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thirteen and a beat!

PARK DANBI



Encarei o papel à minha frente enquanto forçava minha mente para ler e reler todas as palavras daquela questão, mas eu sentia que não conseguia entender ou se quer absorver o que ela me pedia. Eu simplesmente não conseguia parar de pensar em Jungkook e aquilo definitivamente estava atrapalhando meu rendimento na faculdade.

Fazia mais ou menos um mês desde aquela festa, um mês desde que começamos a conversar todos os dias, um mês que nos encontrávamos escondidos em algum lugar da empresa durante o expediente, só para dormirmos na casa um do outro no final da noite.

Aquilo parecia um namoro? Sim.

A gente estava namorando? Não.

Eu não sabia o que era aquilo que tínhamos e, apesar de ser bom e divertido, eu sabia que chegaria uma hora de sentar e colocar as cartas na mesa. Talvez esse fosse meu maior medo: descobrir tarde demais que nossos sentimentos um pelo outro são diferentes, descobrir que talvez o meu receio nos impeça de começar um relacionamento de verdade.

Ou talvez isso parta dele mesmo. Talvez Jungkook não queira algo sério e isso fazia total sentido levando em consideração a vida que ele tinha. A nova tour começaria no final dessa semana e eu sabia que não iria ver Jungkook novamente por um bom tempo, então terminar as coisas cortaria pela raiz a possibilidade de um sofrimento à distância, certo?

Esfreguei os olhos com as palmas da mão, me sentindo frustrada, mas principalmente, contraditória. Parecia que eu estava lidando com uma batalha interna, pois parte de mim gostaria muito, muito mesmo, que ele fosse meu namorado e transformar isso que temos em algo sério e construtivo, mas eu sei que isso também significaria acolher e lidar com todos os lados de Jungkook, o que me leva a minha enorme insegurança.

Jungkook era famoso, muito famoso e se fosse pra gente namorar eu sabia que teria que aceitar essa vida dele também.

Por agora, tudo está um mar de rosas, nós conseguimos nos encontrar escondido na empresa e podemos nos ver todos os dias depois do trabalho, mas e com a tour? Eu definitivamente não fui feita pra um relacionamento à distância, disso eu tinha certeza.

Eu gosto de tocar, abraçar, sentir o carinho e o cheiro de Jungkook e eu não sei como iria conseguir com o fato de não pode fazer todas essas coisas durante meses.

— Quinze minutos para o final da prova — meu professor avisou em voz alta para a classe, me fazendo ficar mais nervosa ainda. Dei leves tapinhas na minha bochecha e balancei a cabeça. Eu tinha que me concentrar, afinal, Jeon Jungkook não era um dos assuntos da minha prova.

No começo da tarde, assim que cheguei na empresa, já fui tomada por uma pilha de tarefas. O movimento nessa semana parecia bem mais agitado do que semana passada, o que significa que definitivamente tinha mais trabalho pra fazer também. Minha cabeça latejava a cada barulho de teclado que vinha de dentro da minha sala e o peso dos meus pensamentos parecia levar todo o meu corpo pra baixo, me deixando mais cansada que o normal.

Eu estava com um medo tão grande de digitar uma bobeira do tipo 'Estou com medo de levar um pé na bunda' na minha planilha que eu senti a necessidade de sair daquela sala e ir pra qualquer outro espaço onde eu pudesse ficar alguns minutos sozinha.

Por coincidência, o motivo da minha dor de cabeça estava bem ali na sala de reuniões vazia, sentado em uma das cadeiras enquanto me encarava surpreso com o celular em mãos.

— Eu tava terminando de digitar uma mensagem pra você vir aqui — Jungkook comentou enquanto se levantava e andava em minha direção. Eu tranquei a porta atrás de mim, enfiando as mãos no bolso da minha jaqueta e me encostando na parede. Jungkook tombou a cabeça pro lado quando se aproximou, analisando meu rosto. — Tá tudo bem?

— Tô com um pouco de dor cabeça, só isso — respondi, recebendo um beijo na testa e abraço em seguida. Envolvi meus braços ao redor do seu tronco, fechando os olhos enquanto encostava minha cabeça em seu peito, sentindo o sútil carinho que ele fazia na minha nuca. — Jungkook? — o chamei baixinho, ouvindo seu 'Hmm' para que eu continuasse. — Vou sentir saudades disso enquanto você estiver fora.

Ele riu pelo nariz e eu me senti estúpida demais por ter soltado aquela frase tão melancólica do nada.

— Eu também vou sentir saudades de você — meu coração se apertou de repente. Aquela frase poderia significar tanta coisa e nenhuma delas me agradava. Eu o apertei mais forte contra mim, soltando um suspiro pesado. — Tem certeza de que é só dor de cabeça? Você tá estranha... meio pra baixo.

Neguei com a cabeça, me afastando — mas não muito — e o encarei. Depois de passar todo esse tempo com ele, conhecendo suas manias e seus jeitos, eu sentia como se ler sua expressão facial fosse algo fácil demais. Jungkook era transparente quando tinha que ser e, agora, com as sobrancelhas unidas e o cenho franzido, pude perceber sua aflição.

