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24. ғᴇᴇʟɪɴɢ

"...Ninguém acredita nisso, mas o amor pode fazer um rei de Idiota.

E se você me ignorasse, eu lutaria de novo e de novo..."

Love story - Indila

[ P R I M E I R A  P A R T E ]


JÚLIA PARKER


     Depois de ter passado a noite toda em claro, tentei entender os motivos do Jimin, para tentar me convencer de escolher Jungkook. Senti-me péssima por cada momento que parei para cogitar o contrário, porque não seria ruim escolher o guitarrista, só não sabia porque parecia um absurdo fazer isso.

Ele tinha me pedido desculpas, de verdade. E eu havia me comovido com aquela atitude. Deveria me sentir mal? Não, muito pelo contrário. Eu deveria me sentir a melhor pessoa do mundo. Desculpas merecidas, pelo gasto de paciência que tive, mas ainda era Jimin, e algo nele ainda me deixava impaciente. Deixava-me ansiosa, com a respiração falha, como se sua simples presença modificasse alguma coisa no ar, ou na maneira que meu corpo se portava. Não sabia descrever, gostava de denominar como raiva, ou irritabilidade, mas agora que me sentia livre do fardo pesado que era odiá-lo, ainda me sentia assim — eufórica.

Era segunda-feira, e eu tinha apenas um dia para escolher entre Park Jimin ou Jeon Jungkook.

Andando mais uma vez naqueles enormes corredores, travei o passo lembrando-me mais uma vez que, estava prestes a cometer um erro. Um irrevogável. Estava mais que claro, estava transparente na minha cara que, escolher um dos dois, era pior que uma questão de concurso.

Apertei minha mão no bolso esquerdo, da saia jeans, ouvindo o ranger do meu tênis no corredor. A sala de ensaio era acústica, mas dava-se para ouvir o som da bateria de fora.

Uma nova sensação preencheu meu corpo. Medo? Indecisão, talvez? Mordi meu lábio inferior, apertando meus olhos pela última vez, chegando a soar frio, quando meus dedos tocaram a maçaneta.

Adentrei a sala, toda apagada, esquecendo-me até de bater. Não pretendia demorar muito com aquela conversa. Era simples: aceitar, ensaiar e ir embora.

Jungkook, como esperado, estava lá. Assim que entrei, ele levantou o olhar para mim, dando um breve sorriso, iluminado somente por uma fresta de luz que vinha da janela.

— Oi?

— Oi — respondi, aproximando-me.

Cada parte do meu corpo dizia-me para não fazer aquilo, cada célula e até neurônio. Ele continuou me encarando, mas dessa vez, sorrindo minimamente, lançando as baquetas no ar, enquanto vinha até mim. Jungkook cheirava a um perfume refrescante e amadeirado, o mesmo que sempre usou, mas, naquela sala vazia, só nós dois, parecia que ele havia jogado o frasco no chão e feito de desinfetante.

Sua proximidade fez-me estremecer, e o encostar de sua mão em meu braço, causou-me grande estranheza.

— Que cara é essa? Quer falar alguma coisa? — perguntou ele, e eu fui capaz de sentir sua respiração e seu hálito de bala de morango, tocar meu rosto enrubescido.

Virei minha cabeça para o lado, respirando fundo e retornando. Para mim, fazer aquilo funcionava como uma pausa no tempo, e tudo que eu não tinha era tempo. Se eu demorasse demais para escolher um duo, menos tempo eu teria para ensaiar.

— Eu queria dizer que...

— Espera — pediu, coçando a nuca com a cabeça levemente abaixada. — Posso falar uma coisa antes?

Concordei, nervosa.

Minha respiração travou e eu quase corri para fora, pois, na distância que tínhamos um do outro, era possível sentir até o ar quente, que saia de nossas respirações. Era só meio metro, mas parecia que ele estava colado em mim, sufocando-me.

— Eu queria ter tido essa conversa com você antes...

— Antes do que exatamente? — Antes de me usar?

— Antes de toda a bagunça começar. Na verdade, era uma coisa que eu deveria ter feito a muito tempo, mas adiei até isso passar dos limites.

— Olha Jungkook, tudo bem se aquilo...

— Eu gosto de você — ele olhou bem no fundo nos meus olhos, e eu não senti absolutamente nada. Raiva, vergonha, confiança, nada, não senti nada. — Fui um péssimo amigo, com todos. E causei uma grande confusão, pondo em alto a minha busca por atenção e luxúria. — Jungkook estava com a voz suave, e parecia estar sendo sincero, porém, a única coisa que eu conseguia pensar era em sair dali, o mais rápido possível. — Eu gostei da sua voz, e achei que seria ótima na banda. Era só isso que eu pensava no começo. Mas depois, você não era apenas a sua voz, você era você, e eu... só pensava em te beijar.

Pigarreei, eu queria tanto sair daquela situação. Meu rosto ardia em constrangimento, e minhas pernas bambearam de desespero. Não era medo dele, era medo do que eu ia falar depois daquela declaração.

— Aonde quer chegar com isso?

