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⊰ nosso conto de fadas ⊱

Você vai ficar ao meu lado?
Vai me prometer?
Se eu soltar sua mão,
você vai voar pra longe e partir.
Eu estou com medo disso.

— Butterfly, BTS.

🦋

Era impossível colocar em palavras o quão feliz Jeon Jungkook estava. Ele ia dormir sorrindo e acordava no dia seguinte com o dobro de disposição para encontrar a nova namoradinha.

Elle e o garoto viviam grudados brincando na casa um do outro e passeando juntos nos finais de semana. Tanto, que suas famílias notaram a proximidade, e acabaram criando um laço de amizade. Entretanto, a magia chegou ao fim após seis meses...

Uma notícia ruim veio a separar o jovem casal: o pai de Jungkook foi transferido para um hospital em Seul. Sendo um dos mais renomados médicos de Busan, uma proposta de trabalho melhor e lucrativa oferecida à ele, resultou na decisão de mudar de cidade.

Ao saberem, é óbvio que as duas crianças ficaram muito decepcionadas. Apesar de tentarem convencer seus pais, não havia nada que pudessem fazer, exceto aceitarem a decisão.

E o dia chegou mais rápido do que previram.

Na manhã de sua partida, o frio e o céu nublado pareciam combinar com o momento de tristeza. Enquanto o Senhor Jeon terminava de colocar as malas no veículo, o coração do pequeno se partia aos pouquinhos. Jungkook e Elle deram um longo abraço de despedida e prometeram que iriam continuar a conversar, mesmo com a distância.

Ele não queria ir embora. Ver através da janela do carro as lágrimas escorrendo pelo rosto da garotinha, foi sua última lembrança dela. Tirou do bolso da bermuda uma presilha roxa em forma de borboleta — acessório que ela própria lhe entregou, afirmando que o menino teria um motivo para voltar e devolver — e apertou contra seu peito.

Aquela dor insuportável instalada ali, não ajudou a situação. Cedeu ao choro acumulado em seus olhos. Estava sozinho novamente e havia perdido, não só sua namorada, mas sua primeira e única amiga.

Tinha como piorar? Oh, claro que tinha...

Foi difícil se acostumar com a nova rotina em Seul. Tudo lá era mais corrido para a sua cabecinha fechada, mas o resto da família estava adorando o recomeço.

Seu pai — sempre rígido na educação dos filhos — achou melhor o matricular num colégio militar para colocar "juízo" na mente distraída do garoto. Isso, na verdade, não favoreceu nada na hora de tentar fazer amizades como Elle recomendou. Os meninos tiravam sarro de Jungkook e, portanto, o excluíam, pois o menor não gostava de jogar futebol.

Estranhamente, ele não ligava para as coisas que diziam. Chegava em casa e ia direto para o quarto pegar uma folha de papel e uma caneta-tinteiro. Escrevia cartas para Elle, contando sobre suas aventuras e histórias que apenas a mesma entenderia. Demorava, porém ela nunca deixou de enviar uma resposta.

E foi assim a comunicação das duas crianças até completarem seus nove anos de idade.

Com o tempo, suas cartas pararam de receber um retorno. O Jeon esperava ansioso e elas voltavam exatamente iguais; envelope fechado e um "destinatário inexistente" carimbado pelo correio. Ele sabia que significava uma possível alteração no endereço onde ela vivia, então esperou mais um pouquinho criando altas esperanças. As cartas continuaram voltando e o pequeno desistiu.

Elle tinha seu endereço. Se tivesse mudado de casa, já teria enviado o novo, correto? Quanto mais remoía esse assunto, mais ansioso e preocupado ficava.

As estações foram trocando, os anos avançando e os sentimentos que cultivou pela amiga foram sendo reprimidos. Jungkook acostumou a estar somente na companhia dos personagens de suas histórias. Virou um garoto de 17 anos trancado em sua própria bolha, mantendo um total de zero amigos.

Uma noite, no meio do jantar, seu pai anunciou que retornariam para Busan. A novidade pegou-o de surpresa — planejava voltar só no ano seguinte para se matricular numa faculdade local. Sua mãe não gostou, já havia se familiarizado com o ambiente e construído uma rede de venda de bolos caseiros com as vizinhas. Bastou um olhar frio do marido para ela abaixar a cabeça e ser obrigada a concordar com sua escolha.

O contraste entre a personalidade ríspida de seu pai e a inocência do menino, era evidente.

Seus pais organizaram a mudança, e em outubro de 1995, Jeon Jungkook pisou seus pés novamente em sua terra natal. Era agradável longe da cidade grande, podia sentir o ar mais puro e límpido. Além disso, ficou com o segundo maior quarto de sua antiga casa, pois sua irmã fora forçada a casar-se na intenção de unir forças com uma família rica — consequentemente ficando em Seul.

