Nick Carter #3
(Dedicado a ydaniiellaa que pediu uma imagine bem longa do Nick. <3 Bom, espero que 3.349 palavras sejam muito!)
Movies 'n' Aaron
1996.
Domingo, pós- meio dia. Os raios de sol não mais tão intensos, mas quentes o suficiente para me fazer sentir abraçada por uma atmosfera alegre e vivaz. Um perfeito dia de lazer não só para sossegar em casa…
Mas também para visitar a casa do namorado.
Primeira vez indo ao apartamento de Nick. Relativamente nervosa. Nunca vi sequer um tracinho do rosto de sua mãe ou de seu irmão mais novo. Tendo ciência da importância das primeiras impressões, me vesti com um pouquinho mais de capricho: Saia rodada vermelha, uma blusa florida de cor pastel, além de estar calçada com meu confortável e adorável tênis branco.
Nick veio me receber na porta, com o rosto radiante. Carimbamos um beijo rápido.
-- Desculpe, estou atrasada? -- Ofeguei.
-- Claro que não. -- Ele ri -- Mas você parece ansiosa.
-- É que é não sei o que sua mãe poderá achar de mim…
-- Eu esqueci de te avisar -- Ele diz em tom de lamento, fechando a porta atrás de nós. -- Mãe teve um compromisso de última hora e precisou sair. Ela pediu mil perdões. Estava doida pra te conhecer hoje.
-- Sério? Poxa...Na próxima vez espero vê-la.
Já dentro, ele me olhava sem tirar o sorriso, nem a atenção de seu rosto. Me convenci de que meu benzinho estava realmente feliz por eu estar lá.
-- Você está tão...Meu...Deus, que perfume é esse? -- Nick faz uma profunda inspiração perto do meu pescoço.
-- É só um perfuminho novo. Gostou? -- Eu sorrio.
-- Até demais. Desse jeito, não vou conseguir me concentrar no filme de hoje de jeito nenhum…
Nick me enlaçou pela cintura sem qualquer aviso, apesar de já estar ficando acostumada com isso. Com as duas mãos bem firmes em minhas curvas, eu e ele trocamos beijos calorosos que, com o passar do tempo, só estavam ficando melhores do que nos estágios iniciais de namoro. Era bom ver que estávamos progredindo a outro patamar.
-- Tem alguém aí com você, Ni? Ouvi uma voz nova...
Eu também ouvi uma voz nova. Uma voz infantil bem atrás de nós e saltei de susto. O estalo de nossos lábios se soltando entoou rápido e seco. Nick zarpou de mim velozmente e tomamos uma distância de, pelo menos, meio metro.
Um menininho loiro, de cabelos lisos na faixa dos 8, com camisetinha listrada e short do Mickey chega ao cômodo um tanto relutante, depois põe-se a encarar a mim e Nick com atenção.
-- Aqui está ela, Aaron! -- Exclamou Nick, animadamente -- Minha convidada especial, S/N! Não vai cumprimentá-la?
Aaron olhou para mim de cima a baixo e revelou um olhar que eu compreendi como tédio.
-- Você fala tanto dela que eu já a conheço. Não precisa de apresentações. -- Diz cabisbaixo, interagindo com o tecido da própria blusa.
Aquilo foi inesperado para mim, mas não mais que para Nick. Ele olhava para seu irmão de maneira severa, mas eu estava tão contente por conhecer o mais novo que não me importei. Crianças são assim.
-- De qualquer forma, é um prazer te conhecer, meu cunhad --
Não pude terminar a frase. Nick instantaneamente apertou minha mão.
-- Hm, Aaron, Por que você não apresenta a minha linda convidada o nosso apartamento? Eu preciso ir lá dentro para tomar um banho.
Estranhamente fui introduzida a casa pelo loiro mais jovem, ao invés do mais velho com quem já sou íntima. Mas o mais estranho, que não me poupou de franzir o cenho, foi ver Nick se referindo a mim somente como sua "convidada especial".
~ • ~
Aaron era adoravelmente fofo. Era como ver o Nick mais jovem e com mais desenvoltura nos passos. Uma graça. Pode não ter tido uma animada impressão sobre mim, mas cabe a mim ter paciência. Talvez ele esteja começando a entender o que é um namoro.
Depois que terminamos o tour pelo apê (o que não demorou), fomos até a sala aguardar Nick. Eu, no sofá maior e ele em um puff, de frente para mim. O silêncio estava desafiador, então decidi me entrosar:
-- Então Aaron, quantos anos você tem?
-- Nove. E você?
-- dezesseis.