— Quero pedi desculpas. De coração. — Ele tocou no peito, e olhou bem no fundo dos meus olhos. — Trai sua confiança, a confiança dos meus amigos, e a confiança da única garota que ficou comigo durante anos, aceitando viver um romance secreto. Eu arruinei tudo porque senti aquilo, um sentimento que não sei se era tesão ou a busca de atenção. Eu... Me desculpe por favor! Eu te peço de joelhos...

— Não! — Segurei seu braço. — Não precisa fazer isso. Por favor!

Com os olhos marejados, Jungkook parecia o mesmo que conheci, doce, simpático e amigo. Eu estava um pouco aliviada, por ele ter visto a gravidade da situação, mesmo que tarde.

— Desculpa pelo que te fiz passar, com a Lisa e com o Jimin. Me desculpa — ele pedia, com a voz baixa, secando as poucas lágrimas que escapavam dos seus olhos. — Por favor, se quiser escolher o Jimin. Eu nunca ficarei chateado. Eu sei o que fiz. — a voz de Jungkook permanecia forte, independente de quantas lágrimas escorressem.

Encarei o chão, respirando fundo. Ele tinha me pedido desculpa. Desculpas sinceras.

— Você falou com o Jimin sobre isso? — porque inferno eu estava metendo o Jimin nisso de novo? — Se desculpou com todos?

— Se quer saber, quanto a Jimin, sim. Me desculpei com ele, e com Tae também. — Mexeu no cabelo, fungado. — Eu gosto de você, e eu não sei o que fazer com esse sentimento. Sei que isso nunca vai acontecer entre nós, e eu entendo. — Ele mordeu o lábio inferior, trêmulo. — Eu nunca falei isso em voz alta para nenhuma mulher.

Dei um passo para trás. Soltando o ar que estava preso, desde que me pediu desculpas pela segunda vez. O que eu deveria fazer? Eu não era a melhor pessoa enquanto as decisões rápidas. E não queria que meu perdão desse a entender que eu gostava dele da mesma forma.

Jeon estava sendo sincero, conseguia ler nos seus olhos, que estava sendo muito sincero.

— Eu te desculpo. — Soltei rápido. Ia fazer o que Jimin tinha me pedido. Era uma boa escolha, de fato, mas não sei porque eu insistia em escolher a pior delas. — Esperava que fosse se desculpar comigo. E isso foi a melhor coisa que fez. De certa forma, também me senti culpada pelo jeito que as coisas ficaram. — Voltei a respirar normalmente, apertando meu punho. — Sobre você gostar de mim... eu já não posso garantir nada, além de ser apenas sua amiga.

Ele arfou, como se sua respiração dependesse daquilo para seguir bem. Jungkook levou sua mão de encontro a minha, acariciando-a.

— Eu vou fazer o possível para ser um amigo melhor, uma pessoa melhor. — Eu estava sentindo um misto de tristeza e raiva, pois, diante de toda aquela confissão, eu só conseguia pensar no que faria com Park Jimin depois. — Júlia...

— Não precisa dizer mais nada — soltei rápido, soando um pouco rude. — Você vai ser meu duo.

A porta atrás de nós bateu tão forte que meu coração faltou pular até a boca.

— Boa tarde — virei meu rosto, rápido, e meu olhar encontrou o de Jimin.

Que inferno!

Meu coração acelerou numa velocidade inapropriada. Cada músculo do meu corpo travou, quando ele simplesmente passou por mim, sem dizer nenhuma palavra. Nenhuma brincadeira. Seu rosto estava como uma tela branca. E eu provavelmente estava da cor de um tomate.

Jungkook tinha virado o rosto para o outro lado, secando os olhos, e eu rapidamente soltei sua mão da minha. Que merda eu diria a Jimin? Meu coração sentiu um fisgar que fez-me tremer.

— Vão começar a ensaiar agora? — perguntou o loiro, olhando para Jungkook, que olhou para mim, e respondeu, depois do meu silêncio vergonhoso:

— Vamos, sim!

— ELE TE PEDIU DESCULPA? Céus! Isso só pode ser um milagre! — brincou Jennie, estendendo as mãos ao alto. Já eu, queria sentar e chorar em posição fetal.

Jungkook tinha me feito ensaiar até às seis da noite. Das três da tarde até às seis da noite. Eu estava o bagaço da laranja. Não aguentava mais escutar a bendita música que íamos cantar. Queria bater com as baquetas na minha cabeça até esquecer aquela letra.

— Não exagera. — Arfei, encostar-me no meu sofá rosa, tão forte que, o acolchoado fez barulho.

Quanto menos ela falasse de Jungkook, melhor.

— Sabe quando ele pede desculpas? Por deus, Júlia! Ele nunca pede desculpas. — Ela puxou o ar, para falar mais, e eu revirei os olhos. —Se tem uma palavra difícil para Jeon Jungkook dizer, ainda mais, em voz alta, é "Desculpa". Ele deve estar muito abalado para ter feito isso. — Minha amiga batucou os dedos no meu joelho. — Acredite em mim, quando falo.

Arfei mais uma vez, revirando os olhos para ela. Jennie estava linda, linda de morrer. Acho que ela era a única mulher depois de tempos que eu achava tão atraente. A morena piscou para mim, e eu abri um sorriso automático.

