Chào các bạn! Vì nhiều lý do từ nay Truyen2U chính thức đổi tên là Truyen247.Pro. Mong các bạn tiếp tục ủng hộ truy cập tên miền mới này nhé! Mãi yêu... ♥

18. ᴛʀʏ ᴛᴏ sᴇᴇ

"... Me deixou com cara de loucamente apaixonada..."

Crazy in love - Beyoncé




JÚLIA PARKER


     Meu coração estava acelerado o bastante para eu ter uma parada cardíaca ali mesmo. Li a carta três vezes antes de agir, abaixei a mão, olhando direto para a tal Jessi. Em seu rosto concluiu tudo que eu queria saber.

— Ele pode ser meio chato... — Jessi começou. — Sem noção, meio grosso, estressadinho... — enquanto a mulher falava, Jin concordava com um "é" a cada adjetivo aderido ao guitarrista. Jessi virou-se, lentamente, para o mais alto, olhando feio. Jin sorriu sem graça, e ela voltou a mim. — Ele fez isso por um bom motivo. Não estou aqui para que você reconsidere, seria ótimo se isso acontecesse, mas tudo bem. Isso é seu de qualquer jeito. — Tomei a caixa de sua mão, me negando a abri-la naquele momento.

Eu não consegui acreditar que estava mesmo sentada no vaso sanitário enquanto Jin arrancava a minha alma na cera. Rosé estava ocupada preparando uma mistura estranha de hidratação com óleos. Eu estava entrando em pânico ao ver Jin preparar a próxima passada de cera. E foi assim que passei às 5h00 para fazer faxina semanal. Depois de deixar as minhas pernas mais lisas que meu bolso, Jin teve que sair correndo para o último ensaio e Rosé continuou ali cuidando das minhas unhas.

Apenas ficamos em silêncio enquanto ela pintava minhas unhas de rosa claro. Um momento feliz que me faz pensar o quanto estava orgulhosa por ter me aproximado dela. Rosé estava sendo boa, empática e companheira, e sua amizade seria a única coisa que eu não me arrependeria, desde que pus os pés na KIU.

— Me desculpa por ter aparecido assim, sem avisar. Eu sabia que você ficaria triste se não fosse... — ela falou, pintando a última unha.

— Que nada! Estava me preparando para assistir Harry Potter — brinquei, a fazendo rir e logo depois Rosé me encarou.

— Está tudo bem se não quiser ir com ele, sabe... não faça algo que te deixe desconfortável.

Eu respirei pesadamente, tocando seu cabelo estranhamente macio e hidratado, mesmo depois de tanta descoloração para chegar aquele tom.

— De verdade, eu não tenho motivos pra não ir com ele. — Ela arregalou minimamente os olhos, espantada. — Eu só estou preocupada mesmo é como vão ver isso.

— Mas você não deveria pensar assim. Digo, você não pode simplesmente deixar de fazer o que te deixa bem, só porque um dito cujo está se incomodando. Pensando bem... — Rosé semicerrou os olhos, com uma expressão raivosa. — Foda-se esse dito cujo!

Sorri minimamente, achando aquilo fofo


Enfim sábado, o tão esperado sábado, o dia do baile. Roseanne havia acordado cedo para terminar de fazer as minhas unhas dos pés. Ela já estava pronta, ela mesmo disse que tinha feito tudo com antecedência, e eu me senti uma bosta ao ver quanto eu era desleixada.

Rosé era tão graciosa pela manhã, parecia que tinha acabado de sair de um dorama. Eu conseguia sentir o viço de sua pele sem nem mesmo tocá-la. Seu cabelo não tinha nem um fio desarrumado, e seu rosto, ah... eu nunca ficaria daquele jeito nem se fizesse quinhentos skin-care na vida toda.

Seu vestido já estava passado, num cabide, estendido sobre meu sofá rosa chiclete — estava tudo preparado, só faltava o meu vestido. Se bem que não faltava de verdade, já que Rosé havia trago dois looks para que eu usasse emprestado.

Vou confessar que foi difícil para mim me acostumar com a sua gentileza, eram vestidos incríveis e eu não teria a mínima condição de os comprar, o que só piorou o sentimento.

