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17. ᴍᴏᴛɪᴠᴇ

"...Eu sei que preciso, que preciso continuar respirando..."

Breathin - Ariana Grande



PARK JIMIN


     Alguns dias antes:

Tudo estava indo muito bem. A banda estava em perfeita sincronia, só faltavam alguns ajustes.

Era a primeira vez, em três meses, que eu chegava atrasado para o ensaio. Eu tinha colocado a primeira roupa que vi pela frente, sem nem perceber que parecia um sem noção.

— Perfeito, pessoal! — avisei, dando fim ao ensaio. — Jennie, você foi ótima — elogiei, vendo a morena armar um sorriso fofo. — Tae, tente aumentar mais a sua caixa de som, precisamos te ouvir melhor.

Eu estava tão exausto, queria cair no chão, e ficar ali para sempre, ou até ter força de vontade o suficiente para ir a mais uma aula de contabilidade. Odeio aquele professor, odeio aquela aula, odeio todo mundo.

Arrumei os instrumentos em seus devidos lugares enquanto deixava os outros saírem. E estava servindo como uma espécie de terapia, até meu perfeito silêncio ser quebrado, ao ouvir o som da minha guitarra. Virei-me, olhando por cima do ombro, a silhueta de Júlia.

Respirei fundo, incomodado. Eu estava há muito tempo esperando pacientemente que Júlia mudasse de ideia, e aceitasse ir comigo ao baile. No entanto, eu sabia que não seria uma tarefa muito fácil para ela.

"Isso não é problema meu" pensei na hora, mas não era verdade — não era assim que eu sentia.

Eu precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa que viesse ajudar.

— O que foi agora? — perguntou ela, e eu me virei, revirando os olhos.

— Vai, fala logo o que você quer — disse, cruzando os braços e abaixando a cabeça

Eu não curtia muito ficar de papo com Júlia, era muito parecido como um gato conversando com um cachorro: um sem paciência e o outro facilmente irritável. Isso me dava nos nervos.

— Vocês estão ótimos. Vão arrasar — a garota soltou, repentinamente, me deixando mais desconfortável ainda por ter imaginado que ela agisse diferente.

Olhei para ela, puxando todos resquícios de bom humor que me restava, sorrindo:

— Eu sei.

Eu sei que ela provavelmente pensou que eu fosse um narcisista descarado, mas eu nunca fui mentiroso. Estávamos, e íamos arrasar.

— Você deveria ver legal isso aí. — Júlia apontou para mim, me deixando confuso, com seu alarme. — Não é legal esse narcisismo todo. Nenhum amigo nunca te avisou isso?

O que eu esperava...

Gargalhei, puxando a guitarra de seu colo. Que garota mais engraçada.

— Você deveria parar de esperar isso. Não é porque você não tem autoestima que eu tenho que agir como você.

A garota arregalou os olhos, juntando as sobrancelhas, me fazendo rir.

Àquela altura, eu nem sabia mais o que fazia ali. Passei a guitarra para minhas costas, me dirigindo à saída.

— Pra sua informação, eu tenho autoestima! — a teimosa berrou.

Me despedi com um dedo do meio e o único sorriso que pude.

— Você acha mesmo que ela superou? — Taehyung começou, demonstrando sua indignação, enquanto comia seu biscoito integral com chá gelado. — Claro que ela ainda não superou.

Direcionei o olhar rapidamente para o outro lado do refeitório, onde Júlia e sua amiga estavam.

— Não vamos ficar tirando conclusões precipitadas — Jennie se meteu —, ele era o mais próximo dela, eles tinham algum tipo de ligação, por mais que tenhamos visto aonde isso deu...

Concordei, apoiando meus antebraços na mesa.

— Não. Não vamos falar da pequena Jay agora! — interviu Jin, agitado. Ri dele, vendo-o fazer uma careta. — Tadinha da minha garota. Olha como ela olha pra ele ainda...

Respirei pesadamente, irritado.

— Como ela não pode ter superado ele? Ela é louca ou o quê? — falei. — Ele simplesmente dormiu com a melhor amiga dela. E ainda quis usar ela!

Passei as mãos no rosto.

Eu não estava tendo um bom dia. Acontece que não dava para acreditar que uma garota tão talentosa tenha caído no papo furado de um cafajeste como Jungkook.

— Jimin, não sabe como entendemos isso. Mas, mano, isso não é um assunto nosso. Desencana disso — concluiu Yoongi, do meu lado. Parei, fitando-o, recebendo um olhar afetuoso.