As desculpas de Jungkook eram o menor dos meus problemas. Eu estava com as cordas vocais cansadas e a mente cheia, e ainda tinha que pensar em um jeito de dizer a Jimin que nosso contrato tinha finalmente chegado ao fim.

Jennie envolveu-me em seus braços calorosos, forçando seu perfume Channel, penetrar minhas narinas.

— O que foi? — perguntei, encarando-a suspeita.

Seus olhos brilharam, de empolgação. Pronto, sabia que não deveria ter perguntado.

— Você e o Jimin? Vão sair de novo?

— Não! — falei imediatamente. — Claro que não.

Nunca mais, na verdade.

— Rosé saiu com o Tae, eu vou sair daqui a pouco com a Lucy, e você? Vai ficar aí mofando?

— Quem é que sai numa segunda feira, Jennie Kim? Se liga!

Pois bem, tinha gente que saia sim. Ainda mais agora.

As férias de verão estavam prestes a começar em alguns dias, e os universitários só conseguiam pensar em sair e festejar, sem nem pensar no amanhã. E como foi perceptível, eu não me incluí nisso.

— Se liga você, se não levantar o traseiro desse sofá, eu mesma faço questão de te tirar dele. — Jennie falou sério, mas seu rosto logo se amenizou. — Eu sei que está cheia de coisas para fazer. Estudo, séries e essas porradas de livros..., mas, as férias vão começar! Você precisa beijar algumas bocas!

— Jennie, vou aproveitar as férias quando ela começar — retruquei, e ela revirou os olhos, irritada.

— Eu vou ter que te tirar daí mesmo?

Puxei o celular do canto do sofá, abrindo na conversa com Jimin. Não era como se eu tivesse tomado coragem para falar com ele. Aquela ação foi quase automática, sem perceber eu tinha caído lá, na conversa dele.

No meu lado, conseguia sentir a respiração apressada de Jennie, que estava me esperando agir. Meus dedos estavam posicionados para mandar um "Oi" bem sem graça, mas por algum motivo interior, eu tinha travado.

— Está pensando em mandar mensagem amanhã, vossa graça? — Brincou ela, e eu rapidamente digitei a primeira coisa que veio na minha cabeça:


Eu:

Vai fazer alguma coisa agora? |

Ele não demorou para responder. |

Jimin:

| Na verdade, não.

| Por que? O Jungkook falou alguma coisa?

| Precisa de mim?


Meu coração deu um pulo, e minha cara ardeu. Olhei para Jennie, constrangida. Não deveria ter mandado mensagem.

— Fala alguma coisa. Aproveita que ele está respondendo rápido. — Piscou, com um sorriso ladino.


Eu:

Não, ele não falou nada. |

Eu só pensei que... |


Mandei a mensagem, mas logo apaguei. Foi tarde demais, ele já tinha visto.


Jimin:

| Então?

| O que isso quer dizer?


Um arrepio percorreu minha espinha, e meus dedos mal conseguiam encostar na tela. Comecei a suar frio e minhas mãos começaram a gelar. Que merda! Eu nunca deveria ter mandado mensagem!

Eu tinha que ser sincera. Tinha que dizer tudo a ele de vez. Não era difícil, era só falar, e tudo se resolveria rápido. Mas, de alguma forma, aquilo me deixava decepcionada. Como uma coisa tão idiota, me deixava tão vulnerável? Afinal, eu tinha gostado daqueles momentos com Jimin? Justo ele, o sem coração mais idiota do mundo?


Jimin:

| Não esquece

| Se ele falar alguma coisa, me avisa

| Minha boca secou, e eu não pude evitar uma fagulha decepção. Aquilo iria me perseguir de qualquer jeito.


Eu:

Certo. |

Qualquer coisa |

Te aviso |


— "Se ele falar alguma coisa"? Quem vai falar? Do que o Jimin está falando? — questionou Jennie.

— Jennie, não vai rolar de sair hoje.

— Do que o Jimin estava falando, Júlia? — o tom dela aumentou, sério.

— Ele só está tentando me proteger, sei lá... — menti. — Depois do rolê que aconteceu entre mim e o J.K, o Jimin anda sendo bem legal comigo. Ainda mais agora, que escolhi fazer o dueto com o Jungkook.

Jennie juntou as sobrancelhas, e cruzou os braços, ajeitando-se ao meu lado, soando desconfiada.

— Já que ele está sendo tão legal, porque não o chama para sair? Não entendo esse agir estranho de vocês dois. Saem juntos, conversam pelo celular e até se protegem. Mas não tem nada?

— Jennie, não é por que ele está sendo legal comigo que eu tenho que namorar com ele — ela franziu o cenho. — E pelo amor de deus, mulher! Para de tentar me empurrar para ele!

Jennie soltou uma risada, virando o rosto. Em seguida, ela se levantou, falando por fim:

— Você tem razão. Não tem que namorar com ele por esse motivo bobo. Você merece mais que isso — deu-me um beijo caloroso na testa, e acariciou minhas bochechas. — E você tem sorte! Só não te arranco desse sofá hoje, porque estou atrasada.

— Que honra!

— Não seja debochada, vadia! — riu. — Vá estudar! Quando eu chegar, vou ler os seus resumos. Divirta-se! Beijo!

Essa era a minha vez de gargalhar.

— Puta que pariu! — esbravejei, saindo da sala de música. O pó da rabiola, era assim que eu estava. Achei que se visse a cara do Jungkook mais uma vez naquele dia, eu fingiria desmaio.

Eu Payphone, até Jungkook me fazer odiá-la por não conseguir fazer o bendito Mi maior direito. Ele que enfiasse aquele Mi maior no rabo. Eu queria sair dali.

Arrumando minha bolsa, um corpo forte me esbarrou, e minhas coisas caíram, mas dessa vez, eu não estava nem com paciência para me abaixar.

— Foi mal!

É, só podia ter sido ele mesmo. Jimin abaixou, pegou minha bolsa e, entregou-me secamente.

— Deveria olhar para frente — puxei a bolsa, e ele bufou, pondo as mãos nos bolsos, com a guitarra presa nas costas.

Fazia três dias que as férias tinham começado, e três dias de árduo trabalho. Todos do projeto estavam trabalhando duro, ficando até muito tarde na universidade. Mas, só para reforçar, também tinha três dias que eu escondia de Jimin a verdade. Evitava ele em todos os corredores, todos, mesmo. Uma vez, tive que pegar a saída de emergência, porque ele tinha parado bem próximo a entrada da Universidade. A volta que eu dei, me matou, e nunca mais na minha vida, arriscaria fazer de novo.

Bom, Jimin participou dos nossos ensaios, foi um pedido do Jungkook. Um pedido especial. Que de especial só tinha a minha vergonha, a nível interestelar.

— Ei! — chamei indo atrás do loiro que soltou um "puff"

— Que foi?

— Como fui hoje?

Ele continuou a andar normalmente, sem nem olhar para mim. E aquilo me incomodava. Seu rosto estava tão sério, que por um instante, cogitei que estivesse com raiva.

— Não prestei atenção.

E legal comigo uma hora, e outra, age como se fosse um idiota.

— Você está bem?

No mesmo instante, Jimin parou, respirou fundo, e virou lentamente seu rosto em minha direção.

— Você tem algo importante para me dizer?

Um frio insuportável subiu na minha barriga, e minha garganta fechou, me fazendo negar com a cabeça, tentando engolir em seco.

— Tem certeza? — perguntou, com o tom mais sério, enquanto franzia o cenho, inclinando do a cabeça.

— Não... n-não tenho — gaguejei.

Então, sem dizer mais nada, ele partiu rápido para a saída. Não era possível! eu tinha sido tão legal, poxa!

Jin:

| Jay, vem pra cá às 19h

| O Nam alugou uma van para irmos pro aeroporto.

| Tenta pelo menos não se atrasar

| te amo


Aquela foi a última mensagem que recebi no dia. Já tinha arrumado minha malinha no dia anterior, pois sabia que passaria o resto daquela tarde estudando. O exame da Academia de Jeju estava previsto para o dia seguinte da viagem, eu meio que não tinha escolha, tinha que estudar.

E na hora prevista, vesti uma jeans clara e uma camiseta branca, com e penteado despenteado. Estava tão chocha que, tudo que eu mais queria era capotar na minha cama e levantar só depois das férias.

— Fala Jay-Jay! — Jungkook estava me esperando na porta da república, com Jin. O moreno aproximou-se de mim, pegando minha mala. — Deixa eu te ajudar com isso!

Eu ainda não estava acostumada com Jungkook sendo daquele jeito. Às vezes parecia muita forçação de barra, e pensar desse jeito me deixava mal. Eu não queria ser uma chata com ele sabendo que, estava se esforçando para melhorar.

Aproximei-me da entrada da cozinha — o meu lugar favorito —, vendo os rostos familiares me cumprimentarem com um aceno. Jennie correu até o mim, imediatamente, e Rosé soltou-se de seu namoradinho, acompanhando a outra.

Jungkook, vendo a presença das minhas amigas, afastou-se, juntando-se ao quarteto fantástico, composto por Hoseok, Jimin, Taehyung e Yoongi.

— Que cara é essa garota! — Jin comentou do meu lado, analisando-me com uma careta, descarada. — Você está dormindo?

— Ela está estudando muito, para sua informação! — Retrucou Jennie, do seu jeitinho simpático de ser. Mas eu não tive forças para encará-la, estava mais preocupada com um loiro bonitão, me encarando feio do outro lado da sala.

Puta merda, queria que ele parasse de fazer aquilo com tanta gente em volta, me deixava intimidada.

— Nossa! Que cara é essa? — dessa vez, foi Namjoon que perguntou, com um tom quase alto. Ele havia surgido do quarto de Jungkook, segurando seu celular e um casaco rosa, lindíssimo. — Quer comer alguma coisa?

Jennie bufou e eu ri.

— Não, Joonnie. Agradeço a preocupação. — disse, buscado algum lugar para sentar-me, mas só tinha vaga no chão, e não era como sentar no asfalto, aliás, a casa era bem limpinha, não tinha com que me preocupar.

Os quatro fizeram o mesmo, sentaram-se nos espaços ao meu lado, formando uma pequena roda. Namjoon estava bem ao lado do ruivinho, que sorria como se tivesse ganhado um prêmio, bem, poderia sim ter ganhando. Julgando nossas últimas conversas, acho que esse prêmio poderia ter sido um beijo do dito cujo, por quem ele estava doidinho.

Abracei meus joelhos, pondo minha cabeça neles, na esperança de tirar um cochilo, mas o início de uma conversa alheia me puxou do sono, e fez-me sem querer, prestar a atenção. Sem querer querendo.

— Ela parece exausta. Ela está assim a quanto tempo? — essa era a voz de Namjoon. — Estou preocupado.

Jennie soltou o ar pesadamente, diminuindo o tom de voz.

— Ela está estudando muito para um exame em Jeju. Não sei nada detalhadamente, mas parece que ela quer algo por lá. E como essa viagem veio bem antes da prova, ela aproveitou para estudar mais, para conseguir aproveitar a chegada lá. — disse Jennie. — Tão dedicada... — ela acariciou meu ombro.

Mudando totalmente de assunto. — Jin começou, bruscamente, e eu permaneci quieta. — Vocês sabem o que aconteceu entre a Lisa e o J.K?

Os três negaram, diminuído o som da conversa, eu podia presumir que tinham juntado mais a roda, para fofocar. Então, o ruivo continuou:

— Ele terminou com o negócio com a Lisa e, ao que parece, está tentando se aproximando daquela pessoa que vocês sabem quem — Não era difícil saber que estavam falando de mim. — Fiquei sabendo também que, a Lisa conversou com o Hoseok, pedindo para ser transferida para o A.P Dream.

— Ela deixou o Utted? — Namjoon perguntou, soando surpreso.

— Deixou. Vim saber hoje que ela trocou. — Confirmou Jin, enquanto Rosé e Jennie soltavam um "Nossa!", impressionadas. — Eu já tinha reparado que ela não aparecia mais na sala de música.

— Babado! — Rosé disse dessa vez. — Estranho o Hoseok não ter comentado nada...

— Ele não ia comentar comigo, né? Ele sabe a boca que eu tenho. — Jin riu, e com a cabeça baixa, quase ri também. — O negócio é, isso aconteceu entre os três bundas-mole — imaginei que fosse Hoseok, Jimin e Jungkook, mas não tinha certeza. — O Taehyung ficou sabendo do porquê ouviu a conversa, do Jungkook com o Hoseok.

— E me deixa adivinhar? Ele te contou? — Disse Joonnie, sorrindo.

— Não, tá! Quem me contou foi o Yoongi. O Taehyung contou para ele — afirmou o ruivo. Quanta fofoca! Céus! — E ao que parece, o J.K terminou com ela por causa daquela pessoa que vocês... Ah! Vocês entenderam!

Nossa, não sabia o que era pior: eles fofocarem de mim, ao meu lado, ou se referirem a mim, como se eu fosse o Voldemort. Preferia acreditar que, ser chamada da mesma forma que Voldemort era chamado, com certeza, conseguia ser mais ofensivo.

— Então isso quer dizer que ele gosta dela? O Jungk... — Namjoon foi interrompido pelo "Shhh" de Seokjin. — Vocês acham mesmo que ele...

Eu queria que não fosse verdade, mas ele tinha dito com todas as letras naquele dia. "Era só isso que eu pensava no começo" virar "só pensava em te beijar.", soava pior que o simples "eu gosto de você". E vai por mim, só em lembrar daquela cena, subia-me um desconforto transcendental.

— Isso é um tópico difícil de dizer. — Jennie falou. — Estou começando a achar que ele gosta dela, mas isso é o fim da picada. Depois do que ele fez? Eu não admitiria isso!

— Não é bem você que deveria admitir... — Interviu Namjoon.

— Mas ela é minha amiga agora. Eu não vou deixar que ele faça isso com ela. A... Vocês sabem quem, é sensível e vai por mim, ela diria sim para ele só para não o deixar mal. Isso parece saudável para vocês? — soltou a morena.

Era para me defender ou acabar comigo?

— Mas ainda sim, Jen. Isso não se trata de você. Eu sei que ele é meu amigo e tudo mais, e sei o que ele fez com você quando vocês namoravam. — Joonnie falava tão sério, que sentia Jennie tencionar ao meu lado. — No entanto, não podemos resumir Jungkook, a todas as ações que ele teve no passado. Inclusive, eu o vi te pedindo desculpas hoje.

Como ela não tinha me falado aquilo? Sem nem perceber, levantei a cabeça, com o rosto franzido.

— Ele te pediu... — olhei para os lados, falando cuidadosamente. — Ele te pediu desculpas?

Os dois rapazes e Rosé começaram a rir, às minhas custas. E eu até entendia o porquê. Eu tinha bisbilhotado toda a conversa, e fingido na cara de pau.

— Você estava fingindo? — Jin perguntou rindo. — Consegue ser mais fofoqueira que eu?

— Olha só — rebati logo —, eu estava descansando a cabeça, tá? você que não perceberam! Mas que história é essa Jennie Kim!

Minha amiga sorriu amarelo, enquanto os três se paravam com as risadas.

Ele ter falado com Jennie, ter lhe pedido desculpas, só me dava a entender uma coisa: Ele queria muito algo, algo além das mudanças.

Esse algo poderia ser eu.

Quando o avião pousou, parecia que todos os meus órgãos tinham finalmente encontrado seus lugares certos. A viagem durou duas horas, mas parecia que tinham sido umas dez. Mal consegui ficar acordada para ler a revisão toda enfeitada que fiz, só para aquela bendita viagem. Certo, eu não tinha feito "exatamente" para aquela viagem, tinha feito para aquela noite inteira, porque o exame era na manhã do dia seguinte.

Jin insistiu para Jennie, para sentar-se ao meu lado, ela odiou a ideia, mas fez, porque queria dar a Jin, a oportunidade de me conhecer mais — mais do que ele me conhecia. Acabou que Jennie teve que ficar ao lado do seu melhor amiguinho, Park. Ouvindo suas risadas, poderia sugerir que tinha sido uma viagem e tanto.

Sobre Roseanne, nada fora do normal. Depois que ela começou a sair com Taehyung, prometi a mim mesma que me afastaria dos dois para não sofrer um ataque de carência. Ela e o mister lindo, ocuparam as cadeiras à minha frente e foi o mesmo que está de cara com o pecado, tive que pôr os fones para sem querer, não ouvir o barulho dos beijos alheios.

Namjoon, estava logo atrás com Jungkook, dormindo como anjinhos, diferentemente de Min Yoongi e Hoseok, agitados assistindo um programa de variedades, que os faziam rir, mais alto que Jennie.

Nossa sorte foi que o voo era especial, se tivesse mais pessoas no avião, certamente, seríamos obrigados a calar a boca, já que, para infelicidade dos funcionários a bordo, a opção de nos expulsar estava fora de cogitação.

Nas vans, fomos divididos em dois grupos de cinco, e novamente, as minhas duas amigas, foram para a outra van, com Jimin, Yoongi, Tae — deixando-me com ninguém mais que Jeon Jungkook.

A viagem só não foi silenciosa, porque Jin não parava de contar fofoca, e fazer todos rirem do seu senso de humor magnífico. No entanto, minha cabeça estava mais na outra van. Especificamente, no fato de Park Jimin, ter ignorado minha existência desde que havíamos saído da república. Não que fosse um problemão, eu gostava....

Ta! Talvez eu não gostasse tanto assim de ser invisível, mas definitivamente, não gostava dele falando no meu ouvido, com aquela cara de bunda de sempre. Ah! Não podia esquecer daquele perfume enjoativo de sei lá oque, que ele usava, que impregnava na minha narina de um jeito infeliz.

Nossa, como eu odiava aquele homem!

Chegamos por volta das dez horas da noite, em frente a uma floresta gigantesca. As palmeiras e os outros arbustos, seguiam até o fim da rodovia, e parados ali, mais parecia um terreno no meio do nada, já que olhando bem para longe, dava-se para ver um casarão.

Sai da van, e senti logo o cheiro de maresia. Estávamos na praia, olhando para a pista, a areia se espalhava por toda ela, como se fosse de fato, um local muito movimentado.

Puxei minha mala com ajuda do Joonnie, encarando o caminho de cascalhos prensados no chão, abrindo caminhos entre as árvores. Era tudo tão bonito, o cheiro, as plantas dançando com o vento, e até o som que as folhas faziam. Isso até ouvir os gritinhos de Jennie e Rosé, chamando minha atenção, para trás.

— Que cara é essa? — Perguntou Roseanne.

"Que cara é essa"? Vocês me deixaram para trás, suas vadias! — rebati baixo.

— Eu estava em um papo tão bom com o Jimin que nem — cruzei os braços, arqueando as sobrancelhas para Jennie. — Oh céus! Você ficou o Jungkook! — ela quase gritou. — Me desculpa!! — pediu juntando as mãos. — Juro, não foi minha intenção fazer você...

E como um piscar de olhos, Jungkook, o assunto, apareceu.

— Posso te ajudar com a mala? — Como um piscar de olhos, quase como flash, Jungkook, o assunto da conversa, apareceu. E Jennie logo suplicou perdão com o olhar. — Tudo bem com vocês?

Quase neguei, porém... ele estava tentando ser legal.

— Claro! — gentilmente, Jeon pegou minha mala, perguntando o mesmo para Jennie, que respondeu com um "Sim" seco, esboçando ainda um de seus sorrisos mais falsos.

Não demorou muito para o Lúcifer chamar Lilith, novamente. Por deus! Só de pensar que estava irritada com aquilo, fiquei mais irritada ainda.

Não havia nada que aquele idiota do Jimin fizesse, que não me irritasse. Sua voz me irritava, seu cabelo, suas roupas, e até aquele maldito perfume de sei lá oque que, impregnava da minha narina de um jeito infeliz.

Eu entendia porque o guitarrista andava daquela forma com ela — eram amigos de longa data —, só não entendia porque agia daquela forma comigo.

Corri pelo caminho de pedras, indo atrás de Jungkook, quase tropeçando em suas costas. Os outros ainda estavam muito longe, então permiti-me curtir o longo silêncio do caminho, até nos aproximarmos da praia.