O primeiro vestido era um rosa, quase semelhante à cor do sofá, se eu ficasse mais algum tempo na sala com aquele vestido, seria facilmente confundida por um divã. Mas o vestido era lindo, tinha uma fenda na perna direita e um decote em "V", que eu não me sentia confortável usando.

O próximo vestido, um branco curto e muito justo, com decote reto e uma pelúcia no peito. Ele me dava um ar de virgem puta, que me dava um up na autoestima, mas eu não conseguia andar meio metro, que o vestido virava uma blusa.

Por fim, estava eu e Rosé, deitadas no sofá, pensando no que iríamos fazer, já que aquelas tinham sido as minhas únicas opções. Até Rosé dar um sobressalto do meu lado, sorrindo. Ela se levantou, foi no quarto e, quando voltou, segurava a caixa que Jessi havia me entregado na noite passada.

— Olhei essa caixa a noite toda querendo abrir. Anda, abre! — Tomei a caixa de sua mão, arrumando minha postura.

Minha respiração falhou só de lembrar da carta que Jimin havia me escrito, com sinceridade. Na verdade, eu não sabia o que era mais verdade ou mentira da parte dele, eu só queria que eu pudesse ter um ano normal, sem relacionamentos complicados.

Puxei a fita violeta, e levantando lentamente a tampa da caixa pude ver algo embalado caprichosamente num papel manteiga. Direcionei o olhar rapidamente para Roseanne e continuei retirando o papel, me deparando com um vestido dobrado.

— Oh meu deus! — Rosé se levantou espantada.

Peguei o vestido, estendendo-o para ver. Ele era preto, curto e tinha umas mangas longas de tule, e pelo que aparentava, ficaria muito justo no corpo, o que me dava muito medo. É agora ou nunca! Me vesti, e assim que me olhei no espelho, não pude descrever a sensação de satisfação que eu sentia. Girei e fiz todas as poses necessárias para provar que eu estava 100% satisfeita, e sim.

O vestido moldava meu corpo e a transparência das mangas dava um toque elegante e jovial. Magnífico. Quando a loira viu, ficou maravilhada, e me elogiando concluiu que era hora de nos arrumar.

— Você não acha que é muita coisa? — indaguei, me olhando no espelho. Toda aquela produção havia me deixado muito bonita, mais do que eu achava que eu poderia ficar.

— Está perfeita! — Bateu palminhas. — Esse coturno ficou perfeito com o vestido. — O sorriso de Rosé me olhando pelo reflexo do espelho me fazia sorrir também.

Seu celular tocou, e ela atendeu rapidamente, me encarando. Pelo jeito que ela estava corada, provavelmente era Taehyung no outro lado da linha.

Rosé estava usando um vestido rosa claro, com um ar bem delicado, e nos pés, um saltinho branco. O seu cabelo estava repartido no meio, bem liso, e no rosto uma maquiagem leve.

— Certo, ele falou que estamos muito atrasadas, que se não entrarmos em uma hora, não vamos vê-los tocar.

Puta merda!

Pegamos nossas bolsas e fomos rapidamente. A noite estava fria e com toda aquela ansiedade, eu só conseguia sentir o embrulho na barriga. Eu havia esperado muito por aquilo, a primeira festa da faculdade, e todos os meus amigos — talvez nem todos...

Olhando pela janela do táxi, avistei um enorme casarão branco, com muitas luzes. Era lá. O carro deu a volta, nos deixando bem em frente ao grande portão.

— É agora ou nunca! — falei, segurando a mão da loira, que sorriu, empolgada,

Também era a primeira vez de Rosé indo ao baile, pois era um evento chique, onde somente convidados ligados à administração da AP poderiam ir, e sendo convidada por Taehyung, isso não seria pouco.

Retiramos os nossos convites, e apresentamos a carteira da AP. Os seguranças nos entregaram uma pulseira VIP, abrindo os portões.

As luzes coloridas, a música alta e todas aquelas pessoas bem vestidas dançando e bebendo. Eu estava maravilhada com tudo. Um palco grande e digno de um show estava montado, e uma banda muito talentosa tocava uma música familiar, que no momento eu não lembrava o nome.

