13. ᴅᴏ
"...Foda-se de qualquer jeito. Você me faz querer gritar até acabar com meus pulmões..."
Afraid - The neighbourhood
PARK JIMIN
— Isso! Não esquece o sutiã, Solen! — Ouvi a risada familiar de Jennie.
Espera? Jennie?
Abri os olhos com dificuldade, devido à luz da janela. Jennie estava parada em frente a cama com os braços cruzados enquanto a outra garota ao meu lado punha os sapatos.
Inclinei a cabeça para trás. Eu havia bebido muito na noite anterior, e isso significava uma coisa: bronca.
— Tomara que você não tenha pegado uma DST — Jennie soltou, me fazendo encará-la na hora.
— Eu sempre estou protegido. Sempre me certifico disso.
— Há, claro! Ontem foi um dia bom pra você, não foi? — Não posso discordar, porque seria mentira. — Claro. Mas esse não era o combinado. O combinado era: não transar no quarto do Jin, não fuder com a Natacha e não fuder com a Suzi. E você...
— Caguei tudo.
— Exato. — Pela cara dela, não iria durar muito a nossa discussão, já que eu estava pelado na cama com um lençol de arco-íris escrito "Ritmo quente".
Revirei os olhos, Jennie jogou uma bermuda de seda preta e, claro, não perdeu a chance de puxar minha orelha.
— Como você dormiu muito, nós ficamos com o trabalho pesado. A limpeza.
Caminhei com ela até a sala onde todos estavam rindo, até eu chegar e chamar toda a atenção. Júlia estava lá, não fugiu do meu olhar nenhuma das vezes, como estivesse me desafiando, ou só estava achando graça na minha cara.
— Pelo jeito, sabemos que bebeu muito ontem — Jungkook brincou, jogando seu cabelo para trás. — Duas não é demais?
Todos riram, até Júlia estava com eles rindo da minha cara.
— E deixou a bagunça toda com a gente. — Jennie cortou a graça, se sentando no sofá.
Jin cruzou os braços, alternando o olhar entre mim e Jungkook.
— Vocês sabiam que o combinado era deixar meu quarto livre, não é? "Não faça dele um bordel".
— Nem vem com esse olhar para mim — Jungkook retrucou logo, e eu abaixei a cabeça rindo. — Eu não trepei com ninguém.
Jeon Jungkook não enganava ninguém, era impossível que ele não tivesse curtido a noite com alguém, eu até cogitaria a ideia de ter sido com a novata, mas ela já havia negado.
— Júlia? — Tae questionou, me fazendo levantar a cabeça, e encará-la.
Taehyung às vezes pedia para apanhar.
— Não — a cacheada riu desesperadamente, fazendo-me escapar uma risada. — Claro que não aconteceu nada.
Claro que não aconteceu nada, "eu levei um pé na bunda" — ela quis dizer algo assim. Não é julgando-a, na mesma situação eu faria o mesmo.
— Jimin passou dos limites ontem. Estava flertando muito... até com quem não devia. — Tae abriu a boca novamente, e juro, eu queria que ele não falasse às vezes.
— A gente não pode esquecer que, desde o início da festa, Jimin já estava com indícios de PT — Jungkook retrucou, e todos concordaram.
Cruzei os braços.
— Isso é verdade? — Fingi pensar. — Não sei... mas eu não estava bêbado.
Todos olharam para mim, intrigados. Eu estava normal, só havia colocado um copo de gin na boca.
— Olha só! Aí vemos o verdadeiro impiedoso demônio Jimin! — ironizou Jungkook. — Eu ouvi você dar em cima da Júlia. Não tem vergonha? Justo a nossa companheira de "trabalho"?
Ele riu, cruzando os braços.
— É, meu amigo, eu nunca desperdicei a oportunidade de ter uma mulher na minha cama — soltei, sorrindo. Odiava a expressão de demônio, odiava mais ainda quando tentavam ganhar atenção às minhas custas. — Desculpe pela sua cama, Jin, acabei usando-a demais.
❉
— Deveríamos estar discutindo sobre outras coisas, não é, pai?
Na manhã de um sábado, a melhor programação com certeza não era estar do outro lado de uma mesa de escritório, discutindo com um velho rabugento.