Ele arregalou os olhos.
-- Puxa, você é tão velha quanto o meu irmão.
Eu ri.
-- Verdade. Não é engraçado? Temos a mesma idade.
-- Por que as pessoas têm idades diferentes? Por que não tenho dezesseis também? -- Ele me interroga.
Foi impensável dar uma daquelas respostas superficiais. Aaron me encarava com expectativa, como se a resposta estivesse dentro de mim.
-- Bom, as pessoas...não nascem no mesmo ano. Os pais decidem ter filhos em épocas diferentes -- Digo com delicadeza -- E a sua foi diferente da do Nick.
O loirinho esboça expressões pensativas.
-- Então são os pais que decidem?
-- Sim!
Espero não ter dito alguma besteira.
-- Mas eu achei que os pais não podiam escolher isso. Quem escolhiam os filhos para os pais eram as cegonhas.
-- Cegonhas?
-- O Nick quando fica bravo, diz que vai ligar para minha cegonha vir me buscar de volta.
-- Ah...bem, sabe, os pais eles conhecem as cegonhas mas --
-- Você já pensou de onde vêm os sobrenomes? -- Ele revira o assunto para um outro.
-- Os sobrenomes vêm do começo da nossa família. -- Afirmo.
-- E onde começa a nossa família?
Aaron volta a me olhar daquele jeito. Fico feliz em ver que já estávamos em um diálogo, mas as voláteis perguntas dele já começavam a dar nós na minha cabeça.
-- Eu também não sei. As famílias são beeem longas…
Dito isso, ele permanece um tempo em silêncio. Eu já começava a me preocupar com sua quieteza, quando ele vem com mais uma:
-- Por que seu cabelo é mais longo que o nosso?
-- Ora, porque eu sou...menina. Meninas costumam ter cabelos maiores que os dos meninos. Você já quis ter um cabelo maior?
Ele sacode a cabeça fofamente.
-- Estou satisfeito com o meu.
Poxa, Nick estava demorando no banho.
-- Sabe, S/N -- Aaron senta ao meu lado no sofá -- eu sempre tenho várias dúvidas sobre o mundo. A quantidade cresce a cada dia que passa! Tipo, por que a gente ainda consegue ver a lua mesmo de dia? Pra que servem as unhas? As nuvens são mesmo feitas de algodão? Por que as meninas fazem xixi sentadas e os meninos de pé? Por que o papai Noel não se chama vovô Noel já que ele tem barba branca? Por que as formigas --
Tive que resistir ao impulso de tapar a boca dele instantaneamente. Ao invés disso, o interrompi:
-- Aaron, agora quem vai perguntar sou eu -- sorrio -- você ama o seu irmão?
Ele imediatamente responde:
-- Sim! E você? Ah...eu nem sei como vocês dois se tornaram amigos.
A inocência dele me encantava tanto quanto sua curiosidade desenfreada.
-- Eu o amo também.
-- Sério? -- Ele indaga, parecendo surpreso.
Eu reafirmo. Ele não parece querer falar mais nada.
Quase no mesmo instante, Nick surge na sala, vestido, mas com a toalha sobre os ombros secando os cabelos. Estava tão cheiroso e lindo com os fios molhados…
-- Cheguei. -- Ele ocupa o espaço entre mim e o irmão -- Aaron, por que você não mostra a S/N o seu Ultra Superman?
-- Vou buscar! -- O pequeno sai correndo de lá, alegremente.
Eu torno para Nick.
-- É um brinquedo novo?
-- Só falei isso para ele nos deixar a sós. -- Ele sorri com pretensão.
-- Seu espertinho…
Logo prosseguimos o que fazíamos antes. Nick estava determinado a me beijar e desta vez foi mais intenso: beijos demorados e toques ansiosos. Minhas mãos revezavam entre percorrer seu rosto e pescoço e as dele estavam satisfeitas na minha cintura, as pressionando com mais força conforme se inclinava a mim. Às vezes era assustador ver o que os hormônios adolescentes eram capazes de fazer, em outras, era irresistivelmente bom.
Nos separamos. Apenas o suficiente para olharmos dentro dos olhos um do outro e ver a mesma motivação: continuar.
Porém, quando íamos avançar, no meio de nós foi sentida a intervenção de um material plástico vindo de trás do sofá.
-- Aqui está ele! -- surge Aaron, exclamando muito alto e sobrevoando o boneco Superman no meio de nós -- Não temam pois o perigo passou. Ni, você estava em perigo?
-- Não. -- Responde Nick, fechando a cara e se afastando para o lado oposto.