— Eles estão ali! — Rosé apontou para uma mesa com um grande sofá em volta, onde todos estavam sentados. — Acho que não nos viram... — Rosé olhou novamente para suas roupas, um pouco insegura.

— Você está incrível! — falei próximo ao seu ouvido, já que a música alta me impedia de falar normalmente. — Aqui é muito grande e está parcialmente escuro, não dá para nos verem

E eu estava sendo sincera, não tinham como nos ver, estávamos muito longes e mal conseguimos enxergá-los. Só fomos em direção a eles quando tivemos certeza de que era Seokjin o cara que estava usando um terno que brilhava mais que todas as luzes do local.

Mal sabia como iriam reagir a mim, depois de falar com todas as letras que não iria, sendo convidada pelo Park.

Olhei para Rosé, dando sinal para voltarmos a andar. Meu coração acelerou e, de acordo com que nos aproximávamos, minha garganta dava um nó, daqueles que não se desprenderam muito cedo.

Mostramos as pulseiras e, assim que entramos, fomos metralhadas por todos na mesa. Eu estava me sentindo envergonhada, ainda mais depois de ver Park Jimin.

Bebendo algo vermelho, com o braço direito estendido no sofá, enquanto conversava com uma garota desconhecida. Puta merda, eu estava com os olhos presos nele!

Sua camisa longa tinha a mesma transparência que as mangas do meu vestido, como se ele tivesse realmente pensado em combinar comigo. Suas tatuagens estavam todas expostas, juntamente com seu corpo malhado. Jimin apoiou seu copo na mesa, nos encarando, enquanto puxava as mangas da camisa, expondo mais ainda suas tatuagens.

Oh deus, eu sou uma safada!

— Parece que a nossa princesa decidiu aparecer! — Jennie comentou, sorrindo. Ela estava como havia dito, um terninho vermelho, charmoso e cheio de poder.

— Eu não podia perder. Esse é o último baile de vocês. — Eu me sentei na ponta, estranhamente, perto de Jimin. Eu estava ocupada demais me esquivando do olhar fixo do guitarrista sobre mim.

— Você está perfeita! Eu nunca vi você tão deslumbrante! — Taehyung me elogiou, passando o braço por trás de Rosé, que, naquele instante, jurei estar corada.

— Verdade, Júlia. Você está incrível, a mais linda daqui — Jin falou, recebendo um olhar feio de Jennie, que sorriu após a brincadeira. — Foi mal, querida, só verdades.

Todos riram e mais elogios foram feitos pelos meninos, e eu continuava evitando a presença de Park Jimin, enquanto ele estava lá.

— Gente, ele continua com aquela garota mesmo, não é? — Yoongi apontou para o centro do salão, onde Jungkook estava dançando com Lalisa, ambos sorrindo e pulando.

Que ridículo! Por que eu ainda estou olhando esses dois? Imediatamente, me lembrei do que aconteceu no refeitório, sentindo minha cara esquentar.

— Entramos em meia hora. Vamos nos preparar — disse Taehyung, levantando e dando um beijinho na testa de Roseanne.

Eles levantaram um por um, indo rápido para o palco. O guitarrista, diferente de todos, levantou-se calmamente, dirigindo o olhar para mim enquanto abria dois botões de sua camisa.

— Vocês vão arrasar — falei, constrangida. Jimin apenas sorriu, e foi com os outros.

Minha amiga e eu ficamos de pé, assim que começaram a tocar, acompanhando a música. A primeira música foi um cover de Softcode do The Neighbourhood. Todos estavam curtindo a música junto com os meninos, arrasando. Quando começou a tocar Mirrors, todos ficaram loucos, a voz do Tae e do Jimin na música havia ficado perfeita.

A última música foi Rude, e foi o momento mais legal entre todos, Jennie teve o maior destaque na bateria, vibrando com a multidão. Eu e Rosé não parávamos de cantar e dançar, as pessoas em volta faziam o mesmo, nos acompanhando.

O sorriso deles estava me contagiando, me fazendo ficar tão maravilhada... Era um sonho?

Àquela altura, a camisa de Jimin já tinha se aberto quase que toda, seu abdômen estava começando a brilhar, como resultado dos pulos e animação no palco.