— A gente precisa conversar — soltei de uma vez antes que perdesse toda a coragem que mal tinha. — A gente precisa conversar sobre nós, sobre isso que temos.

Jungkook suspirou, concordando.

— Eu sei que sim... Era sobre isso que eu queria falar quando resolvi te chamar aqui — senti meu corpo estremecer um pouco de nervoso quando Jungkook pegou minhas duas mãos e entrelaçou nossos dedos. — Mas a gente não vai fazer isso agora.

— Não?

— Não... Eu sei que você tá aflita com isso e eu também tenho pensado muito sobre o que vai ser daqui pra frente, mas eu quero fazer isso da maneira certa e não escondido numa sala de reuniões — sorri, sentindo um pouco de alívio por não precisar lidar com aquilo agora. — Eu pensei que poderíamos sair amanhã, já que é sábado, o que acha?

— Pode ser, mas a Sooah vai estar em casa amanhã, então teria que ser no seu apartamento.

— Não, eu quis dizer sair de verdade. Nada de ficar em casa.

— Sair em público? Não acho que seja a melhor ideia por agora, Jungkook.

— Não é exatamente em público... Só confia em mim, tá bem? — assenti, tentando fazer uma lista de lugares não tão públicos que eu conhecia. Jungkook colocou as mãos nos dois lados da minha bochecha. — Só quero que saiba que eu gosto muito de você, não se preocupa com o resto.

Ele juntou nossos lábios num selinho rápido e depois beijou o topo da minha cabeça novamente. Por algum motivo eu quis chorar, ele tinha falado com todas as letras que gostava de mim e, mesmo assim, eu só conseguia pensar que o pior estava prestes a acontecer.

— Eu tenho que ir agora, mas eu te ligo mais tarde antes de você dormir — ele se separou de mim, mas antes que pudesse destrancar a maçaneta e abrir a porta, puxei seu braço de leve.

— Eu também gosto muito de você.

Vi o jeito que os olhos de Jungkook sorriram primeiro que sua própria boca e logo se transformaram em duas luas minguantes. Ele me puxou pra outro beijo de despedida e saiu da sala.

Me esforcei pra passar o resto do dia sem pensar na nossa conversa, mas obviamente aquilo não deu muito certo. Enquanto terminava minha planilha, meu subconsciente parecia criar todo um diálogo para amanhã, assim como tudo que eu deveria falar caso Jungkook realmente dissesse alguma coisa que a minha cabeça tivesse inventado.

Eu voltei pra casa e, como combinado, antes de dormir ele me ligou, nós conversamos sobre muita coisa e nenhuma delas, por sorte, foi sobre nosso encontro de amanhã. A manhã de sábado parecia ter passado tão devagar e eu não conseguia evitar todo o nervosismo que consumia o meu corpo ao decorrer do tempo. Eu lembro de ter dormido praticamente a tarde inteira depois de almoçar e mesmo assim o horário do encontro parecia não ter chegado.

Às seis eu resolvi tomar um banho e lavar o cabelo, pra ver se as horas passavam mais rápido. Ainda tive que esperar Sooah chegar em casa, pois eu estava usando a desculpa de precisar de ajuda pra escolher uma roupa pra poder desabafar e receber algum conselho que acalmasse meu coração naquele momento.

Quando ela finalmente deu o ar da graça, ela fez questão de brigar comigo por ter enrolado muito pra ter pelo menos começado a escolher uma roupa. Quase revirei os olhos, sabendo que escolher o que eu vestiria era a última coisa na minha lista de preocupações.

— Ele deu pelo menos uma dica de onde era? — neguei. — Assim fica difícil né. E se ele for te levar num lugar chique, sei lá.

— Que lugar chique, Sooah? O Jungkook nem gosta dessas coisas e outra que ele não seria idiota de sair comigo pra um lugar cheio de gente.

Bufei me jogando na cama.

— O que foi que te mordeu hoje? Achei que estaria mais contente com seu encontro.

— Não é isso... Só to aflita com o que ele vai falar pra mim.

— Como assim? — senti Sooah se sentar ao meu lado e levantar minha cabeça, colocando-a eu seu colo.

— Lembra que eu te disse que tava meio preocupada com a tour e que não sabia o que ia acontecer com... nós? Então, ele disse que ia me levar pra sair hoje justamente pra gente conversar sobre isso.

— E você tá insegura achando que ele vai te dar um pé na bunda, já vi tudo — abri os olhos, encarando o queixo da minha amiga. — Se ele fosse terminar as coisas com você, ele não te levaria pra sair né, ele obviamente viria aqui em casa.

— Como você pode ter certeza disso?

— Por que é óbvio, Danbi. É bem capaz dele te pedir em namoro, isso sim — senti meu estômago remexer só de pensar na possibilidade.

— Tenho medo de ser isso também... Como eu vou namorar alguém que passa a maior parte do tempo viajando pro outro lado do mundo?