Tinha altas chances de reencontrar Elle. Estava feliz e tendo uma crise de pânico ao mesmo tempo. Não foi capaz de superar seus momentos de maior alegria na vida, proporcionados pela garotinha de sorriso encantador.

"Será que ela lembra de mim?", era o que rondava seus pensamentos ao passo que aproximava-se do colégio no primeiro dia de aula.

A gravata do uniforme apertava seu pescoço de uma maneira irritante que pinicava. Auxiliado pela diretora, foi guiado até sua sala. Seus pés cruzavam o corredor lotado de alunos, analisando com atenção as feições dos jovens e tentando puxar na memória se reconhecia os rostos. Infelizmente, ao entrar, notou não estar na mesma classe que a menina. Em compensação, foi o centro de cochichos e encaradas que não pararam até o intervalo.

Não entendia o porquê daquilo, mas se sentia extremamente desconfortável vendo as pessoas apontando para ele. Pensava ter algo de errado com sua aparência e estava decidido a se esconder em uma das cabines do banheiro, quando avistou Elle no meio de um grupinho de garotas no canto do pátio.

Aquela era mesmo sua amiga? Não esperava que dez anos pudessem ter tanto impacto sobre alguém; seus olhos não desviavam da beleza indescritível da menor. Queria ter tido coragem para falar com ela e lhe dar um abraço, mas o medo foi maior. Seu intervalo se resumiu às quatro paredes de uma cabine, onde os olhares não o incomodariam.

Inclusive, após o término das aulas, não a viu de novo. Foi andando cabisbaixo no caminho para casa, chutando as pedrinhas da calçada chateado. Tinha raiva de si por agir feito um idiota e não ter a capacidade de se comunicar normalmente.

Já previa seu futuro: um velho sozinho e rabugento cheio de gatos, tendo como único amigo seu Braquiossauros de pelúcia.

O Jeon parou frente à arvore grande no jardim de uma casa antiga. O outono havia transformado a cor das lindas pétalas rosas que florescem na primavera em laranjas e amarelas. Andou até lá, pisando em algumas flores caídas na grama, e deu de cara com a última pessoa que esperava encontrar ali.

Talvez, nem tudo estava perdido. Talvez, o destino estava à seu favor. Talvez, não fosse coincidência ele ter parado naquela cerejeira, onde a história verdadeiramente começou. Talvez, o universo desejava que Elle estivesse ali; no lugar certo, na hora certa.

As mãos tremiam e o coração disparava de ansiedade. Seus cabelos castanhos e cacheados continuavam iguais, lindos e impecáveis — seu detalhe preferido nela. A garota sentada sorriu ao vê-lo e o ato projetou um incômodo em seu estômago.

— O-Oi... — acenou minimamente.

— Jungkook! — saudou-o alegre. "Ela não esqueceu", pensou o menino. Apontou para espaço ao seu lado. — Quer sentar?

Tímido, o moreno sentou-se no exato lugar que há dez anos selaram a mágica promessa de amor. Aquela que nunca deixou seus pensamentos.

— Fiquei sabendo que voltou agora pouco. As meninas não paravam de comentar na saída. — A feição de Jungkook se contorceu numa careta confusa. — Acharam você muito bonito.

Ele ergueu as sobrancelhas em choque. Sempre foi o "quatro olhos" que ninguém queria conversar ou fazer dupla. Elle concordava com elas?

— Ah, e-eu achei que estavam tirando sarro de mim... — disse baixinho e ajeitou o óculos.

— Não tem motivo para fazerem isso, Ko... — ela travou ao quase pronunciar o apelido. Corou e corrigiu depressa: — Jungkook.

Um silêncio anormal se estabeleceu entre os dois. O ruído das folhas balançando com o vento e alguns passarinhos cantando num galho da árvore, preenchiam o vazio que formou-se tão de repente.

Jeon segurava a vontade de perguntar a ela sobre as cartas. O porquê de voltarem sem respostas e ter cortado o método mais eficaz de se comunicarem à distância naquela época.

— Elas tem um motivo, sim — respondeu-a, torcendo os dedos. — Já estou acostumado a ser chamado de esquisito.

— Pare de dizer que é esquisito! — Elle rebateu, irritada com o amigo. — Você é especial. Tem uma visão sobre os valores do mundo completamente distinta do resto das pessoas, e foi esse traço específico que me impulsionou a gostar de você, Jungkook. É diferente em um bom sentido, se orgulhe disso.

Ele só conseguiu abrir a boca, perplexo com as palavras. Ficava cada vez mais difícil controlar suas emoções. Porém, uma coisa era certa: a presença dela o confortava e aquecia seu coração. Exatamente os mesmos sintomas incomuns que sentia na infância.

— A melhor parte do meu dia, era quando eu te via depois da aula e nós inventávamos o nosso universo de brincadeiras, longe das problemas da vida real — riu, encarando o céu e relembrando. — Não tive a chance de agradecer por ter me apresentado seu mundo.