Após finalizarem, eles foram descansar e cumprimentar outras pessoas em volta.

— Rosé, vou comer alguma coisa, já volto — avisei, me distanciando.

Andei um pouco, até achar a enorme mesa de petiscos. Oh deus! Como aquele lugar conseguia ser enorme. Passeei até o final da longa mesa, procurando algo que fosse aparentemente familiar.

Peguei um doce parecido com um biscoito. Acho que era casadinho? Ou não, eu só conhecia aquele doce por foto. Por que rico gosta de complicar as coisas?

— Não tem nenhuma comida normal nessa festa? — Ouvi a voz familiar atrás de mim, olhei por cima do ombro, e era Jungkook. Eu apenas me fiz de sonsa, como se não estivesse escutado. — Fazer isso é maldade comigo, sabia? — Ouvi a voz de Jungkook mais perto do meu ouvido.

Fazer-me de otária foi maldade também, sabia? Afastei-me dele, procurando outra coisa aparentemente comestível.

— É uma pena que se sinta assim — respondi, botando mais alguma coisa doce na boca, sem saber o que era.

Ele ficou calado, comendo.

— Acho que deveríamos deixar algumas coisas no passado.

Isso não pareceu um pedido de desculpas.

— Eu sei. — Olhei para ele, notando que estava bem arrumado. — Por isso estou me afastando de você.

Jungkook arregalou os olhos, parecendo impressionado com a minha resposta. Ele passou o olhar para o outro lado do salão, e voltou-se a mim, abrindo um sorriso ladino.

— Avisa ao Jimin que é feio ficar encarando.

Assim que ele falou, olhei na direção da minha mesa, encontrando Jimin me encarando, como se estivesse me xingando telepaticamente.

— Dá licença.

Despedindo-me dele, voltei até minha mesa, pegando um drink de morango de um dos garçons. Os outros estavam na pista de dança, se divertindo ao som de alguns remix de Yoongi, que havia assumido o posto de DJ.

— É feio encarar as pessoas — soltei, me sentando na outra ponta do sofá, em frente a ele. Jimin revirou os olhos, se preparando para falar algo, mas acabou engolindo em seco.

Ficamos em silêncio, vendo os nossos amigos dançando e se divertindo. Quando fui perceber, já tinha tomado dois drinks de morango, inteiros. Nada estava fora do comum, não estava tonta e nem estava falando merda, o que era um milagre, julgando a minha fraqueza com álcool.

As músicas começaram a ficar mais calmas e os casais começaram a se aproximar do salão. Minha cara começou a esquentar, porque eu estava numa mesa com Jimin, e nem sequer havia tirado ele para dançar. Que acompanhante horrível eu sou!

Virei-me para Jimin, vendo-o me encarar, engoli em seco.

— O que foi? — perguntei.

— Qual o nome dessa música?

— Acho que é... Dangerously In Love do Destiny's Child

— Certo — concordou ele, dando um último gole de seu drink.

Eu estava aflita, eu realmente não queria chamá-lo para dançar, mas estava me sentindo a pior acompanhante do mundo, ainda mais sendo a sua última. A noite estava sendo incrível e eu não queria estragá-la.

Preparei-me para perguntar, sentindo minha barriga embrulhar em vários níveis diferentes de vergonha. Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Jimin pôs o copo na mesa, levantando e estendendo a mão para mim.

— Vamos dançar.

O QUÊ?

— Não — soltei automaticamente. "Que merda eu fiz?", pensei na mesma hora.

— Não foi uma pergunta — rebateu ele, novamente.

Constrangida, me levantei, tomando sua mão e indo até a pista. Estranhamente, na mesma hora, a música trocou, e a maioria dos casais começaram a dançar sugestivamente, me deixando mais envergonhada.

Pus minhas mãos em volta do seu pescoço e ele tornou a pôr suas mãos na minha cintura, me puxando com certa força. Eu não tinha certeza se estava respirando, ainda mais, sentindo o corpo de Jimin colado ao meu.

— Ele está olhando para você — Jimin soltou, afastando meu cabelo da orelha, com uma das mãos.

Eu sabia de quem se tratava, só não entendia bem onde ele queria chegar.

— O que isso tem a ver? — foi a única coisa que consegui falar.

Ele me encarou, me fazendo fazer o mesmo. Senti a mão dele apertar mais forte a minha cintura, e aquilo me deixou tão apreensiva, fazendo-me julgar se eu era sensível demais a toques, ou era apenas efeito alcoólico.

— Ele merece uma lição, não acha?

Era tanta informação que eu mal conseguia respondê-lo, eu estava tentando controlar todos os meus sentidos físicos, sem parecer uma safada.

— Eu não me importo mais com isso... — O meu tom de voz foi diminuindo ao sentir seus dedos passeando por minhas costas.

Que merda está acontecendo comigo?

— Eu estava pensando... — Jimin estava muito próximo ao meu ouvido, me fazendo fechar os olhos, arrepiada. — E se pudéssemos dar um troco nele?

— Por que acha que eu... — Ele passou novamente os dedos nas minhas costas, fazendo minha respiração falhar. — Onde quer chegar com isso? Seja direto.

O perfume dele já estava impregnado na minha pele, e seu calor já estava me fazendo suar frio.

— E se caso estivéssemos ficando, como acha que ele se sentiria? — indagou o loiro, me fazendo olhá-lo rapidamente.

— Isso é uma péssima ideia — ele moveu meu corpo, no ritmo da música — , ele é seu amigo, não acha que é um otário querendo isso?

Ele sorriu, passando os olhos por todo o meu rosto, esboçando um sorriso ladino.

— Não seria muito diferente do que sua amiga fez com você, não é? Na mesma moeda. — Piscou ele.

Pior do que eu imaginava...

— Não. De maneira nenhuma. Não me colocaria nessa situação — confessei, vendo-o sorrir, virando o rosto. — E de verdade, isso tudo não melhoraria nada.

— Mentira. Eu conheço o Jungkook, e ele é competitivo demais pra te perder pra mim.

Dessa vez fui eu quem riu, debochando.

— Você está sugerindo que eu te use pra fazer ciúmes pro Jungkook? Lamento te desapontar, mas não.

— Para fazer ciúmes não. Para fazer ele se desculpar com você — Jimin rebateu, me deixando desconcertada. — Depois dele se desculpar, nunca mais falamos disso. Vai por mim, eu estou mais interessado em dar um troco digno, do que te aturar. — Deixei escapar uma risada fraca. — Tente para ver o que acontece.

Jimin levantou meu queixo, se aproximando do meu rosto. Seus olhos pararam em meus lábios e voltaram para os meus olhos. O hálito de morango do seu drink passado, só me induzia incessantemente a fazer uma coisa a qual eu me arrependeria. Em um impulso quase automático, minha cabeça se ergueu, para mais perto dele, fazendo-o sorrir, se afastando.

Que porra eu estava fazendo? Eu queria beijar ele? Que idiotice!

— M-Me dá licença... — Afastei-me dele, indo ao banheiro. Na verdade, eu nem sabia onde ficava o banheiro, eu só estava andando para qualquer outro lugar que fosse longe o suficiente dele, daquele cheiro, daquele sentimento que o álcool me causava.

Como eu pude deixar isso acontecer?

Assim que achei o banheiro, entrei, apoiando as mãos no mármore da pia, encarando minha cara de sem vergonha no espelho.

E se tivesse de fato acontecido um beijo? Ele ia me beijar?

— Por que caralhos eu estou pensando nisso? — berrei, batendo as mãos no mármore. Respirei fundo, abaixando a cabeça.

— Gata, o que tá rolando? — Virei meu rosto, vendo Jennie encostada na porta com os braços cruzados. Arrumei minha postura rapidamente. — Eu e o pessoal vimos vocês na pista. — Ela riu vindo até mim. — Que tensão era aquela, gata?

Pus uma mecha para trás da orelha, sentindo meu rosto todo queimar.

— Nem sei o que eu estava fazendo — confessei.

— Você estava curtindo — afirmou a morena, arrumando seu cabelo no espelho. — Não é um problema se estava curtindo dançar com o Jimin, okay?

Não posso dizer que estava só curtindo...

— Precisamos ir. — Ela pegou minha mão, me puxando do banheiro até a multidão.

— Jennie, o que houve? — perguntei, quando paramos na frente do palco, com as outras pessoas.

Yoongi pegou o microfone noticiando:

— Se mais alguma banda quiser se apresentar, essa é a hora.

Jennie olhou para mim, e desesperadamente, balancei a cabeça negativamente.

— Vamos! Aquela música que você cantou naquele dia. — Agora, eu estava arrependida de ter cantado para ela na primeira vez que conversamos civilizadamente. — Vamos, vai! Você foi perfeita.

Engoli em seco, olhando ao redor, com algumas pessoas nos observando.

— Certo, mas como...

Ela nem deixou que eu terminasse, fez um sinal para Min Yoongi, que sorriu animado. Jennie subiu no palco, chamando Rosé, que sorriu imediatamente.

Subi as escadas, sentindo todos os músculos do meu corpo tremendo. Taehyung olhou para mim sorrindo, e subiu no palco, pondo o baixo nos braços.

— Que música, musa? — perguntou ele, arrumando o baixo.

Crazy in love — respondi, nervosa. Ele sorriu e falou algo com Jennie, que o fez concordar.

Olhei para a plateia toda reunida na pista, me encarando. Jungkook e Lisa estavam lá, os dois com expressões curiosas. Do outro lado, Jimin estava com as mãos nos bolsos rindo de canto, se aproximando do palco.

Rosé começou a tocar o teclado e a luz do local escureceu, de repente uma luz roxa se centralizou em mim, me fazendo rir assustada.

Posicionei o microfone, começando a cantar. A multidão se calou totalmente, com os olhos cravados em mim. Minhas mãos estavam trêmulas, e eu sabia que aquilo afetaria minha potência vocal, então, fixei meu olhar na primeira coisa que vi — na primeira pessoa que vi. Park Jimin estava com os braços cruzados, me encarando com certo interesse no olhar.

Quando o refrão chegou e a bateria entrou junto com o baixo, cantei o máximo que eu conseguia, me soltando ao fechar os olhos. Todas aquelas pessoas gritando, o ar, o som da música, me faziam vibrar. Era tudo intenso, como se eu estivesse expondo meus sentimentos...

Quando voltei a abrir os olhos, Park Jimin ainda estava lá, sorrindo. Sorrindo de verdade, como se estivesse amando e, por algum motivo, aquilo me deixava orgulhosa.

O loiro correu para o palco, tomou sua guitarra e fez um sinal com os dedos, pedindo que eu olhasse para ele. Ele sabia que eu estava nervosa, não era à toa que ele era músico. Quando o refrão chegou novamente, e a guitarra entrou, tive a mais pura certeza de que estava finalmente perfeito.

Jimin se aproximou de mim, e eu permaneci com o olhar travado sobre o dele. O guitarrista sorriu e sussurrou "Você pode fazer mais que isso", e naquela hora, pela primeira vez, eu escutei Park Jimin, fechando os olhos, e me entregando o meu máximo.

Uma voz harmoniosa entrou na música de repente, me fazendo abrir os olhos novamente, confusa. Assim que virei meu rosto, meu estômago embrulhou, ao encontrar Park Jimin cantando ao meu lado.





Banco de fotos:

(Foto postada no feed de Rosé, após encontro com Tae)

(Foto que Taehyung tirou do Jimin, e mandou no grupo dos Lascados, com a legenda "Um capetinha fotogênico")

(Foto que Júlia mandou para Rosé quando foi questionada como iria para o baile)

(O deboche da Nossa juju sksksksksksksk)

Gostaram da Ju? Skskskskskks

NOTA DA AUTORA:


Oi amores? 

Então, esse capítulo era para ter saído ontem, mas me ocupei numa festa surpresa.

Para quem me segue no insta, eu avisei por lá que vou passar uns dias de ferias devido as minhas crises de ansiedade que voltaram com tudo. Me desculpem por isso...

Os capítulos voltaram a sair a partir do dia 12, então, espero que me esperem nesse tempinho.

Já já eu estou de volta com mais fics e capítulos para vocês.

Do fundo do meu coração, vocês são muito importantes para mim


PAM

Bạn đang đọc truyện trên: Truyen247.Pro