Todos estavam certos. Eu não deveria me meter, não era assunto meu, mesmo que me incomodasse. Arrumei minha postura, virando o rosto para onde Júlia ria com sua amiga, acendendo no fundo de toda minha indignação um ponto de luz. Uma ideia.

Peguei meu celular, visualizando mais umas das mensagens de Jihoon — meu pai —, revirando os olhos.

— Depois vejo vocês. — Pus o celular no bolso, indo ao meu próximo destino.

Peguei um uber para o escritório executivo da Park's, onde meu pai havia marcado um encontro que, como ele disse, "o mais importante de todos". Respirei fundo, arrumando meu cordão, brincando com meu pingente de palheta, enquanto andava até a sala.

Passei a mão no cabelo, vendo através do vidro da sala, o rostinho bonito de Nayeon, acompanhada de seu pai, e Jihoon.

E por mais que eu soubesse que Phillip era uma das piores caras para fechar negócio, e que era um possível criminoso, nada mudava o fato de sua filha ser um desperdício de inteligência e beleza, se juntando ao seu pai nos planos mais burros dele.

Cruzei a porta, respirando bem fundo. Eu teria que passar por aquilo em algum momento, bom que fosse o mais cedo possível.

— Essa já é a terceira vez nesse mês que eu venho aqui — falei, me sentando na mesa de reunião.

Senti o olhar de Nayeon sobre mim enquanto via o gráfico no enorme quadro.

— Que merda é essa? — esbravejei, notando o tanto que as ações haviam despencado. Virei-me para Jihoon, indignado.

O mais velho cruzou os braços, se acomodando em sua cadeira.

— Eu te falei como estava a situação com as ações. No entanto, você é muito cabeça dura para entender a gravidade da situação. — Jihoon olhou para Phillip, que me encarou.

— Conversei com seu pai, senhor Park, e ele achou que seria necessário que alguma medida fosse tomada quanto a isso. Sendo um dos mais importantes acionistas da Park's, sugiro que aceite minhas medidas — o homem de cabelo preto e lambido de gel, falou, mas eu preferia que tivesse ficado quieto.

— Que tipo de retardado você é! — Não consegui conter minha indignação ao ver que brotava um sorriso nos lábios do salafrário do meu pai. Olhei para Nayeon. — Fala pro seu pai que todas as medidas dele são horríveis, Nay! — O olhar de Nayeon, virou levemente fugindo do olhar de seu pai.

— Não importa, seu imbecil! — Jihoon berrou, batendo na mesa. — Eu te criei, te dei de tudo. Você está naquela escola porque eu te coloquei lá. Tudo que você tem, fui eu que te dei. — Senti meus olhos arderem, de ódio e desprezo. — Você não serve de nada, além de ser um peso morto na minha vida. Até a inútil da sua irmã serve mais que você.

Dei alguns passos para trás, observando seu verdadeiro eu vindo à tona, abaixei a cabeça, sentindo tanta vergonha dele que eu só consegui rir.

— Você não ouviu o que eu disse, seu bastardo! — o velho berrou novamente, e eu ergui meu rosto, vendo o terror nos olhos de Nayeon.

— Pode me chamar de peso morto, bastardo e todos os outros adjetivos que quiser. Mas eu ainda sou o único que pode herdar isso que você chama de empresa. — Sentei-me na mesa novamente. — Sua maior decepção foi ver a filha que você mais amava abdicar da Park's. E sinceramente, a Jessi fez a melhor escolha da sua vida.

O mais velho pegou a taça de vinho da sua mesa, lançando em mim, mas consegui desviar rapidamente, deixando o vidro se espatifar na parede atrás de mim.

— Parem, por favor! — Nayeon se levantou, assustada. — Não o machuque, senhor Park. — Ela veio ao meu lado, pegando meu braço. — Eu e meu pai faremos o possível para manter os outros seis meses estáveis, enquanto isso — Phillip olhou estranho para sua filha, julgando-a pela escolha repentina —, não toque nele. — A garota me olhou, com os olhos cheios de lágrimas. Que merda ela está fazendo? — Garanto que ele vai dar um jeito nisso.

Eu vou?

Cheguei em casa da mesma forma como saí, ou até pior do que eu estava. Não estava nem um pouco afim de lembrar o que aconteceu. Passei o dedo no corte fino que um caco de vidro havia feito no meu braço. Park Jihoon finalmente havia dado as caras.