-- Iuuuuu… -- Aaron faz onomatopeias para o vôo do herói. Alheio ao que acontecia ao seu redor.
~ • ~
Em algum momento da tarde com os dois, eu perguntei:
-- E aí? Quais os programas para hoje?
-- Vamos assistir o filme Toy Story -- meu namorado pronunciou -- Depois vamos comer sorvete e se der tempo, faremos um passeio à noite.
-- Eu posso ir? -- o mais novo atropela a fala de Nick.
-- Aaron…
-- Lembrei. Tenho que ficar para esperar a mamãe…-- seu rosto animado se torna murcho.
Eu demonstro empolgação para assistir o filme e Nick então põe a fita no VHS. Parece meio ridículo assistir um filme sobre brinquedos na casa do namorado, mas é o primeiro filme de animação em computação gráfica já lançado. Nós somente tínhamos de ver isso. Além do mais, somos fãs de Cultura pop.
Os três indivíduos na sala estavam igualmente ansiosos. Nos ajeitamos no sofá assim que a fita começou.
Aaron se jogou no meio entre mim e Nick, determinado.
O mais velho lançou um ligeiro olhar de reprovação ao pequeno e eu já esperava uma repreensão. Mas no fim, ele simplesmente sacudiu a cabeça, sorrindo.
-- Não vai dormir durante o filme, né? -- Nick indaga.
-- Não. -- Aaron responde firme.
-- Olha que eu te conheço...
-- Não vou dormir não, seu chato.
-- Se você dormir eu serei forçado a te acordar assim…
Tão rápido que até me assustei, Nick avança no corpo pequeno do irmão e o enche de cócegas, este que até se debateu todo no sofá a gargalhadas, para sair dos braços do irmão.
Eu assistia essa preciosa cena com uma curva nos lábios. Eles se davam tão bem um com o outro…São como o pedaço de si mesmo em outra pessoa. Eu queria ter um irmão mais novo.
O filme começou e estávamos frente a TV como uma família de filho único. Tudo bem, eu e Nick éramos um casal. Mas não significa que devemos estar colados um no outro o dia inteiro, né?
Durante o filme, um dos meus braços ficou esticado por detrás do sofá, somente por questão de conforto. Mas Nick percebeu isso e conseguiu mais uma brecha para fazer contato comigo. Ele posicionou o braço da mesma forma e assim, nossas mãos puderam se encontrar atrás do sofá. Seus dedos acariciavam ternamente a minha palma que até me arrepiei.
E foi assim que eu me desconcentrei do filme.
Aaron, que comia pipoca, parecia estar inquieto com alguma coisa. Não parava de se remexer no seu canto.
– Aaron, quieto. – Nick retaliou.
O pequeno bufou.
Depois, com alguns minutos, ele joga as costas abruptamente no encosto do sofá e acaba atingindo também o braço do irmão.
– Ai, ai!
Nosso enlace de mãos é desmanchado. Sem se importar, o pequeno simplesmente continua a comer e a assistir, com certo sorrisinho.
~•~
Toy Story foi melhor do que eu esperava. Simplesmente cativante, engraçado e com lições valiosas, principalmente sobre ciúme e amizade.
Mas como a tendência já citada, na metade do filme Aaron adormeceu no colo de Nick, com as perninhas esticadas sobre o meu. Eu e o mais velho trocamos um olhar acalentado ao ver o pequeno dormir.
-- Vai, faz cócegas nele agora…-- Provoquei.
-- Você sabe que não consigo. Não com essa carinha. -- Nick o observa com zelo.
Mas logo ele lentamente se prepara para levantar.
-- Vou buscar o sorvete. -- Sussurra.
Eu ajudo a tirá-lo de seu colo com muita cautela, mas em vão: Quando Nick partiu da sala, Aaron acordou como se seu sono estivesse ligado à presença do irmão.
Eu olhei o pequeno bocejar, com encanto. Aaron era mesmo um amor. Acho que Nick tem dificuldade em ficar seriamente bravo com ele.
-- E aí, Qual o seu favorito? Woody ou Buzz? -- Pergunto amigavelmente, assim que ele desperta.
O garotinho me olha de cima a baixo como um leão ao ver outro no território.
-- Fica longe do meu irmão. Estou avisando.
Eu arregalei os olhos. Até a primeira metade da frase eu achei que ele estivesse brincando. Mas nenhuma criança usa aquele tom de voz em brincadeira.
-- Como é? -- Questiono, incrédula
-- Desde que você chegou aqui, você só afastou meu irmão de mim. Acha que eu não notei? -- Seu olhar era inesperadamente ferino. Ele estava mesmo com raiva.
Eu ainda não sabia como fazer qualquer som sair da minha boca. Só conseguia pensar em como Aaron estava agindo como o possessivo cowboy do recém-assistido filme.
-- Amor...digo, S/N, me ajuda aqui com os sorvetes! -- Nick grita da cozinha.
Demoro mais alguns segundos encarando o rosto impassível de Aaron antes de ir. Aquilo foi sinistro.
Ao entrar na cozinha, tenho tempo de lembrar de mais uma estranheza que coube naqueles mesmos minutos:
-- Por que você se corrigiu quando me chamou de amor? -- Perguntei, agressiva. -- Não se sente confortável em me tratar assim na sua casa?
-- O que…?
-- Carter...Desde que eu cheguei, você não me chama de amor aqui.
Ele me olhou confuso, com o pote de sorvete e tigelas vazias sendo tudo a que podia recorrer.
-- Amor… desculpa. -- Ele me encara, suplicante.
-- Nick. -- Eu recomeço, respirando fundo -- Precisamos falar sobre o Aaron.
~•~
-- Ele te ameaçou?
-- É! Foi um comportamento muito rude. Ele está mesmo com ciúmes de você. -- Explico.
Estávamos reunidos surdinamente, num corredor atrás da cozinha. Tentávamos impedir que aquela conversa alcançasse o Carter mais novo.
-- E sabe o que eu acho? -- me viro para ele -- Que a culpa é sua. Eu notei que você evitou qualquer forma de tratamento que evidenciasse a nossa relação. Por quê? Ele é tão grandinho e esperto pra entender…
-- É que -- Nick inicia, com ar de arrependido -- Achei que ele não fosse lidar bem com isso. Que fosse achar estranho ou ficaria me enchendo o saco com perguntas.
Eu rio com leveza.
-- Sei que estava tentando protegê-lo. Mas devia ter dito que sou sua namorada. -- O cutuco no ombro.
O loiro fica refletindo consigo mesmo por alguns segundos.
-- Eu devia imaginar que isso poderia acontecer. -- Ele me fita com um ar inquieto -- Aaron não age assim normalmente, posso te garantir.
-- Não se preocupe, eu adorei o Aaron -- declarei. -- Quero ser amiga dele. Tanto que...acho que quero falar com ele sobre isso eu mesma.
-- Tem certeza? Acho que isso é papo de irmãos…
-- O desentendimento é comigo. -- mensuro -- Confia em mim, quero falar com ele.
Meu namorado cede, e agora tomo a responsabilidade de preservar um laço com meu pequeno cunhado. Não sei o que me deu na cabeça para tomar a iniciativa, mas me parecia o certo. E a opção mais convalescente.
Procuro o mais novo por todo o apê, já que não se encontrava mais na sala de estar. Eu suspiro olhando em volta. Me deparo com uma foto emoldurada na hack na tv. Era ele e Nick bem menores, abraçados e com sorrisos faiscantes. Não o culpo por achar que sou uma ameaça. Eu provavelmente sou a única garota que Nick já chegou a trazer aqui.
Dou mais uma volta pelo cômodo e passando pela porta de vidro que dá acesso a sacada, eu encontro o loirinho. Está lá fora.
Vou lá com passos leves, para não assustá-lo.
-- É melhor você ir embora -- Mesmo de costas olhando o movimento do trânsito andares abaixo, ele adivinha a minha presença.
A noite já havia caído. Eu em breve teria de voltar para casa. Eu teria que ser precisa no diálogo.
-- Me disse para ficar longe do seu irmão, mas não me falou nada sobre você. -- Ponteei.
Ele nada disse.
-- Sabe por que não largo do seu pé? Eu quero ser sua amiga. E não posso ficar longe do Nick porque já somos amigos.
Aaron vira levemente o rosto para mim, o suficiente para me alcançar com a visão, embora sua expressão ainda não fosse das mais simpáticas.
-- Eu nunca vou tirar o seu maninho de você.
Ele parecia interessado em ouvir aquele discurso. Percebi por seu silêncio.
-- E sabe, eu e o Nick não podemos ser separados tão facilmente por um motivo. Mas isso nada interfere no laço de vocês.
Sabendo que despertei a curiosidade do garoto, me permito sorrir discretamente. Aaron abandona a sacada para ficar de frente pra mim. Com o rosto ainda mergulhado em seriedade, ele diz:
-- O que é?
Eu me abaixo e com uma mão tapando o lado da boca, sussurro:
-- Somos namorados.