Por que não fiquei em casa ensaiando? Eu já estava há meses sem falar com ele, mais alguns não seria ruim...
O mais velho me olhou feio, ajustando-se na cadeira de couro preta, a qual para ele era como um trono.
— Estaríamos se você não tivesse fugido de mim por seis meses. Você acha que estaríamos falando sobre o quê, Jimin? — arfei, revirando os olhos.
Sobre a minha vida pessoal, sim, aquela que o senhor adora se meter.
— Eu estava muito ocupado. Estava sem tempo com a faculdade, e o senhor sabe que não há nada mais importante que isso para mim — confessei, mentindo a maior parte, eu só não queria olhar para a cara enrugada dele.
A verdade era que eu estava, sim, fugindo da presença de meu pai há meses. Estudando os casos, eu não teria que me dirigir a ele se verdadeiramente fosse o caso banal e totalmente sem importância.
Mas chegaria o momento em que eu teria que falar com ele uma hora ou outra, e chegou.
— Não gosto de aparecer aqui e o assunto mais importante não ser falado, isso é uma perca de tempo. Já posso ir? — questionei, me sentando preguiçosamente.
— Soube que teve uma festa ontem à noite... — O velho estava inquieto, tentava manter uma conversa amigável, e toda vez que ele fazia isso, as coisas não estavam bem, até porque Jihoon não era amigável e evitava falar comigo ao menos se fosse necessário. — Vocês têm uma amiga nova? Como ela se chama?
— O senhor pode ser mais objetivo? Tenho outras coisas pra fazer.
Eu só queria sair daquela cadeira e descansar.
Sua expressão se tornou fria, como a que eu era familiarizado, e retornou a conversa, com a voz mais forte.
— Espero que esteja disposto a assinar o contrato, Jimin...
Sua cara parecia ter tomado uma forma triste, o que eu estranhei na hora.
— O contrato é para o último caso, quando não se tem mais alternativas. Não estamos desse jeito, ainda há coisas a serem feitas. — Ele negou com a cabeça, inclinando-a para a vista da sua sala. — Mesmo sendo o último caso, eu ainda vou evitar ele o máximo o possível.
— Então, espero que evite a nossa falência, pois é isso que está acontecendo. Acho que anda muito ocupado fazendo seus investimentos pessoais e trabalhos fraternais que esqueceu de olhar os nossos gráficos.
Ele acha mesmo que eu deixaria as minhas coisas para lidar com as suas merdas assim, de mão beijada?
— Eu sempre olho nossos gráficos. E sobre os meus investimentos, alguém tinha que saber lidar com dinheiro melhor que o senhor. — Ele me fuzilou com o olhar. — Sabe que estou certo, e sabe melhor ainda que ter se juntado com os negócios de Phillip sugou mais do que ajudou a empresa.
— É, mas também é a nossa única escolha.
— Não. Não é a nossa única escolha. Me casar com a filha de um mafioso não é a minha escolha.
— Mas se hoje você precisa fazer isso, Park Jimin? Você já assinou metade do contrato, burlar isso causaria grandes danos.
— Sobre os danos, eu estou pouco me fodendo, a responsabilidade sobre isso é do CEO. — O velho arregalou os olhos, como se eu tivesse falado algo absurdo, mas era verdade, por isso não ousou me interromper. — Teremos que estar na merda para eu assinar aquele contrato.
NOTA DA AUTORA:
Oi, Familía? Como vocês estão? Espero que tenham curtido a semana muito bem.
Como deu pra perceber, o capítulo dessa semana foi um pouco curto, mas também cheio de detalhes. Os leitores da antiga versão de BI, provavelmente vão entender o peso que esse capitulo tem para a historia, não que esteja sendo 100% idêntica a antiga...
Para os novatos aqui, Parabéns! kskskssk, essa experiência vai ser ótima.
O que estão achando dos pontos de vista? O que gostariam de ver tendo um pouco mais de foco?
Já votaram? hm... seu voto é de extrema importância para mim, isso me mostra se está gostando da historia, então vota ai! vai! andaa!
Tenham uma ótima semana, e esperem pacientemente até o "Capítulo 14 - Ex-friend"
PAM
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