— Ele vai voltar pra Coréia, não precisa se preocupar com isso.

— Claro que preciso! — me levantei, sentando-me de borboletinha na cama. — Parece muito óbvio pra mim que distância afeta o relacionamento, como eu vou lidar com a saudade e falta da presença dele? Nunca ia funcionar.

— Você já tentou pra falar que não vai dar certo? — Sooah me cortou. — Olha, Danbi, eu sei que é complicado, que te deixa apreensiva toda essa incerteza do que pode acontecer, mas você tem que parar de se importar com isso agora. Foca no presente, no que você e ele querem agora, no que vocês sentem um pelo outro e deixa pra lidar com o futuro quando o futuro chegar.

Lidar com o futuro quando o futuro chegar.

Parece bem mais fácil saindo da boca de Sooah do que realmente praticar isso quando minha mente não consegue pensar em maneiras de sabotar o que eu e Jungkook tínhamos.

— Mas eu tenho medo de acabar me machucando e machucando ele lá na frente — respondi, sentindo meus olhos arderem um pouco pela vontade de começar a chorar.

— E se isso acontecer vocês vão lidar com isso — Sooah pegou nas minhas mãos, as apertando levemente. — Ter o coração partido faz parte da vida e se isso acontecer, tá tudo bem, você vai passar por cima. Mas se privar de fazer o que você quer por medo de algo que talvez nem aconteça, não é saudável... Você já se perguntou pra si mesma o que você quer? Sem pensar nas consequências do futuro, sem pensar no que outras pessoas poderiam achar ou falar. Só o que você quer.

Tirando todas as chances de erro, todos os caminhos errados que eu poderia escolher, tirando todo o medo de opinião alheia e linchamento virtual que poderia acontecer, eu sabia o que eu queria. Estava muito claro pra mim há algum tempo, desde quando me peguei pensando no que ele poderia estar fazendo enquanto nós não conversávamos, ou desde quando eu me sentia confortável suficiente pra dormir ao lado dele sem nem sentir mais vergonha, ou quando eu me pegava pensando nele enquanto fazia as coisas mais banais como tomar um sorvete e me perguntando se ele iria gostar daquele sabor, ou então quando eu sentia meu corpo todo se eletrizar quando ele me beijava e me acariciava, ou quando eu me vi chorando de saudade dele depois beber.

Estava muito claro que eu queria Jungkook, queria tê-lo mais do que eu já tinha, queria tê-lo de todas as maneiras possíveis, queria poder ter o prazer de dizer que ele era meu namorado e que eu tinha tanto orgulho dele que não cabia direito dentro do meu peito.

— Eu quero ficar com ele, é isso que eu quero.

Eu mal percebi quando derrubei algumas lágrimas, mas Sooah as limpou rapidamente e me puxou pra um abraço.

— Você tá na tpm? — soltei um riso, assentindo. — Tá explicado o motivo do choro.

Me levantei, limpando o meu rosto e abrindo um sorriso. Meu coração parecia ter ficado mais leve e minha mente menos confusa. Isso não acabava com o meu nervosismo, óbvio, eu ainda tinha que esperar pra ver o lado de Jungkook, pra ver o que ele queria.

— Bom, agora que eu já decidi o que eu quero, o que você acha de eu ir com essa roupa daqui?

Sooah acabou decidindo que um vestido longo e solto com o coturno seria perfeito caso fosse um lugar mais casual e uma jaqueta de couro por cima caso fosse um pouco mais chique. De acordo com ela, eu estava preparada pra qualquer coisa — e aquilo me fez rir.

Cerca de meia-hora depois, Jungkook me mandou mensagem, dizendo que estava me esperando lá em baixo. Senti meu coração pular forte dentro do meu peito enquanto fechava a porta do apartamento, ouvindo Sooah me desejando boa sorte. O elevador parecia descer muito, muito devagar e no fundo eu agradeci um pouco por isso, mas assim que vi seu carro parado ali, onde ele sempre parava, não consegui evitar um bambeio nas pernas.

Jungkook abriu a porta assim que me viu chegando e eu entrei antes que minhas pernas me abandonassem de verdade e eu caísse de nervoso.

— Você tá linda — ele disse, me cumprimentando com um selinho.

— Pra onde a gente vai? — tentei ser firme na voz, mas pude ouvir ela se quebrando um pouco no final da frase.

— Danbi, fica tranquila, amor — Jungkook disse, acariciando a minha mão e depois me deu um beijo na bochecha. — Você vai gostar da surpresa.

— Odeio surpresas.

Jungkook riu fraco, dando partida no carro.

— Dessa você vai gostar, tenho certeza.



_____

oie!!

anos depois, outro capítulo, mil desculpas pela demora :| 

vocês concordam com a sooah, acham que o jungkook vai pedir ela em namoro? e se for, será que a danbi vai continuar com essa certeza do que ela quer? ahh, tudo pode acontecer no próximo capítulo, digo isso.

me desculpem se tiver algum erro ortográfico, se tiver, podem me avisar ok.

espero que tenham gostado <3 

até mais!


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