Só Deus sabe o quanto eu tive que conter a minha gargalhada. A cara que Aaron fez quando ouviu a última palavra foi hilária: Franziu o cenho e arregalou os olhos no mesmo segundo, parecendo diante de um inseto muito estranho e nojento.
-- Quer dizer que vocês se beijam!? -- Exclama alto.
Eu afirmo com a cabeça, sorrindo.
Ele ainda permanece com aquela carinha de choque. Olhando para ao seu redor como se uma revelação existencial lhe tivesse ocorrido.
-- Não sei muito sobre esse assunto então você vai ter que me explicar -- Falou, categórico -- Por que você namora o meu irmão?
-- Bom --
-- Pra querer beijar ele, você deve ser muito corajosa!
-- Aaron! -- Eu caio na gargalhada -- Tudo que sei dizer é que amo o Nick. Ele como namorado é incrível. Tanto que beijá-lo não é problema nenhum para mim.
Aaron sacode a cabeça.
-- Eca.
-- Vou lhe poupar dos detalhes desse assunto porque um dia você vai entender. -- Faço um carinho em seu ombro -- Mas e aí, amigos?
Ele não reagiu por curtos segundos, o que me amedrontou. Mas depois, rapidamente ergueu a mão para mim:
-- Cunhados.
Aquele sorrisinho apaziguou todo o meu coração. Nosso aperto de mão ali, representou muito.
-- É sério? -- Nick nos assusta, surgindo lá repentinamente. -- Que eu sou um namorado incrível?
Eu me ergo, cruzando os braços.
-- Não é legal espionar, sabia?
-- Mas essa conversa me incluía também! -- Levantou os braços em rendição -- E aí, baixinho. Ainda topa aquele nosso passeio noturno?
Foi lindo ver a felicidade ocupando cada centímetrozinho do rosto de Aaron.
~•~
Uma volta na Praça, depois uma volta no parque e uma paradinha no carrinho de pipoca, foi o programa a noite de nós três.
Foi divertidíssimo. Certamente um final de semana que anseio para repetir. Especialmente porque não tem como se entediar com esses dois.
-- Cuidado, menino! -- Nick gritou pela vigésima vez essa noite.
Mas o pequeno não ligava. Estava mergulhado no pega pega com outras crianças que encontramos.
– Ao infinito e além!
-- De onde eles tiram tanta energia? -- Mastiguei mais algumas pipocas.
-- Não faço ideia, apesar de já ter sido assim.
Após mais algum tempinho de conversa e ar fresco, chega minha hora de ir, já com saudades no coração, me despeço.
-- Obrigada pelo final de semana.
Nick sorri timidamente, e é nessas horas que eu gosto de surpreendê-lo com um beijo. Por ser em um local público, teve de ser breve.
Ele realmente não esperava. Quando cessamos o toque, veio de repente com uma pergunta:
-- E se ele me questionar sobre a história das cegonhas!? -- Fez uma cara de total perdido.
-- Não conte comigo para explicar. -- É tudo que digo e saio aos risos. -- Aaron, até mais!
O garotinho para de correr com as crianças e dispara até mim, com os cabelos molhados de suor ao vento.
-- Tchau S/N! -- Me agarrou pela perna. -- Até o próximo final de semana.
Eu o abraço.
-- Tchau, meu pequeno. Até lá.
É ótimo ver as coisas bem resolvidas. Sei que Aaron já começa a ter uma melhor visão de mim. Com alguns metros de distância eu me viro para trás e vejo uma bela figura do mais novo e do mais velho, acenando para mim com alegria. Retribuo fazendo meu caminho, antes de virar a esquina e seguir para casa.
-- Ela é muito corajosa por querer te beijar.
-- Eu sei. -- O mais velho suspira, com um sorriso nos lábios e no olhar.
........................
Mais uma imagine do Nickolas Carter pra gente. ♡
Adorei escrevê-la. Me diverti e fiquei soft, assim como ela também foi trabalhosinha devido a seu tamanho kkksks. GENTEE eu amei o Aaron. Como se arruma um cunhadinho desses hein? Hahahah
Pelo visto, acho que levo em média uma semana para terminar de escrever uma imagine. Tudo que peço de vcs é paciência e por favor não me abandonem! Estar conseguindo atualizar uma vez na semana já é uma conquista pra mim XD
Espero que tenham gostado, me deixem saber nos comentários.♡
Não se preocupem que estou ciente dos pedidos que algumas de vcs já fizeram. Em breve vou começá-los.
Beijos e até logo!
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