PRÓLOGO
Eu estava lá. Eu vi com meus próprios olhos quando tudo aconteceu e quando tudo se repetiu, milhares de anos depois.
Eu vi quando ela se ergueu, a abandonada e esquecida, minha querida Irínia. Eu lhe dizia que ela seria importante para a humanidade, mas ela estava desacreditada da vida.
Eu vi, com esses olhos cinzentos, quando ela apontou dentre os grandes, quando a natureza silvou ao seu lado.
Seus cabelos flutuavam suavemente como se o vento não tivesse força para destruir florestas. Seus olhos reluziam, como se contessem uma tempestade com trovões e relâmpagos incessantes.
Ela apontou suas mãos para cima e a natureza lhe ouviu.
Debaixo, os humanos gritavam e comemoravam. A guerra entre os grandes havia acabado. Irinia havia os salvado.
AVE IRÍNIA
Famílias se abraçavam, e todos juravam sua lealdade para a deusa serena élfica, criada por dragões. Todos prometiam lembrar dela.
E assim Irínia uma profecia iniciou. Dez cavaleiros nasceriam, cada um em um reino diferente, sob o objetivo de proteger a reencarnação de Irínia e salvar o mundo das catástrofes.
Nove cavaleiros nascidos com poderes sobre humanos, capazes de destruir montanhas com um soco, ou abrir fendas na terra com somente um chute. Dentre eles haveria um, que se tornaria o mais habilidoso da era em que nasceu, aquele que poderia tanto ser o simbolo de paz como o símbolo do caos.
Nesta última reencarnação de Írinia, eu vi. Eu vi a premissa de uma era diferente, eu pude ver que haveriam mudanças, e que poderia ser o fim de uma profecia de milênios.
Eu sou aquela que tudo vê, e eu vi uma deusa reencarnada se apaixonar e quase ruir. Mas mesmo sendo eu, não pude ver o desfecho. Porque o futuro dela era incerto.
Mas uma coisa é certa.
A guerra virá, e todos devem se preparar.
Ouçam o que essa velha diz. Eu estava lá. Eu vi com meus próprios olhos quando tudo aconteceu e quando tudo se repetiu, milhares de anos depois.
Irínia virá nos salvar.
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