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19. ʟɪᴛᴛʟᴇ ʟɪᴇ

"...Eu não posso confiar em nenhum cara..."

Bare with me - Teyana Taylor



PARK JIMIN



     É, eu realmente não sabia o que fazer, assim que eu soltei a mão de sua cintura, a vi se distanciar de mim rapidamente. Justo, depois da minha ideia, achei justo da sua parte.

Peguei uma bebida aleatória que o garçom servia, me distanciando da pista. Acidentalmente, encontrei Jungkook encostado próximo ao bar, flertando descaradamente com algumas garotas ao lado. Percebi que, não tão longe dali, Lalisa — sua até então pretendente —, estava com os olhos fincados nele, soando nada satisfeita. Revirei os olhos, "Dois burros", pensei na hora, parando o olhar na cara sem-vergonha de Jungkook.

Eu quase mandava ele ir à merda, na verdade, eu estava a semana toda fazendo isso. Já estava de saco cheio de suas conversas idiotas deduzindo como Júlia se sentia sobre ele. Se eu era narcisista, Jungkook conseguia ser muito pior, preso na ideia de que tinha todas as mulheres em suas mãos.

Eu só queria paz — paz, e uma bebida bem forte.

— E aí? — perguntou ele, batendo seu ombro no meu enquanto eu engolia o gim. — Parece que o clima ficou bom na pista. Não era vocês que tinham uma rixa?

"Não era você que tinha namorada?"

Eu me virei para ele, o encarando com desdém. Eu mentiria para Jungkook naquele exato momento, só para ver aquele sorriso orgulhoso se desmanchar.

— Não — respondi, engolindo a última dose da bebida.

— Imaginei — riu ele, encostando suas costas no bar, direcionando seu rosto à pista. Olhei de relance. — Você nunca foi bom com mulheres. Na verdade, com ninguém. Você tem uma personalidade estranha.

"O seu pau que é estranho, sem noção." — era isso que eu ia falar, mas engolindo a resposta com toda força e amor à minha postura.

— Deve ser bem melhor que a sua, já que você estraga as coisas bem melhor que eu — brinquei com o copo, vendo-o balançar a cabeça sorrindo.

— Essa foi boa.

Claro que foi. Eu estava certo.

— Quanto tempo pensa que vai sustentar esse relacionamento? Se é que posso chamar isso de relacionamento...

Pus o copo na mesa do bar, voltando-me para a pista de dança, onde algumas pessoas dançavam.

— E você continua intrometido. — Jungkook cruzou os braços. — Fiquei sabendo que a chamou para o baile, achei isso bem estranho, já que, até onde eu sei, você não gosta de compartilhar. — Eu permaneci olhando para frente, pensando bem no que eu iria falar. — Foi por pena, não foi?

— Pode parar de ser imaturo? Parece que tem merda na cabeça — comentei em voz alta, dando um passo à frente, vendo silhuetas familiares subirem ao palco. — Pena eu tenho é de você.

Pena? Ele realmente achava que eu faria isso por pena?

Deixei Jungkook para trás, passando lentamente pela multidão, que se concentrava para ver a apresentação. Mergulhei as mãos nos bolsos, um pouco distante do palco.

Jennie, Rosé e Júlia? Aquilo foi programado? Assim que vi Taehyung subir ao palco, minha curiosidade aumentou, como a de todos ao redor. Voltei-me para a mesa onde estavam os outros e suas expressões confusas confirmavam que eu não era o único sem saber.

Meus olhos passaram por Júlia Parker, percorrendo seu corpo novamente, naquele vestido incrivelmente sexy e deslumbrante. Eu, com certeza, nunca me arrependeria de ter lhe dado aquele presente.

Jin gritou com Hoseok do outro lado do salão, fazendo-a sorrir timidamente, e assim que o teclado começou a tocar, as luzes se apagaram, dando um foco para Júlia. Ela abaixou a cabeça, pousando suas mãos sobre o microfone.

Quando começou a cantar, toda a multidão se calou completamente, cravando os olhos sobre ela. Além de muito bonita, sua voz também era arrebatadora, como os outros haviam dito antes, e eu não me surpreenderia se fosse boa em mais outra coisa.

Cruzei meus braços, interessado. Eu estava realmente interessado em analisá-la, mesmo naquelas circunstâncias, eu ainda era levado a ser crítico. Meu corpo foi tomado por um sentimento estranho, assim que seus olhos claros cruzaram com os meus, fitando-me sem cessar. Eu entendi o que queria fazer, e não me preocupava se ela continuasse, desde que mantivesse o ritmo e não explodisse meus tímpanos.

Na ficha técnica que entregou, dizia que sua mãe era turca e seu pai — como já havia visto —, era coreano, e eu só conseguia ser levado a questionar "De quem havia herdado aquela voz?". A profundidade dos seus traços, os seus cachos cor de chocolate e o tom dos seus olhos, provavelmente eram da sua mãe. Depois de ter visto Kim Wonnea — seu pai —, diria que havia tirado dele apenas a altura e temperamento.

Toda aquela luz sobre ela, aquela voz forte e melodiosa, me davam uma sensação desconhecida.

Seu corpo paralisado e sua voz tênue. Ela estava muito tensa, mas parte dessa tensão sumiu parcialmente quando a Jennie entrou com a bateria, no refrão. Júlia deu sua voz intensamente, eu diria que eu estava explodindo. Tae sorria, olhando para Roseanne, e Jennie, bom, assim que percebeu meu olhar, piscou orgulhosa.

Pelos deuses! Como eu queria pular naquele palco e me apossar daquela guitarra! Encarei-os, me perguntando se não seria vandalismo demais atrapalhar a apresentação alheia, por pura estética de som. Faltava a guitarra, eles não eram surdos de não notar isso. Ou foi só mais uma desculpa minha para participar daquele som.

Aproximei-me rapidamente do palco, pulando sobre ele, Taehyung abriu um grande sorriso assim que tomei a guitarra, como se me agradecesse telepaticamente. A plateia estava com os olhos em mim, esperando algo, e Júlia tentava agir com naturalidade. Realmente, se eu fosse ela, não iria querer que tudo parecesse um mero imprevisto. Fiz um sinal rápido com os dedos para ela encarar-me, e assim ela fez, focando sua atenção.

— Você pode fazer mais que isso — sibilei a ela, que concordou com a cabeça respirando fundo.

Com um dedilhado forte, entrei acompanhando a voz dela. Meus olhos se fecharam automaticamente, sentindo o leve incômodo das cordas nos dedos.

Todo aquele som me entorpeceu. Se eu fosse dizer algum vício que tivesse, com certeza seria música — o maior dos meus vícios. Mordi meu lábio inferior com força, sentindo meu corpo queimar ouvindo aquele som.

Esse era o momento dela, exclusivamente dela — a parte final. Olhei para o seu punho cerrado, enquanto a outra mão estava sobre o microfone, trêmula. Sua voz enfraqueceu, parecendo que a qualquer momento perderia o controle e sairia do tom. Odiava admitir que ela estava indo bem melhor do que eu imaginava, mas não deveria desistir de brilhar na última parte. Na melhor parte.

Olhei para trás, pedindo para Yoongi aumentar o volume, e assim que ele fez, me aproximei do seu microfone, perto o suficiente para ser escutado, e longe o suficiente para não tocá-la. Minha respiração falhou, sentindo seu perfume floral novamente, depois daquela dança.

Looking so crazy in love's, got me looking, got me looking, so crazy in love — cantamos em um uníssono harmônico.

Júlia abriu seus olhos esverdeados, me fitando. Eu não deveria ter feito isso. Afastei-me, vendo-a sorrir minimamente, enquanto todos gritavam e parabenizavam a apresentação.

Após cantarmos juntos no palco, após vibrar na mesma sintonia e todos estarem cientes que isso aconteceu, fui tomado por uma vergonha que eu não consegui entender ou explicar a alguém. Parecia mais patético do que nunca, mais pequeno que nunca.

Eu não me importava em ter sido o único a não escutá-la antes, e eu não me importaria se tivesse sido assim por um bom tempo. No entanto, ter escutado ela cantar pela primeira vez, moveu uma vontade maior de vê-la brilhar em um palco mais alguns instantes.

Não ocorreu nada de mais na festa depois disso, sinceramente nada mais foi tão interessante quanto aquela cena magnífica de Júlia Parker vibrando com o público. Não era justo que tivesse acabado tão cedo.

O resto do baile foi bem interessante, Namjoon tendo que controlar o Jin bêbado, Tae e a Rosa de grude; Hoseok, Yoon, Jennie e Júlia dançando com uma galera estranha, e eu, bem longe deles. O máximo que eu podia.