— Eu que devo agradecer! Você que me inspirou a escrever. Acho que não percebe o quanto foi... — ele interrompeu a fala e suspirou fundo. — ...o quanto é importante para mim.

Pois é, o pequeno Jeon encontrou um dom. Um talento que combinava com sua criatividade: a escrita. Incentivado pela amiga, ao invés de prender todas as ideias em sua caixinha mental, decidiu transferi-las para o papel. Adorava se expressar por meio dos contos que criava.

Elle estava ao ponto de surtar, porém mantinha uma pose plena e inabalada. Teve até que conter um palavrão no momento que o reviu, afinal o Jungkook de cabelo tigelinha foi enterrado no passado. Sabia bem o que significava aquele formigamento na barriga — efeito causado pelo garoto de beleza angelical, jeitinho gentil, sorriso fofo e óculos redondos.

— Você não mudou nada — soltou uma risadinha e sussurrou quase inaudível: — Eu senti sua falta, Kook.

Os pelinhos da nuca do moreno arrepiaram instantaneamente. Enfim, soube a resposta para a pergunta que atiçava sua curiosidade desde os cinco anos de idade.

Invisível aos olhos, impossível de tocar. Amor... não há como explicá-lo, você apenas o sente. Sente com o coração, sente toda a euforia e paz que ele traz. É o desejo de proteger o outro de qualquer mal, de abraçar e dividir seus sonhos, gostos e defeitos. Há lados bons e ruins; o amor machuca, mas é um risco que todos deveriam correr.

Sim, Jungkook a amava. Não tinha como ignorar o que seu corpo lhe dizia. Estava apaixonado por cada minúsculo átomo que formava a garota radiante diante de si.

— Eu também senti sua falta, Elle.

Tensão no ar, olhares fixos, o calor das mãos encostando e os rostos a milímetros de distância. O típico clichê de filmes adolescentes aconteceu.

Os lábios rosados da morena colaram-se aos do Jeon lentamente. O mundo ao redor simplesmente não importava mais, sua cabeça estava na nuvens. Ele sorriu, desfrutando da doçura viciante de suas bocas unidas, até que perderam o fôlego e se separaram contra a vontade. A lente de seu óculos embaçou por conta da respiração ofegante e do frio da tarde.

A maciez do beijo fez o menino experienciar um dos melhores momentos de sua vida. O segundo de muitos beijos que estava determinado a compartilhar com Elle. Contudo, aquilo indicava que eram namorados novamente? Os dois estavam com as bochechas vermelhas feito tomates, envergonhados demais para definir.

— E-Eu... Não, n-nós... — se enrolou inteiro para falar, o que arrancou um riso dela. — Estamos juntos?

— Só se você me der um chiclete de morango.

Jungkook saltou do chão num pulo e procurou uma nota de dinheiro na carteira, convicto a comprar o doce para sua amada. Elle, porém, caiu na risada, confundindo o pobre menino.

— Estou brincando, bobo! — levantou, ficando cara a cara com o mesmo. A clara diferença de alturas entre eles era fofa. — Tecnicamente, nunca terminamos, né? Infelizmente, tive que parar de te mandar as cartas, porque meus pais proibiram... E perdi seu endereço.

Um sopro de alívio escapou da boca do Jeon. Chegou a pensar que algo de ruim tinha acontecido e isso o assombrou por vários meses.

— Então, não quer o chiclete? Posso ir buscar em alguma lojinha caso queira, é sério!

Ela o impediu de se afastar rodeando os braços ao redor de sua cintura. O abraço pegou-o desprevenido, mas reconfortou sua alma. Também criou coragem para acariciar as mechas encaracoladas e macias.

— Você aqui comigo já é o bastante, Kook. Obrigada.

Ele exibiu um sorriso brilhante, mostrando os dentinhos de coelho. Tê-la tão pertinho, era como ter consigo uma joia rara e preciosa que deve ser cuidada com muita paixão e carinho.

O vento geladinho acompanhava os passos dos dois jovens pelas ruas de Busan. Elle entrelaçou suas mãos e jogou a mochila sobre o ombro. Quem os notava rindo e conversando no caminho, podia reconhecer de longe um casal de apaixonados.

O sonho do garotinho havia se concretizado. Em vez de ler nos livros ou assistir nos filmes, tornou sua história em realidade. Estava longe de ser o príncipe ideal, atraente e másculo, porém não importava. A partir dali, iriam escrever seu próprio conto de fadas.

Para Jeon Jungkook, Elle era a prova de que "felizes para sempre" não é coisa de contos infantis. É mil vezes melhor que isso.

♡︎

sim, sei que demorei desculpa )): mas enfim, parte dois boiolinha check 🙌🏻

eu simplesmente >amo< fazer o jungkook tímido e neném em fic. ele me passa mto essa vibe de namorado fofinho na vida real, e ngm tira isso da minha cabeça bjs

bom, espero que tenham gostado! fiz com muito carinho e carênciakkkkkh amo vcs, galero 💜

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