— Não sei por que uma mulher tão rica escolhe morar num matagal cheio de areia. — Reclamou o baterista, ofegante, parando com as mãos na cintura. — Jessi é tão oposto do irmão.

Quando paramos, já era possível escutar o barulho do mar, e sentir forte a brisa que corria dele. De primeira, parei para encarar o escuro tom de azul, quase assustador, mas com muita alegria. Eu gostava de mar, amava azul, e a areia era a minha textura favorita.

— JÚLIA!

Reconheci a voz de longe, virando o rosto. Vindo da direção oposta da mansão, Jessica Parker — se é que podia chamá-la assim —, desfilava em nossa direção, no seu vestido longo azul tie-dye. Seus cabelos longos e pretos, dançavam com o vento, enquanto seu vestido fazia o mesmo.

Se aproximando, Jessi me deu um forte abraço, quase caindo para trás. Assim como o irmão — o que era um pouco difícil de admitir, embora fosse verdade —, Jessi era bem cheirosa.

— Que bom te ver aqui, meu benzinho! — Apertou-me mais nos seus braços, sufocando-me.

Era estranho o jeito informal que ela me tratava, mas era bom, fazia-me sentir confortável.

— Jessi, assim você vai matá-la! — era a voz de Jimin, logo atrás.

— Eu te sufoquei? — perguntou ela, soltando-me, mas não tive tempo de raciocinar para responder. — vendo! Não a sufoquei!

Ri, ouvindo os outros fazerem o mesmo.

Soltando o ar pesadamente, Jimin foi andando sem dar a mínima para sua irmã, que educadamente mudou o rumo da conversa.

— Vamos logo, pessoal! Vocês precisam descansar! Andem! — e assim todos fizeram.

A morena entrelaçou os braços aos meus, puxando-me para mais perto da faixa de areia molhada, que o mar passava demoradamente. Jessi sorria enquanto olhava para o horizonte, parecendo fazer parte daquele lugar, como o mar, as conchas e a pura maresia. Como já tinha dito, eu amava praia, e cada mínimo detalhe daquele dia, eu demoraria para esquecer.

— Meu deus! — soltei cobrindo a boca.

A Mansão ficava de frente para o mar, na faixa de grama —provavelmente sintética —, e os dois andares brilhavam através das enormes janelas de vidro e madeira escura. A varanda de baixo e de cima, tinham a coloração amarelada, com cercadinhos de madeira escura. Até as telhas alaranjadas, um pouco envelhecidas, tinham um charme encantador.

Jurava que tinha entrado em um portal mágico da Disney, e saído em Teen Beach. Tudo era irreal aos meus olhos.

A última vez que fui à praia, eu tinha onze anos, e me lembrava detalhadamente daquele dia. Tanto que esse era mais um motivo para eu amar o mar: As minhas preciosas lembranças.

Finalmente, quando chegamos na varanda, uma mulher, aparentemente um pouco mais velha que Jessi, pegou minha mala, seguindo até a escada no meio da enorme sala de estar, com uma mesa tão grande quanto a minha cozinha.

A decoração amadeirada e luxuosa, junto com o cheiro doce no ar, deixava a casa com aspecto confortável demais para não ter vergonha, e com medo demais para não tocar em nada. E eu mesma que não arriscaria tocar e tais coisas caras, só a decoração, poderia custar os meus rins.

— Fiquem à vontade! — Disse Jessi, alisando seu vestido. — Jimin vai mostrar os seus quartos... — Virei-me para o resto do grupo, na esperança de me misturar, para talvez, Jessi me esquecer no meio da multidão, mas não adiantou de nada. — Júlia, venha, vou mostrar seu quarto!

Ela praticamente berrou, chamando toda a atenção para mim. Sorri, seguindo-a pela escada, até o fim do corredor principal. Havia uma porta na direita e na esquerda do corredor, e paramos entre elas.

— Esses dois quartos, são os da varanda principal. Eu ia por o Jimin aqui, mas sei que ele seria egoísta demais para dividir com alguém. Então... — ela caminhou até a porta da esquerda, abrindo-a. — Ele é todo seu.

Quase tive um treco! Como aquela mulher poderia me colocar numa suíte? Eu nem caberia direito naquela cama!

— Jessi, isso é demais. Eu podia ficar num quarto de...

— Nada! Fique à vontade! — empurrou-me para dentro. — Tem quatro quartos de hóspedes. Tive que fazer uma conta pra trazer camas. Além do mais, aqui tem frigobar, karaokê, e as paredes têm isolamento acústico — ela riu de um jeito estranho. — Você pode trazer alguém aqui para curtir a noite, tipo...

— As meninas?

Seu sorriso se transformou em uma careta quando se desmanchou

— Ah! Você pretende usar a parede acústica com elas? — perguntou e eu franzi o cenho. — Não que seja da minha conta. Nunca fiz a três...

— NÃO! — neguei, gesticulando exageradamente com as mãos. — Eu não vou transar com elas. Eu não transo com elas, para você saber. — Até onde eu sabia, eu não transava com ninguém. — Elas são minhas melhores amigas.