No caminho para casa, Taehyung ficou comentando sobre Rosé e todo aquele papo de ela cheirar a algodão-doce e canela, e sua voz soar como a brisa fria do anoitecer, eu não aguentava mais ele filosofar coisas apaixonadas para mim — eu nem sei se saberia imaginar uma voz como a brisa fria do anoitecer.

Eu estava feliz, meu último baile de arrecadações havia sido memorável.

Inquieto e assustado, era assim que eu me sentia depois de ter sonhado pela segunda vez seguida com Júlia cantando, com voz de esquilo. Eu só podia estar doido. Quase ligava para minha mãe para perguntar um dos seus significados místicos, por pura curiosidade.

Eu nunca acreditei nessas coisas, até ela prever algo que realmente foi o maior presente que o universo me deu — sendo mais específico —, a separação dela com um drogado, que fumava doze maços de maconha por dia. Nunca agradeci tanto na minha vida.

— Você pode, por favor, olhar para mim? Eu estou falando! — Nayeon falou mais uma vez, vestindo sua roupa. — Está pensando na noite passada?

Ela tinha viajado por horas só para poder me ver, e eu nem tive a opção de negar porque ela chegou de surpresa. Taehyung odiava quando Nayeon aparecia daquele jeito, ele já não ia com a cara dela.

— Não — respondi, olhando ela sorrir de relance. — Quer que eu pense em quê exatamente? Tem muitas coisas...

Nay me lançou um olhar malicioso seguido de um sorriso.

Eu já estava começando a ficar irritado com o seu altruísmo, querendo me salvar das minhas situações familiares, ainda mais das suas tentativas de aproximação.

— Não me importo com isso, faria tudo de novo só para te lembrar. — Não me surpreendi com suas palavras, eu sabia que ela realmente faria se quisesse. — E você me faz gozar. Isso é um grande achado.

— Então, você está me usando? — Pisquei, deitando sobre meus punhos, vendo-a sorrir.

De repente, a imagem de Júlia surgiu em minha mente, lembrando-me do que eu havia dito no baile. Balancei a cabeça, na esperança de afastar o pensamento.

— Essa pergunta é mais minha do que sua.

E era verdade, ela havia me salvado muitas vezes, algumas vezes eu nem queria, mas estava me salvando. E Nayeon fazia questão de me lembrar disso, toda vez que gemia meu nome estridente, como se fizesse tudo por apenas mais uma transa. Eu sei que era ridículo pensar assim. Eu me sentia um cuzão, porque me sentia no direito de fazer algo.

— Que eu me lembre, eu nunca pedi sua ajuda ou favor — falei, mas acabou soando sério demais, e Nayeon entendeu do que se tratava, virou o rosto e sentou-se.

— Eu sei. Mas tudo que eu faço é porque gosto de você, e gosto demais de outra coisa também... — Ela deslizou sua mão por meu abdômen. — Mas a grande pergunta aqui é: por que está comigo?

Gargalhei. Gargalhei porque eu não sabia se era pra ser honesto ou mentiroso. E sinceramente, eu estava com ela porque a nossa transa era boa, nada de mais.

— Acho melhor você ir. Tenho que resolver alguns assuntos daqui a meia hora. — Olhei para o relógio na bancada, me levantando.

Eu não era doido, sabia das suas intenções, mesmo que tentasse esconder.

— Você podia ser um pouco mais carinhoso, atencioso... — sugeriu ela, ainda sentada na minha cama.

Respirei fundo e fechei os olhos, buscando a melhor maneira de encerrar aquela conversa.

— Espero que ache alguém que faça isso por você, Nay.

Vi ela revirar os olhos.

— Não deve ser tão difícil para você fazer isso, Jimin...

Será que ela não entendia? Será que não via? Eu deveria ser mais claro?

— A questão aqui, Nayeon — virei-me para ela, interrompendo sua frase —, é que eu não quero.

Eu estava lá parado, encarando-a enquanto tentava desviar de mim, olhando alguns livros nas prateleiras da biblioteca. Brinquei com meu cordão prateado, o pondo na boca, nervoso.

Júlia estava a meia hora andando de um lado para o outro procurando, e aquilo já estava acabando com a minha paciência. Eu bati meus dedos na mesa, copiando a batida de uma música que tocava distante, a inspetora, me lançou um de seus piores olhares, e eu fui obrigado a parar minha melodia e voltar a esperar a Julieta.

Peguei-a me encarando, mas rapidamente desviou, fingindo que eu não existia. Eu definitivamente não mordia, mas suas reações me faziam ter medo da impressão que tinha sobre mim.

Não que me importasse com o que ela achasse sobre mim, ou sobre qualquer outra coisa que os outros achassem sobre mim. Só era estranho porque sempre costumam deduzir algo falso e, de tanto deduzirem e espalharem, acaba virando uma verdade quase que irreversível. O caso da Jennie se enquadra nisso.

Júlia pegou um livro e começou a folheá-lo lentamente. Respirei fundo, me encostando na cadeira. Meus nervos!

Não vinha sendo tão gentil assim, então eu praticamente me culpava por afastar as pessoas. Muito provavelmente daqui a três anos, eu serei totalmente esquecido na universidade, ou um dos maiores patrocinadores. Poderei ter o título de melhor baterista da Korean International University, ou ser resumido ao simples codinome de filhinho de papai. Era uma questão de sorte ser lembrado.

Júlia caminhou com seu livro em mãos até uma das bancadas, e ela foi bem rápida ao sair da biblioteca, fui obrigado a correr atrás dela.

— Agora você está me seguindo? — perguntou ela, parando no meio do corredor. — Pode parar? Isso é muito estranho. — Ela pôs as mãos na cintura, olhando ao redor.

— Eu estava esperando você terminar de procurar seu livro. — Entreguei a pasta para ela. — Você saiu tão rápido da sala de música que não deu para te entregar.

Ela fez uma leitura rápida por fora da pasta, observando o brasão da universidade. Pus minhas mãos nos bolsos, continuando:

— O crachá é para os eventos, e esse cartão é onde cai a remuneração das apresentações.

— Apresentações? — A cacheada arregalou os olhos, cobrindo a boca. — Não me diga que...

— Toda apresentação que divulga o projeto, divulga a universidade, e é por essa divulgação que somos pagos. — Ela mexeu no cartão, com os olhos brilhando. Cruzei os braços, esperando alguma pergunta, objeção ou reclamação, mas ela só continuou admirando todos aqueles papéis.

— Valeu por isso e... — Júlia olhou para trás de mim, arregalou os olhos e voltou. — Olha só, faz alguma coisa, qualquer coisa...

A primeira coisa que eu pensei em fazer foi correr e sair o mais rápido o possível dela, porque aquela loucura só podia ser contagiosa.

— Me abraça! — pediu ela, se escondendo na minha altura

Os meninos me perguntaram várias vezes o que me fez desgostar dela, mas para ter que explicar isso eu teria que começar a escrever uma lista, e o ponto primordial dela seria: sua loucura.

— O quê? Está louca?

Está bem que eu sugeri a ela uma coisa muito mais doida alguns dias atrás, mas nem que uma praga caísse sobre a terra que eu abraçaria ela novamente.

— Vocês por aqui?

Assim que escutei a voz de Jungkook de longe e fui obrigado a passar meu braço pelo ombro da garota, de modo que vi seus olhos fugirem dos meus.

Virei, vendo-o acompanhado da sua amante, quero dizer, namorada ou qualquer outra porra ela era dele.

— E aí? — falei, recebendo o olhar confuso do casal, nos julgando.

Claro que aquilo não parecia natural, eu estava abraçando Júlia Parker. Arriscando a minha reputação por uma louca, ótimo!

— Nossa, estou atrapalhando algo entre vocês? — meu amigo indagou, de forma debochada.

A mulher ao seu lado deixou escapar uma risada, e eu também ri, da capacidade deles serem tão sem-vergonha.

Olhei para a Júlia sorrindo e ela me olhou como se pedisse desculpas e socorro ao mesmo tempo, arrumei uma mecha de seus cachos para atrás da sua orelha.

Voltei para os dois.

— Não. Não atrapalhou em nada, só estávamos conversando.

Jungkook olhou para a Júlia e em seguida voltou-se a mim, esperando dela alguma resposta.

— Enfim. Foi bom ver vocês de novo. — Infelizmente, não eram todos que pensavam assim.

— Claro. Pelo jeito parece que você se mudou. — Olhei para a morena ao seu lado com desgosto. — Se eu soubesse, já tinha achado outro inquilino.

Jungkook sorriu, olhando para sua namorada. E para a infelicidade de Júlia, Lalisa abriu a boca, cruzando os braços. No mesmo momento, juntei minhas sobrancelhas, julgando suas próximas falas.

— Enfim... — A garota juntou as mãos, sorrindo para Jungkook. — Nós dois vamos a um restaurante na sexta, se vocês quiserem nos acompanhar, vai ser muito legal ter outro casal.

Ah! Claro que vai ser legal! Depois de ter sido uma lambisgoia, agora vai dar uma de exibida?

— Vocês são um casal? — meu amigo perguntou, forçando naturalidade naquele sorriso maldoso.

— Não, o que é isso? Não, não — enfatizou Júlia, mas assim que me olhou, sorriu sem graça, mudando sua resposta. — Eu não chamaria isso de casal. — Ela apontou para nós dois, repetidas vezes.

— Ah... — Lisa me olhou, sorrindo. Suponho que pude ver o seu veneno escorrer. — Estão ficando?

Olhei para Júlia, afinal, ela havia me colocado naquela situação e teria que me tirar dela.

Jay? — perguntei curioso. Ela estava tão tensa que seus ombros foram os mais tensos que eu já havia sentido. E a cara dos outros dois pressionava mais ainda.

— Combinado — Júlia falou baixo, e logo tomou força na voz. — Combinado. Vocês podem me mandar a localização e o horário, nós estaremos lá. — Pegou minha mão apoiada em seu ombro com firmeza, me assustando mais uma vez com seu teatro. — Desculpa, agora nós temos que ir... É que... Temos que fazer coisas de... enfim, até sexta-feira.

Ela me puxou pelo corredor, olhando para trás para ver se os dois já haviam ido e, tendo certeza, Júlia me empurrou para um canto, me prensando contra parede.

— Olha só, isso não é um "sim" para aquela ideia maluca que você teve no baile, okay?

— Mas também não é um não... — ri e ela me prensou mais forte, com suas mãozinhas no meu peito. Aquela era a primeira vez que eu parava para analisar de perto seu tamanho e poderia sugerir que seus um metro e sessenta não eram nada perto dos meus um e oitenta.

— Vamos naquele encontro idiota e não falamos mais sobre isso.

— Tem como parar de fazer isso? Tá me deixando excitado.

Júlia semicerrou os olhos, me soltando. Verificou se alguém estava por perto, disfarçando sua cara lisa.

— Como posso saber se vai usar minha imagem para se promover? — Ela cruzou os braços, rindo com desdém.

— Caralho, como você consegue ser tão egocêntrico?

Encostei meu ombro na parede, encarando-a.

— Eu tenho as minhas condições.

— Você é um babaca! — Ela cerrou os punhos, batendo o pé. Eu sinceramente pensei que fosse levar um soco. — Você é a porra de um idiota do caralho, fodido do capeta, narcisista sem coração e um... — Franzi a testa, impressionado com sua confissão calorosa enquanto Júlia apontava o dedo na minha cara. — UM BURRO MAL EDUCADO! É isso que você é!

— Mais alguma coisa?

Com fogo nos olhos, Júlia me deu as costas andando, enquanto a fumaça saía de sua cabeça. Talvez fosse verdade o que ela achava... menos burro. Eu não era burro.


NOTA DA  AUTORA:


Olá, meus amores? Como foi a semana? Espero que tenham curtido muito o carnaval, fazendo sei lá oque kkkkk

Esse capítulo tá babado, parece que alguém foi posto contra a parede, literalmente. Como eu havia tirado as semanas para um descanso mental, eu acabei não mexendo em "Bad idea", e todos os capítulos reservas que eu tinha acabaram. Então pode demorar um pouco para o capitulo 20 sair, ainda mais agora, que estou trabalhando, porém... eu já tenho planejamento pronto até o capítulo 24. E o que eu quero dizer com isso? Vai sair de qualquer forma ksksksksksk

Estou fazendo uma revisão auxiliar do capítulo 1 ao 10, nada muito grave, é só para revisar a concordância verbal, não se preocupem. E para quem não sabe, a parte dois de B.I começa após o capitulo 20, então, essa revisão auxiliar vai acontecer novamente quando a próxima parte chegar. Enfim... Era só pra deixar esclarecido para vocês que eu estou fazendo o possível para ter um bom desempenho na escrita. E como estou trabalhando, o processo pode ser mais lento.

"Bad idea" pode se tornar um livro físico em breve, olha, imaginaaaa kskskks

Mas se "Bad idea" fosse se tornar físico, em qual editora acha que caberia melhor, hein??? Comenta ai. Comenta também o que acharam desse capítulo, ou um mini feedback de "Bad idea" até agora, isso me ajudaria muito como escritora e como amiga.


Com todo meu amor todinho...

PAM



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