Entrei no quarto, me deparando com as coisas que preparei com Jessi, alguns dias atrás.

O vestido estava estendido sobre a minha cama, ao lado da minha roupa para o baile. Eu parecia um maluco combinando roupa para evento? Sim. Mas foi tudo ideia da Jessica.

Andei até a cama, parando com as mãos na cintura, ouvindo a porta bater. Só podia ser uma pessoa...

— Matando aula de novo? — Minha irmã abriu a porta atrás de mim. — Que merda! Ainda não guardou isso?

A mulher andou até a cama, dobrando o vestido e embrulhando-o na caixa branca. Ela fazia enquanto eu só observava, parado na mesma posição.

Júlia nunca aceitaria ir comigo...

A mais velha me parou de repente, se voltando para mim.

— Por que está com essa cara de paisagem? Não venha com aquele papo inseguro de novo, você sabe bem que ela vai com você. — Minha irmã pôs o vestido embrulhado na caixa.

— Não. Ela é teimosa demais — confessei, me jogando na cama. Que tipo de pessoa eu estou me tornando? — Eu já tentei convencer, e vai por mim, não deu em nada.

— Não vai dar em nada se você ficar reclamando, seu pirralho! Acha que ela é fácil igual as suas namoradinhas? — Ela cruzou os braços, sorrindo orgulhosa. — Essa garota é das minhas.

Fiz uma careta.

— Falando em namoradinhas, vou conversar com a Nayeon, provavelmente ela vá comigo. — Puxei o celular do bolso, mas ele logo foi tomado por Jessi.

— Esquece. Não vai rolar essa.

— Ela foi legal comigo hoje, e estou com saudade do jeito que ela me ch...

Jessi me encarou com seu olhar assassino, me fazendo parar, rindo.

— Essa garota ainda vai te dar um trabalho, Jimin — murmurou.

— Não tenho culpa se sou lindo e bom de cama, maninha.

A mais velha fez uma careta.

— Isso que ela tem se chama obsessão.

Levantei-me, pegando um bilhete da minha escrivaninha, estendendo para minha irmã. Jessica pegou o papel, sem questionar, colocando dentro da caixa.

— O que vai fazer com isso?

A mulher levantou-se, cruzando a porta do quarto. Meu coração disparou na hora, me fazendo levantar assustado.

— Vou entregar, ou acha que ela vai vir buscar a caixa amanhã?

— Eu só iria dar se ela fosse comigo, o que não é o caso — confessei, indo atrás dela. — Eu não preciso da sua ajuda, Jéssica. Isso é uma coisa minha. Não — respirei fundo —, na verdade, eu nem sei o que se passou na minha cabeça para ter chamado ela.

Jessica se virou bruscamente, pondo uma de suas mais na cintura.

— Você é maluco ou o quê? — bufou — Ela é uma gata. Esse é o motivo. E não tem porra de problema nenhum nisso, que inferno! — berrou Jessi, e eu apenas fiquei observando seu surto, até começar a falar novamente: — Olha só, querido, estou ciente que tá puto porque está rixado com seu amigo e os outros assuntos do papai. No entanto, tente relaxar. Curta a festa. E me deixe tentar fazer isso. O não você já tem.

Ela fechou a porta na minha cara, me deixando lá com a cara de paisagem, sem poder negar.

— Eu concordo com ela. — Virei-me bruscamente para trás, vendo Taehyung sentado no sofá da sala. — A Júlia é uma das garotas mais lindas que já vi.

— Você não sabe de nada, cara — falei, cruzando os braços.

— Tá acanhadinho, é, capetinha? — brincou ele, me fazendo rir.

— Não tem motivos para você achar isso. — Sentei-me ao seu lado, no sofá. — E só que ela me preocupa. Consegue ser mais teimosa do que eu imaginei. Me dá nos nervos.

O moreno gargalhou, olhando para o teto.

— O que foi? — perguntei, vendo-o me olhar.

— Ela fala o mesmo de você


NOTA DA AUTORA:

Como estão, preciosidades??? Viram a capa nova de BI? O que acharam?

Hoje vim dar só uma passadinha nessa nota, para agradece a você por ainda estarem comigo nessa. Bad Idea já está quase chegando a 90K e estou assustada com o quanto está crescendo. Estou profundamente grata e feliz por isso.

TILINDOOOOO

Se BI fosse uma frase, qual seria?

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