, o fitando com uma fragilidade que o loiro nunca viu antes.
   
Ele a conhecia bem. Sabia que a mulher estava à beira de um choro, e o Park tampouco sabia o que pensar. Mas uma certeza era válida, ao olhar para o rosto tão maltratado pelo tempo, Jimin reconheceu que nada seria o suficiente para derrubar o amor que sentia por sua progenitora.
   
Era isso, não era? O amor sempre vence qualquer obstáculo e dor. E, embora ela tivesse feito o sofrer por muito tempo e que ele ainda não saiba que possa a perdoar por tudo, ainda daria vazão ao fato de que aquela era a mulher que amava antes mesmo de vir a vida. Tudo o que fez, todas as amarras que criou ao redor de si mesmo foi por amar a ela.
   
E, se ela não soube reconhecer antes que o amor estava acima de cada diversidade e obstáculo, Jimin o faria agora, ao ver a sua figura tão hesitante diante todos eles. Se Park Jihoon estava ali, Jimin sabia que ela estava aprendendo o real significado de amar e estava feliz por isso.
   
— Ainda tem um lugar para mim? — Ela voltou a questionar, e o loiro teve consciência que ela não queria apenas resposta sobre um lugar na mesa, e sim no seu coração também.
   
— Sempre vai ter um lugar para a senhora, mãe.


Oi, pessoas, é isso, chegou ao fim. E eu sei que CENPSG não é a melhor fic do mundo tampouco teve um bom desenvolvimento, eu concordo que teve vários erros nem um pouco atraentes na fic, mas eu espero que alguém aí do outro lado tenha aproveitado ao menos um pouquinho dessa breve história.

Por último, queria agradecer as poucas pessoas que acompanhou a fic, inclusive as fantasminhas haha Sou agradecida a cada um de vocês que tiveram paciência quando eu simplesmente esquecia de atualizar nas quintaskkk

Okay, deixando uma última despedida aqui: Tchauzinho, meus amores! Entrem no meu perfil para mais histórias e até a próxima fic💜

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro