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30. Oɴ ᴛʜᴇ ᴇᴅɢᴇ

"...Só quem não quer vê, não enxerga..."

BB (Garupa de Moto Amarela) - Tim Bernardes

PARK JIMIN

     A noite de jogos era o nosso ritual mensal mais esperado, ainda mais pelo tempo que passei fora em Busan, com Júlia, todos pareciam sedentos por informações comprometedoras. Fui posto contra parede por eles para contar algo de "relevante", e acabei sendo bem raso com minhas confissões, não mencionando os amassos que troquei com Júlia durante a viagem. Foi fácil falar com todos, exceto com Jungkook que ainda estava sentindo pelo ocorrido na viagem a Jeju. Para minha surpresa, ele havia trocado beijos com Jennie alguns dias atrás, jurando que a culpa era do álcool. Isso me deixava parcialmente feliz, significava que ele estava seguindo em frente.

Estávamos todos reunidos em um círculo no chão da sala, jogando UNO, e petiscando alguns salgados, numa competição acirrada de homens para provar o ego masculino. Era uma piada para as três — Júlia, Jennie e Rosé — reunidas ali, riam de se jogar no chão.

Depois do dia anterior, Júlia e eu não trocamos nenhuma palavra, e eu preferia que assim continuasse, os garotos estavam muito em cima de mim para saber sobre algo, ficar conversando com ela só chamaria mais a atenção.

No fundo eu não ligava para o tanto que chamasse a atenção. Já estávamos em um nível de proximidade que não tinha muita solução fingir.

Jennie se preparou:

Mais quatro, mais dois, mais dois, mais quatro. — Falou a morena orgulhosa. — Venci de novo!

Rosé e Júlia caíram na risada, e fizeram o mesmo com os outros. Hoseok fez uma careta feia.

— Mas que... Não sei nem porque continuo a jogar isso. Vou me aposentar dessa vida — reclamou ele.

Por alguns instantes, meu olhar encontrou o de Júlia, e tinha algo diferente. Alguma coisa estava acontecendo comigo. Tudo pareceu lento e rápido, e elétrico... Que porra estava acontecendo comigo? Ela sorriu e eu fiz o mesmo, desviando.

Não era difícil de entender. Alguma coisa estava rolando entre nós, mas eu estava preparado para nomear ou tentar entender aquele sentimento. Cada vez que ela sorria, algo queimava dentro do meu peito; quando ela colocava a mecha para trás e desviava o olhar mais uma vez, eu sorria involuntariamente. O que você fez comigo?

Apenas três toques na campainha foram necessários para me tirar do transe.

— Fiquem ai! Eu atendo. — Levantei-me rapidamente, e assim que abri a porta, deparei-me com Nayeon sorrindo, com um buquê de rosas na mão. — O que faz aqui?

Ela não poderia ter escolhido uma hora melhor para aparecer.

— "Oi" também, Jimin — respondeu, olhando por cima do meu ombro. — Vejo que estão todos aí. Posso entrar? Gostaria de entregar uma coisa.

O barulho de todos haviam cessado, sinal que estavam olhando para a aparição repentina de Nayeon.

O que faz aqui Nayeon?

— Soube que iam se encontrar, e aproveitei para entregar algo a eles. — O tom de Nayeon me deixava assustado, ela estava planejando alguma coisa... — Ficamos sabendo da viagem, Jimin. E dela. — Nayeon, passou por mim, com o barulho de seu salto ecoando pelo ambiente agora silencioso.

Seja lá o que ela estivesse planejando, não seria nada bom — nada sem propósito.

— Nayeon! — Taehyung fingiu animação. — Você sempre vem de surpresa, né!? — Ela sorriu falsamente para ele.

— Olá, pessoal! — a mulher olhou em direção a Júlia. — Desculpe incomodá-los na noite de vocês. Vim fazer um convite eu mesma para o nosso evento de ações Park's — ela retirou alguns envelopes e distribuiu para cada um. E na vez da Júlia, ela parou analisando antes de continuar: — Deve ser a Júlia. — Nayeon estendeu o buquê com o envelope. — Muito prazer!

Júlia me encarou, como todos ali, levantou-se e pegou o buquê, educadamente sem entender. Que caralho ela pretendia fazer?

— Com licença pessoal... — educadamente, convidei Nayeon para fora. — Pode me dizer o que está acontecendo? — falei fechando a porta atrás de nós.

Não importava que merda ela queria fazer — eles —, mas Júlia não se meteria nisso. Como eles sabiam dela? Por que estavam me espionando?

— Não se meta, Jimin. — Me encarou — Você fez a sua escolha, lembra? E aquele buquê é um lembrete do que está prestes a acontecer com você, se continuar com essa merda de infantilidade.

Havia algo nos olhos de Nayeon, algo cruel e faminto. Uma raiva latente que eu nunca tinha visto em seu olhar doce. Não parecia nem a mesma Nay. E, talvez não fosse.

— Não acho justo meter uma pessoa que não tem nada a ver, nesse assunto. Não tenho a intenção de assinar aqueles papéis.

Ela riu friamente, cruzando os braços.

— Então, você está muito fodido, Jimin. Cansei de ser boazinha com você. Eu e meu pai estamos nos ferrando por sua causa. Esperando você ver a gravidade da situação, mas parece que você é irresponsável demais. Estou começando a achar que a melhor coisa que você pode fazer para aquela empresa é deixá-la. Mas seu pai precisa de você, eu e meu pai, precisamos de você! — ela parecia outra pessoa, outra personalidade... — Se você não está enxergando o problema que vai ser se você não assinar aquele contrato, eu mesma vou me encarregar de te mostra o inferno que vai ser se você não o fizer.

— Isso é uma ameaça? — sorri.

— Isso não é só uma ameaça, como é a minha palavra — ela ajustou a bolsa no ombro, andando até o carro parado na rua. — E outra coisa, seu pai já sabe da existência dela. Fica esperto.

Minhas mãos começaram a tremer, e meu coração acelerou. Eles acabariam comigo se necessário, acabariam com ela... O ar começou a faltar, e minha garganta fechou... Acabariam com ela? Como vencer essa disputa de poderes, sendo o pivô? Como? Coloquei a palma da mão no peito, sentindo o coração apertar a cada respiração.

Tudo bem. Ia ficar tudo bem.

Rezei, na esperança de que ninguém além de mim soubesse o dano que tudo aquilo estava me causando. Eu não iria deixar nada de ruim acontecer, ia me certificar disso.

No dia seguinte certifiquei-me de está bem para enfrentar ele, cara a cara. Não que ele tivesse muita vantagem sobre mim. Diferente da última vez, ele não conseguiria me bater estava acamado.

Ajustei a barra da camisa, prestando atenção em cada movimentação. Algumas enfermeiras pararam para me encarar, enquanto eu andava à procura da sala. A respiração acelerada não ajudava a me acalmar. Adentrei a sala azul com o selo de "Acompanhamento especial", e não me dei ao trabalho de ser silencioso.

— Oi, filho. — Jihoon falou em um tom amistoso e quase gentil. Ele lembrou que sou filho dele? — Quanto tempo não vem me ver! Estou impressionado. — O velho ajustou a postura na cama. — Acho que é a primeira vez que vem me ver no hospital.

Me senti mal ao vê-lo daquele jeito, se eu não o conhecesse, sentiria pena de um velho naquele estado estar se movimentando. Seu rosto estava pálido, sem vida, estava se deteriorando.

— Por que Nayeon foi fazer aquela cena na minha casa? Eu sei que você sabe do que estou falando, não adianta fingir.

O velho pigarreou:

— Estou piorando, Jimin. Estou ficando sem tempo, não vê? Você precisa assumir suas responsabilidades na empresa agora mesmo. Precisa aceitar os termos. Nayeon apenas foi entregar o que pedi, se tem alguma coisa de errado com isso, é problema seu.

Não. O problema não era meu. Eu tinha total consciência disso. Mas eu era inteligente o bastante para entender a manipulação.

Respirei fundo.

— Já disse tudo que tinha para dizer sobre essas responsabilidades. Você ainda está vivo, consegue direcionar a empresa, mas eu... Já parou para pensar alguma vez em mim? Já parou pra pensar que tenho coisas em jogo? Quero ter uma vida. Uma um pouco mais normal e tranquila. — Um nó começou a se formar na minha garganta, com a tristeza e a raiva que estavam prestes a explodir. — Por acaso você já pensou na possibilidade de me tratar como um filho de verdade?

O velho me encarou em silêncio absoluto. Não havia remorso em seu rosto, nem pena, nem nada. Não tinha absolutamente nada. Mesmo passado anos, eu ainda tinha esperança de que ele se tornasse uma pessoa melhor.

— Não me diga que está apaixonado por aquela garota — parecia mais uma pergunta, que um pedido. — Não me diga que vai pôr tudo em risco por causa de uma mulher, Park Jimin! — gritou. Ele tentou se acalmar com o barulho dos equipamentos ligados a ele. — Você não tem nada a perder, porque não tem nada que seja totalmente seu. Você sabe que tudo que você é hoje, é graças a tudo que eu te dei.

Meu peito apertou, em uma dor lancinante.

— Não — sentir minha garganta doer, me entalando com as respostas que estava prestes a soltar. — Não é por causa de uma mulher que decidi isso. Não acredito que mandou Nayeon para me ameaçar. Não acredito que colocou alguém inofensivo nessa briga! Tudo porque não quero fazer o que você quer que eu faça! — falei indignado.

Ele riu, e meu corpo estremeceu.

— Se ela fosse mesmo inofensiva, você não estaria aqui.

Como era capaz de tudo ficar cada vez pior? Como?

— Não inclua ela nisso — respirei. Talvez eu me arrependesse do que eu estava prestes a fazer. — Farei o que for necessário para a melhora da empresa, mas tire ela disso. Por favor.

O velho sorriu de forma satisfeita e eu só queria sair dali o mais rápido possível.

De todas as coisas que eu poderia fazer para melhorar essa intriga, nenhuma delas tinha a opção de parar na porta do apartamento de Júlia Park, às 01:00 am. Bater na porta, parecia um castigo, e me desculpar por algo que claramente eu tinha culpa, era bem pior. Sim, era minha culpa ela está na reta.

Com o passar do tempo, deveríamos parar de sentir medo de pedir desculpa, para de sentir medo de falar o que sentimos, e parar de sentir a culpa por outras pessoas. Eu deveria fazer isso, mas não fiz. Não fiz muita coisa, e talvez estivesse na hora de fazer algo.

Dei dois toques na porta, apoiado sobre a soleira da porta, respirei fundo, dei mais dois... Nada. Eu não deveria ter ido. O que eu estava fazendo? Virei-me de costas, e ouvi a porta abrir:

— Desculpa aparecer aqui a essa hora. — Apoiei-me na soleira da porta. Júlia coçou os olhos abrindo caminho. — Eu vim falar sobre o que aconteceu aquele dia. — Repeti, acelerado

Sua sala estava meramente iluminada com algumas velas, e a casa cheirava a um característico aroma de baunilha e rosas. Pela bagunça, poderia supor que ela estava estudando algumas horas antes.

— É sobre a Nayeon? — sentou-se ao meu lado no sofá, afastando alguns livros. — Se a sua preocupação é se eu vou a esse tal evento aí, pode ficar tranqu...

— Quero que você vá.

Ela ficou em silêncio, me analisando. Uma brisa fria entrou pela janela sacudindo as chamas das velas.

— Bem, você poderia ter mandado uma mensagem. — Ela coçou os olhos novamente. — Não precisava ter vindo.

Poderia, mas não fiz. Não conseguiria ficar mais uma noite pensando que meu pai ou Nayeon poderia encher a cabeça dela de coisas e ideias erradas sobre mim. Eu não permitia que a usassem dessa maneira.

— Na verdade eu vim para falar outra coisa. Sobre eu e Nayeon... Não temos mais nada. E ela é...

— Não estou entendendo? Não precisa me falar sobre isso, não somos... Não temos nada.

Não deveria, mas algo dentro de mim pareceu se partir. Estava certa, não tínhamos nada e eu não tinha que estar ali, ainda mais naquele horário. Levantei-me rapidamente, mas antes de dar mais um passo em direção a porta, senti a mão dela me segurar.

— Jimin, — encarei-a, ela respirou fundo antes de continuar. — Sabe como é a sensação de estar prestes a fazer uma merda gigantesca, e mesmo assim não ligar para a quão gigantesca ela seja? — assenti, e ela se aproximou. — Pode me dizer por que eu sinto isso quando estou com você? — Meu coração disparou — Por que que quero está perto de você?

Respondi.

— É uma péssima ideia está comigo. — Ri ironicamente. — Ainda mais sendo que sou, e tendo a vida que tenho. — Ela sorriu desviando o olhar, fazendo-me parecer um idiota. — Que foi?

Ela parou, colocou a mão delicadamente na minha nuca, e encarou-me, como se lesse todas as perguntas na minha mente — como se ela fosse capaz de absorvê-las junto com as minhas preocupações. Naquele instante tudo parou, e tudo era apenas nós dois.

— Então... acho que eu tenho uma péssima ideia, Park Jimin. — Júlia sorriu e me beijou. Fiquei sem reação por alguns instantes, mas logo a envolvi em meus braços com força, sentindo sua mão percorrer minha nuca.

De uma maneira idiota de dizer, eu, Park Jimin estava completamente louco por ela.


NOTA DA AUTORA:

Olá, minhas lindas leitoras big maravilhosas!

Vocês estão bem? Eu estou um pouco prejudicada da vida adulta, mas tá tudo bem.

Espero que tenham gostado desse capítulo, eu já perdi ele, recuperei, revisei.... Foi um trabalhinho bolado, mas creio que ainda vou revisar ele por esses dias, assim que eu fizer isso, eu aviso no meu instagram.

Para quem ainda não me segue na rede visinha, por favor, me ajudem engajando por lá, estou muito flopada! Me ajudem! Postei coisas maravilhosas pra vocês por lá.


E para motivar vocês, quem mais engajar com comentários, e curtidas no Instagram, receberá de ante mão o capitulo 31 para ler, primeiro que TODO MUNDO! 

Então já me sigam lá: [ autoratrue ] Avisarei por lá quem será o Leitor premiado.



Beijos, meus bens,

PAM

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