— Ah! Certo! Pode chamá-las quando quiser — ela sorriu, acariciando minhas costas. — Se as duas se mudarem para cá, me avise. Talvez o meu pirralho queira um quarto só para ele. — Jessi piscou. — Se precisar de qualquer coisa, meu quarto é o do lado.

Quando Jessi deixou o quarto, tomei um banho e desfiz as malas, procurando logo meus resumos para estudar. Assim que fizesse aquele teste, eu estaria livre para aproveitar a praia no dia seguinte, e aquela era a minha motivação.

Passei tanto tempo no quarto que, uma das ajudantes de Jessi, veio trazer-me a janta no quarto. Fiquei triste por não ter participado com eles, mas eu teria outras oportunidades. Em momentos melhores.

Finalizei o estudo na madrugada, e estranhamente, no corredor, um barulho de passos despertou minha atenção. Eu já tinha visto filmes de terror o suficiente para entender que, correr atrás de passos no meio da madrugada não daria bom. Olhei no relógio e eram duas e vinte da manhã — mais um motivo para não sair do colchão.

— Quem é que está acordado essa hora?

Levantei-me, calcei as pantufas, abrindo a porta. Conferi se meu roupão estava devidamente amarrado, caso eu corresse como um louca, pelo menos, pelada eu não ficava.

Das duas uma: Ou era um espírito maligno ou Jessi havia acordado. Preferi seguir a ideia de que, era Jessica, não um possível fantasma.

Desci as escadas vagarosamente, prendendo meu cabelo em um coque desajeitado, e pela distância dos passos, o certo maligno não estava indo tão longe. Respirei fundo, tomando coragem para adentrar o cômodo à esquerda, ouvindo os passos terminarem por ali.

Um frio inexistente fazia-me tremer de medo, e as batidas do meu coração pareciam tambores altos, possíveis de se ouvir. Minhas pernas também não saíram ilesas, tremiam como bambus, e minhas mãos suavam o gelar do meu corpo.

Pus a cabeça na entrada da cozinha, e ainda sem conseguir ver o certo alguém, adentrei mais ainda, sentindo aquele cheiro de novo. Cheiro de mar, com o perfume inesquecível de Park Jimin.

Suspirei aliviada, pondo a mão no peito. Mas, vendo sua expressão facial, eu não sabia se deveria me sentir tão aliviada.

Jimin estava encostado na ilha, de braços cruzados. Parecia estar ocupado em seus pensamentos, tanto que nem fez as honras de falar comigo. O que já não me impressionava. Porém, eu queria me aproximar, e finalmente dizer o que estava entalado nas minha garganta — o que estava perturbando meu juízo e acabando com tudo que eu chamava de controle —, mas, quando dei o primeiro passo em sua direção, o guitarrista seguiu pelo outro lado, mais uma vez, fazendo descaso da minha existência.

Ah! Mas ele só podia estar doido! Eu não aguentava mais aquele joguinho depois de ele praticamente dizer em bom tom que seria meu amigo. Bom... ele não tinha dito isso exatamente, mas suas atitudes altruístas sim.

— Jimin — chamei, e ele continuou a andar, balançando seus fios bagunçados com a intensidade de seus passos.

Com um impulso irreconhecível, cruzei a ilha, seguindo-o furiosa.

Jimin tinha feito aquilo durante os ensaios, durante a viagem e até com a Jennie. Eu não conseguia ser tão boba para não perceber o que ele estava fazendo.

— Pode me dizer que porra está acontecendo com você? — Perguntei um pouco mais alto que imaginei.

O guitarrista parou no primeiro degrau da escada e olhou-me por cima do ombro, não parecia estar com raiva e muito menos estava feliz. E tudo em mim, começou a borbulhar, explodir, tremer, e falhar como o ar em meus pulmões. Minha boca tentou falar, mas nenhum som saiu dela.

Dei mais um passo, e ele avançou mais um, causando uma fisgada no meu coração. Uma forte o suficiente para meus olhos quase despencaram em lágrimas.

Apertei o punho, mordendo meu lábio inferior com força, respirando ofegante, enquanto seus olhos me encaravam.

De todas as coisas que eu precisava ouvir, o inaudível e inquieto olhar de Park Jimin, foi a resposta mais sincera que tive.

E naquele momento, tudo fez sentido na minha cabeça.

[ Esse capítulo foi dividido em duas partes, narradas pela mesma personagem ]




NOTA DA AUTORA:


Me perdoem!!!

Eu sei que demorei horrores para atualizar esse capítulo, eu juro que tenho uma justificativa muito boa e verídica: Eu estava tendo uma crise de perfeccionismo(ansiedade) e isso me gerou um bloqueio criativo. Mas agora, as coisas estão indo bem. 

Já adianto que, o capítulo 25 está sendo escrito, então, provavelmente, eu já atualize na semana que vem.

Agora, vou precisar da ajuda de vocês. Se vocês puderem, deixem o feedback de vocês aqui! Vou está postando eles em breve no meu Instagram, vocês estarão me ajudando muito muito muito mais do que vocês já me ajudam.

Não esqueçam de votar no capitulo, assim eu vejo que o Wattpad está entregando eles direitinho.


Amo vocês Infinito.

PAM

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