Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

Conselhos e um pedido

|The moon rises
And I am becoming you
We were so different
- Let me in, Haseul

Elise sorriu e pegou minhas duas mãos, a colocando por baixo das suas próprias. Sem parar de sorrir, ela respondeu:

- Conheço amor de longe, Haseul. Sei muito bem o que a senhorita sente, não faz muita questão de esconder, não é? Pelo que está passando agora, também já passei, entendo como é difícil. Quero fazer com que tenham um final feliz, o final que eu não pude ter.

Fiquei surpresa, de fato. Nunca imaginei que eu deixava tão claro o que sentia por Kahei, mesmo que tenha descoberto apenas pouco tempo antes. Mas a última frase me intrigou de um jeito estranho, como se eu já soubesse, indiretamente, o que aconteceu apenas pelas histórias que ouvia na cidade nas raras ocasiões que ia para lá.

- Perdão por minha indelicadeza, mas qual foi o final? - Perguntei como uma criança animada para ouvir uma história de seus pais, mesmo que a animação fosse algo que nem de longe eu estivesse sentindo.

- Há alguns muitos anos, conheci uma mulher incrível. Ela era generosa, bela, simpática e tudo que possa imaginar com muito mais, era quase perfeita. Como qualquer jovem, logo de cara me apaixonei e pela minha sorte, ela também disse ser apaixonada por mim. Mas um dia, quando descobriram tudo, fomos separadas, nunca mais a vi em toda a minha vida. Recomecei a vida aqui depois de passar dias em um barco horrível, mas deu tudo certo tirando a parte de não termos ficado juntas como queríamos.

A história tocou meu coração de um jeito que não imaginei ser possível. Fiquei tão triste por ela que precisei me esforçar para não chorar, talvez porque eu soubesse que algo parecido poderia acontecer comigo, seja com Kahei ou não.

Elise se levantou e foi preparar uma sopa enquanto eu fiquei sentada no mesmo lugar. Olhei novamente para o relógio e já era quase oito da noite, comecei a me preocupar. Conhecendo bem a família de Kahei como conheço, agora talvez estivessem comendo o jantar, começariam mais um pouco e iriam dormir. Logo mais daria meia-noite e portanto, ela iria fazer a visita que eu mesma pedi, mas como avisá-la de que provavelmente dormiria aqui?

- O que está te preocupando, querida? - Elise perguntou colocando o prato de sopa na minha frente junto com uma colher.

- Pedi para Kahei me visitar depois da meia-noite. Estou preocupada, se eu não voltar, meu pai pode encontrá-la.

A sopa estava ótima, como sempre. Elise era de longe a melhor cozinheira que eu conhecia. Comecei a comer tão rápido que ela precisou pedir para eu desacelerar um pouco.

- A senhorita quer voltar? - Fiz que não. Não enquanto minha mãe estivesse fora e meu pai, bêbado. - Posso trazê-la para cá, gosto de companhia.

- Onde a senhora dormiria? - Perguntei e passei a mão pelos cantos da boca, peguei o prato já vazio e me levantei, o colocando na pia da cozinha.

- Tenho um colchão, já as senhoritas podem dormir em minha cama sem problemas.

Concordei com o plano e assim me deitei para descansar um pouco. Meu corpo estava dolorido e os cortes coninuavam latejando um pouco, mas não reclamaria, tive muita sorte de nenhum pedaço de vidro ter entrado. Observei Elise arrumar o colchão do lado da cama, quando terminou de organizar os cobertores e os poucos travesseiros, se deitou e voltou a conversar comigo.

- Ama Kahei de verdade? - Foi sua primeira pergunta, fiquei aliviada por finalmente encontrar alguém que me entendesse.

- Acredito que sim, mas estou com medo. Logo ela irá se casar, não quero ficar com alguém que está em um casamento, me sentiria mal comigo mesma.

- Aproveite que ainda tem tempo e fale. Kahei é boa, muito boa, diferente dos pais dela, tome cuidado com isso. Vou rezar para que fiquem juntas e felizes.

Não respondi, apenas fechei os olhos e sorri com minhs própria imaginação me mostrando um futuro bom, onde não seríamos vistas como pecadoras. Em algum dia isso aconteceria? Provavelmente não estaríamos vivas, mas gostaria de que pessoas como eu não precisem passar por tamanhos problemas e preconceitos por uma coisa tão bela quanto amar alguém.

Adormeci sem nem ao menos ter a chance de lutar contra o sono, quando percebi, estava sendo acordada por alguém que fazia carinho em meu cabelo e brincava com os meus dedos da mão. Abri os olhos um pouquinho, com certa dificuldade, mas vi Kahei ali, me observando como se assim pudesse cuidar de mim. Quando percebeu que acordei, deitou-se ao meu lado na cama pequena e abraçou-me, sussurando para que voltasse a dormir. Assim o fiz, tranquila por finalmente estar com quem queria.

Mas no dia seguinte, ela não estava ali. Foi como um sonho, um sonho bom e perfeito, totalmente meu e que somente me pertencia. Não ela em si, meu amor por ela seria mais adequado dizer, já que logo ela estaria casada com um homem.

No fim, voltei para casa naquele dia mesmo, mas mamãe ainda não havia voltado. Eu me recusei a comer nos mesmos horários e locais que meu pai, não queria encará-lo com os hematomas feitos por ele aina doloridos no meu corpo, então fiz todas as refeições com Elise e Anthony, como descobri se chamar o empregado que cuida dos cavalos e dos filhotes da minha gata, que não saía de perto dela.

Minha mãe retornou e disse que minha tia me convidou para passar alguns dias lá, mamãe parecia radiante de tão alegre, durante todo o dia me encheu de carinho e amor, ficando revoltada quando contei-lhe do ocorrido dias antes, mas não fez nada a pedido meu, que pedi por um tempo somente nosso como há anos não tínhamos, esse foi o melhor de tudo, mas a semana foi fatídica, bem entediante.

Na tarde de domingo, quando mamãe e eu estávamos tentando aprender a fazer pão com Elise, um empregado chamou-me, afirmando que tinha uma visita importante para mim, somente para mim. Surpresa, tirei o avental de cozinha rápido e limpei as mãos, correndo para a sala receber quem aguardava. Esentada no sofá com as mãos cruzadas sobre suas pernas cobertas pelo vestido estava a mãe de Kahei.

- Boa tarde, senhorita Haseul. - Disse enquanto se levantava.

- Boa tarde, senhora. O que veio fazer em minha propriedade em um dia tão bonito quanto esse? Não deveria estar com sua família? - Pergunto tentando não parecer grosseira, mas temo não ter conseguido.

- Sim, é exatamente o que gostaria de conversar com a senhorita. - Respondeu quando sentou-se novamente, indicando o lado vazio do sofá para que eu me sentasse também e assim o fiz. - Kahei está tão triste com o casamento, imagine só! Peter é um homem incrível, família boa como a minha, não pensou duas vezes ao aceitar o valor do dote, não entendo como ela pode não gostar dele.

Apenas balançava a cabeça para indicar que eu estava entendendo, quando, na verdade, não fazia ideia de onde a conversa pararia e era exatamente isso que me fazia quase tremer de medo.

- Gostaria que a senhorita conversasse com minha filha. Apesar dos boatos que estão correndo, até acredito em alguns só que nada demais, sei que as duas são boas amigas, ela confia em ti e provavelmente aceitaria falar o que a incomoda. Além disso, queria fazer mais um pedido, se permitir.

- Claro que posso conversar com Kahei. - Tentei controlar a careta quando soube que meu nome estava envolvido em fofocas na cidade, mas não me surpreendi. - Qual o outro favor?

- Eu estava pensando em dar um baile, um grande de baile! - Exclamou animada, até mesmo gesticulando com as mãos para demonstrar o que queria dizer. - Para animar Kahei e também comemorar o noivado, claro. A senhorita organiza os melhores bailes da região, todos os que já foram feitos com sua supervisão tiveram a melhor avaliação pelos convidados, então queria saber se não concorda em me ajudar em organizá-lo.

- Posso, claro. Quando seria?

Meu coração estava batendo rápido e tive medo de que ela pudesse ouvir ou perceber o tremer de leve da minha boca, indicando que eu estava prestes a chorar. Não tinha entendido com perfeição o que aquele pedido e aquele sim tinham significado, mas agora era forçada a entender, como se fosse algum alimento fora do meu agrado que estivessem me obrigando a mastigar e engolir além de dizer que era bom e apreciável. Mesmo assim, temo que entenda apenas quando ver Kahei no altar da igreja.

- Precisamos organizar a data para o casamento ainda, a igreja precisa ver um dia que estará disponível para promover tal coisa sem interferência em planos anteriores, além de todo o resto que a senhorita saberá quando se casar. Imagino que algo entre os dias vinte e trinta de novembro seja o mais indicado.

- Não é muito tempo? Planejam o casamento para dezembro?

- Considerando que amanhã será primeiro de novembro, não acho muito tempo. Os dias passam rápido, quando vermos, já estaremos no baile. Mas então, temos um acordo?

- Temos sim, senhora. - Com muito esforço, consegui sorrir. Ela parecia feliz, então eu também precisava aparentar isso. - Passarei por lá em breve, aviso quando puder ir.

Ela não ficou por muito tempo mais. Minha mãe apareceu para cumprimentá-la e foi embora. Não quis voltar para a cozinha, então fui para o meu quarto e fiquei lá até que Elise aparecesse preocupada por eu ainda não ter comido nada, mas no fim, adormeci ainda sem